Pastoral da Sobriedade realizará encontro arquidiocesano

Membros da Pastoral da Sobriedade realizarão encontro arquidiocesano para retomada das atividades pastorais presenciais.

 

O encontro irá acontecer no próximo sábado (8), na Escolinha Nossa Senhora de Fátima, rua Antônio Moreira da Costa, n. 256, centro, em Santa Rita do Sapucaí (MG), das 9h às 11h30.

O objetivo do encontro é orientar a retomada das atividades presenciais da Pastoral da Sobriedade na arquidiocese de Pouso Alegre (MG). Além disso, os organizadores esperam favorecer o reencontro de membros dos grupos de autoajuda dessa pastoral e a partilha de ações para prevenção e recuperação da dependência química.

Na arquidiocese de Pouso Alegre, a Pastoral da Sobriedade é coordenada pelo Pedro Deli Caetano. Padre Samuel Araújo Ferreira é o assessor espiritual.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas pelo e-mail sobriedadepa@gmail.com.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo


São Francisco de Assis

Nesta semana a Igreja celebra a memória de São Francisco de Assis.

Francisco nasceu entre 1881-1882 na cidade de Assis, na Itália. Filho de uma família rica, cresceu em meio ao luxo e as vaidades de sua época. Desde a sua juventude, ele demonstrava traços de cortesia e generosidade para com as pessoas, sobretudo com os pobres.

Com cerca de 25 anos, assim como muitos outros soldados da Itália, Francisco decidiu juntar-se ao exército e ir a uma batalha, visto que em sua época havia guerras constantes. Ao retornar do combate, já sentia em seu coração as aspirações divinas, que o tornaram um homem diferente. E, convidado para uma festa, ele deixou de lado as bebidas e as farras, entregando-se às orações e a vida íntima com Deus.

Então, iluminado pela Graça de Deus, Francisco foi tomado pelo amor de Jesus,  que o deixou extasiado e o levou a sua conversão, fazendo com que abandonasse sua vida mundana e, pouco a pouco, se entregasse integralmente na presença do Senhor.

Desde esse momento, a vida de Francisco se transformou completamente. Como já não encontrava mais prazeres no mundo, buscava as maravilhas eternas em Deus. Mesmo sem entender claramente o que Jesus lhe pedia, passou a viver da oração, meditação, prática da ascese e meditações, ajudando os pobres e doentes, buscando conhecer a vontade de Deus para sua vida.

Francisco despojou-se completamente do velho homem e revestiu-se de Cristo, abandonando toda as riquezas terrenas para ganhar as riquezas eternas, vivendo somente para Deus, lutando contra o pecado, na obediência, na pobreza, na castidade e no amor a Deus e aos irmãos. Foi canonizado pelo Papa Gregório IX no dia 16 de julho de 1228, dois anos depois de sua morte, tornando-se um grande santo da Igreja Católica, conhecido e venerado em todo o mundo.

Reflexão

São Francisco de Assis ouviu o chamado de Deus e abandonou tudo para viver na graça de Deus. O que o tornou santo foi sua humildade, pobreza, castidade e obediência, porque, na entrega total, se fez grande na graça de Deus e pequeno no serviço aos filhos amados de Deus. E nós? Como temos vivido nossa vida?

Oração

Ó Pai de amor, fazei que, inspirados na humildade, pobreza e obediência de São Francisco de Assis, possamos ouvir o Seu chamado em nossa vida e viver na simplicidade, na verdade e no amor a Jesus Cristo e aos irmãos. Concedei-nos a graça de viver nossa vida longe do pecado e da ganância, amando o Senhor de todo o coração e aos irmãos, sobretudo os mais necessitados. Amém! São Francisco de Assis, rogai por nós!

 

Referências:
METTS, Sarah. São Francisco de Assis e a resposta ao chamado de Deus. Christo Nihil Præponere, 2021. Disponível em: <https://padrepauloricardo.org/blog/sao-francisco-de-assis-e-a-resposta-ao-chamado-de-deus>.
Canonização de São Francisco. Franciscanos. Disponível em: <https://franciscanos.org.br/carisma/calendario/canonizacao-de-sao-francisco#gsc.tab=0>.

Imagem: São Francisco de Assis / Vatican Media / Musei Vaticani

 

 


#Reflexão: 28º domingo do Tempo Comum (09 de outubro)

A Igreja celebra, no dia 09, o 28º domingo do tempo comum. Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: 2Rs 5,14-17

Salmo: 97(98),1.2-3ab.3cd-4 (R. cf. 2b)
2ª Leitura: 2Tm 2,8-13
Evangelho: Lc 17,11-19

Acesse aqui as leituras.

FÉ QUE PRODUZ SALVAÇÃO 

            Depois de termos ouvidos algumas palavras de ensinamento nos dois últimos domingos, Lucas nos informa que Jesus retoma sua estrada para Jerusalém. Ele é decisivo em sua jornada, mas é capaz também de se comover com o drama das pessoas que Ele encontra pelo caminho.

Jesus e os apóstolos passam por duas regiões: Samaria e Galileia. A primeira era considerada pelos judeus como terra pagã e povo infiel a Deus. Os judeus da Judeia (onde está Jerusalém) detestavam essa gente. Nosso Senhor atravessa estas terras de povos separados, mas antes de entrar em uma aldeia um grupo de pessoas vem ao seu encontro. Tudo indica que Jesus ainda não tinha entrado na vila, pois aquele grupo era diferente: eram leprosos. Esta doença era algo terrível naquele tempo. Um leproso era considerado um “morto vivo”. A lepra por ser contagiosa, o doente deveria se afastar do convivo comunitário, vestir-se de um modo que fosse facilmente visto de longe e quando se aproximasse de alguém deveria gritar: Leproso! Impuro! Um leproso era considerado um amaldiçoado por Deus, alguém que tinha cometido um grande pecado e por isto, Deus lhe estava punido com tal doença que ia matava a pessoa aos poucos.

            O grupo de leprosos era composto por 10 pessoas, sendo nove judeus e um samaritano. A doença tinha unido todos em um ideal, as diferenças sociais e religiosas tinham desaparecido, o drama de cada um tornou-se a única coisa importante que, juntos, buscam uma solução. Alguém pede para Jesus, mas faz a solicitação em nome do grupo. Eles não seguiram as normas para leprosos, pois deveriam gritar em alta voz a condenação que todos estavam vivendo (a lepra). Eles rompem tais barreiras e se arriscam colocando-se no meio da estrada de Jesus. Nosso Senhor interrompe seu caminho, vê a ânsia e o desespero do grupo e lhes apresenta uma solução.

Eles pedem a Cristo, usado um termo que o terceiro evangelista reserva para Jesus: Mestre. Tal termo, exclusivo de Lucas, em todos os outros casos neste Evangelho somente os discípulos é que pronunciam. Eles se colocam não como “fiéis de momento” (por causa da doença), mas como discípulos. Imploram a Jesus não a cura, mas para “ter piedade” deles. Os leprosos reconhecem em Jesus alguém que era capaz de interceder e conseguir a misericórdia do perdão de Deus, e assim, acreditavam eles, um milagre poderia acontecer.

