#JMJ2019: jovens da Arquidiocese falam sobre o clima pré-jornada

Tem início nesta quarta-feira (22) a XXII edição da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) que este ano, pela primeira vez, ocorre na América Central, no Panamá.

"Eis a serva do Senhor; Faça-se em mim segundo a Vossa Palavra "(Lc 1,38), é o tema da Jornada, anunciado em 22 de novembro de 2016, e tem como eixos principais a Virgem Maria e a Vocação. Também coincide com os resultados da XV Assembléia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos sobre juventude, fé e discernimento vocacional, realizados em 2018.

E os jovens da Arquidiocese de Pouso Alegre já estão alguns dias no Panamá, se preparando para o maior evento da juventude católica em todo o mundo.

"Participamos da Pré Jornada na Diocese de Puntarenas na Costa Rica nos dias 16 a 20 de janeiro. Logo que chegamos fomos acolhidos pela Paróquia Meldalha Milagrosa e pelas famílias em suas casas. Os dias foram repletos de atividades como oração e espiritualidade , convívio fraterno e peregrinação", disse o jovem Guilherme Raimundo da Silva, de Poço Fundo.

Ainda segundo Guilherme, os costumes costa riquenhos são muito parecidos aos brasileiros.

"As famílias são muito hospitaleiras, o clima é caloroso e o ambiente muito familiar. Em nossa paróquia também haviam peregrinos de México, El Salvador, Peru e Bolívia. O contato com os jovens de diferentes nacionalidades nos Dias que antecedem a JMJ se tornam mais estreitos formando uma atmosfera de autêntica amizade. Realmente podemos perceber que somos um corpo e Cristo é a cabeça. O Espírito Santo está em toda igreja e nos ajuda a perseverar nessa peregrinação que se findará no céu", relatou.

O que é a JMJ

É um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, em um ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja e dá testemunho da atualidade da mensagem de Jesus. “É muito mais do que um acontecimento. É um tempo de profunda renovação espiritual, de cujos frutos se beneficia toda a sociedade” (Bento XVI). Trata-se de um meio extraordinário de evangelização para fortalecer a pastoral juvenil. Realiza-se a cada três anos, tendo a última acontecido na cidade de Cracóvia em 2016.

O fundador e primeiro promotor da JMJ foi São João Paulo II. A ideia do evento foi concebida com o objetivo de favorecer o encontro pessoal com Cristo, que muda a vida, e promover a paz, a unidade e a fraternidade dos povos e das nações através da juventude como embaixadora; além de desenvolver processos de nova evangelização destinada aos jovens.

Os primeiros dois encontros, em 1984 e 1985, organizados por ocasião do Ano Santo da Redenção (1983-1984) e do Ano Internacional da Juventude (1985) não podem ser chamados de Jornada Mundial da Juventude; no entanto, foram os primeiros encontros que serviram de base para que o Papa tomasse essa iniciativa abençoada, que dura até o dia de hoje.


Jovens da Arquidiocese já estão no Panamá para a Jornada Mundial da Juventude

Um grupo de jovens da Arquidiocese de Pouso Alegre chego ao Panamá no final da semana passada para a Jornada Mundial da Juventude, que ocorre entre os dias 22 e 27 de janeiro. E eles não esetão sozinhos. Jovens de todas as partes do mundo estão a caminho do Panamá para viver juntos a Jornada Mundial da Juventude, que este ano traz o tema "Eis a serva do Senhor; faça-se mim segundo a tua palavra" (Lc 1:38). E é grande a expectativa para o encontro com o Papa Francisco, que chegará ao Panamá no dia 23 de janeiro. São esperados jovens de 175 países.
Segundo Guilherme, de Poço Fundo, o clima dos panamenhos é de alegria e expectativa para o encontro, e a acolhida aos estrangeiros não poderia ser melhor.

"A acolhida está sendo fantástica e estamos muito surpresos com tanta dedicação para conosco. O clima está muito festivo e caloroso. Os panamenhos estão muito animados e empolgados com os peregrinos. Os brasieliros são o segundo maior número de peregrinos, sendo que a maior parte dos peregrinos são do Panamá", disse.

