CNBB lança site e aplicativo para celular das Campanhas para facilitar consulta a materiais

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lançou o novo site das Campanhas da Evangelização e Fraternidade. A página simplifica a consulta dos usuários, uma vez que as pesquisas dos materiais podem ser realizadas por Campanhas. Outra novidade é que o site agora pode ser acessado através de aparelhos mobile, permitindo que o usuário possa acessar/baixar os materiais utilizando celulares ou tablets.
Além disso, o novo site dá acesso a uma cronologia detalhada sobre as edições das Campanhas já realizadas, permitindo ao usuário consultar informações detalhadas sobre cada uma delas e ter acesso aos cartazes e acervo de hinos. Na página também é possível conferir as últimas notícias sobre as formações realizadas nos regionais da CNBB. Estão disponíveis vídeos e materiais das Campanhas para download.
Para assegurar o acesso aos materiais e tendo em vista o lançamento oficial da Campanha da Fraternidade, na próxima quarta-feira, dia 26, uma outra alternativa foi pensada: um aplicativo (App) da CF. Inicialmente, o app poderá ser baixado gratuitamente na loja da Play Store. Posteriormente, será disponibilizado na App Store.
No Aplicativo o usuário poderá enviar uma imagem, um vídeo ou um texto diretamente da plataforma. A proposta é proporcionar a participação dos usuários com relação à Campanha da Fraternidade. Lá também é possível acompanhar as notícias das formações realizadas nos regionais da CNBB e baixar os materiais da Campanha, tais como cartazes, hinos e vídeos.
por CNBB Nacional
Faça o download do material usado nas formações paroquiais de 2020

O mês de fevereiro e março serão de formação para os setores pastorais da arquidiocese de Pouso Alegre, já visando o Sínodo arquidiocesano. Juntamente com o seu jubileu de 120 anos de criação, o ano de 2020 também é um ano de preparação espiritual, difusão e motivação para o Sínodo. Cada setor pastoral já se organizou para esse encontro e cada paróquia também deverá oferecer aos paroquianos formação e conscientização sobre esse momento importante que a arquidiocese passa a viver a partir de agora.
Link jubileu de 120 anos de criação
Esses encontros têm dois objetivos, segundo o coordenador de pastoral, padre Mauro Ricardo de Freitas.
"O primeiro é apresentar o roteiro de formação do ano de 2020 em preparação para o Sínodo, com um livro de formação que será entregue. O foco deverá ser a motivação para o Sínodo, o que é o Sínodo e como acontecerá o Sínodo em nossa arquidiocese. O segundo objetivo é motivar a equipe paroquial e expor o seu papel no desenvolvimento do Sínodo, principalmente para esse ano e ano que vem, que será a etapa paroquial", disse.
Para esses momentos, a comissão de formação permanente, juntamente com o apoio da comissão para o primeiro Sínodo Arquidiocesano preparou um livro com diversos encontros, os quais ajudam o fiel a percorrer um itinerário de reflexão para uma boa compreensão da temática. Os temas são: O que é Igreja?; Uma Igreja sinodal; As diretrizes da ação evangelizadora do Brasil 2019-2023; O que é o Sínodo Diocesano; Os discípulos de Emaús e a Espiritualidade. São seis encontros, que poderão ser enriquecidos com a disposição de cada paróquia e sua equipe de assessoria ou comissão paroquial para o Sínodo.
Sem o aprofundamento não entraremos de coração nesse tempo de graça chamado Sínodo. Um pensamento conhecido diz que nós amamos o que conhecemos. Então busquemos conhecer melhor o caminho sinodal", finalizou padre Mauro.
DOWNLOAD DO LIVRO PARA FORMAÇÃO PAROQUIAL 2020
por Pe. Andrey Nicioli
Dom Majella orienta olhar pastoral da arquidiocese para 2020
Durante reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP) no último sábado (8), o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., leu sua carta de orientações pastorais para todas as paróquias, pastorais e movimentos. A carta traz 11 pontos para reflexão, que são: Ano jubilar arquidiocesano; 9ª Assembleia de Pastoral; Celebração sinodal; Visitas pastorais; Campanha da Fraternidade 2020; 58ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil; 4ª romaria arquidiocesana ao Santuário Nacional de Aparecida; Visita Ad Limina Apostolorum; Eleições municipais; Congresso Eucarístico Nacional; e Dia Mundial dos Pobres.
Reunião do CAP no último sábado (8)
"Iniciamos um novo ano pastoral, inspirados no nosso Plano arquidiocesano de Pastoral. Vamos colocar em prática o principal objetivo de evangelizar, anunciando por palavras e ações, a pessoa de Jesus Cristo, operacionalizando cada uma das três prioridades. Vamos reforçar os Conselhos Paroquiais de Pastoral bem como os COSEPAs. Não desperdicemos mais este momento de Graça do Senhor e do seu Espírito. Mãos à obra! Iniciemos este ano jubilar iluminados pelo Senhor e abertos para contagiarmos, com paz e a esperança a caminhada das nossas comunidades eclesiais. Ajudem-nos a Virgem Maria, Mãe da Igreja, o glorioso mártir São Sebastião, os santos padroeiros de nossas paróquias, comunidades e organizações religiosas. Rezemos com fervor para que o servo de Deus, Pe. Alderigi Maria Torriani, seja incluído no número dos santos da Igreja", disse dom Majella.
Destaque especial para a celebração do ano jubilar, quando, em 2020, a arquidiocese de Pouso Alegre celebra seus 120 anos de criação pelo Papa Leão XIII. Segundo o arcebispo, o interesse geral desse jubileu é a missão, fortalecendo a consciência da cultura do encontro.
"O interesse central deste jubileu é a missão: fortalecer a nossa consciência de que precisamos ir justamente ao encontro das pessoas onde elas estão, recordando as consequências do discipulado, que é a missionariedade. O caminho que o Espirito nos indica: ir ao encontro, visitar, convidar, acolher, abrir espaços de participação na comunidade paroquial.