Estamos acostumados ver Jesus sempre operando diretamente curas e milagres, sem intermediários. Aqui, Ele pede algo que, aparentemente, era muito estranho. O pedido de Jesus aos 10 doentes implicava sérios riscos, pois eram leprosos. Eles teriam que entrar na cidade e deveriam se apresentar ao sacerdote, mas isto somente após estarem curados. Naquele tempo, os sacerdotes é que avaliavam as doenças de pele: se suspeitasse que fosse lepra, a pessoa teria que abandonar a comunidade; se conseguisse um milagre, o sacerdote deveria reavaliar a pessoa e depois decretar sua readmissão à comunidade. Jesus não opera o milagre imediatamente, mas pede este gesto de fé e confiança para os leprosos.

            Eles iniciam sua jornada, confiando em Jesus e acreditando que, de algum modo, enquanto caminhavam, o milagre aconteceria. E isto se realizou. A fé é algo que se realiza no decorrer do nosso caminho; é um processo que nos coloca em caminho, nos move com a esperança de conseguir o que necessitamos. A fé produz movimento e vida em seus fiéis.

É interessante perceber que o milagre que tanto desejavam aconteceu como resultado de uma confiança absoluta nas palavras de Jesus. Eles não pediram provas para Cristo para iniciarem o caminho, nem solicitaram algum sinal que lhes desse a certeza de que tudo iria acontecer conforme eles desejavam. Mas, tendo a plena confiança e somente a fé em Jesus, eles começaram a se colocar em caminho e, então, tudo se realizou.

Mas, Lucas nos diz que somente um retornou do meio do caminho dando glória a Deus em alta voz. Antes tinha que gritar: “leproso”, depois do milagre gritava louvores a Deus. A atitude deste curado da lepra é algo espetacular: agradece primeiro a Deus e publicamente (em “alta voz”). Antes não pode se aproximar de Jesus como desejava, agora curado, faz muito mais do que isto: com o rosto por terra diante de Jesus, ele “rende graças” (= “eucaristia”). O gesto daquele que foi curado enquanto caminhava torna-se mais significativo com a observação de Lucas: “era um samaritano”. Vendo isto, Jesus fez algumas observações em forma de pergunta.

            Todos os dez estavam condenados e mediante a fé comum, eles foram libertados. O único caminho que tinham era a morte. Com a cura, eles ganham tudo novamente, inclusive a liberdade de escolher aonde ir. Eles receberam uma ordem que era a condição para obterem a cura, os nove tudo indica que foram até o final seguindo as palavras de Jesus e não foram capazes de perceber o que era mais importante. De fato, a lei os obrigava a se apresentarem diante do sacerdote (e Jesus assim, pediu que fizessem), mas eles não descobriram que o milagre não foi alcançado por causa das leis judaicas e nem pelo sacerdote judeu ao qual deveriam se mostrar, mas por Jesus. Após a cura, tudo retorna como antes: judeus para um lado e samaritanos para o outro.

Mas, o que chamou atenção de Jesus foi o descaso para com Deus: somente um estrangeiro e ainda por cima um samaritano é que voltou para agradecer a Deus aos pés de Cristo. “Voltar” do seu caminho, repensar a caminhada, redescobrir o verdadeiro e o profundo sentido daquilo que realmente é importante. A fé profunda dos dez leprosos lhes tinha conseguido uma cura para o corpo, mas não tinha atingido a alma de todos. A fé solucionou um problema, mas somente no samaritano despertou para a conversão e para a mudança de prioridades e da própria vida. Jesus deveria ser o caminho para se chegar até Deus e não mais as leis.

            A fé genuína (como no domingo passado) deve produzir frutos da conversão, nos ajudar a refazer nossos caminhos tendo Jesus acima de tudo. Mas, o principal efeito da fé esperada por Deus e por Jesus é o agradecimento. A doença tinha unidos todos por uma única causa cuja força da fé tinha conseguido o efeito desejado, mas após a cura, os nove retomaram suas vidas de antes. Isto é muito comum ainda hoje: muitos são fervorosos e fiéis enquanto necessitam de alguma graça ou cura. São pessoas próximas de Deus enquanto precisam de algo, mas se mostram incapazes de “retornar” e desviar de seus caminhos para se colocar diante de Jesus, rendendo graças (eucaristia), pelas coisas grandiosas e boas da vida e de tudo. A cura pela fé foi somente do corpo e não do coração.

Na primeira leitura vemos uma história semelhante de alguém que também precisou acreditar não em grandes sinais, mas na força de Deus que operava através de um simples profeta e de coisas simples (como banhar-se em um rio). O agradecimento de Naamã é profundo e sincero. Ao retornar para seu país, o funcionário do rei estrangeiro leva a terra daquele lugar como sinal da graça de Deus e assim, onde estivesse ele iria oferecer constantes sacrifícios de agradecimentos a Deus. Se a fé produz milagres (soluções para nossos problemas), Jesus alerta que somente o agradecimento constante em nossa vida é que produz realmente a salvação, dom eterno de Deus para todos nós.

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Padre Mário Zappa completa 90 anos de vida

Ontem (30), padre Mário Zappa, membro do clero arquidiocesano, completou o 90º aniversário natalício. Missa em ação de graças pelo dom da sua vida foi celebrada na igreja matriz São Cristóvão, em Pouso Alegre (MG), com a participação de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano.

 

Padre Mário Zappa é natural de Milão, na Itália, e residente na paróquia São Cristóvão, em Pouso Alegre. É responsável pela Comunidade de Ação Pastoral (CAP). Essa comunidade foi fundada nessa paróquia há 44 anos por ele, padre Bruno Stefenelli (in memoriam) e irmã Leila Beatriz Caetano. É uma associação que oferece atendimento educacional e de promoção humana a mais de 500 crianças do bairro São Cristóvão e outros bairros de Pouso Alegre.

Dom Majella cumprimentou o padre Mário Zappa por ocasião de seu aniversário, antes da missa em ação de graças.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., presidiu missa em ação de graças pelo dom da vida do padre Mário Zappa, o qual concelebrou a Eucaristia. Padre Clemildes Francisco de Paiva, pároco, também esteve presente e proferiu a homilia. O pároco falou sobre conversão, acolhimento e fé, a partir da Palavra de Deus (Jó 38; Sl 32 e Lc 10), da festa de São Jerônimo e de fatos da vida do padre Mário.

Na missa, dom Majella destacou a importância do trabalho coordenado pelo padre Mário Zappa para o bairro São Cristóvão e a cidade de Pouso Alegre.

"Permitam-me falar de uma pessoa que tem um lugar especial no nosso coração deste bairro, um verdadeiro patriarca que nutre um amor paternal pelas famílias do bairro São Cristóvão e outros bairros adjacentes. Nascido em Milão, na Itália, Pe. Mário optou por ser o educadormissionário, aqui no Brasil. Cultivando a semente da Palavra de Deus, fez germinar e brotar em seu coração a missão de educar crianças e jovens, permitindo que esse sonho viesse a frutificar em nossa paróquia. Celebrando hoje o aniversário natalício de Pe. Mário, agradecemos a Deus pelo dom de sua vida ministerial", falou padre Clemildes em sua reflexão.

Leia na íntegra a homilia do padre Clemildes.

As crianças e colaboradores da CAP participaram da missa e homenagearam o aniversariante.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Pastoral da Comunicação/Paróquia São Cristóvão - Pouso Alegre

 

A imagem destacada da notícia traz os participantes da missa em ação de graças pelos 90 anos de vida do padre Mário Zappa, na igreja matriz São Cristóvão, em Pouso Alegre, no dia 30 de setembro de 2022.


#Reflexão: 27º domingo do Tempo Comum (02 de outubro)

A Igreja celebra, no dia 02, o 27º domingo do tempo comum. Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Hab 1,2-3.2,2-4

Salmo: 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)
2ª Leitura: 2Tm 1,6-8.13-14
Evangelho: Lc 17,5-10

Acesse aqui as leituras.