Enquanto esperam o início da JMJ, muitas atividades estão sendo proporcionadas aos jovens. O grupo de nossa Arquidiocese está na Costa Rica.

"Nosso grupo está na Costa Rica para a preparação para a JMJ e participando de uma semana missionária na arquidiocese de Puntarenas. Já encontramos muitos grupos de estrangeiros da América e Europa e também da Ásia".

O que é a JMJ

É um encontro de jovens de todo o mundo com o Papa, em um ambiente festivo, religioso e cultural, que mostra o dinamismo da Igreja e dá testemunho da atualidade da mensagem de Jesus. “É muito mais do que um acontecimento. É um tempo de profunda renovação espiritual, de cujos frutos se beneficia toda a sociedade” (Bento XVI). Trata-se de um meio extraordinário de evangelização para fortalecer a pastoral juvenil. Realiza-se a cada três anos, tendo a última acontecido na cidade de Cracóvia em 2016.

O fundador e primeiro promotor da JMJ foi São João Paulo II. A ideia do evento foi concebida com o objetivo de favorecer o encontro pessoal com Cristo, que muda a vida, e promover a paz, a unidade e a fraternidade dos povos e das nações através da juventude como embaixadora; além de desenvolver processos de nova evangelização destinada aos jovens.

Os primeiros dois encontros, em 1984 e 1985, organizados por ocasião do Ano Santo da Redenção (1983-1984) e do Ano Internacional da Juventude (1985) não podem ser chamados de Jornada Mundial da Juventude; no entanto, foram os primeiros encontros que serviram de base para que o Papa tomasse essa iniciativa abençoada, que dura até o dia de hoje.


NOTA DE FALECIMENTO

A Arquidiocese de Pouso Alegre comunica o falecimento do senhor Vítor Brentegani, pai do padre Toninho Brentegani, pároco da Paróquia São Geraldo Magela em Inconfidentes.

O corpo está sendo velado na Funerária Sefex, em Borda da Mata. A missa de corpo presente será às 16h na Basílica Nossa Senhora do Carmo, também em Borda da Mata.

À família e ao padre Toninho Brentegani nossas orações e amizade. Que o Deus da vida os abençoe e os console nesse momento de luto.


Papa Francisco divulga mensagem para celebração do Dia Mundial do Enfermo

Com informações do Vatican.News -

A Igreja lembra que o caminho mais crível de evangelização são gestos de dom gratuito como os do Bom Samaritano. O cuidado dos doentes precisa de profissionalismo e ternura, de gestos gratuitos, imediatos e simples, como uma carícia, com os quais fazemos o outro sentir que nos é querido”. Essas são as palavras iniciais do Papa Francisco na mensagem para o XXVII Dia Mundial do Enfermo, que será celebrado de modo solene em Calcutá, na Índia, no dia 11 de fevereiro.

Leia a mensagem completa aqui!

Como a Índia foi o país escolhido para a celebração, o Papa fez questão de lembrar na mensagem a figura da Santa Madre Teresa de Calcutá, “um modelo de caridade que tornou visível o amor de Deus pelos pobres e os doentes. A Santa Madre Teresa ajuda-nos a compreender que o único critério de ação deve ser o amor gratuito para com todos, sem distinção de língua, cultura, etnia ou religião. O seu exemplo continua a guiar-nos na abertura de horizontes de alegria e esperança para a humanidade necessitada de compreensão e ternura, especialmente para as pessoas que sofrem”.

Guiado pelo exemplo de Madre Teresa, Francisco falou sobre a importância do voluntariado para socorrer os enfermos e necessitados. “A gratuidade humana é o fermento da ação dos voluntários, que têm tanta importância no setor socio-sanitário e que vivem de modo eloquente a espiritualidade do Bom Samaritano. Agradeço e encorajo todas as associações de voluntariado que se ocupam do transporte e assistência dos doentes, aquelas que providenciam as doações de sangue, tecidos e órgãos”.

