Membros do clero arquidiocesano se reúnem para primeira reunião anual

Ontem (16), aconteceu a primeira reunião de 2023 dos membros do clero arquidiocesano, no Seminário Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG). A reunião, organizada pela Secretaria Arquidiocesana de Pastoral e seu coordenador, padre Edson Aparecido da Silva, tratou de assuntos pastorais. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, esteve presente e incentivou os participantes a se empenharem nas ações pastorais.

 

A reunião também contou com a participação de seminaristas da arquidiocese, com destaque para os seminaristas em Ano Pastoral. Religiosos atuantes em paróquias da arquidiocese também participaram do evento. Cristãos leigos que colaboram em ações pastorais arquidiocesanas participaram da reunião.

Na parte da manhã, os responsáveis pela Pastoral Familiar, Laércio Batista Guedes, Francini Sales Silva e cônego Mauro Morais, apresentaram proposta de formação para catequistas do sacramento do Matrimônio e metodologia de preparação de casais para a vida matrimonial. Além disso, Maria Helena Barbosa Rosa e padre Marcos Vinícius da Silva, da Pastoral do Batismo, expuseram as ações dessa pastoral e orientações para a preparação e celebração do sacramento do Batismo. Na ocasião, a primeira parte do Diretório Pastoral Litúrgico-sacramental foi explicada para os membros do clero.

No período da tarde, a reunião tratou de encaminhamentos pastorais. Padre Mauro Ricardo de Freitas, secretário executivo do 1º Sínodo, apresentou ações que estão sendo realizadas sobre o processo de sinodalidade na arquidiocese. Amauri Ludovico falou sobre ações de proteção integral à pessoa idosa. Padre Felipe Mateus da Silva e professores do Instituto Federal do Sul de Minas (IFSULDEMINAS) expuseram sobre o projeto CAPACITA SUL DE MINAS, em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2023, para formação inicial e continuada a ser realizada nas paróquias da arquidiocese em parceria com essa instituição superior de ensino. Padre Rafael Gouvêa Domingues destacou ações que estão sendo realizadas na Pastoral do Dízimo. Padre Fabiano José Pereira e padre Samuel de Faria Gâmbaro apresentaram os novos seminaristas da arquidiocese, acolhidos em 2023 para a Etapa Propedêutica, e as ações que serão realizadas pela Pastoral Vocacional para vivenciar o 3º Ano Vocacional do Brasil, iniciado em 20 de novembro de 2022 e a ser encerrado em 26 de novembro deste ano. Ações relacionadas à Casa do Clero e ao setor administrativo da Cúria foram descritas pelo padre Elton Cândido Ribeiro, ecônomo arquidiocesano. Padre Luciano Aparecido Pereira explicou as ações da Pastoral Bíblico-catequética e projeto para reforma do Centro Pastoral, no Seminário Arquidiocesano.

Ao final da reunião, dom José Luiz Majella Delgado compartilhou ações pastorais e do governo episcopal realizadas nos últimos meses. Em sua fala, dom Majella incentivou padres, diáconos, seminaristas e cristãos leigos a se empenharem nas ações pastorais da arquidiocese para que estejam dispostos a criar uma nova cultura pastoral diante das exigências e desafios pastorais e as orientações da Igreja.

 

Veja as fotos do evento.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagem: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Junior


Da oração conjugal à oração familiar - Parte 1

Padre Henri Cafarrel, fundador do Movimento das Equipes de Nossa Senhora, em seu livro “Espiritualidade Conjugal – uma palavra suspeita” reflete sobre a oração conjugal, que deve evoluir para a oração familiar. Neste artigo, refletiremos sobre o tema que ele trabalhou com tanta sabedoria e profundidade.

 

O casal dispõe de um tempo privilegiado diariamente: a oração conjugal. Contudo, para que esse tempo não seja submerso pelas muitas demandas domésticas e pessoais, o casal precisa se organizar dentro da rotina diária. Talvez não consigam fazer a oração conjugal todos os dias no mesmo horário. Muitas vezes, será necessário adaptar o momento de oração com as realidades conjugais e domésticas. Contudo, a oração conjugal deve ser diária, e, se necessário, adaptada a rotina do casal. A fidelidade para esse momento é fundamental. Se o casal teve uma sólida formação cristã no tempo do namoro, será mais fácil inserir na vida conjugal esse momento diário de oração. Mesmo para aqueles casais cuja formação cristã enquanto eram solteiros não foi suficientemente profunda, poderão, com esforço e disciplina, incorporá-la a seu novo estado de vida.

Para compreendermos o valor da oração conjugal, é necessário, antes, entender o valor do matrimônio cristão. O matrimônio não é apenas o dom recíproco do homem e da mulher, mas é o dom da consagração do casal a Jesus Cristo. O Senhor está presente na vida do casal que se ofereceu a Ele. Na vida matrimonial, há uma aliança entre Cristo e o casal. Não é unicamente na oração conjugal que o casal louva o Pai. A oração conjugal constitui-se um “tempo forte” na qual os cônjuges louvam a Deus.

Quando Jesus une sacramentalmente o casal, ele deseja estabelecer na vida conjugal um “santuário”, uma Igreja Doméstica, sendo o lar cristão. Para que a oração conjugal gere frutos na vida do casal, é necessário, em primeiro lugar, que os cônjuges estejam unidos espiritualmente. Todas as divergências que possam estar enraizadas na alma de cada um deverá se dissipar para que a paz seja restabelecida. Perdoar-se mutuamente é essencial para que o momento da oração conjugal seja uma ação interior de unidade do casal com Deus e não apenas um rito formal para cumprir uma obrigação diária.

Uma segunda disposição é a renovação da fé na presença de Cristo na vida do casal. Foi Cristo que os uniu e o Senhor se faz presente junto deles na vida matrimonial. Unidos a Cristo, o casal é chamado a escutar o Senhor. Isso significa que toda oração conjugal deve iniciar-se coma leitura das Sagradas Escrituras, acompanhada de um tempo de silêncio e meditação. Após ouvir o Senhor, o casal é chamado a falar com Ele, exprimindo suas necessidades, súplicas e louvores. Nada impede que o casal use orações litúrgicas da Igreja. Contudo, elas não devem impedir que os cônjuges expressem abertamente ao Senhor os anseios e louvores de sua vida conjugal.

Embora a metodologia da oração conjugal seja extremamente simples, muitos casais encontram dificuldades em realizá-la juntos ou, com o passar do tempo, até mesmo a abandonam. Outros casais alegam que haja bloqueios em se expressar espiritualmente diante de seu cônjuge. Outros ainda apontam a formação espiritual como dificuldade de conciliação no momento de orarem juntos. A chave para essas questões será sempre a fidelidade a esse tempo forte na vida a dois. Com o tempo e a prática, o casal irá descobrir que a comunhão de vida que agora ambos vivenciam diariamente será o caminho para a quebra da timidez e a unidade das diferentes formações espirituais que receberam ao longo da vida.

A oração conjugal, tempo forte de intimidade do casal com o Senhor, é um prolongamento do Sacramento do Matrimônio, auxiliando a manter sempre viva a chama da graça da união. A medida que o casal avançar no exercício da oração conjugal, o casal irá colher os frutos desses tempos fortes em sua vida conjugal e familiar.

 

 


#Reflexão: 7º domingo do Tempo Comum (19 de fevereiro)

A Igreja celebra o 7º domingo do Tempo Comum neste domingo (19). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Lv 19,1-2.17-18

Salmo: 102(103),1-2.3-4.8.10.12-13 (R. 1a.8b)
2ª Leitura: 1Cor 3,16-23
Evangelho: Mt 5,38-48

Acesse aqui as leituras.

SANTIDADE CONSTRUÍDA NO AMOR

Os ensinamentos de Jesus deste domingo têm como ponto de partida as Bem-aventuranças. Jesus convida os discípulos e o povo a entrarem em uma lógica diferente e “revolucionária”, um modo de vida que nos aproxima, verdadeiramente, da nossa vocação humana: somos todos filhos e filhas de Deus! Como as Bem-aventuranças, as palavras de Jesus não são fáceis, mas este é o caminho para todos aqueles que querem ser discípulos de Jesus: viver o que Ele mesmo praticou.

No livro de Levítico (1ª leitura), temos a base de nossa realidade como pessoas de fé: a medida de nossa santidade é nosso Deus e Pai. Esta é a nossa realidade original, pois fomos criados a imagem e semelhança de Deus e por isso, devemos conformar nossa vida tendo a santidade de Deus como modelo. O ódio é aquilo de mais animal que temos em nossa natureza. Deixar-se arrastar pelo ódio e seus derivados (vingança, violência...) é sufocar a nossa condição de filhos e filhas de Deus. Já o autor deste livro afirma que as nossas energias, devemos gastar para vivermos o amor.  A medida que as pessoas do AT conheciam para valorizar o amor, era a própria vida, por isso que o autor sagrado convida a todos a viverem intensamente o amor, do mesmo modo que alguém ama a sua própria vida. Para nós cristãos, a medida do amor é aquela que Jesus teve por toda a humanidade.

Na carta aos Coríntios (2ª leitura), Paulo lembra que somos mais do que criaturas neste mundo: somos Templos de Deus. Em nós habita nosso Deus e, por isso somos filhos e filhas de Deus. O ódio somente obscurece a presença de Deus em nós e pode até destruir este templo de Deus. Por isso, devemos viver uma sabedoria diferente daquele que vive o mundo: não mais baseada no ódio e na vingança, mas em Jesus Cristo. Com Ele aprendemos o sentido de nossa vida na medida em que vivemos o seu maior ensinamento que é o amor, sendo assim, Jesus e ninguém mais deve ser o modelo de nossa vida e de nossas atitudes.

Com Jesus, aprendemos que nosso Deus é plena bondade e amor. Tudo foi feito por amor e salvo por amor. Quem experimenta essa realidade ensinada por Cristo, consegue perceber o caminho proposto por Ele no Evangelho deste domingo. Não é um caminho fácil, mas é o caminho que nos aproxima de Deus e nos dá o verdadeiro sentido de nossa existência neste mundo.

Jesus, neste domingo, cita mais dois Mandamentos para ilustrarem o seu novo ensinamento que tem como base o amor de Deus. A reciprocidade de atitudes era considerada uma necessidade e o único modo de combater o mal entre as pessoas. Quando alguém sofria algo de ruim através de outra pessoa, esse poderia requerer (como compensação) o mesmo tanto, era “olho por olho, e dente por dente”. Jesus pensa diferente, vai além e diz: “eu, porém vos digo”, isto para definir que o seu ensinamento é muito mais profundo e amplo. Ele não cancela nenhum ensinamento antigo e nem mesmo qualquer Mandamento, mas ensina que devemos ir além.

Na 1ª leitura afirma que não se deve “resistir ao mal” (isto é, revidar, fazer a mesma coisa), mas combater o mal com o bem. O discípulo de Jesus é chamado a testemunhar e viver sempre o amor conforme o Mestre: se alguém sofre uma violência, não deve fazer a mesma coisa, mas “mostrar a outra face”, procurar ajudar a pessoa que está mergulhada no ódio a descobrir o caminho do bem; se alguém exige algo, demonstre que seus valores vão além das coisas materiais. O manto usado por Jesus era o mínimo que uma pessoa tinha para enfrentar as noites frias de inverno, a túnica, era a “roupa do corpo”, Nosso Senhor ensina que nem mesmo esse mínimo, seus discípulos deveriam estar apegados. Se alguém ainda exigir caminhar “mil passos”, vá além e amplie sua caminhada com tal pessoa.

Não é o caso de se adequar ao nível da pessoa ou simplesmente concordar com alguém que se apresenta como adversário, mas sim, não pagar com a mesma moeda e muito menos demonstrar apego às coisas materiais. Em todas as situações, o discípulo é chamado a praticar o Mandamento Novo do Amor. As pessoas comuns brigam por opiniões, roupas, por medidas e por dinheiro, o nosso tesouro maior vai além destas realidades pequenas e quase insignificantes da nossa vida.

Jesus ainda insistindo sobre o tema do ódio e do amor, apresenta outra passagem das Escrituras. O ensinamento do AT era concentrado sobre o “amor ao próximo”, mas as pessoas entendiam que “próximo” era aquele que fazia parte da mesma fé e seguia os mesmos costumes religiosos, assim todo “não judeu” recebia os piores sentimentos por parte dos religiosos naquela época. Jesus vai além e amplia o conceito de amor e de próximo: são todas as pessoas que estão ao lado independentemente de sua fé ou país.

Para Jesus, o amor é aquilo que experimentamos de mais belo e profundo da parte de Deus. Ele nos ama através de sinais evidentes como o sol e a chuva, que são dados a todos: em Deus não há distinção entre seus filhos, Ele abençoa a todos com os elementos fundamentais para nossa existência. Deus faz surgir o sol e cair a chuva quando somos bons e também quando não o somos: Deus não muda seu modo de ser em base da nossa vida, Ele ama a todos sempre e da mesma forma. Doar o melhor que tem de si para o próximo, essa é a nova lógica de Jesus que se inspira em Deus Pai que nos dá tudo de bom sem pedir algo em troca. Entre nós sim, existem divisões e diferenças, ódio e vingança, amigos e inimigos.

A revolução no modo de vida de Jesus, que Ele ensina aos discípulos não está em continuar esta lógica do mundo que sempre criou mais violência, ódio e morte, em relação àqueles que se colocam como nossos inimigos, Jesus convida a fazer como Deus age com todos: abençoando com seu amor, amar os inimigos e rezar pelos que nos perseguem, não é uma fraqueza ou ignorância diante do mal, mas é a forma de romper com o mal que destrói a nossa vida e os nossos relacionamentos uns com os outros. O ódio é alimentado com a violência entre as pessoas que geram mais violência e ódio, isso tudo está ligado a nossa natureza e para muitos é o único caminho que se deve percorrer. Mas, Jesus insiste que somos filhos e filhas de Deus que é amor pleno por todos. Por isso, o amor não deve ser vivido com moderação, como algo que se troca somente com quem se recebe amor, mas indiscriminadamente com todos que fazem parte de nossas vidas.

Não são palavras fáceis e nem simples de se colocar em prática, mas quem de fato, já experimentou o profundo amor de Deus, sabe que o melhor caminho para todos é fazer a mesma coisa que Jesus fez e faz por todos nós: Ele nos ama e nos perdoa sempre! De fato, se tentarmos colocar em prática o que Jesus nos ensina, somente com a nossa “medida de amor” e a nossa capacidade de amar, conseguiremos   pouco, porém, na medida em que experimentamos o amor Deus se torna mais fácil compartilhar com os outros os mesmos sentimentos e a mesma realidade.

No fundo, a nossa dificuldade de praticar o amor e o perdão para o próximo está diretamente ligado a nossa experiência do próprio amor e do perdão de Deus. Quem se sente amado e perdoado por Deus, terá mais condições de seguir este caminho revolucionário, ensinado por Jesus. Por fim, Jesus ensina que o caminho da perfeição para todos está em conformar nossos sentimentos e a nossa vida a Deus. Nosso Senhor não nos pede para sermos perfeitos na mesma medida (iguais) a Deus, mas nos inspirarmos em Deus como modelo de vida (Sede perfeitos “como” Deus é perfeito). A nossa meta de vida e de sentimentos deve ser como a de Nosso Deus e Pai e não segundo nossa realidade humana (e até animal). O caminho da perfeição, no fundo, é nos aproximarmos da nossa vocação original e mais nobre, que é sermos filhos e filhas cujo Pai é Amor eterno e perfeito.

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Padres tomam posse canônica como párocos

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, arcebispo metropolitano, deu posse canônica, na manhã de ontem (9), para novos párocos. Os padres empossados começaram suas novas atividades paroquiais no início deste mês. O ato canônico aconteceu com Celebração da Palavra, na capela do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG).

 

A posse canônica dos novos párocos aconteceu na capela do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG), às 9h30, ontem (9). O ato foi acompanhado de Celebração da Palavra, assessorada pelo padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado. A cerimônia foi presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, e acompanhada por padres, seminaristas e representantes das paróquias que recebem novos párocos em 2023.

No dia 19 de dezembro de 2022, dom Majella anunciou as transferências e nomeações para membros do clero arquidiocesano e seminaristas. A pedido do arcebispo, os padres, diácono e seminaristas transferidos e nomeados iniciaram suas novas atividades entre os dias 1º e 7 de fevereiro.

Leia mais sobre as transferências e nomeações para 2023.

Tomaram posse canônica como párocos: cônego Mauro Morais (Paróquia São Sebastião, em Andradas), padre Márcio Mota de Oliveira (Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas), padre Benedito Luciano da Rosa (Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas), padre Antônio Cássio Vaz (Paróquia Bom Jesus, em Albertina), cônego Simão Cirineo Ferreira (Paróquia São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima, em Ouro Fino), padre Marcos Eduardo Caliari (Paróquia São Sebastião, em Carvalhópolis), padre Marcos Roberto da Silva (Paróquia Divino Espírito Santo, em Espírito Santo do Dourado), padre Robson Aparecido da Silva (Paróquia São Cristóvão e São Benedito, em Extrema), padre Paulo Giovanni Pereira (Paróquia Santa Cruz, em Munhoz), padre Ronne Peterson de Faria Oliveira (Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí), cônego Vonilton Augusto Ferreira (Paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre) e padre João Batista Neto (Paróquia São José, em Congonhal). Em breve, o arcebispo visitará as paróquias com novos párocos e presidirá o ato litúrgico de posse.

Novos párocos fazem profissão de fé e juramento de fidelidade.

Os padres Daniel Santini Rodrigues (Paróquia São José Operário, em Itajubá), Vilson Moreira do Couto (Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Gonçalves), cônego Wilson Mário de Morais (Paróquia Bom Jesus, em Pouso Alegre) e Benedito Ferreira da Costa (Paróquia São Sebastião, em Pouso Alegre) receberam sua posse canônica na própria paróquia. Padre Heraldo José dos Reis, reitor do Seminário Arquidiocesano, foi designado como administrador da paróquia São José, em Pouso Alegre, com sede no distrito do Pântano.

Outros padres, que serão vigários paroquiais ou colaboradores, diácono e seminaristas foram designados para novas paróquias a partir deste mês. São eles: padre Lucas Silva Crispim (Paróquia São Sebastião, em Andradas), padre Anderson Ribeiro dos Santos (Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas), padre Arquimedes Carvalho de Andrade (Paróquia São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima, em Ouro Fino), padre Marco Antônio dos Santos (Paróquia São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima, em Ouro Fino), padre Adilson Antônio Fermino (Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga), diácono Cristian Diego Rosa (Paróquia Bom Jesus, em Bueno Brandão), padre Fabiano Cézar da Silva (Paróquia São José Operário, em Itajubá), seminarista Dioni Acácio da Silva (Paróquia Sant'Ana, em Sapucaí Mirim), seminarista Silvio Massaro Taveira (Paróquia São Francisco de Paula, em Poço Fundo), padre Felipe Mateus da Silva (Paróquia Imaculada Conceição, em Camanducaia), padre Julio César dos Santos Júnior (Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí), padre Narcizo Pires Franco (Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Estiva), seminarista Tainan Francisco de Paula (Paróquia São Sebastião e São Roque, em Bom Repouso), padre Leonardo Almeida Pereira (Paróquia Bom Jesus, em Pouso Alegre), padre Vanildo de Paiva (Paróquia Bom Jesus, em Pouso Alegre), padre Mário Luiz Pereira Navarro (Paróquia Santo Antônio, em Pouso Alegre), padre Thiago de Oliveira Raymundo (Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre), padre José Luiz Faria Júnior (Paróquia São João Batista, em Pouso Alegre), seminarista Valter Virgíneo Pereira (Paróquia São Cristóvão, em Pouso Alegre) e padre Samuel de Faria Gâmbaro (Paróquia São José, em Pouso Alegre, no distrito Pântano). Esses padres, diácono e seminaristas iniciaram suas atividades no início deste mês. Eles foram acolhidos nessas paróquias com a celebração de missa e a leitura da provisão de suas novas atividades.

Além dessas funções, os padres Samuel de Faria Gâmbaro e Fabiano José Pereira iniciaram novas atividades ligadas à formação dos futuros presbíteros da arquidiocese, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 6 de fevereiro.

Leia mais sobre os novos formadores do Seminário Arquidiocesano.

Durante a cerimônia de posse dos novos párocos, o arcebispo saudou a todos e agradeceu a presença, especialmente dos fiéis que representaram as paróquias que recebem novos padres em 2023. Na celebração, dom Majella refletiu sobre a missão eclesial do pároco. A provisão dos novos párocos foi lida e eles fizeram a profissão de fé, o juramento de fidelidade e a renovação das promessas sacerdotais. Fiéis rezaram as preces pelos clérigos e seminaristas que assumem novas atividades na arquidiocese. O arcebispo e os presentes rezaram o Pai-Nosso e a Salve Rainha. Ao final, o arcebispo apresentou orientações sobre a acolhida dos novos padres, diácono e seminaristas nas paróquias e abençoou os presentes. A ata do evento canônico foi lida e os novos párocos assinaram os documentos.

 

Veja mais fotos do evento. 

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: seminarista Rafael Lobo

 

A imagem destacada da notícia traz os padres que tomaram posse como párocos e o arcebispo.

 


Seminário arquidiocesano tem novos formadores

Na última segunda (6), novos formadores iniciaram suas atividades no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG). Os padres Samuel de Faria Gâmbaro e Fabiano José Pereira foram designados por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, para trabalharem na formação dos futuros presbíteros da arquidiocese. A apresentação dos novos formadores aconteceu com missa e a participação do arcebispo, membros do clero, seminaristas e fiéis.

 

O padre Samuel de Faria Gâmbaro assumiu suas atividades como novo formador da Etapa Propedêutica. Padre Fabiano José Pereira iniciou suas atividades como novo formador da Etapa Discipular e coordenador da Pastoral Vocacional. As etapas formativas fazem parte do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. Até o final de 2022, padre Lucas Silva Crispim era o formador da Etapa Propedêutica e coordenador da Pastoral Vocacional. Padre Lucas foi designado para ser vigário da Paróquia São Sebastião, em Andradas (MG).

Da esquerda para a direita, padre Samuel Gâmbaro e Fabiano José.

A acolhida dos novos padres aconteceu com celebração eucarística, presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre. Cônego Wilson Mário de Moraes, vigário geral; padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler; padre Heraldo José dos Reis, reitor do seminário; padre Francisco José da Silva, vice-reitor e formador da Etapa Configurativa; membros do clero arquidiocesano; seminaristas e fiéis participaram da missa.

Fiéis da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, de Caldas (MG), e da Paróquia Santa Rita de Cássia, de Santa Rita de Caldas (MG), estiveram presentes. Os padres Samuel Gâmbaro e Fabiano José exerceram seu ministério presbiteral nessas paróquias até o mês passado.

Durante a missa, foram lidos os decretos de nomeação de novos formadores pelo chanceler, padre Jésus Andrade Guimarães. Além disso, os padres nomeados fizeram sua profissão de Fé. Após a missa, os participantes do evento realizaram uma confraternização.

 

Veja as fotos do evento.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Rafael Lobo - Seminarista - Etapa Propedêutica

 

A imagem destacada da notícia traz, da esquerda para a direita, padre Fabiano José Pereira, padre Heraldo José dos Reis, dom José Luiz Majella Delgado, padre Francisco José da Silva e padre Samuel de Faria Gâmbaro.


#Reflexão: 6º domingo do Tempo Comum (12 de fevereiro)

A Igreja celebra o 6º domingo do Tempo Comum neste domingo (12). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Eclo 15,16-21

Salmo: 118(119),1-2.4-5.17-18.33-34 (R.1)
2ª Leitura: 1Cor 2,6-10
Evangelho: Mt 5,17-37 (mais breve: 5,20-22a.27-28.33-34a.37)

Acesse aqui as leituras.

JESUS É A PLENITUDE DA LEI

Em qualquer religião, um dos pontos discutidos com frequência é sobre a liberdade humana: Deus e a religião ajudam ou limitam a liberdade de uma pessoa? A primeira leitura e o Evangelho deste domingo nos ajudam a entender essa relação preciosa entre a fé e a nossa liberdade.

O autor do livro do Eclesiástico (1ª leitura), apresenta essa questão com um exemplo que entendemos muito bem: guardar os Mandamentos não “rouba” nada de alguém, pelo contrário, favorece a nossa proteção. Os Mandamentos de Deus não atrapalham a vida das pessoas, mas ajudam a bem escolher aquilo que realmente traz vida e sentido a nossa existência. Eles são um bem e não um mal para todos nós!

No entanto, tudo tende a se tornar verdadeiramente eficaz quando é assumido e aceito como parte de sua vida. O autor nos propõe dois elementos fundamentais da vida, como exemplo: o fogo e a água. Ambos usados de forma adequada favorecem a vida ou produzem a morte. Tudo está diante de cada pessoa e cabe a cada um escolher (“estender a mão”) e colocar em prática. Ninguém é obrigado, mas não tem como não deixar de escolher. Mas, não basta simplesmente optar, é necessário saber como usar e colocar em prática, pois certas escolhas podem produzir vida, e outras, a morte; algumas o bem e outras o mal. Nessa relação crucial para nossa vida, os Mandamentos sempre nos conduzirão e nos guiarão pela estrada do bem e da vida. Eles não são um bem em si, mas nos conduzem pelo caminho daquilo que é seguro e correto para a nossa vida!

No Evangelho de Mateus, neste domingo, temos quatro Mandamentos que Jesus quis explicar para ilustrar como Ele vê todos os Preceitos de Deus. Inicialmente, Jesus fundamenta os ensinamentos para levá-los à perfeição e não para cancelar o que todos conheciam. É visível que, após certo tempo de ensinamento de Jesus a seus discípulos e ao povo, muitos começaram a achar que Ele se situava entre dois extremos que até hoje são usados para falar de uma pessoa religiosa: alguns O viam como “libertino” (“Tudo é permitido”) e outros, como “radical” (“nada serve, e apresenta tudo novo”). Na realidade – explica Jesus –, Ele veio mostrar o verdadeiro sentido dos Mandamentos, das Leis e dos profetas. Tantos os liberais como os ortodoxos (observantes radicais das Leis) tinham perdido o verdadeiro, o fundamental, valor e sentido de tudo em que acreditavam.

Jesus critica não só os “relaxados” na fé, mas inclusive aqueles que consideravam “zelosos” observadores dos Mandamentos de Deus. Jesus chama de “justiça dos escribas e fariseus” o modo como ensinavam e viviam os preceitos principais da fé judaica: colocavam tudo, praticamente no mesmo patamar: tudo é importante! Porém, por outro lado, eles procuravam falhas nas Leis para continuarem realizando aquilo que não era da vontade de Deus. Eles observavam as Leis, mas cada um do seu jeito e isso Jesus condenava claramente, pois não praticavam o essencial dos Mandamentos. Pior: ensinavam os mais simples (Jesus chama de “pequenos”) a fazerem o mesmo. Eram “religiosos de fachada” para os quais a religião era usada até para justificar os erros e pecados das pessoas.

Para Jesus, o essencial de qualquer preceito e Mandamento deve brotar do coração da pessoa. Muito mais do que o ato final cometido, a religião de Jesus nasce no interior de cada um. É no coração do homem e da mulher que tudo já é determinado como certo ou errado. O verdadeiro sentido de cada Mandamento deve ser vivido e praticado a partir das escolhas e do uso da liberdade que nasce de dentro do ser fiel, não somente o ato concluído, mas também desde a origem como desejos e vontades devem estar em sintonia com os ensinamentos de Deus. E Jesus explica tudo isso a partir de alguns Mandamentos (neste domingo, nós temos quatro deles).

O Mandamento “não matarás!” parecia tão claro para todos, mas Jesus amplia e aprofunda a questão. Para os verdadeiros filhos e filhas de Deus, a forma correta de viver este preceito é evitar qualquer coisa ruim contrária ao próximo, desde os mais simples sentimentos, pensamentos e até palavras maldosas contra a outra pessoa. Para Jesus, pode-se matar alguém no coração e na mente. Para os seguidores do “Mandamento Novo” ensinado por Jesus, nada de ruim deve estar no coração dos seus seguidores, principalmente contra outra pessoa. Para Nosso Senhor, mesmo que alguém tenha realizado algo de muito ruim, nada pode desfigurar a sua situação de filho e filha de Deus que somos e, por isso, todos sempre seremos irmãos e irmãs uns dos outros. Enquanto caminhamos neste mundo, devemos sempre procurar o caminho da reconciliação e do perdão mútuo, pois um dia deveremos prestar contas de nossas escolhas e de nossos desejos bons ou ruins de nossas vidas.

Sobre o “adultério”, Jesus também afirma que tudo de errado pode acontecer na vida de uma pessoa casada, quando não controla os seus pensamentos e desejos. O problema não é “olhar para outra pessoa”, mas “olhar com cobiça”. Para Jesus, tal olhar já é um adultério, isto é, “estraga” a outra pessoa, “adultera” as relações entre as pessoas e as transforma em simples objetos. Cobiçar o outro como se fosse um mero objeto é transformar o compromisso do Matrimônio em algo sem valor. Para evitar corromper as relações entre as pessoas com um olhar de cobiça, Jesus convida à radicalidade: evitar a qualquer custo tudo que arraste a pessoa a destruir o próximo. Ser radical sempre contra aquilo que é pecado e que corrompe e destrói o valor que a outra pessoa possui de ser um filho e filha de Deus. Se alguém deseja aplicar a Jesus o título de “radical”, aqui temos um exemplo: Ele é profundamente radical a qualquer coisa que corrompa (que “adultera”) a pessoa em sua imagem fundamental de filhos e filhas de Deus, bem como a tudo que nos arrasta para o pecado.

Ainda no tema do Matrimônio, Jesus esclarece que Ele não é um liberal, mas reclama o sentido profundo da união entre o homem e a mulher. Naquele tempo, como atualmente, as pessoas não se empenhavam o suficiente para viver o Matrimônio como uma realidade fundamental para ambos. No dia em que se casam, o casal transforma-se em uma “só carne”; uma única pessoa nasce após o Matrimônio e, por isso, fazer mal a outra parte é como machucar a si próprio. Tirando as situações de uniões ilícitas, o Matrimônio será sempre uma união selada perante Deus, muito mais do que documentos e papéis. Novamente, Jesus esclarece que abandonar alguém que ainda perdura o vínculo matrimonial e se unir a outra pessoa configura um adultério, conforme Ele próprio afirmou anteriormente.

Por fim, a importância da seriedade com a nossa palavra. Jurar é emprestar algo ou alguém para reforçar e apoiar uma promessa ou algo que alguém afirma. Se a pessoa é séria e sua palavra é sempre sincera - segundo Jesus -, não há necessidade de apelar a nada, nem mesmo a Deus ou qualquer lugar importante. Uma pessoa que vive sinceramente a verdade e é sempre sincera tem palavra - como seus atos - que são, por si só, confiáveis e não necessitam jamais de qualquer juramento. Quem costuma jurar manifesta um sinal de que suas palavras não bastam para sustentar algo que almeja dizer.

Como o amor é um sentimento que nasce em nosso coração e deve ser colocado em prática, vimos que o ódio e o mal também têm suas origens dentro de cada um. Mesmo que a pessoa não consiga realizar, matar o próximo é desconsiderá-lo como pessoa (como coisa) que não tem valor. O mesmo se dá em relação a “mulher do próximo”: ver e desejar como objeto configuram não respeitar o próximo como pessoa.

Que o nosso “sim”, realmente, seja sempre uma afirmação sem qualquer mancha de dúvida, como também o nosso “não” seja sempre sincero e verdadeiro. Quando se procura uma vida em sintonia com os ensinamentos de Deus e acredita que Ele tudo sabe e conhece, a pessoa não terá muita dificuldade de viver sempre na verdade, pois a mentira é algo que arrasta a viver sempre se escondendo e negando os fatos. Tal sujeito pode passar a vida toda vivendo uma realidade que não é verdadeira. Além disso, jamais a esconderá de Deus. Ele não somente nos dá a sabedoria de que necessitamos (conforme a 2ª leitura) para bem realizar as coisas, mas também está pronto a nos ajudar a percorrer o caminho do bem e da verdade, princípios fundamentais para a nossa vida e existência neste mundo. A nós, cabe escolhermos o caminho do bem e vivermos, em nosso coração, o Mandamento do Amor, o qual é o próprio Senhor Jesus!

 

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Da profissão à vocação

Qual é a sua vocação? A Igreja Católica no Brasil está vivendo em 2023 o 3º Ano Vocacional, com o tema "Vocação: graça e missão". Padre Flávio Sobreiro fala sobre a vocação, como chamado de Deus, e sua ligação com o trabalho e a vida.

 

O chamado que Deus faz a cada pessoa é sempre um mistério. Ao longo da vida, o Senhor vai revelando qual a nossa missão. Deus chama. O ser humano dá uma resposta livre. Deus não cria uma situação em que a pessoa se sinta pressionada a segui-lo. Na liberdade que Deus nos concedeu, a resposta é sempre uma decisão pessoal e intransferível de cada pessoa.

