#Reflexão: Festa da Apresentação do Senhor(02 de fevereiro)
A Igreja celebra a Festa da Apresentação do Senhor, neste domingo (02). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Ml 3,1-4
Salmo: 23(24),7.8.9.10 (R. 10b)
2ª Leitura: Hb 2,14-18 ou mais breve 2,22-32
Evangelho: Lc 2,22-40
FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR
A família de Nazaré após o nascimento do menino Jesus precisava cumprir um último gesto segundo os costumes judaicos para um recém-nascido. Jesus era o primogênito do casal e segundo a Lei, após 40 dias do nascimento, Ele deveria ser consagrado ao Senhor (Ex 13,2.12.15) e em seguida, resgatado simbolicamente através de uma pequena oferta (Nm 18,15-16). Lucas menciona somente o primeiro rito. A mãe, por sua vez, deveria oferecer um pequeno sacrifício para se purificar do contato com o sangue no parto. Como eram pobres, bastava oferecer um par de rolinhas ou dois pombinhos (Lv 12,8). Lucas menciona o que costumeiramente se fazia, mas não narra quando os ritos foram realizados. Mas, o que aparentava ser somente mais um costume ritual a ser cumprido por parte dos pais de Jesus se transforma em mais uma manifestação de Deus.
Lucas afirma algumas vezes que o casal era um fiel cumpridor dos costumes religiosos da época. Foi um jeito do evangelista de informar que o Messias é alguém profundamente sintonizado com a vida do povo da época e está ligado a história de todos. Jesus não é alguém que se opôs a religião da época, pelo contrário, tudo inicia dentro de todas as instituições principais dos judeus: circuncisão, templo, resgate do menino e, depois adulto, nas sinagogas judaicas. Mas a proposta que Deus iria realizar em Jesus ia além destas instituições da época, por isso, eles aderiram aos ensinamentos e a Boa Nova apresentados por Cristo. Jesus inicia com os seus, mas eles O abandonaram e O condenaram por apresentar uma proposta de Deus diferente de tudo que viviam.
Desde antes do nascimento do Messias Jesus, várias pessoas participaram de diversas formas da revelação deste grande projeto de Deus que estava se concretizando segundo as profecias do AT. Anjos, parentes de Maria, pastores, estrangeiros (magos) e por fim, profetas foram coparticipantes deste grande evento e anúncio para a humanidade. Uma marca comum perpassa todas essas pessoas: são gente simples e quase periférica em relação à sociedade da época e até ao Templo de Jerusalém. Os principais daquele período da história quando foram informados do nascimento de Jesus, ficaram conturbados, assustados e amedrontados. Mas, os pobres de Deus se alegram e louvam por tudo que estava acontecendo e pelas maravilhas que Deus estava realizando.
Malaquias tinha profetizado que o Messias viria ao Templo e provocaria profundas mudanças. Com imagens fortes, o profeta anuncia um período de transformação da mesma forma que são fundidos o ouro e a prata (1ª leitura). Isto tudo aconteceu, mas não da forma que muitos esperavam. Jesus trouxe consigo algo que realmente pode mudar toda a história humana e dar sentido a existência do ser humano. Mas, tudo isto aconteceu no único lugar que Deus pode realmente reinar e tornar-se o bem mais precioso para todos: no coração de cada pessoa. A revolução aconteceu dentro de cada pessoa que aceitou e aceita o Messias.
Tudo estava travestido de simplicidade e pequenez, exatamente como Deus planejou e desejou desde o início, sem pompa e sinais esplendorosos que encantam os olhos, mas nem sempre permanecem no coração. Desde o nascimento de Jesus foi assim e teria que continuar assim.
Deus quis descer a realidade humana e ajudar a humanidade a redescobrir o significado do amor que não tem nada a ver com a beleza que os olhos enxergam e nem a riqueza que pode ser expressa em valores e quantidade. O amor é o belo que somente o coração sente; a maior riqueza que cada um pode carregar para sempre sem medo de perder algo. Por isso, Jesus veio ao nosso socorro, sem nada de grande aos olhos; se igualou a nossa realidade e natureza de filhos Abraão (2ª leitura) para nos resgatar à condição de filhos e filhas de Deus.
Lucas nos diz que Maria e José cultivavam o costume de ir ao Templo de Deus em Jerusalém. Como bons judeus, os pais sabiam e certamente realizavam esse gesto com satisfação e alegria. Se queremos Deus em nossa vida é necessário ir ao seu encontro. Participar de uma celebração com a frequência mínima – aos domingos – é criar um predisposição para Deus agir e se manifestar. No fundo não nos desligamos da vida, mas trazemos tudo que somos para que Deus ilumine com seu amor e suas graças para depois retornarmos para a nossa labuta costumeira, abençoados e iluminados pela sua palavra.
Naquele dia em que José e Maria foram ao Templo, Deus mais uma vez moveu pessoas e tocou seus corações. O casal tão logo entrou no Templo, Maria e José foram acolhidos não pelos sacerdotes ou qualquer outra autoridade religiosa, mas por um ancião que foi instrumento de Deus para anunciar ao seu povo quem estava ali. Eles não exerciam nenhuma função oficial no Templo e na sociedade da época, são dois amantes de Deus, com os olhos pesados pela velhice, mas ainda iluminados pelo desejo, capazes de se encantar por um recém-nascido, porque sentem Deus como futuro e como vida. Dois idosos que sabem esperar, mesmo tendo em suas mãos, o Verbo de Deus que não sabe ainda falar. Ele com o menino nos braços anuncia que as profecias sobre o Messias tinham se realizado naquele menino. Simeão esperava a consolação de Israel e representa todo o povo de Deus, o Espírito Santo tinha tocado seu coração e inspirado palavras. Ana, uma mulher que por quase toda sua vida esperava aquele momento se preparando com jejuns e orações, também louva a Deus pela realização das promessas ao seu povo.
Desde o nascimento do Messias, o anúncio da chegada do Salvador tinha acontecido, primeiramente, nos céus aos pastores por parte dos anjos, depois pelos reis do Oriente, faltava o Messias ser anunciado e apresentado no coração do Templo de Jerusalém, lugar sagrado e sinal por excelência da presença de Deus para o seu povo.
Simeão foi conduzido ao Templo, Ana tinha se consagrado ao serviço de Deus com penitência e jejuns, suas orações revelam a alegria que esse tempo chegou, que o novo supera o passado de expectativa; que o Menino vem ocupar o seu lugar no momento novo da história. A oração de Simeão é de despedida, pois Deus cumpriu suas promessas e o Seu novo projeto tem início com o Menino Jesus.
