Seminário Promove encontro com os Padrinhos e Madrinhas de Oração dos Seminaristas
O Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre, no último sábado (24), promoveu o Encontro com Padrinhos e Madrinhas de Oração dos Seminaristas das diversas etapas formativas. Houve a participação de de fieis de diversas paróquias de nossa Arquidiocese. Com o início às 14h o encontro contou com momentos de reflexão, partilha com os seminaristas, procissão até a Paróquia São José Operário onde foi celebrada a Santa Missa e por fim a partilha dos lanches que os participantes trouxeram.
O Encontro tradicional no mês das vocações é uma oportunidade para que os padrinhos/ madrinhas conheçam seus afilhados e vice-versa. Importante ressaltar que o papel dos Padrinhos e Madrinhas é muito importante para a vida do vocacionado, através da oração se possa chegar a um verdadeiro discernimento, podendo este, ser a vida presbiteral ou que sua vocação é outra (como por exemplo a vida matrimonial, leiga ou consagrada...), bem como o fortalecendo espiritualmente com as orações.



I Congresso Vocacional Arquidiocesano acontece em Pouso Alegre
No último domingo (25), nas dependências do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora aconteceu o 1º Congresso Vocacional e contou com a presença de jovens de diversas paróquias da Arquidiocese, bem como a animação da Pastoral Universitária de Pouso Alegre.
O Encontro teve momentos de reflexão, partilha, exposição de tendas vocacionais com as religiosas, seminaristas e padres, além de um teatro promovido pelos jovens de Cambuí, que puderam contribuir para que os participantes refletissem acerca da vocação como chamado de Deus. Por fim, houve a Santa Missa celebrada pelo Vigário Geral de nossa Arquidiocese: Côn. Wilson e concelebrada pelo promotor vocacional de nossa Arquidiocese: Pe. Ivan Paulo.
Este encontro a nível diocesano é uma preparação para a realização do 4º Congresso Vocacional Nacional, que acontecerá entre os dias 5 e 8 de setembro em Aparecida - SP.



CNBB: Mensagem oficial sobre a situação da Amazônia
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre a situação em que classifica de “absurdos incêndios” e outras criminosas depredações em curso na Amazônia. Estas atitudes, segundo o documento, requerem posicionamentos adequados. “É urgente que os governos dos países amazônicos, especialmente o Brasil, adotem medidas sérias para salvar uma região determinante no equilíbrio ecológico do planeta – a Amazônia. Não é hora de desvarios e descalabros em juízos e falas”, diz a nota.
No documento, a CNBB ressalta que Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, convocado pelo papa Francisco para outubro próximo, no cumprimento de sua tarefa missionária e da evangelização, é sinal de esperança e fonte de indicações importantes no dever de preservar a vida, a partir do respeito ao meio ambiente.
Confira, abaixo, a íntegra o documento:
Nota da CNBB
O povo brasileiro, seus representantes e servidores têm a maior responsabilidade na defesa e preservação de toda a região amazônica. O Brasil possui significativa extensão desse precioso território, com o rico tesouro de sua fauna, flora e recursos hidrominerais. Os absurdos incêndios e outras criminosas depredações requerem, agora, posicionamentos adequados e providências urgentes. O meio ambiente precisa ser tratado nos parâmetros da ecologia integral, em sintonia com o ensinamento do Papa Francisco, na sua Carta Encíclica Laudato Si’, sobre o cuidado com a casa comum.
“Levante a voz pela Amazônia” é um movimento, agora, indispensável, em contraposição aos entendimentos e escolhas equivocados. A gravidade da tragédia das queimadas, e outras situações irracionais e gananciosas, com impactos de grandes proporções, local e planetária, requerem que, construtivamente, sensibilizando e corrigindo rumos, se levante a voz.
É hora de falar, escolher e agir com equilíbrio e responsabilidade, para que todos assumam a nobre missão de proteger a Amazônia, respeitando o meio ambiente, os povos tradicionais, os indígenas, de quem somos irmãos. Sem assumir esse compromisso, todos sofrerão com perdas irreparáveis.