Precisamos encontrar o outro com um grito de alegria. Precisamos aprender a ver o cristianismo com olhos novos. Precisamos reaprender a olhar a nossa Igreja particular de Pouso Alegre com olhos novos. E sempre iniciamos a partir de Jesus Cristo e é a Ele que também anunciamos", refletiu.
A programação do ano jubilar você pode encontrar no site comemorativo (CLIQUE AQUI)
LEIA A MENSAGEM DE DOM MAJELLA NA ÍNTEGRA:
Ao Conselho Arquidiocesano de Pastoral - CAP
Ao Conselho Setorial de Pastoral - COSEPA
Conselho Comunitário de Pastoral - CCP
Aos membros do clero,
Aos religiosos e outros consagrados,
A todos os fiéis leigos da Arquidiocese de Pouso Alegre
“QUERIDA AMAZÔNIA’, é o título escolhido pelo Papa Francisco para a Exortação Pós-sinodal do Sínodo para a Amazônia, que será conhecida na próxima quarta-feira, 12. Podemos dizer que só este título já provoca esperança. Com este documento acolheremos o caminho do Sínodo, evitando absolutizar leituras paralelas, parciais, desligadas do verdadeiro “corpo do Sínodo que são os diagnósticos nas suas quatro dimensões”.
1.Ano Jubilar:
A nossa diocese foi criada a 4 de agosto pelo Papa Leão XIII através do decreto Regio Latissime patens (área mais ampla) desmembrando-a de Mariana e São Paulo. Celebremos num clima de ação de graças este “jubileu extraordinário” de criação da diocese de Pouso Alegre.
Tema: ‘120 anos de evangelização e missão, como Igreja diocesana. Tempo de misericórdia e memória de todos”.
Lema: “Eu vos darei futuro e esperança” (Jr 29,11)
O interesse central deste jubileu é a missão: fortalecer a nossa consciência de que precisamos ir justamente ao encontro das pessoas onde elas estão, recordando as consequências do discipulado, que é a missionariedade. O caminho que o Espirito nos indica: ir ao encontro, visitar, convidar, acolher, abrir espaços de participação na comunidade paroquial.
Precisamos encontrar o outro com um grito de alegria. Precisamos aprender a ver o cristianismo com olhos novos. Precisamos reaprender a olhar a nossa Igreja particular de Pouso Alegre com olhos novos. E sempre iniciamos a partir de Jesus Cristo e é a Ele que também anunciamos.
Que as paróquias, comunidades, pastorais, movimentos criem ações concretas através de: novenas do padroeiro; formação sobre a eclesiologia; peregrinação à catedral ou algum dos santuários diocesanos; conhecer e divulgar a história da nossa Igreja particular; intensificar o diálogo com a sociedade, promovendo reflexões e análise da realidade, das questões em evidência na sociedade atual em matéria de violência, corrupção, intolerância religiosa, ecologia integral etc, sempre à luz do Evangelho de Jesus Cristo e do ensinamento da Igreja.
O encerramento do Jubileu Arquidiocesano será no dia 22 de novembro. A missa, na Catedral Metropolitana, será às 10h30. Já nas Paróquias, o encerramento do ano jubilar será na missa vespertina do mesmo dia, quando celebraremos a Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo.
2. 9ª Assembleia de Pastoral
Efetivar as propostas da 9ª Assembleia Arquidiocesana de 2016 a fim de que possamos avaliar a caminhada evangelizadora da nossa Arquidiocese, para assegurarmos o crescimento e amadurecimento do processo que atenda às necessidades atuais das prioridades:
1. Comunidade de fé em estado permanente de missão
2. Comunidade de fé a serviço da família
3. Comunidade de fé a serviço da Vida Plena para todos.
3. Celebração Sinodal
O caminho será percorrido através de 4 etapas. O ano de 2020 é a etapa preliminar (motivação, reflexão, oração)
A marca do caminho sinodal é a busca da renovação da evangelização e da vida pastoral da Arquidiocese mediante a conversão missionária, como se pede no Documento de Aparecida e na Evangelii Gaudium.
Celebraremos em sintonia com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE- 2019-2023).
Celebraremos o Primeiro Sínodo num clima de fé, com a certeza de que é o Espírito Santo que dirige a Igreja do Senhor. A abertura do 1º Sínodo Arquidiocesano será no dia 22 de novembro na celebração eucarística das 10h30 na Catedral Metropolitana.
4. Visita Pastoral
A Visita Pastoral está programada para o Setor Pastoral Mantiqueira, nas paróquias: São Benedito (12 a 15 de março); Nossa Senhora das Graças (9 a 12 de julho); Nossa Senhora de Lourdes – Maria da Fé (3 a 6 de setembro); São José Operário (15 a 18 de outubro) e Nossa Senhora da Soledade (5 a 8 de novembro). A Visita pode nos ajudar mais em estreitar melhor os laços entre as comunidades da Arquidiocese e favorecer a “espiritualidade diocesana”. Vamos transformar este evento em instrumento de evangelização.
5.Campanha da Fraternidade – 2020
Tema: Fraternidade e Vida: dom e compromisso
Lema: “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34)
Neste ano, somos convidados a olhar, de modo mais atento e detalhado, para a vida e encontrar caminhos para que o sentido da vida seja fortalecido ou até mesmo reencontrado. Vamos olhar para a nossa realidade que nos interpela a respeito do sentido que estamos atribuindo à vida nas suas diversas dimensões: pessoal, comunitária, social e ecológica.
Que cada pessoa, grupo pastoral, movimento, comunidades eclesiais, motivados pela CF possam ver fortalecida o cuidado, o zelo, a preocupação mútua pela fraternidade.
Sugestão para a abertura da CF nas paróquias, que necessariamente não precisa ser na Quarta-feira de Cinzas: celebrar a eucaristia ou a Celebração da Palavra num hospital, numa UPA; num local marcado pela ameaça da destruição da vida; valorizar a ecologia integral.
