20º ENCONTRO NACIONAL DE PRESBÍTEROS REÚNE CLERO DE TODO O BRASIL EM APARECIDA

De 27 de abril a 1º de maio, ocorrerá o 20º Encontro Nacional de Presbíteros (ENP), realizado pela Comissão Nacional de Presbíteros (CNP), no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida.

Este evento contará com a presença de 480 sacerdotes, além de 6 bispos e 1 cardeal, oriundos de várias partes do Brasil. Serão dias dedicados à espiritualidade, formação, troca de experiências e reflexão sobre o papel do sacerdócio na Igreja contemporânea.

Nesta edição, o ENP terá como tema central: “Presbítero no Contexto Digital”, fundamentado no lema: “A quem iremos? Só tu tens Palavras de vida eterna” (Jo 6, 68). O foco será nos desafios e nas oportunidades para a evangelização no ambiente digital.

Entre os participantes, destacam-se os padres: Reinaldo dos Santos, Fabiano Cézar e Rafael Silveira, que representam o clero da Arquidiocese de Pouso Alegre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


#Reflexão: 4° Domingo da Páscoa (26 de abril)

A Igreja celebra o neste domingo o 4° Domingo da Páscoa (26). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 2,14a.36-41
Salmo: 22(23),1-3a.3b-4.5.6
2ª Leitura: 1Pd 2,20b-25
Evangelho: Jo 10,1-10
Acesse aqui as leituras.

ESCUTAR E SEGUIR A JESUS, O BOM PASTOR! 

No IV domingo da Páscoa, a Igreja sempre celebra uma das mais belas imagens que o próprio Jesus aplicou a si mesmo: O Bom Pastor! O Pastor que cuida de suas ovelhas é uma imagem presente desde o Antigo testamento. Nasceu com Davi,  o rei pastor,  passou pelos profetas e chegou ao próprio Jesus que também utilizou para si, mas é somente Cristo, o único  que aplicou o adjetivo “Bom Pastor”. O texto de Jo 10 que apresenta Jesus como Bom Pastor é refletido em três etapas nos três anos litúrgicos da Igreja (ano A, B e C) no 4º domingo da Páscoa.

Essa profissão era comum para o povo do tempo e da região de Jesus. Os pastores não eram bem vistos, pois precisavam deslocar suas ovelhas por pastos que não eram deles e levavam seus rebanhos para que bebessem água em rios que estavam em outras propriedades. O pastor com seu pequeno rebanho, no entanto, era a imagem da profunda relação que existia entre os animais e o seu dono.

As ovelhas são animais sem muita visão, medrosas e completamente indefesas, facilmente vítimas de qualquer animal feroz. Sobrava somente para elas a audição para confiar.

Do pequeno rebanho, o pastor tira todo o seu sustento: lã para as roupas, o leite, o queijo e a manteiga. Defender o seu rebanho era garantir sua própria subsistência. Assim, o pastor passava quase todo o seu tempo, cuidando e protegendo seu rebanho. Ao anoitecer, o rebanho era reunido em um local provisório, feitos de amontoados de pedras. Era comum, vários pastores reunirem os seus rebanhos em um mesmo local para se distanciar por um tempo. No dia seguinte, bastava cada pastor chamar pelo nome suas ovelhas que elas iam ao seu encontro.

No Evangelho de São João, esta comparação de Jesus a um “Pastor Perfeito” (Bom), foi colocada logo depois da cura do cego (Jo 9). Ele escutou a voz de Jesus que o curou e em seguida, sofreu perseguições por parte dos judeus e fariseus, por fim, o ex cego acabou se definindo por aceitar Jesus e, por isso, foi expulso e excluído da sinagoga, lugar de oração dos judeus.

Jesus, antes de se apresentar como o Pastor Perfeito que vai muito além de um simples pastor, ele tocou em alguns pontos da religião da época que estava conduzindo mal o povo e os seus líderes não se comportavam como verdadeiros pastores, mas como mercenários (agiam por interesse e dinheiro):

Quem não entra no redil pela porta. O termo que foi traduzido por “redil” (local recintado, cercado), é usado para recordar o lugar para as ovelhas passarem a noite, mas a mesma palavra aparece nos Evangelhos também como um lugar no pátio do Templo ligado aos sacerdotes (Mt 16,69; 26,3.58; Mc 14,54.66; Lc 22,55; Jo 18,15; Ap 11,2; em Mc 15,16 ligado do Pretório; em Lc 11,21 a casa). Assim, Jesus não estaria somente falando de um local comum para as ovelhas, mas levando seus ouvintes a se lembrarem daquele local sagrado que somente os homens e sacerdotes podiam entrar. Jesus prosseguiu dizendo que quem não entra no “redil” pela porta é “ladrão e assaltante” (2 vezes). É fundamental passar pela porta como pastor e não se comportar como quem rouba e mata. Só o pastor, o verdadeiro pastor, tem somente o interesse em oferecer o que realmente o rebanho precisa.

Em seguida, Jesus descreveu quem é o verdadeiro pastor: “ele chama as ovelhas pelo nome. A relação do pastor com as suas ovelhas, é algo pessoal: ele conhece cada uma. Tratar as pessoas como números não cria ligação e nem afeto. Chamar pelo nome representa uma profunda ligação entre elas.

Após chamar pelo nome, elas saem do local”. O evangelista São João usa, no entanto, um verbo que tem mais o sentido de “arrancar”. O pastor não quer que as ovelhas fiquem no local e força todas as ovelhas a saírem de lá. Podemos facilmente ver a indireta que Jesus está fazendo com o local do sacrifício no templo, onde as ovelhas eram sacrificadas. Jesus, assim se apresenta como um pastor que empurra suas ovelhas para fora. Não um Deus de cercas e muros, mas um Deus que abre espaços maiores, pastor da liberdade e não dos medos. Que leva a uma corajosa saída dos recintos e refúgios, para descobrir novos horizontes na fé, no pensamento, na vida.

O Pastor tira as ovelhas daquele local, reúne o seu rebanho e caminha a frente dele. O recinto dava segurança, mas tirava a liberdade. Jesus é o pastor das estradas e do caminho. Ele é a segurança suficiente, pois está com suas ovelhas e elas que O conhecem e aceitam o seu chamado, fazem parte do seu rebanho e por isso, aceitam o seu comando. As ovelhas (os animais) não enxergam bem, mas sabem escutar e diferenciar qual é a voz do seu pastor. Jesus traz o rebanho para a liberdade e para a vida, para fora daquele ambiente de exploração e morte. Depois, Ele caminha a frente das ovelhas, Ele se expõe e guia o seu rebanho.

O pastor caminha na frente das ovelhas. Não temos um pastor de retaguarda, mas um guia que abre caminhos. Não um pastor atrás do rebanho, gritando ou acenando com o bastão, mas alguém que precede e convence, com seu passo tranquilo, que o caminho é seguro. As ovelhas ouvem a sua voz e o seguem. A voz basta, não são necessárias ordens, porque confiam sempre.

As ovelhas O seguem porque pronuncia o nome de cada uma, não é um ladrão de felicidade ou de liberdade: todos entrarão, sairão e encontrarão pastagem.

São João nos diz que os ouvintes de Jesus não entenderam o porquê da parábola, pois Ele fez um retrato daquilo que todos conheciam. Jesus, nessa mesma imagem que Ele usou, o Mestre Jesus se apresentou como “porta” das ovelhas, também usando algo que eles conheciam na época.

