Aniversário de ordenação episcopal de nosso arcebispo, Dom Majella
Na quinta-feira, 27 de fevereiro, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., completou 15 anos de episcopado.
Nomeado bispo pelo Papa Bento XVI para a diocese de Jataí – GO – no dia 16 de dezembro de 2009, foi ordenado em 27 de fevereiro de 2010 no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida pelo arcebispo da arquidiocese mineira de Mariana e presidente da CNBB, Dom Geraldo Lyrio Rocha.
O então arcebispo de Aparecida, dom Raymundo Damasceno Assis, e o bispo emérito de Barra do Piraí-Volta Redonda, dom Waldyr Calheiros Novaes, que o ordenara presbítero em 14 de março de 1981, foram os bispos consagrantes.
Dom Majella tomou posse de sua diocese no dia 6 de março de 2010. Após três anos, em 28 de maio de 2014, recebeu do Papa Francisco a nomeação para exercer o ministério episcopal à frente de nossa arquidiocese. Foi empossado no dia 2 de agosto de 2014, tornando-se o 7º bispo e o 4° arcebispo da referida Igreja Particular.
Nossa arquidiocese louva a Deus pelo episcopado de nosso querido pastor e pede ao Senhor, que o chamou à vida e à plenitude do sacramento da Ordem, que lhe conceda sempre as luzes do Espírito Santo na condução do rebanho que lhe foi confiado.
Parabéns, dom Majella!
Texto: Luiz Gonzaga da Rosa
Foto destacada: cerimônia de entrega do pálio a dom Majella - site do Vaticano
#Reflexão: 8° domingo do Tempo Comum (02 de março)
A Igreja celebra o 8° domingo do Tempo Comum, neste domingo (02). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: 1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23
Salmo: 11(12),2-3.4-5.7-8a (R. 8a)
2ª Leitura: 1Cor 15,45-49
Evangelho: Lc 6,27-38
PRODUZIR FRUTOS DE MISERICÓRDIA
No Evangelho de Lucas, continuamos ouvindo Jesus em sua instrução junto aos seus discípulos. Dois domingos atrás, Jesus iniciou sua pregação se dirigindo aos seus seguidores chamando aqueles que tinham decidido segui-lo de “bem-aventurados os pobres”, isto é, aqueles que abandonaram tudo para se tornarem seguidores e praticantes do projeto de Jesus. Era necessário insistir que não basta uma escolha inicial e um abandono material de coisas. A vida do discípulo deve ser um Evangelho aberto e um anúncio constante.
Percebe-se nas palavras de Jesus uma insistência em corrigir e alertar sobre o discípulo que não está em sintonia com o projeto de vida do Mestre. Ele está junto Dele, mas não assume os mesmos valores e comportamento como o de Cristo. Certamente, na comunidade de Lucas, tinham cristãos que se acostumaram com algumas práticas religiosas cristãs externas, mas tinham se esquecido do ardor em viver intensamente a misericórdia.
Não basta ter um poder e autoridade para estar à frente guiando pessoas na fé. O Reino de Deus é um projeto novo de pessoas novas, com um coração novo. O mais importante não são as palavras, mas a vida do discípulo de Cristo que deve falar muito mais que frases e anúncios.
Neste domingo, Jesus inicia com uma parábola dirigida aos discípulos. Talvez, muitos na comunidade se colocavam como guias de outros ou mesmo daqueles que iniciavam o caminho de fé, mas, segundo Jesus, no fundo eram cegos. Tinham a mente cheia de ideias e informações, mas o coração estava longe de Mestre Jesus. Eram cegos guiando outros cegos. O primeiro seria cego porque vê o mundo mais com os seus olhos e valores do que os ensinamentos de Jesus; o segundo cego, talvez, representa aqueles que não conseguiram ainda ser curado da cegueira provocada pelos pecados e contra os valores evangélicos. Guia cego traz um dano a ele próprio e a outros irmãos: “caem juntos no buraco”.
“Somente ver os defeitos dos outros” é como uma espécie de prazer malicioso em procurar e destacar o ponto fraco do outro, em desfrutar dos seus defeitos. Quase para justificar o seu. Há uma razão: quem não se ama só vê coisas ruins ao seu redor; Quem não está bem consigo mesmo, também está mal com os outros. Em vez disso, aquele que está reconciliado com seu eu interior olha para o outro com olhar de bênção (Ermes Ronchi).
