Grupo de apoio a famílias enlutadas por suicídio é criado por padre da arquidiocese
Padre Antônio Cássio Vaz, membro do clero da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG), criou grupo que pretende ajudar as famílias enlutadas por suicídio. O grupo é multiprofissional, formado por psicólogos, psiquiatra, enfermeiro e advogado.
O grupo chamado “Rames” - Rede de Apoio Multiprofissional a Enlutados por Suicídio - vai atender os enlutados por meio da Internet, de maneira que os interessados não precisarão se deslocar para atendimento presencial. Padre Antônio Cássio, responsável pelo grupo, é pároco recém-nomeado da paróquia Bom Jesus, em Albertina (MG).
Padre Antônio Cássio Vaz, membro do clero da Arquidiocese de Pouso Alegre e criador do Rames.
“Esse grupo foi idealizado pela necessidade do amparo a estas famílias no sul de Minas. O número de casos de suicídio na região é grande e recorrente”, explicou o padre Antônio Cássio, destacando a existência de grupos semelhantes em outras regiões do país, como Juiz de Fora (MG) e Campinas (SP).
“Infelizmente este assunto ainda é tabu na nossa região. (...) A família que está passando pelo luto poderá contar com orientações profissionais”, completou Padre Toninho, como é conhecido o criador do Rames.
Os atendimentos às famílias vão acontecer quinzenalmente, às terças-feiras, das 17h às 18h.
“Estamos preocupados com a saúde mental da população. Qualquer pessoa que tenha sentimentos de culpa, saudades ou qualquer outro questionamento sobre a forma como o conhecido tirou a vida deve buscar este apoio que será feito com ética e cuidado”, acrescentou Padre Antônio Cássio, formado em psicologia pela Fundação de Ensino e Pesquisa de Itajubá (FEPI).
Para ser estruturado, os membros do grupo Rames passaram por um treinamento por meio de leituras de artigos científicos, além de reuniões para compartilhar experiências com outros grupos já existentes. Uma das voluntárias é a psicóloga Laís de Oliveira Maduro. Segundo a profissional, a estruturação deste grupo será fundamental para assegurar a saúde mental de quem passou por uma experiência que pode ser traumática.
“Meu intuito como psicóloga é oferecer suporte emocional aos familiares enlutados, que perderam entes queridos por suicídio. Será ofertada uma escuta empática, além de esclarecimentos sobre o tema que infelizmente hoje é pouco falado, cercado de tabus e mitos”, comentou a psicóloga que atende pacientes em uma clínica em Ouro Fino (MG).
Os interessados em buscar apoio do grupo Rames podem entrar em contato pelo whatsapp (35) 99978-3556.
Ouça a entrevista do padre Antônio Cássio deu ao jornalista Valmei Bueno, da Rádio Difusora HD, sobre o Rames.
Texto: Valmei Bueno / Difusora HD
Imagem: Pascom/Arquidiocese de Pouso Alegre
Dom Majella participa de curso anual para bispos
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), participou de 23 a 27 de janeiro do 32º Curso Anual dos Bispos do Brasil, no Rio de Janeiro (RJ). O curso foi promovido pela Arquidiocese do Rio de Janeiro e teve como tema “Novas comunidades e a evangelização hoje”. Cerca de 80 bispos participaram do evento.
Valmei Bueno, jornalista da Rádio Difusora HD, entrevistou dom Majella sobre o evento. Ouça a entrevista:
Informações e imagem: Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro #ArqRio
Entrevista: Valmei Bueno / Difusora HD
Como ter um coração missionário?
Padre Flávio Sobreiro orienta como você pode ter um coração missionário e destaca elementos fundamentais da Missão e do missionário.
A missão nasce no coração da Santíssima Trindade, de onde recebemos o chamado para sermos testemunhas de amor no mundo. Em Cristo, somos enviados a anunciar a Boa Nova do Reino de Deus entre nossos irmãos e irmãos. O coração da missão está fundamentado no coração missionário de Jesus Cristo. O documento Ad Gentes (Aos Povos) irá nos dizer que: “A Igreja peregrina é, por sua natureza, missionária, visto que tem a sua origem, segundo o desígnio de Deus Pai, na 'missão' do Filho e do Espírito Santo” (AG, 2). O coração de Cristo, na Igreja, a faz missionária por excelência.
Dentre as inúmeras características de um missionário, algumas são fundamentais para quem deseja fazer de sua vida uma Missão de amor e anúncio da Boa Nova. Missão é sempre uma ponte de amor entre os seres humanos. Não há missão se não ousamos sair de nós mesmos e partir ao encontro do outro. Esse encontro acontece a partir da realidade em que nossos irmãos e irmãs vivem. Deus é quem conduz nossos passos e caminhos. Somos peregrinos acompanhados por Deus em terras de Missão. Muitas vezes, o missionário terá de sair de suas certezas e seguranças, confiando na Providência Divina. “Deus disse a Abrão: ‘Saia de sua terra, do meio de seus parentes e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei. Eu farei de você um grande povo, e o abençoarei; tornarei famoso o seu nome, de modo que se torne uma bênção’” (Gn 12,1-2).
Semear o amor: a vida missionária faz do mundo um território sem fronteiras, onde a segurança está apenas em Deus. Conduzidos pelo Espírito Santo, Protagonista da Missão, o missionário sabe que é apenas um semeador. Seu trabalho consiste em apenas lançar as sementes do amor nos corações que encontrar ao longo do caminho. Deus é quem irá cuidar. Certeza? Apenas uma: o Senhor é quem faz crescer as sementes do amor plantadas em cada vida e em cada história: “Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus quem fazia crescer. Assim, aquele que planta não é nada, e aquele que rega também não é nada: só Deus é que conta, pois é ele quem faz crescer” (1 Cor 3,6-7).
Partilhar seus dons em favor de todos: missionário é aquele que partilha seus dons em favor da humanidade sofredora. Ele sabe que os dons que possui não são seus, mas presentes de Deus a serem ofertados a cada irmão e irmã que encontrar pelos caminhos da vida. Em uma sociedade que oferece, muitas vezes, presentes ilusórios, o missionário é chamado a ofertar generosa e pacientemente os dons nascidos do amor de Deus para seus filhos e filhas, conduzindo-lhes no caminho do amor, da paz e da esperança.