O redil das ovelhas – como dissemos – era feito com um amontado em círculo de pedras com uma única entrada. Elas eram conduzidas para dentro do recinto e o pastor dormia na porta, se colocando como a uma porta, não como obstáculo para as ovelhas saírem, mas para impedir que lobos e assaltantes entrassem.

Mas, Jesus não se apresentou como um “porteiro” (que abre e fecha a porta), mas como a própria porta. É necessário “passar” por Jesus para entrar em uma realidade diferente. Os outros que vieram antes Dele (certamente, as autoridades religiosas da época) foram meros ladrões e assaltantes. Eles chamavam as ovelhas para explorar e matar; Jesus chama para conduzir a liberdade e a vida. Jesus diz que aceitá-Lo como “caminho” (porta) é ter liberdade (entra e sai) e a pessoa encontrará vida (pastagens). Seu projeto de salvação, torna cada pessoa (“ovelha”) livre e cada um ganha como prêmio a vida em abundância.

Jesus, como Bom pastor é um dos títulos mais desarmantes que Jesus deu a si mesmo. Mas essa imagem nada tem de fraca ou submissa; na realidade, Cristo é o pastor forte que se levanta contra os lobos, que tem coragem e jamais foge. Ele é o verdadeiro pastor que se coloca entre o que dá vida e o que traz a morte ao seu rebanho.

Na 1ª leitura vemos Pedro, corajosamente, anunciando que Jesus continua salvando a humanidade, basta cada um se converter de seus pecados, passar pelo Batismo e receber a mesma força do alto que é o Espírito Santo. Mas, não é fácil seguir o caminho proposto por Jesus, seguir seus passos e praticar seus ensinamentos. Pedro, na 2ª leitura nos diz que é enfrentar perigos e perseguições, mas Cristo já percorreu este caminho. Jesus já sabe o que significa sofrimento e dor; Ele também quer nos conduzir quando estamos nessa estrada difícil e nos aponta o melhor caminho que temos a percorrer.

Nesse domingo também recordamos e rezamos pelos nossos padres e bispos que têm a missão de ajudar as pessoas a permanecerem no caminho e seguir Jesus como Bom Pastor. Neste ano eucarístico, recordamos que sempre necessitamos de nossos pastores para nos oferecer o próprio Jesus, força e alimento espiritual para todos nós.

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#Reflexão: 3° Domingo da Páscoa (19 de abril)

A Igreja celebra o neste domingo o 3° Domingo da Páscoa (19). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 2,14.22-33
Salmo: 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11 (R. 11ab)
2ª Leitura: 1Pd 1,17-21
Evangelho: Lc 24,13-35
Acesse aqui as leituras.

CAMINHANDO COM O RESSUSCITADO

O texto conhecido dos “discípulos de Emaús” conta a história de dois discípulos que estiveram com Jesus até a Paixão, mas que estavam com o coração partido e desiludidos. A experiência da cruz foi demais para eles. Jesus se tornou um estranho e distante, alguém do passado e um passado frustrante. Mas, como aos demais discípulos, Jesus também os alcança e com o mesmo amor de sempre, faz um caminho de releitura de tudo o que aconteceu. Esta bonita história pode ser dividida em três momentos que se apresentam como se fosse um “liturgia da história e da vida”, da “Escritura do passado e de sempre” e “da partilha como sinal do discipulado de Jesus”. Uma liturgia da estrada, da palavra e do pão.

A história de Emaus também é um retrato de nossa caminhada e vida. Quantas horas nós, como os dois discípulos, passamos falando sobre sonhos naufragados e esperanças frustradas. Quanta dor em nossas vidas, quantos rostos queridos se foram, quantos sonhos abandonados. Os rostos tristes dos discípulos são os nossos, os rostos da dor diante de coisas belas que chegam ao fim. Assim, lamentavam os dois discípulos: “Esperávamos que Ele fosse aquele que libertaria Israel, mas tudo acabou, terminou, vamos voltar para casa!” Tantas vezes pensamos que a vida não cumpre suas promessas e que a última palavra que encerra tudo é a morte (Ermes Ronchi).

Os dois caminhantes deixavam Jerusalém, cidade que representava a frustração de todos. Lucas nos informa que se dirigiam para “Emaús”, uma localização desconhecida no NT, mas no AT foi local que marcou a revoltada dos Macabaus contra os opressores da época, os gregos (1Mc 3,40.57; 4,3; 9,50). Voltavam para lá, dando as costas a tudo que Jesus representou para todos.

E então Jesus se aproximou e caminhou com eles. Eles estavam partindo, e Ele os alcançou. Deus sempre se aproxima, um andarilho através dos séculos e dias, e move toda a história. Ele caminha conosco, não para corrigir nossos passos ou ditar o ritmo. Ele não comanda nenhum passo, Ele toma o nosso passo. Nada é forçado. Qualquer caminhada lhe convém. Contanto que se caminhe. O ritmo do momento basta para Ele. Essa contracorrente sempre acontece com Deus. Deus não aceita que desistamos, ele não permite que nossos rostos permaneçam tristes. Jesus alcança os dois viajantes, olha para eles, vê suas tristezas e diminui o passo (Ermes Ronchi). Aproximar-se com cuidado e ouvir, uma atitude fundamental para os discípulos de Jesus. Escutar a vida e as lamentações das pessoas. Nós temos muitas respostas de nossa fé, mas precisamos, primeiro, ouvir a vida das pessoas.

A história que eles acompanharam que terminou na cruz, cegou os dois. Ficaram fixos no passado e não perceberam o novo do presente. Não perceberam que se tratava de Jesus, pois não se apresentava mais como antes, a ressurreição é algo novo e diferente, para eles, Jesus era um estrangeiro. Eles conversavam sobre o passado, mas sem compreender. Lucas diz que discutiam “calorosamente” sobre o ocorrido.

O evangelista Lucas diz que Jesus se colocou como companheiro de caminhada (“discutiam enquanto caminhavam”). Mas, não era um fato ou simples acontecimentos que debatiam. Diante da pergunta de Jesus, eles pararam de caminhar, “estavam entristecidos”. Uma parte da vida deles e de seus sonhos foi-se com a morte de Jesus. Nesta altura, Lucas informa o nome de um deles: Cleopas. Talvez era um casal que retornava para casa ou dois companheiros de caminhada do grupo de Jesus, mas e o nome do outro? Talvez, Lucas quer nos provocar, sugerindo que seja o leitor o outro peregrino, nós que meditamos o seu Evangelho.

A resposta deles tem um pouco de revolta e certa agressão, afirmando que o “estrangeiro” não sabe o que aconteceu. Eles participaram dos fatos, mas não entenderam o sentido de tudo. Afirmam que o estrangeiro “não sabe”, depois serão eles que vão ouvir o mesmo de Jesus caminhante.

Jesus, o Estranho Caminhante, rebate seus discursos. Jesus escutou os dois, mas não permaneceu com eles no mais profundo de seus corações em dores e frustrações. Afirmou que o Cristo devia sofrer e tudo já estava anunciado nas Escrituras. Mas, para os dois discípulos, Jesus não era o Messias, porque, em suas mentes, o Messias não poderia morrer derrotado, o Messias precisava vencer sempre, segundo eles. Imagivam que seguiam um “profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e do povo”, alguém com poderes da parte de Deus, mas não o verdadeiro Cristo Messias de Deus. Esperavam uma revolução, algo somente para aquele povo e aquele tempo: “esperávamos que Ele fosse libertar Israel...”, algo somente para a Israel e não para a humanidade.