Outro alerta de Jesus é que ninguém tem o poder de cancelar nada em relação àquilo que Jesus ensinou. O discípulo segue e pratica o que o Mestre ensina e não corrige o Mestre. Um discípulo nunca será maior que o Mestre, o máximo, consegue ser “como o Mestre” repete o que o Ele ensinou e viveu.
Jesus se alonga em seu ensinamento sobre aqueles que não enxergam mais a si próprios; mas, não julgam e nem avaliam os seus próprios erros, mas somente os dos outros. Esses discípulos se apresentam como atentos e até são minuciosos em perceber um cisco no olho do irmão, são detalhistas com os outros, mas não consigo mesmos. O “cisco” no olho pode representar um erro, ou uma falha ou mesmo um pecado que uma pessoa cometeu, que é identificado pelo outro. No entanto, diz Jesus, que a outra pessoa possui uma trave sobre os olhos. O cisco incomoda, mas a trave não deixa enxergar. É o exemplo de Jesus sobre “cego que guia outro cego”.
O convite de Jesus aos seus discípulos como também a nós é para cada um cuidar primeiro dos seus próprios pecados (“trava no seu olho”). O Reino de Deus deve acontecer na prática dos ensinamentos de Jesus e não na “intromissão” da vida do próximo, mesmo que seja algo como “um cisco em seu olho”. Tal atitude é classificada por Jesus como uma hipocrisia.
Para ajudar a entender este ensinamento, Jesus busca o exemplo na natureza. Uma boa árvore frutífera não produz maus mas bons frutos. É preciso praticar e assumir todos os valores do Evangelho e assim, se tornar uma boa árvore, e naturalmente, os bons frutos virão. É pelo que a pessoa pratica como valor e atitude que se reconhece se é ou não um bom discípulo de Jesus. Assim, não basta “saber” e ter boas intenções das coisas ensinadas por Jesus, o mais importante é praticar o que aprendeu a partir da convivência com o Mestre Jesus.
“Não há árvore boa que dê frutos ruins”. A moral evangélica é uma ética da fertilidade, dos bons frutos, da esterilidade vencida e não da perfeição. Deus não procura árvores sem defeitos, sem galhos quebrados pela tempestade ou retorcidos pelo cansaço ou perfurados pelo pica-pau ou por um inseto. A árvore acabada, que alcançou a perfeição, não é aquela sem defeitos, mas aquela vergada pelo peso de tantos frutos cheios de sol e bons sucos. Assim, no último dia, o dia da verdade de cada coração (Mt 25), o olhar do Senhor não se fixará no mal de cada um, mas no bem; não nas mãos limpas ou sujas, mas nos frutos com que as mãos estarão carregando, nas espigas de milho e de pão, nos sorrisos e nas lágrimas secadas. A lei da vida é dar. (Ermes Ronchi
Jesus aponta o principal na vida do discípulo: o que ele guarda dentro de si mesmo. “Coração” na linguagem bíblica é o órgão da decisão e o centro da vontade da pessoa. É aquilo que o discípulo assumiu em profundidade do seu ser; aquilo que ele acredita e que condiciona sua vida, suas palavras e ações. No Evangelho de São Lucas, “casa” representa o coração: lugar do encontro com Jesus. Dentro de nós, de “nossa casa” é que devem acontecer as decisões mais importantes de nossa existência.
A religião que Jesus deseja deve ter raízes profundas na convivência pessoal e duradoura do discípulo com o Mestre. Quem se propõe seguir Jesus, nunca deve deixar de ser discípulo. Ele deve ser alguém que, com alegria, partilha uma experiência de comunhão com Jesus que ele estende a cada pessoa que encontra.
Na primeira leitura, temos o alerta do autor sobre a palavra de cada pessoa. A palavra mostra o coração da pessoa, por isso é preciso “dar tempo” para ver se aquilo que alguém diz se confirma com a sua vida, “é no falar que a pessoa se revela”. Jesus conclui seu ensinamento lembrando que “a boca fala o que tem em abundância no seu coração”.
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Primeira Reunião do Clero de 2025
No dia de ontem (25), o clero da arquidiocese se reuniu, nas dependências do Seminário Nossa Senhora Auxiliadora, para um encontro focado na atualização e reflexão. Estiveram presentes dom Majella, padres diocesanos e religiosos envolvidos na pastoral da arquidiocese, além de diáconos e seminaristas em formação.
