Dom Edson Oriolo lança novo livro no Santuário de Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá (MG)

Neste domingo (16), dom Edson Oriolo lançou novo livro, intitulado "Celebrando a Vida em Família", no Santuário de Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá (MG).

 

Dom Edson José Oriolo dos Santos é natural da cidade de Itajubá (MG), onde foi ordenado presbítero no dia 5 de maio de 1990, na paróquia São José Operário. Na Arquidiocese de Pouso Alegre, foi vigário da Paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista (MG); vigário da Paróquia São Francisco de Paula, em Ouro Fino (MG); pároco da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata (MG), e cura da Catedral Metropolitana do Bom Jesus, em Pouso Alegre (MG).

No dia 15 de abril de 2015, foi nomeado bispo pelo papa Francisco, sendo sua ordenação episcopal no dia 11 de julho de 2015, na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre (MG). No dia 30 de outubro de 2019, foi nomeado bispo da Diocese de Leopoldina (MG), onde exerce seu governo pastoral até o momento.

Dom Edson presidiu a missa às 20h, no Santuário de Nossa Senhora da Agonia, em Itajubá, com a presença de diversos fiéis. Após a celebração, houve a cerimônia de lançamento do seu novo livro "Celebrando a Vida em Família". O livro pode ser adquirido pela editora Paulus.

Novo livro de dom Edson Oriolo, pela editora Paulus.

"Este livro traz celebrações diversas para serem vivenciadas em casa, em família. O objetivo é ajudar as famílias a perceberem o quanto somos agraciados por Deus e apresentar-lhes formas de louvá-lo pelas coisas boas que fazem parte de nosso dia a dia. Os roteiros – que incluem celebrações de agradecimento pelo emprego, por benefícios alcançados, pelo nascimento de uma criança, entre outras – também são uma oportunidade para alcançar as inúmeras gerações e para fortalecer os vínculos entre os membros da comunidade", diz o resumo do livro.

 

Veja mais fotos na Galeria.

 

Texto: seminarista estagiário Dioni Acácio da Silva
Imagem em destaque: @santuariodaagonia / Luiz Fernando Nunes

Diácono Cristian Diego Rosa será ordenado presbítero

Arquidiocese de Pouso Alegre (MG) divulga oficialmente data da ordenação presbiteral do diácono Cristian Diego Rosa.

 

Diácono Cristian será ordenado presbítero por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), no dia 17 de junho de 2023, sábado, às 9h, na igreja matriz de São José, em Paraisópolis (MG). A ordenação presbiteral será também motivada pela celebração do 3° Ano Vocacional, que está acontecendo este ano no Brasil.

O lema do ministério presbiteral do diácono Cristian será "Anunciar a insondável riqueza de Cristo" (Ef 3,8).

Diácono Cristian Diego Rosa. Foto: Adriano/ArtImagem - Arquivo Pascom.

Diácono Cristian, após sua ordenação presbiteral, presidirá suas primeiras missas no dia 18 de junho, domingo: às 9h, na igreja matriz de São José, em Paraisópolis (MG), e às 19h, na igreja matriz do Senhor Bom Jesus, em Bueno Brandão (MG).

Cartaz-convite da ordenação presbiteral do diácono Cristian. Imagem cedida pelo diácono.

O diácono Cristian Diego Rosa nasceu em Paraisópolis (MG), no dia 14 de julho de 1986. É filho de Raimundo Donizete da Rosa e Silvia Helena Ribeiro Rosa.

Ingressou no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora no ano de 2014. Exerceu atividades pastorais nas paróquias São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista (MG); Nossa Senhora da Conceição, em Conceição dos Ouros (MG); Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre (MG); Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas (MG), e São João Batista, em Cachoeira de Minas (MG).

Além disso, colaborou com a Pastoral Vocacional e a Pastoral da Comunicação, em âmbito arquidiocesano. Concluídos seus estudos filosóficos (2017) e teológicos (2021), exerceu seu estágio pastoral na Paróquia Sant’Ana, em Sapucaí Mirim (MG), onde foi ordenado diácono, no dia 9 de dezembro de 2022. Nessa paróquia, iniciou seu exercício diaconal. Atualmente, é diácono na Paróquia Bom Jesus, em Bueno Brandão (MG).

 

Texto: seminarista estagiário Dioni Acácio da Silva
Imagem destacada da notícia: Cláudia Couto

 

A imagem destacada da notícia traz dom Majella proferindo a homilia na ordenação diaconal do, então, seminarista Cristian, no dia 9 de dezembro de 2022, em Sapucaí Mirim (MG).


Padre da Província Eclesiástica de Pouso Alegre é nomeado bispo

Papa Francisco nomeou, ontem (12), padre José Hamilton de Castro para ser bispo da Diocese de Almenara (MG), vacante desde agosto de 2022. O padre nomeado bispo pertence ao clero da Diocese de Guaxupé (MG), a qual faz parte da Província Eclesiástica de Pouso Alegre (MG).

 

A Diocese de Almenara estava vacante, pois dom José Carlos Brandão Cabral, seu último bispo, foi transferido para a Diocese de São João da Boa Vista (SP).

