São João da Cruz

Nesta semana, no dia 14 de dezembro, a Igreja celebrou a memória de São João da Cruz. Conheçamos um pouco de sua história.

João de Yepes nasceu em Fontiveros (Ávila), na Espanha, em 1542. Filho de Gonzalo de Yepes e Catarina Álvarez e irmão de Francisco e Luís. Teve uma infância pobre e difícil, sendo que, enquanto criança, faleceram seu irmão Luís e seu pai. Teve uma juventude e formação humanística, cultural e artesanal inclinadas à vocação religiosa. Sempre muito dedicado ao serviço a Deus (como, por exemplo, sendo acólito na igreja de Madalena) e aos irmãos, ele se ocupava dos serviços de alfaiataria, pintura, entre outros encargos.

Aos 21 anos de idade, recebeu o hábito religioso dos carmelitas. Devido ao seu amor profundo e convicto por Maria, escolheu esta ordem. Sua primeira impressão sobre ela não foi positiva, pois seus membros vivam em um ambiente que passava pela crise do burguesismo, mas seu diálogo com Teresa viria a resolver esse impasse: começar o movimento de reforma dentro da ordem a fim de instaurar a vida contemplativa como ideal principal do Carmelo. Ao tornar-se sacerdote, adotou o nome de João da Cruz. O seu desejo era o de se aproximar dos sofrimentos da cruz de Cristo.

São João foi influenciado pela fidelidade à Igreja. Buscando vencer divisões internas, como as geradas por Lutero, mostrou-se sensível à revalorização da vida espiritual pela oração mental e teologia espiritual. Era um conhecedor, mas, principalmente, um amante das Sagradas Escrituras. Em seus escritos, a Bíblia é uma fonte constante, e sua vida e doutrina eram carregadas da Palavra de Deus.

“Os sofrimentos foram constantes em sua vida, mas ele abraçou tudo com alegria e prazer, desejando sofrer ainda mais. Queria sofrer como Cristo e unir seus sofrimentos aos do Mestre, em sacrifício pela própria conversão e também da Igreja. Antes de falecer, sofreu por uma terrível doença, mas sempre louvando e agradecendo a Deus por tudo, pois entendia o sofrimento como uma oportunidade para a própria santificação. Ele dizia: ‘Quem não busca a cruz de Cristo não busca a glória de Cristo’”.

 

Oração: Senhor Deus, pela intercessão de vosso servo São João da Cruz, dai-nos a graça de reformar tudo aquilo que houver de cômodo em nossos corações e de sofrer, com amor e alegria, cada uma das agonias e perseguições às quais formos submetidos, a a fim de podermos ser mais santos e fiéis a Vós, pelos merecimentos de Jesus Cristo, que convosco vive e reina em união com o Espírito Santo. Amém!

 

Referências:
SCIADINI, Frei Patrício. São João da Cruz: Obras Completas. 7.ed. Petrópolis: Vozes, 2002.
Basílica São Miguel Arcanjo. 7 coisas para aprender com São João da Cruz.

Imagem: Vatican Media e Ordine dei Carmelitani Scalzi

 


Espiritualidade do Tempo do Advento

O tempo litúrgico do Advento é próprio do ocidente. No fim do século IV, na Gália e na Espanha, encontramos um período preparatório para o Natal, com forte caráter ascético, chamado Adventus. O termo adventus, no vocabulário pagão, significa “acontecimento” ou aniversário de um determinado acontecimento. Normalmente este termo referia-se à ascensão do imperador ao trono. No vocabulário litúrgico, indicava o nascimento de Jesus e o seu aniversário, depois a preparação para tal acontecimento e, por fim, a expectativa da sua segunda vinda. A origem do Advento vai do século IV até a metade do século VI.

A liturgia do tempo do Advento convida os fiéis a viverem os comportamentos essenciais do cristão: a expectativa alegre e vigilante da chegada do Senhor, a esperança, a conversão e a pobreza. O papa emérito Bento XVI, em uma meditação sobre o Advento no ano de 2005, se expressou sobre este tempo litúrgico:

“No Advento, o povo cristão revive o duplo movimento do espírito: por um lado, eleva o olhar rumo à meta final de sua peregrinação na história, que é a vinda gloriosa do Senhor Jesus; por outro, recordando como emoção o seu nascimento em Belém, inclina-se diante do presépio”.

O Advento é marcado pela vigilância! “Vigiai”: nos ordena o Senhor! Estar atentos e vigilantes é requisito fundamente para bem viver este tempo profundo de espera do Senhor que vem. A atitude de vigilância é a postura de pessoas despertas, atentas a si mesmas, a Deus, e ao próximo. Enquanto estamos vigilantes, vamos reconhecendo a presença do Cristo em cada momento da vida.

Esta expectativa vigilante traz consigo um convite à alegria. Este tempo nos recorda a alegre esperança de que aquilo que esperamos certamente acontecerá. Deus é fiel em suas promessas. Aquele que veio uma primeira vez, na plenitude dos tempos, virá uma segunda vez, revestido de glória e majestade. Essa certeza deve despertar no coração dos cristãos uma alegria serena, que não é antecipada pela ansiedade, mas pela esperança da realização da promessa divina.

O Adento se reveste de esperança. É um tempo que nos educa para a vivência da esperança sem desanimar na caminhada cristã. Animados pela certeza da vinda do Senhor, somos chamados a caminhar com o coração confiante de que Cristo virá. Em uma sociedade que nos rouba a esperança de dias melhores e, por vezes, sufoca as pessoas de tristeza e desânimo, o Advento reacende na alma dos cristãos a esperança da vida, do amor e da paz.

A conversão também marca de modo particular a vida do cristão no tempo do Advento. É necessário estar vigilante e firme na esperança para fazer memória da vinda do Senhor e esperar confiante a sua volta no fim dos tempos. Isso exige um processo de conversão permanente. Em uma homilia proferida na capela da Casa Santa Marta, no dia 14 de março de 2017, o papa Francisco se expressou acerca da conversão:

“No caminho da vida, da vida cristã, se aprende todos os dias. Deve-se aprender todos os dias a fazer algo, a ser melhores do que o dia anterior. Aprender. Afastar-se do mal e aprender a fazer o bem: esta é a regra da conversão. Porque converter-se não é consultar uma fada que com a varinha de condão nos converte. Não! É um caminho. É um caminho de afastar-se e de aprender”.

Este tempo ainda é marcado pela pobreza. Quando nos referimos à pobreza, não estamos falando tanto no sentido econômico quanto sobre o pobre no sentido bíblico: aquele que confia em Deus e coloca seu apoio total Nele. Quem coloca sua esperança nos bens terrenos abandonou a Deus e vive preso naquilo que é passageiro. Somente Deus não passa. O abandono em Deus deve impregnar a vida cristã neste tempo. Nossa confiança deve estar enraizada em Deus.

O tempo litúrgico do Advento é um caminho pedagógico de crescimento espiritual no amor e confiança em Jesus Cristo. Vivendo intensamente as virtudes cristãs, iremos nos preparar adequadamente para celebrar o Natal do Senhor enquanto aguardamos confiantes sua segunda vinda gloriosa.

 


Monsenhor Jonas Abib, fundador da Canção Nova, falece aos 85 anos

Monsenhor Jonas Abib faleceu, ontem (12), às 22h14, em sua residência em Cachoeira Paulista (SP). Ele foi o fundador da Comunidade Canção Nova e presidente da Fundação João Paulo II, mantenedora do Sistema Canção Nova de Comunicação.

 

A informação foi dada pela Comunidade Canção Nova por meio de comunicado oficial, na noite de ontem (12). A causa da morte foi insuficiência respiratória por bronco-aspiração e disfagia motora. Desde maio de 2021, monsenhor Jonas estava em tratamento quimioterápico de um mieloma múltiplo.

O velório está sendo realizado na Canção Nova, em Cachoeira Paulista, a partir de hoje (13) até a próxima quinta (15). A última missa de corpo presente e o sepultamento serão no dia 15, às 15h, no santuário do Pai das Misericórdias. As exéquias do monsenhor Jonas estão sendo transmitidas pelo Sistema Canção Nova de Comunicação.

Monsenhor Jonas Abib nasceu no dia 21 de dezembro de 1936. Era natural de Elias Fausto (SP). Filho de Sérgio Abib e Josepha Pacheco Abib. Aos 12 anos, ingressou na Congregação Salesiana. Foi ordenado sacerdote em 1964, com o lema "Feito tudo para todos". Dedicou-se à evangelização dos jovens e ingressou na Renovação Carismática Católica (RCC), em 1971.

No dia 2 de fevereiro de 1978, motivado pela Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, do papa São Paulo VI (de 8 de dezembro de 1975), o então padre Jonas Abib fundou a Comunidade Canção Nova, com a missão de evangelizar e comunicar Jesus por meio de encontros e das comunicações sociais. Em 1980, inaugurou a Rádio Canção Nova. Em 1989, a TV Canção Nova.

No dia 17 de outubro de 2007, o padre Jonas Abib recebeu o título de monsenhor, a pedido de dom Benedito Beni dos Santos, então bispo de Lorena (SP), como reconhecimento de suas ações em favor da Igreja. No dia 29 de junho de 2014, a comunidade Canção Nova recebeu o reconhecimento pontifício. Monsenhor Jonas recebeu o título de Doutor Honoris Causa em Comunicação Pastoral, pelo Centro Universitário Católico Salesiano Auxilium (UniSalesiano), no dia 31 de março de 2017.

 

NOTA DE PESAR

Os fiéis da arquidiocese de Pouso Alegre (MG) e seu arcebispo, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., manifestam solidariedade à Comunidade Canção Nova e à diocese de Lorena. Reconhecemos, neste momento de luto e esperança na Ressurreição, que monsenhor Jonas Abib sempre manifestou amor a Jesus e à Igreja, principalmente pelas atividades de evangelização nos meios de comunicação social, na cultura e na música. Unimo-nos em orações, pedindo que o Senhor da Vida console a todos que fazem parte do legado pastoral deixado pelo monsenhor Jonas Abib. Que Nossa Senhora Auxiliadora interceda por todos da Comunidade Canção Nova para continuarem fazendo-se tudo para todos (1Cor 9,22).

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Informações e imagem: Vatican News - Silvonei José


#Reflexão: 4º domingo do Advento (18 de dezembro)

A Igreja celebra, no dia 18, o 4º domingo do Advento. Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Is 7,10-14

Salmo: 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 7c.10b)
2ª Leitura: Rm 1,1-7
Evangelho: Mt 1,18-24

JOSÉ, HOMEM DO AMOR SILENCIOSO

            Neste quarto e último domingo do Advento, as leituras nos chamam atenção sobre os sinais de Deus em nossa vida. Sempre buscamos confirmações para as nossas decisões e passos que pretendemos para a nossa vida e que estamos na estrada justa. Deus age e responde, mas sempre do Seu jeito. O Natal é o testemunho maior que temos que nem sempre quando não temos nenhuma grande revelação, isto não significa que Deus não está nos dando a melhor resposta para todas nossas questões. A questão é que precisamos aprender a descobrir e a interpretar os pequenos sinais em nossa vida.

Na primeira leitura, O rei Acaz procurava respostas para suas ações: o que deveria fazer como rei de Judá. Os inimigos se aproximavam e ele temia que o seu país e sua posteridade desaparecessem. Tudo, de fato, se torna mais fácil quando recebemos um sinal claro da parte de Deus sobre o que temos que fazer, mas nem sempre tudo é evidente em nossa vida. Mas, Deus lhe deu um sinal que não foi o maior e nem o mais surpreendente: uma virgem conceberá uma criança. No fundo, não há nada de extraordinário e espetacular, mas talvez essa foi a mensagem para o rei: não ficar procurando grandes indícios, mas enxergar nas coisas simples e cotidianas a presença e a vontade de Deus. Sabemos que os inimigos não prevaleceram sobre o seu reino, Judá foi preservada e ele teve um filho que continuou governando o povo de Deus.

            A resposta de Deus foi tão significativa para o rei (e por isto se tornou Palavra de Deus) que ganhou um significado profético para o povo. Nos chama atenção o fato que a promessa é centralizada na mulher que dará a luz e sobre seu filho que será a presença de Deus em meio ao seu povo (“Deus Conosco”), uma mãe e um filho diferentes, não guerreiros e sem exército. A presença de Deus será marcada por aquilo que temos de mais profundo e humano para todos nós: uma mãe que dá a luz ao seu filho.

Neste tempo do Advento pudemos meditar alguns textos evangélicos sobre dois personagens que marcam a vinda do Messias: João Batista e Maria. Hoje encontramos o terceiro personagem importante: São José. Ele também nos é apresentado como alguém que medita tudo ao seu redor. Ele não fala nada, mas ama profundamente. Age com um coração apaixonado por Maria e por Deus. Se tudo iniciou com o “sim” de Maria, Deus também precisava contar com alguém que pudesse dar segurança para uma frágil mãe que esperava o seu filho.

Mateus nos informa que tudo na vida de José e de Maria já estava direcionado para aquilo que os dois sonhavam e tinham se preparado. Estavam noivos e entre os dois já existiam compromissos públicos e familiares. O noivado já tinha sido celebrado e cada um estava se preparando para a celebração do matrimônio. Tudo estava tomando um caminho conforme os sonhos e projetos de José e de Maria. Mas, Deus resolveu entrar na vida de ambos. Deus não muda seus sonhos, mas solicitou que sonhassem o Seu projeto de salvar para o mundo. Eles foram convocados a continuarem o projeto familiar que estavam preparando, mas do “modo de Deus”, conforme a Sua vontade. Maria já tinha aceitado aderir ao esse projeto e tinha colocado toda sua confiança nas mãos de Deus. Faltava José.

A paixão de José por Maria era diferente. Não era um amor de posse ou de obsessão. José tinha descoberto em Maria o seu sentido de vida. Durante todo o tempo do namoro e início do noivado, José descobriu que o bem maior para ele, era a felicidade de Maria. Tudo ganhou um significado imenso em sua vida, quando seu sonho de se casar com ela se tornou realidade. Quando tudo estava pronto para se realizar (o matrimônio com Maria), tudo ganhou um rumo não esperado. Maria lhe revela o anúncio do anjo, a sua nova missão e o menino que estava esperando. José é o homem do sonho que viu tudo se tornar um pesadelo. Ele amava Maria e mesmo vendo desabar tudo, José estava preocupado em encontrar uma solução não para si, mas para salvaguarda a sua amada contra qualquer perigo. José sonhava ter uma vida comum e normal com Maria, mas tudo se tornou obscuro e sem direção. Na noite escura e sem rumo, ele ainda sonha com Maria. Ele tinha seus sonhos, mas teve que aprender a escutar Deus em meio a tantos tormentos pessoais.

            José, certamente, tinha ouvido da própria Maria aquilo que lhe tinha sido anunciado. Ele tinha somente as palavras de Maria e sua confiança em Deus. O mesmo amor que nutria pelas coisas certas de Deus, José possuía por Maria. Ele viveu o drama, sozinho, em seu coração e mente. Maria tinha se tornado o centro de suas preocupações, principalmente sua integridade física e moral. Ele não pensava mais em si, em seus sonhos e projetos pessoais, queria somente que nada de ruim aconteceu com a sua amada Maria.

O carpinteiro de Nazaré vivia também o conflito com a lei judaica (que obrigava punir o pecador), mas acima de tudo estava o seu amor pela sua noiva amada. Seu coração e sua mente se encheram de soluções e a melhor que ele encontrou foi abandoná-la, fugir, para que toda a culpa da gravidez recaísse sobre ele. José seria mal falado e sua moral perante as pessoas seria ruim (abandonar sua noiva grávida), mas Maria seria poupada de qualquer castigo. Se ele falasse a verdade, Maria seria punida e desmoralizada perante seus familiares e o seu povo, José pensa o melhor para ela, mesmo que tivesse que perder e abandonar tudo e todos: Maria, seus sonhos de matrimônio e até sua terra.

Mas, foi exatamente em sonho que tudo se tornou claro e iluminado. O seu amor por Maria, José colocou acima de tudo até mesmo da Lei e dos costumes da época. Foi-lhe também anunciado por um “anjo do Senhor” (= próprio Deus) o que ele deveria fazer. O seu amor por Deus e por Maria lhe ajudaram a discernir entre tantas “coisas loucas” que passavam em sua mente, o que realmente era a mais profunda realidade e o que deveria fazer. O amor não encanta somente a realidade, mas ilumina também nossos sonhos e nossas escolhas.

            José conhecia e observava a lei, mas tinha preferido assumir tudo confiando nas palavras de Maria e no seu novo sonho para sua vida: ser pai do Salvador. José era justo (observante das Leis), mas um justo já ao “modo de Jesus” que mostraria que há algo que está acima da Lei e das tradições, um bem que salva e cura as pessoas: O verdadeiro amor de Deus. Jesus tinha muito de José!

Sabemos que a história de salvação deve um grande favor ao “sim” de Maria, mas devemos também agradecer o “sim” de José. Maria foi preparada e já era “cheia de graça” e assim, pode dar seu consentimento com mais confiança ao projeto de Deus; José era um homem simples e cheio de sonhos como qualquer outro, mas teve que tomar profundas decisões e tinha somente como garantia: as palavras de Maria e a Palavra de Deus. José era justo e, por isto, foi convidado a sonhar o sonho de Deus.

Deus não destrói os sonhos de José, mas convida-o a fazer parte do mesmo projeto de salvação: Continuaria ser esposo, mas de um modo diferente; ser pai, mas de jeito diferente e ser companheiro, mas segundo a vontade divina. Acima de tudo, Maria e José percebem que o grande projeto de Deus era plantar neste mundo o verdadeiro amor que nasce de Deus, é fortalecido por Deus e se aproxima de Deus. Eles eram pobres de tantas coisas, mas não do verdadeiro amor que é Deus.

Maria e José foram descobrindo aos poucos a missão que cada um deveria assumir no projeto de Deus. Paulo na segunda leitura dá o seu testemunho de que tudo que fez, ele realizou como uma resposta ao chamado de Deus. Foi instrumento de salvação para tantas pessoas. O Natal é um convite que Deus nos faz para assumirmos também a nossa missão e sonhar o seu sonho, seus projetos que nada mais são do que o melhor que Ele mesmo pode planejar para cada um de nós.

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Seminarista Cristian é ordenado diácono em Sapucaí Mirim

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), ordenou diácono o seminarista Cristian Diego Rosa, na paróquia Sant'Ana, em Sapucaí Mirim (MG), hoje (9).

 

Em celebração eucarística, na quadra da Escola Municipal Vitrúvio Marcondes Pereira, em Sapucaí Mirim, o seminarista Cristian Diego Rosa foi ordenado diácono, hoje (9), pela imposição das mãos de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre. Familiares e amigos do neodiácono, padres, seminaristas, religiosos, vocacionados e fiéis de Sapucaí Mirim participaram da celebração.

O lema de ordenação escolhido pelo diácono Cristian foi "Alcançado por Jesus Cristo" (Fl 3,12).

Seminarista Cristian Diego Rosa, ordenado diácono por dom José Luiz Majella Delgado, hoje (9).

Seus padrinhos eclesiásticos foram os padres Leandro Silva, Anderson Ribeiro e Júlio César dos Santos Júnior. Seus padrinhos leigos foram Wanderley Marcelo de Lima, Kelly Marina Marcondes de Lima, Antônio Junior Teixeira Neves e Gabriela Glória Oliveira Neves.

O diácono Cristian nasceu em Paraisópolis (MG), no dia 14 de julho de 1986. É filho de Raimundo Donizete da Rosa e Silvia Helena Ribeiro Rosa. Ingressou no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora no ano de 2014.

Fiéis, religiosos e clérigos participaram da ordenação diaconal do seminarista Cristian, em Sapucaí Mirim.

Exerceu atividades pastorais na paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista (MG); Nossa Senhora da Conceição, em Conceição dos Ouros (MG); Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre; Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas (MG), e São João Batista, em Cachoeira de Minas (MG).

Além disso, colaborou com a Pastoral Vocacional e a Pastoral da Comunicação, em âmbito arquidiocesano.

Prostrado, diante do altar, o seminarista Cristian, ofereceu a Deus a sua vida. Com sua ordenação diaconal, está a serviço da Igreja como ministro ordenado para proclamar e ensinar a Palavra de Deus, exercer funções litúrgicas e promover a caridade para os mais necessitados.

Concluídos seus estudos filosóficos (2017) e teológicos (2021), foi designado por dom Majella para exercer seu estágio pastoral na paróquia Sant'Ana, em Sapucaí Mirim.

Dom Majella impôs suas mãos sobre a cabeça do seminarista Cristian para ordená-lo diácono da Igreja.

Ordenado diácono, o seminarista Cristian passa a ser clérigo e membro do clero da arquidiocese de Pouso Alegre. O neodiácono exercerá seu ministério na paróquia onde foi ordenado e realizou seu estágio pastoral.

 

Veja mais fotos da ordenação.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Cláudia Couto / Coisas do Interior


Dom Majella nomeia novos cônegos e ecônomos

Em comunicado oficial, hoje (8), dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), nomeou padres do clero arquidiocesano como membros do cabido e para funções administrativas na cúria.

 

O comunicado do arcebispo foi apresentado, hoje (8), nas mídias sociais, pela chancelaria. O texto, assinado pelo padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado, traz a nomeação de novos cônegos e ecônomos.

Leia o comunicado na íntegra.

Novos cônegos

Para o cabido metropolitano, o arcebispo nomeou como cônegos os padres Cláudio Antônio Braz e José Setembrino de Melo. A nomeação foi feita no dia 7 de novembro, quando os cônegos e dom Majella se reuniram na catedral metropolitana para seu encontro anual de orações pelos padres e fiéis falecidos. A posse dos novos cônegos será no dia 23 de fevereiro de 2023, às 19h, na catedral do Senhor Bom Jesus, em Pouso Alegre. Os novos cônegos ocupam os lugares vagos, com o falecimento dos monsenhores José Carneiro Pinto (no dia 21 de julho de 2022) e João Aparecido de Faria (no dia 13 de setembro de 2022).

Padre Cláudio Antônio Braz é, atualmente, pároco da paróquia Santa Isabel, em Piranguinho (MG). É natural de Itapira (SP). Possui 49 anos. Foi ordenado presbítero no dia 17 de setembro de 2004, em Santa Rita do Sapucaí (MG). Seu lema de ordenação é “Se com ele sofremos com ele reinaremos” (2Tm 2, 12). Como padre, já trabalhou nas paróquias: São José, em Paraisópolis (MG); São Caetano, em Brazópolis (MG); Santa Cruz, em Munhoz (MG); São Francisco de Paula, em Ouro Fino (MG); São Sebastião, em Andradas (MG); Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da Fé (MG); Santo Antônio, em Jacutinga (MG), e São Francisco de Paula, em Poço Fundo (MG).

Padre José Setembrino de Melo é, atualmente, pároco da paróquia Imaculada Conceição, em Camanducaia (MG). É natural de Ipuiúna (MG). Possui 62 anos. Foi ordenado presbítero no dia 28 de janeiro 1989, em sua terra natal. Seu lema de ordenação é “Para mim o viver é Cristo” (Fl 1, 21). Como padre, já exerceu várias atividades. No seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, foi promotor vocacional, professor, diretor espiritual e membro da equipe de formação. Foi vigário nas paróquias São José Operário, em Itajubá (MG), Santa Isabel, em Piranguinho, e Sagrada Família, em Itajubá. Foi o 1º pároco da paróquia São Benedito, em Itajubá. Também foi pároco das paróquias Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Sapucaí, e São José, em Paraisópolis. Foi vigário das paróquias Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí (MG), e Santa Rita de Cássia, em Extrema (MG). Nas paróquias São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima, em Ouro Fino, e Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata (MG), foi pároco e reitor. Foi vigário em Borda da Mata e Estiva (MG), paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Da esquerda para a direita, padre Cláudio Antônio Braz e padre José Setembrino de Melo, nomeados novos cônegos.

Cabido Metropolitano

O cabido é formado por um grupo de sacerdotes denominados cônegos, o qual é designado pelo arcebispo e desempenha funções especiais. A palavra “cabido” vem de capítulo, que significa grupo, colégio, assembleia, reunião de membros de um segmento da Igreja.

Entre as atribuições do cabido, está a missão de realizar funções litúrgicas solenes na igreja catedral, conforme previsto no cânone 503 do Código de Direito Canônico. Para o exercício dessas funções, os membros do cabido possuem lugares determinados com seu nome na igreja catedral, próximos à sede (cadeira) episcopal, e utilizam vestes próprias, segundo seu estatuto.

Dom Majella e cônegos rezam a Liturgia das Horas na cripta da catedral, no dia 8 de novembro de 2021.

É reservada à Santa Sé a ereção de um cabido. Ao longo da história da Igreja, o cabido adquiriu funções como rezar a Liturgia das Horas com o bispo na igreja catedral e ajudá-lo nas decisões mais importantes no pastoreio de uma diocese.

O papa São Pio X, em 7 de agosto de 1905, criou o cabido diocesano de Pouso Alegre, composto por dez capitulares (membros), dois deles com funções especiais de coordenação e secretariado (arcediago e arcipreste, respectivamente).

O cabido foi instalado na catedral do Bom Jesus, em 18 de janeiro de 1906. Em 14 de abril de 1962, ele foi elevado à dignidade de cabido metropolitano pela bula Qui tamquam Petrus, do papa São João XXIII.

Dom Majella e cônegos fazem memória de padres e bispos falecidos da arquidiocese, no dia 8 de novembro de 2021, na cripta da catedral do Senhor Bom Jesus.

Os atuais cônegos da arquidiocese são: Wilson Mário de Morais (arcediago), Sebastião Camilo de Almeida (arcipreste e secretário), Mauro Morais, Vonilton Augusto Ferreira, Braz Tenório Rocha, José Donizete Moreira, Benedito Ramon Pinto Ferreira e Simão Cirineo Ferreira.

Na arquidiocese de Pouso Alegre, o cabido se reúne para atividades litúrgicas e espirituais. Segundo o estatuto desse colégio, os cônegos devem se reunir para funções religiosas na catedral do Bom Jesus em três momentos durante o ano: na Quinta-feira Santa, na festa da Dedicação da catedral (03 de agosto) e na segunda-feira após o dia de Finados. Nessa reunião anual, os cônegos e dom Majella rezam as Vésperas pelos fiéis falecidos, especialmente os padres e bispos da arquidiocese, na cripta da catedral (local onde estão sepultados os bispos e arcebispos que trabalharam na arquidiocese de Pouso Alegre).

Novos ecônomos

Para a função de ecônomos, dom Majella nomeou os padres Elton Cândido Ribeiro e Luciano Aparecido Pereira. A nomeação já havia sido divulgada pelo arcebispo na última segunda (5), quando ocorreu a última reunião da Conselho Administrativo Arquidiocesano. Padre Elton se torna, a partir de hoje (8), novo ecônomo e moderador da cúria. Padre Luciano é o novo vice-ecônomo. Padre Omar Aparecido Siqueira encerrou suas atividades como ecônomo, função que exerceu desde 23 de fevereiro de 2011. Em seu comunicado, dom Majella agradeceu ao padre Omar e destacou que o ex-ecônomo realizou seu ofício com todo empenho e comprometimento, num labor incansável e auxílio a contento das necessidades da arquidiocese e das leis vigentes.

Leia mais sobre a nomeação dos novos ecônomos.

Da esquerda para a direita, padre Elton Cândido Ribeiro (novo ecônomo e moderador da cúria), padre Luciano Aparecido Pereira (vice-ecônomo) e padre Omar Aparecido Siqueira (ex-ecônomo).

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: seminarista Márcio Aurélio Júnior, Arquivo Pascom, Allyson Paiva e Pascom Catedral do Bom Jesus.

 

A imagem destacada da notícia é ilustrativa. Apresenta dom Majella assinando um documento oficial da arquidiocese de Pouso Alegre.

 


Imaculada Conceição da Virgem Maria

No dia 8 de dezembro, a Igreja celebra a Solenidade da Imaculada Conceição de Maria. Com esta celebração, recordamos que Maria, desde o primeiro instante de sua concepção, por graça de Deus e em virtude dos méritos de Jesus Cristo, foi preservada de toda mancha do pecado original.

O dogma da Imaculada Conceição de Maria foi proclamado no dia 8 de dezembro de 1854, pelo Papa Pio IX, por meio da bula Ineffabilis Deus.

Esta verdade de fé está fundamentada na Palavra de Deus: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” (Lc 1,28). Nesse “cheia de graça”, a Igreja entendeu o mistério da Conceição Imaculada da Virgem Maria. Se ela é “cheia de graça”, mesmo antes de Jesus ter vindo ao mundo, é porque é toda pura, bela, sem mancha alguma; isto é, imaculada.

A Igreja Oriental, ao proclamar a grandeza de Maria, usa expressões como: cheia de graça, lírio da inocência, mais pura que os anjos.

A Igreja Ocidental, que também sempre amou Nossa Senhora, teve uma certa dificuldade para compreender e aceitar o mistério da Imaculada Conceição. Esta dificuldade apareceu, pois a Igreja do Ocidente queria conservar a doutrina da redenção realizada por Cristo em favor de todos.

Foi o franciscano João Duns Escoto que solucionou esse problema ao mostrar ser conveniente que Deus preservasse Maria do pecado original, pois a Santíssima Virgem era destinada a ser mãe de seu Filho. Isso é possível para a Onipotência Divina, portanto o Senhor, de fato, a preservou, antecipando-lhe os frutos da redenção de Cristo.

Em 1476, a festa da Imaculada foi inserida no calendário romano. Em 1570, o Papa Pio V publicou o novo ofício da Festa e, em 1708, o Papa Clemente XI estendeu a festa a toda a Igreja, tornando-a obrigatória.

Em 27 de novembro de 1830, na sua aparição a Santa Catarina Labouré, a Virgem Maria pediu para se cunhar uma medalha com a seguinte inscrição: “Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a vós”.

Em 25 de março de 1858, na sua aparição a Santa Bernadete, a Virgem Maria revela seu nome dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”.

Ao celebrar a Solenidade da Imaculada Conceição, recordemos as palavras do Papa Francisco: “Cada um de nós é criado por Deus para ter uma missão neste mundo, missão unida a Cristo, como foi a de Maria. Ela, concebida sem o pecado das origens, foi toda um sim ao Pai e, por isso, gerou o Filho, plena do Espírito Santo. Também nós, redimidos por Jesus Cristo, poderemos colaborar com o Pai em seu projeto grandioso para com cada ser humano, permitindo que o Espírito Santo conduza nossa vida. Não é para um projeto próprio, fadado ao insucesso, que fomos convocados, mas a um projeto feito por Deus, onde a fraternidade e a obediência ao Amor são as leis máximas.” (https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2018-12/solenidade-imaculada-conceicao.html)

 

Oração à Imaculada Conceição

Virgem Santíssima, que fostes concebida sem o pecado original e, por isto, merecestes o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, e que, por terdes evitado todos os outros pecados, o Anjo Gabriel vos saudou com as belas palavras “Ave Maria, cheia de graça”, nós vos pedimos que nos alcanceis do vosso divino Filho o auxílio necessário para vencermos as tentações e evitarmos os pecados, e já que vos chamamos de Mãe, atendei-nos com carinho maternal e ajudai-nos a viver como dignos filhos vossos. Nossa Senhora da Imaculada Conceição, rogai por nós. (https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-imaculada-conceicao/9/102/)

 

Fontes:

https://santo.cancaonova.com/santo/imaculada-conceicao-de-maria/

https://agencia.ecclesia.pt/portal/imaculada-conceicao-solenidade-religiosa-que-evoca-a-historia-de-portugal/

https://cleofas.com.br/a-historia-da-imaculada-conceicao/

Imagem: Vatican Media

 


#Reflexão: 3º domingo do Advento (11 de dezembro)

A Igreja celebra, no dia 11, o 3º domingo do Advento. Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Is 35,1-6a.10

Salmo: 145(146),7.8-9a.9bc-lO (R. cf. Is 35,4)
2ª Leitura: Tg 5,7-10
Evangelho: Mt 11,2-11

Acesse aqui as leituras.

A BELA SURPRESA DE DEUS PARA NÓS

            O Natal é a realização da promessa de Deus para a humanidade, mas de qual promessa estamos falando? As leituras deste 3° domingo do Advento nos ajudam a aprofundar aquilo que Deus prometeu realizar com a vinda de Jesus em nosso meio.

Na primeira leitura, nós temos, nas palavras de Isaías, o anúncio de um tempo novo e uma realidade nova neste mundo. Para expressar esta mudança, o profeta usa de imagens de algumas realidades extremas que serão transformadas: deserto vai florir com alegria e se transformará em júbilo. Mas, a principal novidade acontecerá na realidade humana: Os fracos serão fortificados, os desanimados reencontrarão alegria, Ele mesmo (nosso Deus) virá nos salvar. Será um tempo de liberdade e felicidades para aqueles que reencontrarem o caminho de Deus. Vai acontecer, enfim, o “tempo de vingança”, não contra pessoas, mas de tudo que provoca o mal e a tristeza entre nós.

            O profeta Isaías pontua que a principal transformação será na realidade que marca a vida das pessoas. O Messias será aquele que vai resgatar o homem de tudo que produz sofrimento e distancia todos de Deus. Infelizmente, a mentalidade que se desenvolveu ao redor da esperança em relação ao Messias concentrou-se sobre mudanças estruturais, políticas e sociais. O Salvador, para muitos em Israel, seria mais um rei como foi o rei Davi. Mas, Deus surpreendeu a todos ao decidir realizar suas promessas em Jesus.

No Evangelho de Mateus encontramos novamente João Batista, mas desta vez, ele estava na prisão. Herodes gostava ouvi-lo, mas João não poupou suas palavras em denunciar seus pecados, por isto, o Batista foi parar na prisão. Não teve uma morte imediata, pois o governador romano temia a reação das multidões. De dentro da prisão, João teve liberdade de receber visitas e ficou sabendo das “obras de Jesus”. Aquilo que lhe foi contado deixou-o pensativo e cheio de dúvida.

            Nós sabemos que a ligação entre Jesus e João era muito grande, pois, desde criança, suas vidas foram interligadas principalmente pelo laço de parentesco entre seus pais. Os dois certamente se encontraram com frequência na infância e na adolescência, mas em certo momento da vida, cada um seguiu seu caminho.

João tinha uma ideia clara sobre sua missão e também “daquele que deveria vir” (Messias), mas Jesus não se enquadrava em seus esquemas. O Batista pregava um tempo de austeridade e rigor na observância dos princípios fundamentais da fé judaica. Para ele, a missão do Messias seria de separar os pecadores dos justos, os observantes da verdadeira religião, daqueles que não se preocupavam em praticar os princípios da lei. Mas, Jesus não estava fazendo isto. Pelo contrário, as atitudes de Jesus não se enquadravam na ideia que João tinha do Messias.

Discípulos são enviados para perguntar a Jesus sobre quem Ele se considerava. Para João, o modo de vida de Jesus despertava mais dúvidas do que certezas, pois aparentemente Ele estava fazendo tudo ao contrário. Jesus desde o início pregou o perdão dos pecados e não a penitência; um Deus da misericórdia e não da vingança; um tempo de igualdade e não de privilegiar os justos. Jesus convivia com os pecadores, com os publicanos e outras pessoas de má fama (como certas mulheres) e pouco falava sobre o Templo, bem como criticava certas tradições. Jesus foi uma grande surpresa também para João Batista!

Jesus rompeu todas ideias que existiam sobre o Messias, mas foi uma “feliz surpresa” de algo que ia muito além dos esquemas pensados por todos. Tudo isto questionou João se tudo o que ele mesmo tinha realizado estava na direção certa, conforme vemos na própria pergunta dos discípulos.

            O Natal é o primeiro momento em nossa caminhada de fé em que somos chamados a entrar no esquema de Deus e abandonar certas certezas pessoais. O Natal nos desnuda de nossas falsas seguranças e nos propõe a simplicidade do presépio e da manjedoura. O centro é a pessoa de Jesus, como para Ele, foi cada pessoa que Ele encontrou em Sua vida.

Diante da pergunta dos discípulos de João, Jesus propõe um caminho que devemos seguir sempre: analisar os sinais ao nosso redor. Nosso Deus não realiza sua vontade de uma forma obscura e distante de nós, mas sim através de sinais e indícios que somos convidados a perceber. Nosso Senhor convida os discípulos para “ouvir”, “ver” e depois “anunciar” a João aquilo que Ele estava realizando: pessoas estavam sendo resgatadas de suas tristezas e libertadas de seus sofrimentos, a vida estava sendo revalorizada exatamente para aqueles que eram já considerados sem esperança: cegos, paralíticos, leprosos, surdos etc. O mundo novo prometido pelas Escrituras estava sim acontecendo ao redor de todos, não nas estruturas sociais e religiosas, mas nos corações e na vida das pessoas.

            Jesus provocou uma crise não nas promessas divinas, mas nos “esquemas pessoais” que todos possuíam inclusive em João Batista. O Natal possui este encanto de nos convidar para a simplicidade, a humildade e para as pequenas coisas da vida, lá onde o Reino de Deus possui sua força e dinâmica salvadora.

Após a partida dos discípulos do Batista, Jesus continua aprofundando a questão, mas desta vez, usa a própria figura conhecida de João Batista. Jesus foi questionado, agora Ele questiona quem é João: “Quem vocês foram ver?” Jesus parte daquilo que todos viam em João (alguém simples e frágil como uma cana, com roupas humildes, em um lugar sem riquezas) para lembrar a todos da força que o Batista representava dentro do projeto de Deus: ele era somente o predecessor do Messias. O Esperado por todos (Jesus), na realidade, não rompeu este caminho, mas ampliou para todas as pessoas.

Deus tem essa força de transformar aquilo que é simples e aparentemente fraco em fonte de graça para seu povo. João é o maior dos profetas do AT, pois teve a missão de preparar a chegada do Messias, mas com a vinda de Jesus, todos agora podem usufruir perenemente desta fonte, basta saber observar e perceber os sinais de Deus ao nosso redor, para isto é preciso abandonar os nossos esquemas e entrar na lógica de Deus.

Tiago na segunda leitura nos convida a perseverar na esperança e também estar atentos aos sinais de Deus, pois Ele está sempre próximo de nós, sempre vem ao nosso encontro através das pessoas e um dia se manifestará novamente com toda sua glória. O cristão atento é chamado a viver sempre nesta expectativa diária e constante do encontro com o Senhor: nas coisas simples, em cada irmão e irmã e um dia em sua Glória.

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Conselho Administrativo Arquidiocesano realiza última reunião de 2022

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), e membros do setor administrativo arquidiocesano se reuniram, ontem (5), para avaliação das atividades financeiras e elaboração de orçamento para o próximo ano. Na reunião, padre Omar Aparecido Siqueira concluiu suas atividades com ecônomo da arquidiocese. A partir de 2023, novos padres irão assessorar as atividades econômicas arquidiocesanas.

