#Reflexão: 26º domingo do Tempo Comum (25 de setembro)
A Igreja celebra, no dia 25, o 26º domingo do tempo comum. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Am 6,1a.4-7
Salmo: 145(146),7.8-9a.9bc-10 (R. 1)
2ª Leitura: 1Tm 6,11-16
Evangelho: Lc 16,19-31
LÁZARO E O RICO SEM NOME
A parábola deste domingo é provocante e profundamente questionadora. É importante dizer, primeiramente que Jesus não tem intenção de alimentar nenhuma rivalidade entre ricos e pobres, mas alertar a todos sobre como conduzir a vida neste mundo: nossa eternidade começa no hoje de nossa vida, com as pessoas que convivemos e como vivemos e conduzimos nossa história.
Jesus conta a parábola tendo em mente os fariseus. Esses eram os religiosos da época que se sentiam já salvos segundo o modo como praticavam a religião deles. Os fariseus eram mestres da lei e das Escrituras, mas pobres na relação com o próximo. Jesus tenta sacudi-los contando a seguinte parábola.
Já no início da parábola temos os dois personagens principais que são descritos com muita particularidade. São tão diferentes em vida e aparentemente tão distantes, apesar de estarem tão próximos. O primeiro personagem é “um homem rico”, ele não tem nome, mas possui uma vida que, talvez, era o sonho de todos. Esse sujeito se vestia com as melhores roupas para época: a púrpura era caríssima e em um período da história somente os imperadores tinham direito de usá-la; o linho era um tecido importado do Egito. O texto dá entender que essas eram as suas roupas diárias. Era uma pessoa que se dava ao luxo de banquetear todos os dias. Este modo de vida tinha se tornado sua identidade, não tinha nome, desconhecido para todos, inclusive para Deus. Nada se diz sobre a origem de sua riqueza ou se era um pecador, mas que o seu tempo era usado somente para proveito próprio e para as suas extravagantes necessidades pessoais. O seu mundo era vivido com intensidade dentro de sua casa em festas diárias. Ele era o centro de tudo. Nada se diz de sua família: filhos e esposa.
Jesus prossegue com a parábola dizendo que também naquele lugar havia um homem, este possuía um nome: Lázaro. Nas parábolas de Jesus, normalmente, os personagens não possuem um nome, esta parábola é a única que sabemos o nome de um personagem. Lázaro é descrito como pobre, mas mais do que isto, era um doente que estava na porta da casa do rico. Este pobre doente nada pede, mas procurava matar a fome com o resto que caia da mesa do rico e era jogado fora. Ele nada exigia, mas somente o mínimo para sobreviver; não cobrava grandes soluções, mas apenas o resto desperdiçado da mesa do rico. E assim, levava sua vida tendo somente o consolo dos cães que lhe lambiam as feridas. A sua única riqueza, no entanto, era ter um nome: “Lázaro” (“Deus ajudar” em hebraico).
Dois extremos que conviviam tão próximos. O rico, certamente, entrava e saia de sua casa, mas não enxergava o pobre Lázaro. Para o rico sem nome, o pobre doente era como se não existisse; um animal. Vidas tão distantes, mas que tiveram o mesmo destino comum: a morte. Em vida, um se encontrava na melhor situação e o outro no extremo oposto. Após a morte, Lázaro é levado ao céu por anjos, máxima honra que um judeu poderia ter: estar ao lado de Abraão depois da morte. Jesus dá a entender que nem passou pela mansão dos mortos, o “Hades”. Já o rico sem nome é somente “sepultado”, nada mais.
Jesus continua a parábola narrando às situações opostas em que se encontram depois desta vida. Novamente, aquele que era rico em vida, após a morte se encontrava em uma realidade de extremo sofrimento. Envolvido pela dor, ele levanta os olhos e suplica a Abraão. Em muitos casos, para aqueles que estão neste mundo vivendo uma vida longe de tudo e todos, o único remédio para abrir os olhos é o sofrimento. No inferno, ele vê Abraão e Lázaro. Neste momento da parábola, descobrimos que o ex-rico sem nome era um religioso, pois conhecia Abraão e também Lázaro. Antes em vida não tinha visto Lázaro e somente o enxerga após sentir “na pele” o que o próprio Lázaro viveu em vida; quando estava vivo tinha seus olhos para as coisas materiais, agora “levanta seus olhos” como um gesto de prece. O rico no lugar de tormentos se põe a mendigar; pede como um fiel piedoso: “Pai Abraão, compadece-se de mim...!”. Mas, para ele já era muito tarde: nada podia ser modificado. Antes o rico opulento era orgulho, agora mendiga “migalhas” para si: uma gota d’água.
O rico sem nome, em vida, tinha criado uma grande distância entre ele e o pobre Lázaro, não obstante que ele estava à porta de sua casa. Essa distância se tornou um abismo na eternidade. Ele teve a chance de mudar de vida, de abrir seus olhos, de dividir um pouco de tudo que tinha, mas tudo foi usado de modo egoísta. Sabemos que todos nós temos direito ao necessário para a nossa vida, mas aquilo que é excesso (riqueza) é algo que pertence (um direito) aos pobres.
O ex-rico no inferno tenta mudar algo, exigir alguma coisa, implorar pelo mínimo, mas nada se pode mudar quando a “jogo da vida” termina. O nosso destino sobre o nosso futuro é jogado enquanto temos tempo e possibilidade nesta vida. O rico miserável não tinha percebido que Lázaro não era um peso, um problema, um “descuido” de Deus, mas a sua possibilidade de salvação colocada por Deus para ele. Ao desprezar e ao ser indiferente para com Lázaro, ele rejeitou a sua própria salvação. O seu pecado foi não ter feito o bem.
Abraão chama o rico atormentado no inferno de “filho” , mas esclarece que ele teve oportunidade de mudar tudo em vida e nem Abraão, agora, depois de sua morte, pode mudar algo. Ele nada pode fazer estando no céu em relação àqueles que estão no inferno. O destino do rico sem nome foi traçado em vida e nada pode ser modificado.
No inferno, o rico mendicante se lembra de seus familiares e percebe que terão o mesmo destino que ele. Implora que Abraão faça algo para que eles não tenham o mesmo destino. Mas, para aqueles que estão em vida - esclarece Abraão - tudo pode ser diferente e eles já possuem os meios para se salvarem: Lembra Pai Abraão: “Eles têm Moisés e os profetas”. “Moisés” representa para os judeus a Lei de Deus, ao dizer isto, Jesus (Ele quem está contado a parábola) alerta que seguir os Mandamentos de Deus é estar na estrada de salvação; “os profetas” são aqueles que emprestam suas vozes para Deus alertar o povo sobre as falhas em relação à vontade divina como Amós na primeira leitura que retrata uma realidade idêntica do rico na parábola. É fundamental, assim conhecer a Lei, mas também escutar os profetas.
Mas, o rico conhece muito bem seus irmãos e sabe que eles têm a mesma vida que ele tinha: não dão importância nem a lei e muito menos à voz dos profetas. Vivem de forma egoísta e completamente indiferente em relação ao próximo, principalmente aos mais necessitados. Ao final da parábola, Abraão (Jesus) afirma que se alguém não dá valor aos Mandamentos (Moisés) e àqueles que procuram atualizá-los (os profetas), nem mesmo um milagre (alguém retornar da morte) vai tocar seus corações.
O inferno não são os sofrimentos como os desta vida, mas uma eternidade sem ninguém. Viver egoistamente neste mundo sem se importar com o próximo e com Deus é uma amostra daquilo que será a eternidade. As dores neste mundo atingem o corpo e fazem mal àqueles que estão vivendo no sofrimento, mas o inferno será uma eternidade no vazio, sem ninguém, sem uma gota de alívio para um sofrimento que atinge a alma da pessoa.
Jesus alerta com esta parábola sobre o risco das pessoas que se fecham em suas riquezas e não mais enxergam a necessidade do próximo. As barreiras levantadas que impedem enxergar os miseráveis deste mundo acabam que encerrando as pessoas em um egoísmo de conduze a uma eternidade sem ninguém. A salvação se conquista observando as Leis e ouvindo os profetas, mas principalmente colocando em prática através de nossa caridade. Para Jesus, os necessitados e os pobres são sacramento de salvação como Ele mesmo diz: “Estive com fome e me destes de comer...”. O rico sem nome na parábola não foi para o inferno porque era rico, mas porque perdeu a capacidade de ver o próximo e de fazer algo para ajudar os mais necessitados. A salvação estava muito próxima dele, na soleira de sua porta, mas ele fechado em seu mundo de prazeres e desperdício não conseguia mais ver ninguém. A riqueza para ele se tornou um bem somente para este mundo, mas um mal para sua eternidade.
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2ª turma de padres da arquidiocese realiza retiro espiritual
O retiro espiritual da 2ª turma do clero arquidiocesano foi realizado nos dias 20 a 23 de setembro, na Vila Dom Bosco, em Campos do Jordão (SP).
O pregador do retiro foi o arcebispo emérito de São Salvador (BA), dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, SCJ. As meditações tiveram como tema o versículo do salmo 27/26, 8: "A tua face, Senhor, eu busco".
O evento foi organizado pela Pastoral Presbiteral sob a coordenação do padre Heraldo José dos Reis. O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., esteve presente no retiro. Ele permaneceu até a manhã da quinta-feira (22), retornando no período da tarde à sede da arquidiocese para acompanhar a conclusão das celebrações do jubileu de diamante da arquidiocese.
Os padres desta segunda turma tiveram momentos intensos de meditação da Palavra de Deus, oração, celebrações litúrgicas, todas orientadas por dom Murilo. A primeira turma do clero arquidiocesano realizou o retiro espiritual com a pregação de dom frei Carlos Alberto, O.F.M., nos dias 12 a 15 de setembro, na mesma casa de retiros.
Dom Murilo enfatizou que "o que fica de um retiro é aquilo que é fruto da oração". Ele explicou que a pergunta que deve estar presente na vida e ministério sacerdotal é: "Senhor, o que queres que eu faça?". O arcebispo emérito de São Salvador refletiu que o sacerdote deve se fazer sempre ouvinte do Senhor, quer lhe falar, e deixar-se transformar pela força transformadora do Evangelho. Para isso acontecer, segundo dom Murilo, o sacerdote precisa estar convencido de que é amado por Deus. O padre é um ser humano que vive momentos alegres e difíceis, que enfrenta os riscos e medos com confiança naquele que o chamou, salientou o pregador. Falando sobre o mistério do chamado de Deus, dom Murilo exortou que ninguém foi chamado por engano: “Deus não olhou para as fraquezas e imperfeições de cada um, simplesmente, ‘chamou os que Ele quis’”.
O pregador ressaltou também que, neste período de pós-pandemia, diante do sofrimento do povo e da indiferença na fé, faz-se cada vez mais necessário configurar-se a Cristo, buscando viver integralmente a consagração.
Segundo o padre Rafael Gouvêa, pároco da paróquia Nossa Senhora da Consolação, em Consolação (MG), o retiro foi um momento oportuno para permanecer com o Senhor e conviver com os membros do clero.
"O retiro deste ano possibilitou a alegria de nos encontrarmos presencialmente enquanto presbitério, após três anos sem o fazer devido à pandemia. Foram dias para escutar mais de perto a Voz do Senhor, que nos chama à fidelidade em Seu discipulado. Antes do apostolado, há essencialmente o discipulado que, em uma de suas definições, significa estar, permanecer com Jesus Cristo, escutando Sua Palavra, aprendendo e aprofundando, no mistério de Seu Sumo Sacerdócio, a como ser Seus ministros ordenados hoje. O sacerdócio não é nosso, mas de Cristo, de quem o recebemos gratuitamente, nossa vocação. Por amor generoso da parte do Senhor, apesar de sermos pecadores, somos chamados por Ele e enviados em missão. O testemunho de vida, a sabedoria, a experiência e o entusiasmo do pregador do retiro, dom Murilo, seguramente, muito colaborou conosco, presbíteros, nesses dias, nos ajudando a crescer na comunhão com Cristo, amando-o cada vez mais, a fim de sermos fiéis ao Senhor em Sua Igreja!”, comentou o padre Rafael.
Texto e imagens: padre Nailton José Gonçalves
Como iniciar uma vida de oração? - Parte 1
Uma das maiores dificuldades de quem se faz o propósito de iniciar uma vida de oração é a perseverança. Começar não é fácil e persistir na decisão mais ainda. Todas as decisões na vida necessitam de disciplina, caso contrário as mesmas estão condenadas ao fracasso. Na vida de oração, não é diferente. A mesma requer disciplina, perseverança e fidelidade.
O primeiro passo é adquirirmos a consciência da importância da oração em nossa vida espiritual. Sem uma vida orante, nossa alma desfalece. E, quando isso ocorre, nos perdemos, em primeiro lugar, de nós mesmos. Em segundo lugar, nos perdemos de nossos irmãos e irmãs. E, em terceiro lugar, nos perdemos de Deus.
Deus permanece fiel ao nosso lado. Nós, contudo, nos afastamos dele e da sua presença. E, uma vez afastados, peregrinamos sem rumo. Não sabemos para onde caminhamos e nem qual a direção correta para os nossos passos. Uma vida de oração fecunda nos devolve ao porto seguro de nossa caminhada espiritual: o próprio Deus.
Adquirida esta consciência da importância da oração na vida espiritual, seguimos para o segundo passo: a decisão de orarmos. Este passo é também difícil. No início, irão surgir mil e uma coisas mais importantes a serem feitas. A decisão requer coragem para avaliar quais são as verdadeiras prioridades para nosso bem-estar espiritual. Muitas demandas da vida diária que antes não eram tão importantes surgiram como necessitadas de prioridades urgentes para o momento presente. Diante destes conflitos humano-espirituais, será preciso parar, olhar com calma a realidade presente e decidir o que é mais importante para a alma naquele momento.
Uma vez decididos em dedicar um momento do dia à vida de oração, seguimos para o próximo passo: a escolha do tempo de oração. Para quem nunca cultivou uma vida de oração, será preciso prudência e discernimento. No momento do impulso, poderão surgir decisões precipitadas. Muitos começam sua vida de oração com uma hora diária e, depois de 5 dias, ficam desesperados e não conseguem se dedicar nem mais um minuto à oração. É preciso equilíbrio quando o assunto é tempo. Não adianta começar uma rotina de oração com uma hora se ainda não está acostumado a rezar nem vinte e cinco minutos sozinho. Um bom tempo para se reservar, neste primeiro momento, é vinte minutos diários de oração. Melhor vinte minutos bem rezados do que uma hora de eterno desespero.
Comece com vinte minutos diários e, com o tempo, se sentir necessidade, aumente gradativamente esse período. No entanto, este processo tem que ser realizado com muita calma e tranquilidade, respeitando seu ritmo interior e seu progresso espiritual.
No próximo artigo, continuaremos com as dicas! Acompanhe-nos aqui na página "Espiritualidade" do site da arquidiocese de Pouso Alegre. Até breve!

Catequistas do sacramento do Batismo realizam encontro arquidiocesano
No último domingo (18), catequistas do sacramento do Batismo se reuniram em Pouso Alegre (MG) para formação assessorada pela Suzana Coutinho.
A formação arquidiocesana da Catequese Batismal aconteceu na paróquia São João Batista, em Pouso Alegre. O tema refletido foi "A dimensão pastoral e a alegria de evangelizar". O encontro foi assessorado pela cristã leiga, professora Suzana Coutinho.
Professora Suzana Coutinho falou sobre o tema da alegria de evangelizar.
Maria Helena Barbosa Rosa, coordenadora arquidiocesana da Catequese Batismal, e os coordenadores setoriais organizaram o evento. Padre Marcos Vínicius da Silva, assessor eclesiástico dessa linha catequética, esteve presente e presidiu missa para encerrar o encontro.
Participaram da formação catequistas do sacramento do Batismo de diversas paróquias da arquidiocese. O evento foi primeiro encontro arquidiocesano desse grupo pastoral após a retomada das atividades presenciais, interrompidas devido à pandemia por COVID-19.
Catequistas do sacramento do Batismo realizaram primeiro encontro arquidiocesano após a retomada das atividades presenciais.
Para a coordenadora arquidiocesana, Maria Helena, o encontro "Foi um dia muito bom, pois foi uma retomada da Pastoral do Batismo. A formação arquidiocesana foi uma ótima oportunidade de aprendizagem e de reencontro com os envolvidos".
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Maria Helena Barbosa Rosa
Padres Daniel e Elton concelebram missa do 7º dia da Semana Jubilar
Hoje (22), foi celebrado o 7º dia da Semana Jubilar na catedral metropolitana de Pouso Alegre (MG), com a participação dos padres Daniel Santini Rodrigues e Elton Cândido Ribeiro.
O 7º dia da Semana Jubilar aconteceu com celebração eucarística presidida pelo padre Daniel Santini Rodrigues, pároco da paróquia São José, em Congonhal (MG), e diretor-geral da Faculdade Católica de Pouso Alegre. O padre Elton Cândido Ribeiro, pároco da paróquia São Francisco e Santa Clara, em Pouso Alegre, e vice-ecônomo da arquidiocese, concelebrou a missa. Padre Marcos Eduardo Caliari, vigário da paróquia do Bom Jesus, também participou da concelebração.
Fiéis da paróquia São Francisco e Santa Clara, em Pouso Alegre, animaram as ações litúrgico-musicais.
Alunos, professores e funcionários da Faculdade Católica de Pouso Alegre e fiéis da paróquia São Francisco e Santa Clara, em Pouso Alegre, participaram da celebração como convidados especiais. Fiéis dessa paróquia animaram as ações litúrgico-musicais da missa. Além desses convidados, os ministros extraordinários da Sagrada Comunhão da cidade de Pouso Alegre estiveram presentes e, ao final da missa, adoraram o Santíssimo Sacramento e rezaram Hora Santa pela arquidiocese. Cônego Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral metropolitana de Pouso Alegre, acolheu os fiéis, religiosos e clérigos presentes.
Fiéis de Pouso Alegre e de Congonhal participaram da missa, que destacou a missão pastoral realizada nos 60 anos da arquidiocese.
No início da celebração, recordaram-se a caminhada e as assembleias pastorais da arquidiocese. Foram destacadas as ações das Comunidade Eclesiais de Base (CEB's), as diversas pastorais e o projeto pastoral "Formamos a Igreja", implementados na arquidiocese ao longo de sua história.
Padre Elton Cândido Ribeiro proclamou o evangelho.
Em sua homilia, padre Daniel exortou os fiéis sobre o evangelho de Lc 9,7-9, destacando as inquietações de Herodes, o qual queria ver Jesus para eliminá-lo e conservar o seu poder. A partir do evangelho, padre Daniel incentivou ser preciso ser discípulo de Jesus hoje, buscando sempre o Mestre. Sobre a 1ª leitura, de Ecl 1,2-11, o pregador, com palavras do papa Francisco, explicou que a vaidade é viver para fingir, parecer, aparecer.
Padre Daniel Santini Rodrigues presidiu a missa e proferiu a homilia.
Além disso, padre Daniel comentou que a Semana Jubilar é uma oportunidade para agradecer a Deus pela história, missão pastoral e frutos colhidos na arquidiocese de Pouso Alegre nos últimos 60 anos. Ele fez memória agradecida do pastoreio de dom José D'Ângelo Neto, dom João Bergese e dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O.Praem., já falecidos. Também destacou o ministério de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., atual arcebispo, que tem incentivado e fortalecido a sinodalidade na Igreja Particular.
Sobre a Faculdade de Pouso Alegre, padre Daniel reconheceu que essa instituição é um fruto da província eclesiástica de Pouso Alegre e uma contribuição para a formação e reflexão crítica do povo sul-mineiro.
Por fim, com alusão a árvores, frutos e sementes, padre Daniel incentivou os fiéis a acolherem e fazerem frutificar a fé, a conversão, a gratidão e a missão.
"Nossa arquidiocese está em festa, pois “firme como a árvore plantada à beira do rio, dá fruto no tempo devido” (Sl 1,3). Nosso coração se preenche da alegria e da renovada esperança de continuar contando com a graça de Deus que possibilita gerar os frutos que, de geração em geração, demonstram a bondade de Deus para conosco. Envolvidos por esta alegria e esperança jubilares, deixemos a Palavra de Deus iluminar nossas vidas e nossa arquidiocese, em sua ação evangelizadora", disse padre Daniel.
Leia na íntegra a homilia do padre Daniel.
Momento da fração do Pão Eucarístico.
Amanhã, sexta-feira (23), completam-se 60 anos de existência da arquidiocese de Pouso Alegre. Por causa dessa data histórica, acontece a Semana Jubilar na catedral metropolitana de Pouso Alegre, com a participação de arcebispos, bispos, padres, religiosos e fiéis ligados à história da arquidiocese de Pouso Alegre e à província eclesiástica homônima.
Cônego Vonilton, padre Marcos Eduardo Caliari e ministros extraordinários da Sagrada Comunhão adoraram o Santíssimo Sacramento e rezaram pela arquidiocese de Pouso Alegre.
A Semana Jubilar será celebrada até o próximo sábado (24). Confira a programação completa. Está aberta também uma exposição de fotos e objetos litúrgicos relacionados à história da arquidiocese, na catedral metropolitana, em Pouso Alegre. A visitação é gratuita e vai até o próximo domingo (25), das 8h às 20h.
Confira a cobertura fotográfica do 7º dia da Semana Jubilar.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Débora Maria Lemos Faria
Dom Pedro Cunha preside missa do 6º dia da Semana Jubilar
Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Campanha (MG), presidiu missa na catedral metropolitana de Pouso Alegre (MG), hoje (21), 6º dia da Semana Jubilar.
O 6º dia da Semana Jubilar foi celebrado com missa presidida por dom Pedro Cunha Cruz. Os padres Adriano São João, pároco da paróquia São José Operário, e Marcos Roberto da Silva, pároco da paróquia São José, no distrito do Pântano, concelebraram a missa. Ambas as paróquias pertencem ao território da cidade de Pouso Alegre. Os fiéis dessas paróquias também participaram da missa como convidados especiais. Outros padres estiveram na celebração: padre José Francisco Ferreira, coordenador da Semana Jubilar; Ivan Carvalho, formador do seminário da Campanha, e Marcos Eduardo Caliari, vigário da paróquia Bom Jesus, em Pouso Alegre. Os fiéis da paróquia São José, em Congonhal (MG) ajudaram na animação litúrgico-musical da missa. Seminaristas da diocese da Campanha, do seminário Nossa Senhora das Dores, participaram da celebração. Cônego Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral metropolitana de Pouso Alegre, acolheu os fiéis, religiosos e clérigos presentes.
Fiéis da paróquia São José, em Congonhal, animaram as ações litúrgico-musicais da missa do 6º dia da Semana Jubilar.
No início da celebração, recordaram-se os frutos pastorais colhidos na arquidiocese de Pouso Alegre, em comunhão com as dioceses da Campanha e Guaxupé (MG). No 6º dia da Semana Jubilar, fez-se memória da vida consagrada, com destaque para o seu incansável testemunho de rezar e trabalhar pelas necessidades da Igreja presente no sul de Minas.
A vocação e a missão da vida consagrada na província eclesiástica de Pouso Alegre foram destacados no 6º dia da Semana Jubilar.
Em sua homilia, dom Pedro Cunha agradeceu a dom Majella e ao cônego Vonilton por rezar na Semana Jubilar. A partir da Festa do apóstolo São Mateus e da Palavra de Deus, dom Pedro Cunha falou sobre o mistério da Igreja e da Trindade. Destacou aspectos da vida e da missão do apóstolo celebrado, hoje (21), e ressaltou a importância de se ter consciência de ser Igreja e viver a unidade.
"Quis a providência que eu presidisse esta santa eucaristia na festa do evangelista São Mateus. Para mim, motivo de grande alegria porque nós estamos celebrando este ano jubilar dos 60 anos da elevação à arquidiocese de Pouso Alegre e a criação da província eclesiástica de Pouso Alegre. Como bispo da diocese da Campanha, estreitamos uma amizade muito boa entre nós, bispos, os três bispos que fazem parte desta província", disse dom Pedro Cunha.
Leia na íntegra a homilia de dom Pedro Cunha.
Após a missa, os fiéis, religiosos e clérigos presentes acompanharam no átrio da catedral a apresentação cultural da lira Nossa Senhora das Dores, de Gonçalves (MG), que executou músicas religiosas e populares.
Lira "Nossa Senhora das Dores", de Gonçalves, apresentou-se depois da missa do 6º dia da Semana Jubilar.
Dom Pedro Cunha Cruz é o sétimo bispo da diocese da Campanha. Foi ordenado bispo no dia 5 de fevereiro de 2011, por dom Orani João Tempesta, O. Cist. De 1990 a 2010, dom Pedro Cunha exerceu o ministério presbiteral na arquidiocese do Rio de Janeiro (RJ). De 2011 a 2015, foi bispo auxiliar dessa arquidiocese. No dia 20 de maio de 2015, foi nomeado pelo papa Francisco como bispo-coadjutor da Campanha e auxiliou dom Diamantino Prata de Carvalho, O.F.M., então bispo diocesano. Em 25 de novembro de 2015, com a renúncia de dom Diamantino, por motivo de idade, dom Pedro Cunha foi nomeado bispo da Campanha.
Dom Pedro Cunha, bispo da Campanha, refletiu sobre a importância da unidade da Igreja no 6º dia da Semana Jubilar.
A diocese da Campanha foi criada no dia 8 de setembro de 1907, desmembrada da, então, diocese de Pouso Alegre e com a agregação de paróquias que pertenciam à, então, diocese de Mariana (MG). Com a diocese de Guaxupé (MG), a diocese da Campanha pertence à província eclesiástica de Pouso Alegre, instalada canonicamente no dia 23 de setembro de 1962. Essas duas dioceses e a arquidiocese de Pouso Alegre correspondem à Igreja Católica presente no sul de Minas Gerais.
Entre os padres concelebrantes, padre Adriano São João e padre Marcos Roberto participaram do 6º dia da Semana Jubilar como convidados especiais.
Na próxima sexta (23), completam-se 60 anos de existência dessa organização eclesiástica. Por causa dessa data histórica, acontece a Semana Jubilar na catedral metropolitana de Pouso Alegre, com a participação de arcebispos, bispos, padres, religiosos e fiéis ligados à história da arquidiocese de Pouso Alegre e à província eclesiástica homônima.
A Semana Jubilar será celebrada até o próximo sábado (24). Confira a programação completa. Está aberta também uma exposição de fotos e objetos litúrgicos relacionados à história da arquidiocese, na catedral metropolitana, em Pouso Alegre. A visitação é gratuita e vai até o próximo domingo (25), das 8h às 20h.
Confira a cobertura fotográfica do 6º dia da Semana Jubilar.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Geovania Andrade Pereira Carvalho
5º dia da Semana Jubilar tem participação de dom José Lanza
Dom José Lanza Neto, bispo de Guaxupé (MG), presidiu missa na catedral metropolitana de Pouso Alegre (MG), hoje (20), 5º dia da Semana Jubilar.
A missa do 5º dia da Semana Jubilar foi presidida por dom José Lanza Neto. A celebração eucarística foi concelebrada pelo padre Júlio César dos Santos Júnior, vigário da paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre. Outros padres também estiveram presentes: padre Vinícius Pereira Silva, padre Hamilton de Castro, padre José Francisco Ferreira, padre Mário Navarro, padre Marcos Eduardo Caliari, padre João Batista Ferreira. Participaram também os fiéis da paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre, que ajudaram na animação litúrgico-musical da missa. Seminaristas da diocese de Guaxupé, do seminário Santo Antônio, participaram da celebração. Cônego Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral metropolitana de Pouso Alegre, acolheu os fiéis, religiosos e clérigos presentes.
Padre Júlio César Júnior foi um dos convidados especiais do 5º da Semana Jubilar.
No início da celebração, o cristão leigo Alexandre Augusto Mendonça, da paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre, e coordenador arquidiocesano da Pastoral da Comunicação, fez memória agradecida da vida e missão dos arcebispos da arquidiocese de Pouso Alegre: dom José D’Ângelo Neto (4º bispo / 1960-1962 – 1º arcebispo / 1962-1990); dom João Bergese (2º arcebispo / 1991-1996); dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O. Praem (3º arcebispo / 1996-2014) e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R. (2014-dias atuais). Alexandre também se recordou da missão dos cristãos leigos e leigas que colaboram nas atividades pastorais na arquidiocese.
A missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja foi destacada no 5º dia da Semana Jubilar.
"Irmãos e irmãs, como é bom estarmos aqui como família. Esta família que ganhou expressão a partir da instalação da arquidiocese de Pouso Alegre. A diocese de Guaxupé passa a caminhar junto e fazer parte desta alegria, desta festa, data importante e marcante na vida de todos nós. Amanhã, teremos a participação da diocese da Campanha. Esta família é a composta por três dioceses: Campanha, Guaxupé e Pouso Alegre. É uma alegria e satisfação enorme poder fazer parte desta família, caminhar com esta família, ter os mesmos sentimentos que esta família tem, os sentimentos de Nosso Senhor Jesus Cristo", afirmou dom José Lanza no início da celebração.
Fiéis da paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre, animaram as ações litúrgico-musicais da missa do 5º dia da Semana Jubilar.
Em sua homilia, dom José Lanza afirmou que se sente muito feliz em caminhar com as dioceses da província eclesiástica de Pouso Alegre. Reconheceu que, na convivência com os bispos dessa organização da Igreja, dom José Luiz Majella Delgado e dom Pedro Cunha, encontra amigos e irmãos para compartilhar a missão do episcopado. Dom José Lanza disse haver atualmente, com dom Majella, uma aproximação maior das dioceses da província para favorecer o discipulado e a missionariedade entre os fiéis, os religiosos e o clero.
"Celebrar os 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre é contar um pouco da nossa vida e da história das nossas comunidades. (...) Tudo são valores. São elementos importantes que vão marcando a nossa vida de Igreja, a nossa vida de comunidade. A nossa vida de família", disse o bispo de Guaxupé.
Dom José Lanza também destacou em sua reflexão a Igreja na Coreia, por ocasião da memória dos santos mártires André Kim, Paulo Chong e seus companheiros, celebrada hoje (20). Para o bispo de Guaxupé, a Igreja na Coreia e a memória desses mártires apresentamRead more
Dom Airton participa do 4º dia da Semana Jubilar
Hoje (19), dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana (MG), presidiu missa na catedral metropolitana de Pouso Alegre (MG), no 4º dia da Semana Jubilar.
De 16 a 24 de setembro acontece em Pouso Alegre, a Semana Jubilar por ocasião dos 60 anos da elevação da arquidiocese como sede arquiepiscopal. No dia 23 de setembro de 1962, a arquidiocese de Pouso Alegre foi instalada canonicamente. Nesta semana, acontecem missas na catedral metropolitana do Bom Jesus com a participação de (arce)bispos, padres, religiosos e fiéis ligados à história da arquidiocese de Pouso Alegre.
A celebração eucarística do 4º dia da Semana Jubilar foi presidida por dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana. Ele é natural de Bom Repouso (MG), cidade pertencente à arquidiocese de Pouso Alegre. Desde 1964, mudou-se com sua família para São Bernardo do Campo (SP) e, depois, Santo André (SP). Em 1979, ingressou no seminário da diocese dessa cidade. Foi ordenado presbítero no dia 8 de dezembro de 1985, por dom Cláudio Hummes, então bispo de Santo André. Foi ordenado bispo no dia 2 de março de 2002, por dom Décio Pereira. Dom Airton foi bispo auxiliar de Santo André, bispo de Mogi das Cruzes (SP) e arcebispo de Campinas (SP). Desde 23 de junho de 2018, é o sexto e atual arcebispo de Mariana.
A missa também foi concelebrada pelos padres Jésus Andrade Guimarães e Luiz Francisco Marvulo Martins, CMF. Padre Jésus é pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima e chanceler do arcebispado. Padre Luiz Francisco é pároco da paróquia Imaculado Coração de Maria. As duas paróquias fazem parte do território da cidade de Pouso Alegre. Com os padres, fiéis dessas duas paróquias estiveram presentes como convidados especiais.
Entre os padres presentes, padre Jésus Andrade Guimarães e padre Luiz Francisco Marvulo Martins foram os padres convidados para o 4º dia da Semana Jubilar.
Também estiveram presentes os padres: Rodrigo Arthur Medeiros, pároco da paróquia São Sebastião, em Itabirito (MG); William Betônio, C.Ss.R., do santuário do Bom Jesus da Lapa, em Bom Jesus da Lapa (BA), e sobrinho de dom Airton; padre José Francisco Ferreira, coordenador da Semana Jubilar; João Batista Ferreira, da diocese de Bragança Paulista (SP); Paulo Roberto de Andrade; Mário Navarro; José Luiz Faria Júnior e Maicon Vinícius Leal, do clero arquidiocesano.
As ações litúrgico-musicais da celebração eucarística foram conduzidas pelos fiéis da paróquia Nossa Senhora de Fátima, de Pouso Alegre. Cônego Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral, concelebrou a missa e acolheu os convidados do 4º dia da Semana Jubilar.
Fiéis da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, cantaram na missa do 4º dia da Semana Jubilar.
No início da celebração eucarística, a cristã leiga Maria Cristina de Souza Faria fez memória agradecida dos arcebispos falecidos que trabalharam na arquidiocese de Pouso Alegre: dom José D’Ângelo Neto (4º bispo / 1960-1962 - 1º arcebispo / 1962-1990); dom João Bergese (2º arcebispo / 1991-1996) e dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O. Praem (3º arcebispo / 1996-2014). Fotos dos arcebispos falecidos e flores foram colocados diante do altar. Além disso, os fiéis e clérigos rezaram pelo descanso eterno do monsenhor João Aparecido de Faria, falecido há 7 dias.
No início da celebração, fiéis fizeram memória agradecida dos arcebispos falecidos que trabalharam na arquidiocese de Pouso Alegre.
Em sua homilia, dom Airton falou sobre o tema da luz, a partir do evangelho (Lc 8,16-18) e da Semana Jubilar. Ele afirmou que a arquidiocese de Pouso Alegre deve ser luz, levando a Palavra de Deus a todos.
O arcebispo de Mariana reconheceu que ser uma arquidiocese é sinal de amadurecimento para a Igreja Católica presente em Pouso Alegre. "A diocese de Pouso Alegre amadureceu e foi reconhecida pela Igreja, sendo elevada à dignidade de arquidiocese e sede da província eclesiástica", destacou dom Airton.
Dom Airton, arcebispo de Mariana, natural da arquidiocese de Pouso Alegre, presidiu a missa do 4º dia da Semana Jubilar.
Fazendo memória dos arcebispos falecidos, o arcebispo de Mariana destacou que dom José D'Ângelo o crismou em Bom Repouso, sua cidade natal. Ele se lembrou também de dom João Bergese, contando que acompanhou o seu falecimento. Na ocasião, o então padre Airton estava em Pouso Alegre para acompanhar o núncio apostólico, que viera para inaugurar o Instituto Teológico Interdiocesano São José. Infelizmente, naquela data, dom João Bergese acabou falecendo devido a complicações de suas enfermidades.
Em sua homilia, dom Airton refletiu sobre o tema da luz, exortando os fiéis da arquidiocese de Pouso Alegre a serem luz por meio do anúncio da Palavra de Deus.
Ainda sobre a Palavra de Deus, o arcebispo de Mariana convidou os fiéis a confiarem na Palavra de Deus e continuarem a sua missão na Igreja, na arquidiocese de Pouso Alegre.
"Nosso encontro para celebrar a grande festa para a arquidiocese é provincial. Estamos aqui por um grande motivo. Estamos aqui porque somos Igreja! A Igreja é chamada a ser luz para iluminar o caminho de todo ser humano que vive nesta terra, levando a Palavra de Deus às pessoas, conduzindo-as para Cristo. (...) Confiemos sempre na Palavra de Deus para continuarmos firmes na missão da Igreja, nesta arquidiocese.", exortou dom Airton.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, esteve presente ao final da missa para agradecer a presença de dom Airton, padres e fiéis presentes. Dom Majella, na pessoa de dom Airton, dirigiu palavras de agradecimento à arquidiocese de Mariana, da qual a arquidiocese de Pouso Alegre foi desmembrada, quando foi criada como diocese, em 1900. O arcebispo de Pouso Alegre destacou também que a arquidiocese de Mariana acolheu no passado os seminaristas da, então, diocese de Pouso Alegre para a formação sacerdotal.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, agradeceu a presença de dom Airton, padres, religiosos e fiéis presentes no 4º dia da Semana Jubilar.
Depois da celebração eucarística, dom Airton, dom Majella, padres e fiéis rezaram na cripta da catedral pelos arcebispos, bispos, padres, religiosos e fiéis falecidos da arquidiocese de Pouso Alegre. Velas foram acesas como recordação da luz da ressurreição de Cristo e sinais da vida eterna.
Na cripta da catedral, dom Airton, dom Majella, padres, religiosos e fiéis rezaram pelos arcebispos e bispos já falecidos que exerceram seu ministério na arquidiocese de Pouso Alegre.
A Semana Jubilar será celebrada até o próximo sábado (24). Confira a programação completa da Semana Jubilar. Além dessa programação, uma exposição de fotos e objetos litúrgicos relacionados à história da arquidiocese de Pouso Alegre está acontecendo na catedral metropolitana. A visitação é gratuita e vai até o próximo domingo (25), das 8h às 20h.
Confira a cobertura fotográfica do 4º dia da Semana Jubilar.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Geovana Andrade Pereira Carvalho
Vigário-geral celebra missa do 3º dia da Semana Jubilar
Hoje (18), na catedral metropolitana de Pouso Alegre (MG), fiéis, religiosos e padres celebraram o 3º dia da Semana Jubilar com missa presidida pelo cônego Wilson Mário de Morais, vigário-geral. Na próxima sexta (23), a arquidiocese de Pouso Alegre (MG) completará 60 anos de elevação à sede arquiepiscopal.
Os fiéis da paróquia Bom Jesus, em Pouso Alegre, participaram da missa como convidados especiais. Cônego Vonilton Augusto Ferreira e padre Mário Navarro concelebraram a missa e acolheram os fiéis presentes.
Da esquerda para a direita, cônego Vonilton Augusto, cônego Wilson Mário de Morais e padre Mário Navarro.
A animação litúrgico-musical da celebração foi feita pelo coral "Monsenhor Pedro Cintra", da paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata (MG).
Membros do coral "Monsenhor Pedro Cintra", de Borda da Mata.
No início da missa, foi recordada a caminhada pastoral da arquidiocese de Pouso Alegre em seus 9 setores, 69 paróquias e mais de 2000 comunidades. Além disso, as ações pastorais das dioceses de Campanha e Guaxupé, com as quais a arquidiocese de Pouso Alegre forma uma província eclesiástica, foram lembradas de maneira especial. Foram também destacados o seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora e a Faculdade Católica de Pouso Alegre como organismos importantes para a formação do clero sul-mineiro.
Fiéis da paróquia do Bom Jesus, em Pouso Alegre, foram os convidados especiais para o 3º dia da Semana Jubilar.
Em sua homilia, cônego Wilson ressaltou que o Jubileu de 60 anos da arquidiocese de Pouso Alegre é um tempo oportuno para agradecer a Deus pelos frutos colhidos nesses anos de evangelização. Ele também convidou os fiéis a renovarem a vocação à santidade, recebida no Batismo, com dois olhares. O primeiro deles deve ser para o rosto de Cristo, o Bom Jesus, titular da catedral.
"Contemplando suas dores e glórias, rosto doloroso e ressuscitado, somos convidados a oferecer a nossa vida e pedir perdão pelos momentos em que deixamos a graça de Deus passar em vão em nossa vida, não produzindo frutos", exortou o cônego.
Cônego Wilson refletiu em sua homilia refletiu sobre o tempo, relacionando-o com a celebração jubilar.
A segunda direção é a realidade concreta onde vivemos, o mundo, a arquidiocese, a paróquia, a comunidade e a família. Segundo o cônego, a realidade é marcada pelas condições de espaço e tempo. Refletindo sobre a realidade do tempo, ele convidou os fiéis a santificar o tempo com a capacidade de "ser mais", "doar mais" e "partilhar a vida". Ainda sobre o tempo, cônego Wilson animou os fiéis a viverem o tempo presente como um tempo de renovação missionária para anunciar a Palavra de Deus.
"Tempo do jubileu: tempo de pedir perdão, tempo de celebrar, tempo de agradecer. Desde o ano de 1962, ano de criação e instalação da nossa arquidiocese, vivemos em uma sociedade marcada pela técnica, marcada pela conquista do espaço pelo homem. Triunfo alcançado pelo sacrifício de um ingrediente essencial da nossa existência, que é o tempo. Gastando tempo para ganhar espaço. Intensificar nosso poder no mundo do espaço para ser o nosso objetivo. No entanto, ter mais não significa ser mais. O poder que alcançamos no mundo do espaço termina na fronteira do tempo. Mas, o tempo é o coração da nossa existência. Não podemos perder as aspirações no mundo do tempo para ganharmos poder no mundo do espaço. Há um Reino do tempo em que a meta não é ter mais, mas ser mais. Não é possuir mais, mas doar mais. Não é controlar, mas partilhar a vida. A vida não vai bem quando a aquisição de coisas no espaço torna-se a nossa única preocupação. O tempo é o nosso maior desafio. Está além do nosso alcance. Tanto perto quanto longe, é processo contínuo de criação. A criação é a linguagem de Deus. E o tempo é o seu cântico. Precisamos santificar o nosso tempo. O tempo é a trilha da vida que percorremos. O que está presente daqui a pouco deixará de ser presente para ser passado na lembrança. Cada dia que vem é futuro que hoje se torna presente e amanhã, passado. Tempo de jubileu: tempo de pedir perdão, tempo de celebrar, tempo de agradecer. Tempo de louvar e pedir a Deus por tantas vidas sacrificadas de leigos e leigas, religiosos e religiosas, diáconos, padres, bispos e arcebispos, doadas na evangelização nesses 60 anos da nossa arquidiocese de Pouso Alegre. E, o tempo atual? O tempo atual exige de nós renovação das forças missionárias para cumprir a tarefa de anunciar a Palavra de Deus", disse cônego Wilson em sua homilia.
Neste domingo (18), missa do 25º Domingo do Tempo Comum foi celebrada na catedral metropolitana de Pouso Alegre, no 3º dia da Semana Jubilar.
Cônego Wilson, presidente da celebração eucarística, é pároco da paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre. Desde 2014, é o vigário-geral da arquidiocese de Pouso Alegre. Cônego Wilson é natural de Pouso Alegre, do distrito do Pântano. É padre há 26 anos. Foi ordenado presbítero no dia 24 de novembro de 1995. Já trabalhou como padre em paróquias de Itajubá, Pouso Alegre e Santa Rita do Sapucaí. Também já foi formador no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Atualmente, é professor e membro da diretoria da Faculdade Católica de Pouso Alegre.
A Semana Jubilar será celebrada na catedral metropolitana de Pouso Alegre até a próxima sexta (23). Confira a programação completa.
Veja a cobertura fotográfica do 3º dia da Semana Jubilar.
Leia na íntegra a homilia do cônego Wilson.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Lucas Silveira
2º dia da Semana Jubilar é celebrado por dom Edson Oriolo
Com missa, presidida por dom Edson José Oriolo dos Santos, bispo de Leopoldina (MG), fiéis, religiosos e membros do clero da arquidiocese de Pouso Alegre (MG) estiveram na catedral metropolitana, hoje (17), para celebrar o 2º dia da Semana Jubilar em comemoração dos 60 anos da elevação da Igreja Particular como sede arquiepiscopal.
Padre Clemildes Francisco de Paiva e fiéis da paróquia São Cristóvão, de Pouso Alegre, participaram da missa como convidados especiais. Cônego Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral, acolheu os padres, religiosos e fiéis presentes no 2º dia da Semana Jubilar.
Padre Clemildes Francisco, convidado especial do 2º dia da Semana Jubilar, proclamou o Evangelho.
A missa contou a colaboração do coral "Flor do Carmelo", da paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí (MG), para a execução dos cantos litúrgicos. No início da missa, fez-se memória de irmãos e irmãs da arquidiocese de Pouso Alegre que testemunharam a fé. Destacaram-se a vida e a vocação do monsenhor Alderigi e irmã Maria Imaculada da Santíssima Trindade, servos de Deus. Após a celebração, a congada "Nossa Senhora do Rosário", de Silvianópolis (MG), apresentou cantos típicos da cultura e da religiosidade afro-brasileira.
Coral "Flor do Carmelo", da paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí.
O presidente da missa foi dom Edson José Oriolo dos Santos, natural de Itajubá (MG). Ele pertenceu ao clero da arquidiocese de Pouso Alegre de 5 de maio de 1990 a 11 de julho de 2015. Como padre, trabalhou em paróquias presentes nas cidades de Ouro Fino, Borda da Mata e Pouso Alegre. Colaborou também com a formação do clero, como formador e professor no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Também foi professor na Faculdade Católica de Pouso Alegre. Foi ordenado bispo no dia 11 de julho de 2015, por dom João Bosco Oliver de Faria, na catedral metropolitana. Foi bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte de 2015 a 2019. Desde 25 de janeiro de 2020, é bispo de Leopoldina.
Dom Edson Oriolo explicou na sua homilia o que é uma diocese e relembrou fatos históricos e pastorais sobre 3 primeiros arcebispos de Pouso Alegre.
Em sua homilia, dom Edson explicou as motivações de um papa e da Igreja quando uma diocese é criada. O bispo de Leopoldina destacou 5 elementos teológicos que justificam a existência de uma diocese: ser uma porção do Povo de Deus; ser animada pelo Espírito Santo; ser guiada por um bispo; ser orientada pela Palavra de Deus e ser sustentada pela Eucaristia.
O bispo de Leopoldina também explicou que uma "arquidiocese" é uma forma de organização da Igreja, baseada na cultura romana. Em uma arquidiocese, há um bispo, considerado pela Igreja como arcebispo, responsável por uma região de dioceses que formam uma província eclesiástica. Há 60 anos, a arquidiocese de Pouso Alegre é reconhecida pela Igreja com essa categoria, sendo seu arcebispo o responsável pela província eclesiástica presente no sul de Minas Gerais.
Dom Edson Oriolo, atual bispo de Leopoldina, é natural da arquidiocese de Pouso Alegre, da paróquia São José Operário, em Itajubá.
Além disso, dom Edson falou sobre sua convivência com os três primeiros arcebispos de Pouso Alegre: dom José D'Ângelo Neto, dom João Bergese e dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho. Fez memória das atividades pastorais realizadas por esses "três sustentáculos da arquidiocese de Pouso Alegre".
"Uma diocese é criada para ser uma pequena porção do Povo de Deus. Outro elemento é a diocese ser uma Igreja animada pelo Espírito Santo de Deus. Marcada pelo Espírito Santo, a diocese é uma porção do Povo de Deus, diferente de uma ONG ou de uma associação corporativa. Para conduzir o Povo de Deus em uma diocese, o papa designa um bispo para coordenar as atividades pastorais dessa porção na perspectiva do ensinar, governar e santificar. Outros elementos fundamentais para uma diocese são também o anúncio, o ensino e a vivência da Palavra de Deus, tarefas que o bispo é o primeiro responsável e animador. Com a Palavra, a Eucaristia dá forças e sustentabilidade à diocese. O que dá sentido à Igreja são esses dois elementos. Tudo deve girar em torno das duas mesas: da Palavra e da Eucaristia", refletiu dom Edson.
Fiéis da paróquia São Cristóvão, em Pouso Alegre, participaram do 2º dia da Semana Jubilar.
A Semana Jubilar será celebrada na catedral metropolitana de Pouso Alegre até a próxima sexta (23). Confira a programação completa.
Veja a cobertura fotográfica do 2º dia da Semana Jubilar.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Débora Maria Lemos Faria










