Jubileu Provincial dos Sacerdotes reúne clero das dioceses do Sul de Minas em Três Pontas
Na manhã desta segunda-feira, 04 de agosto, padres e bispos da Província Eclesiástica de Pouso Alegre, que compreende a Arquidiocese de Pouso Alegre, a Diocese da Campanha e a Diocese de Guaxupé se reuniram na Igreja Matriz Nossa Senhora D’Ajuda, em Três Pontas (MG), para celebrar juntos o Jubileu Provincial dos Sacerdotes.
O encontro foi um momento de profunda oração, reflexão e reconciliação, que culminou com a celebração da Santa Missa. Durante a programação, Dom Antônio Carlos Paiva, bispo coadjutor da Diocese de Oliveira, conduziu uma rica e inspiradora catequese sobre o sacerdócio e o significado do jubileu. Suas palavras iluminaram ainda mais este dia de graça e fortaleceram o compromisso dos presbíteros com sua missão junto ao povo de Deus.
De maneira muito especial, a celebração aconteceu justamente no dia de São João Maria Vianney, padroeiro dos sacerdotes, o que conferiu ao encontro um significado ainda mais profundo. A memória do Cura d’Ars recordou a todos a beleza e a grandeza da vocação sacerdotal vivida com humildade, zelo pastoral e amor incondicional à Igreja.
O Jubileu Provincial é um momento privilegiado de unidade entre as Igrejas particulares da Província Eclesiástica de Pouso Alegre, e de renovação da fé e do ardor missionário de seus presbíteros. Unidos em oração, os sacerdotes reafirmaram sua consagração e o desejo de servir com alegria ao povo que lhes foi confiado.
Texto: Giuliano Beraldo, com informações e fotoda Diocese da Campanha
Primeira turma de Diáconos permanentes da Arquidiocese é ordenada por Dom Majella
No último sábado, 2 de agosto, a Arquidiocese de Pouso Alegre viveu um momento marcante e histórico dentro das comemorações pelos seus 125 anos de evangelização: a ordenação da primeira turma de diáconos permanentes. Ao todo, 19 candidatos receberam o primeiro grau do Sacramento da Ordem, em uma celebração solene presidida pelo arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre. O lema de ordenação escolhido pela turma foi “Senhor, chamaste-me, aqui estou” (1Sm 3,8).
A celebração teve início com uma homenagem ao próprio arcebispo. O vigário-geral da Arquidiocese e Cura da Catedral, Cônego Wilson Mário de Morais, recordou os 11 anos de posse de Dom Majella, ocorrida em 2 de agosto de 2014, oferecendo-lhe flores e uma placa em sinal de gratidão e reconhecimento pelo serviço pastoral prestado à Igreja local.
Queremos louvar ao Senhor por este dom e queremos acolher a força do Espírito Santo para crescermos mais como igreja que constituímos. Tenho plena convicção da
ordenação diaconal destes 19 homens, acompanhados e preparados pela Escola Diaconal Santa Dulce dos Pobres e pelas comunidades paroquiais de origem, constitue a prova e a bondade de Deus para com a Igreja, em particular para com a nossa amada arquidiocese de Pouso Alegre, diz o arcebispo em sua homilia
Durante o rito de ordenação, os candidatos foram chamados nominalmente, manifestaram publicamente sua disposição para o serviço da Igreja e receberam, das mãos do arcebispo, a imposição das mãos, a prece de ordenação e receberam o Evangeliário. Um dos candidatos, Luís Renato Pereira, professou ainda o voto de celibato, por ser viúvo, conforme prevê a disciplina da Igreja.
Ao término da celebração, um momento de grande emoção foi vivenciado por toda a assembleia: os diáconos prestaram uma homenagem a Nossa Senhora, conduzindo flores até os pés de sua imagem, confiando a Ela sua vocação e missão. Em seguida, as esposas dos diáconos casados também foram homenageadas com rosas, como gesto de reconhecimento e gratidão pelo apoio e pela entrega conjunta à missão eclesial.
A partir de agora, os novos diáconos permanentes atuarão como colaboradores diretos do bispo e dos presbíteros, especialmente no serviço da Palavra, da Liturgia e da Caridade, fortalecendo ainda mais a presença da Igreja junto ao povo de Deus.
Os diáconos permanentes
1- Alex Lawrence Estanislaw de Faria – Paróquia São Cristóvão – Pouso Alegre
2- Alexandro Henrique da Silva – Paróquia São Francisco de Paula – Poço Fundo
3- André Luiz Leão – Paróquia Nossa Senhora das Graças – Itajubá
4- Anízio Salvador da Silva – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Pouso Alegre
5- Antônio Moreira Simões – Paróquia São José – Congonhal
6- Euzébio Augusto Coutinho – Paróquia São José – Congonhal
7- Fábio Roberto Menegon – Pároquia São Sebastião – Andradas
8- Francisco de Paulo Ribeiro – Paróquia São Cristóvão – Pouso Alegre
9- Geraldo Mariano Mendes – Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Borda da Mata
10- José Dimas Rennó – Paróquia Santo Antônio – Itajubá
11- Luciano Zane – Paróquia Bom Jesus/Catedral – Pouso Alegre
12- Lúcio Flávio de Oliveira – Paróquia São José – Congonhal
13- Luís Renato Pereira – Paróquia São Francisco de Paula – Poço Fundo
14- Paulo Bochi Ribeiro – Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Santa Rita do Sapucaí
15- Paulo César Gonçalves – Paróquia São Benedito – Itajubá
16- Ribamar Guedes de Oliveira – Paróquia Nossa Senhora das Graças – Itajubá
17- Riuvânio Rodrigues Ferreira – Paróquia São Francisco de Assis – Monte Verde
18- Roger Faria Caetano – Paróquia São José – Paraisópolis
19- Wagner Alves Portugal – Paróquia São Cristóvão e São Benedito – Extrema
Texto e Imagens: Giuliano Beraldo
Curso de educação e catolicismo gratuito é promovido pela Faculdade Católica e Pastoral da Educação
Em parceria com a Faculdade Católica de Pouso Alegre-MG, a coordenação arquidiocesana da Pastoral da Educação promoverá um curso de extensão universitária sobre a educação no magistério da Igreja.
