Setor Mandu realiza Primeiro Encontro Vocacional em Pouso Alegre
No último sábado, 15 de março, o Setor Mandu promoveu o Primeiro Encontro Vocacional, setor formado de 11 paróquias de Pouso Alegre, além das cidades de Congonhal e Senador José Bento. O evento foi sediado na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no Centro Pastoral Dom José D’Ângelo Neto.
Estiveram presentes representantes paroquiais, equipes da Pastoral Vocacional, seminaristas, além do Padre Fabiano José Pereira Pereira, assessor da pastoral, e Dalva Rangel, coordenadora do Setor Mandu e responsável pelo serviço de animação vocacional.
O encontro, marcado por momentos de partilha, oração e fortalecimento da fé, reforçou o compromisso com a animação vocacional nas comunidades. Padre Fabiano destacou que este é um projeto a ser estendido para todos os setores da Arquidiocese de Pouso Alegre, visando incentivar novos chamados ao serviço da Igreja.
Com o tema “Peregrinos porque chamados: A esperança não decepciona porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações” (Rm 5,5), o encontro trouxe um espírito de esperança e renovação para todos os participantes.
Que esta iniciativa continue a gerar frutos e despertar novas vocações, para que mais trabalhadores sejam enviados à messe do Senhor!
Texto: Lidiane Brito (Pastoral da Comunicação).
Fotos: Paulo Figueiredo (Pastoral Vocacional – Paróquia Nossa Senhora de Fátima).
12 Anos com o Papa Francisco
Neste dia 13 de março, comemoramos o aniversário do inesquecível “Habemus Papam”, que anunciou a eleição de Jorge Mario Bergoglio, o primeiro Papa jesuíta que, como ele mesmo afirmou, “os cardeais buscaram quase no fim do mundo”, referência a Argentina.
Seu Pontificado tem sido caracterizado por iniciativas e reformas que visam envolver todos os cristãos em um renovado impulso missionário, disseminando o amor de Jesus por toda a humanidade.
Desde o princípio, sua visão partiu “da base”, com uma atenção especial às periferias existenciais e geográficas, transformando-as no ponto de partida de seu modo de ser e agir.
Um momento marcante que tocou o coração do mundo foi seu gesto de se inclinar diante da multidão reunida na Praça São Pedro no dia de sua eleição. Diante de milhares de espectadores, apresentou-se com humildade, um olhar amoroso e um sorriso radiante — traços que se tornaram emblemáticos de seu Pontificado.
Nos primeiros anos de seu ministério, Francisco convidou os fiéis a redescobrir “o frescor original do Evangelho” e solicitou maior fervor e dinamismo, para que o amor de Jesus realmente alcançasse a todos (todos, todos!).
O Papa nos convoca a ser uma Igreja “em saída”, com portas abertas, um verdadeiro hospital de campanha, sem receio da “revolução da ternura e do milagre da delicadeza”.
Agora, ao iniciar o 13º ano de seu Pontificado, o Santo Padre mantém-se firme em sua missão, guiando a Igreja com sabedoria, espírito de fraternidade e comprometimento pastoral. Mesmo em recuperação no Hospital Gemelli, continua a ser um exemplo de fé, esperança e resiliência, sempre com o olhar voltado para o rebanho. “Eu os acompanho daqui”, afirmou o Papa, confiando que as orações do mundo inteiro o sustentam em sua vocação.
Este 12º ano foi mais um capítulo de um Pontificado desafiador, mas também repleto de conquistas para a Igreja. A fé e a oração dos fiéis são sua maior força. Com um olhar atento e um coração orante, o Papa segue conduzindo a fé universal, confiante na providência divina e na misericórdia de Deus.
Neste dia especial, nosso maior presente deve ser aquilo que ele sempre nos solicita: nossas orações!
Fonte: Vatican News
Imagem: Fotografia da audiência com o Santo Padre o Papa Francisco, por ocasião da visita ad Limina Apostolorum realizada no mês de outubro de 2022. Na ocasião, estavam presentes os bispos do Regional Leste 2 (Minas Gerais) e Leste 3 (Espírito Santo).
#Reflexão: 2° Domingo da Quaresma (16 de março)
A Igreja celebra o 2° domingo da Quaresma, neste domingo (16). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Gn 15,5-12.17-18
Salmo: 26(27),1.7-8.9abc.13.14 (R. 1a)
2ª Leitura: Fl 3,17-4,1 ou mais breve 3,20-4,1
Evangelho: Lc 9,28b-36
TRANSFIGURAÇÃO DE JESUS CRISTO
Domingo passado, recordamos Jesus que no deserto venceu o mal que tentou desviá-Lo do projeto de Deus. O diabo esperou o “momento certo” para tentar Jesus como mais força e artimanhas: quando Ele sentiu fraqueza e fome. As fraquezas humanas podem ser a chance que o mal espera para também nos conduzir para longe de Deus.