O profeta ancião proclama a início do tempo de luz e vida trazidos por Jesus em nosso meio. Simeão profetiza a realização das promessas do passado, mas também profetiza sobre o futuro de duas pessoas: Jesus e Maria. A união entre os dois não é uma ligação somente entre mãe e filho que já é profunda e significativa. Neste novo projeto de Deus, os dois estarão ligados nas alegrias e também nos sofrimentos para sempre. Jesus será motivo de queda e soerguimento para muitos e neste processo de conquistar os corações das pessoas, o coração de mãe também vai sofrer e se angustiar. A missão de Jesus não era uma tarefa fácil, mas desafiante e sem limites. A angústia e as tristezas no coração bondoso de Jesus serão também dor e sofrimento no coração de Maria. Simeão usa a forte imagem de um coração transpassado por uma espada: a mãe chora junto com seu Filho.
De fato, a história entre Maria e Jesus ao longo da missão de Nosso Senhor quase não se separa. Ela como mãe e discípula esteve junto de seu Filho em todos os momentos especiais, mas foi junto da cruz, ela em pé entrega definitivamente seu Filho para um caminho que Ele deveria fazer sozinho. Ela sem desespero testemunha a oferta maior que seu Filho Jesus fez para toda a humanidade. Menino Luz do templo se transforma em Luz Eterna para todas as pessoas na história.
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Seminário Arquidiocesano realiza Missão Vocacional
Entre os dias 21 e 26 de janeiro, aconteceu a Missão Vocacional, promovida pelos seminaristas e padres do Seminário na Paróquia de São Francisco de Paula, localizada em Poço Fundo.
As atividades missionárias tiveram início com uma Santa Missa de envio, dia 21. Após a celebração, os seminaristas foram encaminhados para as comunidades rurais da paróquia, onde realizaram diversas visitas, bênçãos, celebrações e encontros com os jovens nas diferentes localidades.
O encerramento da missão vocacional ocorreu no domingo (26), começando com uma procissão que saiu da Igreja do Rosário em direção à Igreja Matriz. Após a procissão, foi celebrada uma missa em ação de graças pelas atividades missionárias, com a presença de várias famílias das comunidades visitadas.
Os padres Francisco José, Samuel Gâmbaro e Fabiano José representaram o Seminário durante a missão. O padre Nailton José acolheu os missionários e expressou sua gratidão pela valiosa evangelização realizada ao longo da semana. É importante destacar que a preparação das missões teve início um ano antes, com o apoio do então pároco, padre Júlio César Bernardes.
Fotos: Pascom - Paróquia São Francisco de Paula - Poço Fundo
Encontro Arquidiocesano da Campanha da Fraternidade
No dia 25 de janeiro, ocorreu o Encontro Arquidiocesano da Campanha da Fraternidade, com o tema "Fraternidade e Ecologia Integral". O evento foi realizado no Centro Pastoral da Paróquia São João Batista, em Pouso Alegre, e contou com a presença dos nove setores da nossa Arquidiocese.
O padre Jean Poul Hansen, secretário executivo das Campanhas da CNBB, foi o responsável pela condução do encontro, onde apresentou o conteúdo do texto base da campanha. Foram abordados o objetivo geral da campanha, o hino e os três capítulos que compõem o documento: 1) Ver e Ouvir; 2) Iluminar e Discernir; 3) Agir e Propor.
Além das reflexões propostas pelo padre Jean Poul Hansen, o encontro também proporcionou momentos de partilha e discussão entre os participantes. Cada setor teve a oportunidade de apresentar suas experiências e iniciativas em prol da ecologia integral, promovendo um rico intercâmbio de ideias e práticas.
Durante o evento, foram destacados alguns desafios enfrentados pela comunidade, como a preservação do meio ambiente, a conscientização sobre o consumo responsável e a importância do cuidado com a casa comum. A necessidade de unir esforços em prol de um desenvolvimento sustentável foi um dos pontos mais enfatizados, reforçando a importância da colaboração entre as paróquias.
Os participantes saíram do encontro motivados e inspirados a implementar ações concretas dentro de suas realidades locais, comprometendo-se a trabalhar em prol de uma fraternidade que respeite e cuide da criação. O evento culminou com uma oração final, pedindo as luzes do Espírito Santo para que todos possam seguir firmes no propósito de cuidar da terra e promover a fraternidade entre todos os seres.
A expectativa é que os frutos desse encontro se espalhem por toda a Arquidiocese, inspirando mais pessoas a se engajar na Campanha da Fraternidade e a adotar práticas que promovam a ecologia integral em suas comunidades.
Agradecemos ao Movimento Vida Plena pela organização do evento, ao padre Felipe e à Comissão Vida Plena, assim como a todos que contribuíram de alguma forma para a realização deste encontro.
Fonte: Comissão Vida Plena
Fotos: Edilene Coutinho
Encontro Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo
No dia 25 de janeiro, a Paróquia São Cristóvão em Pouso Alegre, sediou o encontro arquidiocesano da Pastoral do Dízimo.
Estiverem presentes sessenta pessoas de diversas paróquias da Arquidiocese. Nesse encontro pastoral, houve partilha em grupos, onde cada participante pôde escutar e falar, aprendendo e partilhando experiências sobre o Dízimo, a partir de suas realidades paroquiais.
O objetivo desse encontro, foi fortalecer e animar os missionários do Dízimo nesse trabalho pastoral; além da construção do possível Diretório Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, a partir de um "texto mártir", em que se recolheram várias ideias e sugestões do último encontro arquidiocesano da Pastoral do Dízimo no ano passado.
Com novas emendas e sugestões, estamos elaborando o Diretório Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, na possibilidade de ser lançado neste ano de 2025, norteando os trabalhos com o Dízimo, nas 70 paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre, contemplando vários aspectos e dimensões do Dízimo.
Expressamos gratidão pela participação dos agentes do Dízimo nesse encontro, colaborando na confecção do Diretório Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo.
Coordenação Arquidiocesana da Pastoral do Dízimo
#Reflexão: 3° domingo do Tempo Comum (26 de janeiro)
A Igreja celebra o 2° domingo do Tempo Comum, neste domingo (26). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Ne 8,2-4a.5-6.8-10 ou Tt 1,1-5
Salmo: 18B(19),8.9.10.15 (R. Jo 6,63c)
2ª Leitura: 1Cor 12,12-30
Evangelho: Lc 1,1-4.4,14-21
JESUS É A ALEGRIA E A FORÇA DE DEUS PRA NÓS
Sabemos da grande importância de reservarmos um tempo pra Deus, não alguns momentos dispersos, mas algo que seja significativo onde possamos experimentar diariamente o amor de Deus. A misericórdia e as graças de que precisamos são dons profundos que Deus quer nos conceder sempre, todos os dias.
Na primeira leitura vemos como o povo de Deus reunido em uma praça valoriza o Dia do Senhor e a sua Palavra. Os judeus guardam o sábado; nós cristãos devemos guardar o domingo. Os sacerdotes e os levitas proclamam, explicam e apresentam a Palavra de Deus como expressão da própria presença de Deus, por isto, todos escutam com atenção, se emocionam, se dispõem a ouvir, acolher com cuidado cada particular e, por fim, O adoram. O Dia do Senhor é um momento especial, de festa e alegria, pois, de fato, Deus quer participar e compor o nosso tempo para junto conosco construir a nossa história. Ele não pode ser somente uma “lembrança em certos momentos”, mas nós precisamos reservar um digno e especial tempo para ouvi-Lo e adorá-Lo.
