9ª Romaria Arquidiocesana ao Santuário Nacional

No sábado, 5 de julho, nosso arcebispo dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., dezenas de sacerdotes, diáconos, seminaristas e centenas de cristãos leigos e leigas tornaram-se peregrinos da 9ª Romaria Arquidiocesana ao Santuário Nacional de Aparecida.

Vindos de dezenas de paróquias, por volta das 4h30 da madrugada bastante fria, diversos grupos partiram de Pouso Alegre e outras cidades do território arquidiocesano e uniram-se na celebração da missa das 9h, presidida pelo arcebispo e concelebrada pelos padres.

Na homilia, após breve apresentação da arquidiocese à assembleia, que praticamente lotou o templo mariano, dom Majella destacou a comemoração do Jubileu dos 125 anos de criação da então diocese e afirmou que os romeiros eram peregrinos da esperança, que viviam a alegria da caminhada sob a proteção da Virgem Maria.

Destacou a palavra-chave que perpassa a leitura, o salmo e o evangelho, relação. Chamou atenção “para que se construam novas estruturas apoiadas em Jesus, representado pelo noivo do evangelho. Ser amigo do noivo para renovar as relações, estar com Jesus para criar novas estruturas, novas relações para assumir a novidade do evangelho, vivendo a festa a alegria”.
E concluiu “não deixemos cair de nossos ombros porque tem o perfume de Deus. Que nosso olhar fito na Virgem Maria renove a esperança em toda a arquidiocese de Pouso Alegre para vivermos a novidade do evangelho”.

Após a missa os romeiros rezaram o santo Rosário em frente ao monumento de Nossa de Fátima no pátio do Santuário.

No final da tarde,  renovados na fé, esperança e caridade, os peregrinos retornaram aos 50 municípios sul-mineiros, em cujo solo estão as 70 paróquias da arquidiocese.

Assista à missa na íntegra:

Texto: Luiz Gonzaga da Rosa

Foto e vídeo: https://www.a12.com


Lectio Divina: a Palavra divina na oração humana

A Leitura Orante da Palavra de Deus é um antiquíssimo costume cristão que colabora vivamente para que os fiéis estabeleçam a necessária relação de intimidade com a Bíblia, capaz de garantir-lhes o conhecimento de Deus, a compreensão do seu projeto salvífico e o aprofundamento na fé. A tradição de rezar com a Sagrada Escritura deita suas raízes na espiritualidade judaica, uma vez que os livros que contêm a revelação divina sempre foram venerados pelo povo de Israel como fonte primordial para o esclarecimento e para a vivência da fé: “que o livro desta Lei esteja sempre nos teus lábios; medita nele dia e noite, para que tenhas o cuidado de agir de acordo com tudo que está escrito nele” (Js 1,8). Embora tenha suas origens na reverência orante prestada pelo Judaísmo à Sagrada Escritura, foi com o monaquismo cristão que a prática de rezar com a Palavra de Deus se consolidou como método para o desenvolvimento de uma espiritualidade verdadeiramente bíblica.

Embora tenha sido o teólogo cristão Orígenes (185-253) o primeiro a utilizar o termo Lectio Divina para designar um método de oração com a Palavra de Deus, o hábito de ler a Bíblia a partir de uma perspectiva espiritual, buscando retirar da contemplação pessoal do texto divino uma mensagem capaz de orientar a fé e a vida, foi amplamente desenvolvido pelas tradições monásticas da antiguidade cristã, tanto no ocidente quanto no oriente. Os grandes ascetas da Igreja primitiva, que muitas vezes foram responsáveis pelo nascimento de grandes famílias monacais, tais como Santo Antão do Egito (251-356), São Pacômio de Tebaida (292-348), São Basílio Magno (330-379), São Jerônimo (347-420) e São Bento de Núrsia (480-547), incentivaram recorrentemente os cristãos, especialmente aqueles que optaram pela radicalização da vocação batismal através da consagração religiosa, à prática da Lectio Divina, ou seja, à Leitura Divina ou Espiritual ou Orante da Bíblia. No capítulo IV de sua Regra, o próprio São Bento, pai do monaquismo ocidental, ao tratar dos instrumentos da arte espiritual para a santificação do monge, orienta seus filhos beneditinos para que se exercitem diariamente na Leitura Orante enquanto uma boa obra: o monge deve “ouvir de boa vontade as Santas Leituras e dar-se frequentemente à oração”. Na esteira dessas experiências monásticas paleocristãs, surgiram diferentes ordens religiosas durante a Idade Média dedicadas à vida contemplativa, isto é, à vida de oração, que conservaram e perpetuaram a prática da Lectio Divina como um dos importantes fundamentos de sua espiritualidade.

