Dom José Francisco inicia a Semana Jubilar da arquidiocese
Arquidiocese de Pouso Alegre (MG) iniciou, hoje (16), a Semana Jubilar para comemorar seus 60 anos de criação como sede arquiepiscopal. Na catedral metropolitana, dom José Francisco Rezende Dias, arcebispo de Niterói (RJ), presidiu a celebração eucarística do 1º dia da semana comemorativa.
Como convidados especiais, padre Edson Aparecido da Silva, padre Samuel Henrique Pereira Lima Soares e fiéis das paróquias São João Batista e São Geraldo, de Pouso Alegre, participaram do 1º dia da Semana Jubilar. Além deles, o coral Vozes de Euterpe, de Brazópolis (MG), animou a celebração eucarística.
Cônego Vonilton Augusto Ferreira e o padre Mário Navarro, que trabalham na catedral metropolitana, estiveram presentes na missa e acolheram os participantes. Padre José Francisco Ferreira, coordenador da comissão do Jubileu dos 60 anos da arquidiocese, também participou da abertura da Semana Jubilar.
Da esquerda para a direita, padre José Francisco Ferreira, padre Edson Aparecido da Silva, cônego Vonilton Augusto Ferreira, dom José Francisco Rezende Dias, padre Samuel Henrique Pereira Lima Soares e padre Mário Navarro, no 1º dia da Semana Jubilar.
No início da missa, cônego Vonilton Augusto Ferreira acolheu os clérigos, religiosos e fiéis presentes. Dom José Francisco abriu a Semana Jubilar e a celebração da missa: "Sentindo-nos como uma só família que quer louvar e agradecer ao Senhor, sendo acolhidos pelo cônego Vonilton, iniciamos esta nossa celebração festiva". Ainda no início da celebração, foi feita uma recordação dos principais acontecimentos pastorais da arquidiocese de Pouso Alegre nos últimos 60 anos.
Fiéis das paróquias São João Batista e São Geraldo, em Pouso Alegre, participam de missa na catedral metropolitana no 1º dia da Semana Jubilar.
Em sua homilia, dom José Francisco explicou a história e a missão de São Cornélio e São Cripriano, celebrados pela Igreja neste dia. Além disso, o arcebispo de Niterói destacou elementos da Palavra de Deus proclamada na missa, explicando o valor da unidade, da comunhão e missão de Jesus que continua na arquidiocese de Pouso Alegre. Dom José Francisco também ressaltou a importância de se celebrar um jubileu na Igreja. Para ele, o jubileu de 60 anos da arquidiocese é tempo de agradecer, refletir e rever a caminhada feita; é hora da fé e renovar o compromisso com Jesus e com a Igreja.
Dom José Francisco declarou que se sente feliz em fazer parte da história da arquidiocese de Pouso Alegre e participar do início da celebração de seu jubileu de 60 anos de criação.
Dom José Francisco Rezende Dias, arcebispo de Niterói, presidiu o 1º dia da Semana Jubilar. Ele é natural de Brazópolis. Ele foi padre do clero arquidiocesano de Pouso Alegre de 10 de novembro de 1979 a 2 de junho de 2001, quando foi ordenado bispo. Foi também bispo auxiliar da arquidiocese de Pouso Alegre desde sua ordenação episcopal até o dia 30 de março de 2005, quando foi nomeado como bispo de Duque de Caxias (RJ).
"Em comunhão com a Igreja, estamos celebrando hoje a memória de São Cornélio e São Cipriano. Eles foram mortos em anos diferentes, mas unidos em vida por uma grande amizade e pelas mesmas preocupações pastorais. (...) São Cornélio, papa, e São Cipriano, bispo, amigos, são exemplos de fidelidade a Cristo e à Igreja na doação da própria vida com a consciência de que esse é o caminho da salvação. Hoje, a Palavra de Deus na nossa liturgia apresentou na primeira leitura São Paulo aconselhando Timóteo para que procurasse conduzir as pessoas sem a divisão, buscando a unidade da comunidade. Sem permitir que elas pudessem cair na ganância pelo lucro e pelo dinheiro, mostrando que esse não é o caminho da vida. Esse não é o caminho que nos leva para a salvação. Nós somos chamados a estar com o senhor, a viver com o Senhor. Esta é a nossa identidade. Por isso mesmo, nós devemos utilizar das coisas enquanto nos levam para Deus e deixar tudo aquilo que pode nos desviar do caminho do Senhor. O Evangelho vem nos ensinar mostrando que Jesus caminha com os discípulos e discípulas, os seus colaboradores e colaboradas a serviço da Boa Nova do Reino. São os 12 apóstolos e algumas mulheres, algumas até citadas pelo nome: Maria Madalena, Joana, Suzana e outras que ajudavam a Jesus com os bens que elas possuíam. Podemos dizer que este Evangelho nos mostra todo o dinamismo da vida de Jesus, que pelo caminho, pelas estradas, nas casas, no Templo, estava sempre anunciando o mistério do Reino de Deus e, assim, construindo uma história nova. Nós podemos dizer que esta caminhada evangelizadora de Jesus, que continua na história, chegou até nós hoje. Hoje, nós estamos aqui para louvar e bendizer a Deus pelo Jubileu de Diamante da arquidiocese de Pouso Alegre. Celebrar o jubileu é celebrar um momento oportuno e privilegiado de agradecer os frutos colhidos. É tempo de gratidão. Gratidão ao Senhor e a todos os que fizeram e fazem parte desta história. Eu me sinto feliz por fazer parte dessa história. Por isso, também a minha alegria de estar aqui hoje, no primeiro dia da Semana em preparação ao jubileu. Celebrar o jubileu é hora para refletir e rever a caminhada feita, reconhecendo os dons recebidos do Senhor. Mas, também é momento de pedir perdão pelas nossas infidelidades ao seu projeto de amor maior. Nem sempre nós correspondemos a tudo aquilo que o Senhor nos pediu. Mas, também celebrar o jubileu também é hora da fé para entender com o olhar de Deus todo desafio e questionamento do momento presente. E celebrar o jubileu também é momento de esperança para nada temer e acreditar no futuro. É a hora de renovar o compromisso com Jesus e com a sua Igreja, testemunhando o seu amor aos irmãos e irmãs, especialmente aos mais necessitados. E, hoje, somos nós que fazemos parte desta história jubilar", disse dom José Francisco em sua homilia.
