Igreja celebra Dia de Oração pela Santificação do Clero no dia 28

A Igreja celebra na próxima sexta-feira (28) a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Nesta data também, desde 1995, por incentivo de São João Paulo II, iniciou-se a dedicar um dia de oração pela Santificação dos Sacerdotes. Na arquidiocese de Pouso Alegre, o clero arquidiocesano se reunirá no Seminário Nossa Senhora Auxiliadora para uma manhã de oração e espiritualidade.

Entre a programação está um momento de reflexão com o padre Adilson Rocha e um momento de adoração ao Santíssimo Sacramento. O encontro começa às 9h.

“A espiritualidade sacerdotal é intrinsecamente eucarística; a semente desta espiritualidade encontra-se já nas palavras que o Bispo pronuncia na liturgia da ordenação: ‘Recebe a oferenda do povo santo para a apresentares a Deus. Toma consciência do que virás a fazer, imita o que virás a realizar, e conforma a tua vida com o mistério da cruz do Senhor’” (Exortação apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis, nº 80).

Homilia do Papa Francisco

A Comissão Episcopal de Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) enviou às arquidioceses as homilias proferidas pelo Papa Francisco nas últimas sete quintas-feiras santas. Leia as homilias completas aqui

Leia alguns trechos das homilias:

- 28 de março de 2013
É preciso chegar a experimentar assim a nossa unção, com o seu poder e a sua eficácia redentora: nas «periferias» onde não falta sofrimento, há sangue derramado, há cegueira que quer ver, há prisioneiros de tantos patrões maus. Não é, concretamente, nas auto-experiências ou nas reiteradas introspecções que encontramos o Senhor: os cursos de auto-ajuda na vida podem ser úteis, mas viver a nossa vida sacerdotal passando de um curso ao outro, de método em método leva a tornar-se pelagianos, faz-nos minimizar o poder da graça, que se ativa e cresce na medida em que, com fé, saímos para nos dar a nós mesmos oferecendo o Evangelho aos outros, para dar a pouca unção que temos àqueles que não têm nada de nada.

-17 de abril de 2014

Imagem: arquivo da internet

Ungidos com óleo de alegria para ungir com óleo de alegria. A alegria sacerdotal tem a sua fonte no Amor do Pai, e o Senhor deseja que a alegria deste amor «esteja em nós» e «seja completa» (Jo 15, 11). Gosto de pensar na alegria contemplando Nossa Senhora: Maria é «Mãe do Evangelho vivente, manancial de alegria para os pequeninos» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 288), e creio não exagerar se dissermos que o sacerdote é uma pessoa muito pequena: a grandeza incomensurável do dom que nos é dado para o ministério relega-nos entre os menores dos homens. O sacerdote é o mais pobre dos homens, se Jesus não o enriquece com a sua pobreza; é o servo mais inútil, se Jesus não o trata como amigo; é o mais louco dos homens, se Jesus não o instrui pacientemente como fez com Pedro; o mais indefeso dos cristãos, se o Bom Pastor não o fortifica no meio do rebanho. Não há ninguém menor que um sacerdote deixado meramente às suas forças; por isso, a nossa oração de defesa contra toda a cilada do Maligno é a oração da nossa Mãe: sou sacerdote, porque Ele olhou com bondade para a minha pequenez (cf. Lc 1, 48). E, a partir desta pequenez, recebemos a nossa alegria. Alegria na nossa pequenez!

- 2 de abril de 2015
Não são tarefas fáceis, não são tarefas externas, como, por exemplo, as atividades manuais: construir um novo salão paroquial, ou traçar as linhas dum campo de futebol para os jovens do oratório, etc. Os compromissos mencionados por Jesus envolvem a nossa capacidade de compaixão: são compromissos nos quais o nosso coração estremece e se comove. Alegramo-nos com os noivos que vão casar; rimos com a criança que trazem para batizar; acompanhamos os jovens que se preparam para o matrimónio e para ser família; entristecemo-nos com quem recebe a extrema-unção no leito do hospital; choramos com os que enterram uma pessoa querida... Tantas emoções! Se tivermos o coração aberto, estas emoções e tanto carinho cansam o coração do pastor. Para nós, sacerdotes, as histórias do nosso povo não são um noticiário: conhecemos a nossa gente, podemos adivinhar o que se passa no seu coração; e o nosso, sofrendo com eles, vai-se desgastando, divide-se em mil pedaços, compadece-se e parece até ser comido pelas pessoas: tomai, comei. Esta é a palavra que o sacerdote de Jesus sussurra sem cessar, quando está a cuidar do seu povo fiel: tomai e comei, tomai e bebei... E, assim, a nossa vida sacerdotal se vai doando no serviço, na proximidade ao povo fiel de Deus, etc., o que sempre, sempre cansa.

-24 de março de 2016
Nós, como sacerdotes, identifiquemo-nos com aquele povo descartado, que o Senhor salva, e lembremo-nos de que existem multidões inumeráveis de pessoas pobres, ignorantes, prisioneiras, que estão naquela situação porque outros as oprimem. Mas lembremo-nos também de que cada um de nós sabe em que medida tantas vezes somos cegos, estamos privados da luz maravilhosa da fé, e não porque nos falte o Evangelho ao alcance da mão, mas por um excesso de teologias complicadas. Sentimos que a nossa alma morre sedenta de espiritualidade, e não por falta de Água Viva – que nos limitamos a sorver aos goles – mas por um excesso de espiritualidades sem compromisso, espiritualidades superficiais. Sentimo-nos também prisioneiros, não cercados – como tantos povos – por muros intransponíveis de pedra ou barreiras de aço, mas por um mundanismo virtual que se abre e fecha com um simples clique. Somos oprimidos, não por ameaças e empurrões, como muitas pessoas pobres, mas pelo fascínio de mil e uma propostas de consumo a que não conseguimos renunciar para caminhar, livres, pelas sendas que nos conduzem ao amor dos nossos irmãos, ao rebanho do Senhor, às ovelhas que aguardam pela voz dos seus pastores.