O tema principal discutido foi a celebração do Jubileu Ordinário de 2025, que traz como lema Peregrinos de Esperança.
Os palestrantes convidados foram os padres Adriano São João e Dirlei Abércio da Rosa, ambos professores na Faculdade Católica de Pouso Alegre e integrantes da nossa Arquidiocese.
O padre Adriano abordou os aspectos teológicos, filosóficos e místicos da esperança, ressaltando a importância dessa virtude teologal em sua fala. Segundo ele, a "expressão mais completa da esperança de Jesus é a parábola do grão de mostarda".
Por sua vez, o padre Dirlei apresentou uma análise da dimensão bíblica da esperança. Para ele, Jesus é a nossa Esperança, e ele utilizou parábolas e questionamentos de Jesus para evidenciar a relevância da esperança na vida do cristão.
Ao concluir, dom Majella fez um apelo por um olhar de comunhão e partilha em toda a Arquidiocese, lembrando que, conforme ensinado pelo Primeiro Sínodo Arquidiocesano, devemos “caminhar juntos”.
A reunião foi organizada e conduzida pela coordenação de pastoral.
Texto e imagem: Padre Júlio César dos Santos Júnior
Vice-Diretor da Facapa é nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) anunciou, na manhã desta terça-feira (25), que o Papa Francisco nomeou o Padre Hiansen Vieira Franco como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e titular de "Tigava". A decisão do Pontífice atende ao pedido de renúncia de dom Antônio Augusto Dias Duarte e à solicitação do cardeal Orani João Tempesta, OCist.
Sua nomeação representa um reconhecimento por sua dedicação ao serviço eclesial, além de fortalecer a representatividade do clero mineiro no episcopado brasileiro. A Arquidiocese de Pouso Alegre expressa sua alegria e eleva preces para que Monsenhor Hiansen tenha um ministério abençoado em sua nova missão.
Confira aqui a saudação da CNBB para o bispo eleito.
Histórico do Monsenhor Hiansen
Nascido em Campestre (MG), em 21 de maio de 1971, Monsenhor Hiansen foi ordenado presbítero em 3 de janeiro de 2004, tendo como lema sacerdotal apassagem bíblica: “Olhos fixos em Jesus” (Hb 12,2). O novo bispo pertencia até então ao clero da Diocese de Guaxupé (MG), vinculada à Província Eclesiástica de Pouso Alegre.
Desde 2023, atua como reitor do Seminário da Diocese de Guaxupé, colaborador na paróquia Sagrada Família e Santo Antônio, em Machado (MG), além de professor e diretor-geral adjunto da Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG).
Sua formação acadêmica inclui estudos fundamentais e médios em Campestre, Potim e Aparecida (SP). Posteriormente, graduou-se em Filosofia e História pela Universidade São Francisco, em São Paulo (SP), obtendo licenciatura plena e habilitação em História.
Em Pouso Alegre (MG), cursou Teologia no Instituto Teológico São José. Entre 2008 e 2014, especializou-se em História da Igreja, concluindo licenciatura e doutorado na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.
Ao longo de sua trajetória pastoral, exerceu diversas funções:
- Vigário paroquial da Paróquia São Sebastião, em Alpinópolis (MG), em 2004;
- Administrador paroquial da Paróquia São Sebastião, em Areado (MG), de 2004 a 2005;
- Reitor do Seminário da Diocese de Guaxupé, em Pouso Alegre (MG), de 2004 a 2008;
- Vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Campestre (MG), de 2004 a 2008;
- Professor da Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), de 2004 a 2008.
- Após retornar de Roma, assumiu o pastoreio das Paróquias Nossa Senhora Aparecida e São Domingos, em Poços de Caldas (MG), entre 2015 e 2023. Desde então, também leciona História da Igreja e Patrologia na Faculdade Católica de Pouso Alegre.
Texto: Giuliano Cabral do Espírito Santo Beraldo
Informações: Diocese de Guaxupé e Arquidiocese de São Sebatião do Rio de Janeiro
Foto: Edilene Coutinho
1º Encontrão Vocacional de 2025 é realizado no Seminário Arquidiocesano
O Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre, realizou o 1º Encontrão Vocacional de 2025, realizado no dia 23 de fevereiro. O evento contou com a presença de 132 jovens, que se reuniram em busca de discernir o chamado de Deus para suas vidas, em um momento de reflexão e partilha de fé.