Buscar Deus nos homens: Missão é sempre partir em busca de Deus em cada ser humano. O missionário não busca certezas, mas, nas incertezas e medos do caminho, busca a presença do Senhor, muitas vezes, escondida e silenciosa no coração de cada pessoa. Essa busca não acontece por acaso. Uma vez tendo encontrado Deus escondido em cada coração, o missionário tem a tarefa de despertar cada irmão e irmã do sono espiritual no qual muitos se encontram.
Fazer da missão uma oração: A vida espiritual de todo missionário é alimentada pela oração. Quando a vida espiritual missionária deixa de ser oração, a vocação se torna apenas um ativismo que termina no desânimo, abandonando pelo caminho as sementes que trazia guardadas no coração. Na oração, o missionário faz de sua vida uma entrega total de si mesmo aos planos divinos na sua vida e na vida de todos que lhe são confiados ao seu cuidado e amor.
Missão é sempre um chamado para a evangelização, na qual o amor anunciado seja fonte de vida em plenitude no coração da humanidade, que busca, a cada dia, a Fonte verdadeira da Água Viva.
#Reflexão: 5º domingo do Tempo Comum (05 de fevereiro)
A Igreja celebra, no dia 05, o 5º domingo do Tempo Comum. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 58,7-10
Salmo: 111(112),4-5.6-7.8a.9 (R. 4a.3b)
2ª Leitura: 1Cor 2,1-5
Evangelho: Mt 5,13-16
CARIDADE QUE BRILHA E DÁ SABOR AO MUNDO
Domingo passado ouvidos os primeiros ensinamentos do grande Sermão da Montanha de Jesus. As Bem-aventuras não são somente conselhos para os discípulos e o povo, mas o próprio estilo de vida de Jesus. A vida de Nosso Senhor é a melhor forma de entendermos cada frase desta primeira instrução para todos que querem segui-Lo. No Evangelho deste domingo e nos próximos, Jesus continua instruindo a todos.
As duas comparações escolhidas por Jesus retratam situações que todos conheciam muito bem e reproduziam o cotidiano das pessoas dentro de casa e nas cidades. Mas, Jesus amplia o significado de cada símbolo. Ele diz que todos devem ser como o “sal” e como a “luz”, mas com uma missão que é universal, de fato, afirma Jesus: “... sal da terra” e “...luz do mundo”. Não são coisas comuns e corriqueiras, mas algo que possui a capacidade (potencial) e a missão (ato) de atingir tudo e todos. Assim, Cristo parte daquilo que se conhecia, mas transpõe para uma ação que abrange todas as pessoas: O sal era usado basicamente dentro de casa, mas Jesus convida a dar sabor em toda a terra; a luz que iluminava as casas que juntas formavam uma cidade, Jesus convoca para iluminar toda a terra.
Naquele tempo, o sal era o principal tempero para dar sabor aos alimentos e nada o substituía no tempero das refeições. Jesus explica que é próprio da natureza do sal dar sabor em tudo onde ele é colocado. Não é uma escolha ou uma realidade casual, mas é algo da essência do sal dar um gosto especial aos pratos. O convite de Jesus é para que cada um viva aquilo que já faz parte de nossa natureza humana: somos e estamos presentes neste mundo para dar qualidade e sentido a tudo que nos rodeia, como o sal nos alimentos.
O sal não tem sentido em si mesmo, mas somente quando se dissolve misturado em uma comida. Sua existência encontra-se em transformar e dar sabor às refeições. No entanto, sabemos que tudo possui uma medida certa e correta para cada coisa. Na quantidade justa, o sal (como outros temperos) “transforma” os alimentos em pratos deliciosos. O sal possui a capacidade de fazer com que cada refeição não seja somente consumida pela simples necessidade de se nutrir para viver, mas com alegria e muito gosto.
Jesus, no entanto, lembra que não viver esta missão é como perder o sentido essencial da existência: para mais nada serve! Quem deixa de dar sabor à vida das pessoas transforma-se em algo que não tem utilidade e valor: é despejado e jogado fora e será pisado como terra sem valor. Essas palavras de Jesus devem ter espantado a todos, pois nenhum sal que é realmente sal jamais deixará de perder sua propriedade de dar sabor aos alimentos, mas se alguém não cumpre essa missão se transforma neste mundo em algo que não tem nenhum valor.
A segunda comparação que Jesus utiliza assemelha-se a primeira, mas com algumas particularidades significativas. A luz assinalada por Jesus era conhecida por todos. Nosso Senhor lembra que ela fazia parte da vida diária das famílias em suas casas e juntas criavam a claridade das cidades (certamente, não havia iluminação pública como conhecemos hoje). Mas, Jesus fala de uma “luz especial”, pois ela possui a capacidade e a missão de iluminar todo o mundo. As lâmpadas acesas ao entardecer nas casas das famílias iluminavam o ambiente e um pouco ao seu redor; Jesus provoca a todos que, da mesma forma como as luzes de cada lar, se transformem em um grande farol na noite como eram as cidades com suas luzes, associando uns com os outros, cada um com sua luz individual até iluminar todo mundo.
Da mesma forma que o sal, uma lâmpada ou uma vela para cumprir sua missão precisam viver iluminando os outros. De pouco serve o sal em um saco e escondido em um depósito, como também pouca utilidade possui uma lâmpada acesa, mas escondida debaixo de um “caixote” que era um pequeno recipiente usado para medir os grãos de alimento. Assim, colocar sua lâmpada debaixo deste caixa é procurar ajustá-la a sua medida e comodidade pessoal. Mas, Jesus lembra que é próprio da vocação da lâmpada iluminar tudo ao seu redor. Escondê-la para si é a mesma coisa que sufocar um dom que possui a capacidade de fazer o bem a tantas outras pessoas.
Segundo Jesus, há uma graduação na missão de ser luz. Ele orienta que a lâmpada deve, em primeiro lugar, brilhar em sua casa. A primeira missão daquele que é discípulo de Jesus é iluminar aqueles que estão mais próximos. Cada um deve ter a sua luz, não para si (não esconder debaixo de um caixote), mas para aqueles que estão na mesma casa. Pode acontecer que, aqueles que estão debaixo do mesmo teto não aceitem a luz (cada um se escondendo debaixo da sua “caixa” pessoal), mesmo assim, não se deve esconder a sua luz para os seus. Somente depois, cada um deve “brilhar diante dos homens”.