Neste 2º domingo Quaresma, o Evangelho nos conduz a outro lugar onde vemos a manifestação da glória de Deus: o monte da transfiguração. No deserto, o diabo tentou semear trevas no projeto de comunhão entre Jesus e Deus Pai; o tentador no alto da montanha mostrou glória e poder deste mundo, mas para obter, Jesus tinha que adorar o diabo. Agora em outro monte, a luz de Deus resplandece com toda sua beleza (conforme Pedro exclama), mas luz que vem do alto e de Deus. No deserto, aprendemos com Jesus, que mesmo sobre forte tentação, o caminho para vencermos o mal encontra-se na Palavra de Deus; no monte da transfiguração, Jesus antecipa não somente sua glória - pois é Deus -, mas também aquilo que é nossa esperança para cada um de nós.
A transfiguração no monte Tabor é um fato marcante e narrado nos três primeiros Evangelhos (cf. ainda 2Pd 1,16-18). Nos evangelhos sinóticos, encontra-se logo após a pergunta de Jesus sobre o que o povo estava dizendo quem Ele era; em seguida, há o relato da profissão de fé de Pedro que reconhece Jesus como Messias (o Cristo). Jesus se apressa em anunciar como Ele será Messias com o 1º anúncio da Paixão. Pedro tenta persuadi-lo do contrário. “Seis dias depois”, temos a passagem da transfiguração.
Lucas nos informa que tudo aconteceu em mais um momento de oração de Jesus. Mas, diferentemente de outras ocasiões, Jesus quis rezar tendo três discípulos como testemunhas. Certamente, Pedro, Tiago e João ainda estavam tentando entender o que Jesus tinha acabado de anunciar antes da transfiguração: sua paixão, morte e ressurreição que iriam acontecer na cidade de Jerusalém. O Mestre Jesus quis antecipar seu trágico fim a todos para que ninguém se iludisse com nenhuma ideia errada em relação a Ele.
A oração tem um poder especial de transformar as pessoas. Coloca em nossos corações um pouco do céu. Semeia dentro de cada um, um desejo por aquilo que é eterno. A oração transforma a pessoa naquilo que ela crê e espera. Lucas nos diz que “enquanto Jesus rezava” aconteceu uma grande transformação. Descobrimos que é possível, nossa realidade humana, em sua realidade mais pura e sincera ser transformada com a luz de Deus. Não vimos o rosto de Deus, mas o nosso rosto (em Jesus) ser transformado; não vimos como é o céu, mas descobrimos que nossa realidade humana (nas vestes de Jesus) pode ser inundada com a luz de Deus.
“E ele foi transfigurado diante dos olhos deles”. Nenhum detalhe é relatado além de que as roupas de Jesus ficaram brilhantes. A luz é tão excessiva que não se limita ao corpo, mas se espalha para fora, inundando de luz tudo ao seu redor. As roupas e o rosto de Jesus são a escrita, ou melhor, a caligrafia do coração de Deus. Pois, não nos interessa um Deus que só ilumina a si mesmo e não ilumina e faz florescer o humano (Ermes Ronchi).
Os evangelistas nos dizem que duas pessoas foram vistas conversando com Jesus: eram Moisés e Elias. São dois personagens com histórias e experiências especiais, inclusive em montanhas e até o fim de vida de cada um foi singular. Lucas é o único evangelista que nos diz que Moisés e Elias conversavam sobre o “êxodo” (morte) de Jesus em Jerusalém. Mesmo na aparência da dor e do sofrimento que foram os últimos dias de Jesus, tudo estava encerrado dentro de um projeto que vai muito além da compreensão de todos.
Os apóstolos se encontravam dormindo quando tudo estava acontecendo próximo deles. Ao perceberam o que tinha acontecido com Jesus e a presença de duas pessoas (Moisés e Elias), então Pedro propôs algo muito simples e plenamente humano: eternizar neste mundo aquele “pedacinho” do céu.
Pedro propôs de construir três tendas com a expressão de admiração: “É bom estarmos aqui”. E assim, Jesus teria que deixar de dar prosseguimento em sua missão que o conduziria a Jerusalém, seria uma experiência passageira e exclusiva daqueles dois discípulos. Mas, Jesus veio abrir o acesso da eternidade para toda a humanidade.
Muitas vezes, buscamos e queremos somente as glórias e as luzes que nos consolam em nossa fé, queremos somente subir o monte Tabor e não o monte Calvário. Era necessário descer do pedacinho do céu para que o céu fosse de todos e a luz de Deus inundasse toda a história humana.
Mas, é possível saborear já as alegrias do céu enquanto ainda estamos neste mundo e em meio a nossa caminhada de libertação seguindo aquilo que foi dito da parte de Deus aos apóstolos. Queremos um mundo também envolto na luz de Deus.
Uma nuvem vem, e da nuvem uma Voz, que indica o primeiro passo: escutem-no! O Deus que não tem rosto, tem voz. Jesus é a Voz que se fez Rosto e Corpo. Seus olhos e mãos são a fala visível de Deus. Não é o local que torna possível o acesso às luzes e ao próprio céu, mas a fé em Jesus. O céu se conquista em nosso coração com a nossa fé e para tanto é necessário acreditar que Jesus é o Filho Predileto de Deus Pai, o único e escolhido para nossa libertação e, principalmente, escutá-Lo. Mais do que “ver” e contemplar Jesus é fundamental escutá-Lo!
O diabo no deserto quis contaminar a vontade de Jesus sugerindo que Ele pensasse em si próprio em suas necessidades pessoais e materiais; no monte Tabor, Jesus confirma sua entrega: nada para si, tudo para salvar a humanidade. O tentador quis oferecer glórias e poder deste mundo; no Tabor, Jesus se mostra pleno de poder e glória, mas que vêm de Deus. O mal quis jogar Jesus contra Deus (se tu és filho...), no monte da transfiguração, o próprio Deus Pai se revela confirmando seu amor predileto por Jesus.
Na primeira leitura recordamos a promessa e a aliança de Deus com Abrão. Homem de fé que enfrentou inúmeros obstáculos e mesmo antes de selar aliança com Deus, ele confia plenamente no seu Deus. Jesus no Evangelho nos mostra não uma nova terra neste mundo, mas a promessa maior que é a eternidade com Deus. Para selar a aliança com Abrão, foi necessário sacrificar animais. Na cruz, Deus consuma uma nova aliança com toda humanidade não mais com sangue de animais, mas com o do próprio Filho Jesus.
Paulo na segunda leitura proclama com certa tristeza sobre algumas pessoas que não queriam saber da morte em Cruz de Cristo (ele chama de “inimigos da Cruz”). Mas, Paulo proclama sua fé e esperança em Jesus que “transformará o nosso corpo humilhado e o tornará semelhante ao seu corpo glorioso”. Hoje como naquele tempo, muitos preferem anunciar e crer no Jesus do poder e da glória e não o Jesus da partilha, da simplicidade que se mostra solidário a todos nós até na morte. Com sua paixão, Jesus não percorreu um caminho novo, mas o caminho que todos os seres humanos sempre percorreram, mas Ele sofreu e morreu por nós para abrir o caminho que nos conduz ao céu.
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A Vida Espiritual: Dom, Graça e Resposta
“Jesus, cheio do Espírito Santo, voltou do Jordão e, no deserto,
Ele era guiado pelo Espírito”
Lucas 4, 1
A Palavra Deus é a voz do Senhor que nos fala! Por meio da Palavra de Deus, ouvimos o Senhor, compreendemos a sua vontade em nossa vida, discernimos nossas escolhas e estabelecemos o nosso viver!
Dessa forma, compreendemos a relação de amor entre Deus e o ser humano! São João da Cruz vai dizer que: “se é verdade que o ser humano busca a Deus, mais verdade ainda é que Deus busca o ser humano”, vem ao seu encontro, quer estabelecer uma relação de intimidade e de união. Assim diz o Catecismo: “O desejo de Deus é um sentimento inscrito no coração do homem, porque o homem foi criado por Deus e para Deus. Deus não cessa de atrair o homem para Si e só em Deus é que o homem encontra a verdade e a felicidade que procura” (CIC 27).
Ora, como corresponder ao amor de Deus na nossa vida?
A vida é dom de amor e São João da Cruz ensina que “amor com amor se paga”. Portanto, a vida de cada homem e de cada mulher que abraça a fé deve ser uma resposta de amor ao chamado que recebe de Deus!
Assim, é pela graça do batismo que somos mergulhados em Deus e devemos ser transformados por Ele! O batismo é o banho santo que nos limpa do pecado, sara nossas feridas, nos liberta do cativeiro do mundo, abre os nossos olhos, restaura as nossas forças e nos introduz na vida do Espírito.
O Evangelho deste 1° Domingo da Quaresma nos apresenta que após o Batismo no Jordão, Jesus estava cheio do Espírito Santo e era guiado pelo Espírito!
Assim deve ser a vida do cristão: cheia do Espírito Santo e guiada por Ele! É essa a graça que temos e é por essa graça que vivemos! Diz São João da Cruz ainda que a nossa vida interior “é como um pote: se enchemos com pedras, como caberá o ouro? E se enchemos com fel, como caberá o mel?” Esse processo de esvaziamento do nosso interior de tudo aquilo que não é proveitoso para o nosso crescimento espiritual deve ser um exercício contínuo de autoconhecimento, exame de consciência e de conversão dos costumes.
Ora, como é possível viver cheios do Espírito Santo se ainda trazemos dentro de nós mágoas, mentiras, fofocas, maledicências, ciúmes, vaidades, soberba, orgulho e tantos outros pecados que ocupam o nosso coração? A vida do cristão deve ser um contínuo processo de conversão, de limpeza interior, de desejo de viver para Deus, em Deus e com Deus!
Por fim, Santa Teresa de Jesus vai afirmar que “o maior fruto da nossa oração é a mudança do nosso comportamento”. Quem deseja ter vida espiritual, deve ter uma vida no Espírito, cheia de Deus, viver as virtudes cristãs e anunciar Cristo onde formos e testemunhar os dizeres de São Paulo: “Não sou eu quem vivo, é Cristo quem vive em mim” (cf. Gálatas 2, 20).