Na segunda metade do século XI, liderados por São Bruno de Reims (1030-1101), um grupo de monges fundou em Chartreuse, na França, a Ordem da Cartuxa; rigorosos no propósito da vida solitária, silenciosa e contemplativa, os cartuxos observam até hoje, de acordo com o que está previsto no capítulo 21 do livro 3 da Regra Cartuxa, o seguinte: “sendo ocupação do monge meditar assiduamente as Sagradas Escrituras, até que se convertam em algo próprio à pessoa, quando se nos apresentam pela Igreja na Sagrada Liturgia, acolhemo-las como pão de Cristo”. Dessa forma, foi o cartuxo Guido II, no século XII, quem sistematizou os passos da Lectio Divina, registrando-os no opúsculo A Escada dos Monges. A exposição de Guido sobre a Leitura Orante deu origem ao que ficou conhecido como Scala Claustralium (do latim, Escada do Claustro); trata-se de um método de oração com a Bíblia cujos quatro passos são considerados degraus que formam uma escada espiritual que eleva o cristão que reza com a Sagrada Escritura até a graça de Deus: “embora dividida em poucos degraus, ela é de imenso e incrível comprimento, com a ponta inferior apoiada na terra, enquanto a superior penetra as nuvens e perscruta os segredos do céu” (A Escada dos Monges, cap. II). De acordo com a estrutura apresentada pelo monge cartuxo, a Lectio Divina deve ocorrer a partir de etapas sucessivas e crescentes em importância: a lectio (a leitura), a meditatio (a meditação), a oratio (a oração) e a contemplatio (a contemplação).

No primeiro degrau, chamado de lectio, o cristão-orante é convidado a levar “à boca o alimento sólido” (A Escada dos Monges, cap. III), lendo o texto bíblico com plena atenção e excitação racional. Enquanto lê pausada e repetidamente a narrativa, a consciência é convidada a persistir na intenção de abocanhar as palavras que compõem a matéria da oração, isto é, a entender o cenário, as personagens, as falas, os sentimentos etc. Aquele que reza com a Bíblia deve responder à pergunta: o que o texto bíblico diz? Para isso, inicialmente, não deve haver projeções interiores do sujeito no texto: é preciso deixar que o texto se apresente ao coração tal como ele foi escrito, sem mastigá-lo. Depois disso, o cristão-orante deve subir o segundo degrau: a meditatio. Deixando a materialidade do texto, ou seja, a leitura inicial que traz para o interior os elementos que formam a narrativa, faz-se necessário comer o alimento que fora levado à boca. Mergulhando no profundo do coração, é hora de perscrutar cada aspecto do texto para encontrar a mensagem que ele transmite; para isso, deve-se responder à questão: o que o texto bíblico diz para mim? Trata-se de mastigar o texto para perceber o sabor que Deus dá ao alimento que está na boca daquele que reza: “é Ele que dá sabor à sabedoria, e faz saborosa a ciência da alma” (A Escada dos Monges, cap. V).

O texto que diz algo é simultaneamente um convite para que o cristão-orante fale, é um chamamento ao diálogo com Deus, por isso o terceiro degrau é a oratio. A oração pede o sabor do alimento triturado pela meditação: “vendo, pois, a alma que não pode por si mesma atingir a desejada doçura de conhecimento e da experiência, e que quanto mais se aproxima do fundo do coração (Sl 64,7), tanto mais distante é Deus (cf. Sl 64,8), ela se humilha e se refugia na oração” (A Escada dos Monges, cap. VI). Enquanto reza motivado pela mensagem que extraiu da passagem bíblica, aquele que se exercita na Lectio Divina precisa responder: o que o texto me faz dizer a Deus? E, no mesmo instante em que a leitura se torna prece, a oração que sobe aos céus é respondida por Deus em forma de apelo à transformação da vida, de modo que o cristão-orante chega à contemplatio: “é a própria doçura que alegra e alimenta” (A Escada dos Monges, cap. III). Na contemplação, busca-se responder à pergunta: o que o texto me inspira a fazer? Trata-se do momento em que a oração se torna gesto concreto a partir da efusão da graça de Deus na alma: a contemplação, portanto, é ativa, conduzindo aquele que reza com a Bíblia a tornar-se aquilo mesmo que rezou através da mudança do coração, da mentalidade e das ações. O desfecho da Leitura Orante da Palavra de Deus ocorre quando surge no coração um propósito por meio do qual o cristão se converte em bem-aventurado, isto é, naquele que mergulhou de tal forma na Sagrada Escritura que seu testemunho se transforma num evangelho vivo a ser lido pelo mundo.

Como se pode notar pela explicação da Scala Claustralium, os degraus da Leitura Orante aproximam o cristão dos mistérios salvíficos contidos na Bíblia, transformando o conteúdo escriturístico num alimento para a fé e para a vida. O exercício cotidiano e assíduo da oração com a Palavra de Deus faz com que aquele que reza desenvolva a indispensável familiaridade com o texto sagrado, estabelecendo com ele uma profunda relação de conhecimento racional, apropriação espiritual e tradução moral. Por isso mesmo, a constituição apostólica do Concílio Vaticano II sobre a revelação divina, chamada Dei Verbum (do latim, Palavra de Deus), incentiva veementemente que a Bíblia seja redescoberta hoje pela Igreja como fonte de espiritualidade e método de oração através da Lectio Divina: “debrucem-se, pois, gostosamente sobre o texto sagrado, quer através da sagrada Liturgia, rica de palavras divinas, quer pela leitura espiritual” (Dei Verbum, nº. 25).