Durante o encontro, os participantes vivenciaram momentos de oração, convivência fraterna e profunda reflexão sobre suas vocações. Inspirados pelo convite de Jesus em João 1,39 – "Vinde e vede!" – os jovens foram chamados a escutar a voz do Senhor, que os direciona no caminho da fé e da missão.
Esse encontro marcou um passo importante para os participantes, que se aproximaram mais de seu propósito divino, buscando coragem e generosidade para seguir o projeto de Deus para suas vidas.
Segundo o Seminarista Pedro Vicente Francisco de Souza, do 2° Ano da Etapa Discipular, "esses encontros são essenciais porque proporcionam momentos de oração, reflexão e convivência fraterna, onde os jovens têm a oportunidade de escutar a voz do Senhor. Como nos lembra o evangelho: "Vinde e vede!" (Jo 1,39). Cada palavra, cada oração, cada gesto de acolhida fortalece o caminho vocacional e os ajuda a discernir com mais clareza o que Deus deseja para suas vidas.Como membro do Serviço de Animação Vocacional Arquidiocesano, desejo que essa experiência vocacional na vida da juventude que nosso Seminário Arquidiocesano proporciona, continue a fortalecer o caminho de cada participante, e que, com oração e discernimento, possamos sempre dar "SIM" ao chamado Deus."
A presença alegre das religiosas e seminaristas também é um fator crucial. Eles são testemunhos vivos do compromisso com o chamado e contribuem significativamente para o despertar vocacional da juventude. A convivência com essas pessoas, que vivem a vocação com coragem e generosidade, inspira os jovens a responder ao projeto de Deus com confiança e entusiasmo.
A Arquidiocese de Pouso Alegre, por meio do Serviço de Animação Vocacional, da Pastoral Vocacional e do Seminário Arquidiocesano, reforça seu compromisso com o acompanhamento das vocações e reza pela continuidade desse discernimento, para que mais jovens possam responder ao chamado divino com firmeza e dedicação.
Confira algumas fotos do Encontrão















Texto: Giuliano Cabral do Espírito Santo Beraldo com colaboração do Seminarista Pedro Vicente Francisco de Souza
Imagens: Seminário Arquidiocesano
Vaticano divulga mensagem do Papa para Quaresma
O Vaticano divulgou a mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2025, um convite à conversão e à caminhada na fé, marcado pelo espírito do Ano Jubilar. O pontífice destaca três aspectos essenciais para este tempo litúrgico: caminhar, caminhar juntos e caminhar na esperança, refletindo o lema do Jubileu, “Peregrinos de Esperança”.
Francisco relembra a travessia do povo de Israel rumo à Terra Prometida como símbolo da busca pela libertação e convida os cristãos a examinarem suas próprias vidas: estão realmente a caminho ou paralisados pelo medo e pela acomodação? Além disso, ressalta a importância da sinodalidade, chamando os fiéis a viverem a fé em comunidade, ouvindo e acolhendo o outro sem exclusões.
A mensagem também reforça a esperança como fundamento da vida cristã, destacando que a ressurreição de Cristo é a grande promessa de Deus. O Papa incentiva uma Quaresma de reflexão e compromisso com a justiça, a fraternidade e o cuidado com os mais necessitados, recordando que a fé se manifesta em gestos concretos de amor.
O texto conclui com um pedido para que a Virgem Maria, Mãe da Esperança, acompanhe os fiéis neste período de preparação para a Páscoa.
Clique e leia aqui a carta na íntegra
Foto: Papa Francisco na missa da Quarta-feira de Cinzas na Basílica de São Pedro, no Vaticano, em 2021 / IPA/Sipa USA via Reuters Connect
Texto: Giuliano Cabral do Espírito Santo Beraldo
Arcebispo realiza Visita Pastoral à Paróquia Santo Antônio em Pouso Alegre
O arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado, CSsR, realizou entre os dias 20 e 23 de fevereiro de 2025, a visita Pastoral à Paróquia de Santo Antônio, localizada na cidade de Pouso Alegre. A visita foi acompanhada pelos padres que atuam na paróquia: Cônego Vonilton Augusto Ferreira, Padre Mário Luiz Pereira Navarro e Padre Celso Antônio Lélis Diogo.
