Bispo que atua na França fala sobre a presença das Carmelitas de Pouso Alegre em Pontoise
Com informações da CNBB -
Segundo registros do setor que cuida dos dados da Organização da Igreja no Brasil na CNBB, atualmente sete bispos brasileiros vivem em outros países onde continuam exercendo diferentes serviços à Igreja. Cinco deles, a maioria, reside na Itália, um nos Estados Unidos e outro na França. Dom José Maria Pinheiro, bispo emérito de Bragança Paulista (SP), de 80 anos, vive a oito anos na diocese de Pontoise, na região parisiense.
A ida para a França, segundo ele, foi obra da providência Divina. Após se tornar bispo emérito de Bragança Paulista, sua renúcia foi em 16/09/2009, ele viajou à França para celebrar uma homilia de jubileu sacerdotal de um padre polonês que se tornou seu amigo quando era bispo auxiliar na diocese de Guajará Mirim (RO) de 1997 a 2003. Após esta festa jubilar, dom José Maria foi visitar o bispo local, seu conhecido, para comunicar que ficaria um mês em uma de suas paróquias com maior extensão e apenas três padres.
Um dos três padres veio a óbito no dia seguinte à sua instalação na paróquia e um outro comunicou ao bispo local, passado um mês, que deixaria o ministério. Frente à estes acontecimentos, o bispo pediu a dom José Maria a permanecer com ele na sede da diocese por mais um ano. No terceiro ano, o bispo o pediu para acompanhar 230 jovens de sua diocese que participariam da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013.
“Pretendia, indo ao Rio, ficar no Brasil pois a missão estaria cumprida. Foi quando o provincial dos Carmelitas de Paris e o bispo me pediram para encontrar carmelitas brasileiras para reforçar o carmelo local, onde havia nove monjas, todas idosas. Indo ao Brasil consegui nove jovens carmelitas de Pouso Alegre (MG). Então o bispo me pede para voltar afim de acompanhar as brasileiras na fase de adaptação. E assim fui nomeado capelão desse Carmelo”, relembrou.
O religioso disse sentir falta dos trabalhos pastorais do Brasil. “Cada país tem a sua especificidade e na minha idade é mais difícil adaptar-me a um novo modo de pastoral. Mas o que faço é suficiente e sinto-me muito feliz, graças a Deus”, disse.
Além de acompanhar as Carmelitas, o trabalho de dom José Maria desenvolve na sede da diocese de Pontoise, consiste em atuar como uma espécie de vigário paroquial da catedral, celebrando missas, confissões, batizados, casamentos, acompanhando famílias enlutadas e ajudando o bispo nas crismas. Além disto, celebra a cada quinze dias para uma grande comunidade de portugueses e acompanha, há quatro anos, uma comunidade de cerca de 120 migrantes brasileiros na diocese de Créteil, para onde se desloca de trem.
O religioso disse não sentir dificuldades pelo fato de estar morando em outro país. “Amo este povo e sou amado por eles. Tenho ótima relação com o bispo e com o clero local. O povo daqui elogia muito o povo brasileiro”, disse. Seu contato com a Conférence Episcopale Française, a conferência dos bispos da França, é pequeno e pontual. “Além do bispo de Pontoise, conheço alguns outros bispos mas não tenho nenhum contato com a conferência daqui. A conferência sempre publica notas de orientação ao povo, como faz a CNBB”, compara.
Conheça um pouco mais sobre o Carmelo da Sagrada Família em Pouso Alegre e sobre sua fundadora
Aborto: estatísticas corretas permitem definir políticas em defesa da vida
Com informações da CNBB -
A descriminalização do aborto voltou a pauta nacional com a convocação de uma audiência pública pela ministra do Supremo Tribunal Federal, Rosa Weber, que analisa um pedido do Partido Socialismo e Liberdade (Psol) na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.
A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.
Diante dessa realidade, o bispo de Osasco (SP) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB, dom João Bosco Barbosa Sousa escreveu um artigo que mostra que vem sendo divulgados números hoje sabidamente falsos sobre as estatísticas de abortos provocados.
Leia o artigo na íntegra:
Desde os anos 60, têm sido divulgados números hoje sabidamente falsos sobre as estatísticas de abortos provocados.
Quando o Brasil contava com apenas 80 milhões de habitantes, a revista “Realidade” (maio de 1966) publicava que se realizavam no Brasil um milhão e quinhentos mil abortos por ano. Em setembro do mesmo ano, a mesma revista descia aos detalhes: seriam exatamente 1.488.000 de abortos por ano.
Na mesma época, quando os Estados Unidos contavam com 200 milhões de habitantes, o médico que coordenou a campanha pela legalização do aborto em Nova York divulgava que se realizavam ali 1 milhão e meio de abortos por ano. Mais tarde, após o aborto ter sido legalizado, ele declarou publicamente que sabia que não passavam de 100 mil e que ele havia mentido, mas afirmou também que ninguém lhe havia perguntado as razões do número apresentado.
Em 2003, o atual vice ministro da saúde do Uruguai declarou em audiência pública no Senado que se realizavam no país 150.000 abortos por ano. No ano seguinte, o número foi corrigido para 33.000 abortos por ano, mas em 2006 já se falava em 52.000 abortos por ano. Próximo à legalização do aborto, passou-se novamente a insistir na cifra de 33.000 abortos por ano. Mas, após a prática ter sido aprovada pelo Congresso e quando o governo já declarava que não mais se faziam abortos clandestinos no país, verificou-se que se realizavam apenas seis mil abortos por ano no Uruguai.