Jesus Cristo é o Verbo de Deus, expressão do seu agir e da Palavra que salva. Neste domingo, recordamos os primeiros passos de Jesus que, depois do Batismo, inicia oficialmente a sua missão solenemente na sinagoga de sua cidade. Este local de oração era um espaço especial de meditação e estudo das Sagradas Escrituras.
As primeiras palavras do Evangelho de Lucas lembram a dedicação e a seriedade daquilo que Lucas procurou realizar com o seu escrito. O evangelista não conheceu e nem foi discípulo de Jesus. Lucas nos representa, pois tudo o que ele conheceu e acreditava, tinha recebido de pessoas que foram testemunhas e eram ministros da Palavra, servos de Deus a serviço da fé em Cristo. Assim, não se trata de fantasias ou lendas. Tudo que decidiu contar são fatos (“acontecimentos”) que ele procurou pesquisar junto àqueles que viviam a fé. Tudo é para conhecer a “solidez dos ensinamentos” de Jesus e que não é algo para “meros curiosos”, mas para pessoas de fé.
O evangelista soube criar um ambiente de expectativa naquele dia em que Jesus iniciou sua missão. Como bom judeu, em dia consagrado ao Senhor segundo o costume judaico (o sábado), Ele entrou na sinagoga na pequena Nazaré, um lugar simples, considerado sem valor pelas autoridades religiosas de Jerusalém.
Lucas nos diz, inicialmente, que a “fama de Jesus tinha se espalhado”, mas o evangelista não fala o que seria esta fama, pois Ele não conta, antes, nenhum milagre. Pode-se supor que Jesus realizou ações que o autor viu por bem não relatar e que justificariam a fama que Jesus (cf. Lc 4,14.23).
Conforme a tradição naquele tempo nas sinagogas, se fazia a leitura de dois textos: um do Pentateuco e outro entre os Profetas. O segundo leitor, após a leitura, propunha uma explicação sempre segundo os rabinos daquele tempo. Repetiam aquilo que os Mestres ensinavam. Mas, Jesus não fez assim. Inicialmente, tudo começou como sempre se fazia: leitura e o cuidado para com o texto Sagrado, mas após a leitura - como um Novo Mestre - Jesus sentou-se e começou a ensinar algo diferente.
A passagem escolhida por Jesus que todos ouviram foi retirada do profeta Isaías. São palavras de esperança em relação à solidariedade de Deus. Fala de alguém enviado por Deus, ungido e que possui a força que vem do alto. Ele nada faz por conta própria, mas em nome de Deus. Isaías prossegue revelando a transformação que Deus promete realizar em meio ao seu povo. É o que Jesus assume em sua vida na sinagoga de Nazaré.
Não se trata, somente, de um programa social onde todas as desigualdades sociais serão eliminadas. Os primeiros a receberem algo de Deus são os pobres: receberão a Boa Nova. Ele não se tornou “mais um pobre entre os pobres”, mas procurou mostrar que o sentido maior para a nossa vida vai além das coisas materiais e valores sociais. A maior pobreza é aquela espiritual (fruto do pecado) que acorrenta o ser humano em uma decadência humana. Jesus é a libertação e o resgate de toda indigência ocasionada pelo pecado. No entanto, por outro lado, não tem como falar de Deus se as pessoas não têm dignidade e são escravas de outras pessoas, às vezes, até mesmo de gente com a mesma crença.
O texto de Isaías continua afirmando sobre libertação de todos os prisioneiros. Muitos vivem em uma verdadeira prisão a causa de seus pecados. Tais pessoas tornam-se escravas, dependentes e aprisionadas, impedindo-as de viver a vida com intensidade e plenitude. Jesus é a resgate que a humanidade esperava.
A cura da cegueira não é somente “mais um milagre” que Jesus promete realizar. Para o povo da Bíblia, a cegueira impede as pessoas de viver na luz. O pecado torna as pessoas pobres de espíritos, acorrentadas a uma vida de escravos e lhes rouba a paz tornando suas vidas uma constante escuridão.
A libertação da opressão prometida nas últimas palavras de Isaías retrata tudo que oprime o coração de todos como: ódio, rancor, raiva e espírito de vingança. Jesus é aquele que pode dar outro sentido a nossa história e transformar tudo em graça do Senhor, como um tempo de graça ou ano Jubilar de graça para os judeus. Estamos vivendo o tempo do Jubileu da esperança, tempo de renovar nossa fé naquele que pode nos libertar de nossas prisões e cegueiras espirituais.
Segundo o evangelista Lucas, ao fazer a leitura do profeta Isaías, Jesus não leu o versículo final que diz: “e um dia de vingança de nosso Deus” (cf, Is 61,2b). Sabemos que tudo em Cristo Jesus é somente misericórdia e bondade, jamais Jesus fez algo por vingança nem em seu nome e muito menos, em nome de Deus. Um tempo novo de Misericórdia de Deus é o que Jesus veio proclamar.
Após a leitura, Jesus fecha o livro, e abre a sua vida nova para todos. Um messias que não impõe novos pesos, mas os alivia; não traz novos preceitos, mas novos horizontes. No Evangelho, nos surpreende que em suas páginas se fala mais de pobres do que de pecadores; mais dos sofrimentos humanos do que de culpa. O Evangelho não deve ser uma lista de preceitos morais, mas sim nos libertar de pesos que oprimem nossa vida. Jesus nos ensina que Deus não tem como objetivo Ele mesmo, mas pensa sempre em nós; um Deus que existe para nós, se faz um de nós e morre em nosso meio (Ermes Ronchi).
Jesus na sinagoga de Nazaré esclarece e estabelece a sua missão, baseada na Palavra de Deus, mas atualizada na história. Significativa e expressiva é a palavra “Hoje!” pronunciada depois da leitura de Isaías. Tudo que era promessa se realiza naquele tempo e em todos os tempos. Jesus é o “hoje e sempre” de Deus que quer, a cada dia e na vida de cada pessoa, continuar promovendo liberdade, luz e doar misericórdia.
O nosso testemunho de fé e de vida devem ser a melhor forma de anunciar e proclamar hoje e a todos que Deus pode transformar a vida de cada pessoa e assim, transformar o mundo. Paulo na segunda leitura lembra sua comunidade que entre todos deve imperar a unidade e ajuda mútua, pois somos todos irmãos e irmãs pelo Batismo e chamados a viver uma vida de partilha daquilo que é graça de Deus em nossas vidas. No Evangelho, temos uma realidade de escravidão e opressão; no texto de Paulo aos Coríntios, vemos a proposta de uma comunidade de irmãos e irmãs a serviço sempre do bem comum.
Com as palavras de Isaías, Jesus constitui todo o seu programa de vida que podemos perceber em sua missão: a Boa Nova foi anunciada com intensidade aos pobres e a todos que O acolhem; muitos prisioneiros do pecado e de doenças foram resgatados e libertados; inúmeros encarcerados pelo ódio e do próprio mal foram trazidos à luz da verdade. E tudo foi feito sem colocar condições ou exigir algo de nós. Por fim, Jesus deixou um grande dom que atualiza na vida de cada pessoa o amor de Deus: seus ensinamentos, suas palavras e a Eucaristia.