- 13 de abril de 2017
A Boa-Nova pode parecer simplesmente um modo diferente de dizer «Evangelho», como «feliz anúncio» ou «boa notícia». Todavia contém algo que compendia em si tudo o mais: a alegria do Evangelho. Compendia tudo, porque é jubilosa em si mesma. A Boa-Nova é a pérola preciosa do Evangelho. Não é um objeto; mas uma missão. Bem o sabe quem experimenta «a suave e reconfortante alegria de evangelizar» (Exort. ap. Evangelii gaudium, 10). A Boa-Nova nasce da Unção. A primeira, a «grande unção sacerdotal» de Jesus, é a que fez o Espírito Santo no seio de Maria. Naqueles dias, a boa-nova da Anunciação fez a Virgem Mãe cantar o Magnificat, encheu de um sacro silêncio o coração de José, seu esposo, e fez saltar de gozo João no seio de sua mãe Isabel. Hoje, Jesus regressa a Nazaré e a alegria do Espírito renova a Unção na pequena sinagoga local: o Espírito pousa e espalha-Se sobre Ele, ungindo-O com o óleo da alegria (cf. Sal 45/44, 8). A Boa-Nova. Uma única palavra – Evangelho – que, no ato de ser anunciada, se torna verdade jubilosa e misericordiosa. Que ninguém procure separar estas três graças do Evangelho: a sua Verdade – não negociável –, a sua Misericórdia – incondicional com todos os pecadores – e a sua Alegria – íntima e inclusiva. Verdade, misericórdia e alegria: todas três juntas.

- 29 de março de 2018

Imagem: arquivo da internet

Sugiro, para meditação, três âmbitos de proximidade sacerdotal nos quais estas palavras «fazei o que Ele vos disser» devem ressoar – de mil modos diferentes, mas com o mesmo tom materno – no coração das pessoas com quem falamos: o âmbito do acompanhamento espiritual, o da Confissão e o da pregação.

A proximidade no diálogo espiritual, podemos meditá-la contemplando o encontro do Senhor com a Samaritana (cf. Jo 4, 5-41). O Senhor começa por lhe ensinar a reconhecer como adorar, em Espírito e em verdade; depois, com delicadeza, ajuda-a a dar um nome ao seu pecado, sem a ofender; e, por fim, o Senhor deixa-Se contagiar pelo seu espírito missionário e vai, com ela, evangelizar a sua povoação. Modelo de diálogo espiritual é este do Senhor, que sabe trazer à luz o pecado da Samaritana sem ensombrar a sua oração de adoração nem pôr obstáculos à sua vocação missionária.

A proximidade na Confissão, podemos meditá-la contemplando a passagem da mulher adúltera (cf. Jo 8, 3-11). Lá se vê claramente como a proximidade é decisiva, porque as verdades de Jesus sempre aproximam e se dizem (podem-se dizer sempre) face a face. Fixar o outro nos olhos – como o Senhor, quando Se levanta depois de ter estado de joelhos junto da adúltera que queriam lapidar, e lhe diz «também Eu não te condeno» (8, 11) – não é ir contra a lei. E pode-se acrescentar «de agora em diante não tornes a pecar», não com um tom que pertence à esfera jurídica da verdade-definição (o tom de quem deve determinar quais são as condições da Misericórdia divina), mas com uma frase dita na área da verdade-fiel que permita ao pecador olhar em frente e não para trás. O tom justo deste «não tornes a pecar» é o do confessor que o diz disposto a repeti-lo setenta vezes sete.

Por último, o âmbito da pregação. Meditemos nele pensando nas pessoas que estão afastadas e façamo-lo escutando a primeira pregação de Pedro, que teve lugar no contexto do Pentecostes (At 2, 14-36.38-40). Pedro anuncia que a palavra é «para todos os que estão longe» (2, 39), e prega de tal maneira que o querigma «os emocionou até ao fundo dos corações» e os fez perguntar: «Que havemos de fazer?» (2, 37). Uma pergunta que, como dizíamos, devemos pôr e responder sempre em tom mariano, eclesial. A homilia é a pedra de toque «para avaliar a proximidade e a capacidade de encontro de um Pastor com o seu povo» (Exort. ap.Evangelii gaudium, 135). Na homilia, vê-se quão próximo temos estado de Deus na oração e quão próximo estamos do nosso povo na sua vida diária.

- 18 de abril de 2019:
Concretizando para nós, queridos irmãos sacerdotes, não devemos esquecer que os nossos modelos evangélicos são este «povo», esta multidão com estes rostos concretos, que a unção do Senhor levanta e vivifica. São aqueles que completam e tornam real a unção do Espírito em nós, que fomos ungidos para ungir. Fomos tomados dentre eles e podemos, sem medo, identificar-nos com esta gente simples. Cada um de nós tem a sua história. Um pouco de memória far-nos-á muito bem. Eles são imagem da nossa alma e imagem da Igreja. Cada um encarna o coração único do nosso povo.

Nós, sacerdotes, somos o pobre e queremos ter o coração da viúva pobre quando damos esmola e tocamos a mão do mendigo fixando-o nos olhos. Nós, sacerdotes, somos Bartimeu, e levantamo-nos cada manhã para rezar: «Senhor, que eu veja!» (cf. Mc 10, 51). Nós, sacerdotes, somos, nos vários momentos do nosso pecado, o ferido espancado deixado meio morto pelos ladrões. E queremos ser os primeiros a estar entre as mãos compassivas do Bom Samaritano, para depois podermos com as mãos ter compaixão dos outros.

Confesso-vos que, quando crismo e ordeno, gosto de espalhar bem o Crisma na testa e nas mãos de quantos são ungidos. Ungindo bem, experimenta-se que ali se renova a nossa própria unção. Uma coisa quero dizer: Não somos distribuidores de azeite em garrafa. Somos ungidos, para ungir. Ungimos, distribuindo-nos a nós mesmos, distribuindo a nossa vocação e o nosso coração. Enquanto ungimos, somos de novo ungidos pela fé e pela afeição do nosso povo. Ungimos, sujando as nossas mãos ao tocar as feridas, os pecados, as amarguras do povo; ungimos perfumando as nossas mãos ao tocar a sua fé, as suas esperanças, a sua fidelidade e a generosidade sem reservas da sua doação, que muitas pessoas eruditas designam como superstição.


Catedral Metropolitana lança novo brasão

Dentro da Solenidade Corpus Christi, o Cura da Catedral Metropolina de Pouso Alegre e pároco da Paróquia do Senhor Bom Jesus, cônego Vonilton Aguusto Ferreira, apresentou à comunidade o novo brasão da Catedral. O brasão é um desenho especificamente criado para identificar indivíduos, famílias, instituições, regiões e nações.

O desenho e elaboração do brasão da Catedral, além do cônego Vonilton, teve a participação de Fernando J. Freitas e Luiz Augusto Parreiras Laurindo.

DESCRIÇÃO

Insígnias: Ao cimo, a Mitra Preciosa Faixada, em semelhança às armas da Arquidiocese de Pouso Alegre. Decussados, sob o escudo, a Cruz Arquiepiscopal, indicativa da dignidade de Sé Metropolitana e o Báculo Pastoral, ambos em ouro.

Escudo torneado em ouro: Amplo horizonte em gules (vermelho). No centro uma Cruz Latina, também em ouro, com a representação das cinco chagas do Senhor Bom Jesus, no centro e nos ângulos, também em gules (vermelho). Montanha, em vert (verde), em cujo cimo está a cruz ostentada. Rio caudaloso, em dois tons de azure (azul), que brotando aos pés da cruz, forma um regato ao sopé do outeiro em que nasce para, depois, voltar a correr pelas planícies.
Divisa: “O Bone Iesu, Exaudi me” (Ó Bom Jesus, ouvi-me), uma das mais antigas invocações ao Senhor Bom Jesus. Faz parte da oração Anima Christi, composta na primeira metade do Séc. XIV, como prece de contemplação à dolorosa Paixão de Jesus. Compõe a tradição litúrgica da Igreja Romana, como oração de ação de graças. O Papa João XXII a enriqueceu com numerosas indulgências a partir de 1330. Foi especialmente difundida por Santo Inácio de Loyola, que a incluiu em seus “Exercícios Espirituais”.

As inscrições 1900 e 1962 se referem respectivamente ao ano em que a Matriz do Senhor Bom Jesus foi elevada à dignidade de Catedral Diocesana e à Catedral Metropolitana (com a criação da nova Província Eclesiástica que compreende as dioceses de Pouso Alegre, Campanha e Guaxupé)

EXPLICAÇÃO

O amplo horizonte em gules (vermelho), domi-nando o núcleo do escudo, alude ao mistério da Paixão, Morte e Ressureição do Senhor Bom Jesus. Este mistério fundamental e impenetrável se presentifica em cada eucaristia, fonte e ápice da vida do Povo de Deus que reconhece neste sacrossanto templo “a casa de Deus e a porta do céu” (cf. Gn. 28,17). Ensina-nos a Constituição Dogmática Lumem Gentium, do Concílio Vaticano II: “Assim como Israel que peregrinava no deserto é já chamado Igreja de Deus, assim o novo Israel, que ainda caminha no tempo presente e se dirige para a futura e perene cidade, se chama também Igreja de Cristo, pois que Ele a adquiriu com o Seu próprio sangue, encheu-a com o Seu espírito e dotou-a dos meios convenientes para a unidade visível e social. Aos que se voltam com fé para Cristo, autor de salvação e princípio de unidade e de paz, Deus chamou-os e constituiu-os em Igreja, a fim de que ela seja para todos o sacramento visível desta unidade salutar” (15).

A Cruz latina, em ouro, com os vértices em tríade, ocupa o ponto central do escudo. Alude à representação do “Senhor Bom Jesus dos Mártires”, isto é, acravado sobre o madeiro da Cruz. No centro e nas extremidades, estão representadas as “cinco chagas”, símbolo tradicional da cidade arquiepiscopal de Pouso Alegre, presente nas armas episcopais do primeiro e do terceiro bispos diocesanos, Dom João Baptista Corrêa Nery e Dom Octávio Chagas de Miranda. A cruz, ostentada nesta posição, rememora a centralidade do mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, pelo qual a Igreja vive e presentifica a missão salvífica do Verbo Eterno. “Em sua própria carne, Ele suportou todas as nossas culpas, to-mando sobre si as nossas transgressões, para que mor-rêssemos para o pecado e vivêssemos para a justiça. Pelas suas santas chagas, nós fomos curados” (I Pedro 2,24).

As palmas, na simbologia cristã, fazem referência ao martírio. O termo “mártir” advém do grego (màrtys) e significa “testemunha”. Segundo tradição imemorial, em Pouso Alegre se adora a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade sob o título de “Senhor Bom Jesus dos Mártires”, devoção transplantada da cidade de Matosinhos, em Portugal, pelos primeiros povoadores da várzea do Rio Mandú. Além disso, alude ao glorioso mártir São Sebastião, excelso padroeiro da Arquidiocese de Pouso Alegre, aqui recordado e louvado como especial intercessor da Igreja de Deus que peregrina nesta amada arquidiocese. As palmas alocadas ao redor da cruz recordam, portanto, o Bom Jesus dos Mártires, mas, sobretudo, apontam para o verdadeiro sentido do martírio e da santidade, isto é, referenciados na cruz e no sacrifício do único mediador, o Cordeiro de Deus, que deu a vida pela vida de muitos. Também a devoção a Nossa Senhora encontra aqui o seu sentido e relevância. Como ensina o apóstolo Paulo: “Progredi no amor a exemplo do Cristo, que também nos amou e se ofertou a Deus por nós, como sacrifício de agradável aroma” (Ef. 5,2).

A elevação verdejante alude à nossa principal distinção geográfica: as montanhas de nosso estado e, particularmente, da região sul-mineira. Sobre ela está plantada a cruz, recordando a forma como os nossos primeiros desbravadores “bandeirantes” assinalaram a posse e o início da ação civilizatória e evangelizadora em nossa região. Enfatiza a posição da cidade arquiepiscopal de Pouso Alegre no contexto eclesial de nossa região, da qual a Catedral do Senhor Bom Jesus dos Mártires é mãe e cabeça, enquanto Sé Primacial (mais antiga) e Igreja Metropolitana (mais distinguida). Recorda, ainda, o ideal de elevação, alegoria imprescindível da espiritualidade cristã, em referência ao cultivo da proximidade com Deus.

O rio caudaloso que brota da cruz, referencia o principal marco geográfico de Pouso Alegre, o Rio Mandú, afluente do Sapucaí. No vale deste importante caudal, nasce e se desenvolve, a partir de 1795, o “arraial do Senhor Bom Jesus de Matozinhos do Mandú”, atual cidade de Pouso Alegre. As águas correntes recordam os sete sacramentos, nascidos do lado aberto de Jesus na cruz e confiados à Igreja, como sinais visíveis da multiforme graça de Deus, pela ação de seu Divino Espírito, que “pairava sobre as águas” (cf. Gn. 1,2). Evoca, sobretudo, o Santo Batismo, limiar para vida da graça, na comunhão da Igreja: mãe, mestra e esposa imaculada do Cordeiro de Deus. “Com gáudio, haurireis águas das fontes do Salvador e direis naquele dia: dai graças ao Senhor, invocai o seu nome, entre os povos fazei notório os seus feitos, cantai quão excelso é o seu nome” (Is. 12,3). Assim como a Graça da Redenção nasce do mistério da cruz e é aspergida, como água abundante, sobre o povo eleito da nova e eterna aliança, também a cidade de Pouso Alegre, representada pelo Rio Mandú, nasce e se desenvolve sob o signo da devoção ao Senhor Bom Jesus dos Mártires, elemento imperativo de sua fé, cultura e desenvolvimento.


Catedral Metropolitana reabre cripta para visitação e oração

Após um ano fechada para reformas, a cripta localizada na Catedral Metropolitana foi reaberta para visitação e oração na tarde desta quinta-feira (20), Solenidade de Corpus Christi. A bênção do novo espaço foi dada pelo arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R. Na cripta estão sepultados 4 (Arce)Bispos: dom Octávio Augusto Chagas de Miranda (+1959); dom. José D'Ângelo Neto (+1990); dom. João Bergese (+1996) e dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O.Praem. (+2018).

"Em meados de 2018, atendendo a um pedido de nosso Arcebispo Metropolitano, o Pároco e Cura da Catedral, Cônego Vonilton, com o apoio dos fiéis em geral - particularmente com o resutado financeiro da Festa do Bom Jesus de 2018 e a de São Sebastião de 2019 - deu início ao processo de revitalização da Cripta de nossa Catedral. Desde então, ela se encontra fechada tanto para a visitação quanto para as celebrações que nela ocorriam semanalmente, sendo as mesmas realizadas, nesse período, no altar mor da Catedral", explicou o secretário de pastoral da Catedral, Antônio Carlos Rezende.

No local toda Segunda-feira, às 16h, já é celebrada a Santa Missa, em sufrágio dos sacerdotes e bispos falecidos de nossa Arquidiocese, particularmente dos que nela estão sepultados. Agora, a cripta também estará aberta para a visitação dos fiéis às segundas-feiras, das 13h às 17h e aos sábados, das 9h às 12h, com a Recitação do Rosário às 10h.

O significado da cripta

A Cripta é uma dependência subterrânea, em geral sob a cabeceira de uma igreja. Etimologicamente, provém do grego, sendo um adjetivo krypt? (ou kryptós), que significa escondido ou secreto, e do latim crypta. Atualmente, somente as igrejas catedrais possuem cripta, sendo o local onde se enterram os Bispos.

No entanto, os primeiros cristãos, também chamados de cristãos primitivos, praticavam sua religião na clandestinidade e de forma secreta porque eram perseguidos pelas autoridades romanas. Neste sentido, obviamente os locais escolhidos para os sepultamentos eram localizados em locais de difícil acesso. Normalmente, os locais de sepultamento eram galerias subterrâneas escavadas no solo, também chamados de catacumbas. Nelas havia um espaço específico dedicado a enterrar os mortos e este lugar era chamado de cripta. Em sua maioria, as criptas tinham uma claraboia no teto para facilitar a iluminação e a ventilação do lugar. Além de seu papel como cemitério, este lugar também era usado para o culto religioso.

De qualquer forma, as catacumbas onde eram construídas as criptas continuaram sendo erguidas até o imperador Teodósio declarar o cristianismo como religião oficial do Império Romano em 380 d. C.

Muitas das igrejas cristãs atuais foram construídas sobre as catacumbas e criptas originais. Estes lugares ainda são visitados por muitos peregrinos. Neles é possível encontrar túmulos de santos e mártires da Igreja cristã primitiva e, ao mesmo tempo, conhecer os elementos simbólicos da arte cristã primitiva.

Fotos: Fernanda Gomes


Veja como está ficando a futura "Casa do Clero"

A casa, que receberá o nome de "Residencial Monsenhor Júlio Perlatto", será construída no terreno do Seminário Arquidiocesano, no bairro São Carlos em Pouso Alegre, e oferecerá sala de fisioterapia, enfermaria, Capela, quartos, área de convivência, área de serviço e sala de visitas. A casa quer proporcionar aos presbíteros, diáconos transitórios e bispos idosos um local digno de residência, além de oferecer um espaço próprio de acolhida, com uma infraestrutura de apoio que favoreça a comunhão no presbitério da Arquidiocese de Pouso Alegre.

Neste vídeo, alguns padres testemunham a importância dessa investimento feito pela arquidiocese e como isso vai ajudar a acolher melhor os padres idosos ou doentes, que doaram sua vida pela evangelização neste território do sul de Minas Gerais.

https://youtu.be/fbOpT5bvcH0


Caminho de Nhá Chica poderá fortalecer turismo religioso no Sul de Minas

Inconfidentes, conhecida como a Capital Nacional do Crochê, será o ponto de partida do ‘Caminho de Nhá Chica’, uma rota de peregrinação com trajeto de 250 km. O destino é o Santuário da Imaculada Conceição de Nhá Chica, em Baependi.

Uma caminhada inaugural marcará o início da rota no dia 14 de junho, dia dedicado à Beata Nhá Chica, quando os peregrinos partirão da Igreja Matriz de Inconfidentes até o marco zero do caminho: a capela Nhá Chica, construída na zona rural do município. Uma missa será celebrada no local pelo pároco Antônio Brentegani, inaugurando oficialmente a rota de peregrinação.

No dia seguinte, 15 de junho, cerca de 13 peregrinos percorrerão, pela primeira vez, a rota traçada em homenagem à Beata. “Esperamos que as pessoas possam usufruir desse caminho como forma de desenvolver a espiritualidade. É também um trabalho para desenvolver o turismo religioso”, conta Eraldo Sarapu, um dos idealizadores da rota.

Trajeto

Quem se aventurar a percorrer o Caminho de Nhá Chica poderá entrar em contato com as paisagens de 14 municípios do Sul de Minas, pertencentes à Arquidiocese de Pouso Alegre e à Diocese da Campanha, que integram a rota: Inconfidentes, Borda da Mata, Congonhal, Espírito Santo do Dourado, Silvianópolis, Careaçu, Heliodora, Natércia, Conceição das Pedras, Cristina, Carmo de Minas, Soledade de Minas, Caxambu e Baependi.

O caminho foi demarcado com placas de sinalização, assim como foi feita parceria com as pousadas que estão no caminho que poderá ser percorrido a pé ou de bike.

Um dos municípios pelos quais os peregrinos passarão é Cristina. A prefeitura daquele município mobilizou os donos de pousadas e moradores dos bairros rurais, às margens do caminho, para dar apoio aos visitantes. Segundo o secretário de Turismo e Cultura do município de Cristina, Rafael Rezek, 3 reuniões foram feitas para preparar a cidade para o turismo religioso que o “Caminho de Nhá Chica” poderá alavancar. “É uma tendência mundial. Esse tipo de turismo atrai um público que consome de forma sustentável”, disse Rezek, enfatizando que a cidade está se preparando para receber mais turistas a partir desta inciativa. “A prefeitura está fazendo a sinalização do caminho e as pousadas já se cadastraram para receberem os peregrinos”, contou o gestor.

O “marco zero” do caminho

Logo após a beatificação de Nhá Chica, em 2013, surgiu a ideia de construir uma capela em honra à Beata, em Inconfidentes. A homenagem se materializou em julho de 2017, no Bairro Romas, zona rural do município. Não por acaso, a capela foi erguida no quilômetro 230 do Caminho da Fé, rota religiosa que inspirou os criadores do trajeto que homenageia a santa de Baependi.

A construção resultou de um mutirão da família "Roma", esforço que deu forma a uma arquitetura rústica, pensada assim para reproduzir a antigas casas de Minas Gerais. No dia 20 de julho de 2017, a capela recebeu as bênçãos do pároco de Inconfidentes, padre Antônio Brentegani. A época, o religioso ressaltou a simplicidade de Nhá Chica e a nova possibilidade aberta aos peregrinos com a construção da capela: “Aqui os peregrinos vão rezar e conhecer melhor a vida e as virtudes desta mulher simples”, considerou.

Hoje, a capela é um ponto importante de oração e apoio aos peregrinos do Caminho da Fé.

Mas a devoção por Nhá Chica levou os fiéis a projetarem um novo passo. Durante a primeira missa na capela, em 2018, surgiu a ideia de criar o trajeto religioso dedicado a ela. Desde então, o grupo se organizou em Inconfidentes para concretizar o projeto, o que finalmente aconteceu neste mês de junho.

Turismo de Fé

De acordo com a Associação dos Amigos do Caminho da Fé, somente em 2018, 10 mil peregrinos passaram por Inconfidentes, com destino ao Santuário de Nossa Senhora Aparecida, no Estado de São Paulo. Esses grupos ajudam a movimentar pousadas, restaurantes, usando as estruturas do Município e comércio local, o que movimenta a economia da cidade.

“Além de reforçar a fé, esses grupos contribuem muito para a economia do Município, pois dormem na cidade, ficam em nossas pousadas, jantam em nossos restaurantes e compram em nosso comércio. Também são divulgadores do nosso Município, levando o nome de Inconfidentes por meio dos registros fotográficos e imagens que ficam em suas memórias, seja pelas belas paisagens ou pelos atrativos turísticos, como nossas árvores de crochê”, destacou a chefe do Setor de Cultura e Turismo, Camila Ferreira.


Dom Majella é reeleito presidente da Comissão para Liturgia do Leste 2

No último dia da Assembleia Anual dos bispos do regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), outros sete bispos foram eleitos ou reeleitos para as presidências das comissões episcopais de pastoral para os anos 2019-2023. O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., foi reeleito para a Liturgia, missão que já desempenhou no último quadirênio.

Os outros bispos (re)eleitos foram:

Dom Pedro Cunha Cruz para a Comissão Episcopal Pastoral para a Educação;

Dom José Eudes Campos do Nascimento para a Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude;

Dom Messias dos Reis Silveira para a Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato;

Dom Edson Oriolo dos Santos para a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e Família;

Dom José Aristeu Vieira para a Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada;

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda para a Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Social Transformadora.

Dom Pedro Cunha Cruz - Cursou mestrado em Teologia Fundamental, Pontifícia Universidade Gregoriana (1996);

Doutorado em Filosofia na Pontifícia Universidade Santa Cruz (1993-1997).

Atividades no Episcopado: Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro-RJ (2010); Presidente do CERIS; Bispo-coadjutor da diocese da Campanha (2015); Bispo diocesano da Campanha (2015).

Atividades no Regional: Membro do Conselho Fiscal do Regional Leste 2.

Dom José Eudes Campos do Nascimento - Cursou Filosofia, Instituto Santo Tomás de Aquino, Belo Horizonte - MG (1989-1990); Teologia, Seminário São José, Mariana-MG (1991-1994).

Atividades no Episcopado: Bispo Diocesano de Leopoldina (2012-2018); Bispo Diocesano de São João del Rei - MG (2018).

Atividades no Regional: Bispo referencial da Comissão para o Laicato (2015-2019); Em 2018 passou a acompanhar interinamente o Conselho Nacional do Laicato do Brasil no – CNLB Leste 2 e o Padre Antonio Campos (Pe. Tonhão), da diocese de Luz, passou a acompanhar interinamente a CEBs (2018).

Dom Messias dos Reis Silveira - Cursou Filosofia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas-SP (1984-1986); Teologia, Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto-SP, (1989-1991).

Atividades no Episcopado: Bispo diocesano de Uruaçu-GO (2007-2019). Bispo referencial da Comissão Pastoral da Terra e da Comunicação do Regional Centro Oeste (Goiás e Distrito Federal). Presidente do Regional Centro Oeste (2014-2019) Bispo diocesano de Teófilo Otoni-MG (2019).

Dom Edson Oriolo dos Santos - Cursou mestrado em Filosofia Social, PUC Campinas-SP; Especialista em Aristóteles, pela Unicamp-SP, e em Marketing, pela Universidade Gama Filho-RJ; também pela Universidade Gama Filho, é pós-graduado em Gestão de Pessoas.

Atividades no Episcopado: Bispo auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte - MG (2015)

Atividades no Regional: Bispo referencial da Comissão Vida e Família e da Pastoral Familiar no Regional Leste 2 (2017-2019).

Dom José Luiz Majella Delgado - Especialização em Teologia Liturgica, Pontificia Faculdade de Teologia Nossa Senhora Senhora da Assunção, São Paulo-SP (1991-1992). Licenciatura Plena em Estudos Sociais, Faculdade Salesiana de Filosofia, Ciências e Letras, Lorena-SP (1973-1974); Espiritaulidade Redentorista, Academia Alfonsiana, Roma/Itália (2000).

Atividades no Episcopado: Bispo Diocesano de Jataí-GO (2009-2014); Presidente do Regional Centro-Oeste (Goiás e Distrito Federal) da CNBB (2010-2014); Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre (2014).

Atividades no Regional: Bispo referencial da Comissão de Liturgia (2015-2019).

Dom José Aristeu Vieira - Cursou Filosofia e Teologia no Seminário Arquidiocesano de Diamantina-MG.
Atividades no Episcopado: Bispo Diocesano de Luz-MG (2015).

Atividades no Regional: Bispo referencial da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada do Regional Leste 2 (2016-2019).

Dom Otacílio Ferreira de Lacerda - Graduado em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP.

Atividades no Episcopado: Na Arquidiocese de Belo Horizonte acompanha as pastorais sociais, os projetos de ação pastoral no mundo do trabalho e habitação, articulados pelo Vicariato Episcopal para a Ação Social e Política. Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (2016).


