ARQUIDIOCESE
de Pouso Alegre

Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, Opraem. – 6º Bispo e 3º Arcebispo - por Pe. Andrey Nicioli


Resumo

Nasceu em Capelinha (MG), a 6 de agosto de 1938. Filho do casal Pedro Chaves Pinto e Paula Amélia Dias. Cursou os dois primeiros anos em escola rural, na fazenda de seu pai, concluindo o primário na cidade de Caetanópolis (MG).

Recebeu a Ordenação Presbiteral em 29 de junho de 1967 e, em 1983, licenciou-se em Teologia Moral na Academia Alfonsiana, em Roma. O então padre Ricardo foi designado Bispo de Leopoldina, pelo Papa joão Paulo II, em 14 de março de 1990. No dia 21 de abril do mesmo ano foi ordenado bispo em Contagem.

Dom Ricardo foi nomeado Arcebispo da Arquidiocese de Pouso Alegre no dia 16 de Outubro de 1996, tendo tomado posse no dia 3 de dezembro do mesmo ano. Faleceu no dia 01 de abril de 2018, aos 79 anos de idade.

Biografia e seu episcopado

Após a morte de Dom João Bergese, a Arquidiocese de Pouso Alegre teve vacância abreviada, de apenas sete meses, graças ao interesse do Núncio Apostólico. Assim, no dia 16 de outubro de 1996 era anunciada a nomeação de Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho - Opraem., bispo de Leopoldina, como Metropolita de Pouso Alegre. Ele tomou posse no dia 3 de dezembro do mesmo ano. 

Natural de Capelinha, município mineiro situado no Vale do jequitinhonha, o terceiro Arcebispo de Pouso Alegre veio ao mundo no dia 6 de agosto de 1938. É o primeiro metropolita oriundo do clero religioso a emunhar o báculo na circunscrição eclesiástica sul-mineira (pertence à Ordem Premonstratense, fundada por São Norberto no Vale de Prémonstré, na França. Ordenado presbítero no dia 29 de junho de 1967 na cidade de Montes Claros, atuou em dioceses mineiras e paulistas, licenciou-se em Teologia Moral pela Academia Alfonsiana de Roma e chegou a ser superior de sua Ordem religiosa em Minas Gerais. Ao atingir a plenitude do sacerdócio, adotou o lema "Caritas Christi Urget" ("O amor de Cristo nos impele"). 

Dom Ricardo fez sua primeira visita a Pouso Alegre de 18 a 20 de novembro de 1996 para reunir-se com sacerdotes, seminaristas e formadores; conhecer a Catedral, o Seminário e a Cúria, entre outros prédios do Arcebispado. mais de um mês antes, no dia de sua eleição, o pastor externara à comunidade arquidiocesana a prioridade de seu ministério: "Que possamos fazer um trabalho em conjunto, de tal forma que a unidade seja transparente, e que o nosso coração esteja pulsando no mesmo ritmo de todos os dias aquilo que Deus está querendo de cada um de nós, preparando-nos de uma maneira muito especial para o terceiro milênio, que vai ser a grande meta nesta Arquidiocese que vamos empreender daqui pra frente".

A posse canônica de Dom Ricardo deu-se no dia 3 de dezembro de 1996, perante 19 prelados e aproximadamente 130 sacerdotes. A missa teve início às 19h10 com a entrada do Arcebispo eleito em procissão. Sorridente, foi acolhido pelo 3 mil católicos que lotavam a Catedral do Senhor Bom Jesus naquela noite chuvosa. Lidas as letras apostólicas pelo Monsenhor Benedito, Dom Serafim Fernandes de Araújo entregou o báculo ao irmão mais novo do episcopado, do qual havia sido sagrante. Depois de ter seu anel osculado pelos membros do clero, Dom Ricardo falou com entusiasmo, durante a homilia, do Projeto Rumo ao Novo Milênio (PRMN), lançado em todo país no mês anterior. "Nossa meta é levar Cristo a todos os corações", concluiu a pregação, exortando os fiéis a evangelizar. 