O objetivo é encantar e capacitar profissionais da educação em todo o território da Arquidiocese para a formação da Pastoral da Educação nas paróquias.
Serão 6 encontros on-line, às quartas-feiras, quinzenalmente, nos quais serão abordados os principais documentos da Igreja sobre educação.
O curso será gratuito e aqueles que desejarem participar deverão realizar a inscrição pelo link
#Reflexão: 18° domingo do Tempo Comum (03 de agosto)
A Igreja celebra o 18° domingo do Tempo Comum, neste domingo (03). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Ecl 1,2.2,21-23
Salmo: 89(90),3-4.5-6.12-13.14 e 17 (R. 1)
2ª Leitura: Cl 3,1-5.9-11
Evangelho: Lc 12,13-21
ILUSÃO DOS BENS MATERIAIS
Escutando a primeira leitura deste domingo, temos o conteúdo principal para aprofundarmos o que Jesus propõe no Evangelho deste final de semana. O autor do livro do Eclesiástico representa muito bem a angústia daqueles que descobrem, após tanta loucura pelas coisas materiais que, ao final de tudo, não restou nada de importante e de bom: “tudo é vaidade”. Muitos passam a vida acumulando bens e propriedades, pensando em um dia poder usufruir de tudo, mas acabam não vivendo o presente e o futuro nunca chega. Não deixa um bom exemplo como pessoa, mas somente aquilo que ele correu atrás toda sua vida: seus bens. Dessa forma, os herdeiros não fazem outra coisa que brigar por aquilo que não conquistaram, conforme o próprio autor descreve na primeira leitura. A herança que deveria ser dividida, acaba que por dividir as pessoas.
Jesus no Evangelho também se deparou com uma situação muito semelhante. Dois irmãos não estavam de acordo sobre a divisão de seus bens. Um deles pede que Jesus fosse juiz entre os dois e obrigasse a divisão justa da herança. A reação de Jesus é muito significativa pra nós. Nosso Senhor não entra no mérito de quem tem razão ou se há alguma injustiça, mas sim sobre o fato de querer envolver Deus em negócios que nós mesmos podemos resolver. Existiam leis (religiosas e civis) que regulavam aquela questão, bastaria apelar para aquilo que já existia e tudo estaria resolvido. Jesus critica a atitude de um deles que não pede, mas ordena o que Ele deveria fazer.
A questão suscitada pelos dois irmãos deu margem para Jesus ampliar o assunto e apresentar o principal problema entre eles e ainda muito presente no mundo de hoje: a ganância. A parábola proposta por Cristo revela que Ele tinha uma ideia mais profunda sobre a questão.
Jesus apresenta, inicialmente, uma advertência fundamental sobre o excesso de apego aos bens deste mundo, pois mesmo que alguém esteja na abundância (de bens), isto não significa que ele já descobriu o fundamento para sua vida. Para ilustrar isto, Jesus conta uma parábola.
O homem da parábola de Jesus não é descrito com uma pessoa ruim, um ladrão ou um injusto. Ele representa aquilo que muitos neste mundo vivem. Ele possuía sua propriedade, já era rico, tinha trabalhado muito, já tinha obtido progressos no ano anterior (os celeiros já estavam cheios) e tinha obtido grande progresso na nova colheita, mas tudo isto não lhe trazia paz e sossego. A riqueza que a terra tinha produzido naquele ano lhe trouxe novas preocupações.
São Basílio de Cesareia (século IV) afirma que a sua pergunta: “Que farei?” é a mesma que os pobres fazem diante da fome e da miséria. Em certo sentido, o rico agricultor se sentia ainda pobre e sem solução. A forma que procura resolver seu dilema é mais estúpida ainda: destruir o que já tinha construído. A riqueza que já tinha acumulado não era ainda capaz de lhe produzir paz e tranquilidade, a solução foi aumentar espaço para acumular ainda mais; ter tudo ao seu lado e bem protegido.
Pobre homem! Pois, achava que poderia dar segurança investindo em mais depósito e guardando tudo que tinha (seus bens) e aquilo que a terra lhe tinha dado. Segundo Jesus, tal rico fazendeiro concluiu seu pensamento achando que somente assim, poderia dar sossego a sua alma e segurança em relação ao futuro. A impressão que se tem que tal proprietário, até aquele momento não tinha vivido sua vida normalmente, mas passou sua existência correndo atrás de ter mais, acumular o máximo e proteger todos seus bens. Uma vida sufocada pela insegurança de não ter o suficiente e inseguro com o seu futuro.
O seu modo de pensar revela toda sua vida. Ele sempre apresenta tudo somente na primeira pessoa: eu e meu (em um texto com mais de 50 palavras, 14 estão ligadas a “meu”). Em nenhum momento, ele pensa na família, nos parentes e nem nos amigos. Nem Deus faz parte do seu diálogo consigo mesmo. Certamente, ele tinha muitos operários, nem eles faziam parte de seus planos. Um homem isolado em seu mundo, valores e prioridades onde não existem pessoas, somente seus bens. Vivia em um deserto e em profunda solidão, por isto era preocupado, por isto era inseguro e não encontrava motivo para viver uma vida normal: comer, beber e se divertir. A impressão que se tem que ele imagina “curtir a vida” (comendo e bebendo) fazendo tudo sozinho.
A acumulação de bens é a sua idolatria. E os ídolos devoram os seus próprios devotos, enganando-os: “Minha alma, tens bens suficientes para muitos anos; diverte-te e goza a vida”. O desejo de curtir e gozar a vida não é algo ruim, o próprio Evangelho diz que a vida humana é uma constante busca pela felicidade. Mas o desafio da felicidade é que ela nunca pode ser solitária, deve sempre estar ligada à doação (Ermes Ronchi).
Jesus não é contra nem a riqueza e nem contra a propriedade, mas ao sentido da vida que aquele homem construiu para si onde ninguém, nenhuma pessoa, nem Deus, fazia parte. As coisas matérias podem nos oferecer certos prazeres e alegrias, mas se utilizamos tudo isto somente pra nós mesmos, tudo se transforma somente em problema, angústia e preocupação. É um “saco sem fundo”: nunca enche. O rico proprietário organizou sua vida em uma falsa ilusão de que as coisas materiais poderiam dar segurança, paz, satisfação e futuro, mas nada disso ele conseguia obter com suas riquezas que já possuía (já era rico) e a nova colheita lhe trouxe mais problemas.