O Papa também pede atenção às instituições de saúde católicas sobre a missão desse tipo de entidade, que corre o risco de se desvirtuar por causa de ganhos financeiros. “As instituições sanitárias católicas não deveriam cair no estilo empresarial, mas salvaguardar mais o cuidado da pessoa que o lucro. Sabemos que a saúde é relacional, depende da interação com os outros e precisa de confiança, amizade e solidariedade; é um bem que só se pode gozar «plenamente», se for partilhado. A alegria do dom gratuito é o indicador de saúde do cristão”.


CAL publica orientações normativas a respeito da Sagrada Liturgia

O Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., através da Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL), publicou nesta semana algumas orientações normativas a respeito da Sagrada Liturgia e da piedade popular, as quais foram estudadas e refletidas durante as reuniões desse ano. As normativas fazem referência às imagens dos santos e lugares devocionais e também às festas dos padroeiros e celebrações litúrgicas. As normas devem ser seguidas em todas as paróquias.

Leia o texto na íntegra:

ARQUIDIOCESE DE POUSO ALEGRE
CAL - Comissão Arquidiocesana para a Liturgia

ORIENTAÇÕES NORMATIVAS A RESPEITO DA SAGRADA LITURGIA E PIEDADE POPULAR

Aos sacerdotes, religiosos (as), seminaristas, leigos (as) animadores (as) das celebrações litúrgicas em nossas comunidades, e todo povo de Deus da Arquidiocese de Pouso Alegre!

Tendo refletido em sua reunião ordinária, datada de 23 de junho de 2018, a respeito da relação da piedade popular com a Sagrada Liturgia, e depois de ponderado exame das questões abaixo, a Comissão Arquidiocesana para a Liturgia, aqui representada pelo senhor Arcebispo Metropolitano e pelo coordenador da referida Comissão, publica as seguintes orientações normativas, que devem ser observadas por todos:

I. Quanto às imagens dos santos e lugares devocionais:

1. De acordo com o disposto na Instrução Geral do Missal Romano (IGMR) 318, as “as imagens do Senhor, da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos sejam legitimamente apresentadas à veneração dos fiéis nos edifícios sagrados e aí sejam dispostas de modo que conduzam os fiéis aos mistérios da fé que ali se celebram. Por isso, cuide-se para que seu número não aumente desordenadamente e sua disposição se faça na devida ordem, a fim de não desviarem da própria celebração a atenção dos fiéis; normalmente, não haja mais de uma imagem do mesmo santo. De modo geral, procure-se na ornamentação e disposição da igreja, quanto às imagens, favorecer a piedade de toda a comunidade e a beleza e a dignidade das imagens”. Atentos a esse princípio da centralidade do Mistério Pascal, cuide-se para que o lugar onde as imagens são colocadas não simule um “altar” semelhante à mesa eucarística; que imagens não sejam dispostas no presbitério em concorrência com o altar e a mesa da Palavra; e que “altares” para a coroação de Nossa Senhora não ocupem o presbitério e nem chamem excessivamente a atenção dos fiéis no exagero de seus arranjos. Normalmente, sejam montados fora do presbitério, à vista dos fiéis em uma lateral, com arranjos naturais e discretos;

2. Quanto aos espaços devocionais, isto é, os lugares onde estão expostas as imagens para o culto dos fiéis no templo, a CNBB é clara ao orientar: “Os espaços devocionais têm a função de apontar para o mistério maior da nossa fé: a paixão, morte e ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, e devem ser tratados com cuidado para potencializar toda a sua dimensão mistagógico-religiosa, no sentido de alimentar a fé, conduzir à piedade e dispor os fiéis à celebração dos sacramentos, sem se sobrepor ou competir com os lugares da celebração dos sacramentos em especial da Eucaristia”. (Est. 106 CNBB, n. 74)