O PRNM norteou os três anos iniciais do pastoreio de Dom Ricardo. Concebido como preparação para o Jubileu dos 2 mil anos do nascimento de Cristo, o projeto foi orientado pela carta apostólica Tertio Millennio Adveniente, de João Paulo II. Ainda no primeiro triênio, o Arcebispado ganhou duas importantes pastorais: Carcerária (desenvolvida na Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Pouso Alegre desde o início de 1996, tornando-se um trabalho arquidiocesano em 1997) e a da Comunicação (estruturada a partir de março de 1998). 

O ano de 1997 registrou acontecimentos de grande repercussão para a Igreja de Cristo. A 23 de fevereiro morria Dom Oscar de Oliveira, com 85 anos, Arcebispo emérito de Mariana e ex-bispo coadjutor de Pouso Alegre. Em 6 de junho, Dom Ricardo nomeava para Vigário Geral o padre José Franscisco Rezende Dias. No dia 29 do mesmo mês, data de seu 30º aniversário de ordenação sacerdotal, o Arcebispo recebia o pálio  das mãos de João Paulo II, na Basílica de São Pedro. 

Em 1998, cerca de 20 mil pessoas participaram do maior evento religioso até então realizado em Pouso Alegre: a 1ª Assembleia Arquidiocesana de Pentecostes, realizada no dia 31 de maio no estádio municipal Irmão Gino Maria Rossi. 

No último ano da década de 1990, a comunicação evangelizadora foi incrementada no Arcebispado. Dom Ricardo, que mantivera em circulação o Boletim Informativo Arquidiocesano, reativou a Semana Religiosaem maio de 1999. Três meses antes, o metropolita havia lançado a campanha para aquisição de uma estação repetidora do canal católico Rede Vida de Televisão. O equipamento e o espaço para instalação seriam doados pela Associação dos Municípios da Microrregião do Médio Sapucaí (Amesp) em setembro, mês em que o Seminário comemorou seu centenário. 

A Igreja particular de Pouso Alegre iniciou em abril de 1999 um intercâmbio missionário e social com a Diocese de Ponta de Pedras, localizada na Ilha de Marajó (PA). No dia primeiro de abrill desse mesmo mês, durante a Missa dos Santos Óleos, Dom Ricardo já havia convocado os fiéis para a Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, cuja realização se dividiu em três etapas (paroquial, setorial e arquidiocesana), no contexto de um processo de planejamento participativo. A última fase da Assembleia de Pastoral, promovida entre os dias 27 e 28 de novembro de 1999, teve mais de 200 participantes, os quais elegeram a formação permanente como prioridade dos anos seguintes.  

O ano 2000

Longamente aguardado, objeto de múltiplas interpretações místicas, decantado em prosa e verso, o ano 2000 da Era Cristã foi, nas palavras do arcebispo Dom Ricardo, "um grande momento na história da Igreja no mundo, nosso país e na nossa Arquidiocese". Naquele ano, foram comemorados os dois milênios do nascimento físico de Jesus Cristo, os 500 anos do advento do cristianismo no Brasil e o centenário da criação do Bispado Sul-mineiro. 

O ano jubilar alusivo ao 100º aniversário da Igreja particular de Pouso Alegre havia sido aberto no dia 4 de agosto de 1999. O encerramento das comemorações deu-se em 6 de agosto de 2000, na quadra de esportes do Clube de Campo Fernão Dias. Na ocasião, houve concelebração eucarística presidida por Dom Ricardo, com a participação dos bispos Dom José Geraldo Oliveira do Valle (Guaxupé), Dom João Bosco Óliver de Faria (Patos de Minas), Dom Franscio Barroso (Oliveira) e Dom Guilherme Porto (Sete Lagoas), além de 80 sacerdotes e milhares de fiéis. 