 

A última reunião do Conselho Administrativo Arquidiocesano foi realizada ontem (5), no Salão da Secretaria Arquidiocesana de Pastoral, com a participação de dom Majella, dos padres Omar Aparecido Siqueira, Elton Cândido Ribeiro, Luciano Aparecido Pereira e João Bosco de Freitas e dos cristãos leigos Regina Célia e Felipe Vargas. Os objetivos da reunião foram avaliar o movimento financeiro da arquidiocese em 2022, definir o orçamento para o próximo ano e analisar pedidos de reformas apresentados por algumas paróquias.

Na ocasião, padre Omar Aparecido Siqueira encerrou suas atividades como ecônomo arquidiocesano. Desde 23 de fevereiro de 2011, ele era o responsável pelo setor financeiro da arquidiocese. Dom Majella agradeceu ao padre pelos trabalhos prestados na gestão econômica e patrimonial da arquidiocese. Para o arcebispo, nesses quase 12 anos, padre Omar realizou seu ofício com integridade, transparência, dinamismo e criatividade, realizando um trabalho marcado por muita dedicação e bons frutos.

Padre Omar Aparecido Siqueira concluiu suas atividades como ecônomo da arquidiocese de Pouso Alegre. Ele desempenhou essa função desde fevereiro de 2011.

A partir de 2023, padre Elton Cândido Ribeiro será o novo ecônomo e padre Luciano Aparecido Pereira, vice-ecônomo.

À esquerda, padre Elton Cândido Ribeiro, novo ecônomo da arquidiocese de Pouso Alegre. Ele será auxiliado pelo padre Luciano Aparecido Pereira, vice-ecônomo (à direita).

O Código de Direito Canônico apresenta como necessária a constituição de um Conselho de Assuntos Econômicos e a nomeação de um ecônomo em uma (arqui)diocese. Esse cargo é o responsável direto pela gestão dos bens da arquidiocese. O ecônomo tem o controle sobre as receitas e despesas e presta contas ao arcebispo, ao conselho e à Receita Federal. A sua função é executiva e de gerência. O ecônomo executa decisões tomadas pelo arcebispo e pelo conselho econômico. Na arquidiocese de Pouso Alegre, essa função coordena os setores de Departamento Pessoal, Departamento Fiscal, Contabilidade e Patrimônio.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Felipe Vargas e Arquivo Pascom

 

A imagem destacada da notícia traz os participantes da reunião do Conselho Administrativo Arquidiocesano. Da esquerda para a direita: Regina Célia, padre Omar, dom Majella, padre Luciano, padre Elton, padre João Bosco e Felipe Vargas.


São Francisco Xavier: missionário perfeito

Nesta semana, a Igreja celebra a memória de São Francisco Xavier. Conheçamos um pouco de sua vida e de seu testemunho de santidade.

São Francisco Xavier, conhecido como “padroeiro das missões”, nasceu na Espanha no ano de 1506. Ainda muito jovem, formou-se e utilizou seus conhecimentos de Teologia e Filosofia para cumprir com seus deveres missionários. Estudou e foi companheiro de Inácio de Loyola, que também veio a ser santo. Juntos fundaram a “Companhia de Jesus”, a Ordem dos Jesuítas.

São Francisco Xavier foi missionário em todos os cantos do mundo, viajou sempre em condições precárias e difíceis para vários países do Oriente, que possuíam culturas e hábitos de vida diferentes, para levar a todos o conhecimento do Evangelho e a doutrina católica. Ousou chegar a evangelizar nas Índias e no Japão, mesmo correndo o risco de morrer.

Fez com que a Palavra de Deus fosse compreendida e respeitada, e soube cumprir fielmente o que diz o Evangelho: “Ide, pois, e ensinai a todas as nações; batizai-as em nome o Pai do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28,19). Levou milhares de pessoas à conversão e não poupava esforços para evangelizar. Usou de diversas estratégias para que os povos do Oriente entendessem o Evangelho e os princípios da fé cristã.

Acompanhou e aproximou-se dos mais sofridos, doentes, humildes e abandonados, cuidando e dedicando-se inteiramente a eles. Chamava as crianças nas ruas e ensinava, por meio de cantos, a catequese baseada na fé católica.

Francisco Xavier foi um santo missionário que nos mostrou, com sua vida, como viver da maneira como Jesus nos ensinou. Ele sempre teve o firme propósito de levar às nações o Nome de Jesus, com muita bondade, oração e sabedoria, e viveu na prática o que pregava.

Seu dia é comemorado em 3 de dezembro, data de seu falecimento, aos 46 anos, em missão na China, país que ele tinha como intenção evangelizar.

Rezemos com fé, pedindo a intercessão de São Francisco Xavier:

“Amabilíssimo e amantíssimo Santo, em união convosco, adoro reverentemente a Divina Majestade e, pelo muito que me regozijo dos especialíssimos dons da graça com que vos favoreceu durante a vossa vida mortal e pela glória que gozais agora, eu rendo-vos afetuosíssimas graças e peço-vos, do fundo de minha alma e por vossa poderosa intercessão, que me concedais a graça importantíssima de viver e morrer santamente. E vos suplico também... (fazer aqui o pedido especial), e se o que peço não convier à glória de Deus e ao proveito de minha alma, quero alcançar aquilo que a uma e a outra seja mais conforme. Amém!”.

 

Referências:

https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/especial-publicitario/santa-casa-braganca-paulista/saude-braganca-paulista/noticia/2020/12/03/dia-de-sao-francisco-xavier-mensagem-e-oracao-para-agradecer.ghtml

https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-francisco-xavier/141/102/

https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/12/03/s--francisco-xavier--presbitero-jesuita--evangelizador-das-india.html

https://franciscanos.org.br/vidacrista/calendario/sao-francisco-xavier/#gsc.tab=0

Imagem: Vatican Media.