3. No que se refere ao lugar onde colocar as imagens, atente-se ao que se segue: “As imagens da Mãe de Deus, dos santos e padroeiros(as), podem ser colocados no lugar da assembleia, como modelos que inspiram a caminhada de fé dos que ainda peregrinam, até que cheguem à Jerusalém do céu, onde ‘Cristo será tudo em todos’. Outros locais possíveis para a colocação das imagens são: pequenas capelas e lugares em conexão com a igreja, como o átrio, a sacristia, os corredores, salas de catequese, jardins, grutas etc.” (idem, n. 76). O Guia Litúrgico Pastoral da CNBB apresenta, ainda, como possibilidade: “As imagens podem ser colocadas próximas à entrada, nas laterais do presbitério ou no corpo do espaço, próximas da assembleia. O centro do presbitério, a parte de trás do altar, seja reservada para o Cristo, que pode ser representado como crucificado, ressuscitado, bom pastor, transfigurado etc.”. (GLP, item 9. O lugar dos santos).

4. Algumas igrejas possuem ícones e seu uso é bastante comum nas igrejas ortodoxas. “O ícone é a representação, por imagens, da mensagem cristã descrita por palavras nos Evangelhos. Por extensão, ícone é a imagem visível de uma realidade invisível” (CNBB, Est. 106, p.68). Não se trata apenas uma figura religiosa (Jesus, Virgem Maria, anjos etc.) desenhada ou pintada para despertar os sentimentos dos observadores; é uma das formas pelas quais Deus é revelado aos fiéis, pois através dos ícones os cristãos recebem uma catequese e são convidados a mergulhar nos mistérios divinos. É uma “janela para a eternidade”. A eles deve-se o mesmo respeito que se tem pelas demais imagens e seu uso litúrgico segue normas próprias.

II. Quanto às festas dos Padroeiros e celebrações litúrgicas preparatórias:

1. O dia do padroeiro seja celebrado de preferência no seu próprio dia (cf. Normas Universais do Ano Litúrgico [NUAL], 56). Quando celebrado no domingo, celebrem-se missas próprias do santo em todos os horários da matriz, podendo-se usar paramentos da cor apropriada à comemoração, mas conservando-se a liturgia da Palavra do domingo corrente, para que não se quebre o sábio planejamento catequético querido pela Igreja ao elencar as leituras e evangelhos na ordem como se apresentam nos Lecionários. Os domingos do Advento, Quaresma, Páscoa e demais solenidades não cedem lugar a nenhuma outra festa (cf. NUAL 5). No domingo em que se celebra o padroeiro da paróquia na matriz, nas demais comunidades a missa segue o calendário litúrgico do dia;

2. Nos outros domingos e dias de preceito que caem na novena (tríduo, trezena etc.), deve-se seguir o calendário litúrgico (leituras, orações, cantos e cor do dia). Missas feriais podem ceder lugar a missas próprias do santo, se necessário, quando não se tratarem de festas ou memórias obrigatórias;

3. Os temas das novenas, quando houver, sejam escolhidos a partir dos textos bíblicos e orações eucológicas do calendário litúrgico, e não sejam forjados ou sobrepostos à liturgia do dia. Pode ser apenas um tema geral para toda a novena; e evite-se direcionar a reflexão da Palavra por documentos da Igreja ou outros textos alheios à liturgia da Palavra do dia;

4. Entendendo que a procissão de rua com a imagem do padroeiro é um costume e uma expressão de alto apreço devocional, cuide-se para que seja feita com reverência e com espírito orante e celebrativo, não se tornando apenas um momento de conscientização, formação ou informação, mas verdadeira expressão popular de devoção;

5. Aconselha-se que as orações da novena e incensação da imagem do padoreiro sejam feitas, preferencialmente, antes da celebração eucarística, inclusive breve reflexão do tema da novena, para que não se quebre a harmonia dos ritos litúrgicos. Não tem sentido rezar o Pai-nosso ao santo, se a Oração do Senhor é elemento litúrgico já rezado no rito da comunhão. Também não se reza Ave-Maria a outro santo que não seja a Mãe de Deus. Atenção especial seja dada ao texto da oração ao padroeiro. Há fórmulas antigas, de linguagem inacessível, ou extremamente destoantes dos ensinamentos da Igreja sobre a intercessão dos santos, fórmulas estas que podem confundir os fiéis; sejam essas orações simples, focadas na espiritualidade do santo e sem apelos supersticiosos;

