ARQUIDIOCESE
de Pouso Alegre

Irmã Anselmo, da Providência de Gap, falece em Itajubá - por Pe. Andrey Nicioli


A Congregação da Providência de Gap e a Arquidiocese de Pouso Alegre acolheu com tristeza a notícia da morte da Irmã Anselmo, na manhã desta segunda-feira, 07. Atualmente com 94 anos, ela residia no convento de Itajubá, onde faleceu. Ela viveu por muitos anos no município de Santa Rita do Sapucaí, atuando como catequista e professora. 

O seu corpo está sendo velado no próprio Convento das irmãs da Providência da Gap, com missa de corpo presente marcada para às 15h30. 

Rezemos pela alma desta irmã, que dedicou sua vida no anúncio do Reino de Deus. 

A história da Providência de Gap

A história começou com a “intuição” de João Matinho Moye, um jovem francês, sacerdote Diocesano. Ele, pregando as missões nos arredores da cidade de Metz, ficou impressionado com o abandono em que viviam as meninas das aldeias. Faltava alguém que lhes ensinasse a ler, a escrever e, sobretudo, quem lhes desse certa formação religiosa. João Martinho quando viu esta situação se sentiu profundamente interpelado. Começou a perguntar a si mesmo o que poderia fazer para ir ao encontro destas crianças abandonadas. Ele carregava dentro de si a experiência de um Deus que é Providência, que cuida de tudo e de todos (as), “até mesmo dos lírios dos campos que hoje crescem a amanhã desaparecem” (Cf Mt 6,25ss).

João Martinho foi elaborando, rezando, discernindo um projeto: “enviar moças, como Jesus enviou os seus apóstolos e apóstolas, capazes de irem sozinhas nestas comunidades rurais onde não houvesse escolas”.... Ele conseguiu comunicar este seu desejo para algumas jovens. Elas também se sentiram interpeladas, desejosas de dar uma resposta concreta diante de tal situação. Margarida Lecomte e mais três outras companheiras foram as primeiras jovens enviadas em missão junto destes povoados da Região da Lorena, na França. Partiram sozinhas, sem muito preparo, confiando na Providência, numa época em que o próprio valor da mulher na França não era reconhecido.

Estas quatro jovens iniciaram um jeito novo de viver junto destas comunidades rurais, na simplicidade, na partilha, na presença junto das famílias e, sobretudo, na educação das meninas que eram menos favorecidas. É interessante ressaltar que à medida que foram vivendo junto do povo, o próprio povo foi quem lhes deu o nome: “Irmãs da Providência”.

Certamente muitas pessoas conheciam esta situação de abandono em que viviam as meninas da região da Lorena, na França. Para João Martinho e para estas primeiras jovens, o jeito de olhar, de conhecer a situação, se tornou interpelação, se tornou compaixão, se fez projeto, se fez envio em missão. Naquela pequena região da Lorena, a Providência de Deus se manifestou na presença atuante de Margarida Lecomte e suas três companheiras. Elas foram capazes de “providenciar” para aquelas meninas abandonadas o que lhes faltava, ajudando-as para que tivessem mais vida.

O início da história está lá no século XVIII. Outras jovens foram se juntando à Margarida Lecomte e a semente da Providência foi se espalhando. Hoje ela se faz presente em quatro Continentes. Como no passado, a Providência do Pai se manifesta ao mundo de hoje através dos gestos, atitudes, enfim da maneira de viver, de agir destas religiosas. A Congregação é sinal da Providência de Deus. 

 

 

 

 

 

Publicado no dia 07/08/2017