ARQUIDIOCESE
de Pouso Alegre

Clero e seminaristas celebram a padroeira do seminário arquidiocesano - por Pe. Andrey Nicioli


Dezenas de padres do clero arquidiocesano se reuniram na manhã desta segunda-feira (27) para celebrar a padroeira do Seminário arquidiocesano, Nossa Senhora Auxiliadora. A Eucaristia foi presidida pelo arcebispo emérito de Diamantina (MG) e jubilando homenageado, dom João Bosco Óliver de Faria. O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., também concelebrou a Eucaristia. Antes do início da celebração, dom Majella recordou a justa homenagem feita a dom João Bosco, que é filho desta Igreja Particular. 

"Meu querido irmão, com muita alegria esta casa de formação, nosso seminário arquidiocesano, o acolhe nesta manha de hoje. Seja bem-vindo também à nossa arquidiocese, que é sua também. É muito bom tê-lo aqui conosco. Queremos agradecer a Deus nesta Liturgia os 50 anos de sacerdócio que o senhhor celebrou ano passado. 50 anos que o senhor pode aqui derramar o seu suor, colocando nesta casa um grande ideal do sacerdócio. O Senhor lhe recompense sempre por essa dedicação à Jesus Cristo e à Igreja e à nossa Igreja particular. Uma história que conta muito com a história do senhor. Se hoje damos passos na Provincia Eclesiástica, é porque o senhor aqui também colaborou. Nossa gratidão. Gratidão pela vida que se dedicou como sacerdote, como formador e como bispo auxiliar", disse.

Em sua homilia, dom João Bosco, a partir da primeira leitura proclamada do livro do Gênesis, ressaltou como Deus foi cuidando das suas criaturas e preparando a Salvação para todos.

"Só entendemos a missão de Maria na história da salvação a partir da Leitura da página do Gênesis. Para Deus não há tempo, Ele nunca se atrasa, nós que não sabemos esperar. E Deus prepara Sua resposta. E diante de Seus olhos todas as mulheres da hstória, do passado, as atuais e as que ainda vão nascer, a criatura que mais correrspondeu aos seus dons chamava-se Maria, morava em Nazaré. Então, na sua ciência Divina, Ele faz com que ela seja concebida sem o pecado original, sem o vazio do pecado para que jamais a sombra do demônio pousasse sobre ela. Nossa Senhora exauri o potencial de santidade da criatura, ela vai ate os limites onde a critaura pode ser santa, dentro das dimensões do finito, e ela assim se torna a criatura mais santa de toda a história. De seu coração só brotavam sentimentos bons e de seus lábios só saiam palavras boas, para fazer da vida daqueles que com ela conviveram mais alegres, mais felizes", refletiu.

Ao se voltar aos padres, o arcebispo emérito recordou que o sofrimento no ministério sacerdotal é caminho de santificação. 

"Queridos padres, nenhum padre chega aos cabelos brancos sem passar pelo sofrimento da maledicência e da calúnia. E as lágrimas que por acaso cada um de vocês vier a derramar, por ser fiel a Jesus Cristo no seu ministério sacerdotal, elas serão transformadas em diamante preciosos na coroa que os espera no Céu. É impossível ser sacerdote de Jesus longe da Cruz e ser sacerdote de Jesus Cristo é abraçar a Cruz, mas sabendo sempre que temos uma mãezinha que no céu nos ampara, que nos apóia, nos abençoa e reza a Deus por nós", aconselhou.

Num momento de emoção, dom João Bosco recordou o sofrimento de um padre amigo para ensinar os padres e seminaristas o caminho da perseverança.

"Eu estou perdendo nestes dias um padre amigo, que ordenei. 43 anos de idade. Eu diria a trilogia na perseverança do padre: a Mesa do Altar, a Palavra de Deus e a devoção a Maria. Nenhum problema,nenhuma dificuldade resiste à essa força do padre: a Eucaristia, a Palavra e Maria. Na vida prática: um diretor espiritual, um padre amigo e não correr do sacrifício. Somos homens chamados a ser guias de um povo, e guia é aquele que é forte, não por si próprio, mas porque na sua retaguarda sempre tem a Eucaristia, a Palavra e Maria. Queridos seminaristas, a sua perseverança está comndicionada a repetir cotidianamente: 'faça-se em mim segundo a Sua Palavra'. Deus tem um projeto de vida para cada um de vocês, por isso a Graça não há de faltar, mas Deus não fará milagres para coririgr a imprudência de ninguém. E todos nós agradeçamos a Deus termos sido escolhidos apesar de, para sermos seus sacerdotes e guias de nosso povo. Que Ele nos conceda a Graça da perseverança e Nossa Senhora nos conceda a santidade de vida, que nela refulgiu, no ápice da criatura humana", afirmou. 

Após as homenagens à Nossa Senhora, já no final da missa, dom João Bosco pediu licença para trazer mais três pontos para a reflexão de todos sobre o seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora.

"Primeiro ponto, o pioneirismo do seminário na na vida da arquidiocese de Pouso Alegre. Ele (o seminário) já exisita antes da criação da diocese e foi assim também um peso pesado na escolha de Pouso Alegre para a sede da nova diocese. O seminário é o coração da diocese. E vocês padres, que vieram aqui, é muito importante que venham, porque a presença sua faz bem aos seminaristas que têm em vocês um ponto de referência na caminhada ao sacerdocio e também para reviver as graças que Deus concedeu a vocês na caminhada ao sacerdócio. Sem o seminário a diocese não vai para frente. Bispos que estão queixando da falta de padres é porque nunca tiveram seminário e viver de importação não vai para frente. Segundo, a continuidade. Com todos as dificuldades, esse seminário nunca fechou suas portas. As dificuldades sempre foram superadas, e ele não se fechou. Terceiro ponto, a unidade eclesiológica. A grande riqueza da nossa arquidiocese é a mísitca vocacional que tem em todas as paróquias de nossa arquidiocese e o carinho que o povo tem com o seminário. Visões diversas de eclesiologia, e padres formados em visões diversas de eclesiologia não formam um presbiterio, uma unidade do clero. Aqui há uma matriz única", finalizou cantando o Te Deum.

 

 

 

 

 

Publicado no dia 27/05/2019