Dom Majella emite mensagem de Natal
O arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado – C.Ss.R., divulgou na tarde desta sexta-feira (22), a sua mensagem para o Natal deste ano.
"Chegamos neste Natal de 2023 com o coração agradecido porque vivemos o processo de ser igreja sinodal, com a realização nos Setores de Pastoral da segunda etapa do Primeiro sínodo da Arquidiocese de Pouso Alegre. Uma igreja em movimento, capaz de sonhar novos caminhos ao serviço do Evangelho, de caminhar sustentada por uma esperança que a impele a mudar e a ser fermento de mudança no mundo, de escutar, sobretudo os jovens, as famílias, os desvalidos e sofredores, os pobres, uma igreja que não tem medo de mudar. O Sínodo está nos convidando a sair do conformismo do "sempre se fez assim", avaliando a oportunidade de relançar a uma nova pastoral, a uma nova caminhada missionária".
Leia a mensagem completa clicando aqui
#Reflexão: Vigília de Natal (24 de dezembro)
A Igreja celebra neste domingo (24), a partir do fim da tarde a Vigília de Natal. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Isaías 62, 1-5
Salmo: 88(89), 4-5.16-17.27.29 (R. 2a)
2ª Leitura: Atos dos Apóstolos 13, 16-17.22-25
Evangelho: Mateus 1, 1-25
MISSA DA NOITE DE NATAL
O Natal é uma história conhecida por todos, no entanto, ainda hoje nos surpreende e também nos espanta... Tudo acontece no coração da noite para permanecer para sempre em nossos corações. Mas, colocamos tantas coisas para celebrar o Natal que se tem a impressão que, na realidade, queremos esconder tanta simplicidade, humildade e pobreza do verdadeiro Natal de Jesus.
Se alguém contasse a história do Menino Deus e uma pessoa que não conhecesse nada de Jesus, o que ele diria? Uma família, cuja mãe estava grávida, todos obrigados a fazer uma viagem; a mãe próxima de dar à luz; as hospedarias não acolheram o casal; a criança ao nascer e foi colocada em uma manjedoura (local de alimento de animais); o menino não teve uma casa, um berço e nem festa. Talvez tal pessoa dissesse: “Mas, onde Deus estava?” Mas, é exatamente ali, onde Deus se fez mais presente do nunca! Nunca mais se manifestará no Templo, nas festas e solenidades de Jerusalém, entre os doutores e sacerdotes da religião da época. O lugar privilegiado de Deus passou a ser a história das pessoas e cada ser humano nesta terra.
O Natal é uma grande surpresa de Deus, mas escondida em uma criança recém-nascida! Deus decidiu fazer tudo ao seu modo, não como se esperava, mas do modo onde o humano mais aparece!
Nos chama atenção no Natal de Jesus a ausência (a falta) de quase tudo para uma família: Jesus nasce, mas não foi em uma casa; com inúmeros riscos, insegurança e instabilidade; não havia nada de mínimo conforto, de reconhecimento público e acolhida do povo. Até mesmo o momento em que nasceu: “Não havia lugar para eles”. O mundo estava envolvido em outras coisas! Jesus nasce em um lugar que não era o lar de sua família; em viagem e sem uma casa. Tudo não foi um “desleixo” de Deus Pai, mas uma escolha: neste mundo, todos nós desde o nosso nascimento, estamos em viagem; as coisas desta terra são provisórias.... a riqueza neste mundo são as pessoas. Mas, o Natal não é a ausência de tudo, mas exatamente onde “tudo de mais importante” se faz presente e visível: a família, um pai e uma mãe para acolher seu filho e Deus.
Lucas no Evangelho (da noite de Natal), inicia mencionando os grandes da terra (imperador César Augusto e Quirino, governador da Síria) que provocam uma imensa movimentação de pessoas (recenseamento). Mas, o que irá marcar definitivamente a história humana, aconteceu em uma pequena vila, Belém, próxima alguns quilômetros de Jerusalém.
José e Maria viviam em Nazaré, cidade desconhecida para todos; eram da região da Galileia considerada terra de gente pouco fiel à religião oficial. O casal se deslocou para a periferia da grande cidade dos judeus, Jerusalém, dos grandes sacerdotes e de festas solenes. Tudo aconteceu à margem e fora dos esquemas oficiais do estado romano e da religião judaica. Jesus nasceu sem ser percebido e festejado pelos grandes da terra.
No Natal de Jesus, tudo é significativo, mas do modo de Deus. Enquanto todos, naquela época, olhavam e temiam o imperador César e suas leis, outra história estava iniciando no mundo. No Natal de Jesus, tudo é ao contrário: tudo acontece no silêncio da noite; em uma vilazinha; em um ambiente que acolhe animais... A nova história de Deus entre os homens nunca mais será nos palácios, no grande Templo de Jerusalém e entre os grandes desta terra.
Diz os textos Sagrados que uma luz diferente começou a brilhar não mais distante e no céu, mas entre nós. Não mais um Deus acima de todos, mas entre nós, como um de nós. Não mais distante e difícil, mas como uma criança que se pode carregar nos braços. Cada pessoa passa a ser morada de Deus.
A luz do Deus forte rompe a escuridão que a humanidade se encontrava para se tornar uma chama de vida em cada pessoa. Todas as promessas do Antigo Testamento, surpreendentemente, se cumprem de uma forma espetacular: em uma criança depositada em uma manjedoura. Deus continua forte, mas de ternura; Deus guerreiro e imbatível, mas que se esconde num olhar de uma criança recém-nascida; Príncipe da paz na formosura de um bebê;
Quando tudo acontecia no silêncio da noite de Belém, os pastores são os primeiros convidados para participar deste momento fundamental para todos os homens e mulheres. Eles, desprezados por todos, são convocados por um mensageiro de Deus para testemunhar a beleza de Deus.
O anjo lhes anuncia e assegura a todos: “Não tenham medo!” A partir do Natal, Jesus nos mostra que nosso Deus não é mais para ter medo, mas para se apaixonar; os grandes da terra provocam medo, Deus quis provocar com a sua ternura; não provoca mais pavor com grandes sinais, mas com as coisas pequenas feitas com amor, compaixão e misericórdia.