A luz das lâmpadas encanta os olhos e dá segurança àqueles que se encontram na escuridão da noite. Jesus convoca a todos a viverem a vocação de cada um, encantando os olhos das pessoas. Mas, é fundamental recordar que não é a pessoa que deve brilhar, mas a lâmpada de sua fé. Devemos ser como velas acesas que na noite, nem são notadas, mas somente suas chamas acesas. Jesus fala de “boas obras” que devem apontar para Deus. Iluminar conforme Jesus nos ensina com “boas obras” é uma forma de conduzir as pessoas ao louvor a Deus. Da mesma forma que a luz de uma lâmpada se destaca na escuridão da noite, do mesmo jeito o nosso testemunho deve levar às pessoas a perceber a presença de Deus em suas vidas.
O sal é algo que atua dentro dos alimentos e dá sabor; a lâmpada age sobre todos. Com a comparação da lâmpada, Jesus convida a todos a se unirem para iluminar o mundo. O sabor novo do seu ensinamento (como o sal) deve iluminar as pessoas e mundo com lâmpadas acesas e unidas.
O profeta Isaías na primeira leitura nos lembra do grande efeito positivo em nossas próprias vidas quando fazemos o bem aos outros. O alimento repartido, a acolhida daqueles que estão desabrigados e sem o que vestir se transformam em luz da aurora na vida de quem vive dessa forma. A justiça feita aos outros aproxima a pessoa de Deus e Ele vem sempre ao seu encontro. O coração que produz boas obras sempre será mais facilmente escutado por Deus.
Isaías recorda ainda que para haver a luz é necessário, em primeiro lugar, fazer caridade (acolher os sem-teto, vestir aqueles que não têm nada...) e alerta da necessidade de também limpar (cancelar) de nossas vidas tudo aquilo que é fonte de trevas e escuridão. A graça da luz de Deus depende também de nós, de nossas ações e de nossas prioridades. Algo semelhante, nós ouvimos de Paulo na segunda leitura:
Ele encontrou pessoas que tinham “luzes próprias” (cheias de si mesmas e orgulhas de seus dons), mas ele procurou mostrar e dar sabor a vida de todos com aquilo que ele possuía de mais precioso: Jesus Cristo. Nada escondeu ou submeteu a sua medida e razão. Paulo anunciou Jesus crucificado! A luz daquelas pessoas orgulhosas em um momento cessou de brilhar, mas a luz de Jesus continuou contagiando os corações de todos.
Tanto o sal como também a luz possuem algo em especial, eles dão sentido, sabor e iluminam se consumindo. O sal se dissolve completamente nos alimentos e a chama que produz a luz consome o óleo da lâmpada. No fundo, o sal que devemos ser, nada mais é que o próprio Jesus que dá sabor a nossa vida; a luz que devemos ser na vida de tantos, é o próprio Jesus que dá sentido a nossa existência. Ser sal e ser luz não devem ser uma simples ação ou uma atividade corriqueira, mas o próprio modo de vida de Jesus.
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Como ter uma vida espiritual equilibrada?
Padre Flávio Sobreiro ajuda a compreender que a maturidade humana é o caminho para ter uma vida espiritual equilibrada.
Uma das grandes perguntas que toda pessoa se faz é: como ter uma vida espiritual equilibrada? Para respondermos a esta pergunta é preciso analisar o que o ser humano pensa sobre o conceito de pecado. Vivemos em tempos dos extremos. Para algumas pessoas tudo é pecado. Para outros nada é pecado. Alguns veem pecado em todos os lugares e ultrapassam os limites do bom senso. Outros não veem pecado em lugar algum. Vivem no limite em que tudo é permitido. Nossa vida espiritual necessita do justo equilíbrio. Buscar o equilíbrio é sinal de maturidade humana, psicológica e espiritual.
Não é raro ouvirmos muitos dizerem: “Aquela festa é do capeta!”. Outros afirmam categoricamente: “Todos que estão naquela festa não prestam!”. Muitas pessoas que afirmam tais coisas têm o olhar encoberto por suas próprias sombras interiores. A festa é do capeta ou quem afirma tal coisa está vendo o capeta em todo lugar? Será que a própria pessoa que afirma tal coisa não está sendo ela mesma a imagem do próprio demônio?
O mesmo se refere quem faz a afirmação de que todas as pessoas que frequentam determinadas festas, por exemplo, o carnaval, são pecadoras e estão a serviço do demônio. Cuidado quando se afirma isso. Atenção ao que ouvimos de outras pessoas!
Não temos o direito de generalizar! Nas festas em geral, no carnaval, existem, sim, pessoas santas e de índole reta. Há pessoas que frequentam a Missa dominical semanalmente, confessam com frequência, vão ao culto, participam de ações sociais, entre outras ações de boa vontade e de testemunho cristão.
Quando colocamos todos em uma única forma, deformamos a imagem do ser humano. O problema é o carnaval ou as pessoas que o frequentam que extrapolam os limites da bebida e da liberdade?
A maturidade e o equilíbrio espiritual começam quando passamos a ver a vida a partir de outros pontos de vista. Há uma multidão de fariseus católicos e evangélicos demonizando a vida e as pessoas e colocando-se como exemplo a ser seguido.
Tais grupos de fariseus não perceberam ainda que o desiquilíbrio espiritual que possuem ofuscou a visão que têm da realidade que os cerca. Jesus afirmou certa vez que não é o que entra no homem que o torna impuro, mas, sim, o que sai do coração da pessoa que a torna santa ou pecadora.
Quem vê pecado em todo lugar e em todos é tão perigoso quanto aquele que não vê pecado em lugar algum. O justo equilíbrio espiritual consiste em estarmos atentos ao uso que fazemos da liberdade que Deus nos concedeu. Uma festa de carnaval pode ser uma ótima oportunidade de divertimento com os amigos ou ser prejudicial para a própria pessoa quando não se sabe os seus próprios limites!
#Reflexão: 4º domingo do Tempo Comum (29 de janeiro)
A Igreja celebra, no dia 29, o 4º domingo do Tempo Comum. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Sf 2,3;3,12-13
Salmo: 145(146),7.8-9a.9bc-10 (R. Mt 5,3)
2ª Leitura: 1Cor 1,26-31
Evangelho: Mt 5,1-12a
OS BEM-AVENTURADOS DE DEUS
O evangelista Mateus nos informa nos versículos que antecedem as Bem-aventuranças que Jesus ensinava em todos os lugares (sinagoga, aldeias, praças, casas, ao longo do mar etc.). No Evangelho de hoje, nós temos um primeiro conteúdo dos seus ensinamentos. No esquema de Mateus, as Bem-aventuranças são os primeiros ensinamentos e o principal conteúdo que definem a vida de Jesus e dos seus discípulos.
O Evangelho deste domingo inicia lembrando alguns fatos importantes. Jesus vê a grande multidão que O acompanhava. Nada passa despercebido a Cristo e o seu olhar vai além das necessidades físicas e espirituais (curas e exorcismos) que aquelas pessoas procuravam. Assim, Ele quis também deixar um plano de vida para todos: discípulos e multidão. Estas palavras que vão além da simples consolação de Deus para alguns males que afligem todas as pessoas. O ensinamento que começa com as Bem-aventuranças inicia no capítulo 5 e se estende até o capítulo 7. Primeiro Jesus ensina a todos, em seguida Ele demonstrará na prática o que disse a todos.
A realidade humana possui desafios e limites que, muitas vezes, nós temos muito mais perguntas do que respostas. São dramas humanos que ferem o nosso modo natural de viver; quase sempre, nós nem sempre conseguimos encontrar um significado. Simplesmente não temos respostas. Por isto, Mateus nos diz que Jesus convidou todas as pessoas para subirem com Ele o monte, procurar um lugar mais alto. As montanhas, em todas as religiões da antiguidade, sempre foram lugares onde o fiel se distancia do cotidiano e entra, mais facilmente, em comunhão com o divino. Muitas vezes, precisamos romper com o normal da vida e entrar no espaço de Deus, para nós hoje, as igrejas continuam oferecendo esta atmosfera da presença especial de Deus entre nós, são os nossos “montes” no meio da cidade.
Mateus antes de entrar propriamente na lista dos bem-aventurados observa que os discípulos se aproximaram de Jesus, pois não basta estar no lugar de proximidade com Deus, era necessário sentar-se aos pés de Jesus e abrir-se (ouvidos e o coração) para escutá-Lo, pois Ele é o Mestre e Senhor. Os ensinamentos de Cristo são palavras que atingem em primeiro lugar os discípulos, mas são um ensinamento para toda a multidão, isto é, pra todos nós.
O conteúdo das Bem-aventuranças não é um projeto de vida ou uma realidade para poucos ou para aqueles que conseguem atingir um estágio de perfeição após inúmeros esforços e batalhas, mas são ensinamentos para o nosso dia-a-dia: Jesus do alto da montanha ensina sobre a nossa dura e difícil realidade. Não são fórmulas mágicas e nem impossíveis, mas um convite a fazer a experiência de Deus inclusive e dentro da mais pura realidade humana: não é uma recompensa para poucos escolhidos, mas para pessoas comuns e da vida feita de fatos do corriqueiro da existência humana, enfim, um plano de vida para seus discípulos.
Do alto da montanha, Jesus apresenta um projeto de felicidade para todos nós. Segundo Nosso Senhor, ser “bem-aventurado” é ser feliz, é ter descoberto uma presença especial de Deus mesmo estando em situações tão diversas que costumamos até afirmar que Ele está ausente. O discípulo é chamado a fazer experiência da presença de Deus até mesmo em situações limites e desafiantes. Por isto, Jesus rompe com a mentalidade de sua época que via na riqueza, na vida sem problemas, sem crises e sem sofrimentos como única forma de sentir a providência divina. No seu tempo, era proclamado feliz quem era rico e vivia na opulência dos bens.
As Bem-aventuranças não são uma forma de resignação (consolação) para aqueles que estão no sofrimento e na dor. Deus nosso Pai não quer ninguém vivendo no sofrimento e na dor. Sabemos que Ele sempre se faz presente com graças e bênçãos especiais, bem como Ele sempre nos ajuda, nos sustenta e nos anima a vencer tudo que nos atinge. Deus nos quer filhos felizes e saudáveis. As Bem-aventuranças são algo mais profundo e com um sentido muito mais amplo do que uma consolação diante das adversidades da vida.
Jesus tinha convidado alguns a segui-Lo se colocando atrás Dele como discípulos (vimos isto no Evangelho de Domingo passado), hoje Ele nos ensina (e compartilha conosco) o seu projeto de vida pessoal: seguir Jesus e seguir sua forma de viver com todos os seus desafios. A melhor forma de entender as Bem-aventuranças é observar como o próprio Senhor Jesus colocou tudo isto em prática. Não são receitas só para os discípulos, mas o próprio modo de vida de Jesus.
Em todos os itens das Bem-aventuranças, nós temos como palavra principal o termo: “Felizes”. Deus não nos quer tristes e pessoas amarguradas com os desafios da vida, mas cheios de felicidades. Jesus inicia afirmando que são “felizes aqueles que são pobres”, mas é fundamental afirmarmos que nosso Deus nunca quis que ninguém vivesse em situação de miséria e indigência, pois isto não é a realidade desejada de Deus para nós. Observando a vida de Jesus entendemos o que Ele nos convida a fazer.
Não é uma pobreza onde falta qualidade de vida e condições mínimas de dignidade. Jesus convida todos a terem uma vida se alegrando com o básico e o fundamental para sua existência. Jesus não viveu na miséria e nem na indigência, mas sempre teve o necessário para prosseguir sua missão. Por isto, Jesus afirma: “pobres em espírito”, pois Ele podendo ter tudo do bom e do melhor, escolheu viver na simplicidade e com o necessário somente. Para Jesus: o necessário era o suficiente!
O mesmo princípio, nós podemos observar para as outras Bem-aventuranças: “Felizes os mansos”, como Jesus que escolhem o caminho da paz ao invés da violência, pois esses terão o reconhecimento de todos como herança (herdarão a terra); Felizes os que lamentam e sofrem por dores que não são suas como Jesus que chorou por Jerusalém que não acolheu sua proposta de vida (cf. Lc 19,41), para esses Deus será o consolo; Felizes aqueles que desejam e sentem necessidade da verdadeira justiça da mesma forma que precisam se alimentar para viver (“fome e sede”), esses serão um dia saciados; Felizes aqueles que agem como Deus: com misericórdia e não com violência e com o mal, esses encontrarão a Misericórdia de Deus; Felizes são aqueles que têm seus corações cheios do amor de Deus, pois sempre encontrarão Deus em todas as pessoas e lugares (“verão a Deus”); Felizes aqueles que têm a paz como bandeira de suas vidas, mas a paz que é a plenitude da presença de Deus, esses são os verdadeiros filhos de Deus;
Felizes aqueles que lutam, não com armas que produzem mais morte, mas pela justiça que é muito mais que simples aplicação de leis, mas justiça que promove o ser humano em sua integridade, esses, apesar de todos os sofrimentos, dores e humilhações estão no mesmo caminho percorrido por Jesus.
A pobreza espiritual deve ser a condição primeira para o discípulo e a justiça o modo de vida daqueles que seguem Jesus, estes dois caminhos já são realidades onde o Reino de Deus se atualiza neste mundo, pois “deles é o Reino dos Céus”. Lembrando que a miséria e a indigência de muitos irmãos e irmãs não se devem à ausência de Deus, mas da falta de partilha e solidariedade nossa. Para esses, Deus se faz sempre presente. Deus não quer ninguém na indigência e passando necessidades, não quis isso para seu filho Jesus e nem pra ninguém. Vivendo os ensinamentos de Jesus, nós podemos resolver isso com a nossa prática do amor, através da partilha.
As Bem-aventuranças ainda soam para nós como algo estranho e distante, como se fosse para uma outra realidade humana, mas é exatamente aqui que erramos. Elas não estabelecem novos mandamentos, mas prolongam a bela notícia que Deus presenteia vida a quem produz amor; se alguém se encarrega da felicidade de outros, Deus Pai se encarregará da sua felicidade. Com estes ensinamentos de Jesus aprendemos que o mundo não está e não estará, nem hoje e nem amanhã, sobre a lei do mais rico e dos mais forte. O mundo pertence a quem o torna cada dia melhor com seu testemunho de amor.
A simplicidade e a humildade (como nos lembra a 1ª leitura) já são condições naturais onde a pessoa pode experimentar o amor e a consolação de Deus que não é nosso “patrão”, mas Pai de todos nós. Mas, felizes são aqueles que escolhem o caminho de Jesus, vivendo como estranhos aos olhos e aos valores deste mundo, mas completamente abertos ao projeto de felicidade de Deus. Paulo exorta sua comunidade a se tornarem estranhos e até desprezíveis olhos do mundo vivendo na simplicidade e sem vaidades humanas.
As Bem-aventuranças ensinadas por Jesus, no fundo, é um projeto de felicidade que podemos experimentar até mesmo quando sentimos que tudo aparenta conspirar contra nossa vida, mas se o fazemos como uma escolha sendo discípulo de Jesus, tudo tem um sentido mais profundo e divino, pois Deus é a nossa maior herança e o nosso mais belo consolo.
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Paróquia São Sebastião é instalada e seu 1º pároco recebe posse
Com ato canônico e missa, em Pouso Alegre (MG), no Bairro Cidade Jardim, a Paróquia São Sebastião foi instalada, ontem (20). Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, padres, religiosos e cristãos leigos da 70ª paróquia da arquidiocese participaram do evento. Na ocasião, padre Benedito Ferreira da Costa recebeu posse como 1º pároco da nova paróquia.
Na manhã de ontem (20), na Cúria Metropolitana, foi criada a Paróquia São Sebastião, sendo a 70ª paróquia da Arquidiocese de Pouso Alegre, com sede no Bairro Cidade Jardim, em Pouso Alegre. Para essa criação, dom Majella assinou decreto com a participação do padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado e pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, e padre Benedito Ferreira da Costa, nomeado como 1º pároco da nova paróquia. O evento aconteceu no dia em que a Arquidiocese de Pouso Alegre celebrou o seu padroeiro.
Saiba mais sobre a assinatura do decreto de criação da Paróquia São Sebastião.
Da esquerda para a direita, padre Jésus Andrade Guimarães, padre Benedito Ferreira da Costa e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., na assinatura do decreto de criação da Paróquia São Sebastião, na manhã do dia 20, na Cúria Metropolitana, em Pouso Alegre.
A instalação da Paróquia São Sebastião aconteceu ontem (20), às 19h30, com ato canônico e celebração eucarística no salão comunitário São Sebastião, no Bairro Cidade Jardim, em Pouso Alegre, sede da nova paróquia. Dom Majella presidiu as cerimônias, com a participação do cônego Wilson Mário de Morais, vigário geral, padre Jésus Andrade Guimarães, padre Benedito Ferreira da Costa, demais membros do clero, religiosos e fiéis da nova paróquia.
Fiéis presentes na instalação canônica e missa, na sede da Paróquia São Sebastião. À esquerda, imagem do padroeiro da nova paróquia.
No ato canônico de instalação da paróquia, padre Jésus Andrade Guimarães, até então pároco das comunidades que passaram a fazer parte da nova paróquia, acolheu os presentes e, com seus fiéis, ofereceu um cálice e uma patena de presente à Paróquia São Sebastião. Além disso, a imagem de Nossa Senhora de Fátima foi entronizada no presbitério do salão comunitário, para memória da vinculação anterior da nova paróquia à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre. Com oração e canto, os presentes se consagram a Nossa Senhora de Fátima.
Da esquerda para a direita, padre Jésus Andrade Guimarães; padre Benedito Ferreira da Costa; dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.; cônego Wilson Mário de Morais e padre José Luiz de Faria Júnior.
O decreto de criação da Paróquia São Sebastião foi lido pelo padre José Luiz de Faria Júnior, vice-chanceler do arcebispado. A leitura configurou a instalação da nova paróquia. Os presentes aclamaram a ação do arcebispo de criar a nova paróquia. Além disso, a imagem de São Sebastião, conduzida pelo padre Benedito Ferreira e fiéis da nova paróquia, foi entronizada no salão comunitário e colocada próxima ao altar.
Imagem de São Sebastião, padroeiro da 70ª paróquia da Arquidiocese de Pouso Alegre.
Em seguida, foi lida a provisão do padre Benedito Ferreira da Costa como o primeiro pároco da Paróquia São Sebastião. Tocando o livro dos Evangelhos, padre Benedito fez juramento de fidelidade e profissão de fé. O arcebispo, padre Benedito e demais membros do clero assinaram os documentos referentes a esse ofício.
