Falece Pe. João Batista Ferreira
Faleceu na madrugada de hoje, 18 de julho, o Pe. João Batista Ferreira, da Diocese de Bragança Paulista, que nos últimos anos residia em Pouso Alegre (MG).
Nascido em 27 de março de 1950, em Silvianópolis (MG), Arquidiocese de Pouso Alegre, Pe. João Batista Ferreira, dedicou sua vida ao serviço a Deus e aos irmãos, na Igreja particular de Bragança Paulista. Foi ordenado Diácono em 16 de julho de 1979. Em 02 de julho de 1980, recebeu pela imposição das mãos de São João Paulo II, no Rio de Janeiro (RJ), a Ordenação Presbiteral.
Exerceu o seu ministério com zelo e dedicação, nas paróquias da Diocese de Bragança Paulista: Nossa Senhora do Desterro e Bom Jesus da Pedra Fria, em Mairiporã (SP); Nossa Senhora de Copacabana, em Pinhalzinho (SP); São Pedro Apóstolo, em Atibaia(SP); Santo Antônio, em Itatiba (SP); e São João Batista, em Atibaia (SP).
O bispo da Diocese de Bragança Paulista, Dom Sérgio Aparecido Colombo, presidirá a Missa Exequial, hoje (18), às 16 horas, na Paróquia São Pedro Apóstolo, em Atibaia (SP).
O féretro chegará amanhã (19) em Pouso Alegre (MG). O velório terá início às 8 horas, na Funerária Santa Edwiges. A Missa Exequial será amanhã, às 14 horas, na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Fátima. Em seguida, acontecerá o sepultamento.
Texto: Padre José Luiz Faria Junior
Imagem e informações: Diocese de Bragança Paulista
Seminaristas e Diáconos participam de Encontro de Liturgia em Belo Horizonte (MG)
Entre os dias 15 e 18 de julho, aconteceu o 7º Encontro com seminaristas, diáconos e presbíteros do Regional Leste 2, em Belo Horizonte, no Convivium Emaús, com a temática: "Viver a plenitude da ação litúrgica".
Representando nossa Arquidiocese de Pouso Alegre, participaram do encontro o seminarista estagiário João Pedro Bastos Cardoso, os seminarista da Etapa Configurativa, Leonardo Henrique Couto Tosta e Lucas Lázaro Carvalho Simões, e também os diáconos Dioni Acácio da Silva, Tainan Francisco de Paiva e Valter Virgínio Pereira.
O encontro foi assessorado pelo Padre Márcio Pimentel, membro do Secretariado Arquidiocesano de Liturgia de Belo Horizonte, doutorando em Liturgia. O encontro é uma iniciativa da Comissão de Liturgia do Regional, sob a coordenação de Dom Jorge Alves Bezerra, Bispo de Paracatu.
Segundo o seminarista Leonardo Henrique Couto Tosta:
"Os quatro dias de encontro foram muito profícuos para a nossa formação litúrgica, principalmente no que se refere à compreensão da prática ritual. Conforme salientou um dos palestrantes, 'Jesus escolheu o rito para dizer-se à humanidade; e isso Ele o faz a partir do tempo e da cultura em que o ritual é vivenciado'. Esses elementos recordados e desenvolvidos no encontro foram de grande valia a nós participantes, uma vez que a liturgia subjaz ao ápice da missão presbiteral, e da vida eclesial."
Texto: Padre José Luiz Faria Junior
Imagens: Seminarista Leonardo Henrique Couto Tosta
#Reflexão: 16º Domingo do Tempo Comum (21 de julho)
A Igreja celebra o 16º domingo do Tempo comum, neste domingo (21). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Jr 23,1-6
Salmo: 22(23),1-3a.3b-4.5.6 (R. 1.6a)
2ª Leitura: Ef 2,13-18
Evangelho: Mc 6,30-34
ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR
Uma das imagens mais significativas escolhidas por Jesus para se apresentar ao povo é a imagem do pastor. No Evangelho de São João, Jesus se apresenta com o Bom Pastor: Ele dá sua vida pelas ovelhas. No Evangelho de São Marcos, continuamos descobrindo quem é Jesus e qual deve ser a resposta daqueles que se propõem a segui-Lo.
É próprio do pastor, cuidar e zelar pelo seu rebanho, pois dele depende também seu sustento e sua sobrevivência. Jesus nos ensina como aplicar isto em nossa vida, mas conforme o seu exemplo e testemunho.
Jesus depois de passar por algumas decepções (com os seus parentes, por exemplo) resolveu investir mais intensamente naqueles que aceitaram deixar tudo para segui-Lo: seus discípulos. Mas, Nosso Senhor não montou um grupo de pessoas somente para aprender algo novo. Um “ensinamento novo” de Jesus só tem sentido quando a pessoa humana ganha o centro de tudo; quando os sofrimentos e as dores se tornam a preocupação principal daquele que quer ser seguidor de Cristo. As palavras de Jesus são “palavras de vida” porque brotaram de uma prática constante do amor ao próximo.