Padre José Hamilton nasceu no dia 20 de abril de 1961, em Monte Santo de Minas (MG). Ingressou no seminário da Diocese de Guaxupé em 1990. Estudou no Seminário Arquidiocesano Maria Imaculada, da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP), em Brodowisk (SP). Licenciou-se em Filosofia pela Faculdade Claretiana de Batatais (1992). Fez estudos teológicos no Centro de Estudos Teológicos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (1996). Foi ordenado diácono no dia 13 de setembro de 1996, na Paróquia Imaculada Conceição, em Divisa Nova (MG). Foi ordenado presbítero no dia 4 de maio de 1997, em Monte Santo de Minas.

Em 1997, assumiu a função de vice-reitor do Seminário São José, em Guaxupé. Em 1998, assumiu a reitoria da Casa de Formação Presbiteral Nossa Senhora das Dores, em Pouso Alegre (MG), sendo formador da comunidade teológica. De 1999 a 2000, assumiu a reitoria do Seminário Diocesano de Guaxupé (MG), sendo também vigário da paróquia da catedral dessa diocese.

De 2001 a outubro de 2007, foi pároco da Paróquia São José, em Machado (MG), e coordenador de Pastoral do Setor Alfenas (MG). De outubro de 2007 a janeiro de 2013, foi pároco da Paróquia São Sebastião, em São Sebastião do Paraíso (MG), assumindo também a coordenação de Pastoral do Setor Paraíso.

De fevereiro de 2013 a 2015, reassumiu a reitoria do Seminário Diocesano São José, em Guaxupé. De janeiro de 2016 a dezembro de 2018, foi vice-reitor da Casa de Formação Presbiteral Santo Antônio, em Pouso Alegre, formador da comunidade teológica e vigário da Paróquia São Sebastião, em Alfenas. Também fez parte do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores da Diocese de Guaxupé.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, saudou o bispo nomeado por carta e em nome da província eclesiástica.

 

Saudação da Província Eclesiástica de Pouso Alegre (MG) ao monsenhor José Hamilton de Castro

 

Pouso Alegre, 12 de abril de 2023.

 

Excia. Revma.
Mons. José Hamilton Castro
Bispo nomeado de Almenara – MG

 

“O Bispo é um pai que vive para os seus filhos e que se faz tudo com a Igreja e com os seus sacerdotes, prodigalizando-se para formar as consciências e para os fazer crescer na fé” (Nota introdutiva  in "Apostolorum Successores").

Saudações de Paz!

 

Caríssimo Monsenhor José Hamilton,

 

À Oitava Pascal, que são dias de alegrias estupendas pela Ressurreição do Senhor, soma-se a inaudita notícia da nomeação para Bispo de Almenara, que muito engrandece nossa Província Eclesiástica no Sul de Minas.

Que a Paz do Ressurreto inunde seu ser, que agora, pelo ministério episcopal, se configura mais e mais ao Pastor Supremo e, assim, seja feliz na resposta ao novo ofício a que é chamado servir.

Congratulamo-nos, como Igreja do Sul de Minas, fazendo subir aos Céus e até ao Vale do Jequitinhonha nossas preces, para que não lhe falte a intercessão de São João Batista e, assim, possa anunciar o Cordeiro de Deus, que nesta Páscoa, imolado, trouxe a Vida em Plenitude.

Com a certeza de nossa fraterna amizade, saúdo-o implorando bênçãos celestiais.

Pela Província Eclesiástica de Pouso Alegre,

 

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo, com informações de cnbb.org.br
Imagem: cnbb.org.br


São João Paulo II e santa Faustina: os santos da misericórdia

A Igreja celebra, no segundo domingo da Páscoa, a Festa da Divina Misericórdia! Essa festa foi instituída por são João Paulo II, no ano de 2000, quando canonizou santa Faustina, religiosa polonesa que teve revelações privadas. Nessas revelações, Jesus pediu a devoção a sua Misericórdia.

Santa Faustina Kowalska, a grande apóstola da Divina Misericórdia, nasceu na Polônia em 1905. Era a terceira de dez filhos. Seus pais eram humildes camponeses e cristãos fervorosos que transmitiram a Faustina uma fé profunda e autêntica. A santa entrou no convento das irmãs da Bem-aventurada Virgem Maria da Misericórdia, em Varsóvia, no ano de 1925. Foram 13 anos de vida religiosa, trabalhando humildemente com muita dedicação na cozinha, na portaria e nos jardins do convento.

Ela recebeu muitas graças de nosso Senhor Jesus Cristo. Ela teve muitas revelações e visões, as quais foram anotadas em seu diário. No dia 22 de fevereiro de 1931, a santa escreveu:

“Estando na minha cela, vi o Senhor Jesus vestido com uma túnica branca: com uma mão abençoava e com a outra batia no peito e das suas vestes saíam dois grandes raios: um vermelho e o outro pálido (...). Após alguns instantes, Jesus me disse: “Pinte uma imagem do que você está vendo e escreva em baixo ‘Jesus, eu confio em vós’.” Quero que esta imagem seja venerada, antes de tudo, na capela de vocês e, depois, no mundo inteiro. Prometo que a alma que venerar esta imagem, jamais perecerá... porque eu mesmo a protegerei com a minha glória” (D. 47-48).

A imagem foi pintada e propagada ao mundo. Como devoção à Divina Misericórdia, Jesus pediu, além da imagem, a Festa da Divina Misericórdia, no primeiro domingo após a Páscoa. Ele ensinou também o terço da Divina Misericórdia, oração a ser rezada preferencialmente às 15h, hora da misericórdia, recordando e meditando a sua dolorosa Paixão.