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#Reflexão: 14° domingo do Tempo Comum (06 de julho)

A Igreja celebra o 14° domingo do Tempo Comum, neste domingo (06). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Is 66,10-14
Salmo: 65(66),1-3a.4-5.6-7a.16.20 (R. 1)
2ª Leitura: Gl 6,14-18
Evangelho: Lc 10,1-12.17-20 ou mais breve 23,1-49

Acesse aqui as leituras.

Missionários da paz e do amor de Deus (72 discípulos)

Os textos do AT nos apresentam muitas imagens de Deus. Os profetas e escritores sagrados procuraram descrever alguns aspectos de Deus, muitas vezes, a partir da sua própria experiência humana e cotidiana, por isso algumas descrições de Deus têm muito mais de humano do que de divino: um Deus da guerra, da vingança, do terror etc. É com Jesus que temos realmente um perfeito retrato de Deus, revelação maior de como realmente é nosso Deus que Nosso Senhor nos ensinou a chamar de Pai. Jesus é o rosto de Deus no homem perfeito.

Mas, algumas passagens nos livros do AT nos chamam atenção pela forma ousada de descrever Deus, fugindo dos padrões de poder, força e medo. Isaías no texto deste domingo nos espanta mostrando-nos um Deus que podemos descrever como uma MÃE. Que cuida de todos não com poder divino, mas comparando com uma mãe cheia de carinho e dedicação para com seu filho. A ligação que nosso Deus Mãe possui para com o seu povo é o mesmo que liga profundamente uma mãe que doa seu leite para alimentar seu filho, momento mágico e suprime de mais puro afeto e amor. O povo que leu este trecho do profeta precisava desta mensagem profunda que o nosso Deus muito mais do que poder, Ele é cuidado; muito mais do que força, Ele é amor de mãe. 

Não existe força humana mais profunda que o amor de mãe que muito mais que gerar uma vida, se preciso for, entrega sua vida pelos seus filhos e filhas. Dar-se plenamente para o seu filho é um exemplo daquilo que Jesus realizou plenamente em sua vida. Primeiro nos elevando a todos indistintamente a categoria de filhos e filhas de Deus que nos ensina a chamar de Pai e depois doa o seu próprio sangue para nos salvar. Jesus nos ensina o caminho e resgata em nós a certeza que nosso Deus Pai e Mãe nos acolhe sempre em seus braços, nos dá vida e nada neste mundo pode nos separar Dele.

A experiência da comunhão e confiança com Deus, Jesus convida os discípulos a fazerem o mesmo conforme o Evangelho de Lucas deste domingo. Para o terceiro evangelista, os enviados foram muitos: 72 discípulos, muito mais que os 12 apóstolos, núcleo principal do grupo de seguidores do Senhor (Lucas diz: “O Senhor enviou outros setenta”), o número, talvez, esteja ligado a Moisés que reuniu 70 anciãos no deserto (Nm 11,16-25). Lucas se inspirando em Moisés, vê que a missão não poderia se reduzir aos 12 apóstolos, mas é uma obrigação universal, de todos os cristãos. Missão que a Igreja, depois do Pentecoste, executa através de alguns apóstolos e, especialmente, com Paulo. O Mestre Jesus os envia em uma missão desafiadora, cheia de perigos e insegurança como ovelhas em meio a lobos. Ele tem consciência dos desafios, mas muito maior é o amor e o amparo que Deus nos dá quando nos colocamos em missão. Nada e ninguém podem ser maiores que o amor assistente de Deus.

Jesus tinha se colocado como Pastor à frente de todos, agora o discípulo vai à frente do Mestre, mas para conduzir outros ao Senhor. O centro é sempre o mesmo: o Mestre Jesus. Dele parte tudo e todos devem se convergir para Ele. O missionário do Senhor é chamado a fazer a experiência da grandeza de Deus já em como se colocar a serviço de Deus. Deve ir sem nenhum sinal de poder, grandeza, segurança e riqueza, pois o maior tesouro que pode dar se encontra na Palavra que ele é chamado a anunciar. Nada pode ser obstáculo para Jesus chegar até as pessoas: coisas materiais e nem o próprio discípulo. Jesus é o centro de tudo e deve ser inclusive no anúncio, por isso, o missionário não se torna especial, mas somente a sua mensagem; ele é como um entre muitos, por isso, come e bebe aquilo que todos comem e bebem. A principal preocupação é com aquilo que ninguém ainda conhecia e precisava receber: A Palavra de Jesus. O discípulo é chamado a deixar tudo desde mundo para que o mundo recebe tudo de bom. Para o missionário, os valores e os contravalores não devem ter importância: roupas, riquezas, tipo de casa e nem apegos: às pessoas, prestígio e nem o ódio. Nada de ruim deve ser levado para frente, nem a poeira das sandálias. Tudo deve ficar para traz: as coisas boas que o mundo pode oferecer (alimento, conforto, prestígio...) e também as atitudes negativas que possuem o mesmo poder de segurar as pessoas: rejeição, ódio, vingança. 