Após a missa, aconteceu a abertura da galeria de exposição de fotos e de objetos litúrgicos da arquidiocese, nos corredores da catedral metropolitana. A exposição se estenderá até o dia 25 de setembro e está aberta para visitação dos fiéis.
Fotos de acontecimentos históricos da arquidiocese de Pouso Alegre fazem parte de exposição comemorativa pelos seus 60 anos de criação. Dom José Francisco participou da abertura da exposição, hoje (16), na catedral metropolitana.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Débora Maria Lemos Faria
Novos diretores nomeados da Faculdade Católica de Pouso Alegre apresentam mensagem oficial
Padre Adriano São João e padre Robison de Souza Santos, nomeados por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., respectivamente, como diretor-geral e vice-diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre, apresentam sua primeira mensagem à comunidade acadêmica e à província eclesiástica de Pouso Alegre.
A nomeação dos novos diretores ocorreu no dia 8 de setembro, por meio de carta de dom Majella, grão-chanceler da Faculdade Católica de Pouso Alegre, ao cônego Simão Cirineo Ferreira, presidente da Fundação Dom José D'Ângelo Neto, mantenedora da faculdade.
Saiba mais sobre a nomeação dos novos diretores da Faculdade Católica de Pouso Alegre.
Padre Adriano São João e padre Robison de Souza Santos apresentaram, hoje (16), pelas redes sociais, mensagem de agradecimento pela nomeação. Além disso, eles manifestaram o desejo de continuar as atividades acadêmicas da faculdade a partir da sua missão. Eles também saudaram e agradeceram o diretor-geral atual, padre Daniel Santini Rodrigues.
Padre Adriano São João e padre Robison de Souza Santos serão, respectivamente, diretor-geral e vice-diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre a partir de 2023.
Leia a mensagem na íntegra a seguir.
Palavras de agradecimento
Por ocasião da nomeação do novo diretor-geral e do vice-diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre/MG, queremos agradecer ao nosso arcebispo dom José Luiz Majella Delgado pela confiança em nós depositada ao nos nomear para essas funções. Os nossos agradecimentos também se estendem à mantenedora da faculdade (FEJAN) e aos seus professores, alunos, funcionários e amigos pelo apoio, incentivo e amizade. Aproveitamos o ensejo para expressar a nossa estima e reconhecimento ao atual diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre, Prof. Dr. Pe. Daniel Santini Rodrigues, pelos anos de dedicação à causa da educação da nossa instituição de ensino. Com a graça de Deus e a união de todos, vamos continuar trabalhando pelo cumprimento da missão da Faculdade Católica de Pouso Alegre: "Promover o desenvolvimento integral do ser humano por meio da educação, ajudando-o a crescer na sua consciência de cidadão, respeitoso de sua dignidade de pessoa, capaz de construir seu projeto histórico na relação pluridimensional consigo mesmo, com os outros, com a natureza e com Deus, promotor da paz e da justiça, a serviço do bem comum". A todos, nosso muito obrigado.
Prof. Dr. Pe. Adriano São João – diretor-geral nomeado
Prof. Ms. Pe. Robison de Souza Santos – vice-diretor-geral nomeado
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Arquivo/Arquidiocese de Pouso Alegre e Faculdade Católica de Pouso Alegre
Padres da arquidiocese participam de retiro espiritual
Primeira turma de padres do clero arquidiocesano participou de retiro espiritual de 12 a 15 de setembro, na casa de retiros “Vila Dom Bosco”, em Campos do Jordão.
O pregador do retiro foi dom frei Carlos Alberto, OFM, bispo de Juazeiro (BA). Ele apresentou meditações sobre o tema “Discipulado em tempos que interpelam e desafiam”. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), também participou do retiro. O evento foi organizado pela Pastoral Presbiteral, coordenada pelo padre Heraldo José dos Reis.
Dom frei Carlos Alberto, OFM, bispo de Juazeiro (BA).
Os padres da primeira turma do retiro espiritual se dedicaram a momentos de silêncio, oração, meditação da Palavra de Deus, leitura e reflexão de textos do papa Francisco, celebrações da Liturgia das Horas, do sacramento da Penitência e da Eucaristia.
Durante o retiro, os padres e bispos receberam a notícia do falecimento do monsenhor João Aparecido de Faria, na noite da última terça (13). Com esse ocorrido, a programação do terceiro dia de retiro foi adaptada e os padres foram convidados por dom Majella a irem a Paraisópolis (MG) para participaram da missa exequial e do sepultamento do monsenhor João Faria.