Esse modo de tentar comprovar a necessidade de aprovar o aborto tem sido recorrente quando da discussão sobre o aborto. Os promotores do aborto sempre multiplicaram os verdadeiros números por 10 ou 20 vezes. O ardil sempre funcionou porque ninguém foi conferir as razões dos números.
Ao tramitar no Supremo Tribunal Federal a ADPF 442, que pretende declarar o aborto como um direito fundamental, repete-se a mesma tática. Não podemos assistir o mesmo filme e repetir os mesmos erros. É importante desmascarar uma impostura já conhecida e estudada, mas principalmente afirmar que os verdadeiros números apontam para a necessidade de políticas públicas com as quais as mulheres não precisam do aborto para serem socorridas.
No dia 29 de junho de 2018, um Jornal publicou artigo em que afirma ter obtido em primeira mão um levantamento que “consta de um relatório do Ministério da Saúde que deve subsidiar o STF em ação que pede a descriminalização do aborto”.
A notícia assegura que, no Brasil, se provocam 1 milhão e 200 mil abortos por ano. Sustenta, com base nestes números, que, em uma década, o SUS gastou R$ 486 milhões com internações para tratar as complicações do aborto, sendo 75% deles provocados. De 2008 a 2017, 2,1 milhões de mulheres teriam sido internadas por este motivo. Este número inclui as internações por abortos naturais e provocados, o que daria cerca de 200.000 internações por ano por causa de abortos. É deste total que o Ministério da Saúde afirma que 75% são de abortos provocados, o que representaria, por ano, 150.000 internações por aborto provocado e apenas 50.000 por aborto natural.
Mas, como pode ser isto, se no Brasil nascem 2 milhões e 800 mil crianças por ano? Ora, os tratados de medicina afirmam que o número de abortos naturais, que ocorrem, em sua maioria, na segunda parte do primeiro trimestre, representam, em média, 10% do número das gestações. Neste caso, como a grande maioria dos abortos naturais passa por internações hospitalares, somos obrigados a afirmar que a grande maioria das 200.000 internações por aborto no Brasil se devem a abortos naturais, e não a abortos provocados. Ademais, confirma este número qualquer médico com experiência em pronto atendimento obstétrico, que dirá que os abortos provocados representam, no máximo, e possivelmente com exagero, 25% das internações por aborto. Assim, teríamos, no máximo, 50 mil internações por ano de mulheres que provocaram abortos.
No Brasil, em 2010 e 2016, foram realizadas duas pesquisas nacionais sobre o aborto, patrocinadas pelo Ministério da Saúde e premiadas pela Organização Panamericana de Saúde. Estes estudos, intitulados “Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna”, encontraram que, de cada 2 mulheres que praticam o aborto, uma tem de ser internada.
Ora, no Brasil, temos 200.000 internações por aborto a cada ano, incluídos aí os abortos provocados e os abortos espontâneos. Este número está em diminuição há alguns anos, cerca de 10% ao ano, segundo o DATA SUS.
Os obstetras que trabalham em atenção emergencial nos hospitais dizem, conforme já exposto, que a maioria dessas internações são de abortos naturais. No máximo 25% seriam de abortos provocados.
Portanto, haveria, por ano, 50.000 internações por abortos provocados, no Brasil. Então, como para cada dois abortos uma mulher é internada, teríamos um total 100 mil abortos provocados por ano no Brasil.
Este número é coerente com os dados dos livros de ginecologia e patologia, que dizem que cerca de 10% das gestações terminam em aborto espontâneo entre o segundo e o terceiro mês. Vejamos: como no Brasil temos 200 milhões de habitantes e 2.800.000 nascimentos por ano, o número de abortos naturais deveria ser de aproximadamente 280.000. Sabe-se que a maioria destes casos são atendidos em hospitais, para curetagem ou outros procedimentos. Este número é coerente com as 200.000 internações por aborto no sistema de saúde.
Assim, quando se estima que a maioria das internações por aborto se deve ao aborto espontâneo, além do testemunho dos médicos, temos uma fundamentação estatística para isso. A estimativa de, no máximo, 25% de abortos provocados nas internações por aborto, portanto, é provavelmente um número já superestimado.
Além disso, temos os números do IBGE, em cuja Pesquisa Nacional de Saúde de 2013 se encontra a relação entre o número estimado de abortos espontâneos e de abortos provocados de 7,6 vezes mais abortos espontâneos que abortos provocados. Não há indicação de como estes dados foram calculados, mas é uma proporção de quase a metade do que supõem as estimativas aqui trabalhadas.
Portanto, já com possíveis superestimações, o número de abortos provocados deve ser estimado em metade das internações totais por aborto, ou seja, 100 mil abortos provocados por ano, já provavelmente superestimados.
Contudo, o IPAS, uma organização que promove o aborto internacionalmente, e o Instituto Allan Guttmacher, que pertence à IPPF, uma organização que é proprietária da maior rede de clínicas de abortos do mundo, dizem o contrário: que se deve multiplicar este número de internações por 5 ou por 6. Com isso, obtém-se as cifras de aborto para o Brasil entre 1 milhão e 1 milhão e meio de abortos por ano.