Os homens sempre querem ser grandes, poderosos, crescer sobre os outros; Deus quis descer, servir e conviver com todos a começar pelos simples e pequenos da terra. O Menino Deus vem a este mundo quase “pedindo emprestado” tudo de nós: Belém não era a cidade em que seus pais viviam; estava em viagem; o local foi improvisado (estábulo); uma manjedoura de animais foi emprestada para ele ser colocado. Isto tudo será uma marca em sua vida e até mesmo de sua morte: foi colocado em um túmulo vazio que não era dele.
Mas, tudo necessitará de um profundo ato de fé: todas as promessas divinas se realizaram em uma criança recém-nascida envolta em faixa e deitada numa manjedoura. Uma “grande notícia”, mas envolta em faixas de pano. A luz eterna de Deus resumida na fragilidade de uma criança. É preciso ter muita fé! Mas, os simples e os pequenos deste mundo sempre entenderam isto!
No Natal de Jesus, o Criador se confunde com a Criatura. Há uma inversão da roda da história que sempre gira em torno dos grandes e poderosos; agora, é Deus que desce até nós como um de nós; o céu que desce à terra; o Maior que desce ao mais singelo da realidade humana. Jesus nasce para que pudesse nascer em cada um de nós. Se Jesus quis nascer em um lugar simples e sujo entre os animais, não vai se escandalizar de nós, de nossas sujeiras e imundices humanas. O Natal é a certeza de que a nossa carne pode ser santa porque ela se misturou com Deus.
Natal não é momento de se encher de coisas e quase que fugir de nossa realidade, mas viver os mais puros sentimentos que realmente nos tornam cada vez mais humanos: ternura, amor, compaixão, misericórdia, presença, solidariedade...
Jesus ao se fazer pobre entre os pequenos se deixa acalentar e abraçar por qualquer pessoa: dos mais pobres aos mais ricos; dos mais simples até os mais importantes... Deus se torna, definitivamente, presente junto a todos os homens e mulheres!
Encontro comunitário realiza a 6ª Travessia nas Serras da Mantiqueira
Encontro comunitário acontece em bairro rural de Itajubá (MG), onde a Campanha da Fraternidade apoiou projeto social
No sábado (16), membros do Núcleo Travessia (Núcleo de Pesquisa, Extensão e apoio à Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural) realizaram a 6ª Travessia nas Serras da Mantiqueira: celebrando parceria e pensando futuros, no bairro rural da Peroba, em Itajubá.
No bairro, está presente a Comunidade Santa Rita de Cássia, pertencente à Paróquia Nossa Senhora da Soledade. Na comunidade, em 2018 e 2019, aconteceu o projeto "Mãos que cultivam carinho", apoiado com recursos financeiros da Campanha da Fraternidade e do Fundo Nacional de Solidariedade, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O projeto ajudou a fortalecer o desenvolvimento local e rural, por meio da geração de renda e emprego de produtores de orgânicos e grupo de mulheres. Ações apoiadas pelo projeto continuam na comunidade até hoje, pois são o trabalho e a vida dos moradores do bairro.
O encontro foi organizado pelo Núcleo Travessia, em parceria com a comunidade rural da Peroba, EMATER, e organismos ligados à Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI). O evento teve como objetivos realizar a visita de verificação pelos pares (atividade obrigatória que mantem a certificação das unidades produtivas orgânicas/agroecológicas pelo sistema OCS - organismo de controle social) e reunir com os produtores-parceiros do Núcleo Travessia para pensar projetos futuros.
Padre Thiago de Oliveira Raymundo, vigário da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre (MG), ex-aluno da UNIFEI, ex-membro do Núcleo Travessia e ex-assessor do projeto "Mãos que cultivam carinho", acompanhou o evento e presidiu missa com fiéis da comunidade, alunos e professores.
Os presentes foram recebidos com um café da manhã preparado pela comunidade. A visita às unidades produtivas agroecológicas foi organizada pela EMATER-Itajubá, com o apoio da comunidade da Peroba e do Núcleo Travessia. Após o encerramento das visitações, os presentes foram recebidos com um almoço preparado pela comunidade.
Estiveram presentes nesse encontro professores e alunos da graduação e da pós-graduação da UNIFEI, agentes de desenvolvimento local, membros da sociedade civil e pessoas de Itajubá e região, que ajudaram a fortalecer o processo de produção orgânica-agroecológica da comunidade rural da Peroba, além de vivenciarem um dia de compartilhamento de experiências, de histórias e de muita cantoria.
Na missa, que encerrou o encontro, padre Thiago falou dos encontros e reencontros da comunidade e das alegrias que foram vivenciadas naquele dia e durante o ano de 2023. Na celebração, houve também momento de oração natalino, diante do presépio da comunidade.
Texto: Viviane Guimarães Pereira e padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Núcleo Travessia
#Reflexão: 4º domingo do Advento (24 de dezembro)
A Igreja celebra o 4º domingo do advento, neste domingo (24). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: 2Sm 7,1-5.8b-12.14a.16a
Salmo: 88(89),2-3.4-5.27.29 (R. 2a)
2ª Leitura: Rm 16,25-27
Evangelho: Lc 1,26-38
ANUNCIAÇÃO: ENCANTO ENTRE O CÉU E A TERRA
O quarto domingo do Advento neste ano faz a base da solene celebração da véspera de Natal: Celebramos o Advento até à tarde de domingo e a chegada do Senhor Menino mais pra noite.
Temos o relato do encontro entre Maria e o anjo Gabriel. Sublime grandeza revestida com uma simplicidade que envolve a vida de Maria. Ela se mostra tão próxima de nós e ao mesmo tempo profundamente ligada a Deus. Tudo se apresenta em sintonia e comunhão perfeita. Para Maria, tudo se revela inesperado; para os céus, tudo desde sempre estava já perfeito.
Maria é revelada não somente como escolhida para uma nova missão (ser mãe), mas como alguém que se encontrava já, desde muito tempo, agraciada diante de Deus. No diálogo entre o céu e a terra (o anjo e Maria), conhecemos a sua missão e como ela é alguém especial, desde sempre, nos planos de Deus. É a única vez na Bíblia que um anjo é enviado para conversar com uma mulher.