Bispos elegem nova presidência do regional Leste 2 da CNBB

Dom José Carlos de Souza Campos, Bispo da Diocese de Divinópolis (MG) foi eleito na noite desta terça-feira, 04 de junho, o novo presidente do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O episcopado dos Estados de Minas Gerais e Espírito Santo também escolheu Dom Paulo Bosi Dal'Bó, Bispo de São Mateus (ES), como vice-presidente e Dom Geovane Luís da Silva, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG), como secretário. A eleição foi realizada durante a Assembleia Anual CONSER Leste 2.

Dom José Carlos de Souza Campos - Nasceu em Itaúna (MG) em 03 de janeiro de 1968. Filho de José Pinheiro Campos e Piedade Souza Campos. Tem, atualmente, cinco irmãos, pois dois são falecidos. Cursou mestre em Teologia na Pontifícia Università Gregoriana, Roma, (2000 -2002), com a tese: Na pergunta sobre o homem, a inevitável pergunta sobre Deus. Um percurso de antropologia filosófico-teológica, na obra de Juan Alfaro.

Em 2014 foi nomeado como Bispo Diocesano de Divinópolis (MG) e no ano seguinte eleito como Secretário do Regional Leste 2 (2015-2019).

Dom Paulo Bosi Dal'Bó - Nascido em 27 de agosto de 1962, é filho de Dionísio Dal’Bó e Iolanda Claris Bosi Dal’Bó. Fez graduação em Ciências Contábeis, Faculdade de Administração e Ciências Contábeis de Linhares FACCL-ES (1989-1992); Capacitação Pedagógica com Especialização em Psicologia da Educação, Universidade Federal do Espírito Santo - UFES, com extensão em Linhares (1992-1993); Pós-graduado em Comunicação Social – CEPAC-SP (1998-199);

Especialização em Psicologia do Desenvolvimento, Centro Pastoral Santa Sé - SP (2005-2007).

Colaborador de Dom José Aristeu Viera na Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada, acompanhando a OSIB e PV/SAV (2015-2019). Bispo referencial da Cáritas Estadual no Sub-Regional Leste 2, Província Eclesiástica do Estado do Espírito Santo.

Dom Geovane Luís da Silva - Nasceu em Barbacena em 21 de junho de 1971. Filho de José Sabino da Silva e Antônia Ferreira da Silva. Cursou mestrado em Teologia Dogmática com a tese: “Sacrosanctum Concilium 59: elementos de teologia sacramental” pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2003-2005); Pós-graduação em Cultura e Arte Barroca pela Universidade Federal de Ouro Preto (MG).

Em 2016 foi nomeado como Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte.


CONSER: Cinco presidentes das Comissões Pastorais foram eleitos nesta quarta-feira

Os (Arce)Bispos presentes na Assembleia Anual do CONSER Leste 2, que está sendo realizada em Belo Horizonte (MG), elegeram três presidentes de Comissões Episcopais Pastorais: Dom Vicente de Paula Ferreira para a Ação Missionária; Dom Aloisio Jorge Pena Vitral para a Ação Social Transformadora e Dom Marco Aurélio Gubiotti para a Bíblico-Catequética. Dois bispos foram reeleitos: Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro para Bens Culturais da Igreja e Dom Gil Antônio Moreira para Comunicação Social e Cultura.

Dom Vicente de Paula Ferreira - Cursou doutorado em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), com estágio pós-doutoral em Teologia, na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE).

Na Arquidiocese de Belo Horizonte acompanha o Vicariato Episcopal para a Ação Missionária. No Vicariato Episcopal para a Ação Pastoral, é o bispo referencial para o Secretariado Arquidiocesano da Vida Consagrada (Savic), Secretariado Arquidiocesano da Juventude (SAJ) e para o Serviço de Animação Vocacional (SAV). Também acompanha o Setor de Publicações da Comissão de Subsídios. Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (2017). Atuou como Bispo referencial da CEBs (2018-2019) no Regional Leste 2.

O Bispo esteve presente na Assembleia durante a manhã desta quarta-feira, mas teve que se ausentar por causa da visita à Brumadinho.

Dom Aloisio Jorge Pena Vitral - Cursou Filosofia em Sagrado Coração de Jesus, Brsuque-SC (1977-1979); Teologia, instituto Teológico de Taubaté-SP (1980-1983) e PUC Minas, Belo Horizonte-MG (1985). Aprofundamento sobre temas de Sociologia, Comunicação, Direito e Pastoral Familiar, Escola Superior de Estudos Sociais, Brusque-SC (1977-1980)

Foi Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte (MG) entre 2006 e 2009; Bispo Diocesano de Teófilo Otoni (MG) entre 2009 e 2017, ano em que foi nomeado Bispo Diocesano de Sete Lagoas.

Atuou pelo Regional Leste 2 como Bispo referencial da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, para o Ecumenismo e para o Diálogo Inter-religioso (2007-2011). Colaborador de Dom Marco Aurélio na Comissão para Ação Social Transformadora (2015-2019).

Dom Marco Aurélio Gubiotti - Cursou mestrado na Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo-SP (1997-1999); Mestre em Estudos Bíblicos, Pontifícia Faculdade Nossa Senhora da Assunção, em São Paulo (2000).
FoiBispo diocesano de Itabira/Cel.Fabriciano (2013);Vice-presidente da FUNCESI, Fundação Comunitária do Ensino Superior de Itabira (2014-2017).

No Regional Leste 2 atuou como Bispo referencial da Comissão para o serviço da Justiça, da Caridade e da Paz e na Comissão para a Ação Social Transformadora (2016-2019).

Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro - Cursou Filosofia na Universidade Federal de Minas Gerais (1977-1980); Teologia, Universidade Católica de Minas Gerais (1981-1985). Letras (Português), Universidade Federal de Minas Gerais (1978-1981).

