CAL disponibiliza materiais de oração em família para a celebração de Pentecostes
A Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL) da arquidiocese de Pouso Alegre preparou uma série de materiais para serem rezados tanto na preparação como no dia de Pentecostes, este ano a ser celebrado em 31 de maio. Acolhendo a orientação das autoridades civis e sanitárias, o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., continua a insistir e a orientar os fiéis a permanecerem em suas casas, evitando aglomeração de pessoas e, consequentemente não participando das celebrações eucarísticas.
O formato deste material é adaptado para dispositivos móveis: smartphones, tablets e para computadores. Em formato e- book, ele poderá ser impresso se assim desejarem
"Desta forma, somos convidados a celebrar o Dia do Senhor como Igreja doméstica, com nossos familiares, em nossas casas. Assim, continuamos a oferecer esta sugestão de Celebração da Palavra de Deus para ser celebrada em sua casa, com seus familiares nesta solenidade de Pentecostes. São muitos os horários de transmissão de missas em nossos canais católicos que podemos acompanhar, mas vivendo a dignidade de povo sacerdotal que nosso batismo nos conferiu podemos não só acompanhar, mas celebrar com nossas famílias o Dia do Senhor", traz a introdução de um dos materiais.
A CAL também oferece para download os Exercícios espirituais de Pentecostes e a Via Lucis.
"Ora denominado exercícios espirituais de pentecostes em família, este material consta de 7 encontros, onde a cada dia será meditado um dom do Espírito Santo. Esperamos que você e sua família possam vivenciar com intensidade estes dias que antecedem a Festa de Pentecostes", escreve a comissão.
Faça o download aqui:
Solenidade de Pentecostes em família
Sugestão de roteiro para a missa de pentecostes (com transmissão)
Exercícios Espirituais de Pentecostes 2020
Via Lucis
Igreja se preparar para celebrar o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais
No próximo domingo, 24 de maio, quando a Igreja celebra a Ascensão do Senhor, ela também quer fazer memória do Dia Mundial das Comunicações Sociais (54ª edição). Por esse motivo, a cada ano, o Papa encaminha uma mensagem que, em 2020, traz o tema "A vida se faz história" e o lema "Para que possas contar e fixar na memória" (Êxodo 10, 2).
Para bem celebrar o 54º Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Pascom Brasil preparou material formativo-celebrativo e conteúdo para redes sociais e rádio. Todos os materiais podem ser baixados aqui.
https://drive.google.com/drive/folders/1W8ccUqQOu9wWDDYe-zV67MzhZOLAiGY8?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1M1lUJOAzInrLUjDI0Z1vJD3RWEYP18qg?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1AJNemT4L0VqwZiklwMUJ1ndBXem5ntXj?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1ego2ATLN3Qa_oPLuCGQY3kBfQBApF3Wy?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/10jv6ohX20GpgZvecTKEjx9oGeFWm0s3b?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1Gj3acHw8CtjE5TEODqucbGADzUz76r5P?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/19tvbNHwCQJkMdF5HNgJKtTVv03j3_Qo7?usp=sharing
https://drive.google.com/drive/folders/1UENkZcmuUz8TDxlnvL-NWNl5Ai259--9?usp=sharing
A grande novidade é o podcast A VIDA SE FAZ HISTÓRIA, contendo cinco episódios que serão publicados diariamente de 18 a 22 de maio. Laís do Valle, coordenadora da Pascom no Regional Norte 2, e Irmão Diego Joaquim, coordenador da Pascom no Regional Centro Oeste, trazem reflexões inspiradas no tema do 54º DMCS, “Para que possas contar e fixar na memória” (Êxodo 10,2). A vida se faz história”
O subsídio, que pode ser conferido abaixo, contém a mensagem do Papa, em versão adaptada para o Português do Brasil pelo Prof. Dr. Moisés Sbardelotto; infográfico de leitura com as palavras e expressões-chave; mensagem de Dom Joaquim Mol, presidente da Comissão para a Comunicação da CNBB; roteiro celebrativo on-line e dicas para celebrar o Dia Mundial das Comunicações Sociais durante o ano.
Faça download do subsídio, com a mensagem do papa!
por Pascom Brasil
Secretário-geral da CNBB reitera que os bispos não estão privando os fiéis dos sacramentos
Dom Joel Portella ressaltou que a pandemia é uma situação excepcional que, embora impossibilite temporariamente a participação na Eucaristia, é uma oportunidade para intensificar a vivência fé e do amor ao próximo.
Em entrevista ao O SÃO PAULO, Dom Joel Portella Amado, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e Secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), falou sobre os impactos da pandemia da COVID-19 na vida da Igreja, especialmente pela impossibilidade de os fiéis participarem da Eucaristia.