Nas Sagradas Escrituras, encontramos inúmeros chamados ao longo da história da salvação. Em todo tempo e lugar, o chamado de Deus sempre permanece vivo e atual.

É interessante notarmos que este chamado se realiza nos mais diferentes âmbitos da vida. Nem todos recebem o mesmo chamado e a origem do chamado é sempre divina. Cada ser humano vai descobrindo qual é a sua vocação: médico, veterinário, engenheiro, escritor, professor, agricultor, cozinheiro, padre, psicólogo...

Cada pessoa realiza uma vocação específica no mundo. No chamado, todos somos convidados a direcionarmos nossa vocação para que ela seja sinal de vida e luz. Muito mais do que uma profissão, os mais diversos profissionais de todas as áreas são convidados a fazerem do seu trabalho uma vocação que seja promotora de uma sociedade justa e solidária, onde o amor de Deus seja também revelado pelos mais diversos serviços e funções.

Quando a profissão abraça o caráter vocacional de um chamado de Deus, ela transforma realidades de trevas em sinais de luzes, que devolvem a cada pessoa o direito a vida, a paz e a esperança.

No chamado que recebemos, o amor de Deus nos capacita a ser sinal de esperança, paz, justiça, caridade e amor.

 


Pastoral do Dízimo realiza encontro arquidiocesano de formação

Ontem (4), a Pastoral do Dízimo realizou encontro de formação em Pouso Alegre (MG), na paróquia São João Batista, com a participação de, aproximadamente, 70 agentes de pastoral das paróquias da arquidiocese. O evento, assessorado pelo padre Rafael Gouveia, foi o primeiro encontro presencial dessa pastoral, em âmbito arquidiocesano, após a pandemia.

 

O encontro foi organizado pela coordenação a Pastoral do Dízimo na arquidiocese, assessorada pelo padre Rafael Gouvêa e Rosa Helena, de Cachoeira de Minas (MG). Além deles, colaboraram outros agentes da Pastoral do Dízimo. Houve a participação de quase 70 pessoas, agentes da Pastoral do Dízimo de toda a arquidiocese. O evento aconteceu ontem (4), das 14h às 18h, na Paróquia São João Batista, em Pouso Alegre. O objetivo do encontro foi a formação pastoral, abordando diversos aspectos do dízimo (pastorais, administrativo-econômicos, espirituais, eclesiais e teológicos).

Houve exposição e estudo do Documento 106 da CNBB (“O Dízimo na Comunidade de Fé: orientações e propostas”). O assessor, padre Rafael, projetou de slides sobre o tema; motivou partilhas de experiências pastorais sobre o dízimo; esclareceu dúvidas dos participantes, respondendo a perguntas, e apresentou orientações gerais sobre o dízimo. Além disso, ele destacou os fundamentos bíblicos do dízimo e refletiu sobre o tema dízimo e fé cristã.

Padre Rafael, em sua exposição, explicou que o dízimo e a fé cristã se relacionam estreitamente na vida eclesial. Para ele, cada cristão católico é membro pertencente da Igreja, corresponsável por ela. O assessor também descreveu a importância do dízimo para a evangelização. Orientou que os agentes da Pastoral do Dízimo são convidados a motivar permanentemente os fiéis sobre a importância do dízimo, com paciência pastoral, criatividade, acompanhamento personalizado, mantendo uma boa comunicação entre a paróquia e o dizimista.

Ao final do encontro, cada grupo de participantes de uma paróquia recebeu os materiais produzidos pela coordenação arquidiocesana da Pastoral do Dízimo nos últimos dois anos. O material entregue poderá ser multiplicado, divulgado, estudado e compartilhado livremente nas paróquias e comunidades.

Logomarca da Pastoral do Dízimo, preparado pela coordenação arquidiocesana.

O conteúdo e a metodologia do encontro foram enriquecidos com a interação, a apresentação de testemunhos dos dizimistas, perguntas e indicações pastorais destacadas pelos participantes. A necessidade de formação e atualização dos agentes da Pastoral do Dízimo da arquidiocese motivou a realização do evento.

A coordenação arquidiocesana dessa pastoral espera continuar crescendo no trabalho realizado, sempre inserido na Comunidade de Fé. Um encontro dessa pastoral em âmbito arquidiocesano não acontecia há alguns, devido, principalmente, à pandemia da COVID-19. No ano passado, foi possível realizar apenas encontros nos nove Setores Pastorais da arquidiocese.

Com o desejo de concretizar uma pastoral de conjunto, foi ainda lançado oficialmente, no decorrer do encontro, o Projeto Catequético Infanto-Juvenil, para animar e orientar a abordagem de temas sobre dízimo na Catequese de crianças, adolescentes e jovens, pensando nos futuros dizimistas nas comunidades eclesiais. Espera-se com esse projeto tematizar o dízimo, com todos os seus aspectos e implicações na vida cristã, no processo educacional da fé cristã. Também os assessores arquidiocesanos da Pastoral do Dízimo almejam perseverar, desenvolver e conhecer ainda mais as múltiplas dimensões do dízimo na arquidiocese, superando reducionismos, e continuar com o processo ininterrupto de conscientização moral e espiritual sobre o dízimo para os católicos nas paróquias.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Marilza Donizete Rodrigues

 

Veja mais fotos do evento.


Irmão pavoniano é ordenado diácono por dom Majella

Hoje (4), dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), ordenou diácono o irmão Jâmison Iago Alves da Cruz, FMI. A ordenação diaconal aconteceu na igreja matriz da Paróquia São José Operário, em Pouso Alegre.

 

O neodiácono pertence à Congregação dos Filhos de Maria Imaculada, mais conhecida como "Pavonianos". Ele integra a comunidade religiosa dessa congregação que atua em Pouso Alegre, no Colégio São José e em atividades educacionais e sociais. Ontem (3), o irmão Jâmison professou seus votos perpétuos, em celebração eucarística na igreja onde foi ordenado diácono.

Ele nasceu na cidade do Crato, no sul do Ceará. É o filho mais velho de Francisco e Cicera. Com apenas 6 anos, mudou-se com a família para Itaquera, Zona Leste de São Paulo (SP). Ingressou no Seminário no ano de 2015, aos 18 anos. No Instituto Santo Tomás de Aquino (ISTA), em Belo Horizonte (MG), fez a licenciatura em Filosofia, de 2015 a 2017, e o bacharelado em Teologia, de 2019 a 2021. Seu Exame Compreensivo de Teologia (De Universa) foi realizado na Faculdade Católica de Pouso Alegre.

Em 2019, foi enviado a Comunidade Internacional do Noviciado em Vilavicencio, Colômbia, e, no ano seguinte, emitiu a sua Profissão Religiosa.
Como religioso, dedicou seu apostolado como educador, coordenador de pastorais, animador vocacional e administrador.

A Arquidiocese de Pouso Alegre parabeniza o novo diácono e a comunidade dos "Pavonianos". Agradecemos a essa comunidade religiosa pela colaboração na evangelização em nossa Igreja Particular.

 

Imagens: irmão Dino Girardeli, FMI
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo

 

Veja as fotos da ordenação diaconal do irmão Jâmison.


Solidariedade aos Yanomamis: CNBB emite nota e cardeal dá entrevista à rádio da Arquidiocese

Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota em defesa dos povos originários, motivada pela atual situação vivida pelo povo Yanomami. Sobre isso, o cardeal dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, arcebispo metropolitano de Manaus (AM), deu entrevista exclusiva ao jornalista Valmei Bueno, da Rádio Difusora HD, da Arquidiocese de Pouso Alegre.

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou, nessa terça-feira (31), nota intitulada “Em defesa dos povos originários”, motivada pela realidade vivida pelo povo Yanomami. Segundo o documento, essa situação é a “síntese da ofensiva contra os direitos dos povos indígenas agravada nos últimos anos”. A realidade, segundo a nota, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI) em seu relatório anual.

Segundo a nota da presidência da CNBB, “a realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro”.

Essa realidade, defende a Conferência, deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica.

“A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente”, reitera o documento.

Na nota, a CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. A CNBB pede ainda que “diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça”.

A CNBB reforça que a Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé.

“As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta”, afirmaram os bispos.

O cardeal dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, arcebispo metropolitano de Manaus (AM), deu entrevista exclusiva ao jornalista Valmei Bueno, da Rádio Difusora HD, da Arquidiocese de Pouso Alegre, sobre a situação vivida pelos Yanomamis. Ouça, a seguir, a entrevista.

Cardeal dom Leonardo Ulrich Steiner, OFM, arcebispo metropolitano de Manaus (AM).

 

Leia, abaixo, na íntegra, a nota da CNBB.

Em defesa dos povos originários

A ofensiva contra os direitos dos povos indígenas, agravada nos últimos anos, foi denunciada pelo Conselho Indigenista Missionário (CIMI), em seu relatório anual. A realidade vivida pelo povo Yanomami é, pois, síntese do que apresenta o relatório do CIMI. Os povos originários, integrados à natureza, têm sido desrespeitados de modo contumaz, a partir da ganância, da exploração predatória do meio ambiente, que propaga a morte em nome do dinheiro.

Essa realidade deve despertar santa indignação no coração de cada pessoa, especialmente dos cristãos, que não podem fazer da defesa da vida uma simples bandeira a ser erguida sob motivação ideológica. A vida tem que ser efetivamente defendida, não apenas em uma etapa específica, mas em todo o seu curso. E a defesa da vida humana é indissociável do cuidado com o meio ambiente.

A CNBB pede às autoridades um adequado tratamento dedicado ao povo Yanomami e a cada comunidade indígena presente no território brasileiro. Diante da gravidade do que se verifica no Norte do País, das mortes, principalmente de crianças e de idosos, sejam apontados os responsáveis, para que a justiça prevaleça. O genocídio dos Yanomamis seja capítulo nunca esquecido na história do Brasil, para que não se repita crime semelhante contra a vida de nossos irmãos.

A Igreja Católica no Brasil está unida ao povo Yanomami, solidariamente, com sua rede de comunidades de fé. As dores de cada indígena são também da Igreja, que, a partir de sua doutrina, do magistério do Papa Francisco, vem ensinando a importância dos povos originários na preservação do planeta.

O momento é de tristeza e desolação, mas a Igreja Católica continuará a trabalhar, intensificando sempre mais as suas ações, em união com muitos segmentos da sociedade e do poder público, para que prevaleça a esperança, confiante de que cada Yanomami será respeitado em sua dignidade de filho e filha de Deus.

Brasília-DF, 31 de janeiro de 2023

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo de Belo Horizonte (MG)
Presidente da CNBB

Dom Jaime Spengler
Arcebispo de Porto Alegre (RS)
Primeiro Vice-Presidente da CNBB

Dom Mário Antônio da Silva
Arcebispo de Cuiabá (MT)
Segundo Vice-Presidente da CNBB

Dom Joel Portella Amado
Bispo auxiliar da arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro (RJ)
Secretário-geral da CNBB

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo, Valmei Bueno e CNBB
Imagens: CNBB e REPAM