O tesouro a ser conduzido encontra-se no coração e na vida do discípulo. Sua mensagem principal é de paz, mesmo que o mundo ao redor seja de  lobos, o missionário deve ser semeador da Boa Nova. Ele não é dono de nada, nem da Palavra e nem da obra, apenas instrumento de Deus. Não somos nós que temos que fazer algo, mas sim deixar Deus fazer algo através de nós. Mas, antes é preciso que a Palavra esteja viva em cada missionário. Por isso, Jesus envia de dois em dois. No costume antigo, era para que a mensagem tivesse a confirmação do companheiro, mas no grupo missionário de Jesus este costume ganha um valor especial. Os dois são chamados a testemunhar já na vida de desapego e confiança plena em Deus, aquilo que anunciam. A comunhão e a paz que anunciavam, os discípulos são chamados a mostrar visivelmente entre eles. Assim, a mensagem e a Palavra de Jesus tornam-se vida, pois iniciam em pessoas que a vivem e não somente anunciam. 

Chama-nos atenção da exigência clara e mais exigente da parte de Jesus: envia seus discípulos entre lobos. Fundamental que sigam como modelo de vida, o próprio Jesus. Estarão sempre cercados por todos tipos de pessoas e uma boa parte, serão como lobos nas palavras e no comportamento, mas os discípulos não devem se comportar da mesma forma. Como Jesus, devem semear a paz sempre e não responder o mal com o mal, violência com a violência.

São Paulo soube viver plenamente essa missão que os discípulos de Jesus começam a experimentar. Anunciar com convicção e vida, aquilo que carrega muito mais no coração do que na boca: Que Jesus deve ser o centro da vida de todos. Tudo deve convergir para o Senhor, por isso, tudo se torna relativo – segundo Paulo – diante de Jesus: leis judaicas, poder do mundo, riqueza e o prazer das coisas materiais. Tudo deve se tornar relativo para que Deus se torne absoluto em nós. Esta é a verdadeira paz que o mundo necessita e que não possui, pois muitos ainda estão agarrados a coisas intermediárias e sem valor. O homem possui um coração imenso que nada deste mundo pode preenchê-lo, somente Deus.

Os discípulos partem enviados por Jesus e a Ele retornam. A alegria foi contagiante, pois ofereceram tudo que tinham com as mãos e os bolsos vazios; deram o melhor que podiam, semearam a paz e plantaram a comunhão e o amor com o testemunho. São forças divinas ao alcance de todos e que nem o mal pode resistir. Mas, ainda tinha ficado um pequeno resto do brilho das coisas desta terra: o poder. Demonstraram certa ilusão em achar que tinham feito algo até mesmo contra o mal; pura ilusão, pois o poder sempre esteve com Deus que age através do missionário. Jesus encerra seu ensinamento esclarecendo que todos devem se alegrar, pois têm seus nomes escritos junto de Deus. Este é o prêmio melhor é irrevogável, a felicidade principal, pois está no céu. 

O mundo de hoje precisa de pessoas que compartilhem com a vida, a paz que somente Deus pode dar, mas para isso, é preciso ter a mesma paz, fazer a experiência do amor de Deus e, por fim, anunciar a todos neste mundo. A messe (a obra) é de Deus, mas sem nós e nossa disponibilidade, o mundo sempre ficará correndo atrás do que é passageiro e dificilmente encontrará o que é eterno.

Faça o download da reflexão em pdf.


Dom Pedro Cunha Cruz é nomeado bispo de Nova Friburgo

O papa Leão XIV nomeou na última quarta-feira (02), o atual bispo da diocese da Campanha, pertecente a Província Eclesiástica de Pouso Alegre, dom Pedro Cunha Cruz, como o 6° bispo da Diocese de Nova Friburgo no estado do Rio de Janeiro.

Dom Pedro Cunha Cruz nasceu no Rio de Janeiro, em 16 de junho de 1964. É bacharel em Filosofia e Teologia, com mestrado em Teologia Fundamental pela Pontifícia Universidade Gregoriana e doutorado em Filosofia pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz, em Roma.

Foi ordenado presbítero em 1990 e exerceu diversas funções pastorais e acadêmicas na Arquidiocese do Rio de Janeiro, como pároco, diretor de seminário, professor universitário e vigário geral. Em 2010, foi nomeado bispo auxiliar do Rio de Janeiro por Bento XVI.

Em 2015, o Papa Francisco o nomeou bispo coadjutor da Diocese da Campanha (MG), tornando-se bispo diocesano em 25 de novembro do mesmo ano. Atualmente, é bispo referencial da Pastoral da Educação e Cultura do Regional Leste 2 da CNBB e da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.

Saudação do Arcebispo Dom Majella à Dom Pedro Cunha:

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Dom Pedro e Dom Majella durante missa de formatura da Facapa em 2025

DOM JOSÉ LUIZ MAJELLA DELGADO, C.Ss.R.
POR MERCÊ DE DEUS E DA SÉ APOSTÓLICA ARCEBISPO METROPOLITANO DE POUSO ALEGRE

PROVÍNCIA ECLESIÁSTICA NO SUL DE MINAS SAÚDA
DOM PEDRO CUNHA CRUZ

A Província Eclesiástica de Pouso Alegre, através de seu metropolita, Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., saúda Dom Pedro Cunha Cruz por sua nomeação como Bispo Diocesano de Nova Friburgo, no Estado do Rio de Janeiro, com desejo de profícua missão "que tem como fundamento os apóstolos e os profetas e o próprio Jesus Cristo como pedra principal" (Ef 2, 20). Que assistido pelo Santo Espírito, como "Servo de Jesus Cristo", possa anunciar destemidamente o Evangelho e perseverar na fé "dos que creram sem terem visto" (Jo 20,29b).