O Sínodo dos bispos sobre a Amazônia, em outubro próximo, em sintonia amorosa e profética com a convocação do Papa Francisco, no cumprimento da tarefa missionária e da evangelização, é sinal de esperança e fonte de indicações importantes no dever de preservar a vida, a partir do respeito ao meio ambiente.
“Levante a voz” para esclarecer, indicar e agir diferente, superar os descompassos vindos de uma prolongada e equivocada intervenção humana, em que predominam a “cultura do descarte” e a mentalidade extrativista. A Amazônia é uma região de rica biodiversidade, multiétnica, multicultural e multirreligiosa, espelho de toda a humanidade que, em defesa da vida, exige mudanças estruturais e pessoais de todos os seres humanos, Estados e da Igreja.
É urgente que os governos dos países amazônicos, especialmente o Brasil, adotem medidas sérias para salvar uma região determinante no equilíbrio ecológico do planeta – a Amazônia. Não é hora de desvarios e descalabros em juízos e falas. “Levante a voz” na voz profética do Papa Francisco ao pedir, a todos os que ocupam posições de responsabilidade no campo econômico, político e social: “Sejamos guardiões da criação”.
Vamos construir juntos uma nova ordem social e política, à luz dos valores do Evangelho de Jesus, para o bem da humanidade, da Panamazônia, da sociedade brasileira, particularmente dos pobres desta terra. É indispensável para promovermos e preservarmos a vida na Amazônia e em todos os outros lugares do Brasil. Em diálogos e entendimentos lúcidos, que se “levante a voz”!
Brasília-DF, 23 de agosto de 2019
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte – MG
Presidente da CNBB
Dom Jaime Spengler, OFM
Arcebispo de Porto Alegre – RS
1º Vice-Presidente da CNBB
Dom Mário Antônio da Silva
Bispo de Roraima – RR
2º Vice-Presidente da CNBB
Dom Joel Portella Amado
Bispo Auxiliar de S. Sebastião do Rio de Janeiro – RJ
Secretário-Geral da CNBB
Arquidiocese lança logo comemorativo pelo jubileu arquidiocesano
A arquidiocese de Pouso Alegre se prepara para celebrar seu jubileu em 2020. São 120 anos de história e evangelização em terras sul-mineiras. Por isso, a comissão organizadora elaborou um logo comemorativo que irá aparecer em todas as mídias e impressos arquidiocesanos no próximo ano. Um sêlo também será lançado pelos Correios e irão estampar todas as correspondências emtidas pela Cúria Metropolitana e também pelas paróquias da arquidiocese. O logo foi produzido pela agência Pública.
A logomarca é a identidade visual de uma instituição. Ela se torna tão importante e tem tanta força quanto o nome da própria instituição, já que, geralmente, é a primeira coisa que as pessoas identificam dentro de um material publicitário, produtos e meios de comunicação.
"Assim, é importante que essa logomarca seja marcante e ao mesmo tempo transmita o que a instituição representa e deseja através das cores, formas e textos. Ao criar uma logomarca para o jubileu da arquidiocese de Pouso Alegre, queremos enfatizar nossa missão em anunciar o Reino de Deus nestas terras sul-mineiras, que trazem suas peculiaridades e religiosidade, como há 120 anos temos feito. Queremos reforçar nossos valores", afirmou padre Andrey Nicioli, um dos membros da comissão responsável pelo jubileu.
Vários eventos estão marcados ao longo de 2020 além do lançamento do sêlo comemorativo. Haverá uma noite cultural com a apresentação do projeto Pemsa (projeto musical do Santuário Nacional), Semana Eucarística e encontros com o clero. As datas dos eventos serão oficializadas em breve.