6. 58 º Assembleia CNBB – 22 de abril a 1º de maio – Aparecida - SP
A temática será relacionada ao primeiro pilar proposto nas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora – DGAE- 2019-2023: a Palavra de Deus. Vamos refletir de que forma: fazer com que a Palavra de Deus chegue às pessoas. A reflexão irá considerar três dimensões da Palavra: pessoal, social e ecológica. Entre os temas diversos votaremos a criação do regional Leste 3 da CNBB (Espirito Santo)
7. 4ª Romaria Arquidiocesana para Aparecida – 4 de julho:
Neste Ano jubilar vamos peregrinar à Aparecida porque lá é uma “escola que tem Maria como educadora da centralidade de Deus”. Aparecida é casa materna onde a ação e a contemplação se conjugam.
8. Visita “ad limina Apostolorum” - Roma, 26 de setembro a 8 de outubro (Regional Leste 2)
Visita “ad limina” significa no limiar, na soleira, na entrada, nos limites (das basílicas) dos apóstolos Pedro e Paulo.
Dois aspectos que se completam no que concerne à visita “ad limina”: venerar os sepulcros dos Apóstolos Pedro e Paulo e apresentar-se ao Romano Pontífice (CDC, cân. 400). A visita é uma oportunidade para manifestar ao Papa Francisco a obediência e a devoção de nossas comunidades ao pastoreio universal do Santo Padre. Cada bispo leva consigo o seu rebanho e este deve, pela oração e pela obediência, integrar-se nesse grande gesto de unidade, que é a ida a Roma para fortalecer a união com Pedro.
9. Eleições municipais: primeiro turno: 4 de outubro; segundo turno: 25 de outubro
O Doc. 105 de CNBB, nos nº 258-263, trata do mundo da política, missão do cristão leigo direcionada de modo especial para a participação na construção da sociedade, segundo os critérios do Reino. Em nossas comunidades eclesiais, criar espaço para o estudo e a reflexão a partir dos critérios do Ensino Social da Igreja, favorecendo também mesas de debates entre os candidatos.
10. XVIII Congresso Eucarístico Nacional (CEN) – Recife 12 a 15 de novembro
Tema: Pão em todas as mesas
Lema: Repartiam o pão com alegria e não havia necessitados entre eles (At 2,45-47)
O Congresso Eucarístico Nacional constitui uma graça especial, quer para a Igreja local, quer para todo o povo brasileiro, convocado a reconhecer mais plenamente o mistério da Eucaristia e a renová-lo publicamente. Valorizar mais este augustíssimo Sacramento significará, para nossas comunidades, um crescimento na fé, na esperança, no amor. Desenvolver nas paróquias reflexão sobre o tema do CEN e aprofundar em encontros de oração, adoração ao Santíssimo, catequese, etc. A conexão entre Eucaristia e evangelização é também, neste momento do Ano Jubilar, “memória” de um acontecimento histórico de especial significado, 120 de criação da diocese de Pouso Alegre.
Na Arquidiocese estaremos celebrando nas paróquias a Semana Eucarística pelo Jubileu arquidiocesano de 16 a 20 de novembro. Organização e programação a cargo dos MECs, liturgia, catequese.
11. Dia mundial dos pobres
Instituído pelo Papa Francisco através da Carta Apostólica “Misericordia et misera”. Temos por vocação e missão apoiar os pobres. Que este dia torne um forte apelo à nossa consciência de que partilhar com os pobres permite-nos compreender o Evangelho na sua verdade mais profunda. Vamos fixar o olhar, neste dia, em todos aqueles que estendem as suas mãos invocando ajuda e pedindo nossa solidariedade. O Papa Francisco publicará uma mensagem para o IV Dia Mundial dos Pobres, que celebraremos em 15 de novembro.
Iniciamos um novo ano pastoral, inspirados no nosso Plano arquidiocesano de Pastoral. Vamos colocar em prática o principal objetivo de evangelizar, anunciando por palavras e ações, a pessoa de Jesus Cristo, operacionalizando cada uma das três prioridades. Vamos reforçar os Conselhos Paroquiais de Pastoral bem como os COSEPAs. Não desperdicemos mais este momento de Graça do Senhor e do seu Espírito. Mãos à obra!
Iniciemos este ano jubilar iluminados pelo Senhor e abertos para contagiarmos, com paz e a esperança a caminhada das nossas comunidades eclesiais. Ajudem-nos a Virgem Maria, Mãe da Igreja, o glorioso mártir São Sebastião, os santos padroeiros de nossas paróquias, comunidades e organizações religiosas. Rezemos com fervor para que o servo de Deus, Pe. Alderigi Maria Torriani, seja incluído no número dos santos da Igreja.
Asseguro a todos a minha proximidade na oração. Deus os abençoe.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre
Pouso Alegre, 6 de fevereiro de 2020
Memória de São Paulo Miki e Companheiros Mártires.
por Pe. Andrey Nicioli
Veja as datas das posses dos novos párocos nas paróquias
Na última terça-feira (4), o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., deu posse canônica a todos os novos párocos por ele nomeados. A cerimônia ocorreu no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, onde os padres rezaram a oração do Credo e também fizeram o juramento de fidelidade.
Agora, o arcebispo vai em cada paróquia para o complemente do rito, durante cerimônia religiosa. Na oportunidade os novos vigários paroquiais também serão apresentados.
