1° Encontro do CAP (Conselho Arquidiocesano de Pastoral) no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora
Na manhã de sábado, dia 8, ocorreu o 1° Encontro do CAP (Conselho Arquidiocesano de Pastoral) no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, localizado em Pouso Alegre.
A reunião foi conduzida pelo novo coordenador de Pastoral, padre Thiago Vilela, e reuniu diversas lideranças da arquidiocese, incluindo padres, seminarista e leigos (as). Dom Majella também esteve presente.
O encontro trouxe o professor Giovani Marques, que conduziu um momento formativo sobre "A Esperança não decepciona" (Rm 5,5), abordando os sinais de esperança que podemos encontrar no mundo, na Igreja e em nossa Arquidiocese.
André, membro da Comissão Vida Plena da Arquidiocese, também participou, compartilhando informações sobre a Campanha da Fraternidade 2025, cujo tema deste ano é "Fraternidade e Ecologia Integral - Deus viu que tudo era muito bom" (Gn 1,31).
A reunião foi finalizada com a leitura e a reflexão sobre a carta pastoral do nosso Arcebispo.
Sigamos juntos como Peregrinos da Esperança!
#Reflexão: 6° domingo do Tempo Comum (16 de fevereiro)
A Igreja celebra o 6° domingo do Tempo Comum, neste domingo (16). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Jr 17,5-8
Salmo: 1,1-2.3.4.6 (R.Sl 39,5a)
2ª Leitura: 1Cor 15,12.16-20
Evangelho: Lc 6,17.20-26
BEM-AVENTURADO AQUELES QUE VIVEM COMO JESUS
As bem-aventuras são bem conhecidas por todos os cristãos, pois temos palavras de profundo encorajamento de Jesus para todos. Nos Evangelhos, temos duas versões, uma em Mateus e a outra em Lucas. Cada um procurou narrar estas palavras seguindo esquemas próprios. Mateus coloca estas palavras de consolo no início (abertura) de uma longa pregação e tudo aconteceu no alto montanha (como Moisés); Lucas preferiu situar no meio de várias atividades e o sermão foi em uma planície tendo a presença de pessoas de toda a região. No entanto, os dois evangelistas informam que as Bem-aventuranças tem como público principal os discípulos.
Sabemos que Jesus escolheu viver sua missão diretamente no meio do povo. A encarnação de Cristo foi dentro da mais profunda realidade humana e o que Ele encontrou foi um povo abandonado e esquecido por todos, principalmente pela religião da época.
A situação de pobreza e de doença era entendida pelos religiosos da época como uma espécie de “punição” de Deus: se estão assim, é por que Deus está castigando. Jesus nunca concordou com esta situação, pois sempre colocou o sofrimento, as dores e a realidade humana como centro de sua vida (como na sinagoga de Cafarnaum) Jesus sempre se compadeceu de todos, mas principalmente daqueles que não tinham nenhum amparo naquele tempo. Assim, Ele curava, abençoa, perdoava e devolvia alegria a todos, particularmente àqueles que foram convencidos que estavam assim, “por vontade” de Deus.
Das 9 exortações de bem-aventuranças de Mateus, Lucas escolheu 4. Porém, as Bem-aventuranças de Lucas possuem um particular importante: não estão voltadas para os que vivem na situação de pobreza, fome, choro etc. (como Mt), mas, são dirigidas aos discípulos: “Bem-aventurados, vós... (os discípulos)”.
O evangelista diz que tudo iniciou com uma atitude marcante do Mestre Jesus, vendo a multidão e grande quantidade de discípulos: “Jesus levanta os olhos para os discípulos”. É o olhar daquele que se importa e vê a todos (multidão e discípulos). Seu ensinamento não é de alguém que “ficou sabendo de algo”, mas de alguém que enxerga em profundidade: povo e discípulos.
Lucas preferiu quatro situações mais fortes da realidade e as apresenta como algo do presente: aqueles que são pobres; aqueles que agora têm fome; que agora choram e que são odiados. Felizes, bem-aventurados, aqueles que (se fazem) pobres, pois o “Reino de Deus é vosso”. Na sinagoga de Cafarnaum, Jesus proclamou um tempo novo tendo os pobres como os primeiros; agora, Jesus proclama esses como bem-aventurados de Deus. Como o próprio Jesus, são felizes aqueles que descobriram o caminho do Reino fazendo uma escolha pela pobreza como opção de vida. Jesus não é a favor da miséria imposta e nem da pobreza que a maioria da população vivia, mas Ele exorta que são felizes aqueles que escolhem a vida tendo somente o necessário para que o Reino de Deus já inicie. Este Reino inicia com os simples, aqueles que vivem uma vida na partilha e não acumulando bens e riquezas. Lembrando que domingo passado, os primeiros discípulos tinham conseguido uma grande riqueza em peixes (dois barcos cheios), mas deixaram tudo pra seguir Jesus, são os pobres que o Mestre Jesus procura: deixaram tudo para segui-Lo.
Jesus nos ensina que o nosso Deus tem uma fraqueza pelos fracos; sente e se compadece por todos, mas de modo especial por aqueles que nada possuem (como o próprio Lázaro – Lc 16,19-31). Assim, proclama Jesus, bem-aventurados os pobres que nada possuem a não ser o coração; que, não tendo nada para dar, têm a si mesmos para doar; que são ao mesmo tempo uma mão estendida que pede e uma mão estendida que dá (Ermes Ronchi).