Na oportunidade, agradecemos pela presença no Sul de Minas, apascentando o rebanho campanhense, onde por 10 anos, na comunhão das igrejas particulares e na fraternidade episcopal cumpriu sua missão sendo sinal do Cristo Bom Pastor.

Nós o felicitamos pela nomeação, que representa, também, um retorno às suas raízes de origem.

Deus o recompense pelo bem realizado em nossa Província!

"A paz esteja convosco" (Jo 20,26c).

Pouso Alegre, 03 de julho de 2025. Festa de São Tomé, Apóstolo.

Fraternalmente,

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

Dom Pedro Cunha em Missa na Catedral durante o 6° dia da Semana Jubilar da Arquidiocese, em 21 setembro de 2022

 

Texto: Giuliano Cabral do Espírito Santo Beraldo

Fotos: Pascom Arquidiocesana

Informações: CNBB e Boletim da Santa Sé


Apostolado da Oração realiza peregrinação jubilar na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre

Na tarde do último domingo, 29 de junho, dia em que a Igreja celebra solenemente os santos apóstolos Pedro e Paulo, o Apostolado da Oração na Arquidiocese de Pouso Alegre realizou sua peregrinação jubilar à Catedral Metropolitana. O encontro fez parte das iniciativas do Jubileu “Peregrinos de Esperança”, convocado pela Igreja em todo o mundo como tempo de renovação espiritual e missionária.

A programação foi conduzida pela coordenação arquidiocesana do Apostolado, acessorada pelo padre Francisco Carlos Neto, e contou com momentos de oração, cantos, hinos, adoração ao Santíssimo Sacramento e Celebração Eucarística. Os participantes foram convidados a viver intensamente a espiritualidade própria do movimento, com ênfase na devoção ao Sagrado Coração de Jesus, e a acolher os frutos espirituais do Jubileu, como a indulgência plenária concedida aos peregrinos que atenderem às condições propostas pela Igreja.

O padre Vanildo Paiva, vigário paroquial da Catedral Metropolitana, acolheu os grupos vindos de diversas paróquias da Arquidiocese e conduziu uma profunda reflexão sobre a espiritualidade do Coração de Jesus, destacando a oração como caminho de esperança, confiança e união com o Senhor.

A peregrinação foi marcada por expressões de fé, comunhão e alegria, fortalecendo os laços entre os membros do Apostolado da Oração e reafirmando o compromisso com a missão de rezar com o Papa pelas intenções da Igreja e do mundo.

 

Texto: Giuliano Cabral do Espírito Santo Beraldo

Foto: Apostolado da Oração da Paróquia São José Operário | Pouso Alegre


Dom Majella participa do Primeiro Encontro Internacional dos Bispos Redentoristas

Entre os dias 21 e 28 de junho, ocorreu o Primeiro Encontro Internacional dos Bispos Redentoristas na Casa Suore di Maria Bambina, em San Pietro, Roma, com a presença do Dom Majella, Arcebispo de Pouso Alegre.

Este encontro tem como propósito compartilhar a experiência do ministério episcopal, ressaltando sua dimensão missionária à luz da vivência de Santo Afonso. Os bispos têm a oportunidade de vivenciar a vocação de seguir Jesus como missionários de esperança e misericórdia, sendo chamados a partilhar também o sofrimento de Cristo. Assim como todo missionário, eles não apenas evangelizam, mas também se deixam evangelizar pelos pobres.

Participaram do encontro em Roma 33 dos 65 Bispos Redentoristas que atuam ao redor do mundo. No Brasil, há 16 Bispos Redentoristas, dos quais 4 são Eméritos, 2 são Arcebispos, 9 são Diocesanos e 1 é Auxiliar. Dentre os participantes do encontro, 7 são Bispos brasileiros.

Na foto: Bispos brasileiros no Encontro Internacional dos Bispos Redentoristas, junto com o Pe. Rogério Gomes, brasileiro, Superior Geral dos Redentoristas. O Pe. Rogério Gomes, Pe. Geral dos Redentoristas. Ele é brasileiro, de Alterosa – MG

 

A programação do encontro teve início no dia 23 com a missa de abertura na Basílica de Santa Maria sopra Minerva, onde Santo Afonso foi consagrado bispo em 14 de junho de 1762. No dia 24, ocorreu uma missa na Basílica de Santo Afonso, local onde estão sepultados seus restos mortais, seguida de uma visita ao museu redentorista. No dia 25, aconteceram as atividades do Jubileu dos Bispos no Vaticano, incluindo a peregrinação à Porta Santa da Basílica de São Pedro, uma celebração eucarística e a catequese do Papa Leão XIV na mesma basílica. Entre os dias 25 e 28, estão programadas palestras, peregrinações e missas.

 

Na foto em destaque é a do grupo que foi tirada, na segunda (23), após a missa de abertura, na Basílica de Santa Maria sopra Minerva.