Padre Benedito Ferreira da Costa faz sua profissão de fé e juramento de fidelidade ao receber posse como 1º pároco da Paróquia São Sebastião.
Em seguida, foi iniciada a missa, com a liturgia da memória de São Sebastião. Em sua homilia, dom Majella falou sobre a vida de São Sebastião, o desafio de viver a fé e apresentou características necessárias para uma paróquia. Para o arcebispo, a paróquia é o lugar de vivência da fé e da missão. Ele destacou que a criação da Paróquia São Sebastião acontece para o bem dos fiéis, após ouvir o Conselho Presbiteral e a Comissão Pró-paróquias. Essa ação da arquidiocese, para dom Majella, procura servir melhor a causa da evangelização e da edificação da comunidade cristã na cidade de Pouso Alegre, com expressiva taxa de crescimento populacional.
"Queremos fazer caminhos de fé, de esperança e caridade todos juntos e tendo em conta as circunstâncias da Igreja peregrina no tempo em que vivemos", afirmou o arcebispo.
Dom Majella explicou em sua homilia que a paróquia deve ser o lugar da vivência da fé e da missão.
Após a homilia, padre Benedito Ferreira renovou suas promessas sacerdotais e recebeu símbolos relativos ao seu ofício das mãos de cristãos leigos da sua nova paróquia e de dom Majella: as chaves do salão comunitário e do sacrário, os santos óleos, a estola e o livro do Tombo. Além disso, dom Majella, antes da proclamação do Evangelho, entregou ao novo pároco o evangeliário, reforçando a sua missão de pregar a Palavra de Deus. Ao final da cerimônia litúrgica de posse, o arcebispo conduziu o padre Benedito à sede paroquial (cadeira), simbolizando seu ofício como responsável pela paróquia. Para finalizar esses atos litúrgicos, padre Benedito foi aclamado como o 1º pároco da Paróquia São Sebastião.
Empossado como pároco, padre Benedito Ferreira da Costa recebeu a presidência da nova missão, sentando-se na cadeira (sede) paroquial.
Após a liturgia eucarística, padre Luiz Francisco Marvulo Martins, CFM, coordenador do setor pastoral Mandu, cumprimentou os presentes e acolheu o novo pároco do setor pastoral. A senhora Cleonice Lopes Viana Tenório, representando os fiéis das comunidades, pastorais e movimentos da Paróquia São Sebastião, agradeceu à arquidiocese pela criação da paróquia. Cristãos leigos cumprimentaram dom Majella e os padres presentes. Em seguida, padre Benedito Ferreira discursou pela primeira vez como pároco da nova paróquia. Em suas palavras, o pároco empossado agradeceu ao arcebispo pela missão confiada e pediu aos fiéis da paróquia instalada que caminhem com animação pastoral e missionariedade, em comunhão com a arquidiocese e as ações sinodais. Para finalizar, dom Majella, padre Benedito, padre Jésus Andrade e fiéis da paróquia descerraram placa que registra a instalação da paróquia e posse do seu 1º pároco. Além disso, assinaram ata sobre esses eventos.
Fiéis da nova paróquia agradeceram ao arcebispo e padre Benedito Ferreira pela criação da Paróquia São Sebastião.
Antes de encerrar a missa, dom Majella agradeceu ao padre Benedito Ferreira, por aceitar e iniciar a missão de evangelização na nova paróquia como pároco, e acolheu seus familiares, dando-lhes a bênção.
Ao final da missa, dom Majella agradeceu ao padre Benedito Ferreira e acolheu seus familiares.
Com a bênção do arcebispo, a celebração eucarística foi encerrada. Em seguida, os presentes participaram de confraternização.
Padre Benedito Ferreira da Costa, o 1º pároco da Paróquia São Sebastião, é natural de Paraisópolis (MG). Foi ordenado presbítero em Cambuí (MG), no dia 30 de maio de 2009, por dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, O. Præm., então arcebispo de Pouso Alegre. Seu lema de ordenação é “Ele não era a luz, veio para dar testemunho da luz” (Jo 1, 8). Como padre, trabalhou na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, como vigário paroquial; na Paróquia Bom Jesus, em Bueno Brandão (MG), como vigário e pároco; na Paróquia Santa Rita de Cássia, em Extrema (MG), como pároco; na Paróquia São João Batista, em Cachoeira de Minas (MG), como vigário, e, até então, era novamente vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre.
As comunidades Menino Jesus de Praga (Bairro Chaves), Santa Terezinha (Bairro Portal do Ipiranga), Divino Espírito Santo, Nossa Senhora da Piedade e São Pedro (Bairro Palmeiras) e São Sebastião (Bairro Cidade Jardim) fazem parte do território da nova paróquia. A sede da Paróquia São Sebastião será na rua Maria Francisca de Brito, 280, Bairro Cidade Jardim, em Pouso Alegre. Os horários de atendimento da secretaria paroquial e do pároco serão divulgados em breve.
Veja a cobertura fotográfica do evento.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Márcia Miranda
A imagem destacada da notícia apresenta dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., assinando documentos da instalação da Paróquia São Sebastião.
É criada 70ª paróquia da Arquidiocese de Pouso Alegre
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), assinou, nesta manhã (20), o decreto de criação da Paróquia São Sebastião. A assinatura aconteceu no dia da celebração do padroeiro da arquidiocese.
O decreto de criação da Paróquia São Sebastião foi assinado por dom Majella, na Cúria Metropolitana, hoje (20), às 9h. A nova paróquia é a 70ª paróquia da Arquidiocese de Pouso Alegre. Com a assinatura desse documento, a paróquia foi criada oficialmente.
Decreto de criação da Paróquia São Sebastião, assinado por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., nesta manhã (20).
A paróquia terá como sede a Comunidade São Sebastião, do Bairro Cidade Jardim, de Pouso Alegre. Será composta, além dessa comunidade, por outras comunidades que, até então, pertenciam à Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na mesma cidade.
Mapa com os limites territoriais da 70ª paróquia da Arquidiocese de Pouso Alegre.
O primeiro pároco será o padre Benedito Ferreira da Costa, que atuava como vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima.
Dom Majella entrega o decreto de criação da nova paróquia ao padre Benedito Ferreira da Costa, primeiro pároco da Paróquia São Sebastião.