O Deus de Jesus não é aquele que se alegra com a fome e a dor de seus filhos e filhas, mas o Mestre Jesus busca alertar que o discípulo deve viver o sofrimento e a realidade de todos; ter fome de justiça pelo próximo; chorar por aqueles que estão em situação de abandono no mundo. Somente aqueles discípulos que são sensíveis ao sofrimento do próximo, conseguirão ajudá-los.
Viver como Jesus viveu, isto é, inserido profundamente na realidade humana e vivendo intensamente os sofrimentos das pessoas, atrai o ódio daqueles que acham que tudo tem de ficar como está. Para ter riqueza nas mãos de poucos é preciso ter a miséria de muitos. Jesus alerta que se um lado, os discípulos podem sofrer todo tipo de perseguição, eles são felizes e devem se alegrar. Sofrer por causa do bem que se faz é uma comprovação que o discípulo está seguindo os passos do Mestre. Jeremias (1ª leitura) chama atenção que não devemos colocar nossa confiança nos homens, mas em Deus, pois Nele encontramos tudo de que precisamos para nossa vida e missão.
Após as quatro bem-aventuranças, Lucas apresenta quatro situações exatamente opostas. Na parte das bem-aventuranças, Lucas termina dizendo: “Felizes” e “alegrai-vos” (v.22.23). Agora, o terceiro evangelista usa uma expressão que é traduzida como “ai” e como nas quatro anteriores, tudo é dirigido aos discípulos: “Ai de vós”. O “ai” não significa ameaça ou maldição. Ele ocorre várias vezes no NT (Mt 11,21; 18,7; 23,13.15...; Lc 10,13.42... 1Cor 9,16) e tem sentido de uma lamentação: “infelizes, coitados de vós...”
São infelizes aqueles discípulos que se encheram de coisas materiais, pois pensam que na riqueza é que terão consolação. Quanto mais se apega às coisas materiais, mais se afasta das pessoas e de Deus. Assim, Jesus proclama bem-aventurado os que tem fome, mas não de alimento, mas uma fome diferente que somente Deus pode nos saciar. Aqueles que são apegados aos bens deste mundo, possuem uma fome insaciável: uma fome que nenhuma coisa material consegue saciar. Assim, no fundo, o que precisamos evitar é a riqueza que acumula bens e não olha o próximo, essa riqueza tem que ser combatida.
Jesus não é contrário a riqueza, mas sim ao apego que as pessoas têm a elas. E seguindo uma tradição da Bíblia, a riqueza é um dom para ser partilhado; um dom para ajudar o próximo e os mais necessitados. Acumular e se fechar na riqueza, a pessoa se torna dependente daquilo que deveria ser um instrumento para fazer o bem. Infelizmente, podemos perceber que o problema não são os pobres do mundo, mas os ricos que não conseguem partilhar nem o mínimo com o próximo e que, em nada, vai fazer falta a eles.
Infelizes daqueles que vivem uma vida egoísta buscando somente se saciar dos bens que possuem. Tais pessoas não enxergam os irmãos e irmãs necessitados, pois estão voltados somente para sua própria satisfação (cf. Is 58,7-11).
O discípulo que Jesus deseja é aquele que se compadece e se coloca em ação para ajudar os necessitados; que vive uma vida voltado para aqueles que vivem em situações extremas de privações. Por isso, não vivem uma vida como se o sofrimento de tantos irmãos e irmãs não existissem; infelizes desses que vivem sorrindo sem se compadecer do próximo.
Por fim, o alerta de Jesus sobre aqueles que vivem atrás de reconhecimentos e aplausos, são infelizes pois são situações passageiras e vazias. O Mestre Jesus chama atenção daqueles que hoje aplaudem e amanhã, traem e condenam. Viver uma vida praticando os valores do Evangelho e ser um sinal de que a realidade tem que ser vivida na partilha e na caridade, como o próprio Jesus viveu
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Setores Mandu e Alto da Serra realizam encontros com coordenadores de catequese
No último domingo, 9, coordenadores paroquiais de Catequese das paróquias que formam o Setor Pastoral Mandu (Pouso Alegre, Congonhal e Senador José Bento) da Arquidiocese de Pouso Alegre estiveram reunidos para um encontro de formação.
A atividade aconteceu na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre (foto no destaque acima), e contou com a participação de 36 catequistas de 12 paróquias. O assessor pastoral, padre Carlos Raimundo Pereira, F.M.I, também esteve presente.
A ‘Espiritualidade do Planejamento Catequético’ foi abordada pelo coordenador da Catequese do Setor Mandu, Wellington Pereira, que assessorou o encontro. No desenvolvimento do tema, foi reforçada a importância do planejamento catequético, dando pistas e ferramentas práticas para a realização do plano.
O assessor ressaltou também que tal planejamento deve ter um caráter missionário, onde a espiritualidade do discípulo deve permear todo programa, bem como a sua execução.
Os participantes também puderam sanar dúvidas quanto à organização da catequese na paróquia.