Os primeiros sinais da ressurreição tinham chegado até eles, mas não acreditaram: o anúncio das mulheres, o túmulo vazio, a constatação de “alguns dos nossos”, mas eles não viram Jesus. Encaram tudo como uma notícia falsa ou exagerada das mulheres e a ausência do corpo, como um fato que poderia ter um explicação razoável. No fundo eles não ouviram os anúncios de Jesus sobre sua morte e ressurreição durante os meses que passaram com o Mestre caminhando pelas terras de Israel. Ouviram o que o Mestre disse, mas alimentaram outras ideias sobre o Jesus que acompanhavam, mas que não se realizaram.

Então, Jesus os faz compreender a essência de tudo e do cristianismo. Começa chamado atenção que são eles que “não compreendem” e – o pior – “são lentos para crer”. Tudo já estava presente na próprio Sagrada Escritura que todos conheciam. Explica Jesus fazendo uma grande revisão do passado até o presente. Exorta os dois que a cruz não é um acidente, mas a plenitude do amor. Os dois caminhantes descobrem uma imensa verdade que a mão de Deus está onde parecia impossível, onde parecia absurdo: na cruz. A mão de Deus estava tão oculta que parecia ausente, contudo, tecia o fio de ouro da teia do mundo. Quanto mais oculta a mão de Deus, mais poderosa ela é. Quanto mais silenciosa, mais eficaz é a mão de Deus. Quando a morte destrói o que amamos, ela toma conta de toda a cena. A dor é tão cegante que é difícil de enxergar; a violência e o mal são ensurdecedores, mas o amor, por outro lado, tem uma voz sutil. Precisamos aguçar nossos ouvidos, aprender a ouvir: nós mesmos, os outros e tudo ao nosso redor (E. Ronchi).

Os discípulos sem notar o novo, foram percebendo algo profundo e com um novo sentido, mas ainda não tinham percebido tudo, diziam: “Nossos corações não ardiam ao longo do caminho?” É um primeiro milagre, o dom de um coração ardente, de viver em chamas, e dele nascem algumas das mais belas palavras que conhecemos: “Permanece conosco, Senhor!”. Ele permanece conosco no fim da vida, conosco e com aqueles que amamos no tempo e na eternidade. E ele nunca nos deixou.

            O Caminhante Jesus, peregrino no tempo e na história é livre e deixa todos livres para viver o amor e acolhida. Lucas diz que “fez de conta que iria continuar caminhando”, Ele não obrigada nada, mas acolhe com carinho todo convite; espera que abramos nossa casa e nossa vida para Ele mesmo presidir o principal em nossa vida.

O gesto inconfundível de Jesus ficou marcado no coração dos discípulos: partir e dar o pão. Aquele que nunca quebrou ninguém, quebra a si mesmo. Aquele que nada pede, oferece tudo de si. E precisamente nesse momento, Jesus desaparece. São Lucas diz literalmente que “se tornou invisível”, não foi para outro lugar, se tornou invisível, desapareceu da vista, mas não está ausente (E. Ronchi).

Mas onde posso sentir o aroma de sua presença? O Evangelho nos dá três sinais: a estrada, a Escritura e o pão. Nas estradas se tem a vida de todos com seus sofrimentos, dores e esperança, Jesus sempre está ali. Onde a caridade é exercita como expressão de fé, quando o amor a Deus encontra-se com o abraço de cada pessoa. Na Palavra de Deus que prepara e aquece o nosso desejo de ter Deus sempre em nossos ouvidos e coração. No pão repartido entre todos, foi o gesto que marcou definitivamente a vida dos discípulos, que apagou as dores, abriu os corações e mente, pois somente Deus é capaz de se doar para reunir, se entregar para chegar a todos se diferença e preconceito, é pão nosso e de todos.

Eles o reconheceram na partilha do pão, não por ser um gesto exclusivo e inconfundível de Jesus — todo pai partia o pão para seus filhos —, quem sabe quantas vezes eles também o haviam feito, talvez naquele mesmo cômodo, todas as vezes que a noite caía sobre Emaús, “partir o pão” é a marca da identidade de Jesus que se preocupa com todos, doa tudo e se entrega, por fim, na Eucaristia de todos os dias. Três dias antes, na noite de quinta-feira, Jesus havia feito algo inédito: dera a si mesmo um corpo de pão: “tomai e comei, isto é o meu corpo”. Eles o reconheceram porque partir, despedaçar e dar a si mesmo contém o segredo do Evangelho: Deus é o pão que se entrega à fome do homem. Ele se dá, alimenta e desaparece: tomai, é para vós! O grande milagre: não somos nós que existimos para Deus, é Deus que vive para nós (E. Ronchi).

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#Reflexão: Domingo da Divina Misericórdia(12 de abril)

A Igreja celebra o neste domingo o Domingo da Divina Misericórdia (12). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 2,42-47
Salmo: 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1)
2ª Leitura: 1Pd 1,3-9
Evangelho: Jo 20,19-31
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CRER NO RESSUSCITADO COM A IGREJA

Estamos ainda vivenciando o primeiro dia da Vida Nova de Jesus Ressuscitado (Domingo da Páscoa) e experimentando as alegrias apresentadas por Cristo Jesus, mas também a difícil passagem que os discípulos e apóstolos tiveram que fazer naquele dia. Eles também tiveram que “renascer” para entrar na nova realidade que Jesus tinha inaugurado com a sua ressurreição.

Os relatos da ressurreição de Jesus no Evangelho de São João nos apresentam como, aos poucos, Jesus conseguiu refazer o seu grupo de discípulos e inseri-los na mesma missão que Ele mesmo tinha iniciado. Cristo ressuscitado precisou de muita paciência para recuperar cada pessoa que Ele mesmo tinha escolhido. Segundo São João o primeiro dia da semana iniciou com um “túmulo vazio” que foi visto por Maria de Mágdala (Evangelho do Domingo de Páscoa). Algumas mulheres anunciam a ausência do “corpo do Senhor” o que despertou a curiosidade dos apóstolos. Esses correram, constataram o ocorrido e voltaram pra casa. Depois, Maria sozinha diante do túmulo vazio encontra-se com Jesus Ressuscitado. Ela retorna e anuncia a sua experiência de fé. Tudo isso – segundo São João – aconteceu na manhã de Páscoa, o primeiro dia da semana, o domingo. 

Ao longo do dia da Páscoa de Jesus, outras experiências aconteceram como aquela narrada por Lucas com dois discípulos que deixavam Jerusalém. Este evangelista diz que até mesmo Pedro teve um encontro pessoal com o Ressuscitado, mas que não temos nenhum detalhe. Somente no final da tarde do domingo da Páscoa, os olhos dos discípulos de Emaús se abrem e percebem que se tratava de Jesus. Eles retornam no final daquele dia especial, o primeiro da semana (domingo) e contam tudo aos apóstolos. 

O Evangelho de João que ouvimos conta como foi o final daquele primeiro dia da semana, o domingo. Os discípulos estavam reunidos, talvez para discutir e entender o que estava acontecendo, ou ainda para partilhar as diversas experiências com Jesus Ressuscitado. João nos lembra que não estavam em oração e fervorosos, mas com “muito medo dos judeus”. As experiências pessoas com o Ressuscitado não tinham conseguido eliminar tudo que eles tinham visto na Sexta-feira da Paixão e nem o sentimento de culpa por terem abandonado Jesus. O grupo estava disperso e todos com muito medo. Naquela tarde, lembra o evangelista, faltavam dois no grupo de Jesus: Judas que tinha tirado sua vida e Tomé que tinha perdido contato com o grupo. Talvez, ele tinha acreditado demais em Jesus, mas ao seu modo e conforme os seus critérios. A experiência da cruz tinha sido forte demais para aquele discípulo que sempre é chamado de Dídimo que significa “gêmeo” (mas de quem? de nós?). 

Tomé não é um incrédulo. O seu erro foi procurar uma resposta para tudo do seu modo, com experiências pessoais e isoladas dos demais apóstolos. No diálogo que ouvimos entre Tomé e os apóstolos (Igreja), ele insiste em se firmar no Jesus de antes ou no Mestre que foi crucificado e não dá crédito no testemunho dos amigos apóstolos (dizem eles: “Vimos o Senhor!”). Ele queria experimentar do seu modo e do seu jeito. 

João no Evangelho nos diz que mesmo estando isolados e fechados no medo que prevalecia em seus corações (dos apóstolos), Cristo ressuscitado se apresenta no meio de todos, não acima se impondo, mas como sempre, como centro da vida de todos. O Ressuscitado ainda insiste com aquele grupo de pessoas tão limitadas, medrosas e vulneráveis. As portas e as janelas não são mais limites para o Ressuscitado, nem mesmo o medo de todos pelo mundo que os circundava; Jesus se encontrar novamente com todos, desta vez, como grupo apostólico. Antes, durante o dia, as experiências foram pessoais com a finalidade de resgatar o grupo; agora todos unidos, à noite, tudo reparte com uma nova realidade e fortalecidos pelo Cristo em meio a sua Igreja.

Estes relatos sobre o Ressuscitado, costumamos chamar de “aparições ou manifestações”, mas João e os outros evangelistas narram esses momentos de uma forma diferente: Jesus “se apresenta” (não aparece) em meio a todos. Isto para indicar que, aos poucos, através de pequenos sinais, gestos e palavras que a comunidade foi descobrindo a presença constante do ressuscitado. Jesus não se apresenta de uma “forma magistral” ou impactante, mas com certa delicadeza, respeitando a amarga experiência de todos como vemos na jornada que passou com os discípulos de Emaús. 

A primeira palavra dita por Cristo Ressuscitado é “Paz” (insiste duas vezes). Diante do medo e do pavor por todos, Cristo procura semear a paz, aquela que somente Ele pode nos dar. A palavra “paz” não significa “ausência de medos e problemas”; para Jesus a paz que Ele nos dá é a sua própria presença e força: Jesus mesmo é a paz! Pedro na 2a leitura nos alerta das tribulações e desafios para todos aqueles que creem, mas se estamos com Jesus, Ele é a nossa verdadeira alegria e nossa maior força que nenhum problema pode suplantar.

Jesus não retoma o passado e nem esclarece nada em relação a Ele, mas propõe que eles devem continuar a Sua missão. Para o evangelista João, os apóstolos recebem a força do Espírito Santo neste mesmo dia da Páscoa. É um dom dado a todos como Igreja, pois eles deverão assumir tudo como uma nova realidade no mundo, não mais individualmente, mas como Igreja, corpo do Cristo Ressuscitado.

Foi marcante e sentida a ausência de Tomé no grupo, mas ele não tinha abandonado a Igreja de Cristo. Ele estava procurando respostas do seu modo e seguindo seus critérios. Tudo que tinha acontecido não tinha sido suficiente para que ele deixasse pra traz tudo que tinha acontecido com Jesus até sua cruz. Parece que ele não tinha visto o Cristo crucificado, pois tinha abandonado o Senhor como os outros apóstolos. Para ele, faltava ainda experimentar os últimos momentos do Mestre Jesus. Assim, ele não acredita na experiência nova que o grupo tinha tido, a palavra da Igreja que reencontrou com o Ressuscitado não lhe era suficiente: ele queria o Jesus “antigo”, com as chagas e as feridas. Para ele era absurdo os relatos da Vida Nova de Jesus que todos juntos tinham experimentado.  

Mas, Tomé é alguém que procura respostas para seus ideais pessoais, mas é capaz de mudar seus métodos e modos de experimentar sua fé. Jesus não lhe satisfaz pessoalmente e num momento privado (somente ele e Jesus). Com a missão dada a todos de continuar a missão de Deus Pai, Jesus fortalece a importância de continuar sentindo sua presença especial, mas como Igreja reunida. Assim, oito dias depois da primeira experiência de Igreja com Cristo ressuscitado, novamente Nosso Senhor Ressuscitado se apresenta em meio a todos. Confirma a paz ao grupo e se apresenta a Tomé. Ele lhe propõe a fazer a experiência do mesmo Cristo que lhe faltava (com as feridas e as chagas), mas alerta que o fundamental é sentir a presença de Cristo que se está presente e não aquele que ainda trazia em sua memória. Não é Deus que tem que se ajustar aos caprichos das pessoas, mas cada pessoa, como Igreja reunida experimentar a presença do Cristo Ressuscitado. Jesus insiste que o caminho para continuar sentido a Sua presença é a fé que é amadurecida como Igreja reunida.

Felizes são todos aqueles que creem mesmo sem ter que experimentar fisicamente algo, pois o principal de nossa fé não é algo que se toca, mas Deus que está em meio a nós (Pedro na 2a leitura também nos lembra disto). Naquele segundo domingo da Páscoa (oito dias depois), Tomé foi o último a compor o grupo-Igreja constituído por Jesus, mas foi também o primeiro a avançar na nova realidade e missão de Jesus. Suas palavras de fé revelam o novo momento como apóstolo: Meu Senhor e Deus! Ele experimentou dentro da comunidade reunida a presença do Cristo Ressuscitado, não mais o Mestre que ele seguiu, mas o Senhor da Vida e o seu Deus.

A Igreja da comunidade de São João já tinha um bom tempo sem a presença das primeiras testemunhas que viram e tocaram Jesus em vida e experimentaram a presença do Ressuscitado. Não é mais tempo de manifestações e experiências pessoas, mas da fé como Igreja de Cristo. A Madalena, Jesus ressuscitado orienta para não tocá-lo, mas crer que é, realmente, Ele presente; o mesmo desafia Tomé a crer e tocar, mas o discípulo, tudo indica, que não o faz, pois já acreditava com o anúncio que a Igreja dos apóstolos lhe tinha feito.

Na primeira leitura temos o exemplo dos primeiros cristãos que passaram a viver com uma única realidade procurando colocar em prática os ensinamentos de Cristo inclusive no modo de vida comum entre todos. A experiência mais forte e significativa para todos foi a experiência que faziam como Igreja, corpo de Cristo. Nela Cristo continua sempre presente e pronto a dar a força que elimina todo medo, mas principalmente concede a paz a todos. Na Igreja corpo de Cristo, ontem como hoje, todos podem continuamente experimentar Nosso Senhor Ressuscitado na palavra e no testemunho de todos, mas de um modo especial na Eucaristia (expressão do seu Amor por nós), na Palavra proclamada e nos Sacramentos, principalmente da Reconciliação (expressão da Misericórdia de Deus). 

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Visita do Governador de Minas ao Palácio Episcopal

Na manhã de 7 de abril de 2026, o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, que tomou posse em 22 de março do mesmo ano, foi recebido pela Arquidiocese de Pouso Alegre no Palácio Episcopal.

O Arcebispo Dom José Luiz Majella Delgado, acompanhado por Cônego Wilson, Vigário Geral, Pe. Jesus Andrade, Chanceler da Cúria, Pe. Elton, Ecônomo da Arquidiocese, e Cônego Vonilton, membro do Colégio dos Consultores, recebeu o governador, sua esposa Cristiana e a comitiva.

O encontro foi realizado no salão nobre do Palácio, onde o grupo discutiu algumas urgências sociais que preocupam a Igreja arquidiocesana. Entre os temas abordados, destacaram-se as demandas da juventude rural, a necessidade de melhores condições nas estradas e rodovias para o escoamento da produção agrícola, a situação dos migrantes em relação à moradia e ao saneamento básico, além das necessidades diárias em saúde e educação, tanto nas áreas rurais quanto urbanas. Também foi levantada a questão da superpopulação carcerária. Ao final, houve uma breve oração na capela privada do Palácio.

O encontro também relembrou a visita do então governador do Estado, Juscelino Kubitschek, em 1953, quando esteve presente no Palácio para homenagear o jubileu de ouro sacerdotal de Dom Octávio de Miranda, bispo de Pouso Alegre na época.

É importante destacar que a visita do governador a Pouso Alegre coincide com os dias 6 e 7 de abril, quando a cidade se torna a capital itinerante de Minas Gerais. Parabéns a Pouso Alegre pelo protagonismo em sediar a capital mineira pela segunda vez em sua história!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


#Reflexão: Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor (05 de abril)

A Igreja celebra o neste domingo a Páscoa do Senhor (05). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 10,34a.37-43
Salmo: 117(118),1-2.16ab-17.22-23 (R. 24)
2ª Leitura: Cl 3,1-4 ou 1Cor 5,6b-8
Evangelho: Jo 20,1-9

Acesse aqui as leituras.

CRISTO RESSUSCITOU!

O Domingo da Páscoa é o centro da nossa fé, pois Cristo ressuscitou dos mortos! É um Domingo que se repete em cada missa até o final dos tempos. Acreditamos que Deus mesmo, esteve entre nós; viveu conosco nas terras da Terra Santa; morreu como nós morremos, mas ressuscitou. Cremos que o fundador da nossa fé cristã não foi atingido pela corrupção da carne, mas venceu a morte em seu próprio território.

Páscoa significa “passagem” e foi realmente uma passagem! Jesus não ficou como mais um entre os mortos, Ele ressuscitou! Passagem da morte como porta que se fecha para toda humanidade, para uma porta que se abre para a eternidade.

Os textos sobre a ressurreição de Jesus Cristo nos apresentam alguns pontos fundamentais para a nossa fé cristã: (1) tudo aconteceu no “terceiro dia”. Tudo do mundo judaico já tinha se encerrado: o sábado já tinha terminado como também a  Páscoa judaica;

(2) No “terceiro dia” Jesus ressuscita, não “três dias depois”, não sabemos como e quando foi no “terceiro dia” o momento exato da ressurreição, mas temos sinais que narram a ausência de Jesus no local: os textos evangélicos falam do túmulo vazio, da ausência do corpo, que tudo estava em ordem dentro sepulcro, dos panos dobrados, da pedra rolada etc. sinais que indicam ainda uma ausência.

(3) O anúncio que Cristo Jesus ressuscitou (Ele não está dentro do túmulo!) é feito por um intermediário, descrito ora como um jovem (tudo é novo, em Mc), ora como mensageiros (dois homens, em Lc) e ora como um anjo (em Mt), a ressurreição não é uma “dedução” da capacidade humana, mas uma revelação de Deus! Se não fosse Deus, nós não saberíamos o que aconteceu!

(4) As primeiras pessoas que percebem os sinais da ressurreição são as mulheres (uma somente, ou um grupo). Impelidas pelo amor vão ao sepulcro (para ver, para chorar, ou para terminar os ritos do sepultamento). Por que “Mulheres”? Elas não teriam condições de remover a pesada pedra, mas ela foi rolada, assim não poderia ter sido obra das mulheres. A pedra foi rolada não para Jesus ressuscitar (já tinha ressuscitado), mas para as mulheres verem seu interior.

(5) Elas vão a “noite” ou “antes de amanhecer o dia”: tempo e lugar da insegurança e do passado.

(6) A descoberta da presença de Jesus ressuscitado é diversa, mas sempre acontece como algo que “vai se revelando aos poucos”, como um broto de uma planta que rompe a terra aos poucos. A crucificação de Jesus foi um ato aberto e praticamente público; a ressurreição foi algo privado: para o grupo dos discípulos. Jesus ressuscitado não pretendia desafiar ou enfrentar quem o condenou à morte, mas resgatar os discípulos feridos e decepcionados. Era necessário confirmar a fé daqueles que Jesus preparou para a missão após receberem o Espírito Santo. Pedro na 1ª leitura diz que eles são testemunhas da ressurreição. Eles viram e atestam que Jesus realmente está vivo e presente acompanhando a todos.

A morte de Jesus também foi uma experiência frustrante e decepcionante para todos os discípulos. Eles tinham convivido juntos com Jesus por, pelo menos, três anos. Os discípulos tinham presenciando um Mestre (Jesus) imbatível. Mas, nos últimos dias de Jesus em Jerusalém, Ele se mostrou, aparentemente, igual a qualquer outra pessoa: Ele foi humilhado, sofreu muito, dores insuportáveis, foi desprezo e foi morto. Tudo e todos demonstravam ser mais fortes que Jesus. Definitivamente Aquele que se entregou silenciosamente a morte não era o Senhor que eles conheciam. Pedro acompanhou incrédulo o processo injusto e de morte talvez até esperando alguma reação, mas nada aconteceu.

No modo humano de pensar, alguém poderia dizer: a que coisa serve Jesus sofrer como nós sofremos, ser humilhado como tantos são humilhados, morrer como todos nós? Os discípulos queriam um Mestre que resolvesse sempre os problemas humanos: da dor, dos sofrimentos e da morte e não alguém que fosse solidário a todos que percorrem este caminho.

Jesus fez a sua passagem (nova Páscoa) desta vida para Verdadeira Vida com a sua Ressurreição, mas os discípulos precisavam também fazer a sua “passagem”. Era necessário abandonar ideias pessoais, interesseiras e limitadas sobre Jesus que conheceram pelas terras da Galileia. Jesus Cristo é alguém muito mais profundo, mais abrangente e eterno do que eles imaginavam. Assim, era necessário entrar na “lógica de Deus”.

Falamos de “sinais” da Ressurreição de Jesus no dia sua Páscoa. Os relatos da Ressurreição de Jesus iniciam ainda com as cores da morte e da decepção dos discípulos. O “túmulo vazio” representa uma grande ausência e um imenso vazio em relação às ideias limitadas sobre Jesus.

As mulheres possuem a capacidade de acreditar também com o coração e não somente com a cabeça. Ademais, amar e crer estão profundamente ligados: nós verdadeiramente acreditamos quando amamos. Mas, Maria Madalena procura Jesus ainda na noite da derrota para o único inimigo (a morte) que ninguém – até então – tinha uma solução ou resposta. Os seus olhos estavam à procura de um morto, mas ela se depara com um túmulo vazio. Tudo inicia ter um ritmo diferente e agitado: Ela corre do túmulo e, depois, os discípulos também correm para ver o sepulcro de Jesus. Ela transmite a primeira parte da mensagem da Páscoa: o túmulo está vazio e falta um corpo na lista dos mortos. Para Maria ouve um roubo, mas foi a morte quem foi assaltada pela ressurreição de Jesus.

A corrida dos discípulos é descrita como uma competição entre o ver e o acreditar. O discípulo descrito como “amado de Jesus” chega primeiro, mas respeita aquele que foi escolhido como “primeiro apóstolo”. Os dois veem o sepulcro e constatam os detalhes que revelavam algo novo e inexplicável. O primeiro discípulo que tinha chegado, aquele que tinha se inclinado ao peito de Jesus durante a última ceia, começa a acreditar que mais uma vez, Jesus estava surpreendendo a todos.

A Páscoa de Jesus não muda o último destino da realidade humana: a morte. Jesus ao escolher enfrentar este inimigo da humanidade, Ele completa a sua missão de Pastor de todos os homens e mulheres.

Era necessário também guiar a todos por este último caminho que percorremos neste mundo. Mas, Jesus vai além de simplesmente sofrer e morrer na cruz: Ele abre uma nova via e ensina a todos que até a morte pode ser vencida por todos aqueles que acreditarem Nele e viverem o que Ele mesmo ensinou.

O ato de Jesus foi único, pois a sua doação na cruz foi expressão do Amor total e infinito de Deus: somente o Verdadeiro Amor pode vencer a morte! Este Amor pleno e cheio de Misericórdia de Deus destruiu todos os obstáculos que nos separavam de Deus. Não foram somente os sofrimentos e as dores que Jesus sofreu e carregou até à Cruz que nos salvaram, mas sim o Amor de Deus que abraçou todos os pecados e suas consequências, pois foi este Amor Pleno e total de Jesus que o conduziu através da morte até a Ressurreição.

Assim, a Ressurreição não foi uma vitória somente de Jesus, mas também de todos os seres humanos, pois junto com Ele que morria na Cruz, estávamos todos nós; no Cristo que ressuscita também todos nós estamos presentes. Agora também nós podemos “passar pela morte” e ressuscitar como Jesus Ressuscitou percorrendo o mesmo caminho.

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Evangelhos sinóticos: suas possíveis relações e teorias

Muito embora os quatro evangelhos canônicos tenham nascido de uma mesma e única fonte inspiradora, isto é, do próprio Espírito de Deus, e transmitam conjuntamente a singular mensagem da salvação que brota da páscoa de Cristo Jesus, eles podem ser classificados em específico e sinóticos. O evangelho segundo João é chamado de específico porque possui uma estrutura narrativo-organizacional própria, de modo que não apresenta semelhanças expressivas em relação aos demais evangelhos. O mesmo não ocorre com os textos segundo Marcos, Mateus e Lucas: eles contêm uma lógica redacional parecida, por isso são chamados de evangelhos sinóticos.

De origem grega, o termo sinótico é composto por duas palavras: syn (συν), que designa algo parecido, feito em conjunto, e optikos (oπτικός), que significa visão, olhar; dessa forma, συνoπτικός são os evangelhos cujos conteúdos demonstram abordagens semelhantes a respeito do fenômeno Jesus de Nazaré, de sua vida e de sua missão. A expressão “evangelhos sinóticos” foi cunhada pelo alemão Johann Jakob Griesbach (1745-1812), biblista protestante, na obra Sinopse dos Evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas, que foi publicada em 1776 como parte de seus estudos críticos do Segundo Testamento. De acordo com o seu entendimento, preservando uma estrutura narrativa muito parecida, os livros de Marcos, Mateus e Lucas não só podem ser estudados a partir de um método epistemológico comparativo, como sugerem que houve um intercâmbio de conteúdos entre as comunidades cristãs que os redigiram.

Do ponto de vista estrutural, os evangelhos sinóticos seguem uma lógica descritiva uniforme, narrando, sequencialmente, episódios anteriores ao ministério público de Jesus na Galileia, os eventos relacionados à sua atuação messiânica junto aos galileus, o mistério central de sua páscoa na Judeia, e alguns acontecimentos que foram testemunhados após a sua ressurreição. Contudo, o mais interessante a respeito dos sinóticos é problematizar as possíveis formas de compartilhamentos de informações que ocorreram entre os três livros durante os seus processos de composição. É certo que não houve, ao longo da história, consenso entre os estudiosos sobre como isso se deu, mas as pesquisas atuais acreditam ser a “Teoria das Duas Fontes” a hipótese investigativa mais confiável.

Antes, porém, de falar especificamente sobre ela, é importante conhecer algumas ideias que a precederam na busca pela relação existente entre os evangelhos sinóticos. Segundo Santo Agostinho (354-430), em sua obra De Consensu Evangelistarum, o evangelho mais antigo é o de Mateus, que foi resumido, mais tarde, por Marcos; nesse sentido, Lucas é uma síntese dos dois evangelhos anteriores. Essa ideia, chamada de “Teoria da Ordem”, que representa a primeira forma de compreensão da afinidade existente entre os textos considerados sinóticos, justifica a disposição dos evangelhos no corpo do Segundo Testamento, já que foram colocados na Bíblia do seguinte modo: primeiro o de Mateus, seguido pelo de Marcos e, depois, o de Lucas.

Séculos após Agostinho, o alemão Gotthold Ephraim Lessing (1729-1781) levantou a hipótese da “Teoria do Evangelho Fundamental” ou “Teoria do Protoevangelho”, segundo a qual os três evangelhos sinóticos têm como fundamento um único texto, o chamado “Evangelho dos Nazarenos”. Considerada um livro apócrifo do século II e redigida em aramaico ou hebraico, a obra foi escrita por um grupo de cristãos que se converteram do judaísmo e que eram reconhecidos pelo título de “nazarenos”, já que seguiam a Torá, mas professavam também a fé na messianidade de Jesus de Nazaré. Contemporâneo a Lessing, Griesbach, de quem se falou anteriormente, defendeu a “Teoria da Dependência Mútua”, afirmando que Mateus é o evangelho mais antigo do qual dependeu a redação do texto de Lucas, ao passo que Marcos fez uma síntese dos dois.

Essas são as principais teorias que sucederam o aparecimento da hipótese científica que norteia atualmente o problema escriturístico que envolve os evangelhos sinóticos, a chamada “Teoria das Duas Fontes”. Em 1835, o crítico alemão Karl Lachmann (1793-1851) lançou a ideia de que os evangelhos de Mateus e de Lucas têm com base o evangelho de Marcos, que é o mais antigo, e um conjunto de ditos de Jesus, que recebeu o nome de “Palavras do Senhor” (Λογίων κυριακών), produzido entre 50 e 60 d.C. e recolhido por Pápias de Hierápolis (60-130 d.C.). Essa teoria ganhou confiabilidade a partir dos estudos bíblicos dos alemães Christian Hermann Weisse (1801-1866) e Christian Gottlob Wilke (1786-1861), que reafirmaram a prioridade de Marcos em relação aos demais evangelhos e nomearam a segunda fonte, isto é, os ditos de Jesus, de Q (que vem da expressão alemã die Quelle, cujo significado é “fonte”, “origem”), atestando seu uso por Mateus e Lucas.