A relação entre papa são João Paulo II e a Divina Misericórdia sempre foi muito presente em seu pontificado. Ele beatificou a irmã Faustina em 1993 e a declarou santa em abril de 2000. Na mesma data, o papa anunciou o segundo Domingo da Páscoa como Festa da Divina Misericórdia, em correspondência com o que Jesus pediu a santa. E, em 2002, em uma viagem apostólica a sua terra natal, o papa consagrou o mundo à Divina Misericórdia.

Em sua homilia, o papa são João Paulo II disse que fez a consagração “com o desejo ardente de que a mensagem do amor misericordioso de Deus, aqui proclamado por intermédio de santa Faustina, chegue a todos os habitantes da terra e cumule os seus corações de esperança”. Com estes gestos, o papa deixou acesa a misericórdia Divina no coração dos fiéis.

Quando são João Paulo II faleceu, era um sábado, vésperas do domingo da Festa da Misericórdia. Ele foi beatificado no dia 1º de maio de 2011, por seu sucessor, Bento XVI, e canonizado pelo Papa Francisco, no dia 27 de abril de 2014. Um grande sinal da providência e do amor Deus permitiu que em ambas as datas a Igreja celebrasse a Festa da Divina Misericórdia.

Que estes santos que estão juntos no céu, celebrando a eterna misericórdia de Deus, intercedam por nós e pelo mundo inteiro! Santa Faustina e são João Paulo II, roguem por nós!

 

Oração de consagração à Divina Misericórdia

Deus, Pai misericordioso, que revelaste o Teu amor no Teu Filho Jesus Cristo e o derramaste sobre nós no Espírito Santo, Consolador, confiamos-te hoje o destino do mundo e de cada homem. Inclina-te sobre nós, pecadores; cura a nossa debilidade; vence o mal; faz com que todos os habitantes da terra conheçam a tua misericórdia, para que, em Ti, Deus Uno e Trino, encontrem sempre a esperança. Pai eterno, pela dolorosa Paixão e Ressurreição do teu Filho, tem misericórdia de nós e do mundo inteiro. Amém!

 

Referências:
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/10/05/santa-faustina-kowalska.html
https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/ha-20-anos-sao-joao-paulo-ii-consagrou-o-mundo-a-divina-misericordia

Imagens: Vatican Media

 


#Reflexão: 2º domingo da Páscoa (16 de abril)

A Igreja celebra o 2º domingo do Tempo Pascal neste domingo (16). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 2,42-47

Salmo: 117(118),2-4.13-15.22-24 (R. 1)
2ª Leitura: 1Pd 1,3-9
Evangelho: Jo 20,19-31

Acesse aqui as leituras.

CRER NO RESSUSCITADO COM A IGREJA

Estamos ainda vivenciando o primeiro dia da Vida Nova de Jesus Ressuscitado (Domingo da Páscoa) e experimentando as alegrias apresentadas por Cristo Jesus, mas também a difícil passagem que os discípulos e apóstolos tiveram que fazer naquele dia. Eles também tiveram que “renascer” para entrar na nova realidade que Jesus tinha inaugurado com a sua ressurreição.

Os relatos da ressurreição de Jesus no Evangelho de São João nos apresentam como, aos poucos, Jesus conseguiu refazer o seu grupo de discípulos e inseri-los na mesma missão que Ele mesmo tinha iniciado. Cristo ressuscitado precisou de muita paciência para recuperar cada pessoa que Ele mesmo tinha escolhido. Segundo São João, o primeiro dia da semana iniciou com um “túmulo vazio” que foi visto por Maria de Mágdala (Evangelho do Domingo de Páscoa). Algumas mulheres anunciam a ausência do “corpo do Senhor” o que despertou a curiosidade dos apóstolos. Esses correram, constataram o ocorrido e voltaram para casa. Depois, Maria sozinha diante do túmulo vazio encontra-se com Jesus Ressuscitado. Ela retorna e anuncia a sua experiência de fé. São os momentos que antecedem o Evangelho deste domingo.

Ao longo do dia da Páscoa de Jesus, outras experiências aconteceram como aquela narrada por Lucas com dois discípulos que deixavam Jerusalém. Este evangelista diz que até mesmo Pedro teve um encontro pessoal com o Ressuscitado, mas que não temos nenhum detalhe. Somente no final da tarde do domingo da Páscoa, seus olhos se abrem e percebem que se tratava de Jesus. Eles retornam no final daquele dia especial, o primeiro da semana (domingo) e contam tudo aos apóstolos.

O Evangelho de João que ouvimos conta como foi o final daquele primeiro dia da semana, o domingo. Os discípulos estavam reunidos, talvez para discutir e entender o que estava acontecendo, ou ainda para partilhar as diversas experiências com Jesus Ressuscitado. João nos lembra que não estavam em oração e fervorosos, mas com “muito medo dos judeus”. As experiências pessoas com o Ressuscitado não tinham conseguido eliminar tudo que eles tinham visto na Sexta-feira da Paixão e nem o sentimento de culpa por terem abandonado Jesus. O grupo estava disperso e todos com muito medo. Naquela tarde, lembra o evangelista, faltavam dois no grupo de Jesus: Judas tinha cometido suicídio e Tomé tinha perdido a esperança em relação a Jesus. Talvez, ele tinha acreditado demais em Jesus, mas ao seu modo e conforme os seus critérios. A experiência da cruz tinha sido forte demais para aquele discípulo que sempre é chamado de Dídimo que significa “gêmeo” (mas de quem? de nós?).