Na foto: Dom Majella junto ao cardeal Mykola Bychok, redentorista ( é o cardeal mais novo da Igreja) . Pertence à Igreja Greco-Católica Ucraniana. Atualmente está na Eparquia em Melbourne - Austrália. Sua igreja e do rito bizantino.

 

Bispos redentoristas brasileiros junto ao túmulo de Santo Afonso, na Basílica de Santo Afonso - Pagani - Itália

Catedral de Santo Afonso e o convento dos missionários redentoristas, em Pagani.

Como parte da programação do encontro, na quinta-feira, dia 26, o Papa Leão XIV recebeu em audiência, na Sala do Consistório do Vaticano, os bispos Redentoristas e Scalabrinianos.

O Pontífice iniciou seu discurso expressando satisfação pela oportunidade de se reunir com os bispos, ressaltando a importância desse encontro: "A escolha de duas Congregações religiosas para se reunirem e refletirem com seus confrades que se dedicam à Igreja no ministério episcopal." Ele enfatizou que "trata-se de um intercâmbio que certamente enriquece os bispos presentes, suas comunidades e todo o Povo de Deus, como ensina o Concílio Vaticano II."

O Papa também destacou o serviço aos migrantes e a evangelização dos pobres, afirmando: "A Igreja é grata aos seus Institutos, que aceitaram, ao nomear bispos entre seus membros, um sacrifício considerável em tempos de escassez de religiosos." Ele concluiu ressaltando que "o serviço à Igreja inteira é a graça e a alegria mais bonita para toda família religiosa."

No encontro com o Papa Leão XIV, e após a bênção concedida pelo Pontífice, Dom Majella cumprimentou-o e solicitou a bênção para a Arquidiocese de Pouso Alegre.

Fonte: Vatican News/ Vatican Media

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


Coordenação da Pastoral familiar se reúne em Pouso Alegre

Aconteceu no dia 21 de junho, na quadra do Santuário Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre, uma formação realizada pela coordenação da Pastoral Familiar Arquidiocesana, com os autores do Livro da Catequese de Matrimônio: André e Karina Parreira; livro utilizado na Catequese Matrimonial em nossa Arquidiocese.
O tema abordado foi sobre a Sexualidade no Matrimônio.

Este encontro de Formação foi para todos agentes da Pastoral Familiar e outros movimentos que trabalham com a família.
Estiveram presentes 246 pessoas. Padre Tiago, coordenador arquidiocesano de Pastoral, e Cônego Mauro de Morais, assessor eclesiástico da Pastoral Familiar arquidiocesana, também estiveram presentes.

Foi uma tarde de muito aprofundamento e conhecimento do tema, dentro da Doutrina da Igreja Católica.

Texto e fotos: Francini Sales Silva Batista
Laercio Batista Guedes


Coordenadores paroquiais se reúnem para aprofundar espiritualidade do MESC em encontro diocesano

Translator

 

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Na manhã deste sábado, 21 de junho, a Diocese promoveu um importante encontro formativo com a presença de cerca de 70 coordenadores e vice-coordenadores paroquiais do MESC (Ministério Extraordinário da Sagrada Comunhão). O evento contou com a participação de representantes de todos os setores pastorais da Diocese e foi marcado por momentos de escuta, partilha e aprofundamento da espiritualidade que sustenta esse ministério tão precioso na vida da Igreja.

Da esquerda para direita: Pe. Anderson, Fátima e Antônio Carlos

A condução do encontro ficou a cargo do leigo Antônio Carlos, da Paróquia de Borda da Mata que com simplicidade e profundidade, convidou os participantes a redescobrirem a beleza do serviço ao altar e aos irmãos, lembrando que a missão do ministro é antes de tudo uma vocação para viver e testemunhar o amor eucarístico de Jesus no cotidiano.

Alguns Integrantes do encontro dos Mesc

Além do conteúdo formativo, o encontro  reforçou a unidade e o compromisso comum com a missão da Igreja. Os coordenadores também puderam partilhar as experiências e desafios vividos em suas comunidades, fortalecendo o espírito de comunhão entre as paróquias.

Ao final da manhã, os participantes saíram renovados no desejo de servir com mais zelo e humildade, conscientes de que a espiritualidade do MESC nasce do encontro profundo com o Cristo presente na Eucaristia e se realiza no amor concreto aos irmãos.


#Reflexão: 12° domingo do Tempo Comum (22 de junho)

A Igreja celebra o 12° domingo do Tempo Comum, neste domingo (22). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Zc 12,10-11.13,1
Salmo: 62(63),2abcd.2e-4.5-6.8-9 (R. 2ce)
2ª Leitura: Gl 3,26-29
Evangelho: Lc 9,18-24

Acesse aqui as leituras.

QUEM EU SOU PRA VOCÊ?

Encerradas as celebrações do tempo da Páscoa com o Pentecostes e as solenidades que completam este forte tempo da Igreja (Trindade e Corpus Christi), retomamos nossa reflexão aos domingos do Evangelho de São Lucas. 