Foi Bispo diocesano de Tocantinópolis (TO) entre 2001 e 2007. Acompanhante da Catequese no Sub-regional Tocantins (2002-2007). Em 2007 foi nomeado Bispo Diocesano de Oliveira.

Atuou como Bispo referencial do Ensino Religioso Escolar e da Comissão para o Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso (2007-2011); Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja do Regional Leste 2 (2015-2019).

Dom Gil Antônio Moreira - Cursou mestrado em História da Igreja, Pontifícia Universidade Gregoriana, Roma/Itália. Letras, Faculdade de Filosofia, Ciência e Letras, Divinópolis-MG; Parapsicologia - CLAP, Formadores de Seminários Maiores, Viamão-RS; Especialização em formação de Presbíteros, Toluca/México.

Foi Bispo Auxiliar de São Paulo (1999-2004); Bispo Diocesano de Jundiaí-SP (2004-2009). Foi membro da Comissão de Cultura, presidente da Comissão Regional em Defesa da Vida e responsável pela Comissão Regional dos Bens Culturais da Igreja; ex-suplente para o Conselho Permanente pelo Regional Sul 1 (São Paulo). Membro da Congregação para a Educação Católica (2007); Assistente Espiritual Nacional do Terço dos Homens, bispo referencial indicado pela CNBB.

No Regional Leste 2, atuou como Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja (2012-2015); Vice-Presidente da Comissão de Bens Culturais da Igreja (2015-2019); Bispo referencial da Comissão para a Comunicação e Cultura (2015-2019).

O Bispo não pode participar da Assembleia, pois não estava se sentindo bem fisicamente.


Comissão responsável visita obras da "Casa do Clero"

A comissão responsável pelo acompanhamento da construção da futura casa do clero visitou as obras no início desta semana. Com a fundação já pronta e com as paredes já sendo levantadas, os padres reforçaram a necessidade da continuação das campanhas de arrecadação. A casa, que receberá o nome de "Residencial Monsenhor Júlio Perlatto", está sendo construída no terreno do Seminário Arquidiocesano, no bairro São Carlos em Pouso Alegre, e oferecerá sala de fisioterapia, enfermaria, Capela, quartos, área de convivência, área de serviço e sala de visitas.

"A casa quer proporcionar aos presbíteros, diáconos transitórios e bispos idosos um local digno de residência, além de oferecer um espaço próprio de acolhida, com uma infraestrutura de apoio que favoreça a comunhão no presbitério da Arquidiocese de Pouso Alegre", afirmou um dos membros da comissão responsável pela obra, Cônego Simão Cirineo.

Como ajudar?

A participação da comunidade é essencial em todo esse processo. Os fundos para a construção serão arrecadados de diversas formas:
- Doações diversas de padres registradas em testamento para esta finalidade;
- Contribuição individual de cada padre durante o período de construção;
- Contribuição de cada paróquia da Arquidiocese proveniente de arrecadações de festas ou eventos promovidos pela Paróquia para esta finalidade;
- Coleta solidária nas comunidades no primeiro domingo do mês de agosto;
- Mobilização setorial da Pastoral Presbiteral;
- Um carnê acolhendo contribuições mensais com sorteio de prêmios aos colaboradores;
- Doações espontâneas dos fiéis através de depósito bancário (Caixa Econômica Federal, agência 0147 - Conta Poupança: 59855-2; ou
Banco Itaú, agência 3135 - Conta Corrente: 36310-3 - Arquidiocese de Pouso Alegre);


Dom Majella participa de Assembleia do Regional Leste 2 da CNBB


Fotos: Assessoria Regional Leste 2 da CNBB

Teve início na tarde desta segunda-feira (03) a assembleia anual do Conselho Regional do Leste da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. A reunião, que ocorre até a próxima quinta-feira (6), reúne (arce)bispos, coordenadores diocesanos de pastoral e bispos eméritos de todas as (arqui)dioceses do regional e ocorre na casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG). O arcebispo de Pouso Alegre, Dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R. está entre os participantes.

A Assembleia Anual do CONSER Leste 2 tem como tema “E Deus viu que era muito bom” (Gn1,1), Construindo uma ecologia integral. A pauta da Assembleia inclui sessões privativas e conjuntas, estudos sobre o tema central, eleições para a Presidência Regional e para as presidências das Comissões Episcopais para o quadriênio 2019-2023 e uma visita à Brumadinho (MG).

As atividades desta terça-feira (04) começaram com a Santa Missa presidida pelo Arcebispo Metropolitano de Uberaba (MG) e presidente do Regional Leste 2, Dom Paulo Mendes Peixoto, do Bispo da Diocese de Colatina (ES) e vice-presidente, Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias e do Bispo da Diocese de Divinópolis (MG) e secretário, Dom José Carlos de Souza Campos.

Durante a homília, Dom Paulo falou sobre a importância de promover a paz entre todos os irmãos não importando quem seja e pediu orações pelo Estado de Minas Gerais, pelos (Arce)Bispos presentes e pela realização de mais uma assembleia.

Após este momento de Celebração Eucarística, foi realizada a primeira mesa redonda do dia com a temática "Cenários de Implicações Ecológicas/Sociais", que contou com a assessoria da coordenadora nacional do Movimento Atingidos por Barragem (MAB), Sonimara Maranhão, e do professor e do representante da Agência de Desenvolvimento ADERI, Miguel Ângelo Andrade.

Durante esta manhã acontecerá também a sessão "Perspectivas Teológicas: Luzes e esperanças a partir da Bíblia e do Magistério", assessorada pelo professor e pesquisador de Ecoreologia, Ir. Afonso Murad.