Alto da Serra
Já as coordenadoras de catequese das paróquias do Setor Alto da Serra (Ipuiúna, Caldas, Santa Rita de Caldas , Ibitiúra de Minas e Andradas) se encontraram no Santuário de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas. O encontro foi assessorado pelo Monsenhor José Dimas de Lima, pároco da Paróquia São Benedito, em Ibitiúra de Minas.
Em 23 de Março a coordenação arquidiocesana da Pastoral Catequética realizará um encontro reunindo os coordenadores paroquiais dos nove setores pastorais da Arquidiocese.
Texto: Éder Couto.
Fotos: Setor Mandu - Wellington Pereira/Paróquia São José do Pantano; Setor Alto da Serra - Reprodução/Redes Sociais Paróquia Santa Quitéria (Ipuiúna).
Formandos em Filosofia e Teologia participam de Missa e colam grau em Pouso Alegre
Na noite da última quinta-feira, 06, foram realizadas a celebração de uma Missa e a colação de grau dos formandos dos cursos de Filosofia e Teologia da Faculdade Católica de Pouso Alegre (Facapa).
A Eucaristia foi presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., e concelebrada por Dom José Lanza Neto, Bispo da Diocese de Guaxupé e Dom Pedro Cunha Cruz, Bispo da Diocese da Campanha.
A Missa em ação de graças aconteceu na Igreja Matriz de São José Operário, em Pouso Alegre, e a outorga de grau nas dependências da Faculdade Católica.
As cerimônias contaram também com a presença do diretor da Facapa, professor doutor Padre Adriano São João, do vice-diretor, professor doutor Padre Hiansen Viera Franco, professores, padres formadores dos seminários da Província Eclesiástica, seminaristas, familiares e amigos dos formandos.
Ao todo foram cinco graduados no curso de Filosofia e dez recém-formados no curso de Teologia. Da Arquidiocese de Pouso Alegre, o seminarista Luiz Gustavo Carvalho Camanducaia graduou-se em Filosofia e os seminaristas Leonardo Henrique Couto Tosta e Lucas Lázaro Carvalho Simões concluíram o curso de Teologia. Dos demais formados um é cristão leigo e os outros são seminaristas das Dioceses da Campanha e de Guaxupé.
O diretor geral da Facapa e pároco da Paróquia São José Operário, Padre Adriano São João, enfatizou a relevância da formação acadêmica e espiritual dos futuros sacerdotes.
Texto: Éder Couto, com informações da Paróquia São José Operário e da Diocese de Guaxupé.
Imagens: Diocese de Guaxupé
Primeiro Testamento: o divino na história de Israel
Os primeiros 46 livros da Bíblia cristã são, na verdade, um empréstimo realizado pelo cristianismo daquelas obras que compõem a Bíblia Judaica, chamada de Tanakh. Ao considerar este conjunto de livros como a preparação do povo de Deus para a vinda do Messias, os cristãos o leem e o interpretam à luz da encarnação, vida, morte e ressurreição de Jesus, de sorte que, tudo o que está contido nessas obras, profetiza a chegada do Filho de Deus: por esse motivo, o cânon judaico preservado na Bíblia cristã é o Primeiro Testamento, já que narra os eventos históricos referentes à primeira aliança que Deus fez com a humanidade através do povo de Israel. Aproximar-se da história de Israel, portanto, é essencial não só para entender a cronologia dos eventos descritos nos 46 livros do Primeiro Testamento, mas, sobretudo, para compreender de que modo Deus providenciou historicamente as condições para que o Verbo Divino se fizesse homem (cf. Jo 1,14) e levasse a termo o plano salvífico de amor do Pai.
O aparecimento de Israel enquanto nação, no ambiente dos povos que habitavam a região do Crescente Fértil, desde pelo menos 5000 anos a.C., se confunde com o surgimento e com o desenvolvimento da própria religião judaica, de forma que se pode estabelecer cinco períodos para o estudo da história do Primeiro Testamento: 1) o período dos patriarcas, 2) o exílio egípcio, 3) o período dos juízes, 4) o período da monarquia unida e 5) o período da monarquia dividida. Há que se observar o fato de que o Judaísmo irrompe no contexto das religiões politeístas mantidas entre as civilizações antigas, sejam elas mesopotâmicas (sumérios e babilônios), palestinas (persas e fenícios) ou clássicas (egípcios, gregos e romanos). Dessa forma, o drama que enreda todos os livros do Primeiro Testamento é o da fidelidade de Israel ao Deus Único (cf. Dt 6,4), uma vez que a predominância do politeísmo nas culturas vizinhas e o lento processo de formação de uma identidade monoteísta interna, fez com que os hebreus cultuassem a outros deuses e/ou, não desprezando a existência de um panteão, chamassem Javé de “Deus dos deuses” (cf. Dt 10,17; Sl 136,2; Js 22,22).