No Evangelho deste domingo, tudo inicia com a oração de Jesus. Lucas diz que Jesus “estava num lugar retirado e os discípulos estavam com Ele”, é uma oração comunitária, mas encabeçada pelo Mestre Jesus. No silêncio da oração, as palavras são desnecessárias, pois quem fala é o coração. Mais do que orações o que prevalece é a contemplação como de duas pessoas enamoradas que já se contentam em estar um ao lado do outro. Quando os olhos são transparentes e estão em sintonia com a alegria do coração, a presença e a troca de olhares já são suficientes, as palavras são desnecessárias, quando o coração grita mais alto. 

Em nossas orações, costumamos, às vezes, questionar e colocar em dúvida não a existência de Deus, mas sua eficácia e o modo Dele de agir. Assim, a pessoa acaba que por considerar Deus como alguém distante, incerto e inseguro no seu agir.

Hoje não é Jesus que é interrogado, mas Ele próprio que pergunta aos seus discípulos. Ele conhece os seus, mas quer ajudá-los a se posicionar melhor em relação a Ele próprio, como Mestre. Jesus não quer discípulos que somente “caminhem” atrás Dele, mas sim, discípulos que tenham consciência de quem eles estão seguindo. 

Na primeira pergunta, Jesus busca saber o que eles ouviram das pessoas. Os apóstolos conviviam com Jesus, mas o povo não; Os seus discípulos viam e O ouviam em todos os momentos, as pessoas somente quando buscavam Nosso Senhor para obter algum milagre. 

Em um primeiro momento, os apóstolos partilharam o que as pessoas de longe e de momentos casuais conseguiram perceber do seu Mestre. As respostas foram profundas e questionadoras, mas ainda incorretas e limitadas. O povo percebeu que Jesus era alguém especial, um profeta, um homem de Deus, mas as pessoas não conseguiram ir além daquilo que já conheciam do passado. As respostas das pessoas estavam ainda ligadas a um passado distante (profeta, Elias...) e a um tempo que já tinha se encerrado recentemente (João Batista).

Jesus não recrimina a falta de precisão das pessoas, pois não tinham o privilégio de conviver com Ele, de ouvi-Lo em todos os momentos e de experimentar todas as sensações que alguém poderia ter estando na presença de Deus.

Nosso Senhor se revelava em cada gesto, palavras e ações, mas as pessoas se limitavam ao externo, ao superficial e ao momentâneo. Recorriam a Jesus quando precisavam; pediam aquilo que mais afligia suas vidas e permaneciam com Ele até obter o que precisavam, mas não o seguiam como discípulos. Buscavam soluções para os seus problemas, mas não para suas vidas. Mesmo assim, Jesus nunca recusou uma cura, um milagre ou um abraço que lhe pediam.

É interessante apontar o que fez Jesus: pediu aos discípulos que escutassem o povo: “O que dizem o povo que Eu sou?” É necessário partir da escuta e das palavras das pessoas, mas ir além, aprofundar para ajudar a todos a conhecer melhor quem é, realmente, Jesus.

Assim, Jesus introduz sua segunda pergunta com um “porém” no início, para mostrar que eles deveriam ir além da simples resposta das pessoas. Os apóstolos e todos que o seguiam deveriam ter algo mais profundo e que justificasse todas as renúncias que tinham feito. Eles não poderiam se contentar com uma fé baseada naquilo que escutavam ou que experimentavam momentaneamente. 

Jesus não estava interessado em suas opiniões e nas impressões que eles tinham do seu Mestre, mas queria ajudar os discípulos a se posicionar em relação a tudo que estaria justificando tantas renúncias da parte deles. Jesus não esperava definições e nem palavras, mas uma razão de vida para tudo. Não queria somente ouvir suas conclusões, mas escutar seus corações.

Nosso Senhor não precisava da opinião dos discípulos e do povo para prosseguir sua missão, mas era necessário que eles se posicionassem de forma profunda e decisiva. Cristo estava interessado em confrontar sua profunda relação com os apóstolos e ajudá-los a acolhê-Lo com a mesma intensidade. O povo tinha ideias e impressões; os apóstolos precisavam ir além e se posicionar diante da pessoa de seu Mestre, muito mais do que o seu poder. Na resposta do grupo dos discípulos estaria o próprio futuro que eles esperavam.

Cristo não é aquele que eu digo que é, mas aquele que eu vivo e que dá sentido à minha vida. Ele não está interessado em minhas palavras e ideias, mas o que arde em meu coração.

Pedro foi certeiro em sua resposta: “Tu és o Cristo de Deus!” Acreditar em Jesus como “Cristo” era afirmar que Ele era o “Messias”, isto é, a salvação que todo o povo de Deus esperava. Mas, Jesus sabia que aquele salto significativo que Pedro tinha feito até aquele momento presente (Jesus é o Messias), no entanto, tinha ainda muitos limites e até riscos. 

Depois de tantas perguntas e respostas, Jesus impõe o silêncio em relação à resposta de Pedro. Havia o risco que todos começassem a falar do Messias baseando-se somente nos milagres, no poder de curar e de expulsar demônios. É o Messias que ainda hoje fascina as pessoas e continua a ser a principal mensagem de muitos.

Jesus, no entanto, procura alertar o grupo que Ele será Messias de uma forma tão humana e frágil, tão insignificante e que todos procuram fugir: através do sofrimento, da rejeição, da humilhação, da morte e depois de três dias, a ressurreição. O profeta Zacarias na primeira leitura fala de um espírito de graça e de oração para entender “aquele que será transpassado”.