Hoje (20) à noite, às 19h30, dom Majella presidirá missa na sede da nova paróquia para celebrar a sua instalação e dar posse ao seu primeiro pároco. Os fiéis da Arquidiocese de Pouso Alegre são convidados a participar desse evento e rezar pelos fiéis da paróquia criada e pelas vocações.
Padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado e pároco da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, e padre Benedito Ferreira da Costa, pároco nomeado para a nova paróquia, acompanharam a assinatura do decreto de criação da Paróquia São Sebastião.
Da esquerda para a direita, padre Jésus Andrade Guimarães, padre Benedito Ferreira da Costa e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R..
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: padre Jésus Andrade Guimarães
Missões vocacionais são realizadas em Marmelópolis
Seminaristas da arquidiocese de Pouso Alegre (MG) realizaram missões vocacionais na paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Marmelópolis (MG), nos dias 10 a 15 de janeiro.
A missão teve seu início com procissão pelas ruas da cidade com a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira do Seminário Arquidiocesano. Com a chegada da procissão na igreja matriz deu-se início a missa de abertura das missões, presidida pelo pároco, padre Valdair Benedito Peres, e concelebrada pelos padres Lucas Silva Crispim, até então formador da etapa Propedêutica, e Francisco José da Silva, formador da etapa Configurativa.
Ao final da missa, os seminaristas foram enviados pelo padre Valdair para que pudessem atender toda a região paroquial, que conta com nove comunidades, incluindo a comunidade matriz.
No dia 11, os seminaristas missionários dedicaram o dia às visitas nas casas dos fiéis da paróquia para orações, bênçãos e partilhas de vida. À noite, houve celebração da Palavra com Eucaristia e a missa nas comunidades. Após as celebrações, aconteceu uma conversa com as lideranças das comunidades para conhecer a realidade pastoral da paróquia, por meio de partilhas, análises da caminhada feita, desafios, esperanças e reflexões.
No dia 12, os seminaristas missionários realizaram mais visitas missionárias durante o dia e, à noite, reuniram-se com as famílias para uma partilha de vida e oração, momento em que puderam refletir juntos os valores e princípios basilares para a formação e edificação familiar.
No dia 13, durante o dia, houve mais visitas às casas, e à noite, encontro com os jovens da paróquia para partilha e orações. Nesse evento, foram trabalhados os temas da santidade, o seguimento a Jesus Cristo, o testemunho cristão e a formação da identidade cristã, graça e dom do Batismo.
No sábado de manhã (14), foram encerradas as visitas. No período da tarde nas comunidades e na matriz de manhã, realizou-se um momento de músicas, danças, dinâmicas e conversas com as crianças. Esse encontro foi conduzido pelo Evangelho de Mateus 19,13-15, destacando a importância de buscar Jesus, de ir ao seu encontro e rezar sempre. À noite, houve celebração da Palavra com Eucaristia e missa nas comunidades em ação de graças pelas visitas realizadas e confraternização oferecida pelas comunidades.
No Domingo (15), pela manhã, todas as comunidades com as imagens de seus santos padroeiros saíram em procissão ou carreata para a igreja matriz de Nossa Senhora Aparecida, onde foi realizada a missa de encerramento das missões. A celebração eucarística foi presidida pelo padre Lucas Crispim e concelebrada pelos padres Valdair e Francisco. No início da celebração, as comunidades foram acolhidas trazendo o seu santo padroeiro e depositando-o ao lado do presbitério.
No final da celebração, houve agradecimentos e o anúncio oficial das próximas Missões Vocacionais que acontecerão em janeiro de 2024 na paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Após a missa, seminaristas, padres e toda a comunidade paroquial se encontraram na quadra esportiva municipal para o almoço, momento de confraternização, alegria, e comunhão para comemorar a realização das missões.
No coração dos seminaristas e padres missionários ficaram a alegria e a gratidão pela experiência missionária. Os participantes das missões, destacaram sua opinião sobre as Missões Vocacionais.
“Minha experiência das Missões em Marmelópolis superaram as expectativas. Estive em contato com um povo acolhedor e bastante batalhador. Durante os dias de missão, o clima não foi muito favorável, no entanto não nos impediu de levar a Boa Nova. No decorrer dos dias, fui percebendo o quanto as pessoas daquela cidade necessitavam de alguém para desabafar e rezar por elas. Muitos sentem falta da presença da Igreja Católica na pessoa de um representante físico em seus lares. Todavia, percebi a força da fé daquele povo que nunca desiste de louvar a Deus, mesmo em seus desafios e provações. Foi uma experiência enriquecedora que me deixou mais atento para perceber como um pastor deve agir verdadeiramente com cuidado e carinho com o povo de Deus", disse o seminarista Murilo (Etapa Discipular).
“A missão vocacional em Marmelópolis foi um tempo favorável da graça de Deus sobre o seminário e sobre a paróquia da cidade. Foi um período único de crescimento formativo, amadurecimento na fé, evangelização e desenvolvimento humano, no qual pudemos tecer laços de amizade com o povo de Deus e viver a sua realidade. Certamente, foi um momento no qual vivemos intensamente o período sinodal que nossa Igreja Particular de Pouso Alegre celebra, pois vivemos na prática a comunhão com a paróquia, a participação junto ao povo de Deus e unimos nossas forças e dons em prol da missão. As missões em Marmelópolis ficarão guardadas para sempre em nossos corações", afirmou o seminarista Lucas Ailton (Etapa Discipular).
“A experiência missionária em Marmelópolis foi excelente! Destaco o contato com o povo daquela cidade, de modo singular as famílias que nos acolheram em suas casas no decorrer das visitas. Em suma, foi tudo muito bom!", destacou o seminarista Marcos Dalarme (Etapa Discipular).
“Para mim as missões foram um tempo de crescimento na caminhada vocacional e de configuração a imagem do Cristo, o Bom Pastor, e poder dar o meu sim a cada dia para Deus. Como dizia o Papa Bento XVI, o seminarista é aquele que foi convidado a deixar tudo para seguir mais de perto a Cristo. Nós, seminaristas, somos chamado a renunciar a outras opções de vida e a escolher o caminho de proximidade e intimidade com Ele. Nas missões, pude ter ainda mais essa proximidade com Jesus Cristo. Com a proteção de Nossa Senhora, foram realizadas as missões com muitas bênçãos, assim como Maria acompanhou Cristo, me acompanhou, com um cuidado de Mãe que se preocupa com seu Filho e diz: 'Ide mais adiante, você consegue, eu estou contigo'", explicou o seminarista Maikon (Etapa Discipular).
“Em Marmelópolis, realizei minha experiência missionária na comunidade Nossa Senhora do Rosário, pertencente ao Bairro Quatis, o segundo mais distante da cidade. Dias intensos de chuva marcaram o período em que estive no local, a qual não atrapalhou a participação do povo nas celebrações e reuniões comunitárias, que aconteciam sempre à noite. Pude, ao longo de 37 visitas realizadas, vislumbrar as belezas deste enorme vale cravado entre as montanhas da Mantiqueira, bem como experimentar o afeto de um povo piedoso, simples e muito acolhedor. Alegria imensa em participar da retomada da Missão Vocacional, depois de dois anos de sua interrupção, em virtude da pandemia. Tenho certeza que essa experiência muito agregou à formação de todos nós seminaristas", disse o seminarista Leonardo Henrique (Etapa Configurativa).
“Nos dias de missão, estive na comunidade Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Sertão. Na casa mais longe que fui, andei cerca de 40 minutos, em uma estrada repleta de barro. Nada pareceu ser desafiante, não apenas para mim, assim como para as três companhias que tive, sobretudo dona Helena, uma senhora de 74 anos que não mediu esforços em me acompanhar nos dias de visitas. Juntos, nós visitamos 47 casas, 2 comércios e uma lavoura. Em todas as nossas atividades na comunidade, muito aprendi com a simplicidade do povo, das visitas que fiz. Uma frase me marcou. Disse um senhor: 'em nossa vida, podemos ter tudo, mas se não tivermos Deus não temos nada'. Isso resume tudo aquilo que também fizemos nas missões, uma vez que, quando realizamos nossas ações, por Cristo, com Cristo e em Cristo, aí sim elas vão ter sentido, realizando frutos para a Igreja", comentou o seminarista Márcio Júnior (Etapa Configurativa).
“A minha experiência missionária na cidade de Marmelópolis (MG) foi algo muito gratificante para mim. Foi a primeira missão que eu participei, e onde vivenciei muitas experiências. Eu aprendi muito com o povo de Deus. Na simplicidade de cada pessoa que visitei e que conversei, eu via e sentia as maravilhas de Deus em cada família. Não tem coisa mais especial do que estar presente na vida do povo, levando a Boa Nova de Cristo a essas pessoas da comunidade Santo Antônio, para onde eu fui designado realizar a missão. Sempre estará no meu coração a comunidade Santo Antônio, pois a primeira missão sempre fica marcada na vida de um seminarista. Não tem preço ser instrumento de Deus e propagar o Evangelho pelos confins do mundo”, explicou o seminarista Gustavo Silva (Etapa Discipular).
Veja as fotos das Missões Vocacionais em Marmelópolis.
Texto: seminaristas João Luiz Soares (Etapa Discipular) e Natanael José Barbosa (Etapa Configurativa)
Imagens: seminaristas participantes das Missões Vocacionais / seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior
Como participar liturgicamente melhor da Missa?
Padre Flávio Sobreiro apresenta orientações para participar liturgicamente melhor da Santa Missa e crescer na fé.
Para que a nossa participação na Santa Missa seja consciente, ativa e frutuosa, é necessário conhecermos bem o que celebramos. Contudo, muitos católicos não receberam uma formação adequada acerca da liturgia da Santa Missa e seguem aquilo que lhes foi ensinado sem questionamento algum.
A Igreja quer manter sempre a sua unidade. Não são várias Igrejas Católicas, mas uma única Igreja. Por isso mesmo, é necessário que haja uma unidade na liturgia. Aqueles que presidem as celebrações são os primeiros que devem vivenciar aquilo que celebram em plena unidade com a Igreja em todo o mundo. Por isso mesmo, todo presbítero deve ser o primeiro a aceitar e praticar as normas litúrgicas que regulam a liturgia. Triste é observarmos que em muitos casos o rito da celebração foi totalmente desfigurado por acréscimos que visam apenas inflar o ego de quem preside. Lembramos com carinho a frase de Adélia Prado: “A missa é como um poema, não suporta enfeite nenhum”.
Criou-se em muitos lugares o costume da assembleia rezar com o sacerdote as orações que são próprias de quem preside a Santa Missa. Algumas orações são próprias de quem preside. A assembleia tem a sua participação em momentos próprios:
“Para fomentar a participação ativa, promovam-se as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as ações, gestos e atitudes corporais. Não deve deixar de observar-se, a seu tempo, um silêncio sagrado” (Sacrosanctum concilium, 30).
“Sem dúvida, o povo participa sempre ativamente e nunca de forma puramente passiva: ‘se associa ao sacerdote na fé e com o silêncio, também com as intervenções indicadas no curso da Oração Eucarística, que são: as respostas no diálogo do Prefácio, o Santo, a aclamação depois da consagração e a aclamação 'Amém' depois da doxologia final, assim como outras aclamações aprovadas pela Conferência de Bispos e confirmadas pela Santa Sé (Redemptionis Sacramentum, 54).
Quando falamos em seguir as normas litúrgicas previstas, não estamos falando de coisas sem importância. Falamos de unidade eclesial. A liturgia não é nossa. Ela é um tesouro da Igreja. Celebrar segundo as prescrições significa também criar comunhão com o Corpo Místico de Cristo.
Ninguém tem autoridade para modificar ou variar os textos litúrgicos. Muitos transformam as celebrações litúrgicas em verdadeiros espetáculos de mal gosto. Desfiguraram tanto o rosto da Santa Missa que se chega a confundi-la, muitas vezes, com um culto neopentecostal.
“Contudo, o sacerdote deve estar lembrado de que ele é servidor da sagrada Liturgia e de que não lhe é permitido por própria conta acrescentar, tirar ou mesmo mudar qualquer coisa na celebração da Missa” (Instrução Geral do Missal Romano, 24).
“Cesse a prática reprovável de que sacerdotes, ou diáconos, ou mesmo os fiéis leigos, modificam e variam, a seu próprio arbítrio, aqui ou ali, os textos da sagrada Liturgia que eles pronunciam. Quando fazem isto, trazem instabilidade à celebração da sagrada Liturgia e não raramente adulteram o sentido autêntico da Liturgia” (Redemptionis Sacramentum, 59).