De acordo com a “Teoria das Duas Fontes”, a transmissão oral dos eventos relacionados à pessoa e à obra de Cristo deram origem a dois documentos: a fonte Q (50-60 d.C.) e o evangelho segundo Marcos (65-70 d.C.), que nunca compartilharam informações entre si. Por volta de 70 e 80 d.C., as comunidades de Mateus e Lucas redigiram seus relatos tendo como base essa dupla fonte e as suas próprias experiências. Dessa forma, os evangelhos sinóticos são compostos por três categorias de textos: a tripla tradição, que são os relatos compartilhados simultaneamente por Marcos, Mateus e Lucas; a dupla tradição, que são narrativas que se encontram em Marcos e Mateus ou Marcos e Lucas ou Mateus e Lucas; e a tradição exclusiva, que são os textos que só aparecem num evangelho em específico.

Em números aproximados, a tripla tradição é composta da seguinte maneira: 76% do evangelho de Marcos aparece em Mateus e Lucas; 45% do evangelho de Mateus é absorvido de Marcos e também está presente em Lucas; 41% do evangelho de Lucas é extraído de Marcos e também é narrado por Mateus. Já na dupla tradição: 18% do evangelho de Marcos está somente em Mateus, 10% do evangelho de Mateus está só em Marcos, 3% do evangelho de Marcos está somente em Mateus, 1% do evangelho de Marcos está só em Mateus, 25% do evangelho de Mateus aparece somente em Lucas e 23% do evangelho de Lucas aparece só em Mateus. Quanto à tradição inédita: 3% de Marcos não está nem em Mateus e nem em Lucas, 20% de Mateus não aparece em Marcos ou Lucas, e 35 % de Lucas não têm origem em Marcos nem em Mateus.

Como pode-se notar, a “Teoria das Duas Fontes”, fruto do esforço científico-teológico para compreender o processo de redação dos textos evangélicos, apresenta-se como a hipótese investigativa que melhor explica as relações literárias entre os livros sinóticos, e por isso é aceita pela Igreja. Contudo, é importante frisar que, enquanto uma ciência que se desenvolveu a partir de níveis culturais que se ampliam com o passar do tempo, a teologia bíblica poderá encontrar futuramente outras possibilidades de horizonte para a questão dos sinóticos, sem que haja nenhum prejuízo para aquilo que é fundamental no próprio evangelho: sua natureza divinamente inspirada e seu objetivo de transmitir ao coração humano uma mensagem pascal que é capaz de salvá-lo.

Imagem de svecaleksandr249 por Pixabay


Setor Mogi promove encontro setorial do Apostolado da Oração

Na tarde deste sábado, 28 de março, a Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga (MG), foi lugar de um importante momento de espiritualidade e comunhão eclesial: o encontro do Apostolado da Oração do Setor Mogi da Arquidiocese de Pouso Alegre.

O evento reuniu membros, coordenadores e fiéis das diversas paróquias que compõem o setor e também contou com a participação da cidade de Andradas, com o objetivo de fortalecer a missão do Apostolado da Oração, aprofundar a espiritualidade do Coração de Jesus e renovar o compromisso com a vida de oração, especialmente em sintonia com as intenções mensais do Papa.


A programação contou com momentos de acolhida, oração comunitária, formação espiritual e partilha de experiências pastorais. A condução do encontro ficou a cargo da coordenadora arquidiocesana, Fátima Renó, e de seu esposo, Flávio Barreiros, que abordaram temas centrais da missão do Apostolado de Oração, destacando a importância de uma espiritualidade encarnada, atenta às dores e esperanças do mundo atual.

A organização do encontro foi realizada pelo coordenador setorial Joel, juntamente com sua equipe, que prepararam com dedicação cada detalhe do evento, favorecendo um ambiente fraterno e acolhedor para todos os participantes.

O encontro reafirma a vitalidade do Apostolado da Oração na arquidiocese e seu papel essencial na animação espiritual das paróquias, mantendo viva a chama da oração e do compromisso com o Evangelho no cotidiano dos fiéis.

Confira algumas fotos do encontro:

Fotos: Diego Souza Cezario


#Reflexão: Domingo de Ramos da Paixão do Senhor (29 de março)

A Igreja celebra o neste domingo a Celebração de Ramos da Paixão do Senhor (29). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
Procissão de Ramos: Mt 21,1-11 (Entrada em Jerusalém)
1ª Leitura: Is 50,4-7
Salmo: 21(22),8-9.17-18a.19-20.23-24 (R. 2a)
2ª Leitura: Fl 2,6-11 ou mais breve 23,1-49
Evangelho: Mt 26,14-27,66 ou mais breve 26,11-54

Acesse aqui as leituras.

DOMINGO DE RAMOS – DA HOSANA A CRUZ

A celebração do Domingo de Ramos já antecipa para nós quase tudo que recordamos e celebramos sobre os últimos dias de Jesus neste mundo. Não se tratou de uma morte inesperada e inevitável, mas de algo que foi assumido até as últimas consequências. Desde o início, Ele poderia ter evitado ou se livrado de qualquer sofrimento, mas escolheu percorrer um caminho carregando todos os sofrimentos, as dores e os pecados da humanidade. Não foi fácil para os discípulos, participar de tudo aquilo que Jesus enfrentou, pois estavam acostumados a ver o Mestre deles vencer todos os obstáculos e resolver todos os problemas humanos que lhe foram apresentados: desde curas físicas, dramas pessoais, pecados e derrotar até mesmo Satanás. Para eles, Jesus um “Mestre ideal”, pois sempre estava pronto a curar e libertar as pessoas. Mas, a missão de Jesus deveria abranger o mal em sua raiz mais profunda e atingir a todas as pessoas em todos os lugares e tempo. A escolha livre de Jesus de percorrer o caminho último de cada pessoa (a morte) foi uma surpresa que ninguém esperava. Todos queriam alguém que enfrentasse tudo por eles, mas não alguém que sofresse como cada ser humano sofre ou que morresse como todos um dia devem também morrer

Na história da Igreja, surgiram duas tradições para o 1º Domingo da Semana Santa. Em Jerusalém (por volta do século IV e V) celebrava a entrada de Jesus em Jerusalém com os ramos (Domingo de Ramos); Em Roma, por outro lado, a celebração era da Paixão do Senhor. Pelo século IX, sabe-se já de uma união das duas celebrações em uma somente que foi oficialmente sacralizada com Vaticano II.

A liturgia do Domingo de Ramos propõe a imagem da entrada de Jesus em Jerusalém em um jumentinho. Para os judeus da época, ainda era um tanto recente a forte imagem do general Pompeu (63 a.C.) que entrou solenemente na Cidade Santa em um imponente cavalo (era o animal de guerra da época). O general romano, dessa forma, tomou posse do território dos judeus, da sua cidade e do Templo de Jerusalém. Jesus repetiu o gesto, mas tudo ao contrário: entrou sobre um jumentinho (animal de carga e serviço), foi acolhido pelo povo como filho de Davi (ligação com a história do povo de Deus) e não tinha nenhuma intenção de dominar ou conquistar. Não se repete a história do general romano, mas sim as palavras do profeta Zacarias (cf. 9,9). Jesus veio para servir e não para dominar, para salvar e não para matar, para resgatar do pior inimigo (o pecado) e não para semear tirania, veio para doar a verdadeira vida doando a sua própria vida!