Tomé não é um incrédulo. O seu erro foi procurar uma resposta para tudo do seu modo, com experiências pessoais e isoladas dos demais apóstolos. No diálogo que ouvimos entre Tomé e os apóstolos (Igreja), ele insiste em se firmar no Jesus de antes ou no Mestre que foi crucificado e não dá crédito no testemunho dos amigos apóstolos (“Vimos o Senhor!”). Ele queria experimentar do seu modo e do seu jeito.

João no Evangelho nos diz que mesmo estando isolados e fechados no medo que prevalecia em seus corações (dos apóstolos), Jesus se apresenta no meio de todos. As portas e as janelas não são mais limites para o Ressuscitado, nem mesmo o medo de todos pelo mundo que os circundava; Jesus se encontrar novamente com todos, desta vez, como grupo apostólico. Antes, as experiências foram pessoais com a finalidade de resgatar o grupo; agora todos unidos, tudo reparte com uma nova realidade e fortalecidos pelo Cristo em meio a sua Igreja.

Estes relatos sobre o Ressuscitado, costumamos chamar de “aparições ou manifestações”, mas João e os outros evangelistas narram esses momentos de uma forma diferente: Jesus “se apresenta” (não aparece) em meio a todos. Isto para indicar que, aos poucos, através de pequenos sinais, gestos e palavras que a comunidade foi descobrindo a presença constante do ressuscitado. Jesus não se apresenta de uma “forma magistral” ou impactante, mas com certa delicadeza, respeitando a amarga experiência de todos como vemos na jornada que passou com os discípulos de Emaús.

A primeira palavra dita por Cristo Ressuscitado é “Paz” (insiste duas vezes). Diante do medo e do pavor por todos, Cristo procura semear a paz, aquela que somente Ele pode nos dar. A palavra “paz” não significa “ausência de medos e problemas”; para Jesus a paz que Ele nos dá é a sua própria presença e força: Jesus mesmo é a paz! Pedro na segunda leitura nos alerta das tribulações e desafios para todos aqueles que creem, mas se estamos com Jesus, Ele é a nossa verdadeira alegria e nossa maior força que nenhum problema pode suplantar.

Jesus não retoma o passado e nem esclarece nada em relação a Ele, mas propõe que eles devem continuar a sua missão. Para o evangelista João, os apóstolos recebem a força do Espírito Santo neste mesmo dia da Páscoa. É um dom dado a todos como Igreja, pois eles deverão assumir tudo como uma nova realidade no mundo, não mais individualmente, mas como Igreja, corpo do Cristo Ressuscitado.

Foi marcante e sentida a ausência de Tomé no grupo, mas ele não tinha abandonado a Igreja de Cristo. Ele estava procurando respostas do seu modo e seguindo seus critérios. Tudo que tinha acontecido não tinha sido suficiente para que ele deixasse para trás tudo que tinha acontecido com Jesus até sua cruz. Parece que ele não tinha visto o Cristo crucificado, pois tinha abandonado o Senhor como os outros apóstolos. Para ele, faltava ainda experimentar os últimos momentos do Mestre Jesus. Assim, ele não acredita na experiência nova que o grupo tinha tido, a palavra da Igreja que reencontrou com o Ressuscitado não lhe era suficiente: ele queria o Jesus “antigo”, com as chagas e as feridas. Para ele era absurdo os relatos da Vida Nova de Jesus que todos juntos tinham experimentado.

Mas, Tomé é alguém que procura respostas para seus ideais pessoais, mas é capaz de mudar seus métodos e modos de experimentar sua fé. Jesus não lhe satisfaz pessoalmente e num momento privado. Com a missão dada a todos de continuar a missão de Deus Pai, Jesus fortalece a importância de continuar sentindo sua presença especial, mas como Igreja reunida. Assim, oito dias depois da primeira experiência de Igreja com Cristo ressuscitado, novamente Nosso Senhor Ressuscitado se apresenta em meio a todos. Confirma a paz ao grupo e se apresenta a Tomé. Ele lhe propõe a fazer a experiência do mesmo Cristo que lhe faltava (com as feridas e as chagas), mas alerta que o fundamental é sentir a presença de Cristo que se está presente e não aquele que ainda trazia em sua memória. Não é Deus que tem que se ajustar aos caprichos das pessoas, mas cada pessoa, como Igreja reunida, experimentar a presença do Cristo Ressuscitado. Jesus insiste que o caminho para continuar sentido a Sua presença é a fé que é amadurecida como Igreja reunida.

Felizes são todos aqueles que creem mesmo sem ter que experimentar fisicamente algo, pois o principal de nossa fé não é algo que se toca, mas Deus que está em meio a nós (Pedro na 2a leitura também nos lembra disto). Naquele segundo domingo da Páscoa (oito dias depois), Tomé foi o último a compor o grupo-Igreja constituído por Jesus, mas foi também o primeiro a avançar na nova realidade e missão de Jesus. Suas palavras de fé revelam o novo momento como apóstolo: Meu Senhor e Deus! Ele experimentou dentro da comunidade reunida a presença do Cristo Ressuscitado, não mais o Mestre que ele seguiu, mas o Senhor da Vida e o seu Deus.

Na primeira leitura temos o exemplo dos primeiros cristãos que passaram a viver com uma única realidade, procurando colocar em prática os ensinamentos de Cristo, inclusive no modo de vida comum entre todos. A experiência mais forte e significativa para todos foi a experiência que faziam como Igreja, corpo de Cristo. Nela Cristo continua sempre presente e pronto a dar a força que elimina todo medo, mas principalmente concede a paz a todos. Na Igreja corpo de Cristo, ontem como hoje, todos podem continuamente experimentar Nosso Senhor Ressuscitado na palavra e no testemunho de todos, mas de um modo especial na Eucaristia (expressão do seu Amor por nós), na Palavra proclamada e nos Sacramentos, principalmente da Reconciliação (expressão da Misericórdia de Deus).

 

Faça o download da reflexão em pdf.

 


Missa do Crisma e abertura da fase setorial do 1º Sínodo acontecem em Pouso Alegre

Diversos sacerdotes, diáconos, religiosos, seminaristas e fiéis leigos, vindos das paróquias da arquidiocese, participaram, hoje (6), da Missa do Crisma, celebrada pelo arcebispo dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.

 

Na Catedral Metropolitana, em Pouso Alegre (MG), reuniram-se centenas de fiéis para celebrarem a missa que expressa a unidade da Igreja Particular. Entre os presentes, estiveram fiéis que exercem a função de secretários do 1º Sínodo Arquidiocesano nos nove setores pastorais da arquidiocese. Em seguida a procissão de entrada e feita a acolhida de todos os presentes pelo cônego Wilson, cura da catedral e vigário geral, foram acolhidos os padres coordenadores dos setores pastorais e os leigos secretários do Sínodo. Para dom Majella, a Missa do Crisma é “expressão de unidade e comunhão em vista da missão”.

A Missa do Crisma expressa a unidade da Igreja e, neste ano, marca a passagem para segunda fase do 1º Sínodo Arquidiocesano. A fase aberta hoje foi a setorial. Durante o ano de 2022, as paróquias se dedicaram aos trabalhos do 1º Sínodo. Os resultados foram encaminhados a secretaria-geral e, agora, retornam como instrumento para o trabalho e reflexão durante o ano de 2023, o qual será marcado por quatro assembleias sinodais setoriais e terão os resultados encaminhados para secretaria-geral.

Dom Majella destacou, durante a homilia, a importância do 1º Sínodo, agradeceu os trabalhos realizados nas paróquias e incentivou os fiéis leigos e padres a continuarem o processo sinodal.

Ao falar aos padres, no dia em que se celebra a instituição do sacerdócio ministerial, dom Majella afirmou:

“A Igreja diocesana é a nossa família e a arquidiocese tem um dever e uma dívida de gratidão para com todos os padres que aqui vivem e servem com o seu ministério sacerdotal o povo de Deus. Somente como irmãos de Jesus Cristo, somente como parte da grande comunidade podemos, como indivíduos, oferecer um serviço a toda a Igreja e por toda a Igreja. “O sacerdócio é um serviço que pode ser prestado somente no ‘nós’ (Papa Bento XVI)”.

Esta celebração, na qual os fiéis da arquidiocese são fortemente convidados a participar, é uma manifestação da comunhão dos sacerdotes com o seu bispo no único sacerdócio e ministério de Cristo. Os sacerdotes renovaram suas promessas sacerdotais. O arcebispo exortou os sacerdotes a renovar a consagração e a dedicação a Cristo e à Igreja. Juntos, os padres prometeram solenemente permanecer fiéis a Cristo, ser seus ministros, ensinar, oferecer a Eucaristia em seu nome e reunir o seu povo.

Dom Majella incentivou também todo povo a rezar por ele e pelos padres.

“A todos, irmãos e irmãs, peço que louvem sempre o Senhor, por mim, bispo desta Igreja e por estes padres que Ele chamou para o serviço eclesial, e que peçam sempre por nós, para que sejamos santos na unidade do Espírito, a fim de sermos para vocês e para toda a Igreja testemunhas e instrumentos de comunhão, de serviço evangélico e de anúncio credível do Evangelho”, disse dom Majella.

 

Leia a homilia de dom Majella na íntegra.

 

Durante a missa, foram abençoados o óleo dos catecúmenos (futuros batizados) e o óleo para o sacramento da unção dos enfermos. O arcebispo consagrou também o santo crisma, um óleo perfumado usado para os sacramentos do batismo, da confirmação e da ordem (para a ordenação de diáconos, sacerdotes e bispos) e para sagrações de altares e igrejas.

Antes da bênção final, foram enviados, simbolicamente, os padres coordenadores dos setores pastorais com seus respectivos secretários para a missão de continuar o processo sinodal na arquidiocese.

Cônego Wilson agradeceu o empenho de todos os envolvidos para realização da celebração eucarística e convidou os padres e diáconos que estão em missão na arquidiocese, auxiliando nas paróquias, para saudação pascal e pessoal ao arcebispo. Depois, foram chamados todos os padres e diáconos do clero arquidiocesano para receberem os cumprimentos pascais de dom Majella.

 

Veja mais fotos do evento.

 

Texto: diácono Cristian Diego Rosa
Imagens: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Junior e Fernanda Gomes


#Reflexão: Missa do Crisma (6 de abril)

Em Pouso Alegre (MG), na Catedral Metropolitana, hoje (6), às 9h, aconteceu a Missa do Crisma. A celebração foi presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano. Clérigos, religiosos e fiéis da arquidiocese estiveram presentes. Participaram também clérigos, religiosos e fiéis missionários de outras comunidades, os quais estão na arquidiocese, nesta Semana Santa, para auxiliar nas atividades pastorais e sacramentais. Leia na íntegra a homilia de dom Majella.

 

Saúdo com grande afeto o Vigário Geral, ilustres membros do Cabido metropolitano, sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, seminaristas, cristãos leigos e leigas aqui presentes; os membros da etapa setorial do nosso primeiro Sínodo Arquidiocesano; saúdo com reconhecimento e gratidão os sacerdotes, religiosas e seminaristas visitantes que se encontram nas comunidades eclesiais de nossa Arquidiocese evangelizando nesta Semana Santa; saúdo os que se encontram unidos a nós mediante as plataformas digitais e pela Rádio Difusora HD, da nossa Arquidiocese.

No centro da liturgia desta manhã, está a bênção dos santos óleos: o óleo para a unção dos catecúmenos, o óleo para a unção dos enfermos e o óleo do Crisma para os grandes sacramentos que conferem o Espírito Santo, ou seja, a Confirmação, a Ordenação Sacerdotal e a Ordenação Episcopal e, ao mesmo tempo, esta celebração considera a festa dos sacerdotes.

O óleo bento e consagrado que será distribuído nesta manhã de hoje às nossas paróquias, deriva do único sacramento da Morte e Ressurreição de Jesus. Os sacerdotes que receberão este único óleo para a celebração dos sacramentos na nossa Arquidiocese são servos da vida. É por isso que hoje, Quinta-feira Santa, é também a festa dos sacerdotes, cuja tarefa é pegar o óleo da vida e vertê-lo em todo o corpo da Igreja.

Queridos padres, a celebração da missa do Crisma é expressão de unidade e comunhão em vista da missão. A unidade e comunhão que exprimimos e fortalecemos em cada Eucaristia constituem uma força capaz de unificar as múltiplas e diferentes tarefas do sacerdote (Presbyterorum ordinis, 14), que o levam a participar da caridade pastoral de Cristo Jesus. De modo particular nesta concelebração da Missa Crismal, a unidade dá-se não apenas entre nós, caros padres e diáconos, mas também com todo o povo de Deus.

A unidade está presente na unção batismal pela qual o Espírito faz de nós membros de Cristo sacerdote, profeta e rei; no nosso ministério e na nossa ação pastoral, com a missão de ensinar, apascentar e celebrar/santificar. Está igualmente presente ao exprimirmos também, neste dia, a renovação pública das promessas sacerdotais, como expressão de fidelidade a Cristo, ao dom do sacerdócio recebido e à Igreja da qual somos servidores. Unidos no único sacerdócio de Jesus Cristo, bispo e sacerdotes, somos “servos” do Mistério que celebramos. Quem age verdadeiramente na Igreja, por nosso intermédio, é o Espírito de Cristo, o Espírito Santo. Aquele que enviou Cristo a anunciar a boa nova aos pobres, como ouvimos no evangelho que foi proclamado, é o mesmo que hoje nos (re)envia a nós.

O padre é o homem da comunhão. Filhos caríssimos, eu gostaria de pedir-lhes acima de tudo: permaneçamos unidos, fiquemos um ao lado do outro. Somos sobreviventes de uma pandemia. Que esta experiência possa canalizar em nós a fraternidade, pondo fim a indiferença, as desavenças, os ciúmes, a inveja e ao individualismo. Precisamos voltar a sentir que necessitamos uns dos outros, que somos responsáveis pelos outros, pelo padre, irmão de presbitério.

O apóstolo Paulo nos oferece ricos conselhos: “que o amor fraterno vos una uns aos outros, com terna afeição, estimando-vos reciprocamente” (Rm 12,10); “mantende um bom entendimento uns com os outros” (Rm 12,16); “suportai-vos uns aos outros e, se um tiver motivo de queixa contra o outro, perdoai-vos mutuamente” (Cl 13,13); acolhei-vos uns aos outros, por amor fazei-vos servos uns dos outros; “alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Rm 12,15). Sabemos que nem sempre é fácil. Também aqui há simpatias, grupos etc. Isso não é mau, é natural, pois “ai do homem só”! O mal está quando bebemos da mentalidade do mundo e agimos para nos afirmarmos, negando o direito do outro ou dando-nos à maledicência. Creio poder afirmar que é um campo onde todos precisamos de conversão. As soluções não estão fora, mas dentro de nós.

A Igreja diocesana é a nossa família e a arquidiocese tem um dever e uma dívida de gratidão para com todos os padres que aqui vivem e servem com o seu ministério sacerdotal o povo de Deus. Somente como irmãos de Jesus Cristo, somente como parte da grande comunidade podemos, como indivíduos, oferecer um serviço a toda a Igreja e por toda a Igreja. “O sacerdócio é um serviço que pode ser prestado somente no ‘nós’” (Papa Bento XVI).

No evangelho que ouvimos, Lucas descreve a atividade de Jesus na Galileia como o anúncio (em palavras e em gestos) de uma “boa notícia” dirigida preferencialmente aos pobres e marginalizados (aos leprosos, aos doentes, aos publicanos, às mulheres), anunciando-lhes que chegou o fim de todas as escravidões e o tempo novo da vida e da liberdade para todos. Lucas anuncia também, neste texto programático, o caminho futuro da Igreja e as condições da sua fidelidade a Cristo. A comunidade crente toma consciência, através deste texto, de que a sua missão é a mesma de Cristo e consiste em levar a “boa notícia” da libertação aos mais pobres, débeis e marginalizados do mundo. Ungida pelo Espírito para levar a cabo esta missão, a Igreja cumpre o seguimento de Jesus.

Com o desejo de que esta proposta libertadora de Jesus chegue a todos, com ações imediatas, iniciamos a segunda assembleia sinodal arquidiocesana, com a etapa Setorial. A sinodalidade expressa a participação e a comunhão em vista da missão. A experiência da sinodalidade, o caminho conjunto realizado pelas paróquias na primeira fase do Sínodo, ensinou-nos a olhar para a realidade da Arquidiocese, a discernir e perceber o caminho que percorremos, caminho de descoberta de como ser Igreja sinodal, apontando a comunhão e a evangelização como duas marcas deste caminho. É o gosto de trabalharmos em conjunto que vem fazendo a Arquidiocese continuar a estar “reunida em sínodo” e que quer “caminhar unida”. Vivemos a grande oportunidade para colocar em prática “a igreja em saída”. Vamos juntos fazer este caminho. O itinerário sinodal é um tempo especial de reflexão e vivência do tema: “Igreja: caminho de comunhão para a missão”. Ele não se reduz à reflexão, mas consiste num exercício efetivo de sinodalidade. A Igreja sinodal é essencialmente servidora, uma comunidade que caminha, constituída de pessoas voluntárias e disponíveis, voltadas exclusivamente para Jesus, que é caminho, verdade e vida. A vida da nossa Arquidiocese, nos próximos dois anos, será absorvida pela grande realidade deste caminho sinodal, para sermos mais missionários nas comunidades cristãs. Confiamos o fruto desta segunda etapa sinodal à intercessão da Bem-aventurada Virgem Maria, para que nos acompanhe, nos conforte quando estivermos cansados e nos encoraje a estarmos enraizados e ousados, percorrendo o caminho sinodal.

Queridos padres, pelo chamado que Deus lhes dirigiu e ao qual respondestes, pelo esforço no serviço dos irmãos, pelas dores aliviadas e pela coragem e esperança infundida em nome de Deus, particularmente nestes tempos difíceis de falta de solidariedade e de zelo missionário no coração de muitos dos nossos padres, de crise de vocações na Igreja, dos problemas da sociedade atual que afetam a família, do abandono da fé, da descristianização das paróquias e comunidades e do abandono da vida eclesial, digo-lhes: Coragem! Amem sua vocação, que é graça e missão. Com o coração ardente, que os seus pés se ponham a caminho em saída missionária. O Senhor não nos faltará com a sua graça. Unidos a Ele e entre nós, seremos sinais e portadores do seu amor que cura, unifica, fortifica e salva.

A todos, irmãos e irmãs, peço que louvem sempre o Senhor, por mim, bispo desta Igreja e por estes padres que Ele chamou para o serviço eclesial, e que peçam sempre por nós, para que sejamos santos na unidade do Espírito, a fim de sermos para vocês e para toda a Igreja testemunhas e instrumentos de comunhão, de serviço evangélico e de anúncio credível do Evangelho.

Amados irmãos e irmãs, com este sentimento e com emoção, me encontro diante de vocês, olhos nos olhos, coração a coração, como bispo, os convido, filhos caríssimos, a renovarem as promessas sacerdotais, ao serviço dos irmãos e irmãs aos quais o Senhor nos enviou.

 

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Imagens: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Junior e Fernanda Gomes


Sermão do Encontro: resposta de vida pelo caminho

Em Pouso Alegre (MG), na Praça Senador José Bento, em frente à Catedral Metropolitana, ontem (4), às 20h30, aconteceu o encontro das procissões com as imagens de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores. Participaram do evento fiéis das paróquias Bom Jesus, Imaculado Coração de Maria e Nossa Senhora de Fátima. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, e clérigos estiveram presentes. Padre Leonardo Almeida Pereira, vigário da paróquia Bom Jesus, proferiu o Sermão do Encontro. Leia na íntegra a reflexão.

 

O encontro...

Era o meio do caminho. Gritos, açoites, gargalhadas, lágrimas, a poeira que encobria tudo.

Era o meio do caminho. Um caminho estranho, de condenação, um caminho de morte.

Era o meio do caminho. O que aconteceria no meio deste caminho?

No meio do caminho, uma voz forte. A voz de uma mulher. Ela aproximou-se do Homem da Cruz e disse apenas: “Estou aqui”.

No meio do caminho, o silêncio! A mulher sentiu o cheiro da dor, a mulher tocou com os lábios a sagrada dor, ouviu as batidas do coração onde a dor estava. Quando se olharam, Deus chorou: a mulher, Maria Santíssima; o Homem da Cruz, Jesus, o Filho de Deus.