Este multiplicador é semelhante ao que o Dr. Bernard Nathanson, o articulador da legalização do aborto em Nova York em 1970, utilizou pela primeira vez, quando sabia que os abortos provocados nos Estados Unidos eram, no máximo, 100 mil, e disse para a imprensa, com a intenção de promover a legalização do aborto, que eram 1 milhão e meio, sem dar justificativas, cifras que, aliás, ninguém questionou. Naquela época a população americana era de 200 milhões, igual à do Brasil de hoje.
Mas no Brasil, desde os anos 60, quando nossa população era de 80 milhões, já se afirmava que se faziam 1 milhão e meio de abortos por ano. Quem divulgava estes números era a filial da IPPF no Brasil, chamada Benfam. O número nunca foi justificado.
Este número continuou a ser apresentado inalteravelmente até hoje, porém, as instituições que realizaram em 2010 o estudo “Aborto no Brasil: uma pesquisa domiciliar com técnica de urna”, ao repetirem seu estudo em 2016, diante do fato que os movimentos em favor da vida já estavam apresentando os dados corretos, encontraram um modo de calcular este número não mais em 1 milhão e meio, mas em 412 mil por ano.
O argumento utilizado para fundamentar este número, que agora seria de 412 mil abortos, foi que, em 2016, teriam sido entrevistadas um total de 2002 mulheres entre 18 e 39 anos, das quais 251 teriam dito ter feito um aborto e, entre estas 252 mulheres, 27 teriam dito ter feito aborto em 2015, ou seja, 1,35% do número total das 2002 mulheres. Portanto, como há cerca de 37 milhões de mulheres com idade entre 18 e 39 anos no Brasil, multiplicando este número por 1,35%, obteríamos um total, segundo o estudo, entre 400.000 a 500.000 abortos provocados por ano.
Porém, o que não se consegue explicar é: por que se dizia que este número era de 1 milhão e meio até a pouco tempo? E por que agora o Ministério da Saúde, que patrocinou estas duas pesquisas, volta aos mais de um milhão de abortos por ano, segundo as tabelas oferecidas ao STF, que a Folha de São Paulo afirma ter copiado em primeira mão?
Mas, mesmo se um número de 400.000 fosse verdadeiro, então, neste caso, como as duas pesquisas constataram que, de cada duas mulheres que provocam aborto, uma é internada, teríamos de ter 200.000 internações por ano somente por aborto provocado no sistema de saúde. Se o número de abortos naturais é bastante maior que o de abortos provocados, consequentemente, teríamos que ter um número total de internações por aborto em torno de 800.000 ao ano, um número que não se verifica. Além disso, se no Brasil tivéssemos 800.000 de internações por aborto por ano, deveríamos ter cerca de 7 ou 8 milhões de nascimentos por ano, o que também não se verifica.
Segundo os próprios dados oferecidos pelas pesquisas dos defensores do aborto, esses números são flagrantemente insuflados e não podem corresponder à realidade. Se o Ministério da Saúde ofereceu este relatório ao STF e ao Jornal, isso já não sabemos.
Contudo, poderia restar, ainda, uma dúvida. E se estes números apresentados pela Folha ou pelos movimentos a favor do aborto fossem verdadeiros, não deveríamos legalizar o aborto para solucionar o problema?
Ora, uma eventual pergunta como esta nos parece apenas fruto da incapacidade de entender a realidade das coisas e da própria obstinação em se legalizar o aborto. Números não são apenas números, números sempre são sintomas de alguma realidade que seria a sua causa. A própria pergunta mostraria a incapacidade do autor em compreender a irrealidade que estaria por detrás destes números. Se, de fato, as mulheres brasileiras praticassem estes milhões de abortos clandestinos por ano, mais do que um problema de saúde, isso seria sinal de uma desintegração social sem proporções, uma situação que exigiria reformas estruturais imediatas e profundas, semelhantes às que ocorreriam em uma situação de pós-guerra. Ninguém, a não ser um ativista que pensa apenas na causa e, por causa disso, sua paixão não lhe permite captar a realidade, pensaria em oferecer a legalização do aborto como solução para reconstruir um país socialmente desestruturado por uma calamidade. Ademais, dadas as consequências psiquiátricas traumáticas reconhecidamente causadas pelo aborto, a magnitude de um número como este, aumentando entre 10 a 20 vezes a realidade do país, significaria a existência uma realidade social tão nitidamente desumanizada e aterradora, que não haveria sentido em nos indagarmos sobre a legalização do aborto, e sim, ao contrário, em como deveríamos reconstruir positivamente o tecido social.
Participantes da 2ª Semana de Liturgia emitem carta ao povo de Deus
Os participantes da 2ª Semana de Liturgia da Província Eclesiástica de Pouso Alegre emitiram nesta semana uma carta com algumas conclusões, reflexões e indicações sobre o tema proposto: "Sacramentos de cura e liturgia". O encontro ocorreu entre os dias 23 e 27 de julho na cidade de Campanha.