A narração do Evangelho de Lucas parte do infinito do céu e vai se restringindo progressivamente: Anjo que vem do céu, à região da Galileia, a uma cidade chamada Nazaré, a uma virgem prometida a José (ele da casa de Davi) e nome dela era Maria. Sete nomes próprios são elencados: Gabriel, Deus, Galileia, Nazaré, José, Davi e Maria. A virgem Maria conclui a perfeição (número sete). Tudo se encerra diante de uma moça em uma cidade desconhecida por todos.
Deus resolveu iniciar tudo bem longe do Templo e da Cidade Santa. Outra realidade expressava a santidade que Deus desejava para o seu projeto de salvação para a humanidade. Na primeira leitura, Davi estava preocupado em construir um lugar santo e digno para a Arca de Deus. Maria é a “Nova Arca” Santa de Deus. Agora tudo vai começar em uma casa e não no Templo; com uma jovem e não entres os sacerdotes. À grande cidade das festas, tradições e sacrifícios, Deus prefere um vilarejo desconhecido e jamais nomeado no AT. No lugar do ritmo dos sacrifícios e holocaustos, o lugar do encontro se realiza no cotidiano, na simplicidade e no diálogo com uma virgem adolescente prometida em casamento.
Deus preferiu entrar em nossa realidade e mundo, pela via da simplicidade e da periferia da humanidade. Tudo é revestido de pequenez e singularidade, não foi em um dia especial, em um lugar marcante e com uma pessoa conhecida por todos. O anúncio da salvação que se inicia neste mundo é entregue a normalidade da vida e de uma casa, com os afazeres do dia a dia. Aquele que a humanidade conheceu como mais sublime (Jesus), escolheu vir ao mundo sem grandes espetáculos, sem testemunhas especiais e as luzes das solenes liturgias de Jerusalém e do Templo.
No diálogo entre Maria e Gabriel, sobressai a primeira palavra que é pronunciada pelo anjo que rompe o silêncio entre o céu e a terra: “Alegra-te”. Palavra de alegria e não uma saudação solene e respeitosa. É dita quase como uma ordem da parte de Deus. Tudo é marcado como expressão daquilo que procuramos toda vida: felicidade e alegria. Tudo é condicionado como projeto de felicidade anunciado por Deus a uma virgem que representa toda a humanidade. O termo grego que traduzimos por “cheia de graça” expressa uma realidade original na vida de Maria: ela é aquela que possui graça desde a origem de sua vida, desde sempre. A alegria anunciada pelo anjo Gabriel não é algo que se restringe a Maria, mas de todo o céu e terra. Ela é alguém especial muito antes dela mesma saber e perceber.
Antes de falar do projeto de Deus, o anjo nos revela quem é Maria. “Alegria” é em primeiro lugar por ela que é enamorada de Deus. Antes de Maria dizer algo para Deus através do seu anjo, é o céu que nos ilumina com a beleza de Maria, Mãe de Deus. Antes dela escolher a Deus, desde sempre, é Deus quem a escolheu.
Diante de alguém tão especial aos olhos de Deus, entendemos o porquê, Gabriel, não ordenou que ela se colocasse de joelhos, rezasse uma oração especial ou se prostrasse por terra. No Antigo Testamento, quase sempre, em uma manifestação divina através de um mensageiro de Deus, o interlocutor é chamado a se manifestar com referência e respeito, mas com Maria não foi assim. O anjo convida Maria a se alegrar, alegrar-se com os céus em relação aquilo que estava por anunciar.
Ao revelar a missão de Maria, ela mesma é revelada à humanidade. A virgem de Nazaré é “cheia de Deus”, por isto, Deus é enamorado por aquela que deverá marcar o início da nova humanidade que surgirá com a fé em Jesus Cristo. Diz o anjo: “O Senhor é contigo”. É uma realidade presente e constante de Deus, não é uma promessa do futuro quando iniciará a ser mãe de Jesus, mas é algo desde sempre da parte de Deus.
Maria se mostra perturbada não com o encontro e com o diálogo com o mensageiro de Deus, mas com a revelação de como ela é vista por Deus. Ela é especial sem sair do normal da vida e de sua realidade. “Não temas!” é a palavra de alívio da parte do Anjo Gabriel para a pequena e singela Maria de Nazaré. E temos mais uma confirmação sobre a grandeza e a singeleza de Maria: “encontraste graça diante de Deus”. O que tinha feito Maria até aquele momento para que, diante de Deus, ela fosse especial? Certamente não foi um gesto, ou ação ou sua piedade pessoal, mas ela como pessoa humana já era especial, antes mesmo da vinda de Jesus em seu ventre. Maria é muito bem conhecida por Deus por isto, lhe confia o seu projeto de salvação através do seu Filho Jesus.
Deus não muda os sonhos de Maria, mas a convida a entrar em seu projeto, trazendo consigo tudo que ela sonhava e desejava. Ela estava prometida em casamento, sonhava com sua casa, família e filhos como qualquer jovem que se casa. Maria foi convidada a colocar seu sonho de mãe, mas como Deus necessitava. Não iria gerar um filho que seria seu e de seu marido, mas um filho seu que vem de Deus para toda a humanidade. Um filho de Maria e Deus; do céu e da terra. Continua sendo mãe, mas Mãe de Deus. A Virgem de Nazaré foi convidada a sonhar o sonho de Deus.
Tudo novo e ao mesmo tempo por vias comuns como aparentava, por isto, Maria pergunta ao anjo não porque não acreditava, mas para saber o deveria fazer. É alguém interessa em servir ao modo de Deus e dentro de seu projeto. Tudo se tornou especial com o anúncio do anjo, ela queria saber como poderia se colocar a serviço com a sua pobre realidade humana.
A explicação do anjo mostra algo que vai se realizar na realidade humana, mas permanecendo como um grande mistério para todos nós (cf. 2a leitura). Gabriel lhe assegura o necessário para que ela saiba por onde caminhar e esperar. Tudo será feito no modo divino e humano, com participação plena da humanidade (ela) e aquilo que há de mais significativo da parte de Deus para nós (Espírito Santo). Nada mais é oferecido a Maria como sinal e garantia, pois tudo de necessário tinha sido revelado, bastando a adesão final e definitiva de Maria, pois “tudo é possível para Deus”.