Preocupado em reconhecer o empenho daqueles que plantaram e cultivaram a Palavra de Deus no solo sul-mineiro antes e depois da instituição de sua primeira diocese, o herdeiro do sólido de Dom Nery

designou o Monsenhor Júliio Perlatto para compilar a trajetória dos bispos e das paróquias da Arquidiocese. O resultado de dois anos de trabalho foi o livro Pouso Alegre: Diocese Centenária, elaborado com o auxílio dos padres que atuavam nas 51 comunidades paroquiais até então existentes. As festividades do jubileu incluíram também o lançamento de um CD contendo canções especialmente compostas para ceelbrar o jubileu. 

A Arquidiocese não ficou alheia às comemorações dos 500 anos do desembarque de Pedro Alvares Cabral em terras brasileiras. No mês de fevereiro, todos os setores pastorais receberam a visita de uma das 16 réplicas da Cruz de Cabrália (utilizada na primeira missa do Brasil, oficiada pelo Frei Henrique de Coimbra na cidade baiana de Santa Cruz de Cabrália) e da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, ambas abençoadas por João Paulo II. 

O ano 2000, último do segundo milênio, foi o primeiro do Projeto Formamos a Igreja Viva, concebido na Assembleia de Pastoral de 1999. Fundamentado no objetivo geral da ação evangelizadora da Igreja no Brasil, o projeto se desenvolveu em duas etapas, entre 2000 e 2008, norteando a caminhada pastoral da Arquidiocese de Pouso Alegre nesse período. Teve o propósito de "despertar e formar a consciência de uma Igreja missionária e acolhedora, que favoreça a todas as pessoas, de modo especial, aos afastados e excluídos". A Igreja, segundo o projeto, deve ser transformadora da realidade e tratar a dimensão missionária como estado permanente. 


Dom Ricardo ordenou 72 padres para a Arquidiocese de Pouso Alegre

Um dos principais responsáveis pela implantação do Projeto Formamos a Igreja Viva, o Monsenhor José Francisco Rezende Dias ingressou no Colégio Episcopal em 28 de março de 2001, nomeado como quarto bispo auxiliar de Pouso Alegre por João Paulo II. "Tendo o venerável irmão Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O.Praem, arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, sobrecarregado de trabalhos pastorais, pedido, há algum tempo um auxiliar, nós, solícitos por todas as Igrejas particulares, julgamos de bom grado atender ao pedido do zeloso pastora", diz o decreto do soberano pontífice. 

Outro fato significativo ocorrido na Arquidiocese em 2001 foi a abertura oficial do processo de beatificação do jacutinguense Monsenhor Alderigi Maria Torriani (1895-1977) por Dom Ricardo, no dia 3 de fevereiro, no Santuário de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas. 

Em 2002, uma das Igrejas particulares sufragâneas ao Arcebispado de Pouso Alegre perdeu esse título: em 31 de julho, a Congregação para os Bispos decretava a extinção da Abadia de Claraval, cuja área de abrangência passou a integrar a Diocese de Guaxupé. Os monges cistercienses, entretanto, foram mantidos na direção da paróquia que abriga o mosteiro, no município de Claraval. A suspensão havia sido solicitada por Dom Silvestro Buttarazzi, superior da Ordem Cisterciense de Casamari, à qual pertencia a abadia. O texto do decreto justifica que a extinção se efetivou "para que, livres de qualquer outra preocupação, os monges possam se dedicar integralmente ao divino louvor". 

A supressão da abadia foi declarada dem ato presidido por Dom Ricardo na noite de 11 de dezembro de 2002. O decreto da Congregação para os Bispos foi, então, lido e explicado perante o pastor diocesano de Guaxupé, Dom José Geraldo, o último administrador apostólico de Claraval, Dom Orani João Tempesta, membros da comunidade monástica e Irmãs Cistercienses da Caridade. Também no ano de 2002 extinguiu-se o jornal Semana Religiosa, que encerrou sua terceira fase com a edição de número 4110, distribuída no dia 29 de novembro, quase 11 meses após completar seu centenário de fundação. 