FÉ AUTÊNTICA E HUMILDE PARA SERVIR SEMPRE

            As leituras e Jesus, neste domingo, nos ajudam a mergulhar com mais profundidade na questão da fé, grande dom de Deus, mas sem a nossa participação e a nossa contribuição, ela pode fazer muito pouco.

O profeta Habacuc apresenta a Deus uma grande lamentação e várias perguntas. Os desafios e os problemas que o povo estava enfrentando eram grandes e o rei estava indiferente a tudo, preocupado em construir seu palácio. Sensível aos problemas da sua gente, Habacuc pergunta, desesperadamente, porque seu povo estava passando por tanta dor, sofrimento e nenhuma solução se apresentava ao horizonte, seja por parte de um enviado como da parte de Deus. O profeta não questiona a autoridade de Deus, mas sente o peso da realidade ao seu redor. A resposta de Deus é um chamado a acreditar Nele, pois Ele não abandona jamais seu povo.

            Fé em Deus também é o apelo que Paulo faz ao seu afilhado na fé: Timóteo. Na prisão e pressentindo o seu final, o apóstolo convida a não se deixar abalar por nada, a renovar sua confiança, não abandonar o que recebeu e não esquecer os princípios de sua fé em Cristo Jesus. Sabemos que “fé” é um dom de Deus. Ele é quem distribui a todos como Bom Agricultor que sai para semear a boa semente em todo lugar. Tudo parte de Deus, inicia-se com Ele, mas a fé precisa ser acercada de outras virtudes que cada pessoa deve acrescentar.

No Evangelho temos uma passagem que é consequência de um difícil ensinamento de Jesus. No texto anterior ao que ouvimos no Evangelho, Jesus ensina sobre a necessidade de perdoar sempre, incondicionalmente, mesmo quando o teu irmão pecar contra ti sete vezes ao dia (“sete” é número que significa perfeição, completeza) e se ele se arrepender e pedir perdão, você deve perdoá-lo sem colocar condições ou limites. Após este ensinamento, os apóstolos pediram a Jesus: “aumenta-nos a fé”. Eles perceberam que precisariam de uma “fé grande” para poder colocar em prática os ensinamentos do Mestre. Eles não pedem que lhes fosse dada fé, mas aumentar a que já possuíam. Como os apóstolos, também nós, teimamos em aceitar este tipo de perdão incondicional. Mas, a resposta de Jesus é muito mais profunda e ampla.

Jesus não concede o que lhe foi pedido pelos apóstolos, mas apresenta algumas questões sobre a profundidade da fé e inicia com uma pequena parábola do grão de mostarda. Se todos tivessem fé do tamanho do grão de mostarda poderiam fazer grandes coisas. Não se deve entender aqui: “fazer grandes prodígios” algo como “um grande show ou espetáculo” como transportar uma árvore de lugar, isto nem Jesus e nem os apóstolos fizeram, o sentido é outro. O termo original que é traduzido em português como “amoreira” está ligado a uma árvore que possuía raízes profundas e muito difícil de ser arrancada do solo. Segundo Jesus não é necessário uma “grande fé”, mas uma “fé autêntica” que, por si só, já é capaz de arrancar “grandes árvores” com suas raízes profundas que encontram-se em nossos corações. O principal obstáculo para perdoar incondicionalmente os outros são os grandes obstáculos (árvores com profundas raízes) que plantamos em nossos corações. Dessa forma, Jesus esclarece que basta ter uma fé autêntica, pois mesmo que seja pequena como um grão de mostarda já será capaz de fazer grandes coisas, principalmente, eliminar tudo que atrapalha a graça do perdão de Deus em nós e de nós para os outros.

            Acreditar (ter fé) não é conhecer doutrinas e estar ligado a uma instituição, mas confiar em Deus. Muitos possuem a fé original semeada por Deus, mas não somam a ela a confiança e a fidelidade. Ninguém confia em coisas, mas em pessoas! Confiar é depositar nossas seguranças e certezas não em nossos princípios e valores, mas em Deus. Tal confiança e entrega devem ser traduzidas no seguimento de suas Palavras (Jesus é o “Verbo” de Deus) e pronto para cumprir Sua vontade. Para Jesus é fundamental e inseparável: fé e confiança.

O Evangelho prossegue com Jesus apresentando algumas perguntas que retratam aquilo que todos conheciam muito bem: relação entre um servo e o seu patrão. Aqui Jesus não quer confirmar que tudo deve ser assim, mas esta era a realidade que conheciam e viam como algo comum.

A cena construída por Jesus com perguntas mostra um servo que é aplicado ao seu ofício. Ele trabalha o dia todo no campo e quando retorna à casa do seu patrão, ele ainda realiza outras atividades (prepara a mesa para seu senhor). Trabalhar para o seu patrão é estar disponível sempre e em todos os momentos estar preocupado em atender as necessidades do seu senhor. Jesus pergunta se tal servo faz algo de extraordinário. Certamente, todos devem ter confirmado que não fez mais que a obrigação. Estar atendo às necessidades do seu senhor e da sua propriedade era a única realidade que o servo deveria ter em sua vida. Não é um favor que o servo faz, mas sua obrigação e dever para continuar naquela casa.

Jesus, partindo deste quadro conhecido por todos, aplica também à realidade de todos os seus apóstolos e discípulos. Cada um depois de ter trabalhado no campo (no mundo) e na casa do seu senhor (na comunidade ou Igreja) deve dizer a si próprio: somos meros servos e iguais a todos os outros: inúteis aos olhos do mundo. Não é o senhor quem diz ao servo, mas cada um deve dizer para si mesmo. Deus não considera nenhum como um “escravo”, mas cada um deve se colocar como um servo diante de Deus.

            Com esta história, Jesus também critica a mentalidade vigente entre os fariseus que pensavam adquirir algum direito diante de Deus ao cumprir as leis e os Mandamentos. Nós não fazemos nada mais que nossa obrigação e dever, pois são para o nosso bem. Todos nós estamos em profunda dependência em relação a Deus, assim, ninguém deve pensar em um dia se apresentar diante de Deus com alguma pretensão ou exigência, exatamente como Jesus afirma através de suas perguntas sobre o servo ao final do seu dia de serviço.

“Servo” na boca e na vida de Jesus não significa alguém que é escravo ou insignificante para Deus (assim, pensavam muitos na época de Cristo). Mas, é expressão do total serviço, sem pretensões, feito na gratuidade (sem pagamento, senão seria um empregado). Jesus se coloca como servo de todos e convida todos a serem servos uns dos outros. Ele lava os pés dos discípulos (como no Evangelho de João) e pede que todos façam o mesmo. Cada um que se coloca como servo no amor e na misericórdia uns dos outros é servo como Jesus mesmo foi servo. Mesmo que aos olhos do mundo seja um “servo inútil”, mas para Deus será expressão do mesmo Jesus que foi o maior Servo do amor de Deus. Assim, na parábola deste domingo, o servo não foi inútil, pois cumpriu com prontidão todas as suas tarefas, mas ele deve dizer (“em seu coração” ou “dizer pra si mesmo”): “não fiz nada mais que minha obrigação, pois diante de Deus, nada somos (“inúteis”)”, fugindo assim, à tentação de se vangloriar diante de Deus.