Seu modo de vida, somente ele e seus bens tinham espaço, mas o pior de todos os seus erros: seu fechamento para o próximo, principalmente para com aqueles que nada possuíam. O povo da Bíblia afirma que os frutos da terra não nos pertencem, mas são dons de Deus, pois aquele que trabalha a terra faz o mínimo, os verdadeiros responsáveis por uma colheita são a natureza e Deus. O homem é somente administrador de tudo, para si e para os outros. Esta riqueza da partilha, aquele homem da parábola não tinha descoberto. Por isto que Paulo (2ª leitura) afirma que a cobiça (no Evangelho foi traduzida por avareza) é a principal idolatria.
O rico agricultor tinha sua vida tão fechada em seus bens que em nenhum momento se recorda de Deus, nem para agradecer pela colheita e nem para pedir por seu futuro. O mundo de hoje ainda insiste na ilusão de que a nossa vida não vai além de nossa existência na terra: as pessoas vivem para o momento e não para a eternidade. O futuro e o amanhã com suas etapas naturais (velhice e a morte) não fazem parte dos projetos de muitos. A vida é um constante correr buscando cada vez mais bens; de construir celeiros e esperar um dia usufruir sozinho de tudo que acumulou.
Jesus conclui a parábola chamando o sujeito de “insensato”, não de pecador ou criminoso, mas de uma pessoa que viveu sua vida correndo atrás de coisas que nunca conseguiram dar paz para sua alma. Uma vida inútil e vazia. Para Jesus o verdadeiro sentido da vida é aprender a compartilhar aquilo que temos e somos com outras pessoas. Quem mais sabe doar, mais rico se torna não de bens, mas de paz, amizade, satisfação e sentido de vida. Domingo passado, na oração de Jesus recordamos que pedimos o básico e fundamental para nossa vida “pão nosso de cada dia”, confiando que Deus Pai nunca nos deixará faltar o necessário para nossa existência. Jesus ao terminar sua vida neste mundo foi a pessoa mais rica que existiu aos olhos de Deus, pois doou tudo que tinha, inclusive nos deu tudo de que precisamos para a alegria eterna junto de Deus.
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Representantes das CEBs da Província Eclesiástica de Pouso Alegre se reúnem em Varginha
Ministros ordenados e animadores das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Província Eclesiástica de Pouso Alegre estiveram reunidos no domingo, 27 de julho, para o Primeiro Encontro Provincial das CEBs, do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O encontro aconteceu na Paróquia São Sebastião, na cidade de Varginha, Diocese da Campanha, no Sul de Minas Gerais. A Província Eclesiástica é formada pela Arquidiocese de Pouso Alegre, Diocese da Campanha e Diocese de Guaxupé.
Para iniciar o encontro provincial uma Missa foi celebrada. A Eucaristia teve a presidência do Padre Janício de Carvalho Machado, da Diocese de Guaxupé, e foi concelebrada pelo Padre Paulo Adolfo Simões, da Arquidiocese de Pouso Alegre e Padre José Roberto de Souza, da Diocese da Campanha.
Ainda no período da manhã, foi realizado um momento de reflexão sobre a espiritualidade das CEBs, com assessoria de Luís Henrique, da Diocese da Campanha. No período da tarde, foi desenvolvido trabalho de grupo, com vários temas e realizada a celebração de envio dos participantes, conduzida pelo Padre Paulo Adolfo.
O objetivo do encontro provincial foi reforçar o compromisso com uma Igreja Sinodal e reafirmar a importância das CEBs na construção de uma Igreja em saída, acolhedora, fiel a Jesus Cristo e considerando a todos ‘peregrinos de esperança’.
Os participantes também foram motivados a continuar na missão de anunciar Jesus Cristo em todas as comunidades, participar ativamente dos trabalhos pastorais nas paróquias, setores e foranias e fortalecer a animação das CEBs na Província e no Regional Leste 2.
De 03 a 05 de outubro deste ano está prevista a realização do Terceiro Encontro Mineiro das Juventudes das CEBs na cidade de Sete Lagoas, Diocese de Sete Lagoas (MG), com o tema ‘CEBs e Juventudes: Sonhadores com o Reino, no cuidado da Casa Comum’.
Texto: Éder Couto, com a colaboração do Professor Luiz Carlos Cunha.
Imagens: CEBs Província Eclesiástica de Pouso Alegre.
Encontro Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo é realizado em Pouso Alegre com lançamento do Diretório
Aconteceu no dia 12 de julho, sábado, das 14h às 17h, o segundo encontro arquidiocesano deste ano da Pastoral do Dízimo. Foi em Pouso Alegre, no Centro Pastoral da Catedral, D. João Bergese.
Foi estudado brevemente, o Diretório Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, e pensado em como divulgá-lo ao máximo às paróquias da Arquidiocese no segundo semestre, sobretudo mediante as reuniões dos Cosepas.
Também se estudou em síntese, o recente livro do Pe. Cristovam Iubel, pelas Edições CNBB, voltado justamente à formação dos agentes da Pastoral do Dízimo.
Se confirmou junto aos agentes presentes no encontro de formação, a continuidade do compartilhamento dos textos mensais de conscientização sobre o Dízimo, bem como a elaboração anual do calendário arquidiocesano da Pastoral do Dízimo, oferecido sugestivamente às paróquias da Arquidiocese, a serem distribuídos gratuitamente aos Dizimistas de cada paróquia, conforme se costuma fazer, na passagem de cada ano.
Oportunamente também se deu o lançamento do diretório Arquidiocesano da Pastoral do Dízimo que pode ser baixado Clicando Aqui
Fonte e Fotos: Pe. Rafael Gouvêa e Rosa Helena (assessor e coordenadora da Pastoral do Dízimo na Arquidiocese de Pouso Alegre).