O Bispo reconheceu que muitos católicos sofrem e até não compreendem as suspensões de missas públicas na maioria das dioceses brasileiras, mas, ao mesmo tempo, convida os fiéis a verem o distanciamento social também com os olhos da fé.
Ainda segundo Dom Joel, os bispos também sofrem pela impossibilidade deo povo não poder participar presencialmente da Eucaristia. De igual modo, preocupam-se com o avanço do novo coronavírus e seus dolorosos impactos na vida da população.
Por fim, o Secretário-geral acredita que o grande fruto que os católicos colherão após a pandemia será a maior valorização e dos sacramentos, assim como uma compreensão mais profunda do significado do amor ao próximo. Confira a íntegra da entrevista:
O SÃO PAULO – Que resposta o senhor dá para as pessoas que sofrem com a falta dos sacramentos e pedem para que possam voltar a celebrá-los?
Dom Joel Portella Amado – É bonito ver o amor por Jesus e, consequentemente, o amor pelos sacramentos. Porém, é necessário fazer uma distinção quando lidamos com a não participação sacramental. Trata-se do motivo pelo qual esta participação não acontece. A diferença está entre querer e entre poder participar. O primeiro caso é daquela pessoa que, podendo participar, não o quer. O segundo caso é o daquela pessoa que, querendo participar, não pode. O atual distanciamento social se encontra no segundo caso, o de quem quer, mas não pode. E não pode por questões de saúde pública.
Por isso, minha resposta a essas pessoas é que vejam o distanciamento social também com os olhos da fé. Não se trata apenas do distanciamento presencial em relação aos sacramentos, mas também em relação às reuniões regulares da comunidade eclesial, às outras formas de oração. O amor a Deus é para o “sim” e para o “não”, ou seja, para fazer algo ou para renunciá-lo. É claro que é mais compreensível quando se trata de renunciar a algo negativo. Já quando se trata de deixar de comungar ou não poder se confessar, essa situação é mais difícil de compreender, podendo gerar atitudes marcadas pela tristeza ou até incompreensão.
Algumas pessoas dizem até que os bispos estão privando os fiéis dos sacramentos...
Não são os bispos que estão privando a recepção dos sacramentos. Os bispos estão seguindo as orientações de saúde pública. Sofrem com isso. Tenho acompanhado o testemunho de vários bispos, angustiados por não poderem dar ao seu povo o atendimento desejado. Mas, é o que se pode fazer em um momento em que não existem remédio, vacinas e condições de tratamento (leitos, respiradores etc.). O convívio social é, neste tempo de pandemia, fonte de contaminação e uma pessoa, com a melhor das intenções, pode se tornar instrumento de contaminação. Que contradição alguém querer participar dos sacramentos do Amor e acabar levando a si ou a outrem à doença e à morte!
Como Igreja tem buscado enfrentar esses momentos difíceis?
A Igreja está fazendo o que é possível para atender pastoralmente os fiéis. A experiência que vai se construindo dia após dia, com a pandemia, tem feito surgir várias situações novas, formas de atendimento que não existiam antes. Estamos vivendo e discernindo.
Mais do que apenas se queixar da ausência da participação presencial costumeira nos sacramentos, é preciso ver que estão surgindo, com o acompanhamento dos bispos, formas momentâneas de participação na Eucaristia e na Reconciliação. Os padres não estão deixando de celebrar nem de atender. Quem já não viu, por exemplo, a notícia de atendimento de confissões no sistema drive-through? É uma resposta pastoral a ser observada e, passada a pandemia, avaliada para os tempos posteriores.
Entendo que nós, pessoas do século XXI, não passamos por pandemias e, por isso, corremos o risco de não compreender bem o que isso significa. Mesmo doenças mais recentes, como é o caso da dengue ou das outras transmitidas pelo mesmo mosquito, não são pandemias. Elas não atingem todos os lugares e todas as pessoas, indistintamente. Por isso, se você quer os sacramentos, mas não pode, tenha a certeza de que Jesus está ao seu lado. Ele conhece bem a cada um de nós.
Qual é maior preocupação do senhor, como bispo, neste momento?
A maior preocupação que hoje tenho é a de que a pandemia não cresça. E crescer aqui tem vários sentidos. Primeiro, é claro, que não cresça em número de pessoas contaminadas. Por isso, ressalto o valor da recomendação sanitária de distanciamento social. Não podemos permitir que a curva dos infectados cresça a ponto de gerar o esgotamento do sistema de saúde, como já estamos assistindo em algumas localidades do Brasil.
Segundo, que a pandemia não se torne politizada, isto é, que os responsáveis pela condução do país, nos três níveis, federal, estadual e municipal, além das demais autoridades de saúde, não se engalfinhem, ainda que por palavras e notícias, esquecendo-se de que, no momento, é crucial preservar e salvar vidas.