Em suas reflexões, dom Carlos refletiu com os padres a importância de cuidar-se para cuidar dos fiéis. Em uma sociedade marcada pelo cansaço e pela cultura da eficácia e da produção, o pregador destacou ser necessário fazer a experiência do deserto, voltando-se sempre a Deus no cotidiano e na formação permanente.
Dom Carlos também refletiu sobre momentos de crise na vida e missão dos vocacionados. Falou sobre a conjuntura e as consequências da pandemia por COVID-19 na sociedade atual. Apresentou motivações vocacionais e destacou a necessidade da formação permanente e a centralidade da Palavra de Deus na vida do presbítero.
Para o padre Flávio Sobreiro, pároco da paróquia São José, em Toledo (MG), o retiro foi um momento oportuno de adoração, oração intensa e renovação dos compromissos vocacionais.
“Adorar é fazer-se pequeno diante do Altíssimo. No tempo do isolamento da pandemia em que ficamos em casa rezamos mais? Às vezes, na Igreja brigamos pelo periférico e perdemos o que é essencial. A experiência da clausura na pandemia nos proporcionou o encontro com Jesus? Deus não salva a partir de Sua fragilidade, não de sua Onipotência. Às vezes, somente acreditamos num Deus de efeitos especiais. Adorar um pedacinho de Pão não basta. Deus se fez pequeno. A Missa não deve uma ser uma atividade, mas uma necessidade. O desânimo é uma ferramenta diabólica. Para enfrentar o desânimo é preciso reavivar o ânimo que nasce do encontro, da intimidade com o Senhor. Necessitamos ser discípulos enamorados do Mestre. A catequese deve ajudar os catequizandos a serem discípulos enamorados de Jesus. Qual o lugar dos empobrecidos na pastoral? Hoje, falar em pobres é quase um pecado para alguns. Os pobres estão no coração do Evangelho. Jesus se fez pobre para nos salvar. Nós não fomos chamados, mas somos constantemente chamados”, destacou o padre Flávio a partir das suas orações no retiro.
A segunda turma dos padres da arquidiocese participará do próximo retiro espiritual, dos dias 20 a 23 de setembro, na mesma casa de retiros.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: padre Marcos Eduardo Caliari e padre Anderson Ribeiro dos Santos
Confira imagens do retiro espiritual:
#Reflexão: 25º domingo do Tempo Comum (18 de setembro)
A Igreja celebra, no dia 18, o 23º domingo do tempo comum. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Am 8,4-7
Salmo: 112(113),1-2.4-6.7-8 (R. 1a.7b)
2ª Leitura: 1Tm 2,1-8 ou ou mais breve 16,10-13
Evangelho: Lc 16,1-13
SER JUSTO SEMPRE E COM TODOS
As leituras deste domingo nos questionam sobre as consequências do apego aos bens deste mundo, especificamente ao dinheiro e a riqueza em geral. Amós apresenta um quadro da situação do seu tempo que parece ser também do nosso tempo: A malandragem daqueles que já possuem muitos bens em conseguir cada vez mais riquezas. O profeta lista as estratégicas dos negociantes e vendedores em explorar os pobres. O povo simples comprava bens de subsistência (trigo e azeite), mas eram trapaceados de diversas formas: no valor, no peso e na medida. A conclusão é óbvia: a riqueza desses ricos negociantes jamais poderia ser abençoada. O profeta Amós alerta tais que pessoas que eles não serão esquecidos por Deus e terão que prestar contas de seus atos.
No Evangelho de Lucas, o tema principal é também sobre a riqueza. Mais uma vez nos deparamos com uma história (parábola) que nos questiona sobre o uso dos bens deste mundo. O personagem principal desta parábola não é um sujeito com atitudes a serem imitadas como também ocorre em outras parábolas contadas por Jesus em Lucas como do “amigo inoportuno” (11,5-8) e do “juiz iníquo” (18,1-8).
No domingo passado, nós nos vimos diante de um Pai que não se iguala a nenhum pai deste mundo. Com um coração plenamente cheio de misericórdia e pronto a nos ajudar na conversão (primeiro filho), mas também no perdão (segundo filho). Hoje Jesus conta a história de um rico proprietário que confia tudo na mão de um administrador. Tudo lhe pertence e o empregado é chamado a cuidar com justiça dos bens do seu senhor. Jesus diz que este rico proprietário ficou sabendo da malandragem do seu principal administrador, o patrão já tinha notícias suficientes para mandar embora e processá-lo, mas resolve ainda dar a ele a possibilidade de se justificar ou de se defender. A situação era tão crítica contra o administrador que lhe vem antecipado que não mais poderá administrar os bens do seu senhor. Ele era um administrador com um alto cargo e pressente que perderá tudo.
O administrador se põe a pensar consigo mesmo buscando uma solução (“pensar consigo mesmo” é próprio de Lucas: 15,17-19; 16,3;18,4; 20,13). Ele não procura estratégias para refaz o erro do passado, mas para garantir o seu futuro. Sabia que não teria chance para permanecer no emprego (ele no fundo admite que tinha sido desonesto), pois tinha se aproveitado indevidamente da confiança do seu senhor. O administrador sabe que teria somente duas atividades para seu futuro: trabalhar a terra ou mendigar. A primeira é uma atividade honesta e digna, mas que ele se justifica afirmando que não tem condições físicas para realizar (não era acostumado a este tipo de trabalho). Ele conhecia muito bem o esforço daqueles que labutavam para produzir o trigo e o azeite que ele roubava do seu patrão. A segunda solução seria para ele humilhante, pois não era nem pobre e nem doente para pedir esmolas (quem ajudaria um que teve tudo em suas mãos e usou injustamente?).
A solução pensada foi de aproveitar o pouco tempo que tinha ainda na casa do seu senhor (antes de se apresentar para prestar contas de tudo) para garantir um futuro nas mesmas condições em que se encontrava. Chama os devedores do seu patrão (são citados dois) e lhes propõe algo que seria benéfico para todos: fraudar os documentos de dívida. Ele pensou com as categorias daqueles que sempre estão envolvidos em corrupção e injustiça. Ao pedir para cada um reescrever suas dívidas, o administrador também compromete os devedores na fraude. A solução pensada era de envolver os credores do seu patrão de forma que ele pudesse pedir futuros favores ou até mesmo fazer ameaças. Pela quantidade de bens adquiridos, esses credores também eram pessoas ricas, talvez comerciantes e ele assim, teria alguma chance de ter algo futuro para ele.
Segundo o costume da época, quem administrava bens de comércio, podia colocar algum valor a mais no valor final (emprestar com juros era proibido na Lei de Moisés: Ex 22,24; Lv 25,36s; Dt 15,7ss). Um comprador, ao contrair uma dívida com o patrão, o seu administrador acrescentava na fatura final algo que seria para ele. Assim, o administrador infiel estaria abrindo mão, em parte, daquilo que era seu lucro pessoal (uma espécie de “atravessador”), mas os valores apresentados na parábola são exagerados (metade dos barris de azeite e 20% de trigo). Certamente, o administrador estava também prejudicando seu patrão, fraudando os valores.
Temos, novamente, a palavra do Senhor da história (tudo indica ser o mesmo “senhor” do vv. 3 e 5) que elogia não a forma de administrar do seu empregado (aqui chamado de “desonesto”), mas a esperteza e a estratégia para tentar garantir seu futuro. De fato, conclui o senhor na parábola, aqueles que são “filhos do mundo” são hábeis em explorar e roubar, esta é uma diferença para com aqueles que são “filhos da luz”.
Fica claro no versículo 9 que, somente agora, Jesus diz algo. Em relação aos bens deste mundo, Ele aconselha a usá-lo para fazer amigos. “Riqueza injusta” significa tudo que está ligado ao dinheiro, Jesus convida a usá-la para produzir amizade (fazer o bem) enquanto estivermos neste mundo. Deus dá chance até o momento em que teremos que prestar contas de nossa vida e do uso dos bens deste mundo. Na parábola de Jesus, o administrador usou do seu cargo para pensar em si somente. Ele fraudando e diminuindo as dívidas criou condições de aliviar a dívida de outras pessoas.
O povo da Bíblia não vê a riqueza como uma maldição, mas como dom, uma graça de Deus. Deus concede a alguns mais bens e riquezas para que esses compartilhem com os mais necessitados. Assim, a riqueza não é para a pessoa, mas para que o rico possa ajudar aqueles que na vida jamais terão condições de ter dignidade (os pobres, indigentes, idosos, viúvas...). O problema é que quem muito possui, sempre quer mais e jamais se recorda daqueles que nada têm.
O convite de Jesus para seus discípulos é procurar ser honesto já nas pequenas coisas para merecer as grandes. Tudo neste mundo é algo “pequeno” em relação aquilo que vamos receber: ser honesto como “filhos da luz” é garantir o melhor prêmio que será dado ao empregado bom e honesto. Aquele que usa mal as riquezas deste mundo transforma tudo em uma “divindade” que quer sempre mais sacrifício e ofertas, mas jamais conseguirá dar algum bem eterno e justo. A riqueza jamais deverá se tornar “fim” e receber das pessoas toda atenção (adoração), mas ela mesma ser instrumento para caridade e a solidariedade.
Ao final, Jesus é categórico e claro: não se pode servir a dois senhores, pois sempre um ficará em segundo plano. Não tem como estar em parte com o dinheiro e em parte com Deus; não tem como colocar como prioridade principal as riquezas deste mundo e Deus ao mesmo tempo. O versículo que segue ao Evangelho desse domingo diz que “os fariseus que gostavam do dinheiro, escutavam tudo isso, e zombavam de Jesus” (Lc 16,14). Inicialmente, a parábola e os conselhos foram dirigidos aos discípulos (16,1), mas a verdadeira intenção de Cristo era também tocar o coração corrompido dos fariseus.
Jesus parte talvez de algo que era conhecido e praticado normalmente em seu tempo, inclusive a habilidade daqueles que procuram sempre o melhor para si, mas através da injustiça e desonestidade. Nosso Senhor esclarece que tal administrador é desonesto e representa os filhos deste mundo que servem a riqueza como alguém que adora e está a serviço de uma divindade. Precisamos caminhar como filhos da luz, usar das riquezas deste mundo para “fazer amizade” (bem aos outros) e servir somente Aquele que é capaz de nos dar bens neste mundo que estão acima dos bens materiais e que se estendem até a eternidade após nossa vida.
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Arquidiocese completará 60 anos de criação com celebrações e atividades culturais
No próximo dia 23 a Arquidiocese de Pouso Alegre completará 60 anos de criação. Para celebrar o Jubileu de Diamante, uma intensa programação foi preparada para os dias 16 a 24 de setembro.