#Reflexão: 17° domingo do Tempo Comum (27 de julho)
A Igreja celebra o 17° domingo do Tempo Comum, neste domingo (27). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Gn 18,20-32
Salmo: 137(138),1-2a.2bc-3.6-7ab.7c-8 (R. 3a)
2ª Leitura: Cl 2,12-14
Evangelho: Lc 11,1-13
JESUS ENSINA O PAI NOSSO
Sabemos que a oração é um dos momentos mais especiais na vida daquele que tem fé. Rezar é estabelecer um contato pessoal e íntimo com Deus. Jesus ensina aos seus discípulos não uma “fórmula” de oração com poderes, mas princípios fundamentais que recordamos quando repetimos a bela oração do Pai Nosso. Nas palavras do Pai Nosso estão condensados o verdadeiro retrato de Deus e também o nosso rosto de filhos.
Na primeira leitura, a história de Abraão nos apresenta o que significa rezar: é falar com Deus em um diálogo pessoal (tu com tu), franco, sincero e respeitoso. Abraão intercede por duas cidades completamente corrompidas pelo pecado. Deus estava já determinado abandonar aquela cidade ao seu próprio destino e resolveu compartilhar isto com Abraão. A passagem bíblica descreve Abraão como uma pessoa sensível e preocupada pelas pessoas das duas cidades. Ele sabia que em uma delas (Sodoma), habitava seu sobrinho Lot e, assim procura “negociar” com Deus a salvação dos habitantes da cidade, a partir de alguns poucos justos.
Abraão é descrito como alguém mais sensato e misericordioso em relação a Deus. Ele procura todos os meios para salvar aquelas pessoas; Deus é mostrado como um juiz severo, vingativo e frio, determinado em acabar com as cidades. Este era o pensamento e a forma que Deus era visto no AT: pune os pecadores e compensa os justos. Abraão procura corrigir Deus em relação a sua ação e vontade, mostrando que o princípio de que “todos devem pagar pelo erro de alguns” não era conveniente a um Deus que era chamado de justo e santo. A intercessão de Abraão em parte tem seu fruto, pois pelo menos conseguiu tempo para que os poucos justos saíssem da cidade.
Jesus é a plena revelação de Deus Pai. Nele não há ódio, vingança ou vontade de punir pecadores, mas um Deus da misericórdia, pronto a ajudar em tudo, como qualquer pai faz de tudo por um filho. Jesus, assim, corrigi a imagem de Deus, revelando que nosso Deus é diferente de nós.
No Evangelho deste domingo, Jesus procura ensinar seus discípulos não somente como rezar, mas como nosso Deus se apresenta quando rezamos. Tudo tem início depois de um longo momento de oração. Os apóstolos e Jesus conheciam as preces costumeiras e diárias que todo bom judeu deveria fazer, mas Jesus fazia muito mais: rezava longe das pessoas, sua oração pessoal e íntima se estendia por horas. Mas, o interessante é que Nosso Senhor somente ensina seus discípulos sobre a oração quando eles pediram. Os discípulos se interessaram após assistirem as tantas vezes em que Jesus se retirava para rezar sozinho.
Eles esperam Jesus retornar de mais um momento de profunda oração. Pedem que Jesus fizesse o mesmo que fez João Batista. Nós não sabemos como João e os seus discípulos rezavam, mas os apóstolos queriam que Jesus criasse e ensinasse um modo exclusivo e único de oração que passasse a ser algo que os identificasse e destacasse como discípulos de Jesus, dos outros grupos religiosos. Jesus faz muito mais do que isto.
Mais do que uma “fórmula mágica” de oração, o Pai Nosso é um compromisso de vida. Não compromete Deus com quem a invoca, mas sim, quem reza é que se compromete com uma forma de vida junto a Deus. Não é uma oração para pedir coisas, mas para sermos transformados por ela.
Lucas inicia com um simples: “Pai”, não há o pronome “nosso” [que se encontra na oração que rezamos de Mateus]. Quem reza é convidado a se apresenta diante de Deus não como servo, escravo, estrangeiro ou desconhecido, mas como filho(a). Este caráter fundamental condiciona toda a oração: a relação entre os dois lados (quem reza e Deus) se estabelece na forma mais profunda de relação que possa existir entre duas pessoas: de Pai/mãe e filho/filha.
Na oração reconhecemos não somente nossa proximidade e profunda relação que Deus tem conosco, mas também nos comprometemos em uma relação de filiação profunda. Como qualquer filho, zelamos pela nossa relação com nosso pai a partir do seu nome. O nome traz um resumo da pessoa. Quando não se tem consideração por uma pessoa, o desprezo já se inicia pelo mau uso do nome. Porque sabemos quem é Deus e o que Ele significa em nossa vida, a partir do seu nome, nossa relação já deve ser especial.
A oração continua com um projeto de Deus para humanidade: Reinar sobre todos. Muitos são os reinos que já se impuseram na história e outros procuram dominar a todos, mas nenhum é o Reino de Deus que Jesus procurou incessantemente ensinar. Reino do perdão, do amor, da misericórdia, da partilha, da pessoa com centro de tudo. Este é o Reino de Deus que pedimos na oração. Não o meu reino ou de qualquer ideologia, mas de Deus. Assim, pedimos que este Reino aconteça neste mundo, cujo dono não é um rei, mas um Pai. Com este desejo do Reino, podemos também pedir por nossas necessidades fundamentais.
O início da oração é um convite de intimidade profunda e pessoal entre cada um e Deus, mas os pedidos fundamentais são feitos como comunidade. Não se pede para cada pessoa, mas para todos, pois esta é uma das características do Reino de Deus cuja relação é pessoal com Deus, mas a vivência é comunitária e solidária.
“Pão” é um alimento comum a todos: está na mesa dos ricos e dos pobres. Representa tudo aquilo que é fundamental e necessário para o nosso bem. Pede-se não a abundância ou em excesso, pois certamente faltará para outros, mas o pão (o necessário) para hoje; amanhã renovamos nossa confiança e nosso pedido. Pedir o necessário para todos é algo que Jesus sempre nos ensinou.
Outro pedido fundamental é em relação ao perdão. Comprometemos-nos a perdoar o próximo da mesma forma que, sem condições, recebemos o perdão de Deus. Como Pai, Deus quer todo nosso bem e nos perdoa sempre, mas a graça da remissão das faltas está completamente condicionada ao nosso perdão ao próximo. E como é difícil perdoar como Jesus nos perdoou, mas exatamente porque aprendemos de Cristo que nos perdoa sem condições, devemos fazer o mesmo com qualquer outra pessoa. No Reino de Deus não pode haver ódio e falta de perdão, pois senão não é o Reino que Jesus nos ensinou.