Encontramos uma expressão de tempo no final do diálogo com Maria: sexto mês. A história da encarnação do Verbo passa pela vida de várias pessoas que se colocam a serviço com seus limites e dificuldades (Zacarias e Isabel). Para encerrar tudo era necessário culminar com nova criação, como no sétimo dia do Gênesis. Tudo se conclui com as palavras perfeitas de Maria: “Faça-se em mim segundo a tua palavra!” Na história de Zacarias, sacerdote e templo, tudo termina no silêncio; na história de Maria, com palavras de profunda adesão é fé. Na criação do mundo, tudo foi gerado pelo “faça-se” de Deus, agora tudo tem um novo início com a mesma expressão daquela que é “Cheia de graça”.
A entrega total de Maria conclui a missão do anjo e inicia a salvação da humanidade. Deus escolhe uma mãe que fosse digna de trazer a este mundo o bem mais precioso de Deus para nós (seu filho Jesus). Ela se apresenta como serva da Palavra de Deus anunciada pelo anjo e ao mesmo tempo do Verbo de Deus que começava ser gerado em seu ventre.
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#Reflexão: 3º domingo do Advento (17 de dezembro)
A Igreja celebra o 3º domingo do advento, neste domingo (17). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 61,1-2a.10-11
Salmo: Lc 1,46-48.49-50.53-54 (R. Is 61,10b)
2ª Leitura: 1Ts 5,16-24
Evangelho: Jo 1,6-8.19-28
JOÃO BATISTA, VOZ E TESTEMUNHO DA LUZ
Estamos já próximos do Natal do Senhor e neste domingo nos deparamos, novamente, com João Batista e o seu testemunho de vida. Na primeira leitura, temos uma perfeita descrição do Messias que o povo de Deus do AT esperava. Estas duas figuras, de fato, representam muito bem o que deve significar para nós o Natal de Jesus.
Isaías descreve o Messias como alguém revestido do poder de Deus, mas tal poder será usado para promover vida e o bem entre as pessoas.
O ungido de Deus deverá oferecer aos mais necessitados, tudo aquilo que este mundo não pode dar: boa nova, cura, redenção e anúncio de liberdade, enfim, o consolo aos aflitos.
A salvação que será apresentada pelo Messias será como um compromisso de matrimônio e Deus fará justiça como brotos que nascem em uma planta. No entanto, olhando a vida de Jesus, tudo foi realizado do “modo de Deus” e seguindo o seu próprio esquema.
O quarto evangelista procura, já desde o início do seu escrito, esclarecer quem foi João Batista: ele veio para dar testemunho da luz. João evangelista deixa claro: João, a testemunha, foi “enviado por Deus” (a frente aparecerá outros enviados “da parte de Jerusalém”). A melhor forma de resumirmos a vida do precursor é em relação ao modo de vida e suas palavras. No quarto Evangelho, João não é jamais chamado de “Batista”, mas sim de “testemunha”. Ele mesmo dá testemunho através de sua vida e da sua missão, do tempo novo que estava para acontecer. Notemos a insistência do autor do quarto Evangelho em afirmar que João é “testemunha da luz”; depois, na 2a parte do texto Evangelho de hoje, João, ele mesmo, se apresenta como “voz”.
João, a testemunha, incomodou muito as pessoas em seu tempo. Jerusalém e o Templo Sagrado tinham recuperado o centro da vida dos judeus e a Cidade Santa, de fato, passou a ser o lugar privilegiado da experiência de Deus. O esplendor prometido pelos profetas tinha se concretizado nas belas celebrações e festas tradicionais. Os rituais de sacrifícios no altar do Templo atraiam fiéis de todas as partes e até de nações vizinhas.
No entanto, João, enviado por Deus, faz o processo contrário: ele atraia as pessoas para fora de Jerusalém, lá para o deserto e praticamente no lugar por onde o povo de Deus, no passado, tinha atravessado para entrar na “Terra Prometida”.
As palavras e principalmente o testemunho de João tinham se tornado mais forte que as festividades de Jerusalém e isto tudo passou a incomodar os sacerdotes da Cidade Santa. Assim, mandam uma comitiva para verificar e entender quem era João que atraia pessoas ao deserto. O evangelista faz questão de frisar: “os judeus enviam sacerdotes e levitas”. Eles não são enviados por Deus, mas por homens (os judeus). Os sacerdotes queriam saber que ligação ele tinha com as profecias sobre o Messias; os levitas eram também guardas do Templo, assim, dependendo do que eles averiguassem, João a testemunha, poderia ser preso.
A primeira questão (“Quem és tu?”) foi básica e geral, dando a chance do Precursor João se apresentar e falar quem ele pensava que era.
João vai direto ao assunto com sua resposta, pois já tinha percebido que eles queriam saber se ele, João, era o Messias. A resposta foi clara: “Eu não sou o Cristo!” “Cristo” em grego significa “ungido = messias”.
A forma “Eu sou” é empregada no 4o Evangelho somente para Jesus, aqui João Batista usa para negar a si mesmo como o Messias esperado. É o primeiro e significativo testemunho de João (“declarou sem restrição, declarou...”): negar que é o Messias.
Diante da negação categórica e principal do Batista, os enviados de Jerusalém perguntam se ele era Elias. Em torno deste profeta no AT tinha nascido uma lenda: como Elias foi conduzido ao céu em um redemoinho quando apareceu uma carruagem de fogo (2Rs 2,11), se acreditava que o profeta Elias iria retornar antes da manifestação do Messias esperado (cf. Ml 4,5). Mas, João, a testemunha, também nega tal título, pois o Precursor sabia que a esperança na volta do profeta Elias estava também ligada a mentalidade e a ideia de messianismo do Templo (um messias revolucionário e político).
Os enviados de Jerusalém perguntam se, pelo menos, João se considerava como um profeta. Os profetas do AT enviados de Deus sempre surpreenderam a todos pela originalidade de suas vidas e mensagens.
Mas, surpreendentemente, João não se sente enquadrado também como mais um profeta do AT. As três negações de João (“eu não sou”, “não sou” e “não”) deixaram os inquisidores sem saber o que perguntar, pois achavam que João estava se tornando famoso e teria “assumido” um destes títulos do AT.