Pode acontecer que, diante de uma doença nova, existam compreensões científicas diferentes para o enfrentamento. Essas diferenças, contudo, podem e devem ser resolvidas no diálogo científico. Quando os embates começam a surgir por outras razões, passando-se então para o embate político, isso significa que foi ultrapassada a linha do bom senso e do respeito à vida.
Terceiro é o aumento da “pandemia da pobreza”. Nosso país tem índices graves de vulnerabilidade social. Após e mesmo agora durante a pandemia, precisaremos enfrentar a “pandemia econômica”, com as inúmeras questões que lhe são próprias: geração de renda, recuperação dos trabalhos, situações de fome com a ausência total de alimentos etc.
Como, então, vivenciar a fé em meio a essa crise?
O segredo, a meu ver, está na própria pergunta: vivenciar a fé. Nossa fé é essencialmente comunitária, fraterna, convivial, presencial. O distanciamento, repito, é uma exceção, que gostaríamos de já ver terminada, embora vislumbremos ainda algum tempo pela frente.
Um dos aspectos que me fascina no cristianismo é a possibilidade de viver a fé em qualquer situação. Tenho pensado muito nos cristãos perseguidos, impedidos por longos anos de portar consigo até mesmo um pequeno sinal de fé. Lembro dos padres e bispos que, na prisão, não podem celebrar a Eucaristia. Nem por isso, deixaram de viver a fé. Ao contrário, santificam-se porque se agarram ao que lhes é possível fazer.
Viver a fé não pode estar restrito apenas à participação sacramental. Esta participação está ligada a todo o restante da vida, de modo especial, ao amor que é praticado. Alimentamo-nos dos sacramentos para viver o amor a Deus e ao próximo, empenhando-nos pela prática da caridade e da solidariedade. Lembro-me agora da palavra de São Paulo aos coríntios: “ainda que eu conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, mas não tivesse amor, eu nada seria” (1 Cor 13,2).
Por isso, viver a fé em tempos de pandemia significa encontrar novas formas de praticar o amor ao próximo. Para tanto, aí está a internet com todo os recursos que ela disponibiliza para nós. Viver a fé é também estabelecer contato virtual com outras pessoas, para rezar juntas, em especial as solitárias. Vi uma reportagem de uma família com crianças pequenas. Dentre as brincadeiras, uma delas é desenhar. O desenho é digitalizado e enviado para outras pessoas como sinal de carinho, de fraternidade. Todos nós conhecemos os artistas que fazem apresentações musicais nas varandas, os aplausos aos profissionais de saúde etc. Tudo isso sem sair de casa.
Quando, enfim, pensamos que a vivência da fé nos leva ao amor ao próximo, a perspectiva muda muito. Sempre é possível amar e servir.
Que frutos os católicos poderão colher quando tudo isso passar?
O grande fruto, neste aspecto bem específico, consiste em aprender a valorizar mais os sacramentos e ajudar as outras pessoas a conhecer e igualmente amar os sacramentos.
A partir daqui, são inúmeros os caminhos, como, por exemplo, engajar-se em alguma ação missionária, que, em termos presenciais só poderá ser depois que o distanciamento social acabar, ou virtual, já agora, apresentando Jesus Cristo e, a partir dele, a importância do amor, do serviço e do anúncio.
Outro ponto é que nossas comunidades são convidadas a saírem mais maduras na prática da iniciação à vida cristã, com projetos e propostas de inspiração catecumenal, para que se conheça mais Jesus Cristo e a Igreja.
Importa não restringir a vida cristã ao seu ápice, que é a participação sacramental. Uma montanha não tem apenas o topo. Desse topo se avista muita coisa e é bonito estar no topo, contemplando o horizonte. No entanto, a montanha tem outras belezas que também devem ser apreciadas. Quando alguém corre demais para chegar ao topo da montanha, acaba por não apreciar o que está pelo caminho. Quando alguém, por diversos tipos de limitação, não consegue chegar ao topo, deve apreciar o que está ao redor.
Os católicos, por fim, são convidados já agora a reverem suas motivações para não participar dos sacramentos. E essas são algumas vezes muito banais: preguiça, acomodação, não querer se converter permanecendo em atitudes de pecado. A situação excepcional leva a valorizar a normal. Se hoje quero, mas não posso, devo aprender a valorizar as situações em que posso, mas, seja lá por qual razão for, não quero.
CNBB ajuda a refletir sobre este tempo de pandemia e pós-pandemia
A equipe de análise de conjuntura eclesial da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), coordenada por dom Paulo Cézar Costa, divulgou nesta quarta-feira (6) um texto que ajuda a Igreja no Brasil a refletir esse período difícil enfrentado pela humanidade com a pandemia do Novo Coranavírus (COVID-19) e o pós-pandemia.
O texto, que parte do texto bíblico "Eis que eu estou convosco todos os dias" (Mt 28, 20), traz dez pontos para a reflexão da sociedade.
"Este tempo de grave pandemia fechou as portas de nossas igrejas, mas a Igreja não está fechada, ela continua alimentando seus filhos e filhas através da oração, da Palavra, das celebrações transmitidas pelas TVs Católicas, rádios e mídias sociais, continua assistindo aos pobres e mais necessitados pela caridade e criando redes de solidariedade. Não sabemos até quando esta crise durará, talvez, em muitas regiões, ainda que não tenha chegado o pico, porém, já se começa a ver sinais de possíveis superações. É preciso vivermos com responsabilidade este momento, incentivando o nosso povo ao cuidado com a própria vida e com a vida do próximo", traz a introdução do texto.
O texto tambem traz a necessidade da Igreja ser portadora da grande Esperança que nasce da fé. As reflexões giram em torno de dez pontos, que são:
1) A importância da comunicação (Pascom) nesse processo e como os meios de comunicação podem ser usados para atrair pessoas para Cristo. Porém, "não há oposição entre a assembleia litúrgica presencial e a transmissão virtual, pois existe uma absoluta primazia do presencial";
2) Diante da vida moderna marcada pela correria e estresse, a pandemia fez com que a humanidade percebesse suas fragilidades. "É preciso, neste tempo, conduzir as pessoas a um sentido mais profundo da existência, a um retorno às raízes, que se encontram no mistério eterno do amor de Deus";
3) Após a pandemia, as pessoas podem ter uma necessidade maior do sentido religioso, buscando mais a fé. "A Igreja deve estar preparada para acolher as pessoas fragilizadas não como uma alfândega cheia de exigências e fardos pesados, mas como uma mãe misericordiosa conduzindo as pessoas ao encontro com a pessoa de Jesus Cristo e integrando-as na comunidade de fé";
4) A redescoberta da Igreja doméstica. "A família reaprendeu a estar junta, a rezar unida, a compartilhar a vida, a existência etc.". Mas há também muitas feridas que precisarão ser curadas;
5) Há um aumento do número de pobres. A solidariedade será vital nesse processo de recuperação social. "É preciso, de imediato, assistir aos pobres, pois quem tem fome não pode esperar. Porém, parece-nos que neste momento é preciso algo a mais, é necessário colocar nossas estruturas a serviço e criar parcerias que possam ajudar as pessoas a serem sujeitas da própria história";
6) O conforto e trabalho junto aos familiares que não puderam velar seus mortos;
7) "A Igreja deve sentir-se sujeito das normas justas emanadas pela autoridade civil, principalmente se visam preservar e promover a vida humana";
8) Necessidade do amor fraterno nesse momento, inclusive no que se trata de ajuda financeira entre as paróquias;
9) Saúde física e psíquica dos presbíteros;
10) "Nós, cristãos católicos, não devemos entrar no falso dilema entre escola da preservação da vida ou da economia";
CNBB conclama a sociedade e os responsáveis pelos poderes públicos a se unirem à prevenção e ao combate à Covid-19
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB, por meio do seu Conselho Episcopal Pastoral (Consep), reafirmou, em nota, seu compromisso com o “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, divulgado no dia 7 de abril, assinado inicialmente por seis respeitadas instituições da sociedade civil e, posteriormente, por mais de 150 entidades. O Pacto considera que “a hora é grave e clama por liderança ética, arrojada, humanística, que ecoe um pacto firmado por toda a sociedade, como compromisso e bússola para a superação da crise atual”.
Na nota intitulada “Posicionamento da CNBB – Em defesa da Democracia, pela Justiça e pela Paz” -, a CNBB considera que esta é a mais grave crise sanitária dos últimos tempos e afirma ser este momento dificílimo, que clama pelo efetivo exercício da solidariedade e da caridade. “É tempo das palavras e atitudes serenas de paz, de fé e de esperança, de respeito às leis e à democracia”, diz um trecho.
“É com perplexidade e indignação que assistimos manifestações violentas contra as medidas de prevenção ao coronavírus; que ouvimos declarações enviesadas de desprezo pela vida, por parte de agentes públicos sobre a morte de milhares de brasileiros e brasileiras contaminados pelo covid-19; que vimos acontecer eventos atentatórios à ordem constitucional, com a participação de autoridades públicas, onde se defendeu o fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, a volta do AI-5 e o retorno aos sombrios tempos da ditadura; que todo o Brasil soube de denúncias acerca da politização da justiça, ferindo sua necessária autonomia de investigação”.
No texto a CNBB deixa claro que a Doutrina Social da Igreja ensina, com clareza, a intocável harmonia e cooperação entre os Poderes, base constitutiva da República, garantia do Estado Democrático de Direito, o princípio de que “é preferível que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de competência que o mantenham no seu justo limite. Este é o princípio do ‘Estado de direito’, no qual é soberana a lei, e não a vontade arbitrária dos homens.” (CDSI, 408).
Também considera que buscar soluções para os problemas do Brasil fora da institucionalidade democrática e em confronto com os poderes da República, coloca em risco a democracia e a integridade do povo brasileiro. “Nessa perspectiva, não são toleráveis as manifestações sociais que atentam contra a Constituição, assim como não é tolerável que qualquer autoridade viole os preceitos constitucionais e despreze a vida. Espera-se das instituições republicanas, garantidoras do Estado de direito, a devida responsabilização dos que atentam contra a ordem democrática”, diz outro trecho.
Reiterando o posicionamento contido no “Pacto pela Vida e pelo Brasil”, a CNBB conclama a sociedade e os responsáveis pelos poderes públicos a se libertarem dos “vírus mortais da discórdia”, da violência, do ódio e a se unirem no único confronto que a todos interessa nesse momento: a prevenção e o combate à Covid-19, em defesa da vida, especialmente a dos mais pobres e vulneráveis.
O texto salienta, ainda, que o cuidado da saúde das pessoas e da economia são fundamentais para a garantia da vida em sua plenitude e não se opõem. “Sob a proteção de Nossa Senhora Aparecida, Maria, mãe discípula de Jesus, irmanamo-nos na luta empenhada por justiça e paz e pela democracia plena, onde deve prevalecer o bem comum e a dignidade de cada pessoa, como partícipe da construção de uma nova sociedade marcada pela solidariedade, como nos ensina o Papa Francisco”, finaliza.
Papa Francisco propõe orações para o mês de maio
O papa Francisco sugeriu aos fiéis de todo mundo que se intensifique as orações no mês de maio, através da intercessão de Nossa Senhora. Entre as orações está a recitação do Terço.
"Pensei propor-vos a todos que volteis a descobrir a beleza de rezar o Terço em casa, no mês de maio. Podeis fazê-lo juntos ou individualmente: decidi vós de acordo com as situações, valorizando ambas as possibilidades. Seja como for, há um segredo para bem o fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação", escreveu o Santo Padre.
No seu texto enviado aos cristão católicos, o Santo Padre também ofereceu duas orações à Nossa Senhora, as quais poderão ser rezadas ao final do Terço.
CARTA DO PAPA FRANCISCO A TODOS OS FIÉIS PARA O MÊS DE MAIO DE 2020
Queridos irmãos e irmãs!
Já está próximo o Mês de Maio, no qual o povo de Deus manifesta de forma particularmente intensa o seu amor e devoção à Virgem Maria. Neste mês, é tradição rezar o Terço em casa, com a família; dimensão esta – a doméstica –, que as restrições da pandemia nos «forçaram» a valorizar, inclusive do ponto de vista espiritual.
Por isso, pensei propor-vos a todos que volteis a descobrir a beleza de rezar o Terço em casa, no mês de maio. Podeis fazê-lo juntos ou individualmente: decidi vós de acordo com as situações, valorizando ambas as possibilidades. Seja como for, há um segredo para bem o fazer: a simplicidade; e é fácil encontrar, mesmo na internet, bons esquemas para seguir na sua recitação.
Além disso, ofereço-vos os textos de duas orações a Nossa Senhora, que podereis rezar no fim do Terço; eu mesmo as rezarei no Mês de Maio, unido espiritualmente convosco. Junto-as a esta Carta, para que assim fiquem à disposição de todos.
Queridos irmãos e irmãs, a contemplação do rosto de Cristo, juntamente com o coração de Maria, nossa Mãe, tornar-nos-á ainda mais unidos como família espiritual e ajudar-nos-á a superar esta prova. Eu rezarei por vós, especialmente pelos que mais sofrem, e vós, por favor, rezai por mim. Agradeço-vos e de coração vos abençoo.
Roma, São João de Latrão, na Festa de São Marcos Evangelista, 25 de abril de 2020.
I - Oração a Maria
ÓMaria,
Vós sempre resplandeceis sobre o nosso caminho
como um sinal de salvação e de esperança.
Confiamo-nos a Vós, Saúde dos Enfermos,
que permanecestes, junto da cruz, associada ao sofrimento de Jesus, mantendo firme a vossa fé.
Vós, Salvação do Povo Romano,
sabeis do que precisamos
e temos a certeza de que no-lo providenciareis para que, como em Caná da Galileia,
possa voltar a alegria e a festa
depois desta provação.
Ajudai-nos, Mãe do Divino Amor,
a conformar-nos com a vontade do Pai
e a fazer aquilo que nos disser Jesus,
que assumiu sobre Si as nossas enfermidades e carregou as nossas dores
para nos levar, através da cruz,
à alegria da ressurreição. Amém.
À vossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus;
não desprezeis as nossas súplicas na hora da prova
mas livrai-nos de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.
II - Oração a Maria
"Àvossa proteção, recorremos, Santa Mãe de Deus".
Na dramática situação atual, carregada de sofrimentos e angústias que oprimem o mundo inteiro, recorremos a Vós, Mãe de Deus e nossa Mãe, refugiando-nos sob a vossa proteção.
ÓVirgem Maria, volvei para nós os vossos olhos misericordiosos nesta pandemia do coronavírus e confortai a quantos se sentem perdidos e choram pelos seus familiares mortos e, por vezes, sepultados duma maneira que fere a alma. Sustentai aqueles que estão angustiados por pessoas enfermas de quem não se podem aproximar, para impedir o contágio. Infundi confiança em quem vive ansioso com o futuro incerto e as consequências sobre a economia e o trabalho.
Mãe de Deus e nossa Mãe, alcançai-nos de Deus, Pai de misericórdia, que esta dura prova termine e volte um horizonte de esperança e paz. Como em Caná, intervinde junto do vosso Divino Filho, pedindo-Lhe que conforte as famílias dos doentes e das vítimas e abra o seu coração à confiança.
Protegei os médicos, os enfermeiros, os agentes de saúde, os voluntários que, neste período de emergência, estão na vanguarda arriscando a própria vida para salvar outras vidas. Acompanhai a sua fadiga heroica e dai-lhes força, bondade e saúde.
Permanecei junto daqueles que assistem noite e dia os doentes, e dos sacerdotes que procuram ajudar e apoiar a todos, com solicitude pastoral e dedicação evangélica.
Virgem Santa, iluminai as mentes dos homens e mulheres de ciência, a fim de encontrarem as soluções justas para vencer este vírus.
Assisti os Responsáveis das nações, para que atuem com sabedoria, solicitude e generosidade, socorrendo aqueles que não têm o necessário para viver, programando soluções sociais e económicas com clarividência e espírito de solidariedade.
Maria Santíssima tocai as consciências para que as somas enormes usadas para aumentar e aperfeiçoar os armamentos sejam, antes, destinadas a promover estudos adequados para prevenir catástrofes do género no futuro.
Mãe amadíssima, fazei crescer no mundo o sentido de pertença a uma única grande família, na certeza do vínculo que une a todos, para acudirmos, com espírito fraterno e solidário, a tanta pobreza e inúmeras situações de miséria. Encorajai a firmeza na fé, a perseverança no serviço, a constância na oração.
Ó Maria, Consoladora dos aflitos, abraçai todos os vossos filhos atribulados e alcançai-nos a graça que Deus intervenha com a sua mão omnipotente para nos libertar desta terrível epidemia, de modo que a vida possa retomar com serenidade o seu curso normal.
Confiamo-nos a Vós, que resplandeceis sobre o nosso caminho como sinal de salvação e de esperança, ó clemente, ó piedosa, ó doce Virgem Maria. Amém.
Em entrevista, Dom Majella afirma que a Igreja precisa suscitar uma certeza: "Deus está sempre presente"
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., foi o entrevistado desta semana (21 de abril) do programa Central da Esperança, da TV Aparecida. Questionado sobre o papel da Igreja de levar fé e esperança nesse tempo de distanciamento social, dom Majella ressaltou ser preciso anunciar a certeza que se tem: Deus está sempre presente.
"É este é o papel da Igreja: suscitar e favorecer no coração dos fiéis, através dos meios que estamos usando, esta certeza: Deus está sempre presente. Este momento eu o qualifico como um momento importante para que possamos reconstruir a esperança. Isso é o que está nos ensinando esse tempo de pandemia. Como reconstruir esperança? buscar pelo sentido da vida. Assim vamos compreender que para nós, cristãos, precisamos pensar o papel da espiritualidade. Alimentar e construir a verdadeira esperança. Não podemos temer, não estamos sós".
Dom Majella também retomou os quatro pontos fundamentais da espiritualidade que ajudam os fiéis a transformar o sentido desta pandemia.
"Quando eu falo da espiritualidade, eu falo de quatro pilares fundamentais: Palavra de Deus (tempo que estamos tendo para nos aproximar mais da Palavra de Deus. Faça a leitura de um livro da Sagrada Escritura); Oração ( a Palavra nos conduz à oração); contemplação; e gestos de caridade. É desafiador os gestos de caridade, mas o papa Francisco nos ajuda a viver os gestos de caridade dentro de casa. Saber pedir licença e saber dizer muito obrigado. Eu creio que este tempo que estamos vivendo é um tempo de uma grande experiência de Deus".
O arcebispo de Pouso Alegre usou um trecho da música "Amor de índio", do cantor Milton Nascimento, para fazer um convite para todos. O trecho referido por ele foi: "a abelha fazendo o mel vale o tempo que não voou.
"Vamos produzir bom mel para adoçar e salvar a vida?".
Quando perguntado sobre como a Igreja pode ajudar as pessoas carentes, dom Majella disse que isso deve acontecer em forma de parcerias, ou seja, se unir a instituições que já fazem esse trabalho assistencial.
"Nós estamos nas nossas paróquias com muitas campanhas de solidariedade para procurar atender muitas das pessoas que estão passando dificuldade. Hoje fazemos isso parceria. Precisamos entrar em comunhão com outras instituições. Precisamos ir ao encontro destas pessoas que não tem casa, buscando instituições que possam ajudar essas pessoas. A caridade não pode ser somente na família, precisamos saber olhar para os outros. Uma mensagem que eu passe, um telefonema que eu faça para uma pessoa que eu sei que está sozinha em casa, é uma caridade".
Assista a entrevista completa de dom Majella
https://youtu.be/VumnF50Ag2U
Reunião por videoconferência com Pascom do Leste 2 é marcada pela troca de experiências
Visando aproximar e promover a partilha, o Regional Leste 2 da CNBB promoveu nesta quinta-feira, 23 de abril, uma reunião por videoconferência com nove coordenadores provinciais da Pastoral da Comunicação (Pascom).
A videoconferência contou com a participação do bispo referencial para a Comissão Episcopal para a Comunicação Social e Cultura, Dom Gil Antônio Moreira, o assessor eclesiástico, Pe. Andrey Nicioli, a coordenadora, Janaína Gonçalves Moreira da Silva, Rômulo Benha da Arquidiocese de Vitória (ES), Davidson Avelino Damasceno da Arquidiocese de Belo Horizonte, Gicélia Araújo Azevedo de Oliveira da Diocese de Caratinga, Junior Sá da Arquidiocese de Montes Claros, Lilian e Amanda Oliveira Linhares da Arquidiocese de Uberaba. O secretario executivo do Leste 2, Pe. Roberto Marcelino também marcou presença na reunião.
Durante a videoconferência, os pasconeiros trocaram experiências de trabalho no atual período de quarentena com a transmissão de Missas através das redes sociais, divulgação de campanhas de arrecadação e a criação de cursos de formação on-line.
Ao final os participantes chegaram a conclusão de que a Pascom tornou-se o coração da Igreja. “Antes desse período de resguardo existia certa resistência sobre a comunicação e hoje isso mudou. Houve uma percepção da relevância em usar os meios comunicativos para evangelizar”, afirmou Pe. Andrey.
Dom Gil aproveitou o momento para parabenizar os pasconeiros pelo trabalho desempenhado por todos. Assista ao vídeo aqui.
Igreja no Brasil pede para todos empenho contra o aborto
A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, porta-voz da Igreja Católica na sociedade brasileira, escreveu uma nota com o título “Em defesa da vida: É tempo de cuidar”. O documento, em sintonia com segmentos, instituições, homens e mulheres de boa vontade, convoca todos a defenderem a vida, contra o aborto, e se dirige publicamente, como o faz em carta pessoal, aos ministros do Supremo Tribunal Federal, para que eles defendam o dom inviolável da vida.
A nota é uma resposta ao fato de o Supremo Tribunal Federal (STF) ter agendado para o próximo dia 24 de abril o julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 5581 –, que versa sobre a liberação do aborto em caso de Zika vírus. O julgamento tinha sido adiado em maio do ano passado após pressão de diversos movimentos pró-vida. A votação está prevista para acontecer de forma virtual.
Leia a nota na íntegra:
A Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, porta-voz da Igreja Católica na sociedade brasileira, em sintonia com segmentos, instituições, homens e mulheres de boa vontade, convoca a todos pelo empenho em defesa da vida, contra o aborto, e se dirige, publicamente, como o faz em carta pessoal, aos Senhores e Senhoras Ministros do Supremo Tribunal Federal para dizer, compartilhar e ponderar argumentações, e considerar, seriamente, pelo dom inviolável da vida, o quanto segue:
1 - “É tempo de cuidar”, a vida é dom e compromisso! A fé cristã nos compromete, de modo inarredável, na defesa da vida, em todas as suas etapas, desde a fecundação até seu fim natural. Este compromisso de fé é também um compromisso cidadão, em respeito à Carta Magna que rege o Estado e a Sociedade Brasileira, como no seu Art 5º, quando reza sobre a inviolabilidade do direito à vida.
2 - Preocupa-nos e nos causa perplexidades, no grave momento de luta sanitária pela vida, neste tempo de pandemia do COVID-19, desafiados a cuidar e amparar muitos pobres e empobrecidos pelo agravamento da crise econômico-financeira, saber que o Supremo Tribunal Federal pauta para este dia 24 de abril 2020, em sessão virtual, o tratamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade – ADI 5581, ajuizada pela Associação Nacional dos Defensores Públicos – ANADEP, requerendo a declaração de inconstitucionalidade de alguns dispositivos da Lei 13.301/2016 e a interpretação conforme a Constituição de outros dispositivos do mesmo diploma legal.
3 - Há de se examinar juridicamente a legitimidade ativa desta Associação de Defensores Públicos, como bem destacado nas manifestações realizadas nos autos pela Presidência da República, Presidência do Congresso Nacional, Advocacia Geral da União e Procuradoria Geral da República, pois nos parece, também, que a referida Associação não é legitimada para propor a presente ADI, tendo bem presente que a Lei 13.985/2020 trouxe suporte e apoio para as famílias que foram afetadas pelo Zika vírus, instituindo uma pensão vitalícia às crianças com Síndrome Congênita como consequência.
4 - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, reitera sua imutável e comprometida posição em defesa da vida humana com toda a sua integralidade, inviolabilidade e dignidade, desde a sua fecundação até a morte natural comprometida com a verdade moral intocável de que o direito à vida é incondicional, deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto”. São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.
5 - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil insta destacar que o combatido artigo 18 da referida Lei 13.301/2016, cuja ADI pretendia a declaração de inconstitucionalidade de alguns dispositivos, foi completamente revogado pela MP 894 de 2019, convertida em Lei em 2020 (L. 13.985/2020). Desta forma, parece-nos ainda que o objeto da ação foi superado, não servindo a ação para declarar a inconstitucionalidade de outra lei que não a inicialmente combatida.
6 - A CNBB requer, portanto, que, acaso seja superada a preliminar de ilegitimidade ativa suscitada por todas as autoridades públicas que se manifestaram, e não seja extinta a ADI pela perda do objeto, no mérito não sejam acolhidos quaisquer dos pedidos formulados para autorizar, de qualquer forma, o aborto de crianças cujas mães sejam diagnosticadas com o Zika vírus durante a gestação.
7 - Reafirmamos, fiéis ao Evangelho de Jesus Cristo, nosso repúdio ao aborto e quaisquer iniciativas que atentam contra a vida, particularmente, as que se aproveitam das situações de fragilidade que atingem as famílias. São atitudes que utilizam os mais vulneráveis para colocar em prática interesses de grupos que mostram desprezo pela integridade da vida humana. (S. João Paulo II, Carta Encíclica Evangelium Vitae, 58)
Esperamos e contamos que a Suprema Corte, pautada no respeito à inviolabilidade da vida, no horizonte da fidelidade moral e profissional jurídica, finalize esta inquietante pauta, fazendo valer a vida como dom e compromisso, na negação e criminalização do aborto, contribuindo ainda mais decisivamente nesta reconstrução da sociedade brasileira sobre os alicerces da justiça, do respeito incondicional à dignidade humana e na reorganização da vivência na Casa Comum, segundos os princípios e parâmetros da solidariedade.
Cordialmente,
Brasília, 19 de abril de 2020
Domingo da Misericórdia
Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Presidente
Dom Jaime Spengler
1º Vice-presidente
Dom Mário Antônio da Silva
2º Vice-presidente
Dom Joel Portella Amado
Secretário-geral
por CNBB Nacional
Dom Majella divulga providências administrativas a serem tomadas pelas paróquias durante COVID-19
O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., emitiu nesta segunda-feira (20) as providências administrativas a serem tomadas pelas paróquias durante o isolamento social e durante a pandima do COVID-19.
As orientações consideram a atual situação da pandemia do coronavírus (COVID-19), com as devidas recomendações das autoridades sanitárias, de algumas Secretarias de Saúde dos Municípios da Arquidiocese de Pouso Alegre, de médicos especialistas; consideram o Decreto por nós emanado (17 de março de 2020*PC-CH 050/2020) e a Nota que o prorroga por prazo indeterminado (16 de abril de 2020*PC-CH 057/2020); consideram o impacto financeiro que sofrerão os diversos setores da sociedade, também nossas paróquias e os fiéis de nossas comunidades; consideram a pauta da reunião na sexta-feira dos setores de nossa Cúria Metropolitana (Arcebispo, Ecônomo e os departamentos Jurídico, de Recursos Humanos e Contábil);
As mudanças ocorrem com a colaboração das paróquias com a Cúria e com o Seminário arquidiocesano e a redução em 50% nas côngruas do clero, estas válidas pelos próximos três meses; e a redução salarial ou suspensão do contrato de trabalho dos colaboradores por dois meses, conforme a Lei Federal que complementará a renda de cada funcionário.
Leia o documento na íntegra aqui!
por Pe. Andrey Nicioli