Confira a data e horário de cada um:
- Padre Jésus Andrade Guimarães (Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Pouso Alegre): 8 de fevereiro, às 15h
- Padre Rafael Gouvêa (Paróquia Nossa Senhora da Consolação - Consolação): 9 de fevereiro, às 15h
- Padre Antônio Brentegani (Paróquia São Sebastião - Senador Amaral): 14 de fevereiro, às 19h
- Padre Fábio de Souza Leão (Paróquia São Geraldo Magela - Inconfidentes): 15 de fevereiro, às 19h
- Cônego Sebastião Camilo (Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - Monte Sião): 17 de fevereiro, às 19h
- Padre Sebastião Márcio (Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Santa Rita do Sapucaí): 18 de fevereiro, às 19h
- Padre Antônio Aparecido Muniz (Paróquia São Francisco de Assis - Dist. Monte Verde): 19 de fevereiro, às 19h
- Padre Mauro Ricardo de Freitas (Paróquia Santa Rita de Cássia - Extrema): 1 de março, às 16h
- Padre Luiz Francisco (Paróquia Imaculado Coração de Maria/ Santuário - Pouso Alegre): 6 de março, às 19h
- Padre João Bosco (Paróquia Santo Antônio - Ouro Fino): 7 de março, às 19h
- Padre Flávio Sobreiro da Costa (Paróquia São José - Toledo): 8 de março, às 15h
- Padre Heraldo José dos Reis (Paróquia São João Batista - Cacheoria de Minas): 9 de março, às 19h
- Padre Clemildes Francisco de Paiva (Paróquia São Cristóvão - Pouso Alegre): 11 de março, às 19h
- Padre Eduardo Rodrigues (Paróquia São Benedito - Itajubá): 12 de março, às 19h
- Padre José Cândido (Paróquia do Bom Jesus - Córrego do Bom Jesus): 17 de março, às 19h
- Padre Leandro Carvalho Raimundo (Paróquia São José - Paraisópolis): 18 de março, às 19h
- Padre Daniel Santini Rodrigues (Paróquia São José Operário - Congonhal): 19 de março, às 19h
- Padre Dirlei Abércio da Rosa (Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Cambuí): 20 de março, às 19h
- Padre Maurício Rowan Peixoto (Paróquia São Sebastião - São Sebastião da Bela Vista): 21 de março, às 10h
- Padre Adriano São João (Paróquia São José Operário - Pouso Alegre): 21 de março, às 19h
- Padre Omar Aparecido Silveira (Paróquia Sagrada Família - Itajubá): 22 de março, às 16h
- Padre Omar Aparecido Siqueira (Paróquia Santa Rita de Cássia - Santa Rita do Sapucaí): 23 de março, às 19h
por Pe. Andrey Nicioli
Encontro Nacional da Pascom será realizado em julho na capital mineira
A sétima edição do Encontro Nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom) acontecerá de 17 a 19 de julho, no Campus Coração Eucarístico, da Pontifícia Universidade Católica de Minas (PUC Minas). Este ano, a iniciativa tem o apoio da arquidiocese de Belo Horizonte, juntamente com a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.
A proposta central, de acordo com o coordenador nacional da Pascom, Marcus Tullius, é trabalhar com um tema que esteja em consonância com comunicação e juventude e que alinhe com o pontificado do Papa Francisco bem como com as propostas das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, que já estão em vigor.
O tema central da edição de 2020 é “Comunicação e Juventudes na Igreja em Saída’’. “Nós queremos despertar nos agentes da Pascom, nos profissionais de comunicação bem como nos jovens comunicadores a necessidade de desenvolvermos o nosso trabalho em total sintonia com as propostas do encontro e, ao mesmo tempo, antenados nos desafios do mundo digital, das novas tecnologias e também na vivência desse ministério em comunidade, na perspectiva, na expectativa de sermos comunidades cada vez mais missionárias”, disse Marcus Tullius.
A novidade é que neste ano, o 7º Encontro Nacional da Pastoral será realizado junto com o 3º Seminário para Jovens Comunicadores, uma parceria com a Comissão para a Juventude da CNBB. As inscrições e a programação estarão disponíveis em breve no site: pascombrasil.org.br
por CNBB Nacional
Novos párocos tomam posse canônica em cerimônia no seminário arquidiocesano
Os novos párocos nomeados pelo arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., tomaram posse canônica na última terça-feira (4) durante cerimônia realizada no seminário arquidiocesano.
Durante o rito, eles rezaram o Credo e fizeram a oração de juramento. Agora, dom Majella deve ir em cada paróquia, para a cerimônia religiosa.
Tomaram posse os seguintes párocos:
Padre Adriano São João (Paróquia São José Operário - Pouso Alegre)
Padre Rodrigo Carneiro (Paróquia Sagrada Família - Itajubá)
Padre João Bosco de Freitas (Paróquia Santo Antônio - Ouro Fino)
Padre Daniel Santini Rodrigues (Paróquia São José - Congonhal)
Padre Mauro Ricardo de Freitas (Paróquia Santa Rita de Cássia - Extrema)
Padre Eduardo Rodrigues (Paróquia São Benedito - Itajubá)
Padre Omar Aparecido Siqueira (Paróquia Santa Rita de Cássia - Santa Rita do Sapucaí)
Padre Leandro Carvalho Raimundo (Paróquia São José - Paraisópolis)
Padre Fábio Leão (Paróquia São Geraldo - Inconfidentes)
Padre José Cândido de Andrade (Paróquia Bom Jesus - Córrego do Bom Jesus)
Padre Dirlei Abércio da Rosa (Paróquia Nossa Senhora Aparecida - Cambuí)
Padre Sebastião Márcio Maciel (Paróquia Nossa Senhora de Fátima - Santa Rita do Sapucaí)
Padre Clemildes Francisco de Paiva (Paróquia São Cristóvão - Pouso Alegre)
Cônego Sebastião Camilo de Almeida (Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - Monte Sião)
Padre Rafael Gouvêa Domingues (Paróquia Nossa Senhora da Consolação - Consolação)
Cônego Benedito Ramon Pinto Ferreira (Paróquia Sant'Ana - Silvianópolis)
Padre Flávio Sobreiro da Costa (Paróquia São José - Toledo)
Padre Omar Aparecido Silveira (Paróquia Sagrada Família - Itajubá)
Padre Maurício Rowan (Paróquia São Sebastião - São Sebastião da Bela Vista)
Padre Antônio Aparecido Muniz (Paróquia São Francisco de Assis - Distrito de Monte Verde)
Padre Antônio Brentegani (Paróquia São Sebastião - Senador Amaral)
Padre Luiz Francisco - CMF (Paróquia Imaculado Coração de Maria - Pouso Alegre)
Padre Heraldo José dos Reis (Paróquia São João Batista - Cachoeira de Minas)
por Pe. Andrey Nicioli
Jubileu120: Dom Majella preside Missa com religiosos na Catedral
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majela Delgado - C.Ss.R., presidiu na manhã deste domingo (2), na missa das 10h30, o Jubileu de 120 anos da Arquidiocese de Pouso Alegre para a Vida Religiosa.