A antepenúltima edição da Semana Religiosa noticiou a visita ad Limina Apostolorum de Dom Ricardo e Dom José Francisco, recebidos pelo papa em audiência em 9 de novembro de 2002. O compromisso quinquenal deveria ter acontecido dois anos antes, mas acabou adiado em função da celebração do jubileu dos 2 mil anos do nascimento de Cristo. 

Dom Ricardo assinou os primeiros decretos de ereção canônica de paróquias de seu episcopado em 2003. Neste ano surgiram as paróquias de Nossa Senhora de Fátima em Santa Rita do Sapucaí e Nossa Senhora Aparecida em Tocos do Moji. Em 2004, o metropolita criou mais duas paróquias: São Sebastião, de Senador Amaral, e São Francisco de Assis, de Monte Verde (distrito de Camanducaia). 

No episcopado de Dom Ricardo também foi realizada a 7ª Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, entre os dias 20 e 21 de novembro de 2004. A etapa arquidiocesana ratificou o compromisso do Projeto Formamos a Igreja Viva. Os mais de 350 delegados presentes mantiveram como prioridade para o quadriênio 2005-2008 a formação permanente nos Círculos Bíblicos e nas Escolas da Fé, com ênfase na dimensão sóciotransformadora. 

Em 2005, a Arquidiocese de Pouso Alegre viu surgir o segundo processo de beatificação em sua jurisdição. A 14 de novembro, as monjas carmelitas decidiram pedir a introdução de uma causa em favor fa fundadora e primeira priora do Carmelo da Sagrada Família, a também jacutinguense (assim como Monsenhor Alderigi Torriani) Madre Maria Imaculada da Santíssima Trindade, conhecida como "Mãezinha do Carmelo". 

Investindo na educação


Dom Diamantino, Dom José Geraldo, Dom Lorenzo Baldisseri e Dom Ricardo 

Seguindo a trilha de seus antecessores, Dom Ricardo também deixou sua marca nas atividades educacionais e sociais vinculadas à Arquidiocese. A mais proeminente obra de seu governo fora dos muros invisíveis que delimitavam o múnus pastoral foi a Faculdade Católica de Pouso Alegre (Facapa), que, paradoxalmente, divide espaço com duas instituições de natureza exclusivamente religiosa: o Seminário Arquidiocesano, construído por Dom José D'Ângelo Neto, e o Instituto Teológico, criado por Dom João Bergese. 

A Facapa é mantida pela Fundação Educacional Dom José D'Ângelo Neto (Fejan), constituída por iniciativa de Dom Ricardo em 30 de outubro de 2002. A Fejan criou a Faculdade Católica de Pouso Alegre no dia 3 de setembro de 2003, a partir dos cursos livres de Filosofia, do Seminário, e de Teologia, do Instituto Teológico. Com o nascimento da Faculdade Católica e seu posterior reconhecimento civil pelo Ministério da Educação, oficializado em novembro de 2005, os dois bacharelados passaram a ser também frequentados por leigos. 

O evento inaugural da Facapa teve lugar a 6 de fevereiro de 2006 e foi precedido de missa de ação de graças, celebrada na Igreja Matriz da Paróquia São José Operário. Prestigiaram a solenidade, realizada no auditório do Seminário, o Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri e os bispos sufragâneos Dom Diamantino Prata de Carvalho e Dom José Geraldo Oliveira do Valle. 

No ano da inauguração da Facapa, grande foi o desenvolvimento de movimentos e pastorais sociais na Arquidiocese. As Comunidades Eclesiais de Base (Cebs) sofreram um processo de animação e articulação. Em abril de 2006, organizou-se a equipe de coordenação arquidiocesana do Grupo de Fé e Política e, coincidentemente, no mês seguinte, teve início o curso de extensão em Política da Facapa. A Pastoral Carcerária reestruturou seu trabalho no Arcebispado a partir de março do mesmo ano. Já a Pastoral da Sobriedade - "a ação concreta da Igreja na prevenção e recuperação da dependência química" - iniciou suas atividades em nível arquidiocesano no mês de maio. 