As leituras da celebração nos recordam da imagem do servo de Deus que toma sobre si aquilo que representa toda dor e sofrimento da humanidade. Ele assumiu algo que não Lhe era próprio e aceitou toda humilhação mesmo sendo inocente. Jesus não foi “mais um” neste mundo, mas assumiu a realidade humana mesmo sendo de condição divina, se fez homem, mas na realidade mais humilde e simples: como servo. E toda a vida de Jesus foi iluminada por esta condição de vida que definiu sua existência: serviu a Deus e a toda humanidade em todas as suas realidades.

As últimas horas de Jesus com os discípulos revelaram a sua consciência e liberdade diante de tudo que, posteriormente, Lhe acontecera. Tudo começou a se definir em torno de uma mesa e de uma refeição. Todos os particulares foram planejados e desejados por Jesus. Jesus sabia de tudo que estava acontecendo ao seu redor, principalmente que um daqueles que Ele mesmo escolheu, iria traí-Lo. As palavras e os gestos de Cristo revelam o respeito pela escolha que Judas já tinha feito por algumas moedas de prata. Jesus tenta tocar seu coração, mas nem suas palavras e nem mesmo a Eucaristia que Ele instituiu naquela noite, conseguiram mudar o coração corrompido do discípulo. Tudo que Jesus fez, falou e ensinou foi trocado por uma soma que era suficiente para comprar um escravo ou um servo.

Outro discípulo, Pedro, se sentiu tocado pelas palavras do Mestre, prometeu algo baseado na imagem do Mestre todo poderoso que ele tinha visto atuar em diversas situações extremas, em todas elas, Jesus se livrou com facilidade. Assim, foi “fácil” para Pedro prometer fidelidade até ao extremo. Pobre amigo de Jesus: não sabia o que era ainda enfrentar o extremo da dor e do sofrimento que em poucas horas depois, ele presenciou. 

Tudo foi realizado por Jesus em profunda comunhão com o Pai. Era necessário enfrentar a morte em seu próprio terreno de batalha. A vida de Jesus não foi tirada e nem roubada, Ele livremente a entregou. O caminho da vitória de Jesus e da morte, tinha que passar pelo peso da cruz e do sofrimento. Era um cálice não de vinho, mas de vinagre que Ele tinha que beber sozinho e livremente.

Durante a prisão de Jesus, um dos discípulos (João 18,10 informa que foi Pedro) tentou resolver tudo ao seu modo: sacou uma espada e feriu a orelha de um servo do Templo. É o modo humano de resolver a violência, produzindo mais violência. Ainda hoje o preço da morte de alguns é sempre a morte de mais pessoas.

O processo que acompanhamos no Evangelho de Mateus transparece a serenidade de Jesus diante da extrema maldade exatamente daqueles que representavam o que havia de mais sagrado para todos. Os líderes religiosos judeus usaram de todos os meios para por fim à vida de Jesus. O mal obscureceu o coração e a visão de todos. Eles não tinham receio de manipular e usar da mentira para por fim a vida de um inocente. A mentira jamais produz o bem! É o principal instrumento daqueles que querem destruir e estão a serviço do mal! Vários reconhecem que Jesus era inocente, mas tudo estava muito bem tramado e pensado pelos religiosos do Templo para dar fim a Cristo Jesus.

O discípulo Pedro, tão corajoso em uma refeição e ao redor de amigos, estava confuso. Ele acompanhou seu mestre talvez para ver uma reação ainda espetacular e fantástica, mas testemunhou alguém que simplesmente se entrega e não reage diante do mal. Pedro o negou, pois estava confuso: “Este homem, eu não conheço. Ele sempre viu Jesus forte e imbatível, não entendia a aparente fraqueza e falta de reação de Jesus. Que Mestre eu sigo? Que Pastor eu acredito? Que Deus eu aceito em minha vida?

Diante de Pilatos, o povo foi manipulado, pessoas foram instrumentalizadas e compradas para testemunharem em falso, mas a autoridade romana é que deveria decidir o fim de Jesus. Mesmo percebendo a inocência de Cristo, Pilatos procurou se esquivar de todas as consequências (gesto de lavar as mãos). O “poder” que poderia produzir o bem ao fazer aliança com o mal. Os sacerdotes da época não queriam somente levar Jesus a morte, queriam que ele sofresse e assim, intimidasse a todos que O estavam seguindo. 

Tanto a estrutura religiosa e seus líderes, quanto o estado romano se associaram para por fim a alguém que em toda sua vida somente fez o bem e procurou servir a todos. Estes dois gestos (servir e fazer o bem) jamais foram entendidos pelos religiosos judeus daquele tempo como imagens de Deus que é Misericordioso. Sempre proclamaram um Deus da vingança, da separação e voltados somente para um grupo de pessoas (eles). Até os dias de hoje, muitos ainda procuram um Deus que “resolve os problemas pessoais”, mas sem nenhuma conversão pessoal; um Deus que cura e faz milagres, mas não um Deus companheiro que é solidário conosco na dor e no sofrimento. Mas, Jesus sem a cruz, não é salvador; sem sofrimento, não é redentor; e sem a morte, não se tem a vida eterna. Nosso Senhor percorreu uma estrada, sempre se colocando como guia e convidando seus discípulos a seguir seus passos. Diante da morte, Ele não poderia deixar toda humanidade percorrer o último caminho sem também ensinar qual é a estrada que termina em Deus. Jesus escolheu enfrentar a morte para mostrar para todos que nada neste mundo é maior que o Amor de Deus por todos nós. 

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Pastoral Familiar promove encontro provincial

Aconteceu no dia 14 de março, em Santa Rita do Sapucaí, no auditório do Inatel, a formação da Província Eclesiástica de Pouso Alegre com os temas:

1)Liderança: quem cuida merece cuidado, ministrada pelo casal Edio e Michelli (Psicólogos).

2) Valorização da Vida (Silvia e Gilberto - Casal coordenador do RL2).

3) Os Relacionamentos e o servir na Pastoral Familiar (Karol e Weber - casal coordenador da Diocese da Campanha).

Estiveram presentes coordenadores de setores, paróquias e agentes da Pastoral Familiar de nossa Arquidiocese.
Recebemos coordenadores e agentes também da Diocese da Campanha e da Diocese de Guaxupe.
Ao todo, 125 pessoas participaram dessa formação.
Contamos com a presença do nosso arcebispo Dom Majella, Pe. Omar - pároco do Santuário Santa Rita,
Pe. Sebastião - pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (estas 2 paróquias, em Santa Rita do Sapucaí).

Ainda estiveram presentes: Pe. Pedro, assessor eclesiástico da Diocese de Guaxupé, com os coordenadores diocesanos Lídia e Edesio.
Côn. Mauro de Morais - assessor eclesiástico arquidiocesano da Pastoral Familiar de Pouso Alegre, e coordenadores arquidiocesanos da Pastoral Familiar, Francini e Laércio

Fotos de autoria dos participantes.

Francini Sales S. Batista