A logo marca escolhida

Ela nos remete à Catedral Metropolitana, sinal da unidade e da comunhão de nossa Igreja particular de Pouso Alegre. Da Cátedra, nosso arcebispo dá continuidade ao ensinamento dos apóstolos. Sem comunhão com o bispo, nossas paróquias, comunidades, pastorais e movimentos seriam grupos fechados em si mesmos, incapazes de viver a dimensão eclesial.
Depois temos a Eucaristia, Pão espiritual para nossa caminhada enquanto Povo de Deus. O Sacramento do Corpo e Sangue do Senhor nos dá a vida plena, possibilitando-nos a experiência do céu. Ao comungarmos também fazemos a experiência da unidade e da comunhão, entendendo-nos como colaboradores no projeto de Deus, defendendo e promovendo a vida. Ao colocarmos Jesus como centro de nossa evangelização no Sul de Minas, motivamos o amor solidário entre todos.
Os traços verdes nos lembram as montanhas e colinas que fazem parte da paisagem de nossa região. Tendo como principal bioma a Mata Atlântica, o Sul de Minas é marcado pela presença de inúmeras áreas verdes. Mas é preciso que também tenhamos a ousadia de denunciar um sistema explorador dos nossos biomas, que destroem nossa Casa Comum. Minas Gerais vem sofrendo com tantas tragédias por causa da negligência e interesse de muitos. São tantas as áreas devastadas, em nome do lucro desenfreado, da ganância e ambição de alguns. Com a devastação dos biomas, tantas são as pessoas que têm sofrido o despojamento de suas vidas, suas culturas e suas histórias.
Os riscos azuis nos fazem lembrar os rios Mandú e Sapucaí, locais onde teve início os primeiros povoados que compõem nossa arquidiocese. Rios tão importantes para o desenvolvimento de nossos municípios, mas que também vêm sofrendo com a ação humana.
Paróquia de Espírito Santo do Dourado realiza trabalho de evangelização com migrantes
A paróquia Divino Espírito Santo, em Espírito Santo do Dourado, realiza nesta semana um trabalho de evangelização junto aos migrantes que estão na cidade trabalhando, principalmente, nas lavouras de morango. São cerca de três mil migrantes, provenientes, principalmente, dos estados do Maranhão, Tocantins, Paraná e Pernambuco. A semana missionária termina na próxima sexta-feira (16).

Segundo o pároco, padre Paulo Giovanni Pereira, esse trabalho vem sendo realizado com a ajuda dos padres da Congregação dos Escalabrinianos (neste caso, o padre Garcia e padre Emídio) após indicação da própria Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O aumento dos migrantes no município é perceptível.
"Temos percebido, dentro deste trabalho, um aumento signficativo desses migrantes, sendo que nas escolas eles já representam cerca de 80% da população estudantil. Com o trabalho direto com os migrantes, queremos compreender e obter algumas pistas para darmos uma melhor atenção a esses nossos irmãos migrantes. Esses migrantes vêm em busca de emprego e conseguem como diarista ou na lavoura de morangos, também como meeiros. Eles vêm na esperança de ter uma qualidade de vida melhor. Temos dentro da produção de morango uma demanda muito grande por mão de obra˜, afirmou.
As maiores carências, segundo o pároco, referem-se à habitação, a maioria feitas de lona e cobertas com telhas eternite.

"Geralmente moram uma ou mais famílias no mesmo barraco. Vemos o problema de saneamento básico, qualidade de vida e alguns moram juntos à própria plantação. A paróquia tem se preocupado com a realidade social, auxiliando com cestas-básica, agasalhos, principalmente nesses primeiros meses aqui. No campo religioso, é um ir ao encontro dessa população para ofertar uma vida sacramental maior. Uma dificuldade que enfrentamos é o tempo de permanência deles aqui na região. Isso dificulta a questão da catequese e também a inserção na comunidade˜, revelou.
Durante as missões, a acolhida por parte dos migrantes é muito boa. Em alguns casos, a maior dificuldade é de os migrantes não se sentirem parte daquela comunidade.
"Essas vistias representam, em muitos casos, um primeiro contato da Igreja com eles. Procuramos conhecer a realidade social e familiar de onde vêem. Também fazemos um levantamento religioso e sacramental. Os que já estão a mais tempo temos tido um diálogo no sentido da inserção deles em nossas comunidades, quebrando preconceitos e promoção humana. Durante a visita abençoamos os barracos, casas, alojamentos e também as plantações de mroango", finalizou.
Semana Nacional da Família: cuidar da família é dever de todos, afirma presidente da CNBB
Por: Vatican Newns
Até o próximo sábado, 17 de agosto, a Igreja no Brasil dedica uma semana para valorizar o papel da família e refletir sobre os desafios atuais do primeiro espaço destinado à formação das pessoas e de aprender o jeito cristão de viver e se relacionar. As comunidades são convidadas a se reunir para rezar e meditar a Palavra de Deus, seguindo o modelo da família cristã de Nazaré.
O Brasil tem sofrido com realidades vividas fora do ambiente familiar e que somam estatísticas preocupantes e desafiadoras para reflexão da Igreja. Segundo Dom Jaime Spengler, primeiro vice-presidente da CNBB e arcebispo de Porto Alegre/RS, é uma questão urgente para ser enfrentada:
“Quando somos desafiados por ideologias que colocam em xeque a nossa compreensão de instituição familiar, nós somos convidados a dar testemunho do que representa para nós, constituir e promover uma família. Família é a base da sociedade e nós nos vemos confrontados por situações das mais diversas hoje, por exemplo, no ambiente escolar, mas não só, também no ambiente universitário e nas diversas instâncias da sociedade quando assistimos e temos ciência de um número expressivo de adolescentes que, nas nossas escolas hoje, aparecem mutilados, que se ferem, que se machucam, a automutilação; vemos um número expressivo de jovens que se suicidam; e uma multidão de órfãos, filhos de pais vivos.”
A família, como vai?
Para cuidar da família e promover iniciativas para fortalecer a instituição, a Igreja no Brasil está celebrando a Semana Nacional da Família desde o último domingo (11), Dia dos Pais no país e uma oportunidade para comemorar o Jubileu de Prata da Campanha da Fraternidade de 1994 e também enaltecer a Exortação Apostólica “Amoris Laetitia” do Papa Francisco, de 2016. Além disso, o próprio Pontífice, através da intenção de oração para este mês de agosto, pede para se rezar pelas famílias para que possam se tornar “escolas de crescimento humano”, já que as famílias são “o melhor legado possível” para deixar ao mundo.
Através do tema: “A família, como vai?”, uma questão simples, mas instigadora, a Semana Nacional da Família no Brasil convida a realizar um caminho de discernimento para compreender melhor a dignidade e a nobreza da família cristã. As comunidades são chamadas a se reunir para rezar e meditar a Palavra de Deus até o dia 17. Afinal, é dentro das famílias que acontecem encontros especiais para se educar e viver a iniciação à vida cristã, não sendo um espaço para doutrinas, mas para aprender um jeito cristão de se relacionar, afirma Dom Adelar Baruffi, bispo de Cruz Alta/RS.
Cuidar muito e bem da família
Em vídeo divulgado pelo canal oficial da CNBB no YouTube, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da CNBB e arcebispo de Belo Horizonte/MG, afirma que é “preciso cuidar muito e cuidar bem da família”, e enfatiza que “cuidar da instituição familiar não é dever de uma pessoa, mas compromisso de todos nós”. O presidente lembra que a família é a primeira escola que nos forma como pessoa, um ambiente de amor e rico de referências que capacita a se relacionar com o próximo e de onde se aprende os valores humanos e cristãos.
Dom Jaime reforça os valores pregados em ambiente familiar para poder crescer no amor e na fé:
“ É o primeiro espaço, é o primeiro lugar da educação, da formação para a vida em sociedade. Nosso modelo de família sempre será a família de Nazaré, onde havia cuidado de um para com os outros. Homem e mulher unidos na fé e no amor, participam de uma forma especial da obra da Criação. ”
Dom Majella participa de reunião da Comissão Pastoral do Regional Leste 2 da CNBB

Fotos: Regional Leste 2 - CNBB
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., participa nesta terça-feira (13) do encontro com os bispos membros da Comissão Episcopal Pastoral do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Ele é o bispo referencial para a Liturgia dentro do Regional. A reunião ocorre na sede da entidade em Belo Horizonte.
O encontro conta com a presença de 18 participantes entre (Arce)Bispos referenciais das doze Comissões e Padres. O objetivo da reunião é propor agenda de atividades *para o ano de 2020, além de abordar os seguintes temas: Informações do Conselho Permanente; Estatuto da Pastoral Familiar; Pastoral da Sobriedade; Definições sobre a Assembleia Regional de Pastoral e a Visita Ad Limina Apostolorium.
Estão participando da reunião a presidência do Regional Leste 2, formada pelo presidente Dom José Carlos de Souza Campos, vice-presidente Dom Paulo Bosi Dal’Bó e secretário Dom Geovane Luís da Silva. Pe. Roberto Marcelino de Oliveira, secretário executivo, também acompanha o encontro.
Todos os Bispos referenciais das Comissões estão participando, sendo: Dom Otacílio Ferreira de Lacerda da Ação Social Transformadora; Dom José Aristeu Vieira dos Ministérios Ordenados e Vida Consagrada; Dom Edson Oriolo dos Santos da Vida e Família; Dom José Luiz Majella Delgado da Liturgia; Dom Vicente de Paula Ferreira da Ação Missionária; Dom Marco Aurélio Gubiotti da Bíblico-Catequética; Dom Aloísio Jorge Pena Vitral do Ecumenismo; Dom Messias dos Reis Silveira do Laicato; Dom José Eudes Campos do Nascimento da Juventude; Dom Pedro Cunha Cruz da Educação e Dom Gil Antônio Moreira da Comunicação e Cultura.
Pe. Cássio Wagner Alves Vieira, assessor eclesiástico da Comissão Regional de Presbíteros do Regional Leste 2, também acompanha o evento.
Cruz missionária começa a percorrer as paróquias da arquidiocese
Em preparação à vivência do mês missionário extraordinário, que será em outubro segundo proclamação do Papa Francisco, teve início no dia 4 de agosto a peregrinação da Cruz missionária pelos setores pastorais da Arquidiocese de Pouso Alegre. A acolhida da Cruz ocorreu no encontro arquidiocesano dos COMIPA`s.
Leia aqui a mensagem do papa Francisco para o Dia Mundial das Missões em 2019.

1. A haste está em forma de espiral ascendente. Recorda o movimento característico da missão, da encarnação em direção a Páscoa de Jesus, crucificado e ressuscitado que ilumina e transformando a realidade.
2. Os cravos, testemunham o martírio de Jesus na Cruz.
3. As flores que brotam da cruz, representam a vida nova que nasce da Páscoa de Jesus Cristo. Em meio a dor e sofrimento, Deus se manifesta e faz ressurgir a esperança e alegria do Evangelho.
4. A inscrição IHS, significa: Jesus, Filho de Deus, Salvador dos Homens.
5. Relíquia de Santa Nazária, fundadora de uma Congregação Missionária feminina na Bolívia.
A cruz missionária neste formato faz memória as missões jesuítas da Bolívia e a Evangelização dos povos da América Latina. Ela expressa o amor infinito de Deus e salvação da humanidade. Hoje, a cruz continua inspirando a evangelização dos povos e animando nossa espiritualidade da ação missionária.
O Papa Francisco no dia 9 de julho de 2015, em sua visita na Bolívia, abençoou 40 cruzes missionárias neste formato e as entregou para representante dos vinte três países do continente americano como forma preparação ao 5º Congresso Missionário Americano (CAM 5) que aconteceu em julho de 2018 em Santa Cruz de La Sierra na Bolívia.
O mês missionário
O Mês Missionário Extraordinário, convocado pelo papa Francisco, tem por objetivo celebrar o centenário da Carta Apostólica Maximum Illud, de seu predecessor o papa Bento XV (30 de novembro de 1919), um momento para reavivarmos ainda mais em nossa arquidiocese os valores e os compromissos com a missão. A intenção deste mês é ir além deste mês de outubro, é provocar uma continuidade a esta dimensão, renovar o compromisso missionário da Igreja.
Despertar em medida maior a consciência da missio ad gentes e retomar com novo impulso a transformação missionária da vida e da pastoral é o objetivo deste mês, que está em sintonia com a exortação apostólica Evangelii Gaudium.

No dia do padre, Papa Francisco envia carta aos presbíteros
O Papa Francisco escreveu uma carta aos sacerdotes, recordando os cento e sessenta anos da morte do Cura d’Ars, padroeiro dos párocos. Uma carta que exprime encorajamento e proximidade aos “irmãos presbíteros, que sem fazer alarde”, deixam tudo para se empenhar na vida diária das suas comunidades; aos sacerdotes que trabalham na “trincheira”; também a todos aqueles que diariamente enfrentam desafios sem pensar em si mesmos, “para que o povo de Deus seja cuidado e acompanhado”.
“Dirijo-me a cada um de vocês – escreve o Papa – que, em muitas ocasiões, de modo inobservado e sacrificado, no cansaço ou na fadiga, na doença ou na desolação, assumem a missão como um serviço a Deus e ao seu povo e, mesmo com todas as dificuldades do caminho, escrevem as páginas mais belas da vida sacerdotal”.
Dor

A carta do Paptem início com um olhar ao escândalo dos abusos: “Nos últimos tempos pudemos ouvir mais claramente o clamor, muitas vezes silencioso e silenciado, de irmãos nossos, vítimas de abusos de poder, de consciência e sexuais por parte dos ministros ordenados”. Mas, explica Francisco, mesmo sem “negar ou ignorar o dano causado”, seria “injusto não reconhecer que tantos sacerdotes que de maneira constante e íntegra, oferecem tudo o que são e que têm pelo bem dos outros”. Os padres “que fazem da sua vida uma obra de misericórdia em regiões ou situações muitas vezes inóspitas, remotas ou abandonadas, arriscando sua própria vida”.
O Papa agradece todos “pela coragem e constante exemplo” e escreve que os “tempos da purificação eclesial que estamos vivendo, nos tornarão mais alegres e simples e em um futuro não muito distante, serão muito fecundos”.
Convida então a não desencorajar, porque “o Senhor está purificando a sua Esposa e a todos nos está convertendo a Ele. Permite-nos experimentar a prova para que comprendamos que, sem Ele, somos pó”.
Gratidão
A segunda palavra chave é “gratidão”. Francisco recorda que a “vocação, mais do que uma escolha nossa, é resposta de um chamado gratuito do Senhor”. O Papa exorta a “retornar aos momentos luminosos” em que experimentamos o chamado do Senhor para consagrar toda a nossa vida ao seu serviço, voltar “ao sim” crescido no seio de uma “comunidade cristã”.
Em momentos de dificuldade, de fragilidade, de fraqueza, “quando a pior de todas as tentações é a de ficar a ruminar a desolação”, é crucial – explica o Pontífice – “não perder a memória cheia de gratidão da passagem do Senhor na nossa vida” que “nos convidou a apostar n’Ele e pelo seu povo”.
A gratidão “é sempre uma arma poderosa”. Só se formos capazes de contemplar e agradecer por todos os gestos de amor, generosidade, solidariedade e confiança, bem como de perdão, paciência, suportação e compaixão com que fomos tratados, é que deixaremos o Espírito obsequiar-nos com aquele ar puro capaz de renovar (e não remendar) a nossa vida e missão”.
Francisco agradece os irmãos sacerdotes “pela fidelidade aos compromissos assumidos”. É “muito significativo” - observa – que em uma sociedade e em uma cultura que transformou o “gasoso” em valor, a existência de pessoas que apostem na felicidade de doar a vida.
Agradece pela celebração diária da Eucaristia e pelo ministério do sacramento da Reconciliação, vivido “sem rigorismos, nem laxismos”, ocupando-se das pessoas e “acompanhando-as no caminho da conversão”.
Agradece pelo anúncio do Evangelho “feito a todos com ardor”: “Obrigado por todas as vezes que, deixando-se comover por dentro, vocês acolheram os que caíram, curaram suas feridas… Nada é mais urgente do que isso: proximidade, vizinhança, ficar próximo da carne do irmão que sofre”.
O coração do pastor – afirma Francisco – é aquele que “aprendeu o gosto espiritual de se sentir um só com o seu povo, que não esquece que saiu dele… com estilo de vida austero e simples, sem aceitar privilégios que não têm sabor de Evangelho”. Mas o Papa agradece e convida a agradecer também “pela santidade do Povo fiel de Deus”, manifestada “nos pais que criam seus filhos com tanto amor, nos homens e mulheres que trabalham para levar o pão para casa, nos doentes, nas religiosas idosas que continuam a sorrir”.
Coragem
A terceira palavra é “coragem”. O Papa quer encorajar os sacerdotes: “A missão à qual fomos chamados não significa que devemos ser imunes ao sofrimento, à dor e até mesmo à incompreensão, ao contrário, pede-nos para os enfrentar e assumir a fim de deixar que o Senhor os transforme e nos configure mais a Ele”.
Um bom teste para saber como se encontra o coração do pastor – escreve Francisco – “é perguntar-se como enfrentamos a dor”. De fato, às vezes pode acontecer, de se comportar como o levita ou o sacerdote da parábola do Bom Samaritano, que ignora o homem caído no chão, outras vezes aproxima-se da dor intelectualizando, e refugiando-se em frases comuns (“a vida é assim, não se pode fazer nada”) terminando por dar espaço ao fatalismo. “Ou então aproxima-se com um olhar de preferência seletiva gerando apenas isolamento e exclusão”.
O Papa adverte também o que Bernanos definiu como o “elixir mais precioso do demônio”, isto é, “a tristeza adocicada que os padres do Oriente chamavam acédia. A tristeza que paralisa a coragem de continuar no trabalho, na oração”, que “torna estéril todas as tentativas de transformação e conversão, propagando ressentimento e aversão”.
Francisco convida a pedir “ao Espírito Santo que venha despertar-nos”, para “dar uma sacudida na nossa sonolência”, para desafiar a habitualidade e “nos deixarmos mover pelo que acontece ao nosso redor e pelo clamor da Palavra viva do Ressuscitado”.
“Ao longo da nossa vida, pudemos contemplar que com Jesus Cristo renasce sem cessar a alegria”. Uma alegria, afirma o Pontífice, que “não nasce de esforços voluntariosos ou intelectualistas, mas da confiança de saber que continuam eficazes as palavras de Jesus a Pedro”.
Na oração – explica o Papa – “experimentamos aquela nossa bendita precariedade que nos lembra que somos discípulos carecidos do auxilio do Senhor e nos liberta da tendência prometeuca dos que confiam unicamente em suas próprias forças”.
A oração do pastor “nutre-se e encarna-se no coração do Povo de Deus. Traz as marcas da alegria e das feridas do seu povo”. Uma confiança que preserva-nos a todos de procurar ou querer respostas fáceis, rápidas ou pré-fabricadas, permitindo ao Senhor ser Ele (e não as nossas receitas e prioridades) a mostrar-nos um caminho de esperança”. Portanto “reconheçamos a nossa fragilidade, sim, mas deixemos que Jesus a transforme e nos projete sempre de novo para a missão”.
Para manter o coração animado, o Papa observa que não devem ser negligenciadas duas ligações constitutivas da nossa identidade. A primeira com Jesus. É o convite a não esquecer “o acompanhamento espiritual, tendo um irmão com quem falar, confrontar-se, debater e discernir o próprio caminho”.
A segunda ligação é com o povo. “Não se isolem do seu povo e dos presbíteros ou das comunidades. E muito menos não em grupos fechados ou elitistas… um ministro corajoso é um ministro sempre em saída”. O Papa pede aos sacerdotes para “estar perto dos que sofrem, de estar sem vergonha perto das misérias humanas e, porque não, vivê-las como próprias para as tornar Eucaristia”. Para serem “artesãos de relação e comunhão, abertos e confiantes e esperançosos da novidade que o Reino de Deus quer suscitar hoje”.
Louvor
A última palavra proposta na carta é “louvor”. É impossível falar de gratidão e encorajamento sem contemplar Maria que “nos ensina o louvor capaz de abrir o olhar para o futuro e devolver a esperança ao presente”. Porque “olhar Maria é voltar a crer na força revolucionária da ternura e do afeto”.
Por isso – conclui o Papa – “se alguma vez nos sentirmos tentados a isolar-nos e fechar-nos em nós mesmos e nos nossos projetos, protegendo-nos dos caminhos sempre poeirentos da história, ou se o lamento, a queixa, a crítica ou a ironias tomam conta das nossas ações sem vontade de lutar, esperar e amar … olhemos a Maria para que purifique os nossos olhos de todos os “ciscos” que nos possa impedir de estarmos atentos e despertos para contemplar e celebrar a Cristo que vive no meio do seu Povo”.
“Irmãos – são as palavras no final da carta – digo mais uma vez, não cesso de dar a graças a Deus por todos vocês… deixemos que seja a gratidão a suscitar o louvor e que nos encoraje mais uma vez na missão de ungir os nossos irmãos na esperança. A ser homens que testemunhem com a sua vida a compaixão e a misericórdia que só Jesus nos pode dar”.
Dom Majella emite mensagem por ocasião do aniversário de dedicação da Catedral
Na última sexta-feira (2), o arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., emitiu uma mensagem por ocasião do aniversário de dedicação da Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, celebrado no dia 3 de agosto. A celebração deste ano coincide o ano da caridade, em preparação ao jubileu arquidiocesano.
Faça download da mensagem
"A caridade é uma graça, um presente. Um dom de Deus e devemos pedi-lo. O papa Francisco afirma que a caridade é uma graça, 'porque nos faz compreender que por nós mesmos não somos capazes de amar verdadeiramente: precisamos que o Senhor renove, continuamente, o dom da caridade em nosso coração, através da experiência da sua infinita misericórdia'", escreveu o arcebispo.
Segundo o arcebispo, não são poucas as instituições e paróquias que ajudam que oferecem gestos concretos de amor e caridade, sejam materiais ou espirituais.
"Atitudes de se fazer próximos de quem é pobre, nas várias acepções da pobreza, oprimidos, marginalizados, idosos, doentes, crianças, todos aqueles que são tratados e considerados como 'últimos na sociedade'. Conforta-nos o exercício da caridade expresso na acolhida de famílias e jovens migrantes venezuelanos na arquidiocese de Pouso Alegre. Quero agradecer este extraordinário sinal de humildade e solidariedade, que brota de um coração atento aos outros", afirmou.
O arcebispo ainda deixou a indicação litúrgica a ser seguido pelas paróquias. Quando o aniversário ocorre na véspera de um domingo do tempo comum:
a) Na própria igreja Catedral: Solenidade
Ofício solene do Comum da Dedicação (com I vésperas)
Missa do comum da Dedicação: Gl, Cr, Pf da Dedicação.
Leitura (três) à escolha do Lecionário (vol III, pp. 235-249)
b) Na Arquidiocese: Festa
Ofício festivo do Comum da Dedicação (com I Vésperas)
Missa do Comum da Dedicação: Gl, Cr, Pf da Dedicação
Leitura (três) à escolha do Lecionário (vol. III, pp. 235-249)