Percebemos segundo as palavras de Jesus que fé é confiar plenamente nas mãos de Deus, viver uma vida de serviço sempre e, acima de tudo, com um coração humilde e desprendido de tudo e de todos, para incondicionalmente confiar plenamente em Deus e no Seu amor, Jesus.

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Santa Teresinha do Menino Jesus

Nesta semana, no dia 1º de outubro, celebraremos a memória de Santa Teresinha.

Maria Francisca Teresa nasceu em Alençon (França) no dia 2 de janeiro de 1873. Era filha de Luís Martin e Zélia Guérin, que, apesar de terem sentido o desejo de vida religiosa, abdicaram de suas próprias vontades para se abandonarem à Divina Providência; ouviram e atenderam o Seu chamado para a vocação do matrimônio e, como fruto, obtiveram a grande graça de gerar nove filhos, sendo um deles, Teresinha do Menino Jesus.

Em sua infância, a menina era muito enérgica e muito afeiçoada em cada um dos membros de sua família, mas tinha um carinho especial por sua irmã Paulina, a qual, em tudo, queria agradar e imitar, até mesmo no seu desejo em ser uma religiosa, sem nem mesmo saber o que aquilo significaria. Teresinha era uma criança que, desde sempre, foi instruída sobre Deus e as coisas do alto, tanto que quando fazia alguma travessura, bastava que lhe dissessem que aquilo desagradava o Menino Jesus para que ela nunca mais o repetisse (História de uma Família). “E crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens” (Lucas 2, 40).

Aos 14 anos e meio de idade, a ‘rainhazinha’ revela ao pai seu anseio e vocação de, assim como suas irmãs, ingressar no Carmelo: “...então, as lágrimas dele vieram misturar-se às minhas, mas não disse uma palavra para desviar-me da minha vocação, contentando-se apenas em observar que eu era ainda muito nova para tomar uma decisão tão séria. Defendi tão bem minha causa que, com sua natureza simples e reta, convenceu-se de que meu desejo era o de Deus e, na sua fé profunda, exclamou que Deus lhe fazia uma grande honra pedindo-lhe assim suas filhas” (História de uma Alma, p.63).

Desde então, aparece-lhe uma série de entraves para retardar sua entrada na vida religiosa, sendo um grande impasse sua pouca idade. Mas ela foi em busca de fazer cumprir a vontade de Deus em sua vida, chegando ao ponto de ir à igreja de Roma pedir a autorização do sumo pontífice Leão XIII, que, depois de muita insistência, permite.

A pequena via

O desejo de santidade sempre esteve gravado no coração da ‘florzinha de Lisieux’, mas ela também sempre soube de sua pequenez e, ao se comparar aos grandes santos, dizia: “Deus não poderia inspirar desejos irrealizáveis, portanto posso, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade; não consigo crescer, devo suportar-me como sou, com todas as minhas imperfeições; mas quero encontrar o meio de ir para o Céu por uma via muito direta, muito curta, uma pequena via, totalmente nova” (História de uma Alma, p.122).

E, na Sagrada Escritura, Teresinha encontra a pequena via que a levaria direto a Deus: “Como alguém que é consolado pela própria mãe, assim eu vos consolarei. Sereis amamentados, levados ao colo, e acariciados sobre os joelhos” (Isaías 66,13). Aí entendeu que não precisaria crescer, mas que quanto menos ela fosse, mais precisaria de Deus, mais Ele a consolaria (cf. História de uma Alma, p.122). Portanto, tudo aquilo que acontecia a santinha ofertava a Deus, as alegrias e os sofrimentos: tirava proveito de tudo, do bem e do mal, que  encontrava em si mesma; abandonava-se, entregava-se sem nada reservar para si: “...mas Jesus ensina-me a tudo fazer por amor, a não recusar-lhe nada, a ficar satisfeita quando ele me dá uma ocasião de provar-lhe que o amo, mas isto se efetua na paz, no abandono. Quem faz tudo é Jesus, e eu não faço nada” (História de uma Vida, p.126-127).

A minha vocação é o amor!

Certa vez, meditando a Palavra do Senhor, ao acaso, Teresinha se depara com a Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, na qual o capítulo 13 traz-lhe uma luz: “A caridade é um caminho que conduz a Deus seguramente. Nela fulgura um relâmpago”. E, então, Teresinha recebe a revelação de sua maior vocação, aquela pela qual também cada um de nós somos chamados a viver: “Afinal, encontrei o descanso… A Caridade forneceu-me a chave da minha vocação. Então, no excesso da minha delirante alegria, eu exclamei: ó Jesus meu Amor… minha vocação, afinal encontrei-a, MINHA VOCAÇÃO É O AMOR!” (História de uma Vida, p. 167-168).

 

ORAÇÃO: Ó Senhor, dai-nos a graça de reconhecer nossa pequenez e aceitá-la como grande dádiva, abandonando-nos na Tua grandeza e aproveitando todas as circunstâncias para estar diante de Vós e nos santificar. Que, a exemplo de Santa Teresinha do Menino Jesus, nós possamos amar a Vós com todo o nosso ser e ao nosso próximo como a nós mesmos, enxergando Jesus em todo irmão que se achegar a nós. Amém!

 

Imagem: Santa Teresinha do Menino Jesus / Domínio Público

 


Visita Ad Limina Apostolorum

De 15 a 27 de outubro, os (arce)bispos dos Regionais Leste 2 e 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), correspondentes aos estados de Minas Gerais e Espírito Santo, realizarão a visita Ad Limina Apostolorum. Saiba mais sobre essa atividade eclesial e reze pelo seu bom êxito, em comunhão com os pastores da Igreja Católica presente no sul de Minas Gerais.

 

Como ela surgiu?

Após experimentar o chamado no encontro com o Ressuscitado, no caminho de Damasco (At 9,1-9); de ser iniciado à vida cristã na comunidade de Damasco, por Ananias, seu catequista (At 9,10-22); de empreender sua primeira viagem, junto do experiente Barnabé, seu formador (At 13), com quem experimentou o sucesso – queriam fazê-los deuses – e a rejeição – queriam apedrejá-los (At 14), Paulo toma a decisão de subir a Jerusalém para encontrar Pedro e esclarecer dúvidas, discordâncias e ter por ele confirmada a sua fé e a sua prática missionária (At 15,1-2). Pois fora exatamente isto que Jesus mesmo confiara a Pedro: “Confirma os teus irmãos na fé” (Lc 22,32). Paulo informa que esta visita a Pedro durou 15 dias (Gl 1,18).

Por esta época – em torno do ano 50 d.C. – as variadas comunidades cristãs, formadas pela missão dos apóstolos depois de Pentecostes, já viam em Pedro um vínculo de unidade de toda a Grande Igreja, a Católica – como era chamada em grego – e recorriam a ele como sinal de unidade, como fizeram Paulo e Barnabé.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., recebendo o palio do papa Francisco, na basílica São Pedro, Vaticano, no dia 29 de julho de 2014. Essa insígnia episcopal é o sinal da missão do arcebispo.

Conhecendo a sua história

No cristianismo antigo, o sepulcro era visto como a soleira (em latim: limen, liminis), isto é, o lugar de passagem da vida terrena para a vida eterna. Assim, a visita aos túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo, em Roma, ficou conhecida como visita Ad Limina Apostolorum, que, traduzido, significa, justamente, visita ao túmulo dos apóstolos.