Por fim, deixam em aberto e solicitam que o próprio João se apresente ou se revele a eles.
João ao responder aos enviados dos sacerdotes não se coloca como alguém especial ou usa imagens significativas. No texto do Evangelho, João responde: “Eu [ ] uma voz que grita no deserto...”, evita dizer “Eu Sou”. No Evangelho de João, nos primeiros versículos, o autor descreve Jesus como “Verbo de Deus”. Nosso Senhor é a Palavra que possui conteúdo e sua origem é do “interior”, do coração de Deus.
Assim, quando João se revela como “uma voz”, ele se apresenta como um simples instrumento, um meio para o Verbo chegar até as pessoas. A “voz” é algo passageiro, apenas é pronunciada, ela desaparece. O que permanece realmente é a mensagem (a Palavra).
João evangelista esclarece que entre os enviados de Jerusalém havia alguns fariseus. Este grupo era conhecido por suas tradições e rigorosidade em conduzir os costumes judaicos e entre eles, eram comuns os rituais de purificação (batismos). Esses emissários fariseus pedem esclarecimento sobre o Batismo que João realizava. Para eles, o precursor necessitava de alguma autoridade pessoal para realizar algo que eles, os fariseus, também realizavam.
João, novamente, se mostra como alguém diferente de tudo que eles imaginavam, sinal do tempo novo que estava para se iniciar com Jesus. Ele esclarece que eles sabiam muito bem sobre o batismo, mas nada sobre Aquele que estava por chegar. Se eles achavam que ele, João Batista era alguém importante, Jesus é alguém muito maior ainda. “Arrumar as sandálias”, de um lado, demonstra a simplicidade de João que nem se coloca como um servo, de outro lado, revela a grandeza do Messias Jesus.
Muito importante para nós este testemunho de João. Ele tem consciência que quem ele é, qual a sua missão e principalmente, sua importância em relação a Jesus. João, a testemunha, ele é algo passageiro, mas instrumento de Deus (voz); alguém que prepara a todos para aquele que vai permanecer em definitivo.
João Batista foi questionado porque apresentava Deus de um modo novo e diferente: com sua palavra e vida. O testemunho é o melhor instrumento para anunciar a Boa Nova deixada por Jesus.
O precursor João no deserto, com roupas de miserável e sem oferecer nada de mais belo e sublime, revelava uma grande presença de Deus para as pessoas. Neste ponto, João e Jesus são semelhantes na simplicidade, no estrito necessário, na força da palavra e do testemunho.
Uma religião cheia de ritos, solenidades e festas sem vida nova e sem testemunho, é uma religião vazia de Deus e cheia de vaidades humanas.
O Natal é um momento de nos confrontarmos com o que é essencial em nossas vidas. Paulo nos lembra na 2a leitura: “examinai tudo e ficai com o que é bom”. Deus decidiu vir a este mundo e ser um como nós em uma realidade onde nada de grande se apresenta, somente uma simples família com um filho recém-nascido. A simplicidade de João, o local onde se encontrava (deserto) e o anúncio de conversão foram as condições colocadas pelo precursor para todos se prepararem para acolher o Messias, condições também fundamentais para realmente nos prepararmos para celebrar o nascimento do Menino Jesus.
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Santa Luzia: a protetora dos olhos
Luzia nasceu na Itália, em Siracusa, ao final do século III. Filha de pais religiosos que lhe deram formação cristã de amor a Deus e ao próximo. É dela o pensamento: “Adoro a um só Deus verdadeiro, e a Ele prometi amor e fidelidade.”
Luzia, a santa virgem e mártir! Mártir, porque viveu um dos sinais mais fecundos da verdade da revelação. A Igreja reconhece o martírio como caminho da santidade, já que ele segue a trajetória do próprio Cristo, mártir na Cruz. Ser cristão, é ser mártir! Para a Igreja primitiva, o mártir é aquele que professa sua fé em Cristo e, por causa disso, derrama o próprio sangue. Luzia derramou seu sangue, ao abraçar pela fé a verdade de Jesus Cristo. A sua virgindade é sinal de seu desejo de consagrar a vida a Deus de forma radical e exclusiva, e assim poder reproduzir em sua vida a forma de viver de Cristo Jesus. Seu testemunho chama a atenção da Igreja e do mundo para a dignidade do ser humano e do amor.
Luzia, pequena órfã, viveu sua infância e juventude dedicando-se aos cuidados da mãe Eutíquia, que padecia de graves hemorragias internas. Na ida à cidade de Catânia, na Silícia, para rezar pela saúde da mãe na tumba de Santa Águeda, Luzia teve a manifestação de que Deus curaria sua mãe, e por isso, decidiu consagrar sua vida a Ele como cristã e fazendo o voto de virgindade. A tradição conta, que por intercessão de Santa Águeda, a mãe de Luzia foi curada de sua enfermidade e, também, Santa Águeda lhe revelara que sofreria martírio e seria venerada em toda Siracusa.
Havia nesse tempo, a promessa de casamento com um jovem pagão, que Luzia desejava se livrar. Começou, então, o sofrimento de Luzia com a denúncia de seu pretendente e a perseguição religiosa. Luzia deu o testemunho de perseverança na fé e não esmoreceu em seu propósito de dedicação a Deus, não receando expor publicamente sua confiança em Jesus. O hagiógrafo J. Alves diz: “Santa Luzia foi uma mulher corajosa, que escolheu viver na fé e arriscar sua vida ao assumir a condição de seguidora de Jesus, em um tempo em que isso era considerado crime grave.” O imperador romano Diocleciano era implacável com quem professasse a fé cristã.
Os olhos de Luzia compõem várias lendas e histórias. Mas estão a origem etimológica de seu nome com o belo significado de origem latina ‘lux’, ou seja: luz: revela-nos Santa Luzia, portadora de luz e a protetora dos olhos. Diz J. Alves: “São os olhos as janelas, por onde a luz penetra o nosso ser, permitindo que contemplemos a beleza das coisas criadas, e acolhamos, pelo olhar nossos semelhantes”. Luzia volveu seu olhar aos mais necessitados, desfazendo-se de seus bens materiais e os distribuindo aos pobres. Luzia é a padroeira contra a cegueira física, mas sobretudo, contra a cegueira que nos impede de enxergar que Deus é nossa luz e a vida só vale a pena quando se torna um ato de amor a Ele e ao próximo!
O Papa Francisco diz: “Luzia, mártir de Siracusa, recorda-nos, com seu exemplo que a máxima dignidade da pessoa humana consiste em dar testemunho da verdade, seguindo a própria consciência custe o que custar, sem duplicidade e sem compromisso”. Francisco quer dizer com essas palavras que Luzia está do lado da luz, servindo a luz como o nome ‘Luzia’, evoca. E ainda o papa declara que o testemunho de Luzia leva-nos a “ser pessoas claras, transparentes, sinceras, comunicar com os outros de forma aberta, clara e respeitosa. Isso ajuda a espalhar luz nos ambientes em que vivemos, para torná-los mais humanos, mais habitáveis”.
O martírio de Luzia e de tantos santos e santas leva-nos a meditar sobre os nossos martírios atuais: os nossos vacilos na fé que podem ser um martírio em não perceber os sinais de Deus em nossas vidas; nossa preguiça espiritual pode ser um martírio, pois deixamos de ver o que é essencial e que dá sentido à vida. É a graça de Deus e nossa perseverança, que superamos esses martírios cotidianos e retornamos ao caminho ensinado por Jesus: sermos uma luz nos caminhos escuros da humanidade. É preciso que deixemo-nos encontrar pelo Deus Vivo que faz viver; é preciso que a fé na vida sustente o compromisso com a vida digna de nossos irmãos e irmãs descartados pelo mundo.
A festa de Santa Luzia é celebrada no dia 13 de dezembro, doze dias antes do Natal para indicar ao cristão e cristã a necessidade de preparação espiritual e sua iluminação para o Natal do Menino Deus que se aproxima.
Oração: Ó Santa Luzia, que preferistes deixar que os vossos olhos fossem vazados e arrancados antes de negar a fé. Ó Santa Luzia, cuja dor dos olhos vazados não foi maior que a de negar a Jesus Cristo. E Deus, com milagre extraordinário, devolveu outros olhos sãos e perfeitos para recompensar vossa virtude de fé. Ó Santa Luzia, protetora, eu recorro a Vós (coloque as mãos nos olhos e faça a sua intenção). Santa Luzia, protegei minha vista, os meus olhos. Santa Luzia, intercedei a Deus para curar os meus olhos e preservá-los de todo mal. Ó Santa Luzia, conservai a luz de meus olhos, para que eu possa ver as belezas da criação, o brilho do sol, o colorido das flores, o sorriso das crianças. Mas, acima de tudo, Santa Luzia, seguindo vosso exemplo, conservai os olhos de minha alma na fé, pelos quais, pela fé, com a alma iluminada, eu possa ver a Deus e seus ensinamentos para aprender contigo e sempre recorrer a vós. Santa Luzia, iluminai a minha alma com os olhos da fé, pois nosso Senhor Jesus Cristo disse: “os olhos são a janela da alma” (cf. Lc 11,34). Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo! Como era no princípio, agora e sempre, amém! Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo, para sempre seja louvado!
Referências:
Canção Nova – Notícias – 12/12/2022
BBE News– Edison Veiga De Bend (Eslovênia) para a BBC News Brasil
Vida Pastoral – jan/fev de 2010 – ano 51- nº 270
J. Alves: Os Santos de cada dia e de Santa Luzia - novena e biografia.
Referência de imagem: https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/12/13/s--luzia--virgem-e-martir-de-siracusa.html
Seminário Arquidiocesano celebra Missa de encerramento do ano formativo
Aconteceu na manhã desta segunda-feira, 11, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG), a celebração de uma Missa por ocasião do encerramento do ano formativo 2023.
A Eucaristia aconteceu na Capela Nossa Senhora Auxiliadora e contou com a participação de todos os seminaristas.
Presidiu a Celebração o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., e concelebraram os padres Heraldo José dos Reis, Francisco José da Silva (formador da Etapa Configurativa), Samuel Gâmbaro de Faria (formador da Etapa Propedêutica) e Fabiano José da Silva (formador da Etapa Discipular).
Na ocasião, o seminarista João Pedro Bastos Cardoso, do 4º ano da Etapa Configurativa, recebeu o ministério do Acolitato.
Houve também a despedida do padre Heraldo José dos Reis, do ofício de reitor do Seminário. O presbítero estava à frente da instituição desde 2021.
Após a Santa Missa, os presentes participaram de um almoço festivo nas dependências do seminário.
Confira mais imagens da Celebração
Texto: Éder Couto, com colaboração do seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior
Imagens: Seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior (1º ano da Etapa Configurativa)
Catequistas com adultos dos Setores Mandu e Sapucaí participam de encontro de formação
Catequistas com adultos dos Setores Pastorais Mandu e Sapucaí, da Arquidiocese de Pouso Alegre, participaram neste sábado, 09, de um encontro de formação com o tema “Iniciação Cristã: uma tarefa comunitária”. A atividade aconteceu no Centro Pastoral da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre (MG).
O encontro foi assessorado por Rita de Cássia Pereira Rezende que integra a Comissão de Iniciação à Vida Cristã da arquidiocese e reuniu representantes das paróquias de Pouso Alegre, Congonhal e Senador José Bento, que formam o Setor Mandu e das paróquias de São Sebastião da Bela Vista, Santa Rita do Sapucaí, Cachoeira de Minas e Conceição dos Ouros, do Setor Sapucaí.
Rita Rezende avalia como muito frutuoso o encontro realizado neste sábado com os catequistas.
A Comissão arquidiocesana costuma promover aos menos dois encontros anuais com os representantes das paróquias que atuam na catequese de iniciação à vida cristã com adultos.
Neste segundo encontro de 2023, além dos catequistas também estiveram presentes as integrantes da Comissão arquidiocesana Helena Sequi e Maria Cristina de Souza Faria e os coordenadores setoriais Rafael (de São Sebastião da Bela Vista – Setor Sapucaí) e Wellington (de Pouso Alegre – Setor Mandu).
Iniciação à Vida Cristã
A catequese com adultos é voltada a pessoas que não receberam os sacramentos de iniciação à vida cristã na infância e/ou juventude. Os catecúmenos são preparados para receberem o Batismo, a Eucaristia e/ou a Confirmação (Crisma). Porém, a atividade catequética não se restringe apenas aos catecúmenos, um uma vez que a catequese com adultos também é destinada às pessoas que desejam um aprofundamento na fé católica. Seu objetivo é o de levar o cristão a uma autêntica experiência de Jesus e com isso fortalecer a sua fé.
Província Eclesiástica
Na Arquidiocese de Pouso Alegre e nas Dioceses da Campanha e de Guaxupé, existe o Projeto “Viver em Cristo” que estabelece a metodologia da catequese com adultos nas comunidades paroquiais de toda a Província Eclesiástica.
As pessoas acima de 18 anos que ainda não foram iniciadas na fé devem procurar a paróquia na qual residem para mais informações e para se inscreverem no processo de formação oferecido pela Igreja.
Na quinta-feira, 14 de dezembro, os integrantes da Comissão de Iniciação à Vida Cristã da Arquidiocese de Pouso Alegre se reúnem para avaliar as atividades realizadas neste ano e programar as ações para 2024.
Texto: Éder Couto, com colaboração de Rita Rezende
Imagens: Divulgação/ Comissão de Iniciação à Vida Cristã
#Reflexão: 2º domingo do Advento (10 de dezembro)
A Igreja celebra o 2º domingo do advento, neste domingo (10). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 40,1-5.9-11
Salmo: 84(85),9ab-10.11-12.13-14 (R. 8)
2ª Leitura:2Pd 3,8-14
Evangelho: Mc 1,1-8
JOÃO BATISTA ANUNCIA O MESSIAS COM PALAVRAS E VIDA
Neste caminho em preparação para o Natal do Senhor, neste final de semana temos a preciosa figura de João Batista que foi um grande sinal da proximidade do novo tempo inaugurado por Jesus. Ele representou para os primeiros cristãos, ao mesmo tempo, alguém que rompeu com muitas estruturas estabelecidas na sociedade e na religião e, também foi uma pessoa enraizada na mais profunda experiência que o povo já conhecia. Temos ainda a figura do profeta Isaías na 1ª leitura, dois grandes profetas que anunciam a esperança em tempos diferentes.
Neste tempo do Advento em que nos preparamos para celebrar o momento em que Jesus entrou em nossa história (seu nascimento em Belém), as palavras de Isaías ilustram muito bem a grande esperança dos judeus no Antigo Testamento que tem sua realização em Cristo Jesus. O profeta fala ao povo que está de saída do exílio da Babilônia. O anúncio é de consolo para um povo que estava sem esperança. A lembrança do pecado cometido por todos não impede Isaías de lembrar a sua gente que é Deus que conduz a história. O caminho do retorno pelo deserto é longo e precisa ser preparado com uma esperança forte e viva. Deus é que guiará o seu povo! Assim, Isaías é convidado a gritar forte que Deus virá com seu poder, mas será um poder de pastor que guiará a todos nos caminhos da história. Daí nasce a esperança na vinda do Messias Salvador. Ele será a encarnação da consolação de Deus, alguém que propiciará a todos a experiência do amor de Deus através do perdão dos pecados. Ele é o potente que usa de sua força para conduzir seu povo como um pastor que cuida de cada um, como os verdadeiros pastores faziam com as ovelhinhas, tanto as que estavam doentes como as ovelhas perdidas.
Jesus realiza esta esperança do povo do Antigo Testamento vindo a este mundo dentro de uma família. Mas, para este momento sem igual para a humanidade, era necessário que alguém preparasse o povo. Assim, nas palavras de Isaías podemos já enxergar também a descrição do precursor do Messias, João Batista: Ele é a voz que grita no deserto e que prepara os caminhos do Senhor.
Marcos inicia seu escrito com o nome de “Evangelho” (que significa “Boa Notícia”) e com a descrição do precursor de Jesus, o evangelista faz uma profunda ligação com o passado do povo de Deus. O Batista é o enviado por Deus, mas como “mensageiro” que vai a frente, pois virá outro atrás dele. Ele é a “voz” que grita no deserto (como Isaías na 1ª leitura). Jesus é a Palavra. João Batista entra na história com seu nome (João) e sua principal atividade (Batista), nada se diz sobre sua origem, família ou profissão. Mateus e Lucas nos dão mais informações, mas Marcos se concentra somente em Jesus. O pai de João Batista era da classe sacerdotal, mas ele foi escolhido por Deus para ser profeta; abandonou a cidade e até os costumes básicos de seu povo e passou a viver no deserto; se vestia com as mais simples roupas e se alimentou com aquilo que a providência concedia. João proclama do deserto: ele permanece fora das estruturas sociais, políticas e religiosas. O objetivo da missão do Batista é de reconciliação com Deus, mas na religião oficial, a forma tradicional era através do sacrifício no Templo em Jerusalém. Suas palavras produziam um grande impacto, pois eram acompanhadas de uma vida radical e palavras inovadoras. O tempo novo que se aproximava exigia uma decisão radical e profunda, pois algo novo estava por acontecer e todos precisavam estar atentos para essa novidade: a Boa Notícia estava próxima!
João escolheu viver no deserto e atraiu todos para aquele lugar. No meio do nada, prevalecem suas palavras e o seu exemplo de vida. João é retratado como um profeta no seu discurso e também em sua veste. Suas vestes de pele de camelo lembram as roupas de Elias (2Rs 1,8) como também afirma Zacarias (13,4). No entanto, Elias faz um discurso baseado no passado; João Batista anuncia aquele que virá (futuro). Na história do povo de Deus, depois de passar pelo Jordão, o povo subiu de Jericó para entrar na terra prometida; o profeta do deserto, João Batista, atrai a todos para fazerem o contrário: deixar suas cidades na Terra Santa, particularmente Jerusalém, e voltar ao deserto. Para o tempo novo inaugurado por Jesus, era necessário fazer uma “nova entrada”, escutar novamente Deus que falava através do profeta no deserto; era preciso fazer uma nova entrada não mais em um território, mas no “tempo novo” que o Messias Jesus iria inaugurar. O Batismo no Jordão assinalava a decisão de deixar pra traz os pecados e erros (“todos confessavam seus pecados”). Com João Batista, o tempo da consolação e de paz estava por iniciar e o povo precisava ser preparado.