Os discípulos de Jesus são chamados a fazer o mesmo. Por isso, após um tempo de escuta e aprendizagem, eles foram enviados para colocar em prática tudo que aprenderam com Jesus. Uma peregrinação de Palavras e simplicidade de vida, tendo o necessário consigo de coisas, e plenamente livres de tudo para testemunha a misericórdia de Deus. Desprovido das coisas do mundo, o discípulo pode se aproximar de todos: deste os mais pobres até aqueles que estão cercados de muitas coisas. Além da evangelização, destaca-se nas palavras de Jesus (domingo passado), a preocupação pelas necessidades das pessoas (doentes e endemoniados).
O discípulo enviado deve ter consciência que é instrumento de uma graça que teve operar nele e através dele. No Evangelho deste domingo, Marcos nos relata o momento quando os apóstolos retornam da missão e contam tudo que fizeram. Mesmo cercados de tantos limites e dificuldades, eles conseguiram colocar em prática o que foi pedido por Jesus.
A batalha contra a oposição ao Reino de Deus que Jesus veio inaugurar tem dois instrumentos: o anúncio do ensinamento de Jesus que tem sua força nas próprias palavras, pois desperta uma nova esperança que não se fortalece com os meios que o mundo vivencia (morte, competição, desprezo, injustiças, desigualdades...), mas no amor vivido intensamente com Deus e com o próximo chamado de irmão e irmã. Outro meio fundamental é o testemunho é quando as palavras se tornam visíveis e realmente conquistam as pessoas. Ver a alegria do discípulo na vida que tem somente Jesus como centro de tudo, desperta uma esperança renovada que tudo tem sentido, mesmo tendo quase nada das coisas deste mundo. Doar-se completamente sem querer nada em troca; oferecer o melhor de si simplesmente movido pelo amor de Deus, tudo isso é um forte testemunho contra a ideia que as pessoas valem por aquilo que produzem; para Deus cada um é importante mesmo sem ter nada de material e até de saúde (doentes). Onde Jesus impera com palavras e testemunho, nenhum mal prevalece. Os doentes são ungidos com o óleo santo, expressão da presença e solidariedade da comunidade cristã.
Após contar tudo que fizeram, Jesus nota o cansaço de todos. Cristo, Bom Pastor percebe que precisa cuidar daqueles que foram enviados como pastores no meio do povo. Jesus era capaz de suportar um trabalho intenso, mas não os seus discípulos: estavam cansados. Ele lhes faz um convite de se colocaram à parte, pois não tinham nem tempo de se alimentar. Jesus constantemente enfrentava este dilema de não ter tempo para si, mas somente tempo para as pessoas. O Mestre não está tanto preocupado com os “frutos” da missão (Marcos nada diz sobre o que fizeram), mas com cada missionário, seu bem-estar, por isso, propõe um tempo de repouso.
O convite de Jesus para que todos se retirassem para descansar, também foi um aprendizado para os apóstolos. Era muito importante que eles aprendessem a dosar suas atividades com momentos de descanso. Ninguém deve agir fazendo tudo como se tudo dependesse somente dele; é fundamental equilibrar as atividades para que cada um possa fazer tudo sempre e com boa qualidade. Jesus convida os apóstolos para uma pausa e repouso para que pudessem trabalhar na messe do Senhor sempre e não somente por um tempo. É o perigo do excesso de atividade (ativismo), pois cansados os pastores muitas vezes passam a maltratar o próprio rebanho.
São Marcos relata que todos partiram em uma barca. O pequeno repouso proposto por Jesus foi das atividades e missão, mas não de sua convivência e presença. O melhor meio de se “reabastecer” de novas energias é a convivência à parte, mas com Jesus. Mas, ao chegarem do outro lado do lago, uma multidão vinda de diversos lugares já estava lá esperando a todos. Jesus muda seus planos de estar um pouco à parte com seus apóstolos, mas não pede a eles para abandonar o pequeno repouso. Jesus, Bom Pastor, procura cuidar daqueles que Ele mesmo estava preparando para ocuparem a missão de pastor neste mundo: seus apóstolos. Ele sabia que precisava zelar deles, pois eles deveriam ser instrumento e canal da graça para muitas pessoas.
Jesus nos ensina uma dinâmica importante para continuarmos a ser missionários nos dias de hoje: encontrar-se sempre, na intimidade com Jesus, para continuar encontrando-se com Ele em cada pessoa, a começar pelos mais simples e necessitados. Acolher os doentes e os pobres é ser instrumento para essas pessoas que Deus está com eles. A nossa caridade não é algo nosso, mas deve ser expressão do amor que experimentamos na nossa proximidade e intimidade com Deus. Se alguém se sente muito próximo de Jesus, mas longe das pessoas, não entendeu o grande sentido do amor de Deus.
Ao desembarcarem do outro lado do lado, Jesus novamente se mostra preocupado com aquela multidão que vê como “ovelhas sem pastor”. Jesus não teve “pena” ou “dó” daquelas pessoas, Marcos diz que Ele “teve compaixão”, uma marca fundamental em Cristo. É algo que nasce do mais profundo do Seu interior e O move; é sentir dor com a dor do próximo. Ele se encontrava dividido entre o cansaço dos amigos e a desorientação da multidão e, assim, se põe a ensinar e oferece a todos o que Ele tem de melhor. Seja em relação aos apóstolos como à multidão, o centro de tudo são as pessoas e as suas necessidades. Mas, mais do que coisas materiais e físicas, Jesus lhes oferece o seu ensinamento e a sua presença como Mestre. Talvez muito precisariam de alguma cura, mas certamente, todos precisavam de uma palavra que brotava não da sabedoria deste mundo, mas de um coração cheio de compaixão. Jesus ensina os apóstolos o sentido profundo da “compaixão”: mover-se a partir do amor e oferecer o melhor de si mesmo. Deus nos atende, por que se move por compaixão e não por conta dos nossos méritos, o mesmo devemos fazer com as pessoas que nos cercam.
Na primeira leitura, temos as palavras de Deus através do profeta Jeremias contra os falsos pastores e mestres que estavam mais preocupados em explorar o povo de Deus. São falsos pastores interessados somente em se apropriar e roubar algo do rebanho. Esses falsos líderes não se preocupavam com as ovelhas, mas somente do lucro que poderiam obter do rebanho, por isso, não se importam que os mais simples e os mais humildes se percam e se extraviem. Anunciam prodígios como se tudo dependesse deles e convencem as pessoas a pagarem por aquilo que Deus dá gratuitamente.
O discípulo que Jesus deseja é aquele que se dedica e faz tudo segundo a graça de Deus, pois tudo nos foi dado gratuitamente por parte de Deus que não nos pediu nada em troca. Paulo na 2ª leitura nos lembra a grande missão de Jesus de unir todos até aqueles que estavam divididos na sociedade; de semear a paz a todos, pois sua morte foi para toda a humanidade. Assim, se a missão está pesada e desgastante, se retirar por um tempo para se reabastecer com mais graça de Deus para continuar doando-se sem limites ao serviço do povo de Deus.
Que o Senhor nos ensine o sentido profundo da compaixão e nos coloquemos a serviço daqueles que buscam o próprio Cristo Jesus sendo sempre um canal de ligação através de nosso amor de discípulos.
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Pascom arquidiocesana participa de encontro nacional em Aparecida
A coordenação da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG) participou no último final de semana do 8º Encontro Nacional da Pascom realizada no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP).
A Pascom arquidiocesana foi representada pela coordenadora Edilene Aparecida de Oliveira Coutinho e pelo padre Anderson Ribeiro dos Santos, vice assessor da pastoral na Arquidiocese.
Durante os dias 12 a 14 de Julho o Centro de Eventos Padre Vitor Coelho de Almeida acolheu agentes de pastoral e comunicadores de todo o país. O encontro, promovido pela Pascom Brasil, propiciou aos mais de 900 participantes momentos de formação, troca de experiências e oração.
Para a coordenada da Pastoral da Comunicação na Arquidiocese de Pouso Alegre, “foi uma experiência incrível participar do 8° Encontro Nacional da Pascom, muito se falou sobre amor, partilha, caminhar juntos, como enfrentar os desafios em um mundo digital tão rápido e diversificado”, explica Edilene, que destaca ainda o chamado missionário dos agentes da Pascom.
“A missão do comunicador é apresentar a Paixão de Jesus Cristo, apresentar A VIDA. Somos missionários no mundo digital, chamados e enviados em missão. Sejamos corajosos, Deus nos escolheu para essa missão! Somos a Igreja em saída nas estradas digitais!"
Padre Anderson e Edilene, juntamente com outros participantes, durante o encontro.
Programação
Com o tema “Pastoral da Comunicação em uma mudança de época: desafios e perspectivas”, o encontro nacional contou com seminários, conferências, oficinas e workshops.
Dentre os palestrantes, estiveram presentes Monsenhor Lucio Adrian Ruiz, Secretário do Dicastério para a Comunicação da Santa Sé e Dom Amilton Manoel da Silva, bispo de Guarapuava (PR) e membro da Comissão Episcopal para a Comunicação Social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Professores e profissionais da área de comunicação e jornalistas também falaram aos participantes.
Mons. Lucio e Edilene (à esquerda) e Edilene e Pe. Anderson (à direita), em Aparecida.
Muticom
Durante o Encontro Nacional da Pascom Brasil foi lançado o 14º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom). O evento acontecerá de 25 a 28 de Setembro de 2025, em Manaus (AM), com o tema "Comunicação e Ecologia Integral: transformação e sustentabilidade". As inscrições estão abertas.
Pascom Brasil
Na conclusão de evento foi anunciada a nova coordenadora nacional da Pastoral da Comunicação, Janaína Gonçalves. Ela sucede Marcus Tullius que esteve por seis anos à frente da Pascom Brasil. O 8º Encontro Nacional foi encerrado com o envio dos pasconeiros e pasconeiras, sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida.
Parte dos presentes no encontro da Pascom Brasil 2024
Participação em uma das oficinas (à esquerda) e Santa Missa (à direita)
Nova coordenadora da Pascom Brasil com a coordenadora da Pascom Arquidiocesana
Texto: Éder Couto
Imagens: Pastoral da Comunicação/Arquidiocese de Pouso Alegre
Dom Majella realiza visita pastoral à Paróquia de Albertina
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., esteve nos dias 11 a 14 de Julho em visita pastoral à Paróquia do Senhor Bom Jesus, na cidade de Albertina (MG).
O metropolita foi recebido pelo pároco Padre Antônio Cássio Vaz e pelos fiéis da cidade, que prepararam uma calorosa recepção com a apresentação da Banda Marcial da Escola Municipal Antônio Ferreira. A acolhida e a oração aconteceram na Igreja Matriz da cidade.
Durante a estadia em Albertina, Dom Majella visitou enfermos, esteve no cemitério e na prefeitura da cidade, onde se encontrou com autoridades locais, realizou reuniões com os membros do Conselho Paroquial de Pastoral (CPP) e do Conselho Paroquial para Assuntos Econômicos (CPAE) e se reuniu com catequizandos, coroinhas e acólitos.
O arcebispo visitou as comunidades de Santo Antônio (zona rural), de Santa Clara, de Santa Cruz, de São Benedito e de São Gonçalo onde conversou, abençoou e rezou com o povo. Nas comunidades Santo Antônio, Santa Clara e São Gonçalo, Dom Majella presidiu a Santa Missa e realizou a consagração do altar.
Neste domingo (14), último dia da visita pastoral, o prelado encerrou sua estadia na cidade com a celebração da Santa Missa na Igreja Matriz do Senhor Bom Jesus, participando em seguida de um almoço comunitário no centro catequético.
Para a comunidade local, a vista animou e incentivou a fé dos fiéis elevando o senso de comunhão com a Igreja Particular de Pouso Alegre e propiciou ao seu Pastor estar presente no meio do seu povo como Jesus, Bom Pastor.
A visita do arcebispo foi acompanhada e registrada pela Pastoral da Comunicação da Paróquia do Senhor Bom Jesus. A cobertura fotográfica completa está no Facebook da paróquia. Confira abaixo alguns momentos da visita:
Acolhida
Comunidade Santo Antônio
Visita ao Cemitério e a Prefeitura
Comunidade Santa Clara
Encontro com catequizandos, coroinhas e acólitos
Reunião com membros do CPAE e do CPP
Comunidades Santa Cruz e São Benedito
Comunidade São Gonçalo
Encerramento
Texto: Éder Couto, com colaboração de Renato Pereira
Imagens: Pastoral da Comunicação/Paróquia do Senhor Bom Jesus
Setor Alto da Serra realiza encontro missionário em Andradas
A Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Andradas (MG), acolheu neste domingo (14) o encontro setorial missionário das paróquias que formam o Setor Pastoral Alto da Serra, da Arquidiocese de Pouso Alegre.
A atividade, promovida pelo Conselho Missionário Setorial (Consemi), recebeu participantes de cinco paróquias. Os 104 missionários presentes no encontro tiveram a oportunidade de realizar visitas missionárias em 220 casas da Comunidade Santa Rita, no bairro Leandro Previato.
O objetivo do encontro setorial foi estreitar as experiências missionárias e despertar nos cristãos leigos a importância da missão de levar o Evangelho de Jesus Cristo a todas as pessoas.
O desejo de formar o Conselho Missionário Paroquial (Comipa) em todas as paróquias também se fez presente no encontro setorial.
O Setor Pastoral Alto da Serra é formado pelas paróquias das cidades de Andradas, Caldas, Ibitiúra de Minas, Ipuiuna e Santa Rita de Caldas.
Texto: Éder Couto, com colaboração de Fabio Menegon
Imagens: Fabio Menegon
Seminaristas da Arquidiocese participam de encontro nacional no Rio de Janeiro
Seminaristas de todo o país estiverem reunidos na cidade do Rio de Janeiro (RJ) participando da 13ª edição da Formise, a Formação Missionária de Seminaristas. O encontro aconteceu entre os dias 8 e 11 de julho e reuniu cerca de 200 participantes.
A Arquidiocese de Pouso Alegre (MG) esteve representada pelos seminaristas Pedro Vicente Francisco de Souza e Lucas Ailton Simões. Eles fazem parte do Comise, o Conselho Missionário de Seminaristas do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora.
O 13° Formise nacional teve como tema "A Missão nas periferias geográficas e existenciais" e como lema "Deus habita esta cidade" (cf. Sl 47,9).
O objetivo central do evento foi fortalecer a formação humana e pastoral-missionária dos futuros padres, propiciando a reflexão, o aprendizado e a troca de experiências entre os participantes. O encontro teve a presença de sacerdotes, bispos e um cardeal, enriquecendo a formação dos seminaristas.
“Durante as palestras, os participantes refletiram sobre a importância de reconhecer e situar que nossa Arquidiocese é um verdadeiro campo de missão onde Deus habita e está presente em nosso meio”, explicou Pedro Vicente.
O compromisso missionário enfatizado no evento envolveu ir ao encontro dos irmãos e irmãs, anunciando a boa nova e levando esperança às periferias, tanto geográficas quanto existenciais.
“O encontro incentivou a vivência desta missão com uma fé renovada e um profundo sentido de pertencimento à nossa comunidade, reforçando a missão de estar ao lado daqueles que mais precisam e transformar a realidade ao nosso redor”, concluiu o seminarista.
Grupo de seminaristas participantes da Formise no Rio de Janeiro
40 anos do Comise Brasil
O encontro deste ano da Formise marca o início das comemorações dos 40 anos do Comise Brasil. Ao longo dessas quatro décadas, o Conselho Missionário de Seminaristas tem sido fundamental na formação missionária dos futuros padres, promovendo encontros, formação contínua e um profundo compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
Texto: Éder Couto, com colaboração do seminarista Pedro Vicente Francisco de Souza
Imagens: Seminarista Pedro Vicente Francisco de Souza
#Reflexão: 15º Domingo do Tempo Comum (14 de julho)
A Igreja celebra o 15º domingo do Tempo comum, neste domingo (14). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Am 7,12-15
Salmo: 84(85),9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)
2ª Leitura: Ef 1,3-14
Evangelho: Mc 6,7-13
ANUNCIAR A FÉ COM A VIDA E PALAVRAS
Marcos no Evangelho deste domingo, nos apresenta as condições daqueles que foram chamados por Jesus em primeiro momento para estar com Ele e depois foram enviados. Não se trata de uma missão exclusiva daqueles apóstolos no tempo de Jesus, mas de todos que creem e assumem a fé em Cristo. Nós também somos chamados a fazer parte desta Escola de Discípulos de Cristo e de também assumirmos nossa missão.
A nova família de Jesus (comunidade dos discípulos) deveria fazer o que o Mestre estava fazendo (final do Evangelho de domingo passado): anunciar sempre a Boa Nova. O anúncio não deve ser de ideias novas ou teorias, mas da vida que todos são chamados a viver colocando em Jesus toda sua confiança.
Jesus convocou e montou o grupo dos apóstolos já no início do seu ministério (Mc 3,13ss). Eles passaram a viver com o Mestre Jesus e se tornam a nova família de Jesus (3,33-35); viram e ouviram Dele um novo ensinamento, agora era hora de começar a colocar em prática. Marcos inicia afirmando que Jesus chamou os doze (apóstolos), isto para recordar que a iniciativa e a missão nascem sempre de Jesus, ninguém faz nada por iniciativa e em nome próprio, mas é convocado e enviado por Cristo com várias orientações e condições. Aquilo que Nosso Senhor lhes pede, Ele mesmo procurou viver e testemunhar. Os discípulos deveriam repetir o que aprenderam e ouviram de seu Mestre.
São enviados em dupla para que um fosse o suporte do outro, também para confirmar as palavras que ouviram e que juntos deveriam testemunhar. O testemunho não se reduz a palavras e expressões, mas na vivência primeiro entre os dois e depois com os outros. Os discípulos não são enviados para falar de teorias e belas palavras, mas para testemunhar. Eles deveriam tudo operar em Nome de Jesus, pois somente Ele tem o poder de vencer o mal. Assim, Jesus lhes dá este poder e Ele próprio age em cada discípulo para que possa vencer o mal.
A experiência cristão não é de realidade individuais (quase que egoísticas), mas de comunidade (“onde dois ou mais estiverem reunidos...” (Mt 18,20). Por isso, são enviados como uma comunidade que deve partilhar o que aprenderam vivendo e convivendo com Jesus.
Jesus “ordenou-lhes” (v.8). Poucas vezes encontramos da parte de Jesus em Marcos um verbo no imperativo, não é um pedido ou sugestão, mas condição fundamental em relação ao que deveriam levar ou renunciar para que a missão desse certo e produzisse frutos. Ao missionário, Jesus ordena para não levar nada que esteja ligado à segurança deste mundo: nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto e nem duas túnicas. O discípulo que é enviado por Jesus deveria confiar na providência e acreditar na assistência de Jesus. A fé é o “bastão” (cajado) que dá suporte e dá apoio ao discípulo em sua caminhada. O maior tesouro e a maior riqueza daquele que parte em missão devem ser a sua mensagem e a sua fé que devem ser vistos no total desprendimento das coisas deste mundo. Jesus envia em missão seus discípulos, mas Ele mesmo caminha com eles; é a força que precisam para enfrentar até o mal e Ele mesmo provê tudo de que precisam.
Aos discípulos lhes é permito levar duas coisas: o bastão que servia como suporte para o caminhante (para Mateus, nem isto foi permitido); e as sandálias que distinguia um homem livre de um escravo ou um vagabundo. O discípulo realiza tudo no pleno exercício de sua liberdade e escolha, tendo sua fé em Cristo Jesus como a única e a principal força para evangelizar.
Os discípulos, ao chegarem a uma vila, deveriam se hospedar na primeira casa que oferecesse acolhida. Isto já representava a confiança na assistência de Deus para aqueles que são missionários: Deus provê o necessário inclusive o alojamento. Aqueles que resolvem escolher um local melhor, já começam a negar a providência divina e revelam preocupação com outros valores (melhor casa, boa comida, cama aconchegante, comodidade...), Deus conhece nossas necessidades e sempre providencia aquilo de que realmente necessitamos. A missão já deve começar na casa, na família que acolhe e depois nas praças.
O Mestre alerta sobre a rejeição a sua mensagem. O próprio Jesus foi rejeitado, os discípulos certamente vão encontrar a mesma reação em alguns lugares. O convite de Jesus de “sacudir o pó dos calçados” pode aparentar uma reação negativa pela negação da evangelização, mas a intenção é outra. Jesus convida, inicialmente, a não revidar, nem enfrentar e muito menos protestar contra as pessoas; simplesmente devem deixar aquele local. O gesto de sacudir o pó não é “contra eles”, mas “para testemunhos contra eles”, ajuda a testemunhar que os discípulos respeitam a “não aceitação” do anúncio e por isso, tudo que pertence a eles, com eles deve ficar inclusive o pó daquele chão. O fato de não revidar, nem jogar pragas ou fazer ameaça, mas respeitar a liberdade daquelas pessoas, deixa em aberto uma pequena porta de esperança. Quando se grita e se ameaça, todas as portas se fecham. O mais importante para o discípulo não é carregar nem rancor e nem mágoa, mas deixar o negativo pra trás. Nos casos de rejeição, nem o pó dos calçados (mínima coisa) deveriam levar com eles. O importante é partir para a próxima missão, livre e leve com tudo de bom que Deus fez e operou por meio deles.
Rejeitar a Palavra de Deus não é algo novo. Os profetas também foram rejeitados. Eles são porta-voz da vontade de Deus que nem sempre são palavras de elogio. Amós (1a leitura) sofreu isto na própria pele. Ele que nunca tinha pensado em ser profeta, foi convocado, “retirado” do seu ofício comum no campo, para anunciar a vontade de Deus inclusive para o rei que não apreciava nada daquilo que Deus falou através do profeta Amós.
Os discípulos de Jesus não devem viver como mendingos, mas confiantes que Deus proverá o necessário. Não viver buscando nem o necessário (alimentação), pois se é Deus quem envia, Ele vai providenciar o suficiente. Quando tudo está somente em Deus, nada se perde, pois o principal, levamos conosco em nossas vidas, palavras e no testemunho.
Marcos, no final do Evangelho, compartilha o bom resultado da missão dos apóstolos que não somente expulsaram demônios em nome de Jesus, como também curaram doentes. Jesus realiza curas com simples gestos e palavras, os apóstolos usavam um óleo especial e preparado por Jesus como meio de cura (conferir ainda: Tg 5,13-16). Na cintura nada além de um vaso com Óleo Santo. O que eles têm é para os doentes. Eles viram Jesus curar aproximando-se dos fracos e enfermos. Jesus os tocava e manifestava a presença de Deus na vida daquelas pessoas. Os discípulos devem repetir, mas com um óleo abençoado e santo, um costume que perdura na sua Igreja até hoje com a Unção dos Enfermos.
A missão é simples, feita de coisas simples (gestos, partilha, doação, atenção...) que só aconteceu se cada um está desprendido de tudo e de si próprio. Não é o discipulo e nem o profeta que realiza algo, mas o próprio Deus que opera tudo em todos. Uma graça imensa, universal, centro de tudo que existe (2ª leitura), somente chegará às pessoas se transmitirmos com nossas vida e palavras, em uma total confiança em Jesus, pois Nele temos todas as graças suficientes para nossa vida.
A mensagem do discípulo deve ser alegre e viva como nos propõe Paulo na 2ª leitura, cheia de esperança em relação ao amor de Deus manifestado em Jesus e através de sua vida. A fé e o testemunho são os principais instrumentos de tudo, pois a evangelização passa muito mais pela vida e por atos de fé, do que pelas palavras.
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8ª Romaria Arquidiocesana ao Santuário Nacional
A 8ª Romaria Arquidiocesana ao Santuário Nacional de Aparecida – São Paulo, foi organizada pela Arquidiocese de Pouso Alegre. Realizada no dia 06 de julho, sábado. Ela contou com a presença do Arcebispo Dom José Luiz Majella Delgado, além de outros religiosos, padres, diáconos, seminaristas e fiéis vindos de diferentes cidades do Sul de Minas.
O primeiro momento no Santuário Nacional foi às 09 horas da manhã com a oração do Santo Terço diante da imagem de Nossa Senhora de Fátima. Em seguida, às 10:30 horas, foi celebrada a Santa Missa, presidida por Dom Majella, que iniciando sua reflexão destacou a vida e o exemplo de Santa Maria Gorete, uma santa conhecida por sua integridade e perdão, mesmo diante de sua morte violenta.
‘’Ela é para nós um exemplo de alguém que mantém sua integridade humana e defende pela sua integridade humana’’.
Santa Maria Gorete perdoou de todo seu coração o seu assassino e, que no dia de sua canonização, após cumprir seu tempo na prisão, ele estava presente como uma pessoa já convertida.
‘’Isso é um sinal de Deus.’’
Durante a homilia, Dom Majella fez referência à Tenda de Davi, mencionada pelo profeta Amós, comparando-a à Igreja e à vida pessoal dos fiéis. Ele enfatizou a importância da Eucaristia como fortalecedora da vida cristã, incentivando a reconstrução e renovação espiritual. O arcebispo concluiu invocando a Virgem Maria como exemplo e intercessora, pedindo sua ajuda para que todos possam reconstruir suas vidas com os olhos fixos em Jesus Cristo.
‘’Hoje aqui estamos para que o Senhor venha reerguer a nossa vida, reestruturar a nossa caminhada, renovar a nossa Igreja.’’
‘’É a Eucaristia que nos fortalece, para que possamos reestruturar a nossa vida Cristã, reestruturar, renovar nossa caminhada eclesial.
É a Eucaristia que nos leva a reconstruir uma vida cristã com Cristo Jesus. E aqui na Casa de Maria, com o nosso olhar para a Virgem Maria, aquela que nos ensina a reconstruir através do seu lindo canto do Magnificat, que nos ensina a reconstruir uma vida toda voltada para Deus.
Que ela nos auxilie para que possamos também como ela, com os olhos fixos em Jesus Seu Filho, reconstruir uma vida cristã em Jesus Cristo. Amém.’’
Confira alguns destaques deste dia:
Texto: Lidiane Brito.
Imagens: Cássia carvalho e Edilene Coutinho.
Acervo divino citado pelo humano
Além de organizar os textos bíblicos em blocos temáticos, capítulos e versículos, facilitando a localização de perícopes e frases da Bíblia para o uso litúrgico e catequético, a Igreja também desenvolveu ao longo do tempo um sistema de referenciação que permite citar, de maneira universal, passagens e versículos do acervo divino contido na Sagrada Escritura. De forma geral, a citação bíblica apresenta a seguinte estrutura: abreviatura do título do livro, número do capítulo, que se encontra ampliado no início de um bloco textual bíblico, e número(s) do(s) versículo(s), que fica(m) entre as frases que compõem o capítulo.
Embora haja pequenas variações no modo de abreviar os nomes dos livros sagrados, convencionou-se padronizá-los da seguinte forma: Gênesis (Gn), Êxodo (Ex), Levítico (Lv), Números (Nm), Deuteronômio (Dt), Josué (Js), Juízes (Jz), Rute (Rt), Primeiro Livro de Samuel (1Sm), Segundo livro de Samuel (2Sm), Primeiro livro de Reis (1Rs), Segundo livro de Reis (2Rs), Primeiro livro de Crônicas (1Cr), Segundo livro de Crônicas (2Cr), Esdras (Esd), Neemias (Ne), Tobias (Tb), Judite (Jt), Ester (Est), Primeiro livro de Macabeus (1Mc), Segundo livro de Macabeus (2Mc), Jó (Jó), Salmos (Sl), Provérbios (Pr), Eclesiastes (Ecl), Cântico dos cânticos (Ct), Sabedoria (Sb), Eclesiástico (Eclo), Isaías (Is), Jeremias (Jr), Lamentações (Lm), Baruc (Br), Ezequiel (Ez), Daniel (Dn), Oseias (Os), Joel (Jl), Amós (Am), Abdias (Ab), Jonas (Jn), Miqueias (Mq), Naum (Nm), Habacuc (Hab), Sofonias (Sf), Ageu (Ag), Zacarias (Zc), Malaquias (Ml), Evangelho segundo Mateus (Mt), Evangelho segundo Marcos (Mc), Evangelho segundo Lucas (Lc), Evangelho segundo João (Jo), Atos dos Apóstolos (At), Carta aos Romanos (Rm), Primeira carta aos Coríntios (1Cor), Segunda carta aos Coríntios (2Cor), Carta aos Gálatas (Gl), Carta aos Efésios (Ef), Carta aos Filipenses (Fl), Carta aos Colossenses (Cl), Primeira carta aos Tessalonicenses (1Ts), Segunda carta aos Tessalonicenses (2Ts), Primeira carta a Timóteo (1Tm), Segunda carta a Timóteo (2Tm), Carta a Tito (Tt), Carta a Filemon (Fm), Carta aos Hebreus (Hb), Carta de Tiago (Tg), Primeira carta de Pedro (1Pd), Segunda carta de Pedro (2Pd), Primeira carta de João (1Jo), Segunda carta de João (2Jo), Terceira carta de João (3Jo), Carta de Judas (Jd) e Apocalipse (Ap).
Sabendo como são citadas as abreviaturas dos livros, faz-se necessário compreender os significados dos números, dos sinais e das letras que são utilizados no processo de referenciação da Bíblia. O número do capítulo aparece logo em seguida à abreviatura, separando-se do(s) número(s) referente(s) ao(s) versículo(s) por uma vírgula. Tomando como exemplo a perícope de Gn 2,4-25, o número 2 alude ao segundo capítulo do livro de Gênesis, ao passo que os números 4 e 25 determinam o intervalo de versículos a ser lido. A vírgula (,) separa o capítulo dos versículos, ao passo que o hífen (-) orienta o número de versículos a ser lido: deve-se ler, no caso da citação acima, do versículo 4 ao 25. Vale ressaltar que o protestantismo separa o capítulo dos versículos através de dois pontos (por exemplo, Gn 2:4-25), não sendo o modelo oficialmente utilizado pela Igreja católica; isso é relevante porque a forma de citação não se trata somente de uma questão metodológica, mas, sobretudo, de conteúdo: a citação que separa o capítulo dos versículos com dois pontos revela uma tradução protestante da Sagrada Escritura, que, no caso de passagens específicas, causa prejuízo para a compreensão teológico-católica dos textos.
O ponto (.), colocado após a vírgula, entre os números de versículos, indica a omissão de versículos durante a leitura. Por exemplo, em Gn 2,4.18-22, deve-se ler o versículo 4 do capítulo 2 de Gênesis e depois os versículos de 18 a 22 do mesmo capítulo, omitindo-se os versículos de 5 a 17; no caso de Gn 2,4-10.18-22, deve-se ler os versículos de 4 a 10 e, depois, de 18 a 22, omitindo-se os versículos de 11 a 17. Além dos sinais gráficos apresentados até aqui (; - .), algumas letras podem ser utilizadas na referenciação versicular. O “s” colocado após um versículo indica que, além daquele que é explicitamente citado, deve-se ler o próximo: na citação Gn 2,4s, o “s” de “seguinte” pede a leitura dos versículos 4 e 5. Nessa mesma lógica, o uso de “ss” após um versículo determina a leitura de mais de um versículo após aquele que está apresentado na citação: na citação Gn 2,4ss, o “ss” de “seguintes” pede a leitura dos versículos 4 em diante (nesse caso, deve-se ler os versículos que completam a ideia daquele que é claramente citado). Já as letras “a”, “b”, “c” e “d”, colocadas após o número de um versículo, indicam que o versículo é longo e formado por frases com sentido completo; nesse caso, as letras correspondem à divisão frasal de um versículo e evidenciam-se no texto pelo uso de sinais gráficos como vírgula (,), ponto e vírgula (;), dois pontos (:) ou ponto final (.). Por exemplo, em Gn 2,4a, a leitura do versículo deve ser feita até o primeiro ponto e vírgula (“estas são as origens dos céus e da terra, quando foram criados;”); a partir disso, começa o versículo 4b (“no dia em que o Senhor Deus fez a terra e os céus,”).
Além de toda essa complexa organização na maneira de citar os versículos, há algumas peculiaridades na forma de citação capitular: o travessão (—), posto entre os números que aparecem após a vírgula, designa um intervalo de leitura que abarca mais de um capítulo. De acordo com a citação de Gn 1,1—2,4a, a leitura começa no primeiro versículo do capítulo 1 do livro de Gênesis e só termina na primeira frase do versículo 4 do segundo capítulo. De igual maneira, o travessão presente na citação de Gn 1—11 refere-se a um bloco capitular: nesse caso, os onze primeiros capítulos do livro de Gênesis que narram a origem do mundo natural e da humanidade. Já o ponto e vírgula (;) indica uma descontinuidade entre os capítulos ou a separação de blocos capitulares: de acordo com Gn 1,1-3;2,1-4, deve-se ler os versículos de 1 a 3 do primeiro capítulo de Gênesis, e depois pular para os versículos de 1 a 4 do capítulo 2; o mesmo sinal gráfico na citação Gn 1—11;12—50 sinaliza a subdivisão do livro em dois blocos capitulares: as narrativas sobre a origem do mundo natural e da humanidade (do capítulo 1 ao 11), e sobre a origem do povo de Israel (do capítulo 12 ao 50). Dessa forma, a sigla de um livro seguida de um número ou dezena significa capítulo completo: pela citação Gn 1, entende-se o capítulo 1 inteiro.
Há que se observar que cinco livros bíblicos (Abdias, Carta a Filemon, 2ª e 3ª Cartas de João e Carta de Judas), dada sua pequena extensão, são formados por um único capítulo, de modo que, ao serem citados, o(s) número(s) depois da abreviatura referem-se ao(s) versículo(s): Fm 6 diz respeito ao versículo sexto da Carta de Filemon. Conhecer e utilizar conscientemente os elementos e a estrutura de citação bíblica apresentados são propósitos importantes para aquele que deseja se familiarizar com a Bíblia, seja com o interesse de estudá-la ou utilizá-la na catequese e na oração. A estruturação normativo-universal de citação dos textos bíblicos, embora seja complexa, colabora para que o acervo divino da Sagrada Escritura seja facilmente referenciado e acessado pelo ser humano.
Imagem de svecaleksandr249 por Pixabay




















































