A origem dessa visita remonta aos primeiros séculos do cristianismo. Embora não se conheça com exatidão quando essa prática tenha se iniciado, já no século II, algumas lideranças cristãs iam à Roma, em visita ao sucessor de Pedro. Com a expansão sempre crescente do cristianismo, tais visitas foram se tornando sempre mais frequentes. Assim, de um costume subjetivo, a visita à Roma tornou-se, com o passar dos tempos, uma obrigação canônica.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo de Pouso Alegre (MG), território da arquidiocese e catedral do Bom Jesus.

Ao longo dos séculos XI e XII os bispos visitavam o papa anualmente; mas as dificuldades de uma viagem a Roma inviabilizava, muitas vezes, o cumprimento dessa prática. Por isso, já antes do Concílio de Trento (1545-1563), havia o desejo de que a periodicidade dessa visita fosse a cada três ou a cada cinco anos, pois, do contrário, os bispos não poderiam cumprir o requisito da residência em suas respectivas sedes. Após o Concílio Tridentino, a visita Ad Limina foi regulamentada através da Constituição Romanus Pontifex, de 1585, do papa Sisto V, a qual determinou que a cada três anos os bispos da Itália deviam ir à Roma venerar os túmulos dos apóstolos Pedro e Paulo e para apresentar ao papa um relatório sobre o estado de cada diocese. Quanto aos bispos dos demais países, a periodicidade da visita variava conforme a distância de Roma, sendo que os da Ásia, os da América e os do resto do mundo estavam obrigados a realizá-la a cada dez anos.

Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Campanha (MG), território da diocese e catedral Santo Antônio.

Às determinações de Sisto V seguiram-se outras, que modificaram o modo e o ritmo das visitas dos bispos ao papa. No século XVIII, por exemplo, foram publicadas instruções sobre como os bispos deviam preparar seus relatórios, com indicações precisas sobre os temas que estes deviam abordar. O papa Bento XIV, falecido em 1758, determinou que os bispos italianos realizassem a visita a cada três anos e que os bispos de todos os outros países a fizessem a cada cinco anos. No ano de 1909, no pontificado de Pio X, pelo decreto A Remotissima, foram feitas novas indicações acerca das visitas Ad Limina. Entre elas, foi dado um questionário de 150 perguntas que os bispos deviam responder no relatório a ser entregue ao papa, antes da visita. Com a publicação do Código de Direito Canônico, em 1917, as visitas Ad Limina foram sancionadas e confirmadas nos seus três aspectos fundamentais, válidos ainda hoje, a saber: a apresentação do relatório sobre o estado das dioceses, a veneração dos túmulos dos apóstolos, em suas respectivas basílicas, e a visita ao papa.

Dom José Lanza Neto, bispo de Guaxupé (MG), território da diocese e catedral Nossa Senhora das Dores.

Nas três últimas décadas anteriores ao Concílio Vaticano II (1962-1965), poucas modificações foram feitas quanto às visitas Ad Limina. Porém, passado o evento conciliar, que dera ênfase à importância do relacionamento entre os bispos e o sucessor de Pedro, em 1975 o decreto Ad Romanam Ecclesiam daria novas orientações para as mesmas visitas. E, nessa linha, o atual Código de Direito Canônico, promulgado em 1983, manteve a obrigatoriedade aos bispos e aos ministros a eles equiparados, de realizarem a visita ao papa a cada cinco anos. Desse modo, cum Petro et sub Petro, as igrejas locais são confirmadas na fé e crescem na comunhão com o bispo de Roma, sucessor do príncipe dos Apóstolos, sinal visível da unidade e constituído por Cristo, em sua Igreja, na missão de fortalecer os seus irmãos (Lc 22,32).

Bispos e padres dos Regionais Leste 2 e 3, no dia 11 de dezembro de 2021, quando foi instalado o Regional Leste 3. Foto: Assessoria de Comunicação Regional Leste 3.

Como nossos bispos a realizarão em 2022

Entre os dias 15 a 29 de outubro, os bispos do Regional Leste 2 da CNBB, que corresponde atualmente ao estado de Minas Gerais e do Regional Leste 3, estado do Espírito Santo, farão a sua visita Ad Limina Apostolorum.  Nesta ocasião, os 33 bispos:

Dia 15 – Sábado: partirão do Brasil.

Dia 16 – Domingo: chegarão a Roma e se hospedarão no Pontifício Colégio Pio Brasileiro.

Dia 17 – Segunda-feira: visitarão o Dicastério[1] para a Promoção do Desenvolvimento Humano Integral; o Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica e a Pontifícia Comissão para a Proteção dos Menores. Celebrarão a Santa Missa na Basílica Papal de Santa Maria Maior.

Dia 18 – Terça-feira: celebrarão a Santa Missa na Basílica Papal de São Pedro, no altar do Túmulo de São Pedro. Visitarão o Dicastério para os Bispos; o Dicastério para a Doutrina da Fé; o Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; o Dicastério para as Causas dos Santos e a Secretaria Geral do Sínodo.

Dia 19 – Quarta-feira: celebrarão a Santa Missa na Basílica Papal de São João de Latrão. Visitarão o Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização; o Dicastério para a Educação Católica; o Dicastério para o Clero e o Dicastério para a Comunicação.

Dia 20 – Quinta-feira: terão audiência com o papa Francisco, na Biblioteca do Vaticano, e visitarão a Pontifícia Comissão para a América Latina. Além disso, terão um encontro na Embaixada do Brasil na Santa Sé.

Dia 21 – Sexta-feira: visitarão o Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos; o Dicastério para Leigos, a Família e a Vida e a Secretaria de Estado e Segunda Seção (Relações com os Estados). Celebrarão a Santa Missa na Basílica Papal de São Paulo Fora dos Muros.

Dia 22 – Sábado: terão uma manhã livre e, à tarde, visitarão a Opera Della Chiesa (Obra da Igreja).

Dia 23 – Domingo: visitarão a cidade de Assis, de São Francisco e Santa Clara.

Dia 24 – Segunda-feira: dedicarão o dia a um retiro espiritual, no Pontifício Colégio Pio Brasileiro, sob a orientação do cardeal, poeta e teólogo português, dom José Tolentino de Mendonça.

Dias 25 e 26 – Terça e quarta-feira: serão dias dedicados a atividades pessoais de cada bispo.

Dia 27 – Quinta-feira: retornarão ao Brasil.

Acompanhemos nosso arcebispo de Pouso Alegre, dom José Luís Majella Delgado, CSsR; nosso bispo da Campanha, dom Pedro Cunha Cruz, e nosso bispo de Guaxupé, dom José Lanza Neto, que nos levam a todos em seus corações de pastores, com nossas fervorosas orações.

Rezando pelo bom êxito da visita Ad Limina Apostolorum dos nossos bispos

Senhor,
vós que nos destes em São Pedro e em São Paulo, colunas da Igreja,
o perfeito testemunho de amor pelo vosso Reino,
nós vos pedimos que a visita Ad Limina, realizada pelos nossos bispos,
confirme em seus corações o ardor pastoral
e o verdadeiro amor pela vossa Igreja.
Que, à sombra da fé dos Apóstolos,
nossos pastores renovem seu zelo evangelizador
e encontrem forças para permanecerem sempre fiéis à sua missão.
Nós vos suplicamos, ó Pai, que eles,
reunidos fraternalmente e em comunhão com o papa Francisco,
sintam-se irmanados a nós, seu rebanho,
e cresçam no compromisso de conduzir vosso povo
na mesma fé que levou São Pedro e São Paulo
a darem a vida pelo Evangelho. Por Cristo Senhor nosso. Amém!

