
Como participar liturgicamente melhor da Missa?
Padre Flávio Sobreiro apresenta orientações para participar liturgicamente melhor da Santa Missa e crescer na fé.
Para que a nossa participação na Santa Missa seja consciente, ativa e frutuosa, é necessário conhecermos bem o que celebramos. Contudo, muitos católicos não receberam uma formação adequada acerca da liturgia da Santa Missa e seguem aquilo que lhes foi ensinado sem questionamento algum.
A Igreja quer manter sempre a sua unidade. Não são várias Igrejas Católicas, mas uma única Igreja. Por isso mesmo, é necessário que haja uma unidade na liturgia. Aqueles que presidem as celebrações são os primeiros que devem vivenciar aquilo que celebram em plena unidade com a Igreja em todo o mundo. Por isso mesmo, todo presbítero deve ser o primeiro a aceitar e praticar as normas litúrgicas que regulam a liturgia. Triste é observarmos que em muitos casos o rito da celebração foi totalmente desfigurado por acréscimos que visam apenas inflar o ego de quem preside. Lembramos com carinho a frase de Adélia Prado: “A missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum”.
Criou-se em muitos lugares o costume da assembleia rezar com o sacerdote as orações que são próprias de quem preside a Santa Missa. Algumas orações são próprias de quem preside. A assembleia tem a sua participação em momentos próprios:
“Para fomentar a participação ativa, promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as ações, gestos e atitudes corporais. Não deve deixar de observar-se, a seu tempo, um silêncio sagrado” (Sacrosanctum concilium, 30).
“Sem dúvida, o povo participa sempre ativamente e nunca de forma puramente passiva: ‘se associa ao sacerdote na fé e com o silêncio, também com as intervenções indicadas no curso da Oração Eucarística, que são: as respostas no diálogo do Prefácio, o Santo, a aclamação depois da consagração e a aclamação ‘Amém’ depois da doxologia final, assim como outras aclamações aprovadas pela Conferência de Bispos e confirmadas pela Santa Sé (Redemptionis Sacramentum, 54).
Quando falamos em seguir as normas litúrgicas previstas, não estamos falando de coisas sem importância. Falamos de unidade eclesial. A liturgia não é nossa. Ela é um tesouro da Igreja. Celebrar segundo as prescrições significa também criar comunhão com o Corpo Místico de Cristo.
Ninguém tem autoridade para modificar ou variar os textos litúrgicos. Muitos transformam as celebrações litúrgicas em verdadeiros espetáculos de mal gosto. Desfiguraram tanto o rosto da Santa Missa que se chega a confundi-la, muitas vezes, com um culto neopentecostal.
“Contudo, o sacerdote deve estar lembrado de que ele é servidor da sagrada Liturgia e de que não lhe é permitido por própria conta acrescentar, tirar ou mesmo mudar qualquer coisa na celebração da Missa” (Instrução Geral do Missal Romano, 24).
“Cesse a prática reprovável de que sacerdotes, ou diáconos, ou mesmo os fiéis leigos, modificam e variam, a seu próprio arbítrio, aqui ou ali, os textos da sagrada Liturgia que eles pronunciam. Quando fazem isto, trazem instabilidade à celebração da sagrada Liturgia e não raramente adulteram o sentido autêntico da Liturgia” (Redemptionis Sacramentum, 59).


Parabéns Pe. Flávio Sobreiro da Costa pela excelente explanação de como os fiéis deve participar da Missa conforme os preceitos da Santa Igreja Apostólica Católica Romana.