Lucas, ao final da leitura de Isaías, nos diz que “todos tinham os olhos fixos Nele”. Desejo de ouvir a Palavra, acolher a semente de vida que vem de Deus em cada partilha da Palavra de Deus. Todos esperavam algo novo de alguém que vive algo novo (a fama de Jesus em fazer o bem). A sua vida fazendo o bem para as pessoas, ajudou a criar uma expectativa nova. Jesus é o novo que deve ser acolhido em todo o seu ensinamento e principalmente, em toda sua prática que é sempre fazer o bem ao próximo.
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Arquidiocese celebra seu querido padroeiro São Sebastião
Com a Novena em louvor a São Sebastião, iniciada no domingo do Batismo do Senhor, a arquidiocese de Pouso Alegre preparou-se para a Festa de seu Padroeiro. Todos os setores pastorais com suas paróquias, seus sacerdotes, religiosos, cristãos leigos, pastorais, movimentos e associações participaram dos nove dias de oração e reflexão.
Sob a competente coordenação do vigário geral e cura da Catedral Metropolitana, cônego Wilson Mário de Moraes, auxiliado pelo vigário paroquial, padre Leonardo Almeida Pereira, pelo vigário cooperador, padre Vanildo de Paiva e pelo Conselho Paroquial de Pastoral, a novena teve piedosa e significativa participação.
Além de dezenas de sacerdotes da arquidiocese, participaram também o bispo da diocese de Itabira-Coronel Fabriciano (MG), dom Marco Aurélio Gubiotti (segundo dia), o arcebispo de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias (quarto dia), e o bispo da diocese de Leopoldina (MG), dom Edson José Oriolo (quinto dia). Os três prelados são oriundos de nossa arquidiocese.
Da programação social, realizada em algumas noites após a missa, constaram animada quermesse e concorrido bingo. Foram momentos de encontro, confraternização e alegria.
No dia do padroeiro São Sebastião, 20 de janeiro, além de missas celebradas às 8h e 12h15, a Solene Celebração Eucarística, presidida pelo arcebispo dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., realizou-se às 18h.
Concelebraram o cura da Catedral, cônego Wilson Mário de Morais, o vigário paroquial, padre Leonardo Almeida Pereira, o vigário cooperador, padre Vanildo de Paiva, o missionário scalabriniano, padre Valdecir Mayer, e o formador da Etapa Disciplinar no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora em Pouso Alegre, padre Fabiano José Pereira. Participaram fiéis da arquidiocese e seminaristas do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora.
Na homilia, após destacar a importância de uma Igreja Sinodal, que teve a participação de sacerdotes, religiosos e cristãos leigos de toda a arquidiocese na novena e na festa de São Sebastião, exemplo de cristão leigo que não teve medo no serviço a Deus e aos sofredores, dom Majella concluiu:
"Meu irmão e irmã, nesta festa jubilar que estamos celebrando, 125 anos de criação da diocese de Pouso Alegre, 2025 anos do nascimento de Jesus, sejamos sinais da esperança para que sejamos uma Igreja viva, Igreja alegre, Igreja que vai ao encontro do sofredor, Igreja de Jesus Cristo que vai como Ele foi ao encontro do sofredor. Que São Sebastião interceda por todos nós para que sejamos uma Igreja viva, comprometida com o evangelho e assim seremos justos como ouvimos na primeira leitura de hoje, 'o justo vive pela fé'. Que sejamos justos, vivendo pela fé, a fé em Jesus Cristo! Amém!
No final da missa, após os agradecimentos do cônego Wilson a todos e todas que participaram da novena e da festa, tanto na programação religiosa quanto na social, uma piedosa e concorrida procissão percorreu algumas ruas da cidade.
Texto: Luiz Gonzaga da Rosa
Fotos: Fernanda Gomes - Pascom/Catedral
Relíquias de São Pio de Pietrelcina visitam paróquias e instituições da arquidiocese
Durante cinco dias fiéis de paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre tiveram a oportunidade de contemplar de perto as relíquias de São Pio.
Na quinta-feira, 16 de janeiro, ocorreu a visita ao Carmelo Sagrada Família, Asilo Nossa Senhoras Auxiliadora e Comunidade Católica Sagrada Família (Renovação Carismática/Paróquia Nossa Senhora de Fátima), em Pouso Alegre.
No dia seguinte, as relíquias foram acolhidas no Santuário do Imaculado Coração de Maria, onde foram celebradas duas missas, às 6h30 e 17h30.
Às 12 horas do sábado, dia 18, seguiram para a Catedral Metropolitana, onde permaneceram até as 15h30, quando foram conduzidas à matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
No domingo, dia 19, às 10 horas foi a vez da Paróquia Santo Antônio acolher as relíquias na comunidade Nossa Senhora Aparecida e São Francisco. Às 19 horas, seguiram para a matriz da Paróquia São Cristóvão.
Nesta segunda-feira, dia 20, está ocorrendo a visita ao Santuário São Francisco e Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Ouro Fino. No início da noite as relíquias retornam a Pouso Alegre, passando pela comunidade Santa Rita de Cássia, pertencente a Área Pastoral São João Paulo II, finalizando a programação.
As relíquias de primeiro grau foram trazidas pelo missionário Rogério Melo, do Movimento Nacional dos Filhos e Filhas Espirituais de São Pio de Pietrelcina, que deixou a seguinte mensagem aos fiéis:
“Que o exemplo de São Padre Pio, com sua vida de oração, entrega e amor ao próximo, nos motive a buscar cada vez mais a santidade no dia a dia. Ele nos ensina que, com fé, tudo é possível.”
Conheça um pouco da vida de São Pio de Pietrelcina: “Um pobre frade que reza”
Padre Pio nasceu no seio de uma família de camponeses e, desde criança, sempre foi animado pelo desejo de “ser frade”. Aos 16 anos, entrou para o Noviciado da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, em Morcone, adotando o nome de Frei Pio. Em 1910, recebeu a ordenação sacerdotal.
Seis anos depois, entrou para o Convento de Santa Maria das Graças, em San Giovanni Rotondo, onde dedicava muitas horas do dia ao sacramento da Confissão. O cume das suas atividades pastorais era a celebração da Santa Missa. Ele se definia “um pobre frade que reza”. “A oração – afirmava – é a melhor arma que temos; é a chave que abre o coração de Deus”.
Encontro extraordinário
Em 1948, Padre Pio confessou um jovem sacerdote polonês, Padre Karol Wojtyła, que, 30 anos depois, se tornou Sucessor de Pedro, com o nome de João Paulo II. No humilde frade – realçou o Pontífice, em 1999, durante o rito de beatificação de Padre Pio – pode-se contemplar a imagem de Cristo sofredor e ressuscitado: “Seu corpo, marcado pelos ‘estigmas’, indicava a íntima ligação entre a morte e a ressurreição”.
“Não menos dolorosas e, humanamente, talvez ainda mais torturantes, - recordou o Papa na sua homilia – foram as provações que ele teve que suportar, por causa, - se assim pudermos dizer - dos seus carismas particulares”.
Para Padre Pio, “sofrer com Jesus” é um dom: “ao contemplar a cruz sobre os ombros de Jesus, sinto-me mais fortalecido e exulto com santa alegria”. “Tudo o que Jesus sofreu na sua Paixão – revelou – eu também sofro, indignamente, segundo as possibilidades de uma criatura humana”.
“Alívio do Sofrimento”
A vida do Padre Pio foi também reflexo de um incessante compromisso para aliviar as dores e as misérias de tantas famílias. Em 1956, foi inaugurada a “Casa Alívio do Sofrimento”, uma obra hospitalar de vanguarda. É a “pupila dos meus olhos”, afirmava o frade, que, por ocasião do seu discurso inaugural, acrescentou: “Esta é uma criatura que a Providência gerou, com a ajuda de vocês. Ei-la aqui! Admirem-na! Louvemos, juntos, ao Senhor Deus. Nesta terra foi plantada uma semente, que o Senhor fará germinar com os seus raios de amor”.
Morte do Padre Pio
Padre Pio faleceu na noite do dia 23 de setembro de 1968, com a idade de 81 anos. Em 16 de junho de 2002, foi proclamado Santo pelo Papa João Paulo II, que afirmou na sua homilia: “A vida e a missão do Padre Pio são um testemunho das dificuldades e dores, que, se aceitos por amor, se transformam em um caminho privilegiado de santidade, que se abre ainda mais rumo a perspectivas de um bem muito maior, aceitável somente pelo Senhor”.
Fonte: www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/09/23/s--pio-de-pietrelcina--presbitero.html
Texto: Luiz Gonzaga da Rosa, com colaboração de Eder Couto e Giuliano Beraldo
Imagens: Lucas Silveira/Pascom Catedral (foto destacada); Maria Júlia Ataíde e Maria Luiza Ataíde/Pascom Fátima (foto da matéria)
#Reflexão: 2° domingo do Tempo Comum (19 de janeiro)
A Igreja celebra o 2° domingo do Tempo Comum, neste domingo (19). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 62,1-5
Salmo: 95(96) 1-2a.2b-3.7-8a.9-10a.c (R. 1a.3b)
2ª Leitura: 1Cor 12,4-11
Evangelho: Jo 2,1-11
AS BODAS DE CANÁ
Domingo passado recordamos o início da vida pública de Jesus que tem seu ponto de partida com o Batismo que Ele recebe de João Batista. Segundo São Lucas, no momento do batismo, Jesus é confirmado como Filho Amado e, juntamente com Ele, também são revelados Deus Pai e o Espírito Santo.
Isaías, na 1ª leitura, nos diz que o nosso Deus é irrequieto em relação ao seu povo. Procura de todos os modos resgatar, recuperar e animar os seus filhos apesar da imensa dor e sofrimento que todos ainda estavam enfrentando com a destruição promovida por povos estrangeiros. Nosso Deus assume um compromisso pleno e duradouro da mesma forma quando um casal celebra seu matrimônio. Estamos em tempo de jubileu como tema principal a esperança. Para Isaías, a promessa de esperança era de um tempo novo e terra nova onde todos terão valor e a vida será celebrada com uma boda de casamento.
Bodas de Deus com seu povo, talvez, esta tenha sido a motivação do evangelista João ao narrar o primeiro sinal público de Jesus, não pregando e realizando milagres entre os pobres e doentes, nem mesmo participando de uma celebração na sinagoga (como nos outros Evangelhos), mas em uma festa de matrimônio.
Para as Bodas do Evangelho deste domingo, tudo estava preparado e tudo indica que se tratava de uma família importante pela quantidade de talhas para purificação de todos e os noivos até tinham contratado um mestre de cerimônias. Todos os convidados já estavam festejando o casamento e a Mãe de Jesus estava no local. Jesus é mencionado com alguém que se somou aos outros convidados, sua mãe é que tem atenção dos noivos.
O casal - os principais do casamento - pouco aparece. Há todo um movimento de outras pessoas (Maria, Jesus e os servos) que descobrem o problema e procuram uma solução. Quem preparou as Bodas foi duplamente ineficiente: em relação à quantidade de bebida e, durante a festa, não tinha percebido ainda o que estava por acontecer.
A “festa” na Bíblia é sempre um sinal de felicidade. O “vinho” expressa sempre a alegria que o ser humano é chamado a viver neste mundo: ter vinho e consumi-lo é sempre sinal de tranquilidade, de conquista através do trabalho humano depois de tudo que foi feito na plantação. O vinho é o último ato de um longo investimento cheio de esperança. Tudo termina em um banquete e bebida. Mas, o casal estava próximo de um vexame com a possível falta de vinho. Nem tudo estava perfeito no casamento.
Mas, a Mãe de Jesus estava atenta a tudo e se move para resolver o problema. Ninguém ainda conhecia Jesus, mas sua mãe, sim! Ela apresenta a questão ao seu Filho.
Maria representa todo Israel que acredita nas promessas de Deus e pede incessantemente que logo se manifeste.
Jesus responde, procurando conter a ansiedade de sua Mãe, mostrando que tudo tem seu tempo, ademais, aqueles que eram os responsáveis e os noivos (os principais interessados) nada tinham pedido a Ele. Mas, qual filho deixa de atender um pedido de sua mãe?
A resposta de Jesus poderia ser também uma chamada de atenção de Cristo para que sua mãe não insistisse com Ele, mas com os servos. Como se dissesse: “Não é comigo que tem que falar” (“o que há entre eu e você?”), mas com os outros. Fato que, em seguida, Maria faz. O pedido da Mãe de Jesus é profundo: não somente escutar, mas fazer; acreditar nas palavras e demonstrar em fatos; Acreditar no que Jesus pede e realizar na vida.
As palavras de Maria são o centro de toda história: “façam tudo que Ele pedir”! João nos informa que havia lá seis jarros para a purificação conforme o costume dos judeus. Estavam vazios (já tinham cumprido sua função). Eram de pedras (difíceis de serem movidos) e eram utilizados, normalmente, no Templo para os rituais de purificação. O casamento tinha sido realizado seguindo todos os costumes judaicos, mas não tinha sido suficiente para dar a alegria perfeita para o casal, pois o vinho estava por acabar. Aqui temos a dica que não se trata somente de um casamento para o evangelista João, mas este casamento representa a própria situação da religião da época: tudo conforme as leis, mas tudo estava por terminar sem alegria e numa grande frustração.
Os servos da festa se tornam peça fundamental no desenrolar da história. Primeiro, eles creem na palavra de Maria, e ela por sua vez, solicita que eles acreditassem nas palavras de Jesus. Os servos demonstram serem pessoas com uma profunda fé, mas principalmente, são pessoas do serviço, pois fazem tudo: eles enchem as ânforas com de água e depois - sempre confiantes em Jesus - levam até ao mestre de cerimônia.
O organizador do casamento descobre se tratar de um vinho muito bom e faz um comentário com o noivo sobre a qualidade espetacular do vinho que ele achava que estava escondido. Tudo acontece nos mesmos jarros que estavam vazios que Jesus pediu que fossem enchidos de água.
Jesus preenche o vazio da religião judaica. Jesus não rompe com a religião judaica, mas veio oferecer um “vinho melhor” dentro dela. O verdadeiro Mestre não oferece outra água (continuação dos rituais externos de purificação), mas um “vinho novo e melhor” para ser ingerido (seria o Sangue na Eucaristia?).
No Evangelho de João somente nesta passagem de Caná, o evangelista menciona o vinho (cf. Jo 2,1-10; 4,46).
Os dois vinhos que - segundo o Evangelho de hoje - eram usados nas festas (primeiro o bom vinho, depois um vinho inferior) recordam a própria história da religião de Israel. Tudo inicialmente foi um “vinho bom” que a religião concedia um tempo atrás ao povo judeu, mas depois passou a servir somente “vinho ruim”, e no tempo de Jesus, até o ruim estava acabando. Jesus é aquele que transforma água (representa “vida”) em vinho bom. O “vinho ruim” que todos já tinham bebido, este já tinha acabado, bem antes do “vinho melhor” servido no início da festa. Jesus oferece não somente algo novo (mais vinho), mas algo melhor (vinho bom). Os jarros tinham água que lavam às mãos (o externo); Jesus transforma em algo novo e melhor, mas para ser ingerido (interno). Basta de rituais que somente ficam no externo de nossa fé! É preciso assumir Jesus como algo que dá sentido novo dentro de nosso coração
Jesus é o “Noivo” que prepara o “vinho novo e melhor” é a fonte de tudo que o povo esperava. Foram usadas seis talhas de pedra, este número representa a imperfeição, mas Jesus é a nova fonte de toda alegria, Ele enche as talhas antigas e se oferece como fonte perene e nova para o povo de Deus (em São João, isso se realiza na passagem da Samaritana – cf. Jo 4,5ss).
Ainda hoje, Jesus não é conhecido e por isto, não pode dar o verdadeiro vinho de que muitos precisam. Ele faz parte da vida de muitos, mas é tido como “mais um” em suas vidas. As pessoas organizam suas vidas segundo outros valores e princípios, mas não colocam Jesus como centro. Por isto, o mundo precisa de mais e mais pessoas como Maria que ajudem outras pessoas a conhecer Jesus e a acreditar em suas palavras. O mundo está cheio de gente achando que o vinho que eles estão consumindo é o melhor, mas na realidade é um vinho ruim e está próximo de acabar. Jesus é capaz de oferecer algo novo e melhor, capaz de alegrar ainda mais a vida e a nossa existência, mas é preciso fazer mais do que “convidá-Lo para a nossa festa” (aceitá-lo em suas vidas), Ele precisa deixar de ser “mais um” que compõe a nossa história para se tornar o principal protagonista de nossa vida. Jesus não quer estragar a “festa” (história) de ninguém, mas dar um significado mais profundo, oferecer o “melhor vinho” e alegrar a nossa casa com sua presença e o seu amor.
Nesta história das Bodas vemos várias pessoas procurando evitar o vexame do casal: Maria, Jesus e os servos. No final, o mestre-sala e o noivo nem percebem o que realmente tinha acontecido, pois os verdadeiros atores da transformação trabalharam e realizaram tudo em silêncio. Que bom saber que Maria, mãe de Jesus está sempre atenta a nossa vida e mesmo que nós (como o noivo no casamento) não tenhamos ainda consciência daquilo de negativo que está por acontecer, Maria com Jesus através de tantos “servos de Deus” estão já se mobilizando para que não nos falte o “vinho bom” da alegria em nossa existência, mas para que tudo aconteça é preciso acreditar sempre em Jesus e realizar suas palavras.
Este primeiro sinal do novo tempo iniciado por Jesus tem início na atenção orante de Maria (vê e sente o que vai faltar; a alegria que está por terminar) e de Jesus. Os servos também são chamados a operar tudo no silêncio da obediência.
Na passagem de hoje, os noivos das bodas não são mencionados para que tudo se concentre naquele que é o “Novo Noivo” para o povo de Deus. Maria representa o povo de Deus que acredita na nova promessa que é Jesus e que confia sempre em Deus, mesmo sem ver sinais: é o povo que não perdeu a esperança. Ela conclama os servos a fazem o mesmo: confiar nas palavras de Jesus. Maria é a pessoa de fé que ensina a crer em Jesus, em suas palavras, independentemente de qualquer sinal ou milagre.
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Kairós e Cronos: o divino no tempo humano
A revelação de Deus registrada nas páginas da Sagrada Escritura ocorre na história humana, da qual Ele é senhor e guia, pois a governa com poder (cf. Sl 66,7), tudo predestinando desde sempre e por todos os séculos para o louvor da sua gloriosa graça (cf. Ef 1,5-6). Não se trata de uma predeterminação da história universal ou subjetiva por parte de Deus, já que, se isso ocorresse, a liberdade humana e, portanto, a própria obra da criação estariam manipuladas e seriam um simulacro. Em sua sabedoria e providência amorosa, respeitando a consciência e o livre arbítrio do ser humano, que constrói a história com seu pensamento e ação, Deus destinou tudo, desde a eternidade, para “levar à plenitude os tempos, reunindo todas as coisas sob uma cabeça: Cristo” (Ef 1,10). Esse movimento de avanço da história na direção de Deus como princípio e fim (cf. Ap 22,13) é o “tempo da graça” (καιρός, em grego) porque é nele que ocorre a economia salvífica, narrada pela Bíblia, claramente entrelaçada com o “tempo cronológico” (Χρόνος, em grego), muito embora o extrapole.
Embora a noção de tempo na cultura moderna não apresente variações semânticas, sendo empregada em diferentes contextos com a mesma conotação matemática de medida de duração, os gregos antigos possuíam um entendimento multifacetado do tempo, colaborando para a compreensão da Bíblia como narrativa sobre a revelação divina no tempo humano. Kairós e Cronos, cujos nomes são atribuídos a duas divindades da mitologia grega, designam duas percepções de tempo distintas e complementares: o primeiro, refere-se ao tempo qualitativo, ou seja, aquele que escapa à métrica numérica porque é o momento em que algo extraordinário acontece, subvertendo a lógica histórica; o segundo, diz respeito ao tempo quantitativo, isto é, aquele que é objeto de medição aritmética e ritmo ordinário da vida e da história. Dessa forma, pode-se dizer que a Sagrada Escritura conta a experiência kairótica que o ser humano realiza de Deus, narrando os momentos oportunos (cf. Hb 4,16) de derramamento da graça divina para a salvação do mundo, a partir de pressupostos cronológicos.
O extraordinário de Deus se realiza no ordinário da história, de sorte que sua ação salvífica, todavia esteja completamente enraizada no cronos, é capaz de produzir o kairós, transformando a ordem quantitativa do tempo natural em experiência teológica sobrenatural porque, “para o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia” (2Pd 3,8) ou “mil anos diante de teus olhos são como o dia de ontem que passou” (Sl 90,4). Livre dos domínios físicos do tempo que se impõem aos seres criados, Deus, que é acrônico por natureza, rompe os privilégios da atemporalidade e, ao revelar-se especialmente em Jesus Cristo, aceita submeter-se aos limites da história humana para falar ao ser humano de um jeito que pudesse ser compreendido e acolhido. Dessa forma, a narrativa do kairós bíblico ocorre segundo a dinâmica do cronos greco-judaico, isto é, dos costumes e acontecimentos ligados ao tempo na cultura grega, mas, sobremaneira, na judaica.
Conhecer, portanto, a história do Primeiro e do Segundo Testamentos é imprescindível para situar a experiência kairótica do povo de Deus no microcontexto da história dos povos bíblicos e no macrocontexto da história universal, reconhecendo que o divino se revela no tempo humano. Em sentido amplo, interessa à compreensão histórica de determinadas narrativas bíblicas o entendimento que os judeus possuem de tempo e as inferências culturais dessa percepção para o desenvolvimento das festas que emolduram tantas passagens escriturísticas. Para o judaísmo, o tempo é uma dimensão sagrada da existência do indivíduo e do povo, pois está intimamente ligada com a intervenção de Deus na história e, assim, com a salvação; o calendário lunissolar judaico, por exemplo, segue uma rígida observância da economia agro-pastoril vivida na Palestina, fazendo coincidir as celebrações religiosas (dimensão kairótica do tempo) com a natureza (dimensão cronológica), através do ciclo das estações e das plantações.
As festas previstas no calendário judaico mencionadas pelos hagiógrafos, tanto nas narrativas sobre o povo de Israel quanto naquelas que falam sobre Jesus, são evidências de que o kairós ocorre no cronos, ou seja, de que a ação salvífica de Deus acontece no tempo humano. O sentido de renascimento que há nos campos desabrochando em flor durante a primavera, que é a primeira estação do ano judaico (de meados de março até meados de junho), serve de ambiente para cinco festas: 1) a Páscoa (Pêssach, cf. Êx 12,1-14; Lv 23,5; Jo 2,13), que celebra a libertação do êxodo; 2) os Pães Ázimos (Hag ha-matzot, cf. Êx 12,15-20; 13,3-10; Lv 23,6-8; Mc 14,1,12), que prolonga o júbilo pascal e recorda a fuga de Israel do Egito às pressas, sem que houvesse tempo para a fermentação dos pães; 3) a Festa das Primícias (Yom ha-bikkurim, cf. Lv 23,9-14; Nm 28,26), na qual Israel oferece a primeira colheita do ano a Deus; 4) a Páscoa do Segundo Mês (Pêssach Sheni, cf. Nm 9,6-12), que relembra a segunda chance dada por Deus a Israel depois da primeira páscoa; e 5) Pentecostes ou Festa das Semanas (Shavuót, cf. Êx 23,16; Lv 23,15-21; At 2,1), na qual se comemora a revelação da Lei de Deus para o povo de Israel.
Embora não haja nenhuma comemoração no verão (de meados de junho até meados de setembro), quando o calor atinge as temperaturas máximas, a paisagem outonal que toma conta do Oriente Médio da metade de setembro até meados de dezembro, marcada pela abundância de chuva e pela fertilização do solo, é palco para a celebração de outras cinco festas judaicas: 1) Trombetas (Rosh hashaná, cf. Lv 23,23-25; Nm 29,1-6), em que se celebra o ano novo judaico e se realiza a colheita do que foi produzido no verão; 2) Expiação (Yom Kipur, cf. (Lv 16; 23,26-32; Hb 9,7), que é a festa do perdão, na qual os judeus realizam um jejum de 25 horas para purificar o espírito e alcançar o perdão de Deus; 3) Tabernáculos, Tendas ou Cabanas (Sucót, cf. Lv 23,33-36.39-43; Jo 7,2,37), que recorda a peregrinação do povo de Israel pelo deserto em direção à Terra Prometida, durante 40 anos; 4) Santa Convocação ou Assembleia Solene (Simchat Torah, cf. Lv 23,36; Nm 29,35-38), na qual Israel celebra a entrega dos dez mandamentos a Moisés; e 5) a Festa da Dedicação ou Hanucá (Hanukkah, cf. 2 Mc 10,39-45; Jo 10,22), que festeja o fim da dominação babilônica sobre Israel e a reconstrução do 2º Templo de Jerusalém.
No inverno, quando a vitalidade do sol fica escondida pela chuva que alaga as planícies e pela neve que cobre os montes, entre dezembro e março, os judeus comemoram Purim (Purîm, cf. Est 9,18-32), uma festa que preserva a memória da reversão de um mandado persa de genocídio judaico através de Mardoqueu e Ester. Como se pode notar, cada estação do ano judaico, esticada pela horizontalidade do tempo cronológico, subsidia a celebração de alguma memória da fé de Israel, espichando-se na verticalidade do tempo kairótico. A sequência dos dias e dos meses, dos séculos e dos milênios, matematicamente organizados e metricamente sucessivos, servem de moldura para o acolhimento e o entendimento da revelação; logo, como não poderia deixar de ser, a encarnação de Jesus Cristo na plenitude dos tempos tornou-se não só o marco histórico de contagem do tempo para o ocidente, mas, sobretudo, a certeza de que, rebaixando-se ao cronos, Deus quis provocar no mundo e no ser humano uma nova dimensão do tempo, o kairós: “eis o tempo favorável! Eis o dia da salvação! (2Cor 6,1-2).
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#Reflexão: Festa do Batismo do Senhor (12 de janeiro)
A Igreja celebra a Festa do Batismo do Senhor, neste domingo (12). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 42,1-4.6-7
Salmo: 28(29),1a.2.3ac-4.3b.9b-10 (R. 11b)
2ª Leitura: At 10,34-38
Evangelho: Lc 3,15-16.21-22 (Jesus batizado por João)
FESTA DO BATISMO DE JESUS
A festa do Batismo do Senhor serve de ponte entre o Natal e o início da vida pública de Jesus (2ª leitura). Todas as promessas da parte de Deus que foram trazidas por Jesus são atualizadas em cada Batismo que é celebrado na Igreja. Através do Batismo, no Filho de Deus, todos nos tornamos filhos e filhas, irmãos e irmãs.
O Natal nos espanta pela generosidade e pela solidariedade de Deus para com toda a humanidade. Escolhe vir a este mundo de uma forma plenamente humana e onde a máxima riqueza de Deus pra nós se revela em uma criança e uma família. O rosto de Deus resplandece e brilha dentro de uma família!