Por fim, pedidos forças para que não sejamos vencidos durante a tentação. Não pedimos para sermos isentos da provação, mas sim para não sermos deixados sozinhos na luta contra o mal. É mais um pedido comunitário, como comunidade de irmãos e irmãs, igreja de Cristo. Sozinhos somos mais frágeis diante do mal que procura nos arrastar para o caminho da tentação, assim, pedimos que não sejamos introduzidos neste caminho, mas que permaneçamos dentro do Reino de Deus e de Jesus.
Jesus ainda aprofunda o tema sobre a relação especial que acontece entre Deus e quem reza. Com uma parábola, Jesus explica que não há obstáculo, desculpa ou condicionamento entre a pessoa que pede em oração e Deus que sempre atende, abre e concede. Entre nós, damos desculpa até para ajudar os outros quando eles precisam do necessário (como o “pão” na parábola) ou até mesmo quem é precioso para nós (um filho, um parente, os pais). Jesus nos esclarece que através da oração feita de forma sincera e em sintonia com o projeto de Deus, o acesso com Deus é direito e Ele sempre nos atende, mas naquilo que realmente precisamos. Ele nos conhece e está pronto a nos ajudar naquilo que é fundamental, com um pai sabe o que é melhor para o seu filho. E o maior tesouro que Deus nosso Pai pode nos conceder é o seu próprio amor que é o Espírito Santo.
Faça o download da reflexão em pdf.
#Reflexão: 16° domingo do Tempo Comum (20 de julho)
A Igreja celebra o 16° domingo do Tempo Comum, neste domingo (20). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Gn 18,1-10a
Salmo: 14(15),2-3ab.3cd-4ab.5 (R. 1a)
2ª Leitura: Cl 1,24-28
Evangelho: Lc 10,38-42
MARTA E MARIA: ESCUTAR É SERVIR
Acolher bem é sempre um modo de já demonstrar afeto e estima pela pessoa. O povo da Bíblia sempre cultivou esta virtude, pois também foi acolhido por outros povos até chegar à Terra Prometida.
Na primeira leitura, temos o belo exemplo de Abraão que abrigado do sol forte do meio dia, insiste para que três peregrinos desconhecidos aceitassem sua hospitalidade. Ele ofereceu o que tinha de melhor em sua casa e de suas coisas (pão da melhor farinha, bezerro gordo e coalhada). No diálogo que acontece entre eles, se descobre que são mensageiros de uma promessa divina: Abraão e Sara teriam um filho em um ano. O casal já tinha tentado de tudo satisfazer o pedido de Deus, mas não tinham compreendido como tudo deveria se realizar. A acolhida generosa de Abraão foi o último sinal para Deus para que o desejo de toda uma vida do casal (ter um descendente) se realizasse. A carta aos Hebreus medita esta passagem e diz que “alguns sem saber acolheram anjos” (Hb 13,2).
Lucas no Evangelho do domingo passado nos apresentou a história do Samaritano cheio de compaixão. Uma nova forma de viver a fé onde somos chamados a olhar com a mesma intensidade, profundidade e misericórdia o rosto de cada pessoa, principalmente dos mais necessitados.
No Evangelho de Lucas deste domingo, temos também o mesmo gesto sincero e alegre da acolhida, mas desta vez, de duas irmãs. Abraão acolheu três desconhecidos, Marta e Maria acolheram um grande amigo: Jesus. Lucas inicia recordando do caminho que estava fazendo Jesus com seus discípulos para Jerusalém. Quando iniciou sua jornada ainda na Galileia (Lc 10,1ss), Jesus tinha instruído os discípulos para entrar nas vilas, mas principalmente nas casas e ali iniciar a missão. No diálogo com o doutor da lei (Lc 10,25ss), Jesus apresenta o grandioso exemplo de um samaritano que encontrando-se em viagem, interrompe suas atividades para socorrer um moribundo desconhecido à beira da estrada. Agora é Jesus quem é acolhido em uma casa por duas irmãs.
Esta família tem um significado especial no Evangelho de Lucas e João. É uma família que nada se diz sobre pai, mãe, filhos..., mas somente de irmãs (em João, irmão e irmãs). O costume da época era o homem (pai) é que acolhia os hóspedes e as mulheres ficavam na cozinha preparando o que comer. Aqui, as duas acolhem, escutam e se relacionam diretamente com Jesus.
Todos estavam a caminho da Cidade Santa, mas Lucas afirma que é Jesus quem entra em uma vila e aceita ser acolhido dentro de uma casa habitada por duas mulheres. O termo “casa” em Lucas, além de significar o lugar da convivência familiar, também expressa a “intimidade do coração”. Como instruíra os discípulos (Lc 10,5ss), na casa que encontrarem acolhida, os discípulos deveriam oferecer a paz, agora é Jesus quem é recebido com alegria por duas mulheres.
Marta é quem toma a iniciativa de tudo, mas sua irmã (Maria) não faz o que ela esperava, pois Jesus estava em sua casa e, segundo Marta, Ele merecia o melhor. Aquela casa de duas irmãs [São João menciona Marta e Maria com um irmão, Lázaro], certamente não era entre as famílias mais ricas; nem poderiam oferecer um banquete, mas mesmo assim, Marta queria fazer o máximo e o melhor para o Mestre. Maria, estranhamente, não segue sua irmã, mas se coloca aos pés de Jesus para “escutá-lo”. A expressão “aos pés” não significa tanto uma posição onde Jesus estaria sentado e Maria aos seus pés [não existiam cadeiras nas casas simples], mas uma expressão que recorda um discípulo que está aprendendo do seu Mestre, por isto, em silêncio e tranquila, Maria somente escutava. Maria se senta para escutar; Marta se levanta para criticar.