• Faça o download da carta aqui!
https://arquidiocesepa.org.br/webroot/upload/img/files/carta-Semana-Liturgia---ao-povo-de-Deus.pdf
Entre as propostas para as paróquias e equipes de liturgia estão o "cuidar para que as celebrações sejam precedidas por processos catequéticos e formativos que valorizem e eduquem para o real significado do Sacramento da Reconciliação e da Unção dos enfermos" e "restituir às celebrações desses sacramentos sua dimensão simbólico-mistagógica, evidenciando a riqueza da sua ritualidade, a dimensão comunitária e os compromissos sociotransformadores que brotam delas".
Leia a carta na íntegra
"Nós, os participantes da II Semana Provincial de Liturgia da Província Eclesiástica de Pouso Alegre (MG), realizada na antigo colégio Nossa Senhora de Sion, em Campanha (MG), de 23 a 27 de julho de 2018, experimentamos a infinita misericórdia de Deus, que nos revela, em seu amor materno, seu desejo de sempre nos comunicar a vida e a paz.
Os Sacramentos de Cura e Liturgia foi o tema que nos congregou, e fomos iluminados pelo lema: “Hoje a salvação entrou nessa casa” (Lc 19,9).
Em um mundo dividido, fragmentado, doente e ferido - tristes marcas do pecado - tão necessitado de cura e compaixão, fomos privilegiados com esse tempo de reflexão e aprofundamento da misericórdia como principal qualidade de Deus, fonte de perdão, cura e salvação, que se realizam na vida do cristão por meio dos Sacramentos da Reconciliação e da Unção dos Enfermos.
Ressoou em nossos ouvidos e corações o apelo de nosso querido papa Francisco: “E vamos logo ao Senhor: misericórdia é a atitude divina que abraça, é o doar-se de Deus que acolhe, que se dedica a perdoar... Pode-se dizer que a misericórdia é a carteira de identidade de nosso Deus” (O Nome de Deus é Misericórdia).
Experienciamos a misericórdia divina por meio da Palavra ouvida e celebrada, na participação dos Sacramentos da Reconciliação e da Unção dos Enfermos, nas vivências mistagógicas, na convivência, na vida fraterna, nas partilhas da vida pessoal e comunitária, na reflexão, nos cantos, na alegria, no testemunho de acolhida e de solidariedade.
Voltamos, hoje, carregados de sementes, na certeza de que elas precisam ser lançadas no chão da vida e da realidade de nossas comunidades e sociedade, para que a salvação continue entrando e acontecendo em nossas casas.
O que vimos e experimentamos com mais consciência?
- Que o rosto de Deus revelado em Jesus é misericordioso;
- O sacramento da Reconcilação como confissão (proclamação) da gratuidade de Deus e louvor pela graça do seu perdão que nos antecede e regenera sempre;
- O sacramento da Unção dos Enfermos como sinal eficaz da presença amorosa e cuidadora de Deus, manifestada nos momentos de debilidade, doença e sofrimento.
Como desafio-oportunidade percebemos a nossa pouca compreensão da profundidade e riqueza desses sacramentos, o que exige: conscientização, catequese e cuidado para que a celebração expresse, na sua ritualidade, a ação de Deus que visita seu povo, cura, regenera e salva.
Que compromissos assumimos?
01. Rever a imagem de Deus que está por detrás do nosso modo de compreender e viver os Sacramentos da Cura e a noção de pecado que trazemos conosco. A experiência de Deus, Pai das misericórdias (cf. 2Cor 1,3), revelada plenamente no Mistério Pascal, nos faça instrumentos de misericórdia, bondade e gratuidade na Igreja e no mundo;
02. Cuidar para que as celebrações sejam precedidas por processos catequéticos e formativos que valorizem e eduquem para o real significado do Sacramento da Reconciliação e da Unção dos enfermos;
03. Restituir às celebrações desses sacramentos sua dimensão simbólico-mistagógica, evidenciando a riqueza da sua ritualidade, a dimensão comunitária e os compromissos sociotransformadores que brotam delas;
04. Evidenciar as consequências da experiência da misericórdia na vida, sobretudo da celebração da Reconciliação, enfatizando o compromisso a ser assumido, principalmente por meio da realização das obras de misericórdia, como ressonância pessoal da misericórdia divina.
Tendo contemplado a misericórdia de Deus, contamos com sua graça para que ela seja o fundamento da nossa vida. Como “sal da terra e luz do mundo” (cf. Mt 5,13-14), nos comprometemos, como instrumentos de misericórdia, a colaborar para que ele seja lugar de proximidade, de solidariedade, de acolhida, de cuidado e de encontro fraterno.
Que a Virgem do Carmo, a Mãe da Misericórdia, interceda por nós, para que, com fidelidade, olhemos com compaixão para as dores do mundo e proclamemos com a vida a esperança que brota do coração misericordioso de seu filho Jesus.
Imploramos para todos as bênçãos de Deus, e pedimos que rezem por nós e por nossas comunidades!"
Campanha, 27 de julho de 2018
Escola diaconal tem início neste sábado
A Arquidiocese de Pouso Alegre inicia no próximo sábado (11) a primeira turma da escola para diáconos permanentes. Após um processo de entrevistas e pesquisas nas paróquias, 51 candidatos foram aprovados para o início das aulas.
"Queremos agradecer o apoio dos padres pela divulgacao e incentivo na implantação do diaconato permanente em nossa Arquidiocese. E pedimos orações para os que sentiram este chamado para que possam discernir a vontade de Deus em suas vidas ao longo do processo", disse um dos membros da Comissão e também reitor da Faculdade Católica de Pouso Alegre, padre Daniel Santini Rodrigues.
No próximo sábado, os candidatos ao diaconato permanente refletirão sobre "a pessoa, o ser humano e sua identidade a partir da antropologia e cristã". Após o almoço, eles farão uma partilha dessas primeiras experiências.
A Escola Diaconal terá duração de 4 anos, sendo que as aulas acontecerão aos sábados quinzenais, ou seja, dois sábados por mês, com 8 horas/aula em cada sábado de forma presencial, das 8h30 às 16h30, e 4 h/a de atividade extra-classe por sábado letivo, com atividades a serem realizadas em casa, pós cada encontro, totalizando 12 horas/aula por encontro. Serão 10 sábados letivos por semestre, num total de 240 horas/aula por ano. Como serão 4 anos, os candidatos terão um total de 960 horas/aula, sendo 640 horas/aula de forma presencial e 320 horas/aula de atividade extra-classe. Também será necessária a produção de um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), considerando uma carga horário de 140 horas/aula para sua elaboração. Desta forma, a Escola Diaconal terá uma carga horária total de 1100 horas/aula.
Confira o calendário de aulas
25/08 (Sábado)
Família e Comunidade. Assessor: Pe. Lucimar Pereira Goulart
15/09 (Sábado)
Vocação e Ministério. Assessor: Pe. Ivan Paulo Moreira
29/09 (Sábado)
A Leitura Orante da Bíblia. Assessor: Pe. Narcizo Pires Franco
06/10 (Sábado)
A Liturgia das Horas. Assessor: Pe. Fábio de Souza Leão
27/10 (Sábado)
O Catecismo da Igreja Católica. Assessor: Pe. Francisco José da Silva
10/11 (Sábado)
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e Paróquia: Comunidades de Comunidades. Assessor: Pe. Eduardo Rodrigues da Silva
24/11 (Sábado)
A História da Arquidiocese de Pouso Alegre e o seu Plano de Pastoral. Assessor: Pe. Mauro Ricardo de Freitas
15 e 16 dezembro (Sábado e Domingo):
Retiro Espiritual da Etapa Propedêutica (Comunidade Sol de Deus)
(1° Escrutínio dos aspirantes ao Diaconato Permanente)
Arcebispo emite orientações para celebrações no dia 3 de agosto
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., emitiu uma mensagem para a celebração do aniversário de dedicação da Catedral Metropolitana, no dia próximo dia 3 de agosto. Segundo ele, essa data quer marcar a unidade da Igreja Particular.
"A nossa Catedral dedicada ao Bom Jesus tem um papel de nossa pertença à esta Igreja particular de Pouso Alegre. Façamos da nossa Catedral a “casa da comunidade”, o lugar privilegiado onde a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo, a comunhão eclesial (Cf. DAp, n. 170); onde os cristãos não apenas rezam, mas encontrem um recinto de acolhida e fraternidade, e se sintam também mais missionários e servidores de seus irmãos, com sua tarefa de evangelizar ou de ajuda fraterna. Uma Igreja que na esperança, olha para frente e consciente de que o futuro pertence ao Cristo Glorioso", escreveu.
Para essa data, todas as igrejas devem fazer memória desta data, considerando as observações apresentadas pelo Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil – 2018(cf. p. 37), a seguir:
Quando o aniversário ocorre em dia de semana
a) Na própria igreja catedral: Solenidade
Ofício solene do Comum da Dedicação (com I Vésperas).
Missa do Comum da Dedicação: Gl, Cr, Pf da Dedicação.
Leitura (três) à escolha no Lecionário (vol III, pp. 235-249)
b) Na Arquidiocese: Festa
Ofício festivo do Comum da Dedicação
Na Hora Média, ant. e salmos do dia da semana
Leituras (duas) à escolha no Lecionário (vol. III, pp. 235-249)
Leia a mensagem na íntegra
MENSAGEM PARA A CELEBRAÇÃO DO ANIVERSÁRIO DE DEDICAÇÃO DA CATEDRAL METROPOLITANA DE POUSO ALEGRE
Aos irmãos e irmãs cujas vidas estão marcadas pelo sofrimento, aos que já não conseguem vislumbrar uma centelha de esperança, a todos os leigos e leigas que levam adiante com alegria a missão, aos sacerdotes, diáconos, consagrados e consagradas, seminaristas e a todo o povo de Deus na Arquidiocese de Pouso Alegre.
Sejam alegres por causa da esperança (Rm 12,12)
A comunidade cristã da Arquidiocese de Pouso Alegre celebra no dia 3 de agosto aniversário de dedicação da igreja Catedral. A nossa Catedral dedicada ao Bom Jesus tem um papel de nossa pertença à esta Igreja particular de Pouso Alegre.
Estamos no Ano Arquidiocesano da Esperança. A origem desse Ano encontra-se no Tríduo em preparação ao Jubileu dos 120 anos de criação da diocese a ser celebrado em 2020. Propomos para cada ano uma das virtudes teologais, acompanhada sempre por um gesto concreto. Neste segundo ano do Tríduo dedicado à Esperança somos convidados a sair em missão e anunciar Jesus Cristo, origem e meta de nossa existência. Neste último final de semana de julho o Setor Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre realiza a “missão jovem” nas duas paróquias da cidade de Extrema.
A presença de mais de 500 jovens pelas ruas desta cidade anunciando que nossa esperança tem um nome: Jesus Cristo (1Tm,1,1), revela que “Nele, com Ele e por Ele, vivemos cada dia de nossa existência atravessando amarguras e celebrando alegrias”. Este gesto vem se concretizando também nas novenas dos padroeiros e padroeiras de nossas paróquias e comunidades e, esperamos que se multiplique nos grupos de reflexão, Semana da Família, Mês missionário, novena de Natal e nos círculos bíblicos em nossa Arquidiocese.
O Ano Arquidiocesano da Esperança unido a toda a Igreja no Brasil que celebra o Ano do Laicato tem sido, portanto, também um tempo para nos voltarmos em direção a Jesus Cristo. Tempo para começarmos ou recomeçarmos nossas vidas a partir Dele. É possível sempre recomeçar, isto é, pôr-se a caminho corajosamente, mais uma vez. Não deixemos que as dores dobrem nossas cabeças nem endureçam nossos corações. Contemplemos o crucificado, o nosso bom Jesus. E, permaneçamos sempre prontos a dar a razão de nossa esperança a quem nos pedir (Pd 3,15) e que o Deus da esperança nos cumule de toda alegria e paz em nossa fé, a fim de que, pela ação do Espírito Santo, a nossa esperança transborde (Rm 15,13).
Alimentemos nossa esperança com a Eucaristia, a oração e na ação. Animemos nossa esperança pela caridade. Transmitamos nossa esperança baseada no encontro com o Senhor Bom Jesus, o Cristo Ressuscitado, testemunha da esperança! Anunciemos a beleza da esperança que brota do Evangelho.
Peço a todos que considerem as observações apresentadas pelo Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil – 2018(cf. p. 37), a seguir:
Quando o aniversário ocorre em dia de semana
a) Na própria igreja catedral: Solenidade
Ofício solene do Comum da Dedicação (com I Vésperas).
Missa do Comum da Dedicação: Gl, Cr, Pf da Dedicação.
Leitura (três) à escolha no Lecionário (vol III, pp. 235-249)
b) Na Arquidiocese: Festa
Ofício festivo do Comum da Dedicação
Na Hora Média, ant. e salmos do dia da semana
Leituras (duas) à escolha no Lecionário (vol. III, pp. 235-249)
Caríssimos irmãos e irmãs neste aniversário de Dedicação façamos da nossa Catedral a “casa da comunidade”, o lugar privilegiado onde a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo, a comunhão eclesial (Cf. DAp, n. 170); onde os cristãos não apenas rezam, mas encontrem um recinto de acolhida e fraternidade, e se sintam também mais missionários e servidores de seus irmãos, com sua tarefa de evangelizar ou de ajuda fraterna. Uma Igreja que na esperança, olha para frente e consciente de que o futuro pertence ao Cristo Glorioso.
Reafirmo a importância evangelizadora de que em todas as Igrejas, capelas e oratórios da Arquidiocese de Pouso Alegre sejam celebradas neste dia 3 de agosto a Dedicação da Catedral.
Garanto-lhes a minha oração e concedo-lhes de coração a bênção.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Arcebispo Metropolitano do Pouso Alegre
Pouso Alegre, 25 de julho de 2018
Festa de São Tiago (Maior), Apóstolo.
PC-SE 016/2018
Arquidiocese inicia pesquisa sociorreligiosa com as comunidades, pastorais e movimentos
Dentro dos preparativos para a celebração do seus 120 anos de história, a Arquidiocese de Pouso Alegre está realizando uma pesquisa sociorreligiosa com os membros leigos de nossas comunidades, pastorais e movimentos. A pesquisa é online (clique aqui e responda à pesquisa). Segundo o coordenador de pastoral da Arquidiocese, padre Mauro Ricardo de Freitas, todas as respostas, quando compiladas, irão dar bases para o planejamento pastoral nos próximos anos.
Link da pesquisa: http://brnorth.com.br/comunidade/
'A importância e razão dessa pesquisa, é o esforço de conhecer melhor o chão sóciorreligioso da arquidiocese para buscar responder de maneira mais adequada á ação evangelizadora da Igreja. Queremos alcançar o maior número de pessoas possível, incluindo pessoas que não façam parte de nenhum grupo ou movimento dentro de nossas comunidades. Todos estão convidados a responder", pediu.
Além desse questionário apresentado, outros três estão sendo realizados e querem atingir públicos específicos: clero, que já vem sendo realizado; religiosos e coordenadores de comunidades, que ainda vão começar. A realização desse questionário on-line é uma das linhas de ação para coleta de dados. A outra será feita através de visitas domiciliares em alguns municípios, o que será realizado pela empresa Giga, contratada pela Arquidiocese de Pouso Alegre para gerir e analisar todos os dados levantados.
"Os agentes da empresa irão visitar 2200 domicílios em vários municípios da diocese. Esses municípios foram escolhidos obedecendo alguns dados, como número de eleitores, presença de migrantes e setores pastorais. Essa fase deve durar até final de agosto ou início de setembro, sendo que o resultado final está previsto para novembro ou dezembro", explicou.
Uma comissão foi designada pelo arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., para que coordenasse junto à empresa responsável todo o processo da pesquisa, fazendo parte dessa comissão: Conego Wilson Mário de Morais, padre Paulo Adolfo Simões, padre Mauro Ricardo de Freitas e Suzana Coutinho.
#PaznaNicarágua: "Igreja é perseguida pelo regime", afirma Cardeal
Com informações VaticanNews -

Nesta segunda-feira, os bispos do país latino-americano decidirão se continuam o diálogo nacional enquanto a situação político-social se agrava e as manifestações contra o Presidente não cessam.
A Igreja Católica na Nicarágua é perseguida pelo regime do presidente Daniel Ortega. Foi o que disse neste domingo (22/07) o cardeal Leopoldo Brenes Solorzano, presidente da Conferência Episcopal do País e da Comissão para o Diálogo Nacional, no dia em que toda a América Latina se uniu em oração pela paz na Nicarágua, atingida por uma crise que desde abril último causou mais de 360 mortes.
Hoje é a decisão dos bispos
"A Igreja é perseguida em várias partes do mundo hoje" - disse Dom Brenes - "faz parte da igreja, que sempre foi perseguida. Não somos estranhos" a esse fato. Pelo menos sete os episódios de profanação e vários ataques a bispos registrados desde quando o episcopado pediu a Ortega que antecipasse as eleições de 2021 para março de 2019 para acabar com a crise social e política. Dom Brenes também anunciou que nesta segunda-feira o episcopado da Nicarágua analisará se deve continuar o diálogo nacional mesmo após as declarações do presidente que acusaram os bispos de "manobras de golpe".
Perigo de uma guerra civil
Por sua vez, o senador norte-americano Marco Rubio advertiu Washington de que "a possibilidade de uma guerra civil na Nicarágua é real", e acusou Ortega de "encher as mãos de sangue", com a repressão, recusando-se a antecipar as eleições.
Prisões, locais e torturas
A Associação Nicaraguense de Direitos Humanos (Anpdh) afirmou neste domingo que os partidários do governo da Nicarágua "não são sensíveis à dor", referindo-se à intimidação contra as mães dos manifestantes detidos nas prisões de El Chipote, em Manágua, que se tornaram locais de tortura de acordo com a oposição. Enquanto isso, as manifestações contra Ortega continuaram no sábado e domingo em alguns municípios da Nicarágua, sem vítimas, e os estudantes anunciaram uma marcha para esta segunda-feira. A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) denunciou "assassinatos, execuções extrajudiciais, maus-tratos, tortura e detenções arbitrárias perpetradas contra a maioria da população jovem do país": o governo nicaraguense rejeita as acusações.
Os protestos contra Ortega e sua esposa, vice-presidente, Rosario Murillo, começaram em 18 de abril por causa do fracasso das reformas da segurança social, e tornaram-se um pedido de renúncia do Presidente, depois de onze anos no poder, com acusações de abusos e corrupção.
Dia Nacional da Juventude 2018 já começa a ser preparado pelos jovens
Comm informações da CNBB -
Este ano, o mês de outubro vai ser mais especial para a juventude brasileira. De 3 a 28 de outubro, acontece em Roma a XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos com o tema “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e no Brasil, dia 21, será realizado o Dia Nacional da Juventude (DNJ) que vai trazer a temática:
“Juventude Construindo uma Cultura de Paz” e lema “Disse estas coisas para que em mim vocês tenham paz, neste mundo vocês terão aflições, contudo tenham coragem, Eu venci o mundo” (Jo 16,33).
Para se preparar para o DNJ já está disponível para compra o material, o cartaz e o subsídio com 48 páginas e que contém três roteiros de encontros, um Ofício Divino da Juventude, além de dicas de como organizar e preparar os encontros com os grupos de jovens.
A proposta é de refletir sobre as temáticas: “Direitos Humanos”, “Cultura de Paz” e “Políticas Públicas para a Juventude”. O material traz também indicações de músicas, citações bíblicas, textos, indicações de sites e filmes que podem contribuir com a organização metodológica dos encontros.
Esse ano, a Campanha da Fraternidade, “Fraternidade e superação da violência” inspirou a criação do cartaz oficial que foi todo desenvolvido a partir dessa temática. A identidade do cartaz traz a cultura de paz e superação da violência, mostrando o rosto de jovens que são vítimas da violência, mas também protagonistas na busca pela paz.
O objetivo é interpelar a partir da ideia da construção da paz como forma de combate à violência e a importante do papel do jovem neste processo.
O Dia Nacional da Juventude surgiu em 1985, durante o Ano Internacional da Juventude, promovido pela Organização das Nações Unidas. Todos os anos organiza-se um dia de festa da juventude, sempre com um tema importante a ser debatido e trabalhado com grupos. O DNJ acontece em todo o país todos os anos no último domingo do mês de outubro, exceto nos anos eleitorais, quando a data é alterada, como neste ano.
Comunicadores de Pouso Alegre participam de Encontro Nacional da Pascom
Com informações da CNBB -
Presidida por dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG), a Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB promove mais um encontro nacional da Pastoral da Comunicação (Pascom), que será realizado de 19 a 22 de julho, no centro de eventos P. Vítor Coelho de Almeida, no pátio do Santuário Nacional, em Aparecida (SP). Mais de 500 agentes se inscreveram para ouvir vários palestrantes, entre eles dom Leomar Brustolin, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS). Entre os participantes, estão agentes da Pascom da Arquidiocese de Pouso Alegre.
6º Encontro
“Comunicação e Igreja” foi o tema escolhido pelas lideranças para o encontro desta semana, depois do encontro de 2016, por meio de uma avaliação acompanhada de sugestões. A coordenação de toda a preparação e também da execução desse projeto pastoral está nas costas do P. Antonio Xavier, da assessoria da Comissão. Ele levantou nomes junto a professores e pesquisadores e convidou, além de dom Leomar, os vários palestrantes que compõem a comunidade de pesquisadores do tema. Os doutores Ir. Joana Puntel, Ir. Helena Corazza, Moisés Sbardelotto e Elson Faxina, os professores Ricardo Alvarenga e Jessé Barbosa. No domingo, antes da despedida, vai falar o diretor-executivo da Transparência Internacional no Brasil, Bruno Brandão.
Haverá seminários específicos: A educomunicação nas práticas pastorais da Igreja, Fotografia Religiosa: resignificação a partir da imagem, Implantação da Pastoral da Comunicação (considerando o processo concreto realizado em 2016 que envolveu inteiramente a arquidiocese de Diamantina), A pastoral em tempo de Redes Sociais Digitais e Planejamento de Comunicação.
Prêmios de Comunicação
Na chamada “Noite Cultural”, durante o 6º Encontro Nacional da Pascom, por decisão do Conselho Pastoral (Consep) da CNBB, serão entregues os prêmios de comunicação da Conferência. A Rede Aparecida e a Agência GBA são as parceiras da Comissão para a Comunicação na realização desse projeto. A TV Aparecida assumiu a produção da cerimônia no formato de um programa de TV que será gravado no dia 20 de julho, sexta-feira e exibido no dia 25, quarta-feira, as 20hs, com transmissão em conjunto com várias emissoras de inspiração católica.
Receberão os prêmios “Margarida de Prata” (Cinema), “Microfone de Prata” (Rádio), “Clara de Assis” (TV), “Dom Hélder Câmara (Imprensa) e “Dom Luciano Mendes de Almeida” (Internet) os ganhadores que se inscreveram seus trabalhos que foram escolhidos pelos bispos depois de terem sido selecionados por professores de quatro universidades católicas (PUC Rio, PUC Goiás, Católica de Brasília e Católica de Salvador) e por profissionais de Rádio da Reede Católica de Rádio (RCR) e da Signis Brasil. A agência GBA que coordenou os trabalhos online das inscrições, foi responsável também por uma votação nas redes sociais que escolheram uma “Menção Honrosa” para cada categoria dos Prêmios de Comunicação.
Eleições 2018: vídeos e áudios contribuem para a formação cidadã dos fiéis
Representantes das Províncias Eclesiásticas de Belo Horizonte, Diamantina e Mariana se reuniram na PUC Minas e planejaram ações com o objetivo de contribuir para a formação cidadã, visando o processo eleitoral 2018. Durante o encontro, foi definida a elaboração e distribuição de diferentes materiais audiovisuais, que serão disponibilizados para todas as comunidades de fé e meios de comunicação, comprometidos com a qualificação da democracia no Brasil.
Integram o conjunto de produções audiovisuais a série de vídeos produzidos pelo Núcleo de Estudos Sociopolíticos da PUC Minas, instituição da Arquidiocese de Belo Horizonte, além de pequenos vídeos e programas radiofônicos planejados pela Rede Catedral de Comunicação Católica – TV Horizonte e Rádio América, emissoras dedicadas à evangelização e à educação em Minas Gerais.
Em uma carta enviada aos bispos do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o bispo de Divinópolis, Dom José Carlos, afirma que todo o conteúdo das mensagens relaciona-se com temas importantes para o qualificado exercício da cidadania: democracia, o voto e as suas consequências, o perfil dos candidatos, os perigos das fake news (notícias falsas), elementos da Doutrina Social da Igreja e palavras do Papa Francisco.
"Em nossa Assembleia do Conselho Regional de Pastoral do Leste 2, realizada no mês de junho de 2018, propusemo-nos a contribuir na formação da consciência cidadã, considerando a importância da participação de cristãos leigos e leigas no processo eleitoral. Uma das iniciativas, para efetivar este compromisso, deveria ser a produção de conteúdos para diferentes mídias, sempre fundamentados na Doutrina Social da Igreja, para ajudar nos discernimentos neste momento de exercício da democracia. Diante desse propósito, representantes das cinco (arqui)dioceses da Província Eclesiástica de Belo Horizonte – Sete Lagoas, Oliveira, Luz e Divinópolis – reuniram-se na PUC Minas para definir um planejamento desta iniciativa. Participaram desse encontro integrantes das PASCOMs, assessorias de comunicação e profissionais de comunicação diocesanos, com a presença ainda de representantes das Províncias Eclesiásticas de Mariana e Diamantina", escreveu.
Dom José Carlos finaliza: "Com este trabalho, “não queremos e não vamos nos sobrepor às consciências, indicando em quem votar, mas nos comprometemos em oferecer elementos e subsídios para o necessário discernimento neste contexto eleitoral. O Evangelho, fonte inspiradora da Doutrina Social da Igreja, é o critério a partir do qual queremos pensar a política e os políticos”.
Vídeo 1: Democracia que queremos