Todas as noites serão celebradas missas na Catedral Metropolitana, com a presença de padres e bispos. Ainda durante a Semana Jubilar foram organizados eventos culturais nos dias 16, 17 e 21, após a celebração da missa. No último dia, 24 de setembro, será inaugurado o busto de Dom José D’Ângelo Neto, primeiro arcebispo de Pouso Alegre, lançada a Revista Comemorativa dos 60 anos e realizado o plantio de uma oliveira, árvore símbolo desse Ano Jubilar. A solenidade de inauguração do busto, de lançamento da revista e do plantio da árvore acontece nas dependências do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Confira abaixo a programação completa da Semana Jubilar.
Origem
Criada em 04 de agosto de 1900 pelo decreto pontifício Regio Latissime patens, a Diocese de Pouso Alegre teve seu território desmembrado das dioceses de São Paulo e Mariana.
No dia 14 de abril de 1962 o Papa São João XXIII eleva, através da bula Qui tamquam Petrus, o bispado de Pouso Alegre à categoria de Arquidiocese e promove Dom José D’Ângelo Neto, seu quarto bispo, à condição de primeiro arcebispo da nova sede Arquiepiscopal Metropolitana de Pouso Alegre, a qual teria como sufragâneas as Dioceses de Guaxupé e Campanha. A instalação canônica da Arquidiocese ocorreu no dia 23 de setembro de 1962; formando assim a Província Eclesiástica de Pouso Alegre, no Sul de Minas, sendo ela sua sede e titular.
Atualmente a Província Eclesiástica de Pouso Alegre possui uma população de aproximadamente 2,6 milhões de habitantes, distribuídos em 134 municípios do Sul de Minas Gerais. No seu território existem 227 paróquias (sendo 69 de Pouso Alegre, 72 da Campanha e 86 de Guaxupé), um clero numeroso, muitos religiosos e religiosas, diáconos e seminaristas.
Programação
Todas as celebrações acontecerão na Catedral Metropolitana Bom Jesus em Pouso Alegre - MG
Dia 16 (sexta-feira) – Celebração Eucarística às 19h
Preside: Dom José Francisco Rezende Dias – Arcebispo de Niteroi – RJ
Concelebrantes: Pe. Edson Aparecido da Silva e Pe. Samuel Henrique Pereira Lima Soares
Equipe de celebração: Paróquia São João Batista de Pouso Alegre - MG
Ministério de Música: Coral Vozes de Euterpe de Brazópolis – MG
Convidados: Paróquia São João Batista e São Geraldo Magela de Pouso Alegre - MG
Evento cultural: Após a missa, abertura da Galeria de Exposição dos 60 anos na Catedral Metropolitana que se estende até o dia 25 de setembro
Dia 17 (sábado) – Celebração Eucarística às 19h
Preside: Dom Edson José Oriolo dos Santos – Bispo de Leopoldina – MG
Concelebrante: Pe. Clemildes Francisco de Paiva
Equipe de celebração: Paróquia São Cristóvão de Pouso Alegre
Ministério de Música: Coral Flor do Carmelo – Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Cambuí – MG
Convidados: Paróquia São Cristóvão de Pouso Alegre - MG
Evento cultural: Apresentação da Congada Nossa Senhora do Rosário de Silvianópolis
Dia 18 (domingo) – Celebração Eucarística às 18h
Preside: Cônego Wilson Mário Morais – Vigário geral
Equipe de celebração: Paróquia Senhor Bom Jesus de Pouso Alegre - MG
Ministério de Música: Coral da Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Borda da Mata – MG
Convidados: Paróquia Bom Jesus de Pouso Alegre – MG
Dia 19 (Segunda-feira) – Celebração Eucarística às 19h
Memória dos bispos falecidos
Preside: Dom Aírton José dos Santos – Arcebispo de Mariana – MG
Concelebrantes: Pe. Jésus Andrade Guimarães e Pe. Luiz Francisco Márvulo Martins - CMF
Equipe de celebração e música: Paróquia Nossa Senhora de Fátima de Pouso Alegre - MG
Convidados: Paróquia Imaculado Coração de Maria (Santuário) e Nossa Senhora de Fátima de Pouso Alegre – MG
Dia 20 (terça-feira) – Celebração Eucarística às 19h
Preside: Dom José Lanza Neto –Bispo de Guaxupé – MG
Concelebrante: Pe. Júlio César dos Santos Júnior
Equipe de celebração e música: Paróquia Santo Antônio de Pouso Alegre - MG
Convidados: Paróquia Santo Antônio de Pouso Alegre e Seminaristas do Seminário Santo Antônio da diocese de Guaxupé-MG
Dia 21 (quarta-feira) – Celebração Eucarística às 19h
Preside: Dom Pedro Cunha Cruz – Bispo da Campanha – MG
Concelebrantes: Pe. Adriano São João e Pe. Marcos Roberto da Silva
Equipe de celebração: Paróquia São José Operário de Pouso Alegre - MG
Ministério de Música: Coral da Paróquia São José de Congonhal – MG
Convidados: Paróquia São José Operário, São José do Distrito São José do Pantano de Pouso Alegre e seminaristas do Seminário Nsa. Sra. das Dores da diocese da Campanha – MG
Evento cultural: Apresentação da Lira Nossa Senhora das Dores de Gonçalves
Dia 22 (quinta-feira) – Celebração Eucarística às 19h
Preside: Pe. Daniel Santini - Diretor geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre (FACAPA)
Concelebrante: Pe. Elton Cândido Ribeiro
Equipe de celebração e música: Paróquia São Francisco e Santa Clara de Pouso Alegre - MG
Convidados: Membros da FACAPA. Paróquia São Francisco e Santa Clara de Pouso Alegre - MG e Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão
Logo após a missa, Hora Santa.
Dia 23 (sexta-feira) – DIA DO JUBILEU ARQUIDIOCESANO
18h30: Vésperas solenes cantada pelo coral arquidiocesano, seminário e cabido.
Em seguida: Celebração Eucarística presidida por Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R – Arcebispo Metropolitano
Canto do Te Deum
Equipe de celebração: CAL e Comissão Jubilar
Ministério de Música: Coral Arquidiocesano
Convidados: Coordenadores e secretários dos Conselhos Paroquiais de Pastoral (CPP) de todas as paróquias da Arquidiocese, especialmente as paróquias jubilares (vir com a camiseta da paróquia), coordenadores das pastorais, movimentos, comissões, CRB, Clero arquidiocesano, autoridades locais.
Dia 24 (Sábado)
9h: Solenidade no Seminário
- Inauguração do busto de Dom José D´Ângelo Neto
- Lançamento da Revista Comemorativa
- Plantio da oliveira (símbolo do Ano Jubilar)
Texto: Eder Couto
Imagem: Comissão de Celebração do Jubileu Arquidiocesano/Lucimara do Carmo Aparecido
Faculdade Católica de Pouso Alegre terá nova diretoria em 2023
Padre Adriano São João foi escolhido e designado por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., como novo diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre. Padre Robison de Souza Santo, do clero da diocese de Guaxupé (MG), foi designado como novo vice-diretor-geral.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano e grão-chanceler da Faculdade Católica de Pouso Alegre, apresentou e designou o novo diretor-geral para essa instituição no dia 8 de setembro de 2022, por meio de carta enviada ao cônego Simão Cirineu Ferreira, presidente da Fundação Educacional Dom José D’Ângelo Neto.
Padre Adriano São João foi escolhido como novo diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre. Conforme regimento da instituição, o diretor-geral deve escolher o vice-diretor-geral. O vice escolhido foi o padre Robison de Souza Santos. Eles assumirão as novas funções a partir de 2023.
O futuro diretor-geral, padre Adriano São João, é membro do clero arquidiocesano, pároco da paróquia São José Operário, em Pouso Alegre. É doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma.

Padre Adriano São João será o novo diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre a partir de 2023.
Padre Robison de Souza Santos é da diocese de Guaxupé (MG), pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, em Serrania (MG), e mestre em Teologia Dogmática, pela Pontifícia Universidade Gregoriana, de Roma.

Padre Robison de Souza Santos será o novo vice-diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre, em 2023.
O atual diretor-geral é o padre Daniel Santini Rodrigues. Padre Adriano São João é o vice-diretor-geral. A diretoria administrativa é ocupada pelo cônego Wilson Mário de Morais. Giovanni Marques dos Santos é o diretor acadêmico. Até o final de 2022, os membros da atual diretoria continuarão a desempenhar suas atividades. Desde dezembro de 2013, há quase 9 anos, o padre Daniel Santini é o diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre.

Membros da atual diretoria da Faculdade Católica de Pouso Alegre.
Dom Majella desejou, em sua carta, êxito à nova diretoria da faculdade, que colabora com a Igreja Católica presente na Província Eclesiástica de Pouso Alegre. O arcebispo agradeceu também aos membros da atual diretoria por seus trabalhos.
A faculdade, inaugurada no dia 6 de fevereiro de 2006, após ser credenciada junto ao Ministério da Educação, é mantida pela Fundação Educacional dom José D’Ângelo Neto. Há mais de 16 anos, a instituição superior de ensino forma os padres das (arqui)dioceses da província eclesiástica de Pouso Alegre, com cursos de bacharelado em Filosofia e Teologia.
Conforme o regimento da faculdade, o seu diretor-geral é escolhido pelo seu grão-chanceler, o qual é o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre. A escolha é feita a partir de lista tríplice apresentada pelo conselho superior da faculdade. O vice-diretor-geral é escolhido pelo diretor-geral designado pelo grão-chanceler.
Leia na íntegra a carta de dom Majella.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Arquivo/Reprodução - Arquidiocese de Pouso Alegre e Faculdade Católica de Pouso Alegre
Monsenhor João Faria é sepultado em Paraisópolis
Corpo do monsenhor João Aparecido foi sepultado hoje (14), em Paraisópolis (MG), após missa exequial presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG).
Familiares, padres e fiéis participaram de missa na igreja matriz de São José, em Paraisópolis, em sufrágio do monsenhor João Aparecido de Faria.
Aos 88 anos, o monsenhor faleceu na noite de ontem (13), no seu apartamento, no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre. Há 3 meses, ele sofria com uma enfermidade intestinal.
Monsenhor João Faria era membro do cabido metropolitano e confessor no seminário.
Em sua homilia, dom Majella destacou que a morte do monsenhor João Faria traz os sentimentos de tristeza e de dor à arquidiocese de Pouso Alegre. “Hoje, nosso coração sofre e está em lágrimas”, disse o arcebispo.
Dom Majella também dirigiu palavras de gratidão ao cônego Wilson Mário de Morais, vigário geral; padre Heraldo José dos Reis, reitor do seminário; ao padre Francisco José da Silva; ao padre Lucas Silva Crispim, formadores, e aos seminaristas, que ajudaram a cuidar do monsenhor João Faria nos últimos anos.
O arcebispo também manifestou aos familiares do monsenhor João Faria os sentimentos de pesar. “Hoje, encontram-se aqui duas famílias, a de sangue e a presbiteral”, ressaltou dom Majella.
Além disso, o arcebispo recordou que o monsenhor João Faria se entregou a Deus desde criança, vivendo para e por Jesus. Dom Majella também comentou em sua reflexão as últimas palavras do monsenhor, antes da morte: “Obrigado, Jesus!”.
Após a missa, o corpo do monsenhor João Faria foi conduzido pelos membros do clero, familiares e fiéis até o cemitério municipal de Paraisópolis, onde foi sepultado.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Informações e imagens: padre Maicon Vinícius Leal da Silva
Confira mais fotos da missa exequial:
Nossa Senhora das Dores
Nossa Senhora das Dores tem sua festa comemorada no dia 15 de setembro, desde que teve início na Itália no ano de 1239, pela Ordem dos Servos de Maria. No Brasil, além de ser padroeira do Estado de Minas Gerais, com o título de Nossa Senhora da Piedade, ela é padroeira de várias outras cidades. E existem mais títulos que Nossa Senhora das Dores recebe, que aqui podemos elencar: Mãe Dolorosa, da Agonia, da Soledade, das Lágrimas, das Sete Dores e muitos outros.
Ao reportarmos sobre Nossa Senhora das Dores, certamente lembramo-nos do momento de uma das suas maiores dores, que foi estar aos pés da Cruz. E foi ali que ela recebeu a missão de ser Mãe de todos nós. No entanto, suas dores são muitas.
As sete dores de Maria podem ser contempladas por meio dos textos bíblicos: A profecia de Simeão (cf. Lc 2, 34-35), A fuga para o Egito (cf. Mt 2, 13-21), A perda do Menino Jesus (cf. Lc 2, 41-51), O encontro de Jesus a caminho do Calvário (cf. Lc 23, 27-3), A paixão e morte de Jesus na Cruz (cf. Jo 19, 25-27), a retirada do corpo de Jesus da Cruz (cf. Mt 27, 55-61) e o sepultamento de Jesus no Santo Sepulcro (cf. Lc 23, 55-56). ???]
As sete dores de Maria dilaceraram o seu coração, mas foi em profundo silêncio que ela soube suportar tais sofrimentos. Diante da Cruz, ela olhou com ternura e bondade para Seu Filho amado e entendeu ali que ter aceitado ser a Mãe de Jesus era uma missão árdua. Ela nos ensinou que, mesmo diante de tanta dor e agonia, não podemos desesperar e desanimar, e que em toda missão temos alegrias e provações.
A dor nos leva ao calvário e nos lembra a Paixão e a Morte de Cristo. Ao seguir Jesus, devemos saber também carregar as nossas cruzes do dia a dia, pois, logo após a Cruz, vem a Vitória. A Mãe das Dores nos consola ao permanecer firme diante da perda de Seu Filho. Ela sabe juntar as nossas preocupações com as dela; sabe que, pela sua intercessão, nós nos sentiremos mais confortados e acolhidos diante dos sofrimentos.
Viver o Evangelho; amar nossos irmãos; amar a cruz, servindo o Cristo Nosso Senhor: são estes os ensinamentos que aprendemos ao ver a Mãe das Dores!
Oremos: Mãe de Deus, Mãe Soberana, Mãe das Dores. De hoje e para sempre, eu me entrego a vós, como filho e servo. Consagro ao vosso serviço a minha alma, o meu corpo e tudo que me pertence. Abençoai a minha família, os meus trabalhos, os meus haveres. Sede minha protetora na vida e conduzi-me ao céu para viver por toda a eternidade. Amém. (Padre Cícero Romão Batista)
Referências:
https://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-das-dores/
https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-das-dores/30/102/
https://arqbrasilia.com.br/nossa-senhora-das-dores/
https://maedasdoresjuazeiro.com/pe-cicero/oracao-a-nossa-senhora-das-dores

Informações sobre velório e sepultamento do monsenhor João Faria
Aos 88 anos, monsenhor João Aparecido de Faria faleceu ontem (13), no seminário arquidiocesano de Pouso Alegre (MG). Seu corpo será velado e sepultado em Paraisópolis (MG), sua terra natal.
Às 20h26 de ontem (13), monsenhor João Aparecido de Faria morreu no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre. Há 3 meses passava por enfermidade e recebia atendimentos de saúde em seu apartamento.
Monsenhor João nasceu no dia 12 de outubro de 1933, em Paraisópolis, no bairro Lagoa. Num total de 13 de filhos, era o primogênito de Antônio Pereira de Faria Sobrinho e Maria Lopes de Faria.
Foi ordenado presbítero, em Paraisópolis, no dia 14 de dezembro de 1958, por dom Oscar de Oliveira. Como padre, monsenhor João Faria trabalhou em Jacutinga, Conceição dos Ouros, Pouso Alegre, Paraisópolis, Taubaté, Sapucaí Mirim e Caldas. Na arquidiocese, desempenhou atividades pastorais em paróquias, no seminário e no hospital Samuel Libânio. Participou de conselhos arquidiocesanos e assessorou espiritualmente casais, em “Equipes de Nossa Senhora”. Desde 2008, vivia como padre emérito e residia no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Desde 2020, era confessor dos seminaristas da arquidiocese.
Seu corpo será velado, hoje (14), em Pouso Alegre, na paróquia São José Operário, no bairro São Carlos. Às 9h30 e 11h, missas serão rezadas nessa paróquia.
Na tarde de hoje, seu corpo será levado para Paraisópolis. Às 16h, na igreja matriz São José, com a presença de dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo metropolitano, será celebrada missa exequial. Em seguida a missa, o corpo do monsenhor João Faria será sepultado no cemitério municipal.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Foto: padre Rodrigo Carneiro Paiva Mendes
A imagem destacada da notícia traz monsenhor João Aparecido de Faria e monsenhor José Carneiro Pinto, no dia 21 de outubro de 2021. Nesse dia, monsenhor José Carneiro foi homenageado pela arquidiocese de Pouso Alegre, por ocasião da celebração dos seus 100 anos de nascimento. Os dois monsenhores são os padres do clero arquidiocesano falecidos recentemente. Monsenhor José Carneiro Pinto faleceu no dia 21 de julho de 2022.
Monsenhor João Faria falece em Pouso Alegre
Monsenhor João Aparecido de Faria faleceu na noite de hoje (13), no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG). Chancelaria emite nota sobre o falecimento. Confira o comunicado oficial na íntegra.
"Os que fizeram o bem, ressuscitarão para a Vida" (Jo 5,28)
Nascido em Paraisópolis (MG), no bairro Lagoa, aos 12 de outubro de 1933, descansou no Senhor aos 13 de setembro de 2022, às 20h26, em seu leito no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG), onde viveu os últimos anos de sua vida, desde 2007, e, há mais de três meses, recluso em seu apartamento, veio a conviver com a fase da manifestação de doença.
Numa irmandade de 13 filhos, era o primogênito do casal Antônio Pereira de Faria Sobrinho e de Maria Lopes de Faria, tendo sido batizado por monsenhor Dutra.
Monsenhor João Faria, inicia os seus estudos no seminário diocesano Nossa Senhora Auxiliadora em Pouso Alegre (atual prédio da Escola Estadual, ao lado da residência episcopal) de 15/04/1947 até 31/12/1951. Depois, em Mariana (MG), fez os seus estudos de Filosofia e Teologia de 01/03/1953 até final de 1958. Recebeu a tonsura em 08/12/1955 e as ordens menores em 08/12/1956, tendo sua iniciação clerical aos 08/12/1957 com o subdiaconato e o seu diaconato aos 06/01/1958. A sua ordenação presbiteral aconteceu em Paraisópolis, tendo sido ordenado pelas mãos de dom Oscar de Oliveira aos 14/12/1958.
O “Faria”, com outros de seus colegas de turma de nossa arquidiocese (Natalino, Nogara, Poggetto, Vicente, Benedito, Otávio, Lobinho e José Amaury) compunham o conhecido grupo de padres “GS-58” (Grupo Sacerdotal dos ordenados naquele dezembro de 1958), marcado pela bonita amizade e pelos fraternos encontros anuais, tendo entre eles padres de outras dioceses. De nossa arquidiocese, o “Faria” era o último desse grupo que vivia entre nós, até essa data de sua Páscoa. Com a sua morte encerra-se, também, a geração dos padres que foram ordenados por dom Oscar de Oliveira, em nossa Igreja Particular de Pouso Alegre.
Deixa-nos um belo testemunho de serviço na escuta paciente no confessionário, de fidelidade às orações, de presença nas equipes de Nossa Senhora que conduziu como sacerdote conselheiro e de obediência sacerdotal. Um extenso legado ministerial realizando diversos ofícios na Igreja de Pouso Alegre: vigário cooperador em Jacutinga (MG) (01/01/1959); pároco de Conceição dos Ouros (MG) (28/12/1960); diretor da OVS (Obra das Vocações Sacerdotais) (29/01/1968); vigário cooperador da Catedral (03/12/1971); cônego catedrático (03/12/1974); pároco de Paraisópolis, sua terra natal (07/01/1977); primeiro reitor do Convívio Teológico São José em Taubaté (SP) (31/01/1981) e vigário ecônomo de Sapucaí Mirim (MG) (23/02/1981); pároco em Nossa Senhora de Fátima em Pouso Alegre (28/01/1983); membro do Conselho Presbiteral (1984 a 1989); membro do Conselho de Formadores do Seminário (1990); pároco em São José Operário em Pouso Alegre (02/01/1994); vigário paroquial em Caldas (MG) (13/02/1998); vigário paroquial na Catedral (01/02/2000); capelão do Hospital Regional Samuel Libânio, em Pouso Alegre (05/02/2007); emérito aos 18/04/2008 e, depois, foi nomeado confessor dos seminaristas do seminário arquidiocesano aos 19 de março de 2020.
Com sentimentos de enorme perda e profunda tristeza pela morte deste nosso irmão no sacerdócio, cumprimos o dever de comunicar seu decesso, pedindo ao Bom Jesus que o receba no Paraíso, ele que de Paraisópolis saiu para servir receba, agora, a recompensa dos justos e a coroa dos que foram, nesta terra, ornados com o dom do sacerdócio.
Crendo na Ressurreição, porque Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá” (Jo 11, 25), apresentamos aos familiares, aos seus ex-paroquianos e, em especial, aos seminaristas e padres formadores do seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora a solidariedade cristã e as preces pelo seu sufrágio e o consolo de todos nós, entristecidos por tão lamentável perda.
Chancelaria do Arcebispado, 13 setembro de 2022.






































