A construção da consciência monoteísta que deu origem ao povo de Israel começou com a convocação que Javé, a quem os cristãos identificam como sendo o pai de Jesus, fez a Abraão para que o adorasse como Deus Único (cf. Gn 12). Migrando da Babilônia, de onde era natural, para Canaã, Abraão deu origem aos hebreus enquanto nação escolhida para testemunhar a revelação divina, a partir da miscigenação de povos que se fixaram na Mesopotâmia, na Síria e na Palestina por volta de 2000 a.C., como os amorreus e os arameus. Canaã, a terra prometida por Deus ao patriarca do Judaísmo, era o testemunho material de sua aliança monoteísta com Abraão e com a sua descendência; assim, no contexto da corrida expansionista, que levava as civilizações daquela região a guerrearem para conquistar territórios e ampliar seus domínios político-econômicos, Javé dá a Israel uma terra fértil, onde corre leite e mel (cf. Ex 33,3). A formação da nação israelita na região cananeia, a partir do êxodo abraâmico, representa o nascimento do monoteísmo javista naquela terra doada, que é o sinal sacramental da fidelidade do Deus Único ao povo que devia prestar-lhe um culto exclusivo: “tomar-vos-ei por meu povo, e serei o vosso Deus. E vós sabereis que eu sou Javé vosso Deus” (Ex 6,7).
Dentre os oito filhos que Abraão teve com três mulheres diferentes (cf. Gn 16,1-4; 21,1-3; 25,1-6), destacam-se o primogênito Ismael, de cuja descendência surgiram os povos árabes (cf. Gn 25,12-18), e Isaac, o filho prometido por Deus para garantir o crescimento da nação judaica (cf. Gn 15,4-5). Isaac gerou Esaú, o filho que vendeu o direito de primogenitura para o seu irmão Jacó (cf. Gn 25,29-34), que, tendo seu nome trocado por Deus para Israel (ישראל, cf. Gn 35,10), cujo significado em hebraico é “homem que luta com Deus” (cf. Gn 32,23-33), teve doze filhos (cf. 1Cr 2,1), os pais das tribos de Israel. Organizando-se politicamente como uma confederação (cf. Gn 49,1-28), as doze tribos eram chefiadas militar e religiosamente cada qual por um juiz (cf. Dt 16,18). Este período inicial da história de Israel, que se estende do chamamento de Abraão à consolidação das doze tribos sob a guia dos juízes, é chamado de patriarcal.
Provavelmente em 1850 a.C., teve início o período do exílio, quando, fugindo da fome que assolou Canaã graças a uma estiagem intensa, os hebreus deslocaram-se voluntariamente para o extremo nordeste da África (cf. Ex 1,1-7). Escravizado pelo faraó num dado momento de sua permanência no Egito (cf. Ex 1,8-15), o povo de Israel passou 400 anos em terra estrangeira: parte desses anos foram vividos em liberdade, e a maior parcela deles, como prisioneiro. Enquanto sofriam, Deus suscitou do meio dos hebreus um homem para livrá-los da servidão imposta pelo monarca egípcio: Moisés (cf. Ex 2). Por volta de 1450 a.C., sob a guia mosaica, os hebreus saíram do Egito (cf. Ex 13,17): eles atravessaram o Mar Vermelho a pé enxuto (cf. Ex 14,15-31), fixaram-se no deserto que fica junto ao Monte Sinai (cf. Ex 19,1), receberam o decálogo (cf. Ex 20,1-21), adoraram o bezerro de ouro (cf. Ex 32,1-6) e vagaram quarenta anos pelo deserto (cf. Dt 8,2), para que uma segunda geração de hebreus, nascida durante esse tempo, e não aquela primeira que cultuou o bezerro de ouro como divindade, pudesse entrar em Canaã (cf. Nm 14,20-38).
Por volta de 1400 a.C., com a retomada de Canaã pela segunda geração que peregrinou no deserto, liderada por Josué (cf. Js), uma vez que Moisés já havia morrido, (re)começa o período dos juízes. Nesse terceiro período da história de Israel, a confederação das doze tribos que se reorganizou na terra prometida, vivendo como uma teocracia na qual Deus governava o povo através de seus representantes político-religiosos, foi ameaçada pelo avanço dos “povos do mar”. A partir de 1200 a.C., os filisteus, como ficaram conhecidos esses povos que pretenderam dominar as nações que habitavam a região costeira do Mar Mediterrâneo, invadiram a Palestina, incentivando a coalizão das tribos de Israel em favor da adoção da monarquia como forma de governo do povo de Deus. Por intermédio do juiz Samuel (cf. Sm 8,1-6), Javé, contra sua vontade (cf. Sm 8,7-9), concedeu ao povo um rei, dando início ao período da monarquia unida em 1050 a.C. (cf. 1Sm 11 a 2Cr 9). Sob as regências de Saul (cf. 1Sm 10), Davi (cf. 2Sm 5,4) e Salomão (1Rs 11,42), Israel se consolidou como reino político, ao fortalecer a dinastia davídica no trono; como potência econômica, dominando os povos vizinhos na região da Transjordânia; e como povo religioso, ao erguer o primeiro Templo em Jerusalém, sua capital (cf. 1Rs 6–8).