Pai-nosso. Ave Maria. Glória ao Pai.

 

Texto: Província Eclesiástica de Pouso Alegre - padre Hiansen Vieira Franco, diocese de Guaxupé, padre Jean Poul Hansen, diocese da Campanha, e padre Vanildo de Paiva, arquidiocese de Pouso Alegre.
Imagem: Arquivo/Pastoral da Comunicação - Arquidiocese de Pouso Alegre

 

[1] Dicastérios são os departamentos de governo da Igreja Católica, em Roma.


Dom Majella e membros da CAL participam de encontro regional de liturgia

De terça (27) a sexta-feira (30), acontece o Encontro Regional de Liturgia, em Belo Horizonte (MG), promovido pelo Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, e membros da Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL) participam do evento.

 

O encontro regional aborda a carta apostólica Desiderio desideravi, do papa Francisco, a qual traz o tema da formação litúrgica do Povo de Deus. Nela, o papa reflete sobre o encantamento e a formação acerca da beleza da liturgia. Além disso, o evento também está tratando do tema “Liturgia e sinodalidade”.

Esses assuntos estão sendo tradados por: padre Leonardo Pinheiro, assessor de Liturgia da CNBB, e padre Washington Paranhos, SJ, assessor da Comissão de Liturgia do Regional Leste 2.

Padre Leonardo Pinheiro, assessor de Liturgia da CNBB.

Participam do encontro coordenadores e assessores para a Liturgia, clérigos e cristãos leigos, de 14 (arqui)dioceses do regional. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre e bispo referencial para a Liturgia do Regional Leste 2, também está presente no evento.

Representando a arquidiocese de Pouso Alegre, participam padre Marcos Roberto da Silva, coordenador da CAL, e Giovana Costa Carvalho, membro dessa comissão.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: padre Marcos Roberto da Silva

 

A imagem destacada da notícia traz da esquerda para a direita: padre Marcos Roberto da Silva, padre Daniel Menezes, Giovana Costa Carvalho, padre Leonardo Pinheiro e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., participantes do encontro de Liturgia do Regional Leste 2 da CNBB, de 27 a 29 de setembro de 2022.

 

 


Dom Majella encerra Semana Jubilar com sessão solene

Hoje (24), no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG), foi inaugurado o busto de dom José D’Ângelo Neto, plantada uma oliveira e lançada a revista comemorativa por ocasião dos 60 anos da arquidiocese. Os atos encerraram a Semana Jubilar.

 

A sessão solene aconteceu como conclusão da Semana Jubilar, iniciada no dia 16 de setembro, por ocasião dos 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre, comemorado ontem (23). Além disso, o evento encerrou também o Ano Jubilar, iniciado no dia 23 de setembro de 2021, por ocasião do jubileu de diamante. No dia 23 de setembro de 1962, a, então, diocese de Pouso Alegre foi instalada oficialmente como arquidiocese, com missa solene e leitura do decreto de criação Qui tanquam Petrus, do papa João XXIII.

O evento foi presidido por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano. Estiveram presentes o cônego Wilson Mário de Morais, vigário-geral, padre Heraldo José dos Reis, reitor do seminário, padre José Francisco Ferreira, coordenador da Comissão do Jubileu dos 60 anos, demais membros do clero, seminaristas, religiosos e fiéis da arquidiocese.

Laudelino Augusto dos Santos Azevedo, assessor da Comissão Nacional para o Laicato da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acompanhou a sessão solene.

Jaqueline Lima da Costa, superintende de Comunicação, Lazer e Turismo, e Pedro Maciel, assessor, representaram o prefeito de Pouso Alegre, José Dimas da Silva Fonseca.

Padre Heraldo acolheu os presentes na sessão. Uma breve celebração da Palavra foi realizada para iniciar os atos solenes. O ambiente celebrativo foi organizado com uma foto de dom José D’Ângelo Neto (1917-1990), uma oliveira, a Bíblia e a imagem de São Sebastião, padroeiro arquidiocesano. Foram proclamados trechos de Sl 1 e Jo 15. Os participantes rezaram a Oração do Jubileu Arquidiocesano e cantaram o Te Deum.

Sessão solene marcou encerramento da Semana Jubilar com a presença de dom Majella, padres, religiosos, seminaristas, cristãos leigos e autoridades civis.

Dom Majella saudou a todos e referiu-se aos 60 anos da arquidiocese como um marco para a história da Igreja no sul de Minas. O arcebispo explicou que os atos solenes de rezar com a Palavra, plantar uma oliveira, inaugurar um busto e lançar uma revista estão ligados a Jesus, Filho amado de Deus, Nosso Salvador. Dom Majella salientou que esses atos são um marco para caminhada de fé do Povo de Deus presente na arquidiocese.

Sobre o plantio de uma oliveira, o arcebispo comentou que essa árvore faz pensar nos seus frutos e no óleo, sustento para muitas famílias de paróquias da arquidiocese. Essa árvore é também uma alusão à Palavra de Deus, principalmente pelas passagens bíblicas que falam do óleo. Sobre isso, lembrou-se da passagem das virgens prudentes (Mt 25).

Dom Majella explicou na sessão o sentido das comemorações do Jubileu de 60 anos da arquidiocese.

Sobre o busto de dom José D’Ângelo Neto, dom Majella destacou que será uma memória agradecida ao primeiro arcebispo de Pouso Alegre, que lançou a construção do seminário no bairro São Carlos e foi um zeloso pastor para a arquidiocese. A partir da vida de dom José D’Ângelo, dom Majella encorajou a todos a viver sem medo a vocação que Deus confia.

A oliveira foi plantada no jardim do seminário com a ajuda da Maria Cristina de Souza Faria, que representou os membros da Comissão do Jubileu dos 60 anos; Maria Rosa Pereira Lopes, representando os benfeitores da arquidiocese; Dioni Acácio da Silva, seminarista que representou os membros do seminário. Durante o plantio, os presentes cantaram o hino do 1º Sínodo arquidiocesano. Após o plantio, Maria Cristina explicou que a árvore plantada foi acolhida na catedral durante a Semana Jubilar e é uma esperança tê-la plantado no seminário para ser marco histórico do jubileu arquidiocesano.

Maria Cristina de Souza Faria, Maria Rosa Pereira Lopes e Dioni Acácio da Silva plantaram uma oliveira no jardim do seminário.

Após o plantio da árvore, foi inaugurado o busto de dom José D’Ângelo Neto na entrada principal do seminário. O seminarista Daniel Borba Zanellato apresentou a biografia do primeiro arcebispo de Pouso Alegre. Dom Majella destacou o incentivo de dom José D’Ângelo para o laicato da arquidiocese e convidou o Laudelino para a inauguração do busto para representar os cristãos leigos que colaboram nas ações de evangelização da arquidiocese. O busto foi inaugurado por dom Majella, padre Heraldo e Laudelino.

Laudelino, padre Heraldo e dom Majella inauguraram o busto de dom José D'Ângelo Neto na entrada principal do seminário Nossa Senhora Auxiliadora.

Após a aclamação dos presentes, Laudelino leu os dizeres da placa anexa ao busto e recordou que o seminário arquidiocesano foi uma casa de formação de presbíteros e cristãos leigos e leigas, principalmente nos momentos de assembleia pastoral, configurando, já naquela época, uma experiência de sinodalidade. Lembrou-se de que foi no seminário a fundação do Conselho Arquidiocesano de Leigos e destacou a presença na sessão da Dalva Rangel, coordenadora atual dessa organização. Considerou também que, durante muito tempo, foi professor dos seminaristas sobre o tema do laicato, reflexão não pode faltar na formação presbiteral.

“Ao inesquecível dom José D’Ângelo Neto, nascido aos 11 de outubro de 1917 e falecido aos 31 de maio de 1990. Primeiro arcebispo e pastor da Igreja de Pouso Alegre entre 29/06/1960 e 31/05/1990. Nos 60 anos de instalação da arquidiocese de Pouso Alegre, sob o pontificado de Sua Santidade, o papa Francisco, e no governo pastoral de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., ergueu este monumento a gratidão desta Igreja Particular. 1962 – 23 de setembro – 2022”, leu Laudelino os dizeres da placa do busto.

Padre Heraldo refletiu sobre o tema da fé e da simbologia da luz para os fiéis da arquidiocese de Pouso Alegre. Destacou a missão de dom José D’Ângelo Neto na história da Igreja Particular como profeta das vocações por incentivar a construção do seminário e apoiar e acolher sempre os padres com carinho de pastor.

Dom Majella prosseguiu explicando que a inauguração do busto de dom José D’Ângelo encerra o Ano Jubilar, que aconteceu com a colaboração de uma comissão. Agradeceu à Cristina, por ser a primeira a colaborar nesse evento arquidiocesano. O arcebispo entregou-lhe uma lembrança de agradecimento e acolheu também os demais membros da comissão.

Para encerrar a sessão solene, foi lançada a revista comemorativa do jubileu arquidiocesano. Padre José Francisco apresentou a revista, destacando que ela foi elaborada de modo colaborativo. Seu conteúdo dá sentido ao marco histórico dos 60 anos da arquidiocese. A revista recolhe ações históricas e pastorais arquidiocesanas, como frutos, em alusão ao Sl 1, e referenciam a beleza da evangelização da Igreja presente na arquidiocese de Pouso Alegre. Dalva Rangel agradeceu aos patrocinadores da revista.

Iracema Kian Dantas entregou o primeiro exemplar da revista comemorativa dos 60 anos ao dom Majella.

Como ato de lançamento, Iracema Kian Dantas, da Comissão do Jubileu dos 60 anos, entregou um exemplar da revista ao dom Majella. Os presentes ganharam um exemplar da revista, autografada pelo arcebispo e os membros da Comissão do Jubileu.

Membros da Comissão do Jubileu de 60 anos da arquidiocese e dom Majella autografaram a revista comemorativa dessa data histórica.

Padre José Francisco encerrou a sessão solene, agradecendo ao arcebispo, dom Majella, destacando que o Jubileu dos 60 anos aconteceu em torno de um homem de fé. Reconheceu, pelo testemunho dos arcebispos e bispos presentes na Semana Jubilar, que dom Majella é testemunho e sinal de comunhão e amizade em Cristo para a província eclesiástica.

 

Dom José D'Ângelo Neto, natural de Ibituruna (MG), foi nomeado bispo de diocese de Pouso Alegre no dia 12 de março de 1960 e tomou posse no dia 29 de junho daquele ano. Em 14 de abril de 1962, foi elevado a arcebispo da, então, criada arquidiocese de Pouso Alegre pela bula Qui tanquam Petrus, de 14 de abril de 1962, assinada pelo papa João XXIII. Dom José D'Ângelo participou do Concílio Vaticano II em todas as suas etapas. Pastoreou a Igreja Particular de Pouso Alegre por 30 anos. Faleceu no dia 31 de maio de 1990. Foi o 2º bispo e o 1º arcebispo a ser sepultado na cripta da catedral metropolitana do Bom Jesus.

 

Veja mais fotos na Galeria.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior

 

A imagem destacada da notícia traz dom José Luiz Majella Delgado autografando a revista comemorativa do Jubileu de 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre.


Pouso Alegre completa 60 anos como sede arquiepiscopal

Hoje (23), a arquidiocese de Pouso Alegre (MG) completou 60 anos de sua elevação à categoria de sede arquiepiscopal e metropolitana. A data histórica foi celebrada com missa solene pela Igreja Particular e encerramento do Ano Jubilar. A celebração, presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, aconteceu na catedral do Bom Jesus.

 

A celebração eucarística do "Dia do Jubileu Arquidiocesano" fez parte da programação da Semana Jubilar, que acontece desde última sexta (16) até amanhã (24). A missa solene também encerrou o Ano Jubilar, iniciado no dia 23 de setembro de 2021. Esses eventos foram motivados pela comemoração dos 60 anos de elevação da, então, diocese de Pouso Alegre à categoria de sede arquiepiscopal e metropolitana.

Dados históricos da criação da arquidiocese

A elevação aconteceu no dia 14 de abril de 1962, pelo papa João XXIII, com a bula Qui tanquam Petrus. Na ocasião, tornaram-se sedes arquiepiscopais e metropolitanas as, então, dioceses de Pouso Alegre, Juiz de Fora (MG) e Uberaba (MG).

No dia 23 de setembro de 1962, na catedral do Bom Jesus, ocorreu a instalação canônica da arquidiocese de Pouso Alegre, com a leitura do decreto de criação e missa solene, presidida por dom João Resende Costa, então, bispo coadjutor de Belo Horizonte (MG) e delegado do núncio apostólico. Naquele ato, dom José D'Ângelo Neto tomou posse como 1º arcebispo metropolitano. Nessa ocasião, estiveram presentes dom Othon Motta, então, bispo da Campanha (MG), e dom Inácio Dal Monte, então, bispo de Guaxupé (MG).

Participação de fiéis, religiosos e clérigos no Dia do Jubileu Arquidiocesano (23) na catedral metropolitana do Bom Jesus, em Pouso Alegre.

Com a instalação da arquidiocese de Pouso Alegre, iniciou-se também nova província eclesiástica, abrangendo o território do sul de Minas Gerais. Essa arquidiocese e as dioceses sufragâneas, Campanha e Guaxupé, passaram a formar a província eclesiástica de Pouso Alegre.

60 anos e 4 arcebispos

De 1962 a 2014, a arquidiocese de Pouso Alegre teve três arcebispos: dom José D’Ângelo Neto (1962-1990); dom João Bergese (1991-1996) e dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O. Praem (1996-2014). Eles já são falecidos e estão sepultados na cripta da catedral metropolitana do Bom Jesus.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, abençoou os fiéis ao final da missa com o canto do Te Deum.

No dia 2 de agosto de 2014, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., tomou posse como quarto arcebispo metropolitano e sétimo bispo de Pouso Alegre. Foi nomeado para essa missão pelo papa Francisco no dia 28 de maio de 2014. Dom Majella é natural de Juiz de Fora (MG). É membro da Congregação do Santíssimo Redentor (C.Ss.R.). Foi ordenado presbítero no dia 14 de março de 1981. Como padre, trabalhou como formador de presbíteros, em paróquias, no santuário nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), e na Conferência Nacional dos Bispos dos Brasil (CNBB), em Brasília (DF). No dia 16 de dezembro de 2009, foi nomeado pelo papa emérito Bento XVI como bispo da diocese de Jataí (GO). Foi ordenado bispo no dia 27 de fevereiro de 2010, no santuário nacional, em Aparecida. Seu lema é "Servir por caridade". De março de 2010 a maio de 2014, foi bispo de Jataí.

Dia do Jubileu Arquidiocesano

Hoje (23), às 18h30, na catedral do Bom Jesus, fiéis, seminaristas e membros do cabido metropolitano cantaram o ofício de Vésperas, parte da Liturgia das Horas, em ação de graças a Deus pelos 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre.

Em seguida, foi celebrada a missa solene pela Igreja Particular e de encerramento do Ano Jubilar, presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano. Participaram da celebração membros do clero, diácono, seminaristas, religiosos e cristãos leigos. No início, cônego Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral, acolheu a todos os presentes. Como convidados especiais, participaram coordenadores e secretários dos Conselhos Paroquiais de Pastoral (CPP's), os coordenadores de pastorais, movimentos, comissões e conselhos arquidiocesanos e autoridades civis e militares locais. As ações litúrgico-musicais foram organizadas e realizadas pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL) e o Coral Arquidiocesano, regido pelo padre Leandro Luís Mota Ribeiro.

Membros do Coral Arquidiocesano, regidos pelo padre Leandro Luís Mota Ribeiro.

Após a acolhida, padre José Luiz de Faria Júnior, vice-chanceler do arcebispado, leu a bula Qui tanquam Petrus. Com o hino do Ano Jubilar, foram entronizadas no presbitério da catedral do Bom Jesus imagens do brasão da arquidiocese, da logomarca do jubileu dos 60 anos e de São Sebastião, padroeiro arquidiocesano.

Leia na íntegra a transcrição da bula Qui tanquam Petrus.

Em sua homilia, dom Majella destacou que a festa de hoje é arquidiocesana e tem o objetivo de honrar a arquidiocese de Pouso Alegre, como Igreja Particular e sede metropolitana, unida a Deus pela fé e pelos sacramentos e parte da comunidade cristã dos redimidos, a Igreja.

Além disso, dom Majella se apresentou como aquele que preside na caridade a província eclesiástica de Pouso Alegre, sendo o seu quarto arcebispo. Saudou a todos os presentes, destacando a participação dos cristãos leigos coordenadores das pastorais paroquiais e arquidiocesanas. Manifestou solicitude, comunhão e agradecimento às dioceses da Campanha e de Guaxupé, referindo-se a seus bispos, respectivamente, dom Pedro Cunha Cruz e dom José Lanza Neto.

Perspectiva do báculo de dom Majella, símbolo do seu ministério de pastor na arquidiocese de Pouso Alegre.

A partir da Palavra de Deus e de referências a documentos do Concílio Vaticano II, da Conferência de Aparecida e do papa Francisco, dom Majella exortou os fiéis sobre o tema da unidade na Igreja. Diante de infrações, abusos, tentações, paralisias, saudosismo de uma Igreja medieval, clericalismo e polarizações, o arcebispo incentivou os fiéis, religiosos e clérigos a se esforçarem pela unidade na Igreja por meio da arte do diálogo e do cultivo de um espírito sinodal. Destacou também que a unidade da Igreja acontece com a força unificadora e harmônica do Espírito Santo, que tece a unidade com a diversidade.

Dom Majella exortou os fiéis, em sua homilia, sobre a unidade na Igreja.

Ao final da sua reflexão, dom Majella lembrou-se do exemplo dos beatos e servos de Deus da província eclesiástica de Pouso Alegre: beata Nhá Chica, beato padre Vitor, a irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade ("Mãezinha do Carmelo") e o monsenhor Alderigi, homens e mulheres convictos na fé e de boa vontade que se esforçaram para viver a santidade. Com o exemplo deles, o arcebispo incentivou a arquidiocese a ser uma escola da harmonia e da afeição eclesial, principalmente com os mais necessitados.

"Desejo, amados irmãos e irmãs, que celebrando esta solenidade litúrgica e jubilar, nesta catedral metropolitana, aumentasse o nosso amor à província eclesiástica de Pouso Alegre. Mesmo celebrando este jubileu, que saibamos reconhecer o nosso próprio dever de penitência e a nossa própria necessidade de humilde reconciliação com Deus e com os homens. Devemos atribuir a um favor da divina Bondade o fato de nos ser concedido a todos morar nestas terras sul-mineiras, e pertencer a esta Igreja que nos oferece a exemplaridade de mulheres como a beata Nhá Chica, a imã Maria Imaculada da Santíssima Trindade – Mãezinha do Carmelo e tantas outras mulheres guerreiras e convictas de sua fé; do beato padre Victor, do servo de Deus Alderigi Torriani e tantos outros homens de boa vontade que com desejo de santidade fizeram sua entrega total ao Senhor. Que seja a caminhada da nossa arquidiocese uma escola de harmonia e de afeição eclesial, sempre preocupada com os irmãos abandonados, sofredores, injustiçados", disse dom Majella em sua homilia.

Leia na íntegra a homilia de dom Majella.

Após a liturgia eucarística, a secretária arquidiocesana de Pastoral, Lucimara do Carmo Aparecido, e o padre José Francisco Ferreira dirigiram palavras de agradecimento ao arcebispo, padres, religiosos e fiéis pela participação nas atividades do Ano e Semana Jubilar pelos 60 anos da arquidiocese.

Liturgia eucarística, concelebrada por dom Majella e padres do clero arquidiocesano.

Ao final da celebração, dom Majella recebeu, do deputado Paulo Valdir Ferreira, moção de aplauso da Assembleia Legislativa de Minas Gerais por ocasião da celebração do jubileu arquidiocesano. Além disso, o vereador Elizelto Guido e Eyder de Souza Lambert, chefe de gabinete, representaram o prefeito de Pouso Alegre, José Dimas da Silva Fonseca, e cumprimentaram o arcebispo.

Após a bênção final solene, dom Majella, com os fiéis entoando o canto Te Deum, percorreu a catedral do Bom Jesus, concedendo bênçãos aos presentes.

Ano e Semana Jubilar

No dia 23 de setembro de 2021, foi iniciado o Ano Jubilar, com missa solene na catedral do Bom Jesus. O tema do ano foi "Tempo de celebrar e agradecer os frutos colhidos". O lema foi inspirado em Sl 1,3: "Firme como a árvore plantada à beira do rio, dá fruto no tempo devido". Durante esse período, aconteceram missas especiais em paróquias criadas após 1962, com a participação do arcebispo. Além disso, vídeos mensais sobre a história da arquidiocese foram produzidos e divulgados nas mídias sociais.

A celebração dos 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre foi organizada e animada por uma comissão especial, criada por dom Majella em 2021. Participaram da comissão: padre José Francisco Ferreira, coordenador; Maria Cristina de Souza Faria; Dalva Rangel da Veiga Nery; Eder do Couto Nora; Fernando Henrique do Vale; Giovana Costa Carvalho; Iracema Kian Dantas; Lucimara do Carmo Aparecido e Suzana Costa Coutinho.

Dalva Rangel, cristã leiga da Comissão para o Laicato e da Comissão do Jubileu, cumprimentou dom Majella ao final da celebração.

Na última sexta (16), iniciou-se a Semana Jubilar com missas; eventos culturais; exposição de fotos e objetos litúrgicos na catedral metropolitana e a participação de fiéis, religiosos, padres, bispos e arcebispos ligados à história da arquidiocese de Pouso Alegre.

A Semana Jubilar será encerrada amanhã (24), quando será inaugurado um busto de dom José D'Ângelo Neto no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. No evento, também será lançada uma revista comemorativa e plantada uma oliveira, em alusão ao tema do Ano Jubilar.

 

Veja mais fotos na Galeria.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Débora Maria Lemos Faria e Lucas Silveira

 

A imagem destacada da notícia traz dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., com os membros da Comissão do Jubileu dos 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre.