NOTA OFICIAL sobre o estado de saúde de Monsenhor Carneiro

A Arquidiocese de Pouso Alegre (MG) vem a público atualizar as informações sobre o estado de saúde do Monsenhor José Carneiro Pinto (98 anos), que está internado no Hospital das Clínicas de Itajubá desde o dia 4 de agosto, quando foi diagnosticado com COVID-19.

Segundo informações desta sexta-feira (7), seu estado de saúde continua estável, não está entubado, não apresenta febre e está sendo alimentado e hidratado. Seus exames laboratoriais apresentam pequenas melhoras.

Intensifiquemos nossas orações pela recuperação da saúde do querido Monsenhor Carneiro.

Assessoria de Comunicação (7/8/2020)


Dom Majella preside missa do Crisma com representantes do clero, da vida religiosa e do laicato

O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., presidiu na manhã deste sábado (1) a missa do Crisma. Por conta da pandemia e das orientações sanitárias, a Eucaristia foi celebrada na Capela do Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre, com a presença de representantes do clero, da vida religiosa e do laicato.

Durante a missa, o clero pode renovar suas promessas sacerdotais. Os Santos Óleos do Batismo e dos Enfermos foram abençoados e o Santo Óleo do Crisma foi consagrado. A missa também foi em Ação de Graças aos 120 anos de criação da diocese, no dia 4 de agosto de 1900. Os padres João Batista Neto, Mauricio Pieroni, Wilson Mário de Morais e Simão Cirineo também celebraram o jubileu sacerdotal.

Em sua homilia, dom Majella disse que a celebração da missa do Crisma significa um ponto de união muito importante do clero, um reunir-se. Inclusive, dentro da programação pré-pandemia, hoje haveria um encontro do clero com seus familiares, já celebrando o dia do padre.

"A igreja diocesana é a nossa família, e a arquidiocese tem um dever e uma dívida de gratidão para com todos os padres que aqui vivem e servem com o seu ministério sacerdotal o povo de Deus. O ministério sacerdotal é um encontrar-se no Mistério de Jesus Cristo. Ele é sempre Aquele que doa e, no alto, nos atrai a Si. Jesus quer exercer o seu sacerdócio através de nós' (Papa Bento XVI). Nesta liturgia da missa Crismal, queremos recordar e renovar este Mistério comovedor, que em cada celebração do sacramento da Eucaristia volta a tocar-nos. Não podemos desperdiçar o que é grande e misterioso. Precisamos de regressar à hora em que o Senhor impôs as suas mãos sobre nós e nos tornou partícipes deste Mistério. Fixemos sempre de novo o nosso olhar em Jesus Cristo e estendamos-lhe as mãos. Um sacerdote está sempre perto de Cristo".

Ainda falando aos padres, o arcebispo pede que se faça acontecer esta Igreja na Arquidiocese de Pouso Alegre através de um anúncio alegre, sem escândalos.
"Apaixonemos ainda mais pela autenticidade e nunca deixemos de acreditar na beleza do rosto da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não tenhamos medo de estar do lado do povo. Sejamos audazes na construção desde modelo de Igreja que marca o pontificado do Papa Francisco que afirma ser a Igreja sempre a 'casa aberta do Pai' (cf. EG 47). Uma Igreja próxima, o 'lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho' (cf. EG, 114)".
Dentro das celebrações dos 120 anos da diocese, o final do ano marcará o início do Sínodo arquidiocesano. Dom Majella também lembrou que a arquidiocese precisa ser o ponto de encontro, de partilha, de fraternidade.

"Iniciamos o exercício de sinodalidade de uma Igreja que caminha em conjunto, procurando valorizar a “escuta e participação” do clero e dos leigos, presentes no CAP e nos COSEPAs. Precisamos viver na Arquidiocese, nas 69 paróquias, uma igreja próxima de todos, de ricos, de pobres, pessoas que concordam ou que discordam, pessoas simpáticas ou antipáticas, porque a Igreja aproxima-se, sai, encontra-se com os outros. O Papa Francisco nos diz que 'a Igreja não é uma alfândega, mas a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa' (cf. EG, 47)".

Após a homilia, os padres ali presentes, representando todo o clero, renovaram as promessas feitas no dia da ordenação sacerdotal, jurando obediência e amor ao Bispo e à Igreja e comprometendo-se no anúncio do Reino. Por isso essa missa também é chamada de "missa da unidade", pois expressa a comunhão diocesana em torno do Mistério Pascal de Cristo, constituindo um momento forte de comunhão eclesial, de participação intensa das comunidades e de valorização dos sacramentos da vida da Igreja.

Os Santos Óleos foram apresentados, juntamente com o pão e o vinho, na procissão das ofertas. O Óleo dos Enfermos foi abençoado durante a Oração Eucarística, enquanto os Óleos do Batismo e Crisma foram abençoados e consagrados, respectivamente, após a Comunhão Eucarística. Todos serão entregues às paróquias a partir da próxima terça-feira.

Entenda o significado dos óleos:

- Óleo dos Catecúmenos: Concede a força do Espírito Santo aqueles que serão batizados para que possam ser lutadores de Deus, ao lado de Cristo, contra o Espírito do mal.

- Óleo dos Enfermos: É um sinal utilizado pelo sacramento da Unção dos Enfermos, que traz o conforto e a força do Espírito Santo para o doente no momento de seu sofrimento. O doente é ungido na fronte e na palma das mãos.

- Óleo do Crisma: É um óleo utilizado nas unções consacratórias dos seguintes sacramentos: depois da imersão nas águas do batismo, o batizado é ungido na fronte; na Confirmação é o símbolo principal da consagração, também na fronte; depois da Ordenação Episcopal, sobre a cabeça do novo bispo; depois da ordenação sacerdotal, na palma das mãos do neo-sacerdote.

Leia a homilia do arcebispo na íntegra:

Celebrar a Missa Crismal é sempre um dia muito, muito, significativo para o clero de qualquer diocese. A celebração em si é sempre muito importante, é um dia especial porque é o dia do clero e se celebra como dom de agradecimento a Deus e de agradecimento também aqueles da parte da comunidade que a servem.

Saúdo com grande afeto os sacerdotes, diácono e seminaristas aqui presentes, fiéis leigos e leigas, e quantos se encontram unidos a nós mediante as plataformas digitais. Saúdo os padres jubilares e agradeço-lhes cordialmente pela colaboração na Igreja particular de Pouso Alegre. Nestes 25 anos de ministério sacerdotal vocês veem sendo instrumentos do amor e da misericórdia de Deus para o povo. Um dom que de graça receberam e de graça deveis dar. Dirijo uma saudação especial à Ir. Maria da Paz, Priora deste Carmelo, juntamente com a comunidade que nos acolhe nesta capela. Queridas irmãs, o testemunho de amor de vocês para com a Igreja e as orações assíduas para os nossos padres, estão radicados na amizade profunda que cultivam com Deus.

A Missa Crismal que se celebra tradicionalmente na manhã de Quinta-Feira Santa, com a bênção dos óleos dos catecúmenos e dos enfermos e a consagração do óleo do crisma, utilizados na celebração de vários sacramentos, foi adiada este ano por causa da pandemia do Covid-19.

Devido a esta situação e as orientações da Vigilância sanitária, com o limite da presença física de fieis nos templos, optamos por celebrar aqui na capela do Carmelo com um número reduzido de leigos e leigas e do clero, sendo somente os padres coordenadores dos Setores de Pastoral, da Pastoral Presbiteral e os padres que celebram neste ano o jubileu de vida sacerdotal. Escolhemos esta capela também por considerar à comunidade das Irmãs carmelitas com a oportunidade de participarem desta celebração, talvez para algumas, a primeira vez em sua vida cristã.
Escolhemos a data de hoje para celebrarmos também os 120 anos do decreto de fundação da diocese de Pouso Alegre, que será no próximo dia 4; e porque desejávamos realizar nesta ocasião o encontro anual das famílias dos padres, comemorando juntos o dia do padre.

A celebração da missa do Crisma significa um ponto de união muito importante do clero, um reunir-se. A igreja diocesana é a nossa família, e a arquidiocese tem um dever e uma dívida de gratidão para com todos os padres que aqui vivem e servem com o seu ministério sacerdotal o povo de Deus.

“O ministério sacerdotal é um encontrar-se no Mistério de Jesus Cristo. Ele é sempre Aquele que doa e, no alto, nos atrai a Si. Jesus quer exercer o seu sacerdócio através de nós” (Papa Bento XVI). Nesta liturgia da missa Crismal queremos recordar e renovar este Mistério comovedor, que em cada celebração do sacramento da Eucaristia volta a tocar-nos. Não podemos desperdiçar o que é grande e misterioso. Precisamos de regressar à hora em que o Senhor impôs as suas mãos sobre nós e nos tornou partícipes deste Mistério. Fixemos sempre de novo o nosso olhar em Jesus Cristo e estendamos-lhe as mãos. Um sacerdote está sempre perto de Cristo. A vida cotidiana do sacerdote é um cultivo contínuo da relação próxima com Deus que se expressa numa vida de encontro com os outros sacerdotes e de onde terá de emergir uma terceira proximidade que é com o povo que não pode ficar distante. O sacerdote não pede fechar-se no seu templo. Precisa de sair para se encontrar com todas as problemáticas humanas. Sentir o pulsar de um povo que vive dignamente ou que sofre com carências do que é essencial e hoje têm também de se aproximar da natureza para a reconhecer como dom de Deus, cuidando e a preservando. A ecologia integral deve fazer parte das opções pastorais.

Não tenhamos medo de estar do lado do povo. Sejamos audazes na construção desde modelo de Igreja que marca o pontificado do Papa Francisco que afirma ser a Igreja sempre a “casa aberta do Pai” (cf. EG 47). Uma Igreja próxima, o “lugar da misericórdia gratuita, onde todos possam sentir-se acolhidos, amados, perdoados e animados a viverem segundo a vida boa do Evangelho” (cf. EG, 114). Façamos acontecer esta Igreja na Arquidiocese de Pouso Alegre através de um anúncio alegre, não nos escandalizemos, apaixonemos ainda mais pela autenticidade e nunca deixemos de acreditar na beleza do rosto da Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Caríssimos padres, apaixonemo-nos pela Palavra de Deus e comprometemo-nos com esta pastoral da proximidade. Particularmente, neste tempo em que tanto se fala de distanciamento social. Os 120 anos de criação da diocese nos impulsiona a continuar crescendo com raízes e a aprofundar as raízes. É compromisso agradecer a Deus por tudo o que foi feito nestes 120 anos.

Começamos o ano pastoral de 2020 dando os passos para a celebração do primeiro Sínodo diocesano. Iniciamos o exercício de sinodalidade de uma Igreja que caminha em conjunto, procurando valorizar a “escuta e participação” do clero e dos leigos, presentes no CAP e nos COSEPAs. Precisamos viver na Arquidiocese, nas 69 paróquias, uma igreja próxima de todos, de ricos, de pobres, pessoas que concordam ou que discordam, pessoas simpáticas ou antipáticas, porque a Igreja aproxima-se, sai, encontra-se com os outros. O Papa Francisco nos diz que “a Igreja não é uma alfândega, mas a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa” (cf. EG, 47)

Amados padres, as pessoas devem notar o nosso zelo, através do qual testemunhamos de modo credível o Evangelho de Jesus Cristo. Amanhã iniciaremos a segunda fase do Plano de Retomada das atividades litúrgicas e pastorais da Arquidiocese com as celebrações presenciais dos fieis nas nossas igrejas. É um trabalho pastoral e um enfrentamento da pandemia. Precisa ser feito com tranquilidade, união de forças, apoio mútuo, solidariedade e tudo mais de que necessitamos nesse momento. É a nossa missão.

Peçamos ao Senhor que no encha com a alegria da sua Palavra, a fim de podermos servir, com zelo, a sua verdade e o seu amor. Imploremos a Deus que acolheu os mortos pela pandemia, nos fortaleça no cuidado de nós mesmos e uns dos outros.

Supliquemos à Nossa Senhora Auxiliadora para que nunca deixe faltar verdadeiras e santas vocações sacerdotais à Arquidiocese de Pouso Alegre e com a sua maternal intercessão nos faça alcançar de Deus os frutos almejados e esperados. Amém.
+ José Luiz Majella Delgado, cssr

Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre
Capela do Carmelo Sagrada Família.

Pouso Alegre, 1 de agosto de 2020.

 

por Pe. Andrey Nicioli 


Arquidiocese disponibiliza material de reflexão e oração para Semana Nacional da Família

A Igreja no Brasil celebra entre os dias 9 e 15 de agosto, a Semana Nacional da Família, este ano com o tema: "Eu e minha casa serviremos ao Senhor" (Josué 24, 15). E a Pastoral Familiar da arquidiocese de Pouso Alegre também está se mobilizando entre seus grupos paroquiais e setores pastorais a vivência deste momento tão importante.

Segundo o assessor eclesiástico da Pastoral Familiar da arquidiocese de Pouso Alegre, padre Lucimar Goulart, explicou que esse ano, na arquidiocese, irá ser utilizado o material da Conferência Nacional para os Bispos do Brasil (CNBB).

"Nesta semana, nós estaremos em oração pela sua familia, pela minha familia, pela nossa familia. Convido você a reunir a sua familia para rezar conosco. A CNBB e Comissao para a Vida produziram um material para que pudessemos rezar nestes dias, justamente o livreto 'Hora da Familia', com orações e reflexões. Este ano não produziremos o material que produzimos em nossa arquidiocese, por isso vamos usar o material da CNBB. É um material celebrativo, para que possamos estar unidos me oração. O fato de estarmos separados, cada um na sua casa, não significa que estejamos desunidos. Pelo contrário, pois o que nos une é a mesma fé, o mesmo Deus, a mesma Cruz que levamos e o mesmo Céu que buscamos. Convido você a reunir sua família e celebrarmos esta semana".

Para o Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a vida e a Família da CNBB, dom Ricardo Hoepers, o subsídio Hora da Família quer unir todas as famílias e grupos de reflexão para vivenciarem a dimensão do serviço.

"O Hora da Família se coloca a serviço da Igreja e da construção do Reino de Deus começando em nossas casas. Aproveitem cada encontro e animem sua comunidade a vivenciarem os temas propostos como um itinerário de aprofundamento da fé em família a serviço da comunidade".

FAÇA DOWNLOAD DO LIVRO "HORA DA FAMÍLIA"

 

por Pe. Andrey Nicioli 


Saiba como deve ser o procedimento para cadastramento dos voluntários

O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., divulgou na manhã desta sexta-feira (3), o Plano de retomada gradual das atividades litúrgicas e pastorais da arquidiocese em tempos de pandemia da COVI-19. Trata-se de uma uma transição que será feita em fases e que sua aplicação depende das condições sanitárias do momento e também das orientações da Secretaria de Saúde e Vigilância sanitária de cada município. Para o retorno das atividades litúrgicas, como batizados (em julho) e missas com a presença dos fiéis (em agosto), as paroquias precisarão contar com o apoio de voluntários, os quais devem ter entre 18 e 59 anos, não podem pertencer a nenhum dos grupos de risco e precisarão, obrigatoriamente, assinar um Termo de Compromisso, o qual será encaminhado às paróquias nos próximos dias. O cadastro de cada voluntário deverá ser feito na Secretaria Paroquial por telefone.

Saiba como será o retorno das celebrações da Santa Missa com a presença dos fiéis
Saiba quais são as orientações para atendimento de confissão, bênçãos e direção espiritual
Saiba quais são as orientações para os Sacramentos do Batismo, Matrimônio e Unção dos Enfermos
Faça o download do Plano de Retomada das Atividades Litúrgicas e Pastorais

Veja aqui as orientações o cadastramentos dos voluntários

- Os párocos deverão organizar as equipes necessárias para a retomada das atividades eclesiais. Sugerem-se: a) uma equipe de acolhimento e orientação dos fiéis, no início, durante e término das celebrações; b) outra, para a higienização periódica das igrejas, conforme protocolo da Vigilância Sanitária de cada município;
- Serão aceitos apenas voluntários entre 18 e 59 anos, que se declarem não pertencentes a qualquer grupo de risco, devendo todos assinar um Termo de Compromisso para a prestação de serviço voluntário, conforme modelo anexo;
- Cada membro dessas equipes de voluntários deverá usar máscaras de tecido ou as viseiras protetoras faciais, de acordo com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e cuidará para que suas mãos estejam bem lavadas ou higienizadas com álcool em gel 70%. As máscaras deverão ser substituídas após um uso superior a 3 horas ininterruptas, conforme orientações sanitárias. Caberá à paróquia, independentemente da forma de aquisição (doações ou compra), garantir o fornecimento do material necessário ao trabalho dessas equipes;
- Como forma de evitar uma possível aglomeração nas secretarias paroquiais, sugere-se que o cadastro dos voluntários ocorra por contato telefônico na paróquia, onde serão fornecidos os horários disponíveis para o trabalho voluntário e a data para o treinamento;
- O treinamento das equipes seja feito antes do retorno das atividades, em pequenos grupos, nos quais se fará a distribuição, preenchimento e recolhimento do Termo de Compromisso, assinado;
- O pároco faça chegar aos membros do CPP, de alguma maneira (vídeo, áudio, texto impresso ou reunião on-line etc.), o conhecimento desse processo de retomada. Os padres pertencentes ao grupo de risco, como idosos e portadores de doenças crônicas, estão dispensados da realização das atividades do Plano de Retomada, permanecendo em casa, no distanciamento social, celebrando a Eucaristia e realizando ações evangelizadoras online, conforme suas possibilidades. Nos setores, a Pastoral Presbiteral organize a forma de providenciar auxílio pastoral às paróquias cujos padres pertençam a esse grupo;


Saiba como será o retorno das celebrações da Santa Missa com a presença dos fiéis

O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., divulgou na manhã desta sexta-feira (3), o Plano de retomada gradual das atividades litúrgicas e pastorais da arquidiocese em tempos de pandemia da COVI-19. É preciso ressaltar que se trata de uma transição que será feita em fases e que sua aplicação depende das condições sanitárias do momento e também das orientações da Secretaria de Saúde e Vigilância sanitária de cada município. Dentro do planejamento, o retorno das celebrações da Santa Missa retornarão em agosto, sendo a primeira missa celebrada na Catedral Metropolitana no dia 1º de agosto. Nas paróquias, as missas retornam no dia 2 de agosto.

“Aproxima-se o momento tão esperado por nós todos de retornarmos às atividades litúrgicas e pastorais em nossas comunidades paroquiais da arquidiocese. Unidos ao povo que festejava a volta do exílio (Sl 126[125]) e, convictos de que ‘Deus foi grande conosco! (v. 3), fazemos ressoar nossa alegria de também, em breve, estarmos reunidos como assembleia orante para as nossas celebrações, e nosso entusiasmo para a retomada das atividades de evangelização”, escreveu dom Majella.

É importante que as transmissões de missas, como vêm acontecendo em cada paróquia, continuem, já que muitos fiéis não poderão participar presencialmente.

Saiba como vai ser o retorno das confissões, bênçãos e direções espirituais
Saiba quais são as orientações para o cadastramento dos voluntários
Saiba quais são as orientações para os Sacramentos do Batismo, Matrimônio e Unção dos Enfermos
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Nessa fase, as missas com a presença de fiéis podem ser celebradas na Catedral e na igreja matriz de cada paróquia, mas, a critério do pároco, se houver na paróquia outros templos proporcionais ou maiores que a matriz, pode-se também utilizá-los, “desde que com a referida autorização. Sempre buscando o diálogo com o município, nunca sem ele, caso necessário, solicite-se a visita prévia das autoridades sanitárias para avaliação do local, antes de iniciar qualquer atividade, evitando-se, de antemão, quaisquer contratempos”.
Quanto ao número de missas dominicais e feriais, o indicado é que se conserve, preferencialmente, o costume paroquial, mas o pároco poderá escolher. Em casos de mais de uma missa, observe-se o intervalo de duas horas entre o final de uma e o início da outra, para limpeza e higienização do espaço.

Sobre os fiéis

As missas acontecerão com número reduzido de fiéis, conforme orientações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e das autoridades sanitárias.
“Para cada celebração, admita-se o número de participantes de acordo com as legislações próprias de cada município, lembrando que, nesse número, são contados todos os que estiverem dentro do templo, sem exceção, incluindo o ministro ordenado e a equipe de celebração”.

Os fiéis que fazem parte dos grupos de risco, como os doentes e idosos acima de 60 anos, sejam orientados a permanecerem em suas casas, nutrindo a fé como indicado inicialmente. Sugere-se, também, que as crianças que não fizeram a primeira eucaristia fiquem em casa. Para participarem da celebração, será necessário que cada pessoa faça um cadastro, conforme meio adotado e orientado por cada paróquia, como retirada de senhas, inscrição em plataformas digitais etc. É de suma importância que todas as informações se concentrem na secretaria paroquial para facilitar o gerenciamento do processo e a comunicação.

“Que cada paróquia seja rigorosa no respeito ao número permitido de fiéis para a celebração, incluídas as pessoas dos ministérios litúrgicos, de acordo com as normas sanitárias municipais. Reforçamos que, para fins de fiscalização, é contado o número total de pessoas que se encontram dentro do templo, sem exceção”.

Os fiéis, sem excessão, devem higienizar as mãos logo na entrada da igreja com álcool em gel ou outro produto desinfetante, conforme orientações sanitárias. Assim, também, todos deve estar usando máscara de proteção, a qual deve ser retirada, apenas, para a recepção da Comunhão Eucarística, sendo recolocada logo em seguida.

Na chegada, enquanto os procedimentos de acolhida, higienização e encaminhamento dos fiéis acontece, cuide-se para que seja respeitado o distanciamento de 2 metros. Assim também será dentro do templo, já que o fiel deverá sentar especificamente no lugar indicado pela equipe de acolhida. Esse espaço obedece as normas de segurança sanitária, ou seja, 4 metros quadrados.

A Comunhão Eucarística poderá ocorrer de duas formas, sendo o pároco o responsável por escolher umas delas. A primeira é a mais comum, em que o fiel forma a fila. Aqui, que se obedeça o distanciamento conforme as indicações no piso. Na segunda forma, o padre ou o Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão se dirige até o local onde o fiel esteja sentado. Nos dois casos, “a Eucaristia será distribuída exclusivamente nas mãos, devendo todos comungar na frente do ministro. A forma mais segura de colocar a hóstia na mão do fiel será com os braços em extensão máxima, sejam os braços de quem entrega a hóstia, sejam os braços da pessoa que a recebe, favorecendo assim a distância de dois metros entre elas, em fila, com sinalização adequada no piso. O fiel, na hora de comungar, deverá retirar momentaneamente a máscara, receber a hóstia na mão e coloca-la na boca, e recolocar a máscara. Comunhões sob duas espécies estão suspensas até segunda ordem”.

O diálogo individual da Comunhão (“Corpo de Cristo” - “Amém”) será realizado uma única vez por quem preside e de forma coletiva depois da resposta “Senhor, eu não sou digno…”, distribuindo-se, portanto, a Eucaristia em silêncio.

As ofertas deverão ser feitas ao final da celebração, onde urnas para esse fim estarão à disposição nas portas de saída. Os fiéis devem ser orientados a deixar a igreja, seguindo uma ordem, respeitando as regras de distanciamento e não se aglomerando diante da igreja.

Sobre a organização do templo

Sempre que possível, as portas de entrada sejam distintas das de saída e que haja indicadores de percursos de sentido único, de modo a evitar que as pessoas se cruzem. Para a entrada na igreja, deve ser respeitado o distanciamento de dois metros entre as pessoas, em fila, para realização dos protocolos. Não haja distribuição de folhetos litúrgicos, folhas de canto ou qualquer outro impresso aos fieis;

“Deve-se respeitar a distância mínima de segurança de dois metros entre os fiéis (o que equivale a quatro metros quadrados por pessoa). Para isso, garanta-se a organização prévia do espaço com medidas e sinalização adequadas (por ex.: fechando-se o acesso a alguns bancos ou alterando filas, afastando cadeiras; marcando os lugares com cores ou outros sinais). O fiel só poderá sentar no local demarcado e indicado pela equipe. Onde for possível, sugere-se a substituição dos bancos por cadeiras, para facilitar a organização do ambiente e a higienização”.

As portas e janelas das igrejas devem estar bem abertas para uma adequada ventilação, mas os ventiladores ou aparelhos similares devem ficar desligados. É preciso ter cuidado para que os fiéis não toquem ou tenham qualquer tipo de contato com puxadores e maçanetas.

O plano de retomada também cuidado quanto aos recipientes de água benta e as imagens que ficam para veneração dos fiéis.

“Os recipientes de água benta junto às entradas da igreja devem estar vazios. Recomenda-se colocar, em torno das imagens populares e acessíveis ao público, uma fita de isolamento, para que os devotos não toquem ou beijem as mesmas”.

O uso dos banheiros ou bebedouros que existem nas igrejas ou outros espaços da paróquia devem ser proibidos. Caso o fiel precise tomar água, que ele leve sua garrafinha com água de casa.

 

por Pe. Andrey Nicioli 


Saiba como vai ser o retorno dos confissões, bênçãos e direções espirituais

De acordo com o Plano de retomada gradual das atividades litúrgicas e pastorais da arquidiocese de Pouso Alegre em tempos de pandemia da COVI-19 divulgadas pelo arcebispos metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., nesta sexta-feira (3), as confissões, bênçãos e direções espirituais já podem ser retomadas nesta primeira quinzena de julho, seguindo as orientações sanitárias de cada município.

Pede-se que o atendimento seja pré-agendado na Secretaria Paroquial, preferencialmente por telefone, evitando a aglomeração de pessoas.
O espaço escolhido para a confissão ou direção espiritual deve ser arejado e amplo, permitindo o distanciamento entre o fiel e o padre mas sem comprometer o Sagrado Sigilo de confidencialidade.

Entre as normas de higiene, recomenda-se que ao término de cada atendimento sejam higienizadas as mãos e as superfícies utilizadas.

Saiba como será o retorno das celebrações da Santa Missa com a presença dos fiéis
Saiba quais são as orientações para o cadastramento dos voluntários
Saiba quais são as orientações para os Sacramentos do Batismo, Matrimônio e Unção dos Enfermos
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Arquidiocese divulga Plano de retomada das atividades litúrgicas e pastorais. Missas retornam em agosto

O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., divulgou na manhã desta sexta-feira (3), o Plano de retomada gradual das atividades litúrgicas e pastorais da arquidiocese em tempos de pandemia da COVID-19. É preciso ressaltar que se trata de uma transição que será feita em fases e que sua aplicação depende das condições sanitárias do momento e também das orientações da Secretaria de Saúde e Vigilância sanitária de cada município. O retorno das celebrações da Santa Missa com a presença de fiéis será em agosto, sendo a primeira missa celebrada na Catedral Metropolitana no dia 1º de agosto. Nas paróquias, as missas retornam no dia 2 de agosto.

A decisão foi tomada após uma avaliação prudente, tendo ouvido a Comissão Gestora para o Tempo de Pandemia e o Conselho de Presbíteros da arquidiocese. Cada pároco deve validar esse plano na secretaria de saúde do município.

Saiba como será o procedimento para cadastramento dos voluntários
Saiba como será o retorno das celebrações da Santa Missa com a presença dos fiéis
Saiba quais são as orientações para atendimento de confissão, bênçãos e direção espiritual
Saiba quais são as orientações para os Sacramentos do Batismo, Matrimônio e Unção dos Enfermos

“Oferecemos um plano de retomada em sintonia com as orientações da CNBB, que acontecerá por fases, em um processo gradual, sempre em permanente diálogo dos párocos com as autoridades sanitárias de cada município da Arquidiocese, para sua efetivação de acordo com as condições de cada realidade. Por isso, nenhuma paróquia iniciará a execução deste plano sem antes apresentá-lo à Secretaria de Saúde e Vigilância Sanitária do município, solicitando por escrito sua validação, que deve ser afixada em todos os locais de sua execução e conservadas no arquivo paroquial para fins jurídicos e documentais. O plano prevê a preparação das equipes e elementos necessários para esse retorno, bem como a avaliação e o alargamento das possibilidades, assim que cada etapa for bem sucedida. No entanto, em havendo necessidade de revogação ou recuo em alguma das decisões aqui elencadas, por razões justas, sobretudo aquelas ligadas efetivamente à defesa da vida das pessoas, eles serão feitos”, disse dom Majella.

Estão canceladas, neste ano de 2020, as visitas pastorais do senhor arcebispo, bem como as celebrações regulares do sacramento da Confirmação.
O plano apresentado pela arquidiocese se dará por fases:

1ª FASE:

Primeira quinzena de julho:
- Conscientização do clero e dos fiéis;
- Cadastramento e treinamento das equipes de voluntários;
- Atendimento de confissões, bênçãos e orientação espiritual na igreja ou secretaria paroquial;

Segunda quinzena de julho:
- Sacramento do Batismo;
- Sacramento do Matrimônio;
- Sacramento da Unção dos Enfermos;
- Exéquias;

2ª FASE:

Agosto:
- Retorno da celebração da Santa Missa com a presença de fiéis (Catedral Metropolitana e igrejas matrizes);
Os ítens referentes às demais fases serão divulgados em momento oportuno, visto que se trata de um processo gradual, e a consolidação das etapas anteriores oferecerão elementos para orientar os passos seguintes, ou seja, ainda não têm uma data para serem aplicadas.
Dentro das outras fases estão: a retomada das missas nas comunidades, a distribuição da Sagrada Comunhão aos Enfermos a iniciação sacramental dos adultos (3ª fase); reuniões pastorais e dos movimentos e a retomada da catequese (4ª fase); os encontros de pastoral e dos movimentos e as festas dos padroeiros (5ª fase).

FAÇA O DOWNLOAD DO PLANO DE RETOMADA


Saiba quais são as orientações para os Sacramentos do Batismo, Matrimônio e Unção dos Enfermos e Exéquias

De acordo com o Plano de Retomada das Atividades Litúrgicas e Pastorais da arquidiocese de Pouso Alegre apresentado pelo arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., neste sexta-feira (3), os Sacramentos do Batismo, Matrimônio e Unção dos Enfermos podem ser retomados já na segunda quinzena de julho.

“Sabemos que ainda há o deserto da travessia, mas estamos certos de que o Senhor, do mesmo modo que nos ensinou muitas coisas nesse tempo da pandemia da COVID-19, continuará nos educando e nos sustentando na condição de peregrinos na fé. Após termos avaliado prudente e amorosamente todas as possibilidades de retorno, e tendo ouvido a Comissão Gestora para o Tempo de Pandemia e o Conselho de Presbíteros de nossa arquidiocese, optamos por uma transição gradual, mas efetiva, para que esse retorno aconteça de modo seguro e cuidadoso, sobretudo no que se refere à defesa da vida de cada um de nossos irmãos e irmãs”, disse Dom Majella.

Em todo esse processo de retorno, a exigência é que todas as normas sanitárias sejam rigorosamente obedecidas, como o número de pessoas dentro do templo, o uso de máscara de proteção e a higienização das mãos. Assim, tanto para o Batismo como para o Matrimônio, o número de convidados também deve ser respeitado.

Faça o download do Plano de Retomada das Atividades Litúrgicas e Pastorais

Saiba como vai ser o retorno das confissões, bênçãos e direções espirituais
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Saiba como vai ser o retorno da Santa Missa com a presença de fiéis
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Saiba quais são as orientações para o cadastramento dos voluntários
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Sacramento do Batismo

A celebração do Batismo deve ocorrer fora do rito da Missa, tanto para as crianças cujas famílias já receberam a catequese batismal bem como das crianças das famílias que o pedirem. Nesse último caso, os encontros catequéticos estão dispensados.

Aconselha-se que seja uma celebração do batismo por criança, mas, “se houver necessidade pastoral de celebração do batismo de várias crianças, não se exceda, no entanto, o número de três batizados por celebração. Em ambos os casos, não se passe do número máximo de pessoas permitido pela Vigilância Sanitária do município”.

Mesmo aqui, o distanciamento entre os fiéis deve obedecer o distanciamento de 2 metros e a criança não deverá ter contato com o ministro do Batismo. As unções pré e pós-batismais, deverão ser feitas com pedaços de algodão, que serão queimados após a celebração.

“Não se recomenda, nesse período de pandemia, realizar o Batismo por imersão. O ministro só derrame a água sobre a cabeça, sem tocar a cabeça ou o corpo da criança que se batiza. A cada celebração do Batismo, proceda-se à nova benção de água limpa. Na administração da água batismal, haja o cuidado de que a água derramada não seja reutilizada para nenhum outro fim”.

Sacramento do Matrimônio

Os casamentos cujos processos foram concluídos podem ser realizados, obedecendo-se às orientações sanitárias vigentes, como uso de máscara, distanciamento, higienização do local e distribuição da comunhão eucarística. A excessão é que, aos noivos, conceda-se a liberdade de decidir se desejam ou não usar máscaras durante a celebração.

“Quanto ao número de fiéis, siga-se a orientação municipal do plano de contingenciamento do número máximo de participantes nas celebrações religiosas. Lembre-se que, neste número, estão incluídos o ministro assistente, a equipe de celebração (se houver) e profissionais (fotógrafos, músicos e outros). Para evitar aglomerações e circulação de pessoas, quanto às entradas, permitam-se apenas a do noivo e da noiva. Todas demais pessoas, inclusive testemunhas (padrinhos e madrinhas), devem ocupar seus devidos lugares desde o início da celebração, omitindo-se as entradas e cumprimentos aos recém-casados”.

O Plano de Retomada orienta uma conversa do pároco com os noivos, orientado-os das exigências sanitárias e do cumprimento das mesmas. Caso haja necessidade, que os noivos assinem um termo de ciência antes da data de celebração do sacramento, com o objetivo de evitar contratempos

Sacramento da Unção dos Enfermos

Os cuidados de prevenção já recomendados para a administração dos outros sacramentos serão observados com mais responsabilidade na Unção dos Enfermos.

“Inclusive, se usem Equipamentos de Proteção Individual (EPI), caso a visita ocorra em hospitais ou obras assistências que os exijam”
Na administração da Unção aos enfermos que estão em suas casas, o ministro cuidará especialmente das medidas de higienização e prevenção recomendadas (máscara e álcool em gel). O Óleo da Unção dos Enfermos ser passado com um pedaço de algodão, que será queimado após o uso.

Exéquias

As Exéquias sejam breves e realizadas com um número restrito de pessoas, obedecendo as normas sanitárias de cada município.
“Os Ministros das Exéquias e da Pastoral da Esperança avaliem sua disponibilidade e se pertencem ou não ao grupo de risco da COVID-19 e, mesmo os mais jovens, observem a distância prescrita de 2 metros entre as pessoas. Que os presentes usem a máscara facial e também mantenham o distanciamento recomendado”
Apesar desse momento difícil de despedida de pessoas queridas, que não sejam motivados gestos de afeto que impliquem contato pessoal.

 

por Pe. Andrey Nicioli


Comissão Arquidiocesana de Pastoral se reúne pela primeira vez depois do início da pandemia

A manhã deste sábado (27) marcou a primeira reunião virtual do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP) da arquidiocese de Pouso Alegre. A reunião foi conduzida pelo coordenador de pastoral, padre Edson Aparecido da Silva, e contou com a participação do arcebispo, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R. Participam da reunião coordenadores de pastorais e movimentos, coordenadores dos Cosepa's e padres assessores de cada pastoral.

Como motivação e conversa inicial, padre Edson relembrou uma frase do papa Francisco: "A misericórdia não abandona quem fica para trás. Agora, enquanto pensamos numa lenta e difícil retomada da pandemia, se insinua esse perigo: esquecer quem ficou para trás. O risco é que nos atinja um vírus ainda pior, aquele do egoísmo indiferente. Ele é transmitido a partir da ideia de que a vida melhora se melhorar para mim, que tudo ficará bem, se ficar bem para mim".

Durante a reunião, além das partilhas e das atividade realizadas, reforçou-se a necessidade do uso dos meios de comunicação e mídias sociais para se chegar até as pessoas, principalmente aos moradores das zonas rurais e pessoas mais carentes.

