Missão reúne cerca de 300 jovens em Cambuí
O setor juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre reuniu cerca de 300 jovens no último final de semana em Cambuí, para a realização da 2ª missão jovem. Entre as atividades, estavam: "arrastão" pelas ruas da cidade, visitas às famílias, Evangelizashow, Adoração ao Santíssimo e a Missa de encerramento com a presença do arcebispo, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R.
Os jovens ficaram hospedados na casa das famílias das paróquias de Cambui.
"Foi um momento de grande graça para os jovens e todos os envolvidos. As comunidades paroquiais se mobilizaram para preparar as refeições e auxiliar os jovens nas visitas missionárias. Jovens de várias identidades juvenis participaram: RCC, TLC e Jovisa. Foi um momento forte de união de nossa juventude.", afirmou o assessor eclesiástico, padre Marcos Eduardo Caliári.
Ao final da Missa já foi feito o anúncio de que a 3ª Missão Jovem Arquidiocesana, em 2020, será em Brazópolis.


Retiro Espiritual abre Segundo Semestre Formativo do Seminário Arquidiocesano
Entre os dias 26 e 28 de julho, os Seminaristas das etapas Propedêutica, Discipular e Configurativa realizaram o Retiro Espiritual conduzido pelo Pe. João Luiz Ferreira Peçanha (Pároco da Paróquia São Francisco e Santa Clara de Pouso Alegre - Mg) com o tema: "Eucaristia, banquete do Senhor". O retiro aconteceu no próprio Seminário e proporcionou momentos de reflexões, orações individuais e em comunidade, dentre as colocações o pregador frisou a importância de vivenciar a Eucaristia como sustento da caminhada cristã e de alimentado por ela ser um testemunho autêntico de Jesus Cristo.


Seminaristas participam de encontro de Liturgia em Belo Horizonte
Entre os dias 22 e 25 de julho, quatro seminaristas de nossa Arquidiocese participaram da terceira edição do Encontro com seminaristas do 4º ano de Teologia, diáconos transitórios e presbíteros com até 1 ano de ordenação promovido pela comissão de Liturgia do Regional Leste 2, que compõe as dioceses dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo, reuniram cerca de 60 participantes no espaço Convívium Emaús, na capital mineira, cujo tema foi: "Os desafios da Iniciação Cristã para os futuros Ministros Ordenados", os assessores foram o Bispo auxiliar de Porto Alegre - RS, Dom Leomar Antônio Brustolin, e Pe. Vanildo Paiva, da Arquidiocese de Pouso Alegre - MG, marcaram ainda presença no encontro, Dom José Luiz Magella Delgado, Arcebispo de Pouso Alegre e Bispo referencial da comissão de Liturgia do Regional Leste 2; O presidente do Regional Leste 2, Dom José Carlos de Souza Campos, Bispo de Divinópolis; e Dom Walmor Oliveira de Azevedo, Arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB. O encontro proporcionou aos participantes uma rica abordagem do documento 107 da CNBB sobre Iniciação Cristã, bem como os desafios atuais para a evangelização e a partilha de pistas para enfrentá-los, além de momentos de oração, como a visita ao Santuário Basílica de Nosa Senhora da Piedade em Caeté - Mg.



Primeiros migrantes venezuelanos chegam à arquidiocese de Pouso Alegre
Neste final de semana, a arquidiocese de Pouso Alegre acolheu os primeiros migrantes venezuelanos. São quatro jovens que passam a morar em Santa Rita do Sapucaí, na Associação Casa Emanuel. Essa acolhida faz parte do Plano Nacional Caminhos de Solidariedade: Brasil-Venezuela, que foi apresentado durante a última Assembleia Geral dos Bispos do Brasil (CNBB). Os bispos da Província Eclesiástica de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R. (Pouso Alegre), dom José Lanza Neto (Guaxupé) e dom Pedro Cunha (Campanha), se organizaram e também aprovaram essa iniciativa. Os venezuelanos que chegaram à Arquidiocese de Pouso Alegre já estão legalizados.
"Todos nós fomos chamados a responder ao apelo do Papa Francisco abraçando a “cultura do encontro” e fazendo uma proposta positiva diante da realidade na vida de imigrantes e refugiados. Nós assumimos de forma ainda mais comprometida a sua identidade como uma família mundial, que encoraja as pessoas a refletir, aproximando imigrantes, refugiados e comunidades com o objetivo de mudar corações e mentalidades", diz dom Mário Antônio da Silva, bispo de Roraima.
Segundo Messia Félix, um dos coordenadores da Casa Emanuel, toda a comunidade de Santa Rita do Sapucaí se mobilizou para ajudar na acolhida dos migrantes.
"Tudo surgiu de uma conversa com padre Alex, da diocese de campanha. São passos que a associação está dando para dar dignidade. A casa começou a se preparar antes mesmo deles chegarem, reorganizando a casa e dando estrutura. A comunidade santarritense se organizou e doou cobertores, colchões, camas. A comunidade se solidarizou. Até mesmo pessoas que tinham uma outra imagem da casa Emanuel passaram a admirar a casa", afirmou durante entrevista à Rádio DifusoraHd na tarde desta segunda-feira (22).
Um dos migrantes que estão em Santa Rita, Aron, explicou que chegaram ao Sul de Minas há apenas três dias, fugindo de uma situação muito difícil no país de origem.
"A Venezuela é um país muito bom, mas agora está passando por um situação muito difícil, o que obrigou muitos venezuelnas a sairem, deixar suas famílias, suas casas. Por exemplo, eu deixei os estudos, estava estudando engenharia industrial. Situação é muito difícil. Encontrar trabalho por lá é muito difícil. Tomei a decisão de vir ao Brasil buscando uma nova chance de vida, uma nova oportunidade. Estou agradecido. Graças a Deus e ao povo brasileiro, agradeço a oportunidade por estar aqui", relatou.
Santa Sé: fazer mais para combater a fome no mundo
Em 2018, mais de 820 milhões de pessoas não tinham comida suficiente. É o que revela o último relatório da ONU sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo. Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente junto aos organismo das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, falou ao Vatican News sobre os desafios para combater a fome.
"A humanidade não cumpriu suficientemente seu dever pelos irmãos mais pobres". Com estas palavras, Mons. Fernando Chica Arellano, Observador Permanente da Santa Sé junto à Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), ao Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA) e ao Programa Mundial de Alimentos (PAM), comenta o relatório de 2019 sobre o estado da segurança alimentar e nutricional no mundo. O documento foi apresentado na terça-feira, 15, em Nova York, por cinco agências da ONU: FAO, FIDA, UNICEF (Fundo para a Infância), PAM e OMS (Organização Mundial da Saúde). O relatório faz parte do monitoramento dos progressos em direção ao segundo Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - "Fome Zero" - que visa derrotar a fome, promover a segurança alimentar e colocar fim a todas as formas de desnutrição até 2030.
Os números da crueldade da fome
Pelo terceiro ano consecutivo, a fome no mundo não dá sinais de declínio: em 2018, cerca de 820 milhões de pessoas não tinham comida suficiente, em comparação aos 811 milhões do ano anterior. As crianças com baixo peso ao nascer são 20,5 milhões (1 em cada 7), as crianças com menos de 5 anos com desnutrição crônica são 148,9 milhões e aquelas que sofrem de desnutrição aguda são 49,5 milhões. A fome está aumentando, de modo particular, em países onde o crescimento econômico está ficando para trás, com baixa renda média e aqueles cuja renda depende do comércio internacional de matérias-primas.
Em contraposição a esta triste realidade, o relatório das Nações Unidas também revela que no mundo está em aumento a obesidade e o número de pessoas com excesso de peso, particularmente entre crianças em idade escolar e adultos; e que as probabilidades de insegurança alimentar são maiores entre mulheres do que entre os homens, em todos os continentes, com a maior diferença na América Latina.
"O relatório - continua Mons. Fernando Chica Arellano na entrevista concedida ao Vatican News - está nos dizendo que as pessoas por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso". "A comunidade internacional realmente deveria fazer mais - ressalta - falta a vontade, sobretudo em remover as causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas".
O grito de ajuda que vem da Ásia e da África
O maior número de pessoas subnutridas (mais de 500 milhões) vive na Ásia, principalmente na parte sul. Também na África, a situação é extremamente alarmante, com as mais altas taxas de fome no mundo, que continuam a aumentar lentamente, mas de forma constante, em quase todas as regiões.
Em particular, na África Oriental, cerca de um terço da população (30,8%) está subnutrida. Além do clima e dos conflitos, o aumento é favorecido pelas crises econômicas. O Observador Permanece junto às organizações e organismos das Nações Unidas para alimentação e a agricultura, enfatiza que "todos podemos fazer algo para combater a fome", antes de tudo não desperdiçando alimentos e não cedendo à indiferença, como os personagens da parábola do "bom samaritano". "A comunidade internacional - acrescenta - deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz, são uma forma de lutar contra a fome".
Entrevista com Mons. Fernando Chica Arellano
R. - Este relatório nos diz que a humanidade não cumpriu suficientemente o seu dever em relação aos nossos irmãos mais pobres. A fome continua a aumentar. Isso evidencia - eu diria - a grandeza do desafio de atingir a meta de desenvolvimento sustentável "Fome zero", até 2030. Portanto, significa que devemos trabalhar mais para melhor cumprir nosso dever como comunidade internacional e, sobretudo como pessoas, também em nível individual. Os números são realmente muito eloquentes. Falemos da Ásia: 513,9 milhões de pessoas famintas. Falemos da África: 256,1 milhões de pessoas. Na América Latina 42,5 milhões. Mas o relatório enfatiza não apenas a crueldade da fome, mas também outro aspecto: a obesidade. Os adultos obesos do mundo são 672 milhões, 13%, ou uma pessoa em cada oito. Portanto, o problema não é somente a desnutrição, mas também a má nutrição. O relatório, na verdade, está nos dizendo que as pessoas que estão por trás desses números não têm um presente sereno nem um futuro luminoso. A comunidade internacional realmente deveria fazer mais. Falta a vontade, sobretudo na remoção das causas devidas ao homem, como os conflitos, a crise econômica e as mudanças climáticas. Esses três continuam a ser os fatores que produzem esses flagelos.
A atenção aos últimos, a quem sofre, é um tema muito caro ao Papa Francisco. Como é possível promover, também nas pequenas coisas, uma transformação estrutural inclusiva?
R. - Todos podemos fazer algo para lutar contra a fome. Primeiro de tudo, não desperdiçar comida; depois, não passar, como fez o sacerdote ou o levita, diante do pobre fechando os olhos ou não ouvindo o grito dos famintos. Isso a nível pessoal. A nível paroquial e de outras ONGs, tantas coisas belas estão sendo feitas, há bonitas iniciativas. Mas se pode fazer mais. Esse relatório é um impulso para fazer mais. Depois a comunidade internacional deve crescer em solidariedade, porque a solidariedade, o investimento na paz é uma forma de lutar contra a fome. Se nós não derrotarmos a fome, todos os outros objetivos de desenvolvimento sustentável da Agenda 2030, acredito que não poderão ser alcançados. O objetivo número um e o objetivo número dois são fundamentais para alcançar os outros 15 objetivos, que todos juntos sintetizam dizendo que não devemos deixar ninguém para trás. O Papa Francisco, no dia 27 de junho, recebeu a Conferência da FAO dizendo que este é um problema que deve envolver a todos, porque o sofrimento de uma pessoa é o sofrimento de todos. Ele também fez um apelo ao bom uso da água, sobretudo na produção de alimentos e em sua distribuição mais justa, porque enquanto há países onde a comida está avançando, sobretudo na África existem regiões inteiras onde, pelo contrário, ela está faltando. Essa desigualdade é verdadeiramente cruel.
Filho da arquidiocese de PA é nomeado bispo de Catanduva
A arquidiocese de Pouso Alegre saúda um de seus filhos, dom Valdir Mamede, nomeado nesta quarta-feira (10) pelo Papa Francisco como novo bispo da diocese de Catanduva. Nascido em Silvianópolis no dia 21 de julho 1961, ele exercia seu ministério episcopal como bispo auxiliar da arquidiocese de Brasília (DF). A diocese de Catanduva estava vacante desde outubro de 2018.
Seu lema episcopal é "Ut vitam habeant (Jo 10,10)". Ingressou na Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria (Claretianos), em Pouso Alegre, em 1979, onde emitiu seus primeiros votos em 1981. Realizou estudos de Filosofia no período de 1981 a 1983, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Estudou Teologia no período de 1984 a 1987 no Studium Theologicum de Curitiba. Licenciado em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Santo Tomás de Aquino, em Roma, doutorou-se em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, no ano de 2002. Foi ordenado presbítero no dia 21 de maio de 1988, pelas mãos de Dom João Bosco Oliver de Faria, bispo auxiliar de Pouso Alegre. Ingressou no clero da Arquidiocese de Brasília em 2003 e foi nela incardinado no ano de 2006.
Foi nomeado bispo titular de Naísso e auxiliar de Brasília pelo Papa Bento XVI, no dia 6 de março de 2013. Sua ordenação episcopal ocorreu no dia 16 de março de 2013.
Arquidiocese de Pouso Alegre realiza romaria ao Santuário Nacional de Aparecida
No último sábado (6), a arquidiocese de Pouso Alegre realizou a sua romaria anual ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Senhora da Conceição Aparecida, interior de São Paulo. Cerca de 2500 fieis e 45 padres participaram da Santa Missa presidida pelo arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R. A missa teve a transmissão da TV Aparecida.
Segundo dom Majella, realizar essa peregrinação é momento de colocar nas mãos de Deus, pela intercessão de Nossa Senhora, a caminhada pastoral e missionária da Igreja Particular.

"Aqui estamos nesta manhã de hoje em aparecida como peregrinos. Peregrinos que acorrem a este santuário da Mãe Aparecida trazendo no coração inquietações, necessidades, ação de graças, trazendo no coração de maneira muito particular a caminhada de nossas Igrejas Particulares, aqui, hoje, Mogi das Cruzes (SP) e Pouso Alegre (MG), e tantas outras Igrejas Particulares. Você, com certeza, traz no seu coração a caminhada pastoral e missionária dessas Igrejas Particulares", refletiu durante a homilia.
Ainda segundo o arcebispo, a Palavra de Deus deve levar os fiéis à unidade e recorda a missão de construir o Povo de Deus, que é a Igreja. O encontro com Cristo leva cada um à vivência do amor e da misericórdia.
"Por isso a nossa missão é encontrar-se com Jesus, crer em Jesus, aderir ao Evangelho de Jesus. É encontrar vida nova, é encontrar o perdão, é encontrar a salvação. Aqui estamos, hoje, com essa coragem: queremos abraçar o novo que Jesus traz para nós. Queremos crer que Jesus é realmente o Filho de Deus e que nos salva. Queremos encontrar seu Evangelho e esse caminho de libertação, de construção de um mundo melhor. Não um mundo dividido. Esta é nossa missão. Estar com Ele, aderir à Sua Pessoa, acolher o Seu Evangelho e anunciar esse Evangelho. Amados irmãos e irmãs, como Igreja que somos, abracemos essa coragem de sermos verdadeiros missionários num mundo marcado por tantas violências", disse.
Após a missa, os romeiros da arquidiocese de Pouso Alegre se reuniram na parte externa do Santuário, em frente à imagem de Nossa Senhora de Fátima, para a recitação do Santo Terço.
No mesmo dia, a diocese de Mogi das Cruzes (SP) também realizou sua peregrinação. O bispo, Dom Pedro Luiz Stringhini, e o clero também concelebraram a Eucaristia.
Leia a homilia de dom Majella na íntegra
"A palavra de Deus que acabamos de ouvir fala da missão. Aqui estamos como missionários. Queremos ouvir e acolher essa Palavra que nos ensina a sermos missionários. Na primeira leitura encontramos Isaac passando para seu filho uma missão: continuar com a Palavra do Pai no coração para construir e criar um povo para Deus. Mas eis que os dois irmãos, Esaú e Jacó, vão criar uma divisão, porque a benção deveria ser para o primogênito, o que não ocorreu.

Deus não acolhe a divisão. Sabemos na história que eles viverão uma situação muito complicada, de quase abandono um do outro. Mas quando Isaac morre, os dois irmãos se encontram. A missão que Jacó recebe é construir o povo de Deus, levar à frente a Promessa. A missão que nós temos é construir o povo de Deus que é a Igreja. Muitas vezes acontecem em nossas comunidades divisões que acabam não sendo um verdadeiro testemunho de vida. Mas nós precisamos estar atentos que deus está nos acolhendo não para ser um povo dividido, mas um povo unido no seu amor.
No Evangelho a reclamação vai ser dos discípulos de João com os discípulos de Jesus. Porque uns jejuavam e outros não. Novamente vamos compreender a missão dos discípulos de Jesus. Jesus chama seus discípulos de amigos e afirma que os amigos do noivo não podem jejuar. O grande desafio do jejum será quando o noivo estiver ausente, ai deveremos viver uma situação de busca de Deus. Jesus mostra que seu projeto de vida é um projeto de vida nova. Faz a comparação do retalho e do odre. Jesus mostra que Ele é o novo e que assim precisamos acolhê-Lo. Por isso a nossa missão é encontrar-se com Jesus, crer em Jesus, aderir ao Evangelho de Jesus. É encontrar vida nova, é encontrar o perdão, é encontrar a salvação. Aqui estamos, hoje, com essa coragem: queremos abraçar o novo que Jesus traz para nós. Queremos crer que Jesus é realmente o Filho de Deus e que nos salva. Queremos encontrar seu Evangelho e esse caminho de libertação, de construção de um mundo melhor. Não um mundo dividido. Esta é nossa missão. Estar com Ele, aderir à Sua Pessoa, acolher o Seu Evangelho e anunciar esse Evangelho. Amados irmãos e irmãs, como Igreja que somos, abracemos essa coragem de sermos verdadeiros missionários num mundo marcado por tantas violências.
Ao fazermos memória de Santa Maria Goretti, lembremos da grande violência que o mundo de hoje vive. Maria Goretti foi uma jovem que defendeu a sua virgindade, mas o algoz a assassinou e ela o perdoa. É isso que Jesus vem pedir para nós hoje. Nós, que vivemos não com a presença do noivo mas temos a certeza de estarmos unidos ao noivo, precisamos praticar o verdadeiro jejum dos dias de hoje: a misericórdia, o perdão.
Aqui neste Santuário junto à Mae Aparecida, refleto um particular da arquidiocese de Pouso Alegre, que celebrando neste ano, o ano da caridade, em preparação aos 120 anos de arquidiocese, saibamos olhar para Maria, pois ela nos ensina a sermos missionários do amor. Por isso, deste Santuário, vamos renovar em nosso coração o desejo de amar mais, amar mais o nosso próximo, amar mais o nosso irmão. Vamos olhar para Maria e dela aprender a amar melhor.
Que sejamos missionários do Senhor, missionários da caridade, missionários que praticam a misericórdia, amando sempre mais".
Secretaria de Pastoral promove encontro com equipes de assessoria paroquial
A Coordenação Arquidiocesana de pastoral convoca pelo menos três membros das equipes de assessoria paroquial para um encontro no próximo dia 14 de julho no Seminário Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre. Como ocorreu nos últimos encontros, o início será pontualmente às 8h, com a celebração da Santa Missa, sendo finalizado por volta das 16h.
A confirmação da presença deve se dar até o dia 9 de julho pelos contatos da Secretaria de Pastoral (9.9840-6577/ 3421-1248/ secretaria.pastoral.pa@hotmail.com). O investimento é de R$ 25 por pessoa.
Quem conduzirá as reflexões será o padre Jean Paul Hansen, da diocese de Campanha. O tema escolhido será "A santidade na perspectiva da virtude teologal da caridade", além de um tempo destinado ao preparo das formações para o segundo semestre.
Clero se reúne para manhã de oração e espiritualidade no Seminário Arquidiocesano

No dia em que a Igreja celebra a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e também o dia de oração pela Santificação dos Sacerdotes, o clero arquidiocesano se reuniu nesta sexta-feira (28) no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, para uma manhã de espiritualidade, reflexão e partilha. O encontro teve início às 09h30, com a recitação das Horas Médias.
Na sequência, padre Adilson Rocha fez uma partilha espiritual a partir da figura de Moisés e sua relação com a vocação de cada padre.
"Em Moisés encontramos uma dimensão fundamental: ser guia espiritual do povo. Nós somos chamados a ser guias espirituais. Somos mediadores. Moisés é mediador. Torna Deus presente na vida do povo e o povo presente em Deus. Moisés ensinava o povo a seguir atrás de Deus. No deserto, só é possível se viver a partir da fé em Deus. Deus dá, concede as graças, mas alguém precisa interpretar os significados desses dons", afirmou.
Ainda segundo padre Adilson, a primeira Graça de Deus é a multiplicação do povo. Porém, essa bênção também significa contradição, porque há a perseguição.
"O motivo da perseguição é a vida em abundância. O faraó representa uma figura contrária à Deus. Na nossa pequenez, desvendamos o mistério de Deus, um mistério que desconcerta os grandes e poderosos. Não basta escravizar, é preciso matar. Mas os pequenos sempre vencem, porque Deus está com eles", refletiu.
Cada padre, em seguida, teve um momento de silêncio para rezar e resgatar o chamado que Deus lhe fez. Todos retornaram para a Capela, onde todos os padres participaram da adoração e bênção do Santíssimo Sacramento.
O encontro foi finalizado com o almoço.




Capela de Santa Dorotéia completa um século de existência
Situada no coração da cidade de Pouso Alegre, a Capela do Sagrado Coração de Jesus, conhecida popularmente como Capela das Doroteias, completa no dia 27 de junho de 2019, um século de existência. Construída como anexo do Instituto Feminino Santa Doroteia, a Capela do Sagrado Coração de Jesus foi idealizada pelas irmãs da Congregação das Doroteias.
O Instituto chegou a cidade de Pouso Alegre no dia 11 de fevereiro de 1911 e foi destaque no seu cotidiano centrado na disciplina e voltado para a instrução religiosa e educação para a vida urbana. A expressão arquitetônica do colégio, obra do construtor Mário Gissoni, que teve sua inauguração em 1918, dava visibilidade à cidade.
Com a união de ensino e religião, a Congregação das Irmãs de Santa Doroteia construiu em anexo ao Colégio a Capela do Sagrado Coração de Jesus. Uma obra arquitetônica do construtor Mário Gissoni edificada em estilo ogival. Esse tipo de construção surgiu na Europa, mais precisamente na Espanha, durante o século XVIII e era utilizado para nomear um tipo de arco que define um ângulo em formato de curva, e também pode ser chamado de arco ogival, arco de ogiva ou arco quebrado, como é possível perceber essa estrutura na nave central da Capela.
A Capela das Doroteias, como é popularmente conhecida na cidade, teve sua construção iniciada junto com o prédio do Instituto, em 1911, porém só foi totalmente concluída em 1926.
Após a estrutura feita, com os pisos de madeira, destacando um formato de cruz na nave central, a Capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus foi abençoada pelo bispo diocesano Dom Octávio no dia 27 de junho de 1919, há 100 anos, durante as comemorações da Festa do Santíssimo Coração de Jesus, quando foram entronizados as imagens e o orago da Capela do Instituto Santa Doroteia de Pouso Alegre.
A Capela serviu durante décadas como refúgio de orações e celebrações de missa para as alunas internas, as freiras e os familiares.
Dedicada ao Sagrado Coração de Jesus, que do alto do altar mor, olha e protege os fiéis, a capela é repleta de simbolismos e significados. O altar é construído em madeira, com pó marmorizado no seu acabamento e ricos detalhes
entalhados na madeira. As peças são originais da França e vieram exclusivamente para adornar os altares. Pinturas em afresco de artistas desconhecidos ilustram passagens bíblicas. Destaque nas paredes da Ressurreição de Jesus e Ascenção do Senhor. Os quatro evangelistas também foram pintados no teto, sobre a cruz da nave central. O nascimento de Jesus também é retratado em afresco.
Um confessionário francês chama atenção pela beleza e harmonia. No coro está guardado um órgão belga, centenário, que era utilizado no coral das Doroteias durante décadas. Cada detalhe desta capela, ainda intacta, sem intervenções, chama muita atenção. Neste ano a capela completa 100 anos de construção. Sua dedicação ao Sagrado Coração de Jesus nasceu pelas mãos abençoadas de dom Octávio Chagas de Miranda, em 27 de junho de 1919.

São histórias de vida e bênçãos do Sagrado Coração de Jesus no coração de Pouso Alegre. História e tradição se fundem. O passado educacional permanece vivo na vida do povo, nas paredes do antigo Instituto, hoje Conservatório de Música. Também permanece viva a memória dos benfeitores e construtores desta imponente capela. História e fé unidas. Desde a ponta da torre, com seus dois sinos centenários, que vieram fazer parte da vida de fé e anunciar a boa nova do Salvador, até seus bancos centenários, onde milhares de fiéis sentaram para ouvir a Palavra do Senhor. Até as imagens sacras, por onde foram venerados pelos devotos.
Fonte bibliográfica escritor e pesquisador Antônio Gilbert