Segundo Dom Majella, a visita pastoral é a presença do bispo junto ao povo de Deus de uma determinada paróquia. O bispo tem na visita pastoral esse compromisso. [..] A paróquia é uma célula da Arquidiocese. Estar na paróquia não é para averiguar, fiscalizar, mas conviver. [..] A presença do bispo é estar juntos. Por que estarmos juntos e fazer essa visita? Para que possamos concretizar uma expressão do Concílio Vaticano II: Igreja é Comunhão e participação. A comunhão do bispo que rebalho que lhe é confiado e do povo de Deus com seu pastor. [..] Comunhão, participação para a missão.
Entre os momentos da visita pastoral, se destacam a visita a Unidade Básica de Saúde Santa Edwirges, a Escola Dom Otávio, o CEIM Irmão Dino Girardelli, os projetos sociais da paróquia, a celebração de missas e reuniões nas comunidades, encontro com os Catequisandos de Crisma e Primeira Eucaristia e com pastorais, movimentos e ministérios e a administração do sacramento da Unção dos Enfermos aos doentes da comunidade paroquial.
Arquidiocese de Pouso Alegre e as visitas pastorais
Atualmente a Arquidiocese de Pouso Alegre compreende sua extensão em 70 paróquias e uma area pastoral, com aproximadamente 1230 comunidades urbanas e rurais distribuidas em 50 municípios.
Em 2025, neste Ano Jubilar da Encarnação e os 125 Anos de criação da Diocese pouso-alegrense, o Arcebispo visitará todas as paróquias do Setor Pastoral Mandu, compreendendo as cidades de Pouso Alegre, o distrito de São José do Pantano, Congonhal e Senador José Bento, Neste ano, até dezembro, estão programadas mais dez Visitas Pastorais.
Em atualização
Texto: Giuliano Cabral do Espírito Santo Beraldo
Imagens: Pastoral da Comunicação - Paróquia Santo Antônio de Pouso Alegre
Dom Majella publica carta sobre a vida pastoral da Arquidiocese em 2025
No último sábado (8), durante uma reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., compartilhou uma Carta Pastoral com todos os fiéis, incentivando-os a vivenciar com fervor o ano pastoral de 2025.
Na mensagem, o arcebispo destacou a celebração do Jubileu Ordinário de 2025 e as festividades pelos 125 anos da criação da diocese de Pouso Alegre. Ele também enfatizou a relevância do primeiro Sínodo Arquidiocesano.
Acesse a Carta na íntegra clicando aqui
#Reflexão: 7° domingo do Tempo Comum (23 de fevereiro)
A Igreja celebra o 7° domingo do Tempo Comum, neste domingo (23). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: 1Sm 26,2.7-9.12-13.22-23
Salmo: 11(12),2-3.4-5.7-8a (R. 8a)
2ª Leitura: 1Cor 15,45-49
Evangelho: Lc 6,27-38
SEDE MISERICORDIOSOS COMO DEUS PAI É MISERICORDIOSO
A passagem do Evangelho de Lucas deste domingo traz o ensinamento mais genuíno e que mais identifica a vida de Jesus. Ele não ensinou somente isto aos seus discípulos, Ele viveu estas palavras. Domingo passado, Jesus propôs o exigente ensinamento das bem-aventuranças; hoje, Jesus continua instruindo seus discípulos.
Na passagem das bem-aventuranças, Lucas nos informou que Jesus reuniu os discípulos e lhes comunicou aqueles princípios fundamentais, pois eles tinham decidido seguir os passos de Jesus e por isso, tinham que viver como Jesus vivia. No Evangelho deste final de semana, Jesus explica como os discípulos devem colocar em prática quando passassem por perseguições e o ódio das pessoas que não aceitam o Deus da Misericórdia pregado e ensinado pelo Mestre Jesus.
Já de início fica claro sobre tais opositores, não devem ser combatidos como inimigos, pois quem está da parte de Deus Misericordioso não combate o mal com o mal. O que se deve enfrentar não são pessoas, mas o que destrói o ser humano: o ódio.
A “sabedoria” humana contesta Jesus: amar os inimigos é impossível. E Jesus contesta o pensamento comum: Amai-vos, senão vocês vão se destruir. Porque a noite não se derrota com as trevas; o ódio não se combate com outro ódio (Ermes Ronchi). No fundo, Jesus quer eliminar o próprio conceito de “inimigo”.
Jesus inicia com quatro verbos que ilustram as principais ações que o discípulo deve colocar em prática. A primeira e a principal é reagir sempre com amor. Nosso Senhor não pede para “suportar”, “tolerar”, “respeitar”, mas sim “amar os inimigos”. Diante daquele que se coloca como inimigo, o discípulo de Jesus tem que ser diferente e reagir de forma contrária: com o amor. “Amar o inimigo” significa ir ao encontro do outro com generosidade mesmo que ele se oponha a nós; significa querer o bem do outro mesmo que seja ele quem nos faça mal; significa fazer o bem, cuidar do outro amando-o como a nós mesmos (Enzo Bianchi). Esta primeira parte do texto, as palavras são dirigidas, inicialmente, ao grupo de discípulos com “vós” (vv.27-28).
Na mesma linha, insiste Jesus que diante do ódio, é necessário continuar fazendo o bem sempre. Se há alguém que fala mal e amaldiçoa, ao invés de também agir do mesmo modo, o discípulo de Jesus deve “bendizer” (= dizer boas coisas). Jesus tem razão e insiste que a melhor forma de combater a escuridão presente no coração daqueles que se colocam como inimigo é responder com a luz do amor.
Jesus dá dois exemplos, agora dirigidos a cada discípulo com “tu” (vv. 29-30): “Se alguém te agredir (dar uma bofetada)...”, oferece algo diferente do que ele espera: a outra face. É a forma de romper com o ódio que vem do outro, mas não faz eco dentro de nós. Oferecer outro lado ao invés do ódio, desarma aquele que se aproxima como inimigo. É um sinal que o discípulo não está armado de nada, que não precisa se defender de nada. Jesus ensina que é necessário oferecer “outra face” senão vencerá sempre o mais forte, quem pode agredir mais, o mais violento e cruel.
O princípio fundamental na vida do discípulo não é o que os outros fazem, mas aquilo que Jesus faz; não se deve reagir na mesma medida que o próximo, mas conforme o Mestre Jesus. O bem que desejamos para nós mesmos é que deve reger a nossa vida em relação ao próximo, mesmo que esse se coloque como inimigo. Ademais, alguém se torna meu inimigo, somente quando eu o considero como um rival. O desafio é romper com a regra da reciprocidade negativa: o que o outro me faz, eu faço na mesma medida para ele (a lei antiga: “olho por olho, dente por dente”). Jesus propõe o contrário: independentemente do que o outro fizer, responda sempre com amor, mas um amor que vai além, que surpreende e desarma até o mais profundo sentimento de ódio. O discípulo que Jesus quer é aquele que vai além, que não é apegado nem a si mesmo. Tudo que ele tem, está a serviço. Se alguém quer te arrancar aquilo que te pertence (“o manto”, que ficava sobre a túnica), vá além: dê mais do que isso, dê também sua túnica (roupa). O mesmo se deve fazer para aquele que pede gentilmente o que você possui: dê mais do que te pedi, vá além do normal, caminhe além do que lhe foi pedido.
Só assim, amando os outros sem reciprocidade, fazendo o bem sem calcular vantagem e dando desinteressadamente sem esperar nada em troca, se vive a “diferença cristã”. Nesse comportamento está a conformidade do discípulo com o Deus de Jesus Cristo, aquele Deus que Jesus descreveu como amoroso, capaz de cuidar dos justos e dos pecadores, dos fiéis e dos ingratos. Se Deus não condiciona o seu amor à reciprocidade, ao recebimento de uma resposta, mas doa, ama, cuida de cada criatura, também o cristão deve comportar-se assim no seu caminho rumo ao Reino, no meio da humanidade da qual faz parte (Enzo Bianchi).
O modelo de vida do discípulo que é desapegado das coisas do mundo, é seguir sempre Jesus, principalmente do trato com as pessoas que se apresentam com ódio. Jesus alerta que fazer o bem e amar o próximo mas somente aqueles que estão do nosso lado, não tem nenhuma novidade. Os maus também amam aqueles que são iguais a eles; os violentos têm bons sentimentos para outros que são iguais a ele.
Jesus insiste uma segunda vez com “amai os vossos inimigos”, fazer sempre o bem. O Mestre Jesus lembra que assim é que o discípulo receberá uma grande recompensa, mas não das pessoas ou deste mundo, mas de Deus, pois sereis “filhos do Altíssimo”. Semelhante a Deus Pai que é bom também para os ingratos e os maus.
Se na Torá, o Senhor pediu aos filhos de Israel em aliança com Ele: “Sede santos, porque eu sou santo” (Lv 19,2), e isso significava ser distinto, diferente da mundanidade, em Jesus esta advertência se torna: “Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordioso”. Na tradição das palavras de Jesus segundo Mateus ressoa o mandamento: “Sede perfeitos como é perfeito o vosso Pai que está nos céus” (Mt 5,48). Aqui, porém, o que é destacado é a misericórdia de Deus; além disso, já segundo os profetas, a santidade de Deus era misericórdia, manifestava-se na misericórdia (cf. Os 6,6; 11,8-9). A misericórdia, o amor visceral e gratuito do Senhor que é “compassivo e misericordioso” (Ex 34, 6), deve tornar-se também o amor concreto e quotidiano do discípulo de Jesus para com os outros (Enzo Bianchi).
Na 1ª leitura lemos o exemplo de Davi que é mostrado como alguém temente a Deus e por isso, mesmo tendo oportunidade de executar o rei Saul que se tinha colocado como seu inimigo, não o faz: “não se toca no ungido do Senhor”. Davi age com misericórdia e mesmo assim, Saul não muda sua intenção de combater aquele que sente ser seu concorrente ao trono. Os livros históricos da Bíblia contam o final triste do rei Saul, abandonado até por Deus. Segundo Paulo na 2ª leitura, temos dois modelos de vida que podemos escolher: Adão que representa a realidade puramente humana de nossa existência com seus erros e pecados; e Jesus, colocado também como um homem, mas voltado para as “coisas celestes” que são os seus ensinamentos e exemplo de vida.
A generosidade sempre marcou a vida de Jesus: dar o que tem com alegria e sempre querendo o bem do próximo até mesmo daquele que escolhe ser seu inimigo. É o rosto do Deus da misericórdia. Ele é que devemos buscar imitar e ser semelhante. No mundo, quase sempre, impera o ódio entre as pessoas; os discípulos de Jesus devem resplandecer o rosto misericordioso de Deus Pai. Quem faz a experiência do amor e da misericórdia de Deus Pai, não se sente no direito de julgar, condenar e fazer mal ao próximo, pois Deus é muito mais justo que todos, como também é sempre misericordioso. Essa será a medida que Deus usará para nos medir: será conforme o que cada um vive de misericórdia em relação ao próximo.
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Visita Pastoral à Paróquia São Francisco e Santa Clara
No dia 13 de fevereiro, a paróquia São Francisco e Santa Clara, em Pouso Alegre, teve a honra de receber o Arcebispo Metropolitano, Dom José Luiz Majella, em sua 'Visita Pastoral'.
Esse encontro é uma oportunidade valiosa para o Pastor se conectar com seu rebanho, promovendo a interação entre o Bispo, a Comunidade e seus integrantes: clero, religiosos(as) e leigos (Diretório dos Bispos, n.º 168).
No segundo dia da visita, a Celebração Eucarística ocorreu na comunidade Nossa Senhora das Graças (Cristal II).
Na manhã de sábado, dia 15 de fevereiro, Dom Majella se encontrou com os integrantes do CPAE (Conselho Paroquial para Assuntos Econômicos). Essa reunião fez parte da programação da visita pastoral do Arcebispo de Pouso Alegre à Paróquia São Francisco e Santa Clara.
Ainda pela manhã, Dom Majella teve um encontro com os catequizandos e catequistas da catequese paroquial, conhecendo mais sobre a trajetória formativa das crianças, jovens e adultos que estão se preparando para viver a fé de maneira consciente.
À tarde de sábado, ocorreu a reunião do CPP (Conselho Paroquial de Pastoral) com a presença do nosso Arcebispo, proporcionando um momento de troca e partilha entre os diversos coordenadores de pastorais, movimentos e comunidades.
No mesmo dia, Dom Majella celebrou a Santa Missa com as comunidades do Setor São João: Santo Afonso, Perpétuo Socorro, São José Esposo e Nossa Senhora Aparecida - Cervo, que foi a comunidade anfitriã. Após a celebração, todos desfrutaram de um lanche compartilhado.
Na manhã de domingo (16), o Arcebispo se reuniu com as comunidades João Paulo II, Sagrada Família e Nossa Senhora Aparecida, na comunidade Nossa Senhora Aparecida (Faisqueira II).
A Visita Pastoral de Dom Majella foi concluída com uma missa realizada na Igreja Matriz de São Francisco e Santa Clara.
Fonte: Pascom - Paróquia São Francisco e Santa Clara (Pouso Alegre)

