Lucas descreve Marta com uma pessoa totalmente envolvida no serviço de casa. Certamente, ela estava procurando oferecer o melhor de si para Jesus, como Abraão o fez para os três estrangeiros na primeira leitura. Mas, como se trata de Jesus em sua casa, a atitude de Marta acaba deixando em segundo plano o principal. Aquela visita especial não queria um tratamento comum (receber uma bela refeição), mas algo diferente. Jesus não entrou na casa das irmãs para ser servido, mas para continuar servido. Não é Jesus quem deve receber algo, mas é Ele próprio quem deseja oferecer o melhor de si que são os seus ensinamentos. Nosso Senhor tinha instruídos os missionários ao serem acolhidos por uma família que deveriam comer o que o eles comiam; Assim, para Jesus bastaria o “mesmo prato de sempre”; Jesus é quem queria oferecer o melhor.
As duas irmãs deveriam ser muito próximas de Jesus e, possivelmente, não tinha sido a primeira vez que Jesus tinha estado naquela casa. Em nome de uma intimidade profunda, Marta resolve colocar tudo dentro de sua lógica e prioridade. Agitada como estava, ela resolve reclamar com Jesus de sua irmã. A presença de Cristo não tinha trazido paz para ela, mas não por causa de Jesus. A afobação nas tarefas de casa por causa da visita ilustre tinha roubado a paz de Marta que dirige palavras e críticas a Jesus sobre sua irmã Maria. Marta quer ensinar Jesus o que tem que fazer; sendo que Jesus, desde que entrou na casa já ensinava; Marta vê tudo, mas não escuta.
Assim, suas primeiras palavras são dirigidas a Jesus: “não te importa”. Marta critica Jesus colocando-O na mesma situação de sua irmã ou de alguém que não se preocupa com o excesso de atividade que ela (Marta) estava tendo. Ela coloca tudo apresentando ela mesma como modelo. Prevalece o “eu” (como centro) no seu discurso. Interessante que em nenhum momento Jesus exige algo das duas, mas Ele próprio que procura oferecer suas palavras. Marta não escuta o que Jesus dizia, mas via muito bem o que estava acontecendo. Marta tinha criado um modo pessoal de agradar a Jesus, mas acabou se sentindo conturbada com tudo. Marta queria que Maria, sua irmã, fosse como ela e agisse como ela. Marta não reclama diretamente com sua irmã, mas procura usar da autoridade de Jesus para confirmar seus princípios. Quantas vezes não fazemos o mesmo em nossas orações pedindo a Deus punição e castigo contra certas pessoas, achando que até Deus tem que se ajustar ao nosso modo de ver as coisas. Marta não é maldosa e nem deve ser vista como oposta a Maria. Ela tem uma preocupação legítima, mas exagerada: não era aquilo que Jesus esperava dela, ela queria oferecer algo que Jesus não necessitava. Marta reclama da indiferença de Jesus, de sua solidão e por fim, dá uma ordem a Jesus... Marta, definitivamente, não entendeu o sentido daquela visita especial.
Marta reclama de solidão em seu “serviço” (diakonia). Jesus estava em sua casa e Marta se sente sufocada pelo serviço que queria oferecer ao ilustre hóspede. Nosso serviço e nossas orações devem ser algo que devemos realizar com alegria e um meio de compartilharmos a nossa intimidade com Deus. Marta estava perdendo a oportunidade de primeiro ser servida por Jesus, para depois servir aos outros.
Jesus não entra no jogo de Marta, mas com carinho aponta aquilo que ela deveria corrigir nela mesma. Com duplo chamado: “Marta, Marta!”, Nosso Senhor procura, carinhosamente, corrigir Marta. Jesus resume muito bem em dois pontos: “Tu te inquietas e te agitas por muitas coisas!”. Jesus não critica o serviço e nem o desejo que ela tinha de fazer o melhor, mas sim a “agitação exagerada” e uma “inquietação interior” que Marta havia criado e tentava envolver Jesus.
Por fim, Jesus recoloca Maria ao centro do debate, mas não para fazer o que disse Marta, mas para apontar a sua feliz escolha. Maria optou em acolher de modo silencioso e tranquilo o melhor de Jesus que estava em suas palavras. Esta é a melhor e a primeira parte que nós devemos sempre recordar ao acolher Jesus em nossa “casa” (coração). Destaca-se nesta passagem o “silêncio” de Maria que por toda a passagem nada diz ou retruca, mas simplesmente escuta Jesus.
Nossas agitações exteriores tendem a nos dar a sensação de que nós estamos sozinhos e que tudo não tem sentido. Para Jesus, nada disso tem valor se não nos encontramos em paz e a mudança não depende de Jesus, mas de nós. Mais do que falar, exigir e até brigar com Deus, devemos nos colocar aos seus pés e acolher como um delicioso alimento, as palavras de vida de Jesus.
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Redentorista, Caio de Oliveira é ordenado presbítero por Dom Majella em Munhoz (MG)
A Arquidiocese de Pouso Alegre celebrou, no último sábado, 12 de julho, a ordenação presbiteral do Missionário Redentorista Caio de Oliveira Bueno. A cerimônia foi presidida por Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., Arcebispo Metropolitano, no ginásio poliesportivo Angelina Janotti de Souza, na cidade de Munhoz (MG), território da Paróquia Santa Cruz, que tem como pároco o Padre Paulo Giovanni Pereira.
A celebração foi o ponto alto de uma semana intensa de evangelização vivida pela comunidade local. Nos dias que antecederam a ordenação, a cidade recebeu as Santas Missões dos Redentoristas, marcadas pela visita da imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, encontros de oração e ações missionárias junto ao povo de Deus.
O rito com a imposição das mãos e a Prece de Ordenação foram conduzidos por Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre (MG), que presidiu a celebração. O tema da ordenação, escolhido pelo jovem redentorista, foi: “Vos darei pastores segundo meu coração” (Jr 3,15).
Em entrevista ao Portal A12, Pe. Caio de Oliveira contou a razão da escolha do lema:
“Esse lema vem desde o início da minha caminhada vocacional, justamente mostrando que o sacerdote deve ser pastor segundo o coração de Deus. Ser cuidadoso, ir atrás daquela ovelha desgarrada, atrás daquela pessoa necessitada.”
Durante a homilia, Dom Majella, bispo redentorista que presidiu a celebração, relembrou o objetivo dos Missionários Redentoristas:
“Os redentoristas cumprem uma função importante, a de serem pastores, educadores na fé e curadores dos corações feridos que passam cotidianamente pelos confessionários. Neste ano, você (Pe. Caio) é chamado a enfrentar esse mundo complexo e suas dificuldades como Missionário da Esperança, sendo forte na fé, alegre na esperança, fervoroso na caridade e inflamado de zelo apostólico.”
A celebração contou com a presença de familiares, amigos, confrades da Congregação, fiéis locais e o Superior Provincial da Província Nossa Senhora Aparecida, Pe. Marlos Aurélio, C.Ss.R., que destacou:
“Para nós da Província Nossa Senhora Aparecida, é um sinal de esperança que um jovem esteja confirmando todo o caminho vocacional formativo que ele já fez e hoje, dando seu sim definitivo através dessa ordenação.”
No domingo, 13 de julho, às 10h, Pe. Caio de Oliveira Bueno celebrou sua primeira missa na Igreja Matriz Santa Cruz, em Munhoz, sua comunidade de origem.






Sobre o neo-sacerdote
O Pe. Caio de Oliveira Bueno, C.Ss.R., nasceu em 26 de outubro de 1997, em Munhoz (MG), cidade onde cresceu e iniciou sua vivência de fé. É filho de Joel Muniz Bueno e Euzy Geralda de Oliveira Silva Bueno, e tem dois irmãos: Sara e João Paulo. Desde cedo demonstrou pr
ofunda devoção a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, herdada de sua mãe, e a Santa Rita de Cássia, devoção que floresceu ouvindo os relatos de sua avó.
Seu chamado à vida religiosa começou em 2013, durante uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida, onde conheceu o Irmão Vanderlei Policarpo, C.Ss.R., e se encantou com a vida de São Geraldo Majella e o carisma redentorista de anunciar a Copiosa Redenção aos mais pobres e abandonados.
Ingressou na Congregação Redentorista em 2015, em Santa Bárbara d’Oeste (SP), e cursou Filosofia na PUC-Campinas e Teologia no ITESP, em São Paulo. Também concluiu pós-graduação em Mariologia pela Faculdade Dehoniana de Taubaté (SP). Atuou pastoralmente em diversas comunidades no estado de São Paulo e viveu uma experiência missionária internacional em Paramaribo, no Suriname, terra do Beato Pedro Donders.
Em março de 2025 professou os votos perpétuos na Congregação do Santíssimo Redentor e foi ordenado diácono no Santuário Nacional de Aparecida por Dom Orlando Brandes.
Fotos e Informações: a12 e Província Nossa Senhora Aparecida
Redação: Giuliano Beraldo
#Reflexão: 15° domingo do Tempo Comum (13 de julho)
A Igreja celebra o 15° domingo do Tempo Comum, neste domingo (13). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Dt 30,10-14
Salmo: 68(69),14.17.30-31.33-34.36ab.37 (R. cf. 33)
ou Sl 18B(19),8.9.10.11 (R. 9a)
2ª Leitura: Cl 1,15-20
Evangelho: Lc 10,25-37
O SAMARITANO MISERICORDIOSO
Jesus sempre surpreendeu a todos com seus ensinamentos, mas principalmente com o seu modo de vida. Não era um homem de “belas palavras”, mas de exemplos concretos de vida e caridade, por isso, seus ensinamentos são profundos e questionadores. As pessoas se aproximavam de Jesus e sempre recebiam, gratuitamente, algo de especial e faziam uma experiência do amor de Deus. Este ponto em especial deve ter sido o principal motivo da oposição e até da ira daqueles que eram responsáveis pelo culto e pela religião da época. O judaísmo da época de Jesus apreciava muito mais um Deus da vingança e da punição e não um Deus da misericórdia. Assim, vários tentaram pegar Jesus em seus ensinamentos como no Evangelho de Lucas deste domingo mostrando que Ele não ensinava conforme a religião oficial.
O escriba era um entendido nas leis e na religião judaica. Ele se aproxima com uma intenção maldosa de testar Jesus em suas palavras. Chama-O de “mestre”, mas não tem intenção de ser discípulo. A questão apresentada era fundamental para qualquer pessoa que estava fazendo um caminho de fé (questão típica de um discípulo judeu: “o que devo fazer...”). Na pergunta, o escriba destaca o que era necessário “fazer” para herdar a vida eterna. Ele entendia que o caminho da salvação se resumia na prática (fazer) da Lei.
Seguindo a tradição dos entendidos da lei da época, Jesus rebate a pergunta propondo outra pergunta onde o aluno expõe o conteúdo aprendido no ensino. O mestre da Lei relembra o grande princípio do amor a Deus (Dt 6,5) com todo coração, alma, força e inteligência; era uma oração rezada diariamente pelos judeus. A resposta é dada com um verbo no futuro: “amarás...” e não no imperativo (“ame a Deus”). E acrescenta outro princípio, mas de uma forma muito simples, sem repetir o termo amor: “... e ao próximo como a si mesmo” (Lv 19,18). Na primeira leitura, vemos que a Palavra e os Mandamentos estão próximos e em nosso coração para colocarmos em prática, são princípios exigentes, mas não impossíveis ou inacessíveis.
Mas, o escriba querendo se justificar diante de Jesus (mostrar-se justo) amplia a questão com uma nova pergunta: “quem é o meu próximo”? Ele de qualquer modo se inclui na questão (“meu próximo”). Com este modo de perguntar, o escriba se coloca ao centro e queria saber quem ele poderia considerar como sendo o seu “próximo”. Para os judeus da época era aquele que vivia como ele: um judeu, religioso e fiel praticante da lei. Diante da nova questão, Jesus inova. Não lhe faz uma nova pergunta, nem rebate os princípios apresentados e nem propõe uma nova discussão a partir da lei, mas propõe uma nova prática para o seu cotidiano. Ele tira a discussão do Templo e das Escrituras e coloca a vivência da religião, nas estradas. Assim, Jesus concordava com o conteúdo do Mestre da Lei, mas divergia de sua prática.