Participaram da celebração dezenas de representantes da Vida Consagrada e Religiosa da Arquidiocese de Pouso Alegre. Concelebraram o pároco e cura da Catedral, cônego Vonilton Augusto Ferreira, o vigário paroquial, padre Marcos Eduardo Caliari, além de diversos padres religiosos da Arquidiocese, como os Missionários Claretianos, Missionários do Sagrado Coração, Pavonianos e Jesuítas.
Durante sua homilia, Dom Majella lembrou da importância dos representantes da Vida Religiosa na construção dos 120 anos de história da Diocese. Lembrou, ainda, que muitos religiosos contribuíram para a formação educacional, religiosa e cuidados da saúde de milhares de pessoas na Diocese.
A celebração marcou a Solenidade da Apresentação do Senhor, com a bênção das velas.
FOTOS: Lucas Silveira e Nelson Aoyama
por Lucas Silveira
Histórias que edifiquem: Papa na mensagem para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais
O Vaticano divulgou nesta sexta-feira, 24, a mensagem do Papa Francisco para o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais, que será celebrado neste ano em 24 de maio. Com o tema “Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2). A vida faz-se história”, Francisco dedicou a mensagem deste ano ao tema da narração. A motivação, segundo o próprio texto da mensagem é que, “para não nos perdermos, precisamos respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destroem. Histórias que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade duma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros”.
Confira abaixo a íntegra da mensagem.
MENSAGEM DO PAPA FRANCISCO
PARA O 54º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS
“Para que possas contar e fixar na memória” (Ex 10, 2).
A vida faz-se história
Desejo dedicar a Mensagem deste ano ao tema da narração, pois, para não nos perdermos, penso que precisamos de respirar a verdade das histórias boas: histórias que edifiquem, e não as que destruam; histórias que ajudem a reencontrar as raízes e a força para prosseguirmos juntos. Na confusão das vozes e mensagens que nos rodeiam, temos necessidade duma narração humana, que nos fale de nós mesmos e da beleza que nos habita; uma narração que saiba olhar o mundo e os acontecimentos com ternura, conte a nossa participação num tecido vivo, revele o entrançado dos fios pelos quais estamos ligados uns aos outros.
1. Tecer histórias
O homem é um ente narrador. Desde pequenos, temos fome de histórias, como a temos de alimento. Sejam elas em forma de fábula, romance, filme, canção, ou simples notícia, influenciam a nossa vida, mesmo sem termos consciência disso. Muitas vezes, decidimos aquilo que é justo ou errado com base nos personagens e histórias assimiladas. As narrativas marcam-nos, plasmam as nossas convicções e comportamentos, podem ajudar-nos a compreender e dizer quem somos.
O homem não só é o único ser que precisa de vestuário para cobrir a própria vulnerabilidade (cf. Gn 3, 21), mas também o único que tem necessidade de narrar-se a si mesmo, «revestir-se» de histórias para guardar a própria vida. Não tecemos apenas roupa, mas também histórias: de fato, servimo-nos da capacidade humana de «tecer» quer para os tecidos, quer para os textos. As histórias de todos os tempos têm um «tear» comum: a estrutura prevê «heróis» – mesmo do dia a dia – que, para encalçar um sonho, enfrentam situações difíceis, combatem o mal movidos por uma força que os torna corajosos, a força do amor. Mergulhando dentro das histórias, podemos voltar a encontrar razões heroicas para enfrentar os desafios da vida.
O homem é um ente narrador, porque em devir: descobre-se e enriquece-se com as tramas dos seus dias. Mas, desde o início, a nossa narração está ameaçada: na história, serpeja o mal.
2. Nem todas as histórias são boas
“Se comeres, tornar-te-ás como Deus” (cf. Gn 3, 4): esta tentação da serpente introduz, na trama da história, um nó difícil de desfazer. “Se possuíres…, tornar-te-ás…, conseguirás…”: sussurra ainda hoje a quem se fia do chamado “mentiroso”, para atingir os seus fins. Quantas histórias nos narcotizam, convencendo-nos de que, para ser felizes, precisamos continuamente de ter, possuir, consumir. Quase não nos damos conta de quão ávidos nos tornamos de bisbilhotices e intrigas, de quanta violência e falsidade consumimos. Frequentemente, nos “teares” da comunicação, em vez de narrações construtivas, que solidificam os laços sociais e o tecido cultural, produzem-se histórias devastadoras e provocatórias, que corroem e rompem os fios frágeis da convivência. Quando se misturam informações não verificadas, repetem discursos banais e falsamente persuasivos, percutem com proclamações de ódio, está-se, não a tecer a história humana, mas a despojar o homem da sua dignidade.
Mas, enquanto as histórias utilizadas para proveito próprio ou ao serviço do poder têm vida curta, uma história boa é capaz de transpor os confins do espaço e do tempo: à distância de séculos, permanece atual, porque nutre a vida.
Numa época em que se revela cada vez mais sofisticada a falsificação, atingindo níveis exponenciais (o deepfake), precisamos de sapiência para patrocinar e criar narrações belas, verdadeiras e boas. Necessitamos de coragem para rejeitar as falsas e depravadas. Ocorre paciência e discernimento para descobrirmos histórias que nos ajudem a não perder o fio, no meio das inúmeras lacerações de hoje; histórias que tragam à luz a verdade daquilo que somos, mesmo na heroicidade oculta do dia a dia.
3. A História das histórias
A Sagrada Escritura é uma História de histórias. Quantas vicissitudes, povos, pessoas nos apresenta! Desde o início, mostra-nos um Deus que é simultaneamente criador e narrador: de fato, pronuncia a sua Palavra e as coisas existem (cf. Gn 1). Deus, através deste seu narrar, chama à vida as coisas e, no apogeu, cria o homem e a mulher como seus livres interlocutores, geradores de história juntamente com Ele. Temos um Salmo onde a criatura se conta ao Criador: “Tu modelaste as entranhas do meu ser e teceste-me no seio de minha mãe. Dou-Te graças por me teres feito uma maravilha estupenda (…). Quando os meus ossos estavam a ser formados, e eu, em segredo, me desenvolvia, recamado nas profundezas da terra, nada disso Te era oculto” (Sl 139/138, 13-15). Não nascemos perfeitos, mas necessitamos de ser constantemente “tecidos” e “recamados”. A vida foi-nos dada como convite a continuar a tecer a «maravilha estupenda» que somos.
Neste sentido, a Bíblia é a grande história de amor entre Deus e a humanidade. No centro, está Jesus: a sua história leva à perfeição o amor de Deus pelo homem e, ao mesmo tempo, a história de amor do homem por Deus. Assim, o homem será chamado, de geração em geração, a contar e fixar na memória os episódios mais significativos desta História de histórias: os episódios capazes de comunicar o sentido daquilo que aconteceu.
O título desta Mensagem é tirado do livro do Êxodo, narrativa bíblica fundamental que nos faz ver Deus a intervir na história do seu povo. Com efeito, quando os filhos de Israel, escravizados, clamam por Ele, Deus ouve e recorda-Se: “Deus recordou-Se da sua aliança com Abraão, Isaac e Jacob. Deus viu os filhos de Israel e reconheceu-os” (Ex 2, 24-25). Da memória de Deus brota a libertação da opressão, que se verifica através de sinais e prodígios. E aqui o Senhor dá a Moisés o sentido de todos estes sinais: “Para que possas contar e fixar na memória do teu filho e do filho do teu filho (…) os meus sinais que Eu realizei no meio deles. E vós conhecereis que Eu sou o Senhor” (Ex 10, 2). A experiência do Êxodo ensina-nos que o conhecimento de Deus se transmite sobretudo contando, de geração em geração, como Ele continua a tornar-Se presente. O Deus da vida comunica-Se, narrando a vida.
O próprio Jesus falava de Deus, não com discursos abstratos, mas com as parábolas, breves narrativas tiradas da vida de todos os dias. Aqui a vida faz-se história e depois, para o ouvinte, a história faz-se vida: tal narração entra na vida de quem a escuta e transforma-a.
Também os Evangelhos – não por acaso – são narrações. Enquanto nos informam acerca de Jesus, “performam-nos”[1] à imagem de Jesus, configuram-nos a Ele: o Evangelho pede ao leitor que participe da mesma fé para partilhar da mesma vida. O Evangelho de João diz-nos que o Narrador por excelência – o Verbo, a Palavra – fez-Se narração: “O Filho unigênito, que é Deus e está no seio do Pai, foi Ele quem O contou” (1, 18). Usei o termo «contou», porque o original exeghésato tanto se pode traduzir “revelou” como “contou”. Deus teceu-Se pessoalmente com a nossa humanidade, dando-nos assim uma nova maneira de tecer as nossas histórias.
4. Uma história que se renova
A história de Cristo não é um patrimônio do passado; é a nossa história, sempre atual. Mostra-nos que Deus tomou a peito o homem, a nossa carne, a nossa história, a ponto de Se fazer homem, carne e história. E diz-nos também que não existem histórias humanas insignificantes ou pequenas. Depois que Deus Se fez história, toda a história humana é, de certo modo, história divina. Na história de cada homem, o Pai revê a história do seu Filho descido à terra. Cada história humana tem uma dignidade incancelável. Por isso, a humanidade merece narrações que estejam à sua altura, àquela altura vertiginosa e fascinante a que Jesus a elevou.
Vós “sois uma carta de Cristo – escrevia São Paulo aos Coríntios –, confiada ao nosso ministério, escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo; não em tábuas de pedra, mas em tábuas de carne que são os vossos corações” (2 Cor 3, 3). O Espírito Santo, o amor de Deus, escreve em nós. E, escrevendo dentro de nós, fixa em nós o bem, recorda-no-lo. De fato, re-cordar significa levar ao coração, ”escrever” no coração. Por obra do Espírito Santo, cada história, mesmo a mais esquecida, mesmo aquela que parece escrita em linhas mais tortas, pode tornar-se inspirada, pode renascer como obra-prima, tornando-se um apêndice de Evangelho. Assim as Confissões de Agostinho, o Relato do Peregrino de Inácio, a História de uma alma de Teresinha do Menino Jesus, os Noivos prometidos (Promessi sposi) de Alexandre Manzoni, os Irmãos Karamazov de Fiódor Dostoievski… e inumeráveis outras histórias, que têm representado admiravelmente o encontro entre a liberdade de Deus e a do homem. Cada um de nós conhece várias histórias que perfumam de Evangelho: testemunham o Amor que transforma a vida. Estas histórias pedem para ser partilhadas, contadas, feitas viver em todos os tempos, com todas as linguagens, por todos os meios.
5. Uma história que nos renova
Em cada grande história, entra em jogo a nossa história. Ao mesmo tempo que lemos a Escritura, as histórias dos Santos e outros textos que souberam ler a alma do homem e trazer à luz a sua beleza, o Espírito Santo fica livre para escrever no nosso coração, renovando em nós a memória daquilo que somos aos olhos de Deus. Quando fazemos memória do amor que nos criou e salvou, quando colocamos amor nas nossas histórias diárias, quando tecemos de misericórdia as tramas dos nossos dias, nesse momento estamos mudando de página. Já não ficamos atados a lamentos e tristezas, ligados a uma memória doente que nos aprisiona o coração, mas, abrindo-nos aos outros, abrimo-nos à própria visão do Narrador. Nunca é inútil narrar a Deus a nossa história: ainda que permaneça inalterada a crônica dos fatos, mudam o sentido e a perspectiva. Narrarmo-nos ao Senhor é entrar no seu olhar de amor compassivo por nós e pelos outros. A Ele podemos narrar as histórias que vivemos, levar as pessoas, confiar situações. Com Ele, podemos recompor o tecido da vida, costurando as rupturas e os rasgões. Quanto nós, todos, precisamos disso!
Com o olhar do Narrador – o único que tem o ponto de vista final –, aproximamo-nos depois dos protagonistas, dos nossos irmãos e irmãs, atores juntamente conosco da história de hoje. Sim, porque ninguém é mero figurante no palco do mundo; a história de cada um está aberta a possibilidades de mudança. Mesmo quando narramos o mal, podemos aprender a deixar o espaço à redenção; podemos reconhecer, no meio do mal, também o dinamismo do bem e dar-lhe espaço.
Por isso, não se trata de seguir as lógicas do “mentiroso”, nem de fazer ou fazer-se publicidade, mas de fazer memória daquilo que somos aos olhos de Deus, testemunhar aquilo que o Espírito escreve nos corações, revelar a cada um que a sua história contém maravilhas estupendas. Para o conseguirmos fazer, confiemo-nos a uma Mulher que teceu a humanidade de Deus no seio e – diz o Evangelho – teceu conjuntamente tudo o que Lhe acontecia. De fato, a Virgem Maria tudo guardou, meditando-o no seu coração (cf. Lc 2, 19). Peçamos ajuda a Ela, que soube desatar os nós da vida com a força suave do amor:
Ó Maria, mulher e mãe, Vós tecestes no seio a Palavra divina, Vós narrastes com a vossa vida as magníficas obras de Deus. Ouvi as nossas histórias, guardai-as no vosso coração e fazei vossas também as histórias que ninguém quer escutar. Ensinai-nos a reconhecer o fio bom que guia a história. Olhai o cúmulo de nós em que se emaranhou a nossa vida, paralisando a nossa memória. Pelas vossas mãos delicadas, todos os nós podem ser desatados. Mulher do Espírito, Mãe da confiança, inspirai-nos também a nós. Ajudai-nos a construir histórias de paz, histórias de futuro. E indicai-nos o caminho para as percorrermos juntos.
Roma, em São João de Latrão, na Memória de São Francisco de Sales, 24 de janeiro de 2020.
Franciscus
[1]Cf. Bento XVI, Carta enc. Spe salvi (30/XI/2007), 2: ”A mensagem cristã não era só “informativa”, mas “performativa”. Significa isto que o Evangelho não é apenas uma comunicação de realidades que se podem saber, mas uma comunicação que gera factos e muda a vida”.
por PascomBrasil.org.br
Setores pastorais organizam formação sobre Sínodo arquidiocesano
O mês de fevereiro e março serão de formação para os setores pastorais da arquidiocese de Pouso Alegre, já visando o Sínodo arquidiocesano. Juntamente com o seu jubileu de 120 anos de criação, o ano de 2020 também é um ano de preparação espiritual, difusão e motivação para o Sínodo. Sobre estas formações, cada setor já definiu sua data e será assessorado por um membro da comissão responsável pelo Sínodo.
Esses encontros têm dois objetivos, segundo o coordenador de pastoral, padre Mauro Ricardo de Freitas.
"O primeiro é apresentar o roteiro de formação do ano de 2020 em preparação para o Sínodo, com um livro de formação que será entregue. O foco deverá ser a motivação para o Sínodo, o que é o Sínodo e como acontecerá o Sínodo em nossa arquidiocese. O segundo objetivo é motivar a equipe paroquial e expor o seu papel no desenvolvimento do Sínodo, principalmente para esse ano e ano que vem, que será a etapa paroquial", disse.
Cada paróquia é covidada a enviar cerca de 10 representantes, que depois serão os responsáveis por propagar e formar os paroquianos sobre essa temática. Os encontros nos setores devem ser em um domingo, a confirmar com os setores, entre 13h30 e 16h30.
Por que um Sínodo arquidiocesano?
Segundo o próprio arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., desde que chegou à arquidiocese, ouvindo e conversando com padres e leigos, foi percebendo a necessidade de celebrar um Sínodo, tempo que fosse para todos de escuta da Palavra de Deus e de Sua vontade, na graça e audiência ao Espírito, onde cada um tem algo a aprender.
"É um tempo de caminhar juntos para aprender uns com os outros. A fé é também caminhar juntos, jamais sozinhos. Entendo que nos 120 anos de fundação da nossa diocese, chegou a hora de recorrer a esta instituição do Sínodo tão recomendada pela Igreja de ontem e de hoje, para a adequada renovação e atualização do caminho pastoral que envolverá, na unidade, todos os Setores Pastorais, as Paróquias e Comunidades, todas as instituições arquidiocesanas, todos os fiéis católicos, com validade para o período de 2020 a 2023", disse.
O que é o Sínodo?
A palavra “Sínodo” tem origem no grego “syn+hodós” e significa: caminhar juntos, isto é, caminho feito com os mesmos pés. Uma assembleia sinodal reúne clérigos, leigos e consagrados desta Igreja Particular, para auxiliar o bispo diocesano no exercício da sua função, para o bem de toda a comunidade cristã. É um caminho de reflexão, avaliação, renovação, planejamento e programação, feito em conjunto, com a participação de todos. O Sínodo, portanto, não somente manifesta a comunhão diocesana, mas também é destinado a edificá-la.
O que vai ser tratado no Sínodo?
Fiel à doutrina da fé, à moral e à disciplina universal da Igreja, o sínodo arquidiocesano tratará da realidade religiosa e pastoral de nossas comunidades paroquiais, organizações eclesiais e pastorais que compõem nosso “corpo diocesano”. Tratará também das diretrizes e métodos da ação evangelizadora, bem como da organização pastoral de nossa Igreja Particular.
Quais serão as etapas do Sínodo?
Em 2020 – Preparação espiritual. Ampla difusão e motivação para o Sínodo. Convidar todo o povo de Deus e rezar pelo bom êxito do mesmo.
Em 2021 – Etapa paroquial. Reflexão e tomada de consciência sobre a vida e a missão eclesial. Se realizará nas “bases”, nas comunidades e organizações pastorais do âmbito paroquial.
Em 2022 – Etapa setorial. Refletir sobre a vida e a missão da Igreja nos setores pastorais a partir dos relatórios da etapa paroquial.