Pastorais e movimentos sociais se uniram para organizar o Primeiro Grito Diocesano dos Excluídos, no dia 7 de setembro de 2006, em Pouso Alegre. Sob o lema "Na força da indignação, sementes da transformação", o evento lançou luz sobre as seguintes questões: meio ambiente, pessoas com deficiência, famílias em situação de miséria, juventude, idosos, encarcerados e camponeses. O Grito dos Excluídos consistiu em uma passeata que percorreu a avenida Doutor Lisboa e terminou em concentração na Praça Senador José Bento, com aproximadamente 300 participantes. Pronunciamentos, apresentações artísticas e celebrações fizeram a denúncia da exclusão e o anúncio da libertação a um público predominante jovem. Dom Ricardo foi representado no ato público pelo Cônego José Eugênio da Fonseca, à época Vigário Geral. 

Em 2007, o arcebispo reativou o Cabido Metropolitano e lhe delegou a função de tutelar a arte sacra no âmbito da Arquidiocese. Para tanto, Dom Ricardo preencheu as cadeiras vagas desse conselho, a 11 de fevereiro, dando posse a três novos cônegos catedráticos: Edson José Oriolo dos Santos, Mauro Morais e Vonilton Augusto Ferreira. No mesmo dia, os Monsenhores Benedito Marcílio de Magalhães e Júlio Perlatto assumiram, respectivamente, os postos de arcediago e arcipreste do Cabido. A Assembleia dos Cônegos havia sido fundada por Dom Nery em 18 de janeiro de 1906 para assessorar o bispo diocesano, mas, após o Concílio Vaticano II e o Código de Direito Canônico de 198, as prerrogativas do órgão foram praticamente absorvidas pelo Colégio dos Consultores. 

A nona Assembleia Arquidiocesana de Pastoral, e última sob o múnus episcopal de Dom Ricardo, ocorreu entre os dias 27 e 28 de fevereiro de 2010. O texto iluminador do processo foi o encontro de Jesus Cristo com uma samaritana à beira de um poço, descrito no Evangelho de São João. Ao final da Assembleia Geral foram assumidas três prioridades para o quadriênio 2010-2014: Comunidade e Missão; Família e Juventude nas suas diversidades; e Compromisso Sociotransformardor. 

Dom Ricardo também decretou a criação do Tribunal Eclesiástico no dia 9 de novembro de 2010 e, em seguida, indicou o Tribunal de Belo Horizonte como foro de segunda instância, o que seria aprovado pelo Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica no dia 17 de novembro de 2011. O Tribunal de Pouso Alegre foi inaugurado na manhã do dia 20 de dezembro de 2010. 

Algumas virtudes sempre foram acentuadas em Dom Ricardo: humildade, simplicidade e espírito acolhedor. Homem de grande estatura física e larga envergadura moral, tinha presença marcante por conta de sua fisionomia tranquila, oratória espontânea e elegância sóbria.

Emeritude

Conforme determina o Código de Direito Canônico, ao completar 75 anos, Dom Ricardo enviou à Santa Sé sua carta de renúncia à Arquidiocese e no dia 28 de maio de 2014 o Papa Francisco a aceitou. Dom Ricardo Pedro tornou-se o primeiro Arcebispo emérito de Pouso Alegre. Residiu por alguns meses na cidade de Poços de Caldas, mudando-se para o município de Monte Sião. 

A Arquidiocese de Pouso Alegre comunicou o falecimento de seu Arcebispo Emérito, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho – Opraem, na manhã do dia primeiro de abril de 2018, dia em que celebramos a Páscoa do Senhor. Ele faleceu no Hospital Samuel Libânio, em Pouso Alegre, onde estava internado desde o dia 09 de março. Ele completaria 80 anos de idade em agosto do mesmo ano. Ele foi internado no dia 16 de fevereiro para retirada de um coágulo no cérebro e chegou a ter alta médica no início de março, iniciando sua recuperação no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Mas por indicação médica, voltou ao hospital. 

Ele foi enterrado na Cripta da Cateral Metropolitana de Pouso Alegre no dia 3 de abril. 

 

 

 



 

Publicado no dia 05/04/2018