6. O hino de louvor é “cantado ou recitado aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma, nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes” (IGMR 53). Portanto, não se use indiscriminadamente o canto do “glória”, para que não se enfraqueça seu sentido ritual sempre ligado às ocasiões solenes. Não seria conveniente cantá-lo nas novenas durante a semana, mesmo quando se celebra missa própria do santo. Reserve-se este hino para domingos e o dia da festa.

7. Para que se evitem as duplicações, quando já houver uma imagem do padroeiro em algum nicho à vista da assembleia, não se coloque outra em “altar” alternativo. No caso do andor que vai à procissão, boa prática seria deixá-lo à entrada da Igreja na chegada da procissão, para que os fiéis, ao entrar, possam tocar a imagem, como é seu costume. Se for a imagem de nossa Senhora a ser coroada, que seja entronizada no momento da coroação, caso haja outra no espaço celebrativo.

Dado e passado em nossa Cúria Metropolitana, no dia 25 de dezembro de 2018, na Solenidade do Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo, sob o Nosso Sinal e o Selo de Nossas Armas.


Servo de Deus padre Alderigi Maria Torriani

É assim que muitos fiéis se recordam do Servo de Deus Padre Alderigi Maria Torriani, sacerdote da Arquidiocese de Pouso Alegre - MG, falecido em 1977.

Um homem de Deus, perseverante na oração.

Um homem da Igreja totalmente dedicado ao progresso espiritual do seu povo.

Um homem que se fez pobre para doar-se inteiramente aos pobres.

Um presente de Deus que passou por este mundo fazendo o bem.

 Seminaristas Alderigi Torriani e Joaquim Noronha

O despertar de uma vocação

Filho de imigrantes italianos, Alderigi nasceu em Jacutinga (MG) em 1895, no dia 13 de novembro. Desde pequeno, sentiu-se chamado por Deus para a vida sacerdotal. Cultivou a semente da vocação através da oração, da vida comunitária em sua paroquia e da constante participação nos sacramentos.

Depois dos estudos no Seminário de Pouso Alegre, foi ordenado sacerdote em 1920. Já no início de seu ministério sacerdotal, exerceu importantes funções. Em Pouso Alegre (MG), foi Vigário Cooperador na Catedral e Diretor do Ginásio Diocesano, atual Colégio São José. Logo depois, foi nomeado Vigário de Brasópolis -(MG), onde permaneceu por alguns meses. Por um curto período, esteve também à frente da paróquia de Camanducaia (MG), onde lançou sementes de reconciliação e de paz.
Um pastor zeloso

Em 1927, foi transferido para Santa Rita de Caldas (MG). Esta pequena e pacata cidade jamais imaginava que ao receber aquele jovem sacerdote estaria acolhendo um astro que irradiaria, de maneira clara e evidente, a bondade do grande Senhor e Salvador Jesus Cristo.

De fato, Padre Alderigi, com sabedoria e amor, dedicou toda sua vida ao povo desta paróquia e aos peregrinos que por ali passavam. A pequena igreja matriz tornou-se um santuário onde milhares de peregrinos iam para apresentar a Deus, por intercessão de Santa Rita, seus pedidos e necessidades e para louvar e agradecer as graças recebidas.
Ao mesmo tempo, neste santuário, encontravam a acolhida calorosa do bom pároco que, com sua batina preta, seu olhar penetrante, seu sorriso sincero e transparente, sua pregação catequética e sua marcante personalidade, a todos encantava.

Prova disto é que, certa vez, uma pessoa amiga escreveu-lhe um bilhetinho dizendo: “Monsenhor, sorria ao ser fotografado!”, ao que ele respondeu: “A minha vida é um sorriso: sou pároco de Santa Rita de Caldas!”.

Apóstolo do confessionário

Este santuário, graças ao zelo do bom pastor Padre Alderigi, tornou-se lugar de muitas graças e copiosas bênçãos de Deus. Mas, antes de celebrar a Santa Missa ou dar a bênção ao povo, Padre Alderigi convidava todos a um profundo exame de consciência e a se confessarem.

Padres Maurício Pieroni, Poggeto e Alderigi

Desse modo, Padre Alderigi foi, também, apóstolo do confessionário. Nele, passava horas e horas atendendo, com carinho e, às vezes, energicamente, as confissões dos fiéis. Ele sabia que somente um coração que reconhece seus pecados diante de Deus e dos irmãos e recebe o sacramento da penitência pode estar aberto para acolher as graças que vêm dos céus!

Por isso, o santuário e o confessionário tornaram-se sua casa. Ali, nos domingos e festas, Padre Alderigi se alimentava e passava o dia todo esperando e acolhendo as pessoas e, com elas, celebrando os sacramentos e anunciando a Palavra que dá vida e salvação.

Refúgio dos necessitados

Além de celebrar os mistérios da fé católica, Padre Alderigi cuidava também das necessidades materiais de seus fiéis. Todos aqueles que passavam por aflições espirituais e temporais recorriam a ele e sempre encontravam uma via segura para solucionar seus problemas. Suas grandes mãos, além de abençoar, nada retinham para si. Tudo o que possuía era distribuído a quem pedia.

Para acudir seus pobres, Padre Alderigi abriu uma conta na farmácia. Quando alguém o procurava e pedia alguma coisa, imediatamente, ele dizia para que comprasse o necessário e colocasse em sua conta. Ao final do mês, quando não tinha dinheiro para pagar tais gastos, Padre Alderigi rezava e colocava os boletos debaixo da imagem de Santa Rita. Sua confiança e esperança em Deus eram de tal modo inabaláveis que nunca lhe faltou o dinheiro necessário para saldar seus débitos.

Trigo lançado na terra

Dia do enterro de Mons. Alderigi (03/10/1977)

No final de sua vida, embora doentio e já cansado pelo peso da idade, Padre Alderigi continuava seus compromissos pastorais com dedicação e alegria. Muitas são as fotos daquele tempo que o retratam celebrando missas, casamentos e batizados sentado em uma cadeira, já que não podia se manter de pé.

Por alguns dias, esteve internado em Poços de Caldas (MG), mas teve alta e quis voltar para o seio de seu amado povo. Chegando na cidade, passou pelo santuário e foi para sua pobre casa. Pelas 23:30h repousou na paz do Senhor, com seus 82 anos, no dia 3 de outubro de 1977. A notícia abalou a cidade que parecia ter perdido um pai que a sustentou por tantos anos na fé e na caridade.

A notícia da morte de Pe. Alderigi se espalhou e, no dia seguinte, uma multidão de pessoas se reuniu para a missa de corpo presente e para o seu sepultamento na capela de São Miguel Arcanjo, no cemitério da cidade.

Fama de santidade

Em vida, Padre Alderigi já possuía uma difundida fama de santidade. Muitas são as pessoas que relatam ter recebido graças de Deus após terem pedido sua bênção e seus conselhos. No dia de sua morte, os poucos pertences que Padre Alderigi possuía foram divididos entre o povo que queria conservar uma relíquia do querido pároco.

Ainda hoje, as pessoas levam tais relíquias até aqueles que se encontram gravemente enfermos e muitíssimos são os relatos de graças alcançadas através da intercessão de Padre Alderigi. Depois de sua morte, tal fama de santidade continua a se espalhar, atingindo não só o sul de Minas, mas todo o Brasil.

Devido a esta tão grande fama de santidade, o Arcebispo de Pouso Alegre, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho - Opraem., decretou a introdução do Processo de Canonização de Padre Alderigi. Este processo se desenvolve em uma fase diocesana e, depois, na Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano, na fase romana.

A partir da abertura deste processo de canonização, Padre Alderigi é chamado Servo de Deus. Este título indica que um processo está sendo realizado para que a Igreja reconheça, oficialmente, que ele viveu, de modo heróico, as virtudes cristãs e seja apresentado como modelo de santidade a todos os católicos.

Mais perto de seu povo

Neste ínterim, foi realizada a exumação dos restos mortais do Servo de Deus Padre Alderigi para o reconhecimento canônico e o translado do cemitério para o santuário de Santa Rita, em Santa Rita de Caldas - MG. Essa celebração foi realizada dos dias 01 a 04 de agosto de 2008.

Realizados a exumação e o reconhecimento canônico, os restos mortais do Servo de Deus foram transladados em procissão, com a participação de muitos fiéis, para o Santuário de Santa Rita, onde repousarão para sempre junto ao povo que Padre Alderigi tanto amou e pelo qual doou toda sua vida.

Em 22 de dezembro de 2018, foi celebrado o encerramento da fase Diocesana do processo de Beatificação e Canonização de padre Alderigi Maria Torriani no Santuário de Santa Rita de Caldas, com a participação do clero arquidiocesano e de centenas de fiéis.


Padre da Arquidiocese lança seu 10º livro

O padre Flávio Sobreiro prepara o lançamento de décimo livro. "Fábulas para nossa criança interior" chegará às prateleiras no próximo mês pela Editora Mikelis.

À pergunta "o que é um adulto?", o autor responde: uma criança de idade, isto é, os adultos são apenas crianças crescidas.

"Há quem espere a vida toda pelo mar sem saber que o rio também é capaz de oferecer grandes encantos. O nosso interior contém histórias nunca antes reveladas. Não hesite em fazer uma viagem cujo destino é o seu próprio eu, conhecendo narrativas encantadoras e inusitadas a seu próprio modo. Jardins, florestas, montanhas, fauna e flora que, do passado ao futuro, lhe farão redescobrir as suas mais distintas faces", apresenta.

O livro é composto por uma coletânea de contos, como suspense, mistério, amor, ação, loucura, drama e comédia.
"Libere a sua imaginação, desarme-se das preocupações e viva a tranquilidade que somente o estado pueril é capaz de oferecer. É hora de revisitar os castelos, cavernas e cabanas juntos a animais encantados que, investidos de significados, são capazes de lhe transportar a um universo surpreendente. É momento de ressignificar o sentido da vida", afirma.

Biografia

Natural de Barbosa Ferraz (PR) e mineiro por criação (Inconfidentes). Pertence ao clero da Arquidiocese de Pouso Alegre. Foi ordenado presbítero em 2011. Além do ministério presbiteral dedica-se a evangelização através da escrita e acredita que a palavra é sempre uma maneira humana e espiritual de chegar aos cantos e recantos da alma.

Tem as seguintes publicações: Amor sem fronteiras (Editora Canção Nova, 2013), Terço da Amizade (Editora Paulilnas, 2015), Preces do Coração (Editora Santuário, 2016), No coração da Mãe Aparecida (Editora Santuário, 2016), Poderosa Novena aos Santos Arcanjos (Editora Raboni, 2017), A arte de reescrever a vida (Editora Santuário, 2017), Felicidade sem segredos - 30 atitudes que podem transformar sua vida (Editora Canção Nova, 2018), As estações da alma (Editora Mikelis, 2018), Orações e reflexões para uma vida feliz (Editora Santuário, 2018).


Nota Oficial - Arquidiocese de Pouso Alegre

Considerando que nesta data foi preso A.C.S., padre em licença do Mosteiro Trapista de Campo do Tenente (PR) para uma experiência pastoral em nossa Arquidiocese de Pouso Alegre.

Por medida cautelar, a Arquidiocese de Pouso Alegre afastou o padre do exercício do ministério, enquanto aguarda o resultado da apuração dos fatos.

A Arquidiocese de Pouso Alegre está disposta a colaborar com a Justiça em tudo o que for necessário para a elucidação dos fatos e lamenta profundamente o ocorrido que ferem o Corpo Eclesial e a comunidade cristã, e assim pede que não falte a todos a misericórdia e a oração neste momento doloroso.

Assessoria de Comunicação


CAL emite nota sobre Liturgia e piedade popular

A Comissão Arquidiocesana de Lituriga (CAL) divulgou nota sobre a Liturgia e sobre a Piedade Popular. As reflexões foram feitas a partir da leitura do texto "A piedade popular e a Liturgia a partir das novas diretrizes da Igreja no Brasil". O texto é assinado pelo arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., e pelo coordenador da CAL, padre Vanildo de Paiva.

Leia o texto na íntegra

Por "piedade popular" entendemos as diversas manfiestações religiosas do povo cristão católico, como devoções aos santos, romarias, congadas, festas do Divino, coroações de Nossa Senhora etc, que mesmo não constando da Liturgia oficial da Igreja, são expressões culturais de grande importância na sustentação da fé do povo e que precisam ser valorizadas e, algumas vezes, purificadas. Ainda que se realizem quase sempre fora dos ritos oficiais, precisam ser bem orientadas e, quando possível, integradas à Liturgia, respeitando-se, no entanto, suas características próprias. Como diz a Sacrosanctum Concilium 12, a vida e a espiritualidade cristãs não se resumem unicamente na participação na sagrada liturgia.

As atuais diretrizes da da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil afirmam, sobretudo no número 88, que a piedade popular tem grande importância para a transmissão da fé e iniciação à vida cristã, bem como para a promoção da cultura. De fato, as suas manifestações são ocasiões importantes nas quais as pessoas se encontram e, como povo que crê, encontram-se com seu Senhor. Nessas oportunidades, as pessoas entram em contato com a fé da Igreja, com o exemplo dos santos, sendo assim 'lugar teológico' onde os cristãos vão se fazendo e amadurecendo.

Sabemos, no entanto, que podem haver alguns elementos confusos, como crendices e superstições, que, às vezes, distorcem os ensinamentos cristãos e tiram o foco do que é essencial no conhecimento e seguimento de Jesus. Por isso, cabe aos evangelizadores e cristãos mais conscientes colaborar para que essas expressões de piedade sejam purificadas, através da conscientização do que realmente pertence à fé cristã. E a liturgia procure acolher essas expressões, integrá-las aos seus ritos na medida do possível, mostrando a verdadeira sintonia que há entre essas variadas celebrações populares e aquelas prescritas oficialmente pela Igreja, ambas a serviço da espiritualidade e do amadurecimento dos cristãos.

Na oportunidade, os membros da CAL retomaram as orientações do Missal Romano e de outros documentos oficiais da Igreja a respeito da devoção aos santos, dos espaços devocionais nos templos, das imagens, das procissões e das festas em louvor aos padroeiros . Achou-se por bem que haja uma orientação clara e normativa na Arquidiocese de Pouso Alegre a respeito dessas questões, o que será publicado oportunamente, após exame minucioso e aprovação do senhor arcebispo metropolitano.


Paróquia de Tocos do Mogi presta homenagem a leigos do município


A Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Tocos do Moji, com a Solenidade de Cristo, Rei do Universo, encerrou o Ano do Laicato promovido pela CNBB neste domingo (25). Durante a Santa Missa de encerramento das comemorações, foi prestada uma homenagem a alguns que por muito tempo dedicaram suas vidas pelo crescimento e fortalecimento espiritual da Comunidade.

Foram homenageados:Floriano Mariano da Silva, José Ângelo da Rosa, Benedito Jacinto Braga , Rosa de Lima, Clarice Cantuária da Silva , Adão Pires dos Santos, José Romualdo, Persidio Romualdo e José Mariano da Silva. Na placa de honra constava: “A gratidão é a memória do coração, um gesto sublime de amor".

Aos demais participantes foram entregues sal e vela, lembrando que encerrou o ano dedicado ao leigo, mas a missão de batizados continua.