Naquele tempo de João Batista, todos esperavam a chegada do Messias. Havia uma imensa ânsia de todos por algo novo e mais profundo, que realmente desse um novo sentido na vida de todos. O precursor João sabia de tudo isto e poderia ter-se calado diante da esperança que brotava em todos pensando que ele era o Salvador, mas ele não fez isto. O Batista tinha consciência de que a sua missão era nobre e especial, mas tudo tinha sentido somente e exclusivamente em função do verdadeiro Messias: Jesus Cristo.
João Batista não era o Messias e se sente indigno de realizar até um simples gesto: arrumar o calçado daquele que vem. Ele reconhece que “aquele que vem” (Jesus) é tudo em sua vida; no deserto ele centraliza seu discurso naquele que deveria ainda se manifestar, pois sabia que o sentido de sua existência estava diretamente ligado ao Messias Jesus. Sua voz, sua vida e seu testemunho apontavam para o verdadeiro sentido de tudo que era o Cristo. Ele compartilha aquilo que vive, anuncia aquilo que crê e confia Nele que é muito maior que ele próprio. João Batista descreve aquele que vem confrontando-o consigo mesmo em três aspectos: na sua qualidade (mais forte), na sua dignidade (não sou digno) e na sua atividade (João batiza em água).
Precisamos resgatar muita coisa importante em nossa vida moderna e atual. Deixar o barulho das cidades e “no deserto” do nosso coração, lá resgatar a nossa experiência com o Senhor. Tempo do Advento (um tempo de espera) é mais um momento que Deus nos concede para revermos nossos projetos e prioridades, principalmente aqueles sonhos em que Deus não participa. Resgatar a experiência da fé e da esperança Naquele que veio até nós de uma forma tão humana e especial, em forma de uma criança.
O Natal é um tempo especial se aquele que é o centro de tudo, realmente se encontra no centro de nossas vidas. Deus possui uma imensa paciência por cada um de nós como nos lembra a segunda carta de São Pedro na segunda leitura. Ele nos propicia todos os meios e o tempo que for necessário para que construamos nossa história tendo-O como principal parceiro. Para nos auxiliar em nossa história, até o tempo, Deus conduz de uma forma diferente transformando um dia em mil anos e mil anos em dia, mas o faz por nós, para o nosso bem. O autor da 2ª carta de Pedro nos lembra que estamos dentro de uma história de Deus que está ainda acontecendo. O mundo está caminhando para uma profunda e definitiva transformação com um novo céu e uma nova terra e para tanto, precisamos auxiliar nosso Deus no processo de construção dessa realidade nova: o mundo só será melhor se nós formos melhores. Pedro em sua carta nos exorta a permanecermos vigilantes na santidade, em nossa conduta e em nossas orações. Que Deus nos encontre com esses sentimentos profundos de revelam a nossa comunhão com Ele.
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O Presépio em nossas vidas!
Na casa de todo cristão, principalmente nesta época do ano em que iniciamos o tempo do advento, deveria ser feito um presépio. Ele é a verdadeira expressão do significado do Natal. Mostrando-nos os sentimentos que devem estar presente em nós, como a humildade, a simplicidade, a ingenuidade, a pureza de coração, e sobretudo nos faz lembrar o que o presépio traz a Luz verdadeira que é muitas vezes ofuscada pelas “luzes” do mundo materialista, levando as pessoas a esquecerem, a Boa Notícia , o Nascimento do Salvador ,a chegada do Príncipe da paz!
O presépio é uma forma de evangelizar e foi esta a intenção de São Francisco de Assis que em 1223, em uma gruta na Itália, criou o primeiro presépio, a fim de ajudar o povo a entender o nascimento de Jesus. E aos poucos foi se propagando pela Europa e a todo o mundo.
A palavra presépio tem sua origem no latim Praesaepe e significa estrebaria ou curral. Recomenda-se desfazer o presépio no dia 6/01, dia da Festa da Epifania do Senhor. No Brasil, foi Padre Antônio Anchieta que 1552 ,apresentou aos índios e colonos portugueses a representação do presépio como forma de catequizá-los.
As figuras representadas no presépio são diversas e variam desde animais (ovelhas, burrinho, boi, camelo e outros) até os Reis Magos(Gaspar ,Belchior e Baltazar) homens sábios e estudiosos que levaram ouro(realeza), incenso(divindade) e mirra(sofrimento/eternidade) para presentear Jesus, reconhecendo -O como o Messias Salvador . Temos também o anjo que louvava e entoava o canto de “Glória a Deus nas alturas”, símbolo da boa notícia! E os pastores, os primeiros a receberem o anúncio do nascimento, referem as pessoas simples, humildes, para quem Jesus veio encher de esperança. A estrela é a luz que conduz até encontrarem o menino Jesus. E de maneira muito especial no presépio deve ter :São José, homem justo e pai adotivo de Jesus. Nossa Senhora, a serva do Senhor que se fez obediente e o Menino Jesus na manjedoura, frágil ,pequeno, mas é Deus que se fez homem e habitou entre nós, a razão do nosso natal!
Façamos aqui uma breve lembrança dos personagens que encontramos no presépio e paralelo a isto seria bom você refletir :Qual das figuras presentes no presépio eu gostaria de ser? Ou qual delas me representa? E ainda que presente eu vou levar a Jesus neste presépio?
Enchamos nosso coração de esperança ao ver na simplicidade do presépio o Menino Luz que chegará no Natal para trazer o amor, a fraternidade e a paz para todos os povos!
Referências :
https://radio.cancaonova.com/brasilia/a-origem-do-presepio/
https://santuariosantapaulina.org.br/voce-conhece-a-origem-do-presepio/
https://opusdei.org/pt-br/article/historia-do-presepio/
Imagem de Herbert Aust por Pixabay











