Os milagres e o poder de Jesus foram e continuam sendo um bem imenso na vida das pessoas, mas são respostas para um momento e circunstância da vida de quem se aproxima Dele. A sua morte na cruz e a sua ressurreição é o que tornam Jesus o verdadeiro Messias e Salvador.

Jesus quer discípulos que assumam este projeto de salvação para a humanidade. E os apóstolos entenderam isto somente depois com a iluminação que o Espírito Santo trouxe para todos. Jesus nos ama e nos salva, não somente quando nos cura de nossos males, mas principalmente por ter se entregado a morte por nós. Mais do que o poder de suas palavras e de suas mãos, foi o seu sangue que nos salvou definitivamente da morte pelo pecado. 

Por fim, tudo termina com um convite. Após a revelação que Jesus fez, um novo Mestre se apresentava a todos, por isto, era necessário repetir o convite originalmente feito aos seus apóstolos: “Se alguém quer me seguir...” É um convite que não se impõe e não ameaça, não amedronta e nem exclui, mas espera uma resposta sincera e verdadeira de cada um. Jesus não pressiona e nem constringe ninguém, faz um convite aberto esperando somente uma resposta sincera. É um chamado livre “se você quiser” que espera uma resposta também livre.

Jesus completa e esclarece que todos deveriam refazer seus sonhos, rever suas motivações e redirecionar seus projetos. Era fundamental seguir Jesus, mas como Ele mesmo prossegue sua jornada: renunciando a si mesmo e abraçando completamente o Messias do modo que Ele próprio se mostrou; tomar a cruz, não a de Jesus, mas a cruz que cada um precisa assumir ao se posicionar ao lado do Mestre; era necessário um renovado compromisso que deve ser refeito diariamente: “tomar a cruz a cada dia” e, finalmente, segui-Lo.

A pergunta de Jesus ainda hoje necessita de uma resposta de cada um, mas uma resposta que seja livre, sincera e definitiva; como uma cruz que cada um precisa assumir junto com Jesus.

Uma observação sobre esta passagem onde Jesus pergunta sobre a opinião das pessoas. Este momento é decisivo nos três Evangelhos (Mt 16,13-21; Mc 8,27-31; Lc 9,18-24), pois a partir desta revelação que Pedro diz, Jesus começa a preparar os discípulos fazendo três anúncios da sua Paixão e se encaminha para Jerusalém.

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Crismafest 2025 reúne quase 2 mil jovens em celebração marcada pela fé e pela alegria

No último domingo, 08 de junho, data em que a Igreja celebrou a Solenidade de Pentecostes, aconteceu a décima edição do Crismafest — um dos eventos mais aguardados pela juventude católica da Arquidiocese de Pouso Alegre.

 

Realizado no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, o encontro reuniu cerca de 1900 pessoas, entre crismandos, catequistas, seminaristas, religiosos, escoteiros e jovens voluntários.

 

O Crismafest 2025 teve como tema inspirador a passagem bíblica de 2 Timóteo 1,6: "Reaviva o dom de Deus que há em ti", fortalecendo o propósito do evento de despertar nos jovens o compromisso assumido no Sacramento da Crisma e a vivência concreta da fé cristã.

 

Promovido pela Coordenação da Pastoral Bíblico-Catequética da Arquidiocese — representada pelo Pe. Luciano e por Kelly, junto aos coordenadores dos nove setores pastorais — o Crismafest é voltado especialmente para os catequizandos de Crisma de todas as paróquias da Diocese de Pouso Alegre. Desde sua primeira edição, em 2015, a pedido de Dom Majella, o evento tornou-se tradição e é realizado anualmente no domingo de Pentecostes, com exceção dos anos de 2020 e 2021, quando foi suspenso devido à pandemia da COVID-19.

 

A edição deste ano contou com a presença de 1.655 crismandos, que participaram de um dia inteiro de atividades, das 8h às 17h, incluindo momentos de espiritualidade, animação, reflexão, partilha e, ao final, a Santa Missa no próprio Seminário. A animação ficou por conta do Grupo de Jovens Oásis, que trouxe energia, música e espiritualidade ao encontro, além do apoio da equipe de Escoteiros e voluntários que cuidaram da lanchonete e da organização do evento.

 

“Esse momento é muito mais do que um simples encontro. É uma experiência profunda de unidade entre os setores, um espaço de partilha e de vivência da ação do Espírito Santo. É emocionante ver o entusiasmo e a fé dos jovens, que aguardam com ansiedade por esse dia especial”, afirma Kelly, da Coordenação Arquidiocesana.

 

O Crismafest reforça o compromisso da Arquidiocese de Pouso Alegre com a formação da juventude, promovendo encontros que unem fé, alegria e comunhão eclesial. Ao reavivar o dom de Deus em cada jovem, o evento se torna um verdadeiro Pentecostes moderno, fortalecendo as raízes da fé e inspirando os crismandos a assumirem com entusiasmo sua missão na Igreja.

 

Texto: Lidiane Brito, Pastoral da Comunicação.

Fotos: Equipe de catequistas e coordenadores do evento.

 

Confira alguns momentos: