Ordenação Presbiteral do Diácono Tainan Francisco

"Em silêncio abandona-te ao Senhor e põe nele a tua confiança." (Sl 37, 7)

No dia 07 de dezembro de 2024, ocorreu a Ordenação Presbiteral do diácono Tainan Francisco de Paula.

A Santa Missa foi celebrada pelo nosso Arcebispo, Dom Majella, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí.

A celebração foi um verdadeiro momento de festa e espiritualidade, onde a comunidade se uniu em louvor e agradecimento a Deus pela nova vocação. A presença de tantos fiéis e amigos demonstrou o carinho e o apoio que o Padre Tainan receberá em seu ministério presbiteral.

Após a Missa, uma confraternização foi organizada para que todos pudessem cumprimentar o novo sacerdote e partilhar momentos de alegria e comunhão. O clima era de esperança e gratidão, pois esta é uma nova missão na vida do Padre Tainan, e também mais um padre para a Arquidiocese.

Que o Senhor continue a iluminar o caminho do Padre Tainan, concedendo-lhe sabedoria e força para servir ao povo de Deus com amor e fidelidade. Que sua vida seja um exemplo de entrega e dedicação, sempre buscando a vontade divina e o bem-estar de todos a quem ele será chamado a guiar.

"Em silêncio abandona-te ao Senhor e põe nele a tua confiança." Que essa mensagem continue a ressoar no coração do Padre Tainan e de todos nós.


O Dogma da Imaculada Conceição da Virgem Maria

A Virgem Maria, escolhida para ser a Mãe do Verbo encarnado, foi concebida sem o pecado original. Como Mãe do Filho de Deus, ela não poderia ser tocada pelo pecado, sendo reconhecida pelo Anjo como "a cheia de graça"; toda a sua essência é graça.

Os Padres da Igreja se referem à Mãe de Deus como "a toda santa" e a celebram como "livre de toda mancha do pecado, moldada pelo Espírito Santo e criada como uma nova criatura" (LG 56). "Bendita és tu entre as mulheres..." (Lc 1,42). O Concílio de Trento declarou que:

"Ela foi a primeira a se beneficiar da vitória sobre o pecado, obtida por Cristo: foi preservada de toda mancha do pecado original e, durante toda a sua vida na Terra, não cometeu nenhum pecado, por uma graça especial de Deus" (DS 1573).

Vale ressaltar que, em 1476, a Festa da Imaculada Conceição foi inserida no Calendário Romano. Em 1570, o Papa Pio V publicou o Novo Ofício e, em 1708, o Papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Cristandade, tornando-a obrigatória.

Em 27 de novembro de 1830, Nossa Senhora apareceu a Santa Catarina Labouré na Capela das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, em Paris, pedindo que fosse cunhada e divulgada a devoção à "Medalha Milagrosa", com a inscrição: "Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós".

Na Bula "Ineffabilis Deus", de 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX proclamou solenemente como dogma a verdade que a Igreja reconheceu ao longo dos séculos: Maria, "repleta de graça" por Deus, foi redimida desde sua concepção. O Sumo Pontífice afirmou:

"Declaramos, pronunciamos e definimos que a doutrina que sustenta que a Santíssima Virgem Maria, no primeiro instante de sua concepção, foi, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em previsão dos méritos de Cristo Jesus, Salvador da humanidade, preservada de toda mancha de culpa original, foi revelada por Deus e deve ser firmemente acreditada por todos os fiéis" (DZ 2803).

É crucial compreender que essa santidade única de Maria, enriquecida desde o primeiro instante de sua concepção, provém totalmente de Cristo: "Em vista dos méritos de seu Filho, foi redimida de forma sublime" (LG 53). Mais do que qualquer outra criatura, o Pai a "abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais, nos céus, em Cristo" (Ef 1,3). Ele a "escolheu nele (Cristo), antes da fundação do mundo, para ser santa e imaculada em sua presença, no amor" (Ef 1,4). (cf. Catecismo da Igreja Católica §492).

Isso indica que Nossa Senhora também foi salva pelos méritos de Cristo, mas de maneira distinta de nós. Enquanto nós somos marcados pelo pecado original e libertados dele pelo batismo, a Virgem Maria foi preservada do pecado (como se tivesse sido vacinada). Assim, todos somos salvos do pecado por Cristo. O fato de Cristo ter nascido depois da Mãe não impede que Ele a tenha salvo, pois para Deus o tempo não é uma barreira, já que Ele é o Senhor do tempo.

É significativo que, quatro anos após a proclamação desse dogma pelo Papa Pio IX, Nossa Senhora se revelou a Santa Bernadete Soubirous, na Gruta de Lourdes, dizendo: "Eu sou a Imaculada Conceição". Bernadete, uma simples menina camponesa, não compreendia o significado daquilo, mas toda a Igreja já reconhecia a proclamação do dogma. Maria veio à Terra para confirmar a verdade e a infalibilidade do Papa.

São Bernardino de Sena, que faleceu em 1444, disse sobre a Virgem Maria:

"Antes de toda criatura, ó Senhora, fostes destinada na mente de Deus para ser a Mãe do Homem Deus. Se não por outro motivo, ao menos pela honra de Seu Filho, que é Deus, era necessário que o Pai Eterno a criasse pura de toda mancha" (GM, p. 210).

E Santo Anselmo, bispo e doutor da Igreja (†1109), questionou:

"Deus, que pode conceder a Eva a graça de vir ao mundo imaculada, não poderia também concedê-la a Maria?" "A Virgem, a quem Deus decidiu dar Seu Filho Único, deveria brilhar em uma pureza que ofuscasse a de todos os anjos e homens, sendo a maior imaginável abaixo de Deus" (idem, p. 212).

Santo Agostinho de Hipona, Bispo e doutor da Igreja (†430), afirmou:

"Não se deve tocar na palavra 'pecado' ao se referir a Maria; e isso por respeito àquele de quem ela mereceu ser Mãe, que a preservou de todo pecado por sua graça" (ibidem, p. 215).

São Cirilo de Alexandria (370-444), bispo e doutor da Igreja, indagou:

"Que arquiteto, ao erguer uma casa, permitiria que seu inimigo a possuísse completamente e habitasse?" (GM, p. 216). Assim, Deus jamais permitiu que Seu inimigo tocasse naquela em que Ele seria gerado como homem.

Santo Afonso de Ligório (1787), doutor da Igreja, declarou:

"Se convenceu ao Pai preservar Maria do pecado, porque era Sua Filha, e ao Filho, porque era Sua Mãe, é evidente que o mesmo se deve dizer do Espírito Santo, de quem era a Virgem Esposa" (GM, p. 218).

 

Fonte: Formação Canção Nova


#Reflexão: Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria (08 de dezembro)

A Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-aventurada Virgem Maria, neste domingo (08). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Gn 3,9-15.20
Salmo: 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R. 1a)
2ª Leitura: Ef 1,3-6.11-12
Evangelho: Lc 1,26-38 (Anunciação)

Acesse aqui as leituras.

SOLENIDADE DA IMACULADA CONCEIÇÃO DE MARIA

A celebração da Imaculada Conceição de Maria possui uma profundidade que vai muito além de um fato ocorrido com a mãe de Jesus. A salvação da humanidade dependeu inicialmente de uma mulher (Maria) da mesma forma que por outra mulher (Eva), a humanidade passou a receber como herança o pecado.

Duas mulheres especiais e privilegiadas, mas com escolhas diferentes e consequências também diferentes. Nas páginas do Gênesis, logo no início, temos a narrativa da criação do mundo e como tudo foi organizado harmoniosamente por Deus. O primeiro casal foi pensado por Deus como obra prima, por isso, ao criar Adão e Eva, Deus os fez a sua imagem e semelhança, expressões que mostram a proximidade entre o Criador e suas criaturas, mas ao mesmo tempo sua dependência e responsabilidade: seriam os primeiros e a partir deles a humanidade receberia todos os privilégios que eles mesmos receberam ao serem criados. Mas, a história teve outra direção por causa da escolha errada do primeiro casal.

A 1ª leitura da celebração de hoje nos coloca no momento crucial entre Deus e os nossos primeiros pais. Eles haviam comido do fruto proibido, fizeram exatamente o contrário em relação àquilo que eles tinham sido orientados para não fazer. O Criador ofereceu tudo da criação e pediu que usassem da liberdade para escolher ficar do lado de Deus, de obedecer as suas palavras e cumprir sua vontade.

Poderiam usufruir de toda criação, menos de duas árvores; podiam governar e usar tudo que tinha sido criado, menos dos frutos proibidos. As escolhas foram simples, mas as consequências foram imensas.

A serpente representa tudo aquilo que está em um nível inferior, que se arrasta pelo chão, “come a poeira da estrada” (cf. 3,14), expressão de máxima humilhação e degrado. Adão e Eva em pleno uso da liberdade e escolha dão ouvidos à conversa da serpente. Ao escutar e fazer aquilo que a serpente apresentou, escolhem outro projeto e não aquele apresentado por Deus. O erro não foi somente de comer um fruto qualquer, mas as motivações, desejos e sonhos que alimentaram em seus corações a partir da palavra da serpente. Pensavam e desejavam, ao comer do fruto proibido, que seriam iguais a Deus, competindo com Ele; não lhes bastava ser imagem e semelhança, mas cobiçaram a mesma grandeza do Criador. O primeiro casal usando da liberdade plena dada pelo Criador não conseguiu nada daquilo que eles cobiçaram, mas ao contrário perderam o que já tinham.

O diálogo entre Deus Pai Criador com Adão e Eva revela as consequências dos seus atos. (a) Sentem medo de Deus: o pecado destrói a relação entre todos a começar com Deus Pai; (b) não assumir os erros: um empurra para o outro a responsabilidade do erro cometido, sempre é o outro que é o errado; (c) destrói a relação entre o casal, causa desunião; (d) revela a indigência e a baixeza da natureza humana que é representada pela expressão de nudez; (e) o pecado distancia o Criador da criatura que busca se esconder reconhecendo seu erro. Mas, não obstante tudo isso, Deus Pai se aproxima de seus filhos, pergunta a ambos esperando algum ato de arrependimento e pedido de perdão. O pecado das criaturas, não muda nada em Deus: Ele continua sendo o mesmo, se aproxima, dialoga e dá espaço para a retratação. Mas, Adão e Eva só sabem acusar um ao outro do erro cometido. Mas, há uma esperança que fica mesmo depois do erro do primeiro casal.

Adão e Eva se revelam frágeis e vulneráveis diante da tentação deste mundo. Ao condenar a serpente que representa tudo que arrasta o homem à mesma realidade, isto é, a se distanciar do Criador e a condição de rastejante e miserabilidade, Deus deixa claro que essa batalha na história humana iria conhecer uma profunda mudança: se por uma mulher o pecado passou a ser transmitido a todos os seus descendentes, outra mulher iria ser responsável pela mudança radical. Entre a serpente que representa tudo que é contrário ao projeto de Deus, que arrasta a humanidade para longe do Criador, existirá uma rivalidade profunda, pois são diferentes: a mulher da promessa é superior à serpente, pois não se encontra no mesmo nível, não está rebaixada à condição pecaminosa de Adão e Eva, por isso, ela terá uma descendência que vai pisar a cabeça da serpente e esta incomodará procurando abocanhar seu calcanhar.

O mal sempre estará ao lado e pronto a ferir, mas jamais vencerá e jamais vai se sobrepor ao bem; pode ferir o calcanhar, mas o coração da humanidade pertence a Deus. Sempre está à espreita e pronto a atacar, mas está sempre atrás e não é o futuro que nos espera. Adão e Eva perdem o paraíso, mas saem com uma esperança, um futuro que um dia acontecerá com uma nova mulher (Ermes Ronchi). Maria é essa mulher que fez uma nova escolha e permanece fiel ao projeto de Deus.

O Evangelho é um momento de luz que ilumina muito mais que uma jovem e um vilarejo, mas toda história humana. Não mais serpente, mas um anjo enviado como o mais sublime dos anjos, Gabriel. Que voa do templo e da falta de fé de um sacerdote, para encontrar em uma vilazinha uma jovem noiva. Uma mudança radical: do lugar mais santo a uma varanda de uma casa; de um lugar de incenso e candelabros de ouro a uma cozinha de uma família desconhecida; de um ancião sacerdote a uma jovem prometida em casamento; da cidade Santa a uma desconhecida vila de Nazaré. O cristianismo não inicia em um Templo, mas em uma casa. É a única vez na Bíblia que Deus através de seu anjo principal cumprimenta uma mulher. Não é a jovem que expressa palavras de admiração e alegria, mas o anjo que convida a um louvor, pois a jovem é “cheia de graça e o Senhor está contigo”.

Maria é especial, pois antes mesmo do nascimento de Jesus que instaurou o projeto de salvação de Deus neste mundo, ela é chamada por Deus através do anjo de “cheia de graça”. Nos é anunciado que a jovem de Nazaré foi escolhida, desde sempre por Deus. Sem ela saber, o Senhor já estava com ela. Maria foi gerada sem a mancha original, herança que Adão e Eva passaram a transmitir à humanidade. Mas, mesmo sendo “plena de graça” era necessário que ao ouvir o projeto de Deus, ela desse o seu sim incondicional e irreversível fazendo corretamente aquilo que Adão e Eva não fizeram. Com a aceitação de Maria da sua vocação (mãe do Salvador), o Senhor que estava com ela, passar a habitá-la plenamente e assim, gerar o Salvador.

Foi o momento crucial para toda a humanidade, pois a má escolha do primeiro casal acarretou como herança não as graças e bênçãos originais, mas o pecado. Tudo inicialmente passou a depender de uma escolha feita a partir de uma decisão livre e sincera. Maria interroga o anjo Miguel para saber o que ela deveria fazer, o que tocava a ela realizar no novo projeto de Deus. Ela estava já noiva e os seus próximos passos, ela sabia o que tinha que fazer, mas como conciliar o novo projeto do Criador com a sua história pessoal, assim o anjo procurou esclarecer como ela deveria proceder.

Toda escolha possui consequências e, muitas vezes, os efeitos de uma decisão atingem a muitas pessoas. Adão e Eva pensaram neles mesmos, em seus sonhos pessoais e egoístas onde Deus era concorrente e opositor, Maria fez o contrário. Ao saber como deveria proceder, ela se entrega completamente a esse plano novo de Deus para a humanidade. Eva se tornou mãe da humanidade marcada pelo pecado, Maria se torna mãe de uma nova humanidade.

Ao determinar o destino do mal representado pela serpente, Deus Pai Criador deixa a promessa de uma nova humanidade a partir de uma Nova Mulher e da mesma forma que Eva passaria a ser mãe de humanidade pecadora, Maria e seus descendentes seriam o caminho de salvação para os filhos e filhas de Deus.

Sabemos que toda redenção humana veio por Jesus, mas Deus quis novamente contar com pessoas para iniciar essa nova história. Adão e Eva não foram fiéis e mancharam a humanidade, era preciso para o novo plano de Deus, uma nova Mulher, uma nova escolha que marcasse o início da salvação da humanidade. Com o sim profundo e sincero de Maria, toda a história começou a ter um novo início que culminou com a vinda de Jesus e se tornou pleno e eterno com sua morte e redenção.

Maria é a mãe do redentor e segundo a promessa do Gênesis, Maria é também a mãe de uma nova descendência que busca permanecer e perseverar no projeto de salvação iniciado e realizado por Jesus, cumprindo seus ensinamentos e caminhando na única estrada que leva à salvação. Maria deu o exemplo e realizou perfeitamente aquilo que lhe foi pedido por Deus, nós devemos fazer o mesmo.

Assim, a herança original que todos recebem ao vir a este mundo, como sequência do erro original de Adão e Eva, de algum modo não teria passado a Maria e isso é um reconhecimento anunciado pelo anjo Gabriel, pois Maria é chamada por Deus de “Cheia de Graça”, por isso, ela pode gerar Jesus em seu ventre sem lhe transmitir nenhuma espécie de pecado e maldade que estão presentes em nossa natureza original. Dessa forma, Jesus foi gerado sem pecado em um ventre também sem pecado.

O “não” do primeiro casal manchou a humanidade, mas o “sim” de Maria corrigiu e iniciou um novo plano de salvação com foi plantado na história por Jesus; toca a cada um de nós escolher e permanecer fiel a este projeto de Jesus Cristo. Tudo recomeçou com Maria, mas depende hoje de cada um de nós.

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Reflita sobre as Quatro Semanas do Tempo do Advento

O Ano Litúrgico começa com o Tempo do Advento, um tempo de preparação para a Festa do Natal de Jesus. Esse foi o maior acontecimento da história: o Verbo se fez carne e habitou entre nós. Dignou-Se a assumir a nossa humanidade, sem deixar de ser Deus. O Natal de Jesus precisa ser preparado e celebrado a cada ano. São quatro semanas de preparação e, no decorrer delas, somos convidados a esperar Jesus que vem no Natal e virá no final dos tempos.

Por isso, é um tempo de preparação e de alegre espera do Senhor considerada sob diversos aspectos. Em primeiro lugar, a expectativa do Antigo Testamento pela vinda do Messias, do que falavam os profetas, agradecendo a Deus o dom inefável da salvação que se realizou na vinda do divino Redentor. Agora, a vinda do Salvador deve atualizar-se no coração de todos os homens, enquanto a história se encaminha para a Parusia, ou seja, a vinda gloriosa do Senhor. É, nesta perspectiva, que devem ser escutadas as leituras do Advento. “Vinde, caminhemos à luz do Senhor!”.

Nas duas primeiras semanas do Advento, a liturgia nos convida a vigiar e a esperar a vinda gloriosa do Salvador. Um dia, o Senhor voltará para colocar um fim à história humana, mas o nosso encontro com Ele também está marcado para logo após a morte.

Nas duas últimas, lembramos a espera dos profetas e de Maria. Preparamo-nos mais (especialmente) para celebrar o nascimento de Jesus em Belém. Os profetas anunciaram esse acontecimento com riqueza de detalhes; nascerá da tribo de Judá, em Belém, a cidade de Davi e seu Reino não terá fim. Maria O esperou com zelo materno e O preparou para a missão terrena.

 

A coroa do Advento

A Guirlanda ou Coroa do Advento é o primeiro anúncio do Natal. A coroa é verde, sinal de esperança e vida, enfeitada com uma fita vermelha que simboliza o amor de Deus que nos envolve e, também, a manifestação do nosso amor, que espera ansioso o nascimento do Filho de Deus.

A Coroa do Advento é composta por 4 velas nos seus cantos – presas aos ramos formando um círculo. A cada domingo acende-se uma delas. As velas representam as várias etapas da salvação. Começa-se no 1º Domingo, acendendo apenas uma vela; e, à medida que vão passando os domingos, acendem-se as outras velas, até chegar o 4º Domingo, que é quando todas devem estar acesas. Os ramos em círculo são de cipreste, de pinheiro ou de outra árvore ornamental, esses ramos são para lembrar a esperança cristã, ela é alimentada com a proximidade do Natal. O círculo não tem princípio nem fim. É sinal do amor de Deus que é eterno e também da nossa ininterrupta dileção ao Criador e ao próximo.

Durante o Advento, prevalece a cor roxa, símbolo da conversão, que é fruto da revisão de vida, ou seja, a metanoia. As velas querem representar as várias etapas da salvação, sobretudo para significar a espera d’Aquele que é “a Luz que ilumina todo homem que vem a este mundo” (João 1,9) e que está para chegar. Então, nós O esperamos com luzes, porque O amamos e queremos ser como Ele, Luz.

 

Fonte: Formação Canção Nova


Quarto dia da Assembleia do CONSER do Regional Leste 2

“Inteligência Artificial” é pauta do último dia do CONSER Leste 2

O tema “Inteligência Artificial” pautou o último dia de reflexões, partilha e comunhão da Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2 (CONSER), nesta quinta-feira, 28 de novembro, no Instituto de Integração Pessoal – Casa Mãe Acolhedora – ADI, em Belo Horizonte. A Santa Missa presidida por Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo da Arquidiocese de Juiz de Fora, e concelebrada por Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo da Arquidiocese de Montes Claros e presidente do Regional Leste 2, Dom Airton José dos Santos, arcebispo da Arquidiocese de Mariana e vice-presidente do Regional Leste 2, Dom Joel Maria dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte e secretário do Regional Leste 2, deu início às atividades.

A Sessão de trabalho, inspirada pelo tema atual e importante sobre Inteligência Artificial (IA), foi assessorada por Dom Edson José Oriolo dos Santos, bispo da diocese de Leopoldina. Na oportunidade, Dom Edson partilhou reflexões sobre o uso da IA no dia a dia e como essa ferramenta impacta cada vez mais a vida das pessoas.

Durante a palestra, Dom Edson trouxe conceitos relevantes sobre o universo da Inteligência Artificial, como o que é a IA; os processos cognitivos que envolvem a inteligência humana; as diferenças relacionadas aos métodos de aprendizagem da inteligência artificial; o que é e como funciona a Inteligência Artificial Generativa e os Prompts (palavras-chave ou comandos que ajudam a IA Generativa a gerar conteúdos).

Entre os conceitos explanados pelo bispo estava a metodologia “Deep Learning” (aprendizagem profunda) que ensina a IA a processar dados e a executar tarefas semelhantes à dos seres humanos: “Essa metodologia utiliza algoritmos complexos inspirados no cérebro humano, criando uma rede neural artificial. A aplicação da metodologia vem transformando diversas áreas, como diagnóstico de saúde, detecção de fraudes, robótica e tradução de idiomas”, explicou.

Dom Edson também convidou os participantes a interagirem, conhecendo ferramentas disponíveis de Inteligência Artificial presentes nos aplicativos dos smartphones, além de apresentar reflexões a respeito da utilização da IA Generativa como nova ferramenta de evangelização.

A programação do Conser foi encerrada com Oração e especial agradecimento aos colaboradores e presentes. Ao longo dos quatro dias de atividades, participantes e (Arce)Bispos participaram de palestras sobre temas relevantes para evangelização das comunidades de fé e vivenciaram momentos de espiritualidade, comunhão e partilha entre grupos.

(Redação e fotos: Rúbia Costa)

 


Terceiro dia da Assembleia do CONSER do Regional Leste 2

Assembleia Ampliada do CONSER reflete sobre Ano Jubilar 2025

Nesta quarta-feira, 27 de novembro, terceiro dia da Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2 (CONSER), a Santa Missa abriu as atividades. A Celebração Eucarística foi presidida por Dom Geraldo de Souza Rodrigues, bispo da diocese de Januária e concelebrada por Dom Roberto José da Silva, bispo da diocese Janaúba e Dom Antônio Carlos Félix, bispo da diocese de Governador Valadares.

A programação do dia convidou (Arce)Bispos e participantes para a Sessão de trabalho inspirada pelo tema “Ano Jubilar 2025”, assessorada por Dom Andherson Franklin Lustosa de Souza, bispo auxiliar de Vitória (Espírito Santo). Na oportunidade, Dom Andherson propôs reflexões acerca dos anos jubilares anteriores e também sobre como Jubileu, que será vivenciado no próximo ano por toda a Igreja, pode ser compreendido a partir do universo Bíblico, em passagens presentes no primeiro e segundo Testamento. “Este ano Jubilar nos recorda que a proximidade deve ser a marca fundamental que nos move como Igreja. É também oportunidade para abrirmos caminhos e irmos ao encontro dos nossos irmãos e irmãs”, sublinhou o bispo.

Logo após o momento reflexivo, Dom Andherson abriu espaço para perguntas dos participantes. O período da tarde foi dedicado aos especiais momentos de espiritualidade e a partilha envolvendo os trabalhos em grupos que enceraram a pauta do dia da Assembleia.

Ano Jubilar 2025 - “Peregrinos da Esperança”

Convocado pelo Papa Francisco, o Ano Jubilar 2025, a partir da bula “Spes non confundit” (A esperança não engana), é inspirado pelo tema “Peregrinos da Esperança". Na tradição da Igreja Católica, um Jubileu é um tempo especial de graça, conversão e renovação espiritual.

Em todo o mundo, os fiéis são chamados a refletir sobre o valor da esperança em um mundo marcado por inúmeros desafios e incertezas, e a fazer uma peregrinação – caminhada interior em busca de renovação e encontro com Deus. O Jubileu da Esperança também incentiva a solidariedade, a paz e o perdão, enquanto os peregrinos são convidados a testemunhar a fé com esperança e a viver um Ano Santo. O Jubileu começa em dezembro deste ano e termina em 2025.

(Redação: Rúbia Costa / Fotos: Tatiane Soares e Rúbia Costa)

 

 


O que representa o Tempo do Advento? Como podemos aproveitá-lo da melhor forma?

Tudo que Deus criou é bom. Entre suas criações, o tempo se destaca como uma das mais rígidas e indiferentes. No entanto, por ser parte da vontade divina, ele também é bom. Não é à toa que Deus, ao viver entre nós por trinta e três anos, santificou o tempo. Ao adentrar na experiência humana, Deus se fez carne, revelando-se a nós e, ao se revelar, também nos apresentou o Seu plano de salvação.

Existem duas dimensões do tempo: a primeira é chamada de “kairos”, em grego, e a segunda é o “chronos”, que representa o tempo humano e cronológico. Para os gregos, o cronológico é visto como algo destrutivo, responsável por apagar a beleza, as forças e, por que não dizer, a própria vida. Em contrapartida, os cristãos compreendem o kairos, o tempo de Deus, como um período intrinsecamente salvífico. Assim, o kairos é sempre propício à graça divina.

O tempo de Deus difere do tempo humano, que se divide em passado, presente e futuro. Para Deus, o passado se entrelaça com o presente, e este, por sua vez, revela o futuro, conferindo ao tempo um caráter transcendente. Por meio da graça divina, o ser humano pode vivenciar o kairos, e o espaço sagrado onde isso ocorre é a Sagrada Liturgia, celebrada com dignidade pela Igreja.

O ano litúrgico e o Advento do Senhor

Assim como o calendário civil conta os dias e os meses ao longo do ano, a Igreja Católica possui um calendário litúrgico, no qual a comunidade cristã celebra a vida e a obra de salvação realizadas por Cristo. Portanto, o tempo litúrgico também é um sinal da presença de Cristo no tempo dos homens.

Enquanto o ano civil começa no dia primeiro de janeiro, o ano litúrgico tem seu início no domingo mais próximo do dia 30 de novembro. O Advento, por sua vez, é parte de um ciclo maior conhecido como ciclo do Natal. Este ciclo inclui as quatro semanas do Advento, o dia de Natal (25 de dezembro) e se estende com a celebração de festas como a da Sagrada Família, a Festa da Mãe de Deus, a Epifania e o Batismo de Jesus.

Após essa breve introdução ao contexto do tempo litúrgico, é hora de focar nas quatro semanas do Advento.

A palavra “advento” significa “vinda” ou “chegada”. Portanto, surge a pergunta: “vinda ou chegada de quem?”. Naturalmente, nós, católicos, nos preparamos para a chegada de Jesus, que já está às portas! Essa vinda possui dois significados fundamentais. O primeiro diz respeito à chegada do Menino Deus, que se fez humano para nos proporcionar a salvação eterna. Por isso, celebramos com grande alegria o nascimento do Menino Deus.

O segundo significado refere-se à sua vinda definitiva, a qual a teologia denomina de advento escatológico. Assim, além de nos prepararmos para receber o Jesus que nasce, devemos nos preparar para esperar a vinda gloriosa de Jesus. Como podemos ver, o tempo do Advento carrega um significado profundo e uma espiritualidade única. Se vivermos com sinceridade e devoção o que essa liturgia nos oferece, certamente nossas vidas serão transformadas por completo.

 

Fonte: Formação Canção Nova


Segundo dia da Assembleia do CONSER do Regional Leste 2

“Sínodo sobre a sinodalidade” é tema de reflexão do segundo dia da Assembleia do CONSER do Regional Leste 2

Na manhã de terça-feira, 26 de novembro, (Arce)Bispos e participantes da Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2 (CONSER) iniciaram as atividades deste segundo dia, com a Santa Missa presidida Dom Edson José Oriolo dos Santos, bispo da diocese de Leopoldina, concelebrada por Dom José Otacio Oliveira Guedes, bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte, e Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, bispo da diocese de Paracatu.

A programação deste dia do CONSER convidou os participantes para a Sessão de trabalho inspirada pelo tema “Sínodo sobre a sinodalidade”, assessorada por Dom Joaquim Mol Guimarães e pelo Padre Miguel Martins Filho.

Na primeira parte da Sessão de trabalho, Dom Joaquim Mol propôs reflexão sobre aspectos do Documento final da 16ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, aprovado em outubro deste ano, no Vaticano, e da fase de implementação deste documento nas Igrejas locais, em suas diversidades. “Este Sínodo é o mais importante da história da Igreja nas últimas décadas. Este Sínodo fez a maior escuta da história, envolvendo o trabalho e a participação de milhares de pessoas”, sublinhou.

O Sínodo dos Bispos a respeito da sinodalidade na Igreja é um importante momento vivido pela Igreja Católica no mundo todo, convocado pelo Papa Francisco, em 2021. O Sínodo é um processo de reflexão e escuta coletiva, um convite para que a Igreja seja mais aberta ao diálogo, acolhendo a participação de todos, cada vez mais próxima do Povo de Deus. Na parte da tarde da Assembleia, além da continuação da Sessão de trabalho com ricas reflexões sobre o documento final do Sínodo da sinodalidade conduzidas pelo Padre Miguel Martins Filho, especiais momentos de espiritualidade e comunhão complementaram as atividades.

O CONSER do Regional Leste 2 ocorre até a manhã desta quinta-feira, 28, no Instituto de Integração Pessoal – Casa Mãe Acolhedora – ADI, em Belo Horizonte.

 

(Redação: Rúbia Costa / Fotos: Tatiane Soares e Rúbia Costa)

 

 


Primeiro dia da Assembleia do CONSER do Regional Leste 2

(Arce)Bispos estão reunidos para a Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2 (CONSER). A Assembleia, que teve início na tarde desta segunda-feira, 25 de novembro, reúne também coordenadores diocesanos de pastoral; representantes dos presbíteros; leigos de cada diocese; coordenação das pastorais, organismos e ou movimentos em nível Regional Leste 2.

Na abertura da Assembleia, Dom José Carlos de Souza Campos, presidente do Regional Leste 2, acolheu e agradeceu a presença de todos os participantes e repassou a programação das atividades que serão desenvolvidas ao longo da semana. No período da noite, Arcebispos e S. Exa. Rev.ma Dom Giambattista Diquattro Núncio Apostólico para o Brasil participaram de reunião on-line.

Durante a Assembleia, os participantes irão refletir sobre o Sínodo sobre a Sinodalidade, com a assessoria do Padre Miguel Martins Filho e de Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães; Ano Jubilar 2025 com Dom Andherson
Franklin Lustosa de Souza; e Inteligência Artificial com Dom Edson José Oriolo dos Santos.

O CONSER do Regional Leste 2 ocorre até a manhã desta quinta-feira, 28, no Instituto de Integração Pessoal – Casa Mãe Acolhedora – ADI, em Belo Horizonte.

O que é a Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2 (CONSER)?

A Assembleia Ampliada do Conselho Episcopal do Regional Leste 2 (CONSER) é um espaço de comunhão, participação e diálogo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Leste 2 que compreende as 28 (Arqui)Dioceses do estado de Minas Gerais.

 

Fonte: CNBB Leste 2

 

Acompanhe, a seguir, alguns registros deste primeiro dia do Conser:


Segunda Sessão do Sínodo Arquidiocesano é realizado em Pouso Alegre

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No último sábado (23), ocorreu a segunda sessão do Sínodo Arquidiocesano. Estiveram presentes o arcebispo dom Majella, padres, diáconos, seminaristas, religiosos (as) e um grande número de leigos de diversas paróquias.

Com o tema "Igreja: Caminho de comunhão para missão", todos refletiram sobre a relevância do processo sinodal na Arquidiocese. O versículo bíblico que iluminou toda essa jornada sinodal, que abrange desde os encontros comunitários de 2022 até as sessões arquidiocesanas programadas para 2024, foi: “Aproximou-se e pôs-se a caminhar com eles” (Lc 24, 25).

De acordo com dom Majella, “o processo sinodal demanda de todos nós uma atitude de docilidade e abertura ao Espírito Santo, para que possamos nos lançar na Evangelização”.

A sessão incluiu um momento de interação em grupos, chamado “Conversa no Espírito”, onde os participantes puderam falar, ouvir e orar juntos. No total, foram formados 34 grupos, cada um com cerca de 10 pessoas. Ao final das discussões, as palavras que mais se destacaram foram: formação, comunidade, evangelização, leigos, padres, entre outras.

Após a sessão, o bispo, com o auxílio da comissão do sínodo arquidiocesano, elaborará o Documento Pós-Sinodal.

Confira algumas fotos:

Texto: Pe Júlio César dos Santos Junior
Fotos: Edilene Coutinho