A apostasia (cf. 1Rs 11,1-13) e a morte salomônicas (cf. 2Cr 29-31) colaboraram para que ocorresse o cisma da monarquia israelense: Roboão e Jeroboão, filhos de Salomão (cf. 1Rs 12,1-2), separaram o poder político que mantinha as doze tribos submissas a um monarca, inaugurando o último período da história do Primeiro Testamento a partir de 933 a.C.: a monarquia dividida (cf. 1Rs 12 a 2Cr 36). Dez tribos, as mais ricas e povoadas, formaram o Reino do Norte, também chamado de Reino de Israel, cuja capital era a Samaria, sob o governo inicial de Jeroboão, e foi destruído pelo império assírio em 722 a.C. (cf. Jr 1,14-15). As tribos de Judá e Benjamim, as mais pobres, formaram o Reino do Sul, também chamado de Reino de Judá, cuja capital era Jerusalém, sob o governo inicial de Roboão, e foi dominado pelo império babilônio em 586 a.C. (cf. Jr 50,25), quando o primeiro Templo de Jerusalém fora destruído. Para denunciar as realidades contrárias à fidelidade monoteísta e para garantir a integridade da identidade religiosa do seu povo que estava politicamente dividido, Javé suscitou profetas em ambos os reinos. Sem a governança divina direta que havia antes do estabelecimento da monarquia, os profetas eram os portadores dos oráculos de Deus para Israel, que na monarquia dividida “vive como um rebanho sem pastor” (1Rs 22,17).
Em 539 a.C., a Babilônia foi derrotada pelo império persa, liderado pelo rei Ciro (cf. 2Cr 36,22-23; Es 1), que libertou o povo de Judá e permitiu sua repatriação em Israel sob a guia política dos governadores Zorobabel (cf. Ag 2,21), responsável pela construção do segundo Templo de Jerusalém (cf. Es 5-6), e Neemias (cf. Ne 1), e à luz da atuação religiosa do sacerdote Esdras (cf. Ne 8). Deste grupo de hebreus repatriados, chamado de “pequeno resto de Israel” (cf. Is 10,20) e composto pelos sobreviventes do extinto Reino de Judá, é que nascerá Jesus, o Cristo. Antes, porém, da encarnação do Verbo Eterno, o povo que regressou à terra prometida experimentou a dominação da Macedônia, a partir de 333 a.C.; com a morte de Alexandre Magno, em 323 a.C., o povo de Deus sofreu as consequências da disputa que se estabeleceu entre os sucessores do rei macedônico pelo território de Israel (323-167 a.C.): os lágidas, que governavam o Egito, e os selêucidas, que dominaram a Síria. Graças à revolta dos macabeus (167-160 a.C.), uma guerrilha judaica, Israel se tornou independente até quando foi finalmente dominado pelo general Pompeu, em 63 a.C., durante as campanhas militares de expansionismo romano, depois das quais, em 37 a.C., o grande Herodes foi nomeado por Roma como rei da terra dos judeus, a Judeia conforme passaram a chamá-la e onde “o Verbo se fez carne” (Jo 1,14).Primeiro Testamento: o divino na história de Israel
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Padres tomam posse canônica como párocos
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, arcebispo metropolitano, deu posse canônica, na manhã do dia 04 de fevereiro, para novos párocos. Os padres empossados começaram suas novas atividades paroquiais no início deste mês. O ato canônico aconteceu com uma Celebração, na capela da Casa do Clero, Residencial Mons. Júlio Perlatto, em Pouso Alegre (MG).
A posse canônica dos novos párocos aconteceu na capela da Casa do Clero, Residencial Monsenhor Júlio Perlatto , em Pouso Alegre (MG), às 9h30, no dia 04 de fevereiro. O ato foi acompanhado de Celebração da Palavra, assessorada pelo padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado. A cerimônia foi presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, e acompanhada por padres e representantes das paróquias que recebem novos párocos em 2025.
No dia 20 de dezembro de 2025, dom Majella anunciou as transferências e nomeações para membros do clero arquidiocesano e seminaristas. A pedido do arcebispo, os padres, diácono e seminaristas transferidos e nomeados iniciaram suas novas atividades até o dia 10 de fevereiro.
Leia mais sobre as transferências e nomeações para 2025.
Tomaram posse canônica como párocos: padre Leandro Aparecido da Silva (Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas), padre Vilson Moreira do Couto (Paróquia Santa Quitéria e São João Batista, em Ipuíuna), padre Lucas Silva Crispim (Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Andradas), pe Júlio Cesar Bernardes (Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga), padre Leandro Edevaldo dos Santos (Paróquia Senhor Bom Jesus, em Bueno Brandão), padre Jésus Benedito dos Santos (Paróquia Sant'Ana, em Wenceslau Braz), padre Gilberto Gonçalves Pinto - MSC (Paróquia Santo Antônio, em Itajubá), padre Sandro Rogério dos Santos - MSC (Paróquia Nossa Senhora da Soledade, em Delfim Moreira), padre Marcos Vinicius da Silva (Paróquia Sant'Ana, em Sapucaí Mirim), padre Edson Aparecido da Silva (Paróquia Nossa Senhora das Dores , em Gonçalves), padre Francisco Ferreira da Silva (Paróquia Nossa Senhora da Consolação, em Consolação), padre Agenor Roberto da Silva (Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Estiva), padre Benedito Francisco Lopes (Paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista), padre Odair Lourenço Ribeiro (Paróquia São Francisco de Paula, em Poço Fundo), padre Alexandre Acácio Nogueira (Paróquia Santa Rita de Cássia, em Extrema) e padre Tiago da Silva Vilela (Paróquia São João, em Pouso Alegre), padre Maurício Rowan Peixoto (Paróquia São Sebastião, em Senador José Bento), padre Samuel Henrique P. Lima Soares (Paróquia São José, em Pouso Alegre), padre Samuel Faria Gambaro (Paróquia São Geraldo Magela, em Pouso Alegre), . Em breve, o arcebispo visitará as paróquias com novos párocos e presidirá o ato litúrgico de posse.
Novos párocos fazem profissão de fé e juramento de fidelidade.
Outros padres, que serão vigários paroquiais ou colaboradores, diácono e seminaristas foram designados para novas paróquias a partir deste mês. São eles: padre Adilson Antônio Fermino (Paróquia São Sebastião, em Andradas), padre Anderson Ribeiro dos Santos (Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga), padre Rafael Silveira Pires Xavier (Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas), padre Rafael Gouvêa Domingues (Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da fé), padre Adilson Antônio Fermino (Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga), diácono Silvio Massaro Taveira (Paróquia Bom Jesus, em Bueno Brandão), padre José Marcos do Amaral - MSC (Paróquia Santo Antônio, em Itajubá), padre Ivo Trevisol - MSC (Paróquia Nossa Senhora da Soledade, em Delfim Moreira), padre Inácio Pires (Paróquia São Caetano, em Brazópolis), padre Carlos César Raimundo (Paróquia São José, em Paraisópolis), padre Cristian Diego da Rosa (Paróquia São João Batista, em Cachoeira de Minas), padre Tainan Francisco de Paula (Paróquia Santa Rita, em Extrema), padre Dioni Acácio da Silva (Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre), padre Narcizo Pires Franco (Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Estiva), diácono João Pedro Bastos Cardoso (Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí) seminarista Lucas Lázaro Carvalho Simões (Paróquia São Sebastião e São Roque, em Bom Repouso), seminarista Leonardo Henrique Couto Tosta (Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas). Esses padres, diáconos e seminaristas iniciaram suas atividades no início deste mês. Eles foram acolhidos nessas paróquias com a celebração de missa e a leitura da provisão de suas novas atividades.
Durante a cerimônia de posse dos novos párocos, o arcebispo deu as boas-vindas a todos e expressou sua gratidão pela presença, com um destaque especial para os fiéis que representaram as paróquias que receberão os novos padres em 2025. Na celebração, Dom Majella refletiu sobre o papel e a missão do pároco na Igreja, sobretudo em ser presença na vida dos fieis. Foi lida a provisão dos novos párocos, que, em seguida, fizeram a profissão de fé, o juramento de fidelidade e renovaram suas promessas sacerdotais. Os fiéis também elevaram preces pelos clérigos que iniciarão novas atividades na arquidiocese. O arcebispo, junto aos presentes, realizaram uma oração. A ata do evento canônico foi lida, e os novos párocos assinaram os documentos oficiais.
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Texto e fotos: Pe. Anderson Ribeiro dos Santos
#Reflexão: 5° domingo do Tempo Comum (09 de fevereiro)
A Igreja celebra o 5° domingo do Tempo Comum, neste domingo (09). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 6,1-2a.3-8
Salmo: 137(138),1-2a.2bc-3.4-5.7c-8 (R. 1c.2a)
2ª Leitura: 1Cor 15,1-11 ou mais breve 15,3-8.11
Evangelho: Lc 5,1-11
POR CAUSA DE TUA PALAVRA
Lucas nos relata que Jesus, logo no início do seu Evangelho, faz uma visita a sua terra, Nazaré, e entre os seus. Foi uma experiência frustrante na sinagoga da sua cidade. No entanto, Jesus continuou sua missão, pregando a Palavra de Deus em outros lugares e cidades. Mais e mais pessoas começaram a procurar Nosso Senhor também para escutá-Lo e não somente por causa dos milagres que Ele produzia.
O Evangelho deste domingo, nos diz que Jesus, evangelizando ao longo da margem do Lago de Genesaré, encontrou novamente Simão Pedro e outros pescadores. Jesus tinha estado já na casa de Simão e lá curou sua sogra. Entre eles (Jesus e Pedro) já existia algo de confiança e segurança.
Mas, aquele dia de anúncio de Jesus e do retorno da pesca dos discípulos, foi crucial na vida de todos. É assim que começa a história de Jesus e seus discípulos: das redes vazias e dos barcos puxados para a praia. Linguagem universal e imagens muito simples. Não do ponto mais alto do Templo, mas de um barco em Cafarnaum. E, mais ainda, de um momento de crise. Pedro, desobedece às redes vazias e obedece a um sonho que Jesus lhe apresenta. (Ermes Ronchi).
O texto evangélico nos apresenta dois grupos distintos: a multidão que seguia e ouvia Jesus e o grupo de pescadores. Jesus procura, de pouco em pouco, inserir os pescadores no grupo dos ouvintes da Palavra, dedicando especial atenção a Simão Pedro.
Jesus, vendo a multidão e observando que havia duas barcas, solicita a embarcação de Pedro para que, um pouco longe da margem, pudesse evangelizar. Jesus não ordena, mas pede. Como é próprio de Nosso Senhor, Ele sempre convida e solicita, não ordena e obriga ninguém a fazer nada por pressão. Não há ameaça ou coação, mas um convite a realizar uma parceria. Da barca de Simão, Jesus ensinava a multidão.
Os pescadores não faziam parte do grupo que estava escutando Jesus, pois estavam limpando as redes depois de uma noite de trabalho que não trouxe nenhum fruto. Podemos imaginar o cansaço de uma noite de labuta no lago e a frustração por terem trabalhando em vão. Eles conheciam todos os particulares da pesca, mas de nada adiantou, pois nada tinham conseguido pescar.
Após evangelizar a multidão, Jesus se volta novamente para Pedro e lhe faz outra proposta que deveria ter soado muito estranha para todas as pessoas. Jesus propõe para Simão Pedro de retornar ao lago e jogar as redes novamente para a pesca. A reação de Simão, inicialmente, foi natural e espontânea.
Nesta passagem de Lucas sobressai muito a figura de Simão Pedro. Ele é sempre nomeado em precedência aos outros e Jesus conversa se dirigindo diretamente a ele que dá um profundo testemunho de fé ao pedido do Mestre Jesus. Ele era pescador e por toda sua vida, até aquele momento, fazia o seu trabalho com o máximo de atenção, mas nem sempre tudo tinha o mesmo resultado, como aquela noite em que as redes nada conseguiram apanhar.
O pedido de Jesus não foi nem estranho ou difícil de ser realizado. Ele solicitou que Pedro fizesse algo que conhecia com os meios que sabia utilizar, mas em uma circunstância diferente. Simão esclarece que eles já tinham tentado tudo e nada tinham conseguido, ademais, era dia e normalmente se pesca a noite (assim, os peixes não veem as redes). Jesus, acima de tudo, pede a Pedro para ir além do costumeiro e da lógica profissional.
Pedro se encontrava em uma situação particularmente embaraçosa, pois todos sabiam que aquilo que Jesus tinha pedido era fora do normal e certamente, segundo a maioria, destinado ao fracasso. Mas, Simão se joga totalmente nas palavras de Jesus: “...Mas, por causa de tuas palavras!”
Jesus não nos pede coisas estranhas ou anormais, mas sim confiança em sua palavra e em sua orientação. Sem Jesus e sem sua palavra, seria algo estranho, mas porque foi sugerido por parte de Jesus, tudo acontece. Simão Pedro, diante das pessoas que lá estavam, desafiando o normal, ele lançou as redes novamente no lago. Lucas nos diz que a pesca foi abundante. Da confiança e da barca de Pedro, os peixes são repartidos e o milagre se torna fruto e alegria para os outros.
Diante de tudo aquilo, Pedro, publicamente, se lança aos pés de Jesus. Sua atitude é de alguém que se reconhece longe de Deus (pecador) e de sua pequenez diante de Jesus, como Isaías (na 1a leitura) se sente diante do chamado e da missão: “um pecador em meio a um povo pecador”. Até aquilo que ele, Pedro, sabia fazer se revelou limitado e quase inútil em relação à Palavra de Jesus. A mesma Palavra que antes alimentou as multidões se transformou em alimento para muitas pessoas com a pesca milagrosa.
Outros companheiros de profissão são lembrados por Lucas, mas o diálogo se estreita ainda mais com Pedro que representará todos os demais. Jesus lhe propõe outro ofício que nascerá daquilo que ele sabe fazer, mas de outro modo diverso e em outro lugar: “Doravante serás pescador de homem!” A palavra “pescador” não traduz bem o original, pois Lucas não usa o mesmo verbo de antes (“lançai as redes para pescar!”). Outra tradução seria: “Doravante serás aquele que vai resgatar homens para vida”. O termo é usado quando alguém está se afogando e é “resgatado para vida” (salvo). Diante no novo pedido de Jesus, todos abandonam tudo: os barcos e os peixes em abundância que tinham acabado de recolher para seguir Jesus.
Jesus quer também subir sobe no barco da minha vida que está vazio, talvez esteja até encalhado ou que balança assustadoramente quando está no mar, e me pede para partir de novo com o pouco que tenho, com o pouco que sei fazer, e Ele me confia um novo mar.
O milagre não está na pesca extraordinária e nos barcos cheios de peixes, ou ainda nos barcos abandonados na praia ainda carregados com seu pequeno tesouro; o grande milagre é Jesus que não se impressiona com meus defeitos, não tem medo do meu pecado e, em vez disso, quer entrar no meu barco, ser meu hóspede mais do que meu senhor. E eles abandonaram tudo e o seguiram. O que faltava para que os quatro os convencessem a abandonar seus barcos e redes para seguir aquele jovem rabino com palavras brilhantes? Faltava um sonho. Jesus é o guardião dos sonhos da humanidade (Ermes Ronchi).
Mais do que o milagre da pesca em abundância, sobressai o princípio da parceria que Jesus propõe inicialmente para Pedro que se torna também comum aos outros pescadores. Fazer tudo dando o melhor de si em uma profunda confiança em Jesus. É necessário romper com a simples confiança em nós somente, como se tudo dependesse de cada um somente. É fundamental escutar o que Jesus nos tem a sugerir e propor. Mais do que milagres, Jesus precisa de nós como instrumento, como também de nossas barcas, de nossas mãos e bocas. O maior milagre não deverá ser pra nós somente, mas em nós e através de nós para outras pessoas.
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Ordenação Diaconal
No último sábado (01), Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), conferiu a ordenação diaconal aos seminaristas João Pedro Bastos Cardoso e Silvio Massaro Taveira. O lema escolhido foi: “A caridade de Cristo nos impele” (2Cor 5, 14).
A cerimônia de ordenação ocorreu na igreja matriz da Paróquia São José Operário, localizada em Pouso Alegre.
Os novos diáconos são oriundos das paróquias Santa Rita de Cássia, em Extrema, e Nossa Senhora da Piedade, em Crisólia, no distrito de Ouro Fino.
Depois de um profundo discernimento, eles ingressaram no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora em 2016. Realizaram os estudos filosóficos e teológicos em nossa Faculdade Católica de Pouso Alegre, e seu labor pastoral em diversas paróquias de nossa Arquidiocese, bem como algumas instituições como a Fazenda Esperança.
A Arquidiocese de Pouso Alegre felicita os recém-ordenados e as paróquias onde irão atuar no ministério diaconal: Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí, e Bom Jesus, em Bueno Brandão.
Foto: Edilene Coutinho
Padres de nossa Arquidiocese participam de encontro de Formação Permanente
Entre os dias 27 e 31 de janeiro, os padres Júnior e Paulo Roberto marcaram presença no Encontro de Formação Permanente para os sacerdotes da CNBB Regional Leste 2, realizado no Retiro das Rosas, localizado em Cachoeira do Campo, no distrito de Ouro Preto (MG).
O evento contou com a participação de mais de 80 padres de diversas Dioceses de Minas Gerais, proporcionando oportunidades para convivência e aprendizado.
O foco das reflexões girou em torno do tema “A natureza e a finalidade da Direção Espiritual no ministério sacerdotal”.
Além disso, nossa Província Eclesiástica também esteve representada pelos padres das Dioceses de Campanha e Guaxupé.
A Missa de abertura foi presidida por Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, Presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada do Regional Leste 2 e concelebrada por Dom Edmar José da Silva. Durante a celebração, Dom Nivaldo destacou a presença significativa dos participantes e agradeceu pelos serviços prestados em suas Igrejas locais. Também incentivou os trabalhos realizados junto aos presbíteros.
Durante o encontro, os padres puderam compartilhar experiências e práticas de Direção Espiritual, promovendo um espaço rico para o diálogo e o aprofundamento espiritual. As palestras foram conduzidas por especialistas na área, que abordaram a importância da Direção Espiritual como um instrumento de formação e acompanhamento dos fiéis.
Os participantes também tiveram momentos de oração e reflexão pessoal, permitindo que cada um pudesse se conectar mais profundamente com sua missão e vocação.
Ao final do encontro, os padres expressaram a gratidão pela oportunidade de estarem juntos e renovarem suas energias para o ministério. A expectativa é que os ensinamentos e experiências vividos durante esses dias possam ser levados para suas comunidades, enriquecendo a vida pastoral e espiritual dos fiéis.
Fonte: CNBB - Leste 2
Dom Majella participa de Curso para Bispos
Entre os dias 27 e 31, o Rio de Janeiro sedia a 34ª edição do Curso para os Bispos do Brasil. Organizado pela Arquidiocese do Rio, o evento acontece no Centro de Estudos do Sumaré e reúne bispos de todo o país para momentos de estudo, reflexão e convivência, com enfoque no tema “O Kerigma e os desafios pastorais como fonte de esperança”.
Dentre os palestrantes, destaca-se o Cardeal Victor Fernandes, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé, que abordou a temática “O Kerigma proposto pelo Papa Francisco no contexto brasileiro” e “O impacto concreto do Kerigma na reflexão teológico-espiritual e na prática pastoral”.
Iniciado em 1990, o Curso para os Bispos tem como objetivo oferecer ao episcopado brasileiro um espaço de formação e diálogo sobre questões pertinentes à Igreja e à sociedade atual.
O Cardeal Orani João Tempesta, um dos palestrantes, destacou a relevância do tema deste ano, que convida a uma reflexão sobre o essencial da missão: proclamar com fervor e fidelidade a Boa Nova de Jesus Cristo. Ele enfatizou que o Curso para os bispos deve servir como um espaço de livre reflexão que inspire a ação pastoral.
A palavra grega “kerigma” traduz-se como “proclamação” e “anúncio”. Os bispos estão refletindo sobre como aplicar e aprimorar a mensagem de Jesus Cristo em um momento de profundas transformações e desafios, mas também de esperança por dias melhores, conforme convocado pelo Papa Francisco para o Ano Jubilar de 2025. A Boa Notícia de Jesus Cristo é o que impulsiona a Igreja a ser Peregrina da Esperança, promovendo a conversão, anunciando Jesus Cristo e desenvolvendo uma pastoral que responda aos anseios do nosso tempo.
Dom José Luiz Majella Delgado, Arcebispo de Pouso Alegre (MG), está presente no curso.
Fonte/imagens: CNBB / ArqRio










