O profeta Isaías (1ª leitura) nos lembra do amor predileto e pessoal de Deus que elege e cobre de afeto seu filho amado que é coberto pela graça de Deus e por isso até o seu modo de proceder, profetizar e anunciar demonstram o cuidado e a misericórdia de Deus. O Messias não é alguém escandaloso e nem barulhento, não extingue a esperança que ainda se mantém tênue e frágil com uma chama, mas a transforma em fogo abrasador. O amor possui esta capacidade de atingir o coração e produzir uma revolução dentro das pessoas que depois é traduzido em gestos e atitudes concretas de solidariedade. A “verdadeira religião” que anuncia o profeta Isaías é aquela que se preocupa com a pessoa humana começando pelas suas necessidades mais elementares e básicas. Os últimos e abandonados tornam-se os primeiros; lá onde impera a escuridão no abandono e da exclusão de tantas pessoas, onde estão os esquecidos, justamente lá iniciará a resplandecer a nova luz trazida por Jesus Cristo.
No tempo de Jesus havia uma grande necessidade de algo novo, profundo e acessível a todos que a religião oficial em Jerusalém não conseguia mais oferecer. No deserto e junto a um homem forte nas palavras, o povo encontrou uma nova esperança de que, novamente, Deus estava próximo do seu povo: “Pensavam que João Batista fosse o Messias”, nos diz Lucas. Exatamente neste contexto, João esclarece sua missão. João proclama que ele é somente uma simples amostra da força e do poder daquele que viria depois dele. Aquele que virá é maior e mais forte, pois tudo em Jesus rompe o tempo e a história, uma grandeza que atinge todo o mundo e toda a humanidade. O batismo de João era de água e atingia somente o corpo e o desejo de mudança com o reconhecimento do pecado. Era um banho (“batismo”) que preparava para a verdadeira transformação e a purificação que Jesus iria inaugurar.
A simplicidade de tudo até o momento do Batismo revela ainda mais a grandeza da encarnação do verbo que passa quase toda uma vida (30 anos), aprendendo e convivendo com os seus pais para no momento justo iniciar sua missão. Neste ato quase corriqueiro do batismo e entre tantas pessoas, desponta o Messias. Jesus nunca buscou privilégios, sempre esteve entre os simples e do meio deles, Jesus se deixa batizar por João no rio Jordão.
Somente o evangelista Lucas no diz que, enquanto o povo era batizado, Jesus também recebeu o batismo de João. Deus que se mistura em meio das pessoas e dos pecadores, como fará em sua vida pública. Jesus entra na fila dos comuns, como mais um, para no momento do Batismo ser revelado por Deus como alguém especial e escolhido: é o seu Filho Amado. O rito do batismo em si não é contado, pois o batismo de João não tem importância em si, mas foi somente como um instrumento da revelação divina que Lucas descreve com mais detalhes.
Jesus não precisava ser batizado por João (para o perdão dos pecados), mas era necessário que acontecesse a “passagem”, onde Ele se tornaria público, onde a missão de João se encerrasse e a missão de Jesus iniciasse. A partir daquele momento, a força redentora de Deus começaria sua missão com Jesus. De fato, se Jesus entrou nas águas como mais um a ser batizado, Ele sai do Jordão diferente conforme o evangelista anuncia. João podia somente oferecer a cada penitente arrependido um rito de purificação superficial, somente Jesus pode oferecer algo que expressa a força transformadora de Deus: o fogo do Espírito Santo! Logo que Jesus deixa as águas do Jordão, os céus se abrem e Ele vê e ouve a confirmação de Deus para o início de sua missão. Encerrava assim, o batismo de João, pois Deus tinha algo muito maior para oferecer a todos: o Espírito Santo.
Na ocasião do batismo, Lucas nos diz que “Enquanto Jesus rezava” há a manifestação da Trindade. Assim, também se revela a profunda ligação especial de Jesus com o Pai. Jesus não se torna filho no Batismo, mas naquele momento do batismo de João é que o mundo conhece Jesus como Filho, e Deus com Pai.
A experiência no momento do Batismo foi algo profundo e veio confirmar o amor de Deus para com Jesus. Com o Batismo, Deus Pai tira Jesus do anonimato e o manifesta ao mundo. Deus Pai proclama: “Tu és o meu Filho Amado”. A máxima relação entre Jesus e Deus na forma pessoal e íntima de se relacionar: “tu”, em uma relação profunda e de posse: “meu”, na ligação mais significativa que pode existir entre pessoas: “filho e pai”, de um jeito mais expressivo de acontecer tudo: “amado”; essa profunda relação entre Pai e filho ainda se conclui com: “em ti ponho minha afeição”. O Batismo de Jesus é uma perfeita declaração de amor entre Deus Pai e Jesus seu filho. Podemos dizer que no Batismo de Jesus tem-se também a Epifania (manifestação) de Deus Pai e o Espírito Santo.
Tudo isto não foi algo pessoal e exclusive com Jesus. Em Cristo nos tornamos filhos no Filho e herdeiros do mesmo amor. Cada pessoa batizada recebe o mesmo tratamento e recai sobre ela o mesmo amor. Jesus não diz nada em todo o relato, é passivo diante do amor de Deus e das graças do Espírito Santo que descem sobre Ele. Da mesma forma, ao ser batizado e batizada, cada pessoa recebe o mesmo amor que inunda e transforma toda pessoa. O Batismo marca o início da vida pública de Jesus. Com a confirmação e a unção para a missão, assim Jesus inicia o anúncio da Boa Nova.
Vimos que Lucas inicia dizendo de um profundo desejo do povo: esperavam o Messias. Quais são os desejos que nós, hoje, possuímos para a nossa vida? São somente desejos para este mundo (saúde, progresso financeiro, emprego etc.)? Tem-se a impressão que estamos perdendo o desejo pela vida eterna. Aquele povo encontrou em João a resposta e pensavam que ele seria o Messias. Ao ser perguntado, o Batista responde com firmeza: “eu não sou o Messias!” O risco ainda é atual de se ligar a pessoas como forma de responder a desejos eternos. João Batista foi decisivo em negar e também firme ao anunciar: Aquele que virá é mais forte do que eu! Uma força que não vem das armas, da violência e nem do confronto. Jesus é o mais forte, pois oferece Palavra e Vida eterna. Não precisamos de novos Messias, mas de viver Jesus como nosso único Messias colocando em prática o que Ele ensinou.
Jesus sai confirmado pelo amor de Deus para iniciar sua missão de anunciar o Reino de Deus e depois salvar a humanidade. O nosso Batismo deve também nos impulsionar a viver e anunciar o mesmo amor de Deus a todos que ainda não o conhece e aprofundá-lo com os irmãos e irmãs que já o receberam. Por isso, o Batismo não se limita a um rito que termina com a celebração, mas dali deve iniciar uma longa missão que perdura por toda vida do cristão. Primeiro na convivência e na partilha da fé e do amor com os pais; depois, na missão que o cristão deve assumir e viver por toda sua vida, pois o amor de Deus não tem limite e fim, é algo que já experimentamos neste mundo e que será pleno na eternidade.
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