A parábola conhecida por todos, inicia mencionando circunstâncias muito especiais para o judeu, mas também extremas. Um “homem descia de Jerusalém”. Ele não tem nome, nacionalidade, nada sabemos sobre o que ele tinha feito e aonde iria. Ele representa a condição comum e geral de todos: pode ser qualquer pessoa. Ele caiu na mão de bandidos que além de ser assaltado, ainda é maltratado e espancado, deixado quase morto a beira da estrada. Não conhecemos suas origens, mas as suas dores. O fato de estar “descendo de Jerusalém” nos dá a impressão de que se tratasse de um judeu piedoso que tinha realizado suas obrigações na Cidade Santa. Este mesmo detalhe (descer de Jerusalém) é mencionado para os dois próximos personagens.
Jesus continua a história afirmando que “por acaso” pela mesma estrada descia um sacerdote. Este religioso percorria o caminho que era feito por todos judeus que iam e retornavam de Jerusalém. Era o caminho do peregrino e do fiel. Tudo acontece por acaso na vida do sacerdote, mas foi algo providente da parte de Deus para o sujeito deixado quase morto à beira da estrada dos peregrinos.
O sacerdote era o personagem principal no culto judaico, pois oficializava as principais cerimônias e festas. Era uma pessoa que tinha contato com tudo que era de mais sagrado para um judeu. Jesus narra que o sacerdote “viu e mudou de estrada”. Foi casual o encontro, mas ele vê, mas não faz nada (“fazer”: pergunta inicial do escriba!). Um sacerdote quando “subia” para exercer o seu ofício no Templo em Jerusalém tinha que observar várias prescrições de pureza, entre elas, jamais tocar no sangue ou em um cadáver (o sujeito estava quase morto). Mas, o sacerdote estava descendo de Jerusalém (já estava livre de observar essas normas). Ele simplesmente, muda de lado da estrada. Jesus acrescenta que um levita (eles auxiliavam o sacerdote no templo) faz a mesma coisa: vê e muda de lado da estrada. Dois principais personagens do culto judaico nada fazem para prestar o mínimo de auxílio àquela pessoa deixada à beira da estrada quase morta. Escolhem manter as “mãos limpas” de sangue conforme a lei, mas o coração deles estava doente, impuro e muito longe de Deus. Sacerdote que esteve em Jerusalém para pedir misericórdia a Deus presidindo o culto, não tem misericórdia de alguém quase morto deixado a margem da estrada
O terceiro personagem surpreende a todos os ouvintes: um samaritano. Esses eram considerados impuros e infiéis, eram marginalizados e desprezados pelos judeus, principalmente pela classe religiosa. Talvez por isto, exatamente, esta pessoa faz muito mais que os dois religiosos. O samaritano também vê, mas vai além disto. Jesus nos diz que ele “encheu-se de compaixão”. Esta forma verbal já apareceu em Lucas na passagem de Jesus que vê e enche-se de compaixão pelo filho da viúva de Naim (Lc 7,11-17) e reaparecerá mais adiante na parábola do Filho Pródigo (15,11-32).
O samaritano que era visto externamente como alguém impuro e indigno, se mostra com um coração de Deus: cheio de compaixão. Jesus conta que ele “estava em viagem”, isto é, em serviço. Ele sim poderia dar uma desculpa, pois estava atarefado e com compromisso, mas não o faz. Ademais, ele estava em um território que não era o seu, mas dos judeus. O samaritano vê uma pessoa (um homem) não um inimigo ou um adversário. Ele se encontrava em terra de judeus e, certamente, aquele que “descia de Jerusalém” era alguém mais próximo dos judeus do que dos samaritanos. Mas, mesmo assim, ele vê e se enche de compaixão.
Os 10 verbos que se seguem são intensos. O samaritano interrompe seu caminho e atividade, se aproxima e toca o ferido curando suas feridas. O samaritano não tem preconceito e nem medo, pois entende que diante dele tem uma pessoa, um ser humano que precisa de ajuda. Ele não pergunta nada, não apresenta condições e nem limites no que faz, ele simplesmente age com o máximo de suas condições. A compaixão do samaritano faz com que ele gastasse não somente seu tempo, mas também seus bens: o vinho que continha álcool serviu para desinfetar; o óleo para aliviar as dores. Depois, concede ao doente o seu lugar na montaria e o conduz a um albergue. Como um servo, puxa seu animal onde estava o doente sobre a montaria como se fosse seu senhor. O samaritano além de gastar seu tempo e bens, gasta também um pouco de sua vida: passa a noite curando o doente. No dia seguinte, ele ainda gasta de sua riqueza para garantir a cura do doente. Ele faz muito mais do que uma simples ajuda. Cerca a pessoa de tudo que estava ao seu alcance.
Para o termo que traduzimos por “dono da pensão”, Lucas usa um vocábulo exclusivo que literalmente significa “acolhe a todos”. O samaritano conduz o ferido àquele que “acolhe a todos”, paga-o com “duas moedas” para que continuasse a cura e o tratamento, na época era o pagamento por dois dias de hospedagem. O samaritano promete depois de dois dias pagar o que o dono da hospedagem tivesse gasto a mais. Há uma forte ligação com a própria história de redenção de Jesus. A ressurreição no terceiro dia foi o preço que redimiu e curou todo o universo.
A compaixão que o samaritano nos ensina vai além de ver (como o sacerdote e o levita) e fazer alguma coisa somente. É encher-se de compaixão, de amor, é aproximar-se, tocar, doar de si e do que tem, promover o outro com atenção e bens.
Ao final, Jesus retoma a conversa com o escriba e refaz a pergunta em outra perspectiva: “qual dos três foi próximo daquele que caiu nas mãos dos ladrões?” Próximo - segundo Jesus – não é quem eu escolho como amigo ou que eu quero ajudar, mas quem Deus coloca em minha estrada. Não são os outros que devem se aproximar de mim, mas sou eu que devo ir ao encontro, sem limites e condições. Cada um é chamado a ser próximo do outro a começar dos mais necessitados, marginalizados, abandonados e deixados quase mortos nas estradas de nossa sociedade. Mas, somente iremos conseguir ser próximos dessas pessoas se nos enchermos de compaixão (de amor de Deus).
À resposta do entendido da lei, Jesus conclui com uma frase que vale para nós todos: “Vai e faze tu o mesmo!”
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