Prof. Me. Luiz Fernando Vieira, ocds
Bacharel em Filosofia pela Faculdade Católica de Pouso Alegre
Bacharel em Teologia pela Universidade São Francisco
Mestre em Educação pela Universidade Federal de Alfenas
Membro da Ordem dos Carmelitas Descalços Seculares
Comunidade Santa Teresa dos Andes
1° Encontro Arquidiocesano de Formação Litúrgica de 2025
Ontem, dia 9, ocorreu o 1° Encontro Arquidiocesano de Formação Litúrgica de 2025, organizado pela CAL (Comissão Arquidiocesana para a Liturgia) que teve como tema "Mistagogia da Celebração Eucarística: Ritos Iniciais". O encontro foi realizado na Paróquia São Cristóvão, em Pouso Alegre,
Cerca de 170 participantes, representando 8 setores pastorais de nossa Arquidiocese, estiveram presentes.
O evento foi uma oportunidade para aprofundar o entendimento sobre o significado de cada rito na Celebração Eucarística. A assessoria ficou a cargo do Pe. Marcos Roberto da Silva, Coordenador da CAL.
Durante o encontro, Pe. Marcos conduziu algumas reflexões que ajudaram os participantes a perceber a importância dos ritos iniciais e como eles preparam a assembleia para a celebração.
Os participantes tiveram a chance de partilhar experiências e vivências de suas respectivas paróquias, enriquecendo o debate e promovendo um intercâmbio de ideias sobre a liturgia. O clima foi de aprendizado e acolhimento, refletindo a unidade da Arquidiocese na busca por uma celebração mais profunda e significativa.
A CAL já se encontra em planejamento para o próximo encontro, que será no dia 25 de maio, na Paróquia São Sebastião, Cidade Jardim, em Pouso Alegre, dando continuidade ao aprofundamento dos aspectos litúrgicos que enriquecem a vida da Igreja.
Confira algumas fotos:
Abertura do ano catequético
Ontem (9), na Arquidiocese deu início à catequese com a celebração da Santa Missa de envio dos catequistas e catequizandos.
Esse foi um momento significativo e de fortalecimento na missão de catequizar.
A presença dos catequistas e catequizandos na celebração demonstrou o comprometimento de todos com a formação religiosa e espiritual. Durante as missas, em diversas paróquias, palavras de encorajamento foram compartilhadas, reforçando a importância da catequese na vida da comunidade.
Além disso, foram abençoados os novos materiais que serão utilizados ao longo do ano, visando tornar a catequese ainda mais dinâmica, envolvente e catecumenal. A expectativa é que, através desse trabalho, mais crianças, jovens e adultos se sintam chamados a aprofundar sua fé e a vivenciá-la no cotidiano.
A Arquidiocese também convida todos a se envolverem nas atividades programadas, que incluirão encontros, retiros e ações sociais. Que, juntos, possamos construir uma comunidade mais unida e solidária, refletindo os valores do Evangelho em cada ato de amor e serviço.
Que neste ano jubilar, a pastoral catequética seja também um sinal de esperança para nossa sociedade.
Confira algumas fotos :
Assembleia do COMIRE em Janaúba
Nos dias 7 a 9 de março, ocorreu a Assembleia do COMIRE (Conselho Missionário do Regional Leste II) na Diocese de Janaúba, em Minas Gerais. O encontro teve como objetivo articular e animar os espaços eclesiais e não somente eclesiais nas igrejas particulares do Regional, além de estudar e refletir sobre o tema e a importância do Conselho Missionário Regional (COMIRE).
O tema da Assembleia foi: “Peregrinos da Esperança até os confins do mundo”, em harmonia com o ano jubilar que a Igreja está celebrando.
A nossa Arquidiocese foi representada pelo Assessor Eclesiástico do COMIDI (Conselho Missionário Diocesano), Pe. Rafael Silveira Pires Xavier (Vigário da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas), e pelo Coordenador do COMIDI, Alex Carlos da Silva (Leigo, residente em Itajubá).
A assembleia foi realizada pelo Conselho Missionário Regional Leste 2, por meio de seu presidente, Dom Roberto José da Silva, bispo da Diocese de Janaúba. Durante o evento, foi realizada a eleição de uma nova coordenação executiva, bem como a rearticulação e animação da coordenação ampliada do COMIRE Leste 2, envolvendo os Conselhos Missionários Diocesanos.
Ao final dos trabalhos, a nova coordenação executiva do COMIRE Leste 2 foi definida, ficando composta por:
- Presidente: Dom Roberto José da Silva – Diocese de Janaúba
- Coordenação Regional: Padre Ezequiel Messias Silva – Província Pouso Alegre
- Secretário: Seminarista Bruno Pereira Mathias – Província Belo Horizonte
- Tesoureiro: Miss. Diego Júnior Lopes – Província Uberaba
Conselheiros Executivos:
- Irmã Daiane da Silva Oliveira – CIMI
- Irmã Maria Vanildes Vieira de Jesus – CRB
- Miss. Diego Júnior Lopes – CNISB
- Padre Eric Jader Azevedo Costa – Província Montes Claros
- Padre Nereu Pacífico dos Reis – Província Diamantina
- Rosimeire Paixão dos Reis – Província Juiz de Fora
- Adenildes Souza Martins – Província de Mariana
Assessor Teológico: Padre Eric Jader Azevedo
A assembleia reafirmou os compromissos missionários e destacou a importância da sinodalidade e da parceria entre o COMIRE Leste 2 e as Pontifícias Obras Missionárias do Brasil (POM), bem como com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através da Comissão Episcopal para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial. Esta comissão esteve representada na assembleia pelo Padre Tiago Camargo, assessor da Comissão e diretor geral do Centro Cultural Missionário (CCM).
Fonte: Miss. Diego Júnior Lopes - Site Regional Leste 2
Imagem e Fonte: Pe. Rafael Silveira
Segundo Testamento: o divino na história dos cristãos
Enquanto os primeiros 46 livros da Bíblia contam a história da primeira aliança que Deus fez com a humanidade através do povo de Israel, os 27 livros do Segundo Testamento narram os eventos da última e definitiva aliança de Deus com o mundo através de seu Filho Jesus e da comunidade cristã. Para compreender o fio histórico que se estende da encarnação do Verbo de Deus (cf. Jo 1) até o final do I século d.C., quando, a partir da morte do último apóstolo, João, o evangelista, a Igreja considera encerrada a revelação bíblica, é preciso retomar as informações que caracterizam os 400 anos que precederam o nascimento de Jesus. Embora o protestantismo, fundamentado na visão reducionista do cânon bíblico que adotou do Judaísmo tardio, defenda este período como sendo intertestamentário ou interbíblico, entendendo que foi um tempo em que ocorreu o total silenciamento do profetismo e a ausência de atividade redacional, os católicos, ao aceitarem livros deuterocanônicos como Macabeus, por exemplo, produzidos no século I a.C., acreditam que há uma ininterrupção da revelação bíblica desde a era patriarcal judaica (2000 a.C.) até o ocaso da era apostólica cristã (final do século I d.C.).
Em Israel, os quatro séculos que antecederam a plenitude dos tempos, em que o Filho de Deus veio habitar no meio de seu povo para salvá-lo (cf. Gl 4,4-7), testemunharam: 1) o controle do império persa (539-333 a.C.); 2) o domínio do rei macedônio Alexandre Magno, conhecido como período grego (333-323 a.C.); 3) a alternância do poder na região, após a morte de Alexandre, entre os Ptolomeus do Egito (323-204 a.C.) e os Sírios (204-267 a.C.); 4) a rebelião militar dos macabeus contra a opressão ptolomaico-siríaca, que estabeleceu um governo judaico independente durante a era macabeia (167-63 a.C.); 5) e, por fim, a conquista da Palestina por Roma graças à atuação do general Pompeo, em 63 a.C., intensificando-se com a nomeação de Herodes, o grande, como rei da Judeia, em 37 a.C., e servindo de moldura para a redação de todos os livros do Segundo Testamento: desde a primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses, a obra inaugural da tradição cristã escriturística, redigida em 51 d.C., até a compilação dos escritos de São João – Evangelho, Cartas e Apocalipse – nas últimas décadas do século I d.C..
Tornando-se o maior de todos os impérios do mundo antigo em 27 a.C., Roma conquistou vastos territórios no entorno do Mar Mediterrâneo, especialmente a partir das campanhas militares expansionistas que foram realizadas a partir do século IV a.C., chegando até o Oriente Médio. A faixa de terra entre o mar e o rio Jordão, chamada pelos romanos de Palestina, que deriva do termo Philistia, graças aos filisteus que ocuparam a região de Canaã no século XII a.C., foi dividida em regiões administrativas – Galileia, Samaria e Judeia – e submetida à governança de representantes nomeados pelo imperador de Roma, tais como: Herodes, o grande, que foi rei da Judeia (37-4 a.C.); Herodes Antipas, que reinou sobre a Galileia (4a.C.-39 d.C.); e Pôncio Pilatos, que governou toda a província romana da Judeia (26-36 d.C.).
Antes, porém, de falar sobre a história do Segundo Testamento é fundamental saber que há um erro de datação, propagado desde a contagem realizada pelo monge Dionísio, o Exíguo, no final do século V d.C.: de acordo com seu estudo, a partir dos precários recursos historiográficos da época, Jesus teria nascido 753 anos após a fundação de Roma e o ano 754, então, corresponderia ao ano 1 do calendário cristão; no entanto, se Herodes morreu em 4 a.C., conforme atestam as fontes históricas modernas, e ele reinava na Judeia quando o Filho de Deus se fez homem, então a encarnação do Verbo Eterno deu-se entre 6 e 4 a.C.. Quando Jesus nasceu em Belém, na província romana da Judeia (cf. Lc 2,4), César Otaviano Augusto reinava sobre Roma (27 a.C.-14 d.C.): fundador do império, Augusto foi o seu primeiro governante, responsável pela introdução do culto de adoração ao imperador e pelo início da pax romana, um período de aproximadamente dois séculos em que houve estabilidade política e prosperidade econômica nos territórios controlados por Roma.
Enquanto Jesus exerceu seu ministério público na Galileia e quando foi morto na Judeia, Tibério Cláudio Nero César ocupava o trono imperial (14-37 d.C.), sendo sucedido por: Tibério Cláudio César Augusto (41-54 d.C.), que ordenou a instalação de sua estátua no templo de Jerusalém, falecendo antes que isso ocorresse; Nero Cláudio César Augusto Germânico (54-68 d.C.), que perseguiu violentamente e martirizou os primeiros cristãos; Tito Flávio Vespasiano (69-79 d.C.), em cujo governo ocorreu a contenção da revolta judaica contra Roma (66-73 d.C.) e a destruição da cidade e do segundo Templo de Jerusalém (70 d.C); e Tito Flávio Domiciano (81-96 d.C.), cuja política persecutória ao cristianismo serviu de cenário para a redação de livros como o Apocalipse. Dentro deste quadro histórico amplo, para uma melhor compreensão dos eventos bíblicos, é possível dividir a história do Segundo Testamento em três períodos: 1) o movimento de Jesus de Nazaré (1-30 d.C.); 2) o expansionismo missionário de Paulo (30-70 d.C.); e 3) a perseguição à Igreja cristã (70-100 d.C.).
Se num primeiro momento (1-30 d.C.), a mensagem de Jesus, transmitida de forma simples para os judeus convertidos que pertenciam às camadas sociais mais pobres de Israel, ficou quase que restrita aos limites geográficos da Palestina, para não dizer da própria Galileia, com a conversão de Paulo, três anos após a ressurreição de Cristo, o evangelho se lançou do oriente para o ocidente, peregrinando pela Ásia Menor, Grécia e Itália. Graças ao elã missionário que tomou conta do cristianismo primitivo (30-70 d.C.), devido ao entusiasmo que se apoderou dos recém-convertidos, mas, sobretudo, por causa da perseguição do império romano que obrigou os cristãos a fugirem para regiões distantes de Jerusalém, que até então era o centro irradiador da fé apostólica, a mensagem de Jesus se encontrou com a cultura grega, atingindo pagãos de diferentes classes sociais e localidades, especialmente ao longo da costa do Mar Mediterrâneo.
Este expansionismo da pregação evangélica, que ganhou notoriedade com a atuação dos apóstolos, especialmente de Paulo, que empreendeu pelo menos três grandes viagens missionárias por diferentes regiões do Mediterrâneo (cf. At 13–19), foi provisoriamente contido pelo acirramento das perseguições romanas ao cristianismo, logo após a destruição do Templo de Jerusalém e da diáspora judaica, em 70 d.C.. Nesse contexto, judaísmo e cristianismo se distanciaram, configurando-se como religiões distintas, e o contato da mensagem de Jesus com as culturas gentílicas fez irromper nas comunidades primitivas desvios doutrinários que exigiram a imediata redação dos conteúdos revelados que até então eram transmitidos oralmente; inclusive porque as testemunhas oculares que viveram com Jesus, isto é, os apóstolos, estavam morrendo: com exceção de João, que faleceu por complicações da idade avançada, todos os demais apóstolos foram martirizados entre a década de 40 d.C., quando Tiago, o Maior, foi o primeiro a ser morto, decapitado em Jerusalém a mando de Herodes Agripa I (cf. At 12,2), até o final do século I d.C., conforme atesta a tradição da Igreja.
Inaugurando a transmissão escrita da revelação no Segundo Testamento, em 51 d.C., através da redação de cartas endereçadas às comunidades que fundara em diferentes partes do Mediterrâneo, Paulo foi imitado pelos hagiógrafos neotestamentários que se dedicaram a testemunhar graficamente os fatos vividos por Jesus e, a partir Dele, pelos seus seguidores. Evangelhos, Atos, Cartas e Apocalipse, enxertados na história cristã que foi intensamente construída por aqueles que eram diretamente afetados pela cultura judaica e pelo domínio político-econômico de Roma – tanto Jesus quanto seus discípulos –, são registros de uma experiência genuína da fé que se enraíza na vida: ao falar de Deus, através e na pessoa de Cristo, e dos cristãos, por causa Dele, os 27 livros do Segundo Testamento contam a estupenda notícia de um Ser divino supra-histórico que, para salvar a humanidade e por amor incomensurável, tornou-se homem, submetendo-se voluntariamente à história finita para elevar os que são seus à eternidade: “Eu vi, eu vi a miséria do meu povo. [...] Por isso desci a fim de libertá-lo [...], e para fazê-lo subir desta terra para uma terra boa e vasta, terra que mana leite e mel” (Ex 3,7-8).
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Reunião dos assessores das pastorais, movimentos e ministérios ocorreu na Cúria na última quinta-feira (6)
Na última quinta-feira (6), nas dependências da Secretaria de Pastoral, localizada na Cúria da Arquidiocese em Pouso Alegre, realizou-se uma reunião com todos os padres que atuam como assessores de pastorais, movimentos e ministérios em nível arquidiocesano. Estiveram presentes diversos padres, representando uma variedade de pastorais e movimentos, além do padre coordenador de pastoral e do Arcebispo.
Esse encontro proporcionou uma valiosa oportunidade para oração, convivência e troca de experiências sobre o trabalho das diferentes pastorais da Arquidiocese. O texto que orientou a reunião foi elaborado pelo padre Willian Bento, da Diocese de Piracicaba, intitulado “A conversão pastoral para uma Igreja em saída”.
Durante sua fala, Dom Majella destacou a importância de vivenciar a comunhão e a união entre as pastorais da Arquidiocese.
Além disso, foram sugeridas algumas iniciativas conjuntas entre as pastorais para fortalecer os laços e promover uma maior colaboração. Os padres puderam compartilhar suas experiências sobre projetos bem-sucedidos que têm realizado em suas pastorais e movimentos, o que estimulou um clima de criatividade e inovação.
A reunião também abordou a necessidade de formar novos líderes dentro das pastorais (padres e leigos), para que possam dar continuidade ao trabalho e assegurar que a missão da Igreja seja sempre renovada. Dom Majella encorajou todos a investirem no acompanhamento e na formação dos padres e leigos, ressaltando que eles são fundamentais para a vivência da fé nas comunidades.
A reunião foi encerrada com um incentivo para que todos se dediquem a um trabalho pastoral fundamentado na sinodalidade.
#Reflexão: 1° Domingo da Quaresma (09 de março)
A Igreja celebra o 1° domingo da Quaresma, neste domingo (09). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Dt 26,4-10
Salmo: 90(91),1-2.10-11.12-13.14-15 (R. cf. 15b)
2ª Leitura: Rm 10,8-13
Evangelho: Lc 4,1-13
VENCENDO AS TENTAÇÕES
Iniciamos a Quaresma recordando as três práticas da piedade judaica que também nós somos convidados a vivenciar de um modo mais intenso neste tempo. A “caridade” deve ser vivida mais intensamente como expressão da misericórdia de Deus em nossas vidas; a “oração” deve ser mais profunda buscando melhorar nossa relação filial com Deus Pai; o “jejum” deve ser visto como uma forma de repensarmos nossa relação conosco mesmo, buscando ter consciência e controle sobre os nossos próprios desejos.
Segundo os evangelistas, no momento do Batismo, Jesus é revelado como Filho de Deus com uma voz vinda do céu. Publicamente, Jesus é confirmado em sua relação mais profunda com Deus através de sua filiação. Lucas informa que Jesus estava “cheio do Espírito Santo” e, por isso, é o Espírito que guia Jesus e, assim, Ele deve deixar-se guiar por Deus e não por qualquer outra realidade.
Lucas nos situa no Evangelho deste domingo que Jesus foi conduzido ao deserto pelo Espírito Santo, mas lá, Jesus não encontrou somente o silêncio do deserto, mas também o diabo que procurou ao máximo atrapalhar Jesus em sua oração. O que aconteceu com Jesus, acontece com frequência conosco: quando Ele se encontrava mais fraco, o mal se fez mais forte. Lucas diz que “não comeu nada naqueles dias”, Mateus – mais próximo da tradição judaica – diz: “depois de jejuar quarenta dias” (Mt 4,2). Depois de quarenta dias, o diabo apresentou a Jesus propostas que se mostravam inocentes, mas escondiam consequências sérias para a missão de Jesus.
Importante lembrar que mesmo cercado pela tentação, Jesus tem o Espírito Santo que jamais O abandona como a nós, seus filhos e filhas. Talvez se esperasse que o Espírito Santo livrasse Jesus do mal e das tentações, mas os evangelistas Mateus Marcos e Lucas dizem que Jesus foi “conduzido” (ou impelido) pelo Espírito Santo próprio para ser tentado. Parece estranho, mas não é. O deserto é o local da mais profunda realidade humana. Onde permanece, de um lado o que cada um é, e de outro lado, se experimenta Deus mais intensamente. Deserto é local onde as opções devem ser decisivas, pois a vida está em risco. Mas, é neste momento que o mal se aproxima. Na crise, o diabo se apresenta como solução para nos livrar dos sofrimentos, privações, tristezas e frustações.
Somos imagem de Deus, isto é, somos livres e assim, podemos escolher e amar. O diabo não se impõe a Jesus, mas oferece opções para que Ele escolhesse e assim, se tornasse dependente das suas propostas. As sugestões do mal, são vias de fuga da realidade que Jesus estava enfrentando. São soluções que não resolvem o problema, mas simplesmente, esconde a verdadeira causa. Ouvindo o mal, se aprofunda na crise e não se consegue uma verdadeira solução para tudo, mas somente alívio passageiro e momentâneo (Don Epipoco).
Nas três tentações encontramos as principais armas utilizadas pelo diabo para seduzir Jesus (e nós), bem como as armas que nós devemos utilizar para conseguirmos nos livrar das mesmas tentações.
Na primeira tentação, o mal mostra a sua principal arma: a dúvida. “Se tu és Filho de Deus...” (repetirá na 3ª tentação). Uma outra possível tradução poderia ser: “já que você é Filho de Deus...” O mal provoca Jesus e cria uma lógica que é uma armadilha. “Diabo” significa “divisor”. Se Jesus escutasse o que o diabo tinha proposto, Nosso Senhor teria que fazer algo para provar que é Filho de Deus (transformar pedra em pão); se assim fizesse, teria aberto uma “porta” para tantas outras dúvidas que O arrastaria para a insegurança e incertezas em relação a Ele próprio e, principalmente, sua relação com Deus. O mal semeia dúvida sobre aquilo que é essencial e fundamental entre Jesus e Deus: sua relação filial. No Batismo, os céus revelaram que Jesus é Filho de Deus; agora o diabo, da terra tentar provocar Jesus a testar se Deus é realmente seu Pai.