Em 2023 – Etapa arquidiocesana. Celebração da vida e da caminhada até aqui. Marcado pelo anseio de “caminharmos juntos”.
Domingo da Palavra de Deus nos motiva à “Primazia da Palavra"
O Domingo da Palavra de Deus, instituído pelo Papa Francisco, em sua Carta Apostólica sob forma de MOTU PROPRIO, APERUIT ILLIS, de 30 de setembro de 2019, reassume todo um percurso de maturação que a Igreja fez nos últimos séculos, tendo como expressão a Constituição Dogmática Dei Verbum, do Concílio Vaticano II, publicado em 18 de novembro de 1965.
Como bem sublinha o Papa Francisco, ao concluir sua Carta Apostólica, “Possa o domingo dedicado à Palavra fazer crescer no povo de Deus uma religiosa e assídua familiaridade com as sagradas Escrituras, tal como ensinava o autor sagrado já nos tempos antigos: ‘esta palavra «está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a praticares’ (Dt 30, 14).”
A assídua familiaridade com o Santa Palavra não é um acréscimo virtuoso imposto à vida espiritual ou um comportamento a ser instalado com finalidade sobrenatural. Mas é, antes de tudo e acima de tudo, a substância e a identidade de cada cristã e de cada cristão. Com a inserção temática na Liturgia do III Domingo do Tempo Comum, a Palavra de Deus é evidenciada em modo celebrativo/comunitário, em todo o orbe cristão, com abertura e acolhimento às diversas igrejas, também as provenientes da Reforma do Século XVI e com toda a Ortodoxia. Abre-se também ao já percorrido caminho de Dialogo Hebraico – Cristão.
Essa celebração, fruto de muita reflexão do Magistério Universal (Pastores, ministros, teólogos e todo o Povo de Deus), é uma manifestação propícia, com o fim de fortalecer e recuperar a identidade cristã, que se consolida no processo de “familiarização” com a Palavra de Deus. E para isso, a dimensão celebrativa só pode ser frutuosa se for o cume e fonte de uma vida “frequentada na Sagrada Escritura”, cuja “Sacramentalidade” (Bento XVI, Verbum Domini, 56) nos motiva à uma “Primazia da Palavra”, qualquer que seja nosso status, nossas escolhas e nosso cotidiano.
A história foi testemunha de muitos desacertos e desentendimentos entre os fiéis. Muitas vezes, o Texto Sagrado, foi instrumentalizado e reduzido, seja para fundamentar as ideologias, seja também para mera apologética. Também hoje nos confrontamos com uma “utilização” supersticiosa e moralista da Santa Palavra, subordinando-a às fantasias individuais e coletivas, e até mesmo – com triste e indignada constatação – com o objetivo de domínio político, econômico e social.
Quando a vida não é alicerçada, alimentada e iluminada pela Palavra, cuja “Primazia” é fundamental, incorremos nos mesmos erros que a história ainda nos narra, e que se encontram presentes em nossa sociedade. Isso alerta para a distância em que podemos estar daquela nossa verdadeira identidade, que se realiza e se concretiza justamente na “assiduidade” à Sagrada Escritura. Por isso, essa jornada é um forte convite à Lectio Divina, que no Brasil, foi nominada como “Leitura Orante da Bíblia”, e muito frutificou nas Comunidades Eclesiais de Base.
A “Lectio” não é apenas um exercício de piedade, ou “momento de oração” para obter graças, curas, etc ... Também não é tempo no qual o leitor busca seus interesses pessoais e tenta encontrá-los na Bíblia. Antes de tudo, a “Lectio” é uma decisão entre duas pessoas que fizeram uma “Aliança”, um “Pacto de Amor”: Deus e o homem. E nessa leitura, homem e Deus se encontram no percurso escolhido em plena liberdade por ambos, em que a Palavra proferida e a Palavra escutada, vai assumindo carne e presença em uma nova historia, a “Historia da Salvação”.
Mesmo desenvolvida em um contexto monástico, a Lectio Divina não é privilégio de monges e monjas. Na experiência de Fé, o cristão que frequenta a Palavra, vai exprimindo a Imagem de Deus que lhe foi impressa no Batismo, pois, quando duas pessoas se amam e se “encontram” nesse dialogo de ternura – próprio da leitura orante - inexoravelmente se adquire aquela palavra de conhecimento experiencial, que Platão (400 a.C) chamava de syggeneia, isto é, conaturalidade ou consanguinidade, pois somente os semelhante conhece o semelhante. É esse o fruto da Lectio! Pela continua frequentação á Palavra Santa, nós nos tornamos conaturais de Deus, do mesmo modo que Ele se conaturalizou conosco.
O “Grande” Papa e Doutor São Gregório (séc. VI), em seus escritos, nos permite confirmar essa realidade com uma máxima de muito valor para os que decidiram percorrer o caminho fundamental da Lectio: “Divina eloquia legente crescunt”. “A Palavra de Deus cresce junto com quem dela se aproxima”. Aquele Jesus que se esconde e se revela no texto bíblico, é o “Grande Amigo”, melhor, o “Noivo” que vai desvelando gradualmente à sua amada os seus mais ricos tesouros, impulsionando-a delicadamente, no pleno respeito da sua liberdade, a aderir à sua proposta de amor.
O “Domingo da Palavra de Deus”, celebrado pela primeira vez em nossas comunidades religiosas e paroquiais, quer ser sinal e apelo para redescobrirmos nossa identidade de discípulos e discípulas de Jesus, homens e mulheres que escolheram o “Primado” da Palavra de Deus, que é sempre transformadora, restauradora e vivificadora de cada ser humano e de toda a sociedade “Quem se alimenta dia a dia da Palavra de Deus torna-se, como Jesus, contemporâneo das pessoas que encontra; não se sente tentado a cair em nostalgias estéreis do passado, nem em utopias desencarnadas relativas ao futuro.” (APERUIT ILLIS, Papa FRANCISCO, n.12).
por Vatican News