Também foi repassado aos participantes as orientações gerais para o processo bíblico-catequético (infanto e juvenil, adulto e batismal) neste tempo de pandemia, que, mesmo com o disntaciamento social, os catequistas não podem perder a motivação de continuarem a ser sinais de esperança na vida de tantas pessoas às quais educam no seguimento de Cristo, alimentando sua fé nestes tempos tão difíceis. Porém, não se pode esquecer o papel da família nesse processo catequético. (DOWNLOAD DA MENSAGEM AQUI)

"Catequizar é ser presença evangelizadora na vida de nossos irmãos, missão esta que cabe àqueles que foram chamados para esse ministério de fazer ecoar ao mundo a Boa Nova da salvação e da vida. No entanto, sabemos que essa missão é primordialmente da família, chamada a ser Igreja doméstica. Esta missão dos pais cristãos tem suas raízes no batismo de cada um de seus membros e recebe da graça sacramental do matrimônio uma renovada força para transmitir a fé, para santificar o mundo e transformar a sociedade atual, segundo o desígnio de Deus. Este tempo de recolhimento social tem nos levado a pensar na importância de se valorizar a família como lugar essencial de catequese e de evangelização", traz a carta.

Sobre a catequese batismal, reforçou-se que apenas os batismos de urgência podem ser realizados, conforme decreto do arcebispo. Já à catequese infanto-juvenil, lembrou-se da necessidade dos catequistas de continuarem a manter contato com seus catequizandos através das redes sociais. Há também os materiais litúrgicos elaborados pela arquidiocese, que favorece a oração e a reflexão em família.

"Não se trata apenas de 'entregar' conteúdos para que o catequizando esteja apto a receber ou ser admitido aos sacramentos. Mesmo que estejam acontecendo encontros on-line, e que bom que acontecem, eles não serão contados como encontro presencial. Os encontros presenciais deverão ser retomados, assim que nos for permitido pelas autoridades competentes, de onde pararam antes da pandemia e/ou iniciá-los no caso de novas turmas".

Tanto as Primeiras Eucaristias e Crismas deverão ser reagendas, assim que possível e seguindo todas as orientações necessárias. Aos participantes da catequese de adultos, incentivou-se a perseverança na escuta da Palavra de Deus, na comunhão fraterna e na solidariedade. Áudios têm sido enviados semanalmente aos catequizandos desta etapa.

Dom Majella e padre Edson também lembraram da missa celebrada em Aparecida no dia 4 de julho, por ocasião dos 120 anos da arquidiocese de Pouso Alegre. Nesta data estava agendada a romaria arquidiocesana, porém, apenas 12 padres se farão presentes no Santuário Nacional, durante missa presidida pelo arcebispo metropolitano. Os fiéis devem ser incentivados a acompanharem pelos meios de comunicação, em suas casas. A missa será transmitida pelas rádios Difusora Hd e Paraíso FM, e também pela TV Aparecida, às 9h.

A Pastoral familiar também falou do aplicativo no qual as famílias poderão acessar os materiais para a Semana Nacional da Família. O app, disponível para Android e IOS, chama-se ESTANTE PASTORAL FAMILIAR. Dom Majella também comunicou que as atividades referentes ao Sínodo Arquidiocesano anotadas para este segundo semestre foram adiadas para 2021. As celebrações dos 120 anos da arquidiocese também serão reforçadas através dos meios de comunicação e mídias sociais.


Arcebispo cria Comissão para proteção de menores e pessoas em situação de vulnerabilidade

O arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado - C.Ss.R., anunciou na tarde desta quarta-feira (24), através de Decreto, a criação da Comissão arquidiocesana para a aplicação do Motu Proprio Vos Estis Lux Mundi, sobre a proteção dos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade.

A comissão está anexada ao Tribunal Eclesiástico Arquidiocesano, e será a responsável por receber reclamações e outras informações sobre possíveis abusos sexuais cometidos por clérigos e professos de vida consagrada, repassando tudo ao arcebispo.

"Além disso, esta Comissão Arquidiocesana garantirá que todas as instituições católicas e áreas eclesiais que realizam seu trabalho pastoral no território da Arquidiocese de Pouso Alegre sejam um lugar seguro e livre de abuso sexual, principalmente para menores e pessoas vulneráveis que participam de qualquer uma de suas atividades", traz o Decreto.

A Comissão terá tempo indeterminado e é composta pelos seguintes membros: padre Ronne Peterson de Faria Oliveira (presbítero, promotor de justiça do Tribunal e presidente da Comissão), padre Vanildo de Paiva (presbítero, pastoralista e psicólogo), Maria Aparecida Tosta Fagundes (psicóloga clínica), Maristela Tenório Dionísio Casalechi (pedagoga e advogada) e Marco Aurélio de Oliveira Silvestre (advogado).

A indicação destas comissões nas dioceses partiu do próprio Papa Francisco, através da Carta Apostólica em forma de Motu Proprio Vos Estis Lex Mundi, em 9 de maio de 2019. Ele determinou regras estabelecem novos mecanismos para a proteção dos menores e pessoas em situação de vulnerabilidade contra delitos sexuais de clérigos e de membros de Institutos de Vida Consagrada e de Sociedade de Vida Apostólica, bem como contra o abuso de autoridades dos mesmos.

O objetivo dessas regras é facilitar às pessoas cientes desses abusos que os informe às autoridades eclesiais, "de modo a garantir que as informações recebidas sejam convenientemente estudadas e que as medidas necessárias sejam tomadas em tempo hábil, evitando o silêncio e a ocultação desses crimes quando ocorram".

 

por Pe. Andrey Nicioli