O mal prossegue: “...ordena a esta pedra que se transforme em pão”. Alguém poderia até afirmar: “Mas, Jesus estava com fome...; ninguém estava vendo, ademais, não iria fazer nenhuma falta uma pedra a menos naquele lugar!” Produzir milagres para si próprio, Jesus jamais fez isto. Tudo que fez, realizou para os outros, para o bem das pessoas: curas, milagres, multiplicação de pães e peixes etc. Provocar um “milagre” para si, para satisfazer uma necessidade física nunca fez parte do projeto de Jesus. A questão torna-se mais perigosa uma vez que é sugerido pelo mal e não por Deus. Dar ouvido ao diabo era se abrir para outras propostas cuja necessidade seria somente para proveito próprio e pessoal. Jesus não multiplica os pães por sugestão do diabo, mas Ele próprio multiplica para o povo com fome. O “pão” (nossas necessidades) jamais deve ser visto como um bem absoluto, mesmo sendo necessário e importante. Jesus multiplica para o povo e por fim, se doa Ele mesmo como pão. Jesus não discute e nem rebate a proposta do diabo, mas se ancora na Palavra de Deus. Saciar a fome é um bem, mas a Palavra de Deus é uma riqueza muito maior e melhor para Ele. Contra esta tentação do prazer para si próprio, reforçar a prática da caridade.
Na segunda tentação, o diabo propõe a Jesus duas coisas fascinantes: glória e poder. Ao mostrar todos os reinos deste mundo, revela o seu poder nesta terra, mas há um grande engano escondido na proposta do tentador. O diabo “mostrou” o poder e a glória deste mundo: O mal procura sempre fascinar com o brilho de grandeza e poder, mas usa de um instrumento que lhe é próprio. Ele procura seduzir Jesus com uma mentira: que tudo lhe pertence. O mal jamais recebeu algo de Deus, pois tudo sempre pertenceu a Deus Criador e a humanidade que recebeu o mundo como dom para conservá-la. O diabo promete o que não pode dar. É a mentira que seduziu Adão e Eva no Paraíso. Jesus não precisa de poder e muito menos negociar com o diabo. O tentador propõe uma troca com Jesus: dá alguma coisa para receber algo. Jesus nunca quis “nada em troca” em tudo que realizou. A misericórdia de Deus ensinada e praticada por Jesus é sempre gratuita, generosa e abundante em relação a nós. Nosso Senhor rebate o tentador, novamente, com a Palavra de Deus lembrando que somente a Deus se deve ser fiel e servi-Lo. Jesus não precisa de mais nada para realizar sua missão, senão do poder que vem da sua relação com Deus Pai. Contra esta tentação de glórias e poder deste mundo, a proposta do Evangelho é reforçar a prática da renúncia através do jejum.
A terceira tentativa de desviar Jesus do caminho de Deus acontece na Cidade Santa, Jerusalém, em um lugar onde todo povo se reunia e qualquer coisa que lá acontecesse teria uma repercussão em Israel. O diabo tenta novamente semear dúvida desafiando Jesus: “Se és o Filho de Deus”. A tentação é de transformar tudo que recebeu de Deus em algo voltado somente Ele, Jesus. Fama e prestígio encantam ainda hoje muitas pessoas. Como naquele tempo, também hoje o povo ama “milagres”. Ser acudido pelos anjos seria um espetáculo que transformaria tudo em um show somente. O poder do amor não precisa de desafios, pois é sempre doação por parte de Deus. Mas, o diabo acrescenta algo diferente, ele cita a Palavra de Deus. O mal conhece as Escrituras, mas ela se torna somente um instrumento para seduzir e arrastar Jesus para seu projeto pessoal. Não basta conhecer a Palavra é preciso acreditar com o coração e traduzir em gestos concretos de vida, como nos diz São Paulo na 2ª leitura. A oração deve ser sempre a forma do cristão perceber qual é a vontade de Deus e o melhor modo de servi-Lo.
Importante reforçar sobre a Palavra de Deus. Ela nos mostra o verdadeiro rosto de Deus e de Jesus. Sem conhecer bem as Escrituras pode-se correr o risco de criar falsas imagens seja de Jesus como também de Deus.
Na tentação das coisas do mundo, o diabo quer fazer trocas com aquilo que pertence a todas as criaturas. Deus nunca faz comércio com o homem, Ele simplesmente doa o que nós precisamos sem pedir nada em troca. As tentações por parte do diabo procuram seduzir Jesus para que Ele procurasse satisfazer suas necessidades pessoas, possuir poder e glória em relação ao próximo e tentar Deus a produzir um grande milagre. O diabo que usa a Palavra de Deus, procura seduzir Jesus a usar das forças de Deus e de seus anjos para encantar e obter fama. Jesus termina também com a Palavra de Deus, mas compreendida em sua essência fundamental: devemos sempre servir a Deus! O exemplo de Jesus é essencial para nós: a escuta constante de Deus e da sua Palavra, estes são os instrumentos para vencer sempre as tentações e as ações do mal.
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