No meio do caminho, a lágrima de Deus fecundou de sentido o sofrimento.

No meio do caminho é preciso contemplar!  (música).

No caminho de tantas dores,
Ao contemplar-te tão longe,
Meu querido menino,
Agora o Homem da Cruz,

Eu sou tua Mãe, que te abraça,
Toca tua dor, teu coração.
Acolhe-te em teu sofrimento
A dor de cada irmão.

O teu sorriso tão sereno
Agora em lábios fechados
Sem palavras e expressões
Imóvel sob a cruz.

Eu sou tua Mãe, que te abraça,
Toca tua dor, teu coração.
Acolhe-te em teu sofrimento
A dor de cada irmão.

O teu olhar de compaixão
Agora envolto em trevas
Vê-me com esperança:
Sou tua Mãe e estou aqui.

Contigo estarei no calvário
E te abraçarei na cruz.
Não te abandonarei jamais,
Ó meu querido Jesus!

Maria, no meio do caminho, ensina que a Igreja precisa aprender a virtude da contemplação do sofrimento humano. A contemplação nos permite alcançar o coração do homem, com suas misérias e fragilidades. A contemplação torna nossas ações criativas. Quando se depara com um mundo emudecido pela dor, quando se vê uma geração sem futuro se desenvolvendo e uma crise de valores ligada ao vazio, a Igreja precisa ser uma presença de esperança, que estimule o acontecimento da vida.

A Igreja no mundo tem que ter uma voz forte, como a mulher no caminho – Maria de Nazaré. Uma voz forte que proclame “Estou aqui”! Precisamos ouvir a voz da Igreja, como a voz de Maria naquele encontro.

A voz da Igreja é a voz da misericórdia, a voz da esperança, a voz de quem acolhe, a voz do amor. Mas a dor do mundo tem exigido de nós, cada vez mais, uma voz forte, uma voz mais eficaz, palavras mais sábias que cheguem ao coração, tão destituído de sentido.

Não basta a contemplação, a Igreja precisa subir o Calvário! Da contemplação à experiência!

A subida do Calvário aponta para os encontros com os vários calvários humanos. No calvário, histórias se encontram: a mulher que com o pano de grandes afetos enxugou o rosto; as quedas; o pai de Rufo e Alexandre que tomou para si frações do sofrimento do Homem da Cruz; as mulheres que pranteavam; a mulher “enferma de amor”; o discípulo do amor e a Mulher do meio do caminho, que subiu o Calvário acompanhando a história e a vida que nasceram de seu ventre.

A Igreja, quando abre suas portas, pisa o chão de tantos calvários e sente as estruturas desordenadas do ser humano. Com as portas abertas, a Igreja consegue estar para a beleza e para a verdade da vida, despontando para a sua missão de ter iniciativa salvadora.

Maria, que abraçou o calvário de seu Filho, nos interroga: o que a Igreja tem feito com os sofrimentos? Esta é uma pergunta para todos nós: o que temos feito com os sofrimentos que se descortinam diante de nossos olhos?

Se os calvários de hoje nos assustam e o nosso agir se torna estéril, precisamos nos reconstruir na fé, na esperança e na caridade.

No calvário de tantos homens e mulheres, a Igreja já abraçou a dor do outro, continua a caminhar junto, chora com o outro e não abandona.

E assim, com as portas abertas e pisando o chão da vida humana, a Igreja percebe que a transitoriedade da existência humana é um estímulo para a sua atuação neste mundo.  Uma atuação que abrace os limites da condição humana.

A Igreja é aquela que persevera nos calvários, resgatando o potencial criativo de cada pessoa e ao seu caráter de ser único, pois cada experiência de vida é intransferível. Em cada vida e em cada história, há a possibilidade de sentido, mesmo que continuemos contemplando homens e mulheres crucificados. A intencionalidade eclesial é a de resgatar o sagrado presente em cada ser humano.

A Igreja quando abre suas portas, participa da vida, é capaz de receber, de apreciar e oferecer. A Igreja se santifica e santifica o mundo.

Diante de uma restrição muitas vezes impiedosa, do homem em sua miséria, no seu vazio e na inconsolável dor de existir, a única possibilidade é a atitude, o posicionar-se interiormente – isto acontece quando a Igreja, com seus esforços, alcança o interior humano tão escondido na desfiguração exterior.

Os movimentos do Espírito entrelaçados ao agir humano tiram a névoa que nos impede de ver o existir na sua individualidade e interioridade.

Não bastam a contemplação do sofrimento e caminhar pelo calvário humano. É preciso gerar a vida.

Como gerar a vida diante de uma cena que nos comove e nos leva ao encontro de nossas dores? O sofrimento pode ser superado temporariamente quando a vida tem um propósito.

Esta cena do encontro, envolvida pela dor, pelo silêncio, pelo cansaço, próprios do sofrimento, grita a nós: apesar disto, a vida tem um sentido e um propósito.

O encontro no meio do caminho, a subida para o calvário, a crucificação e morte têm um propósito, um sentido de ser!

Hoje há muito sofrimento que precisa ser resgatado! E, neste resgate, encontrar a vida escondida! E ainda, a vida espera algo de nós! E sempre há um ser humano sofredor nos esperando! Precisamos nos dar conta desta responsabilidade.

Os homens crucificados estão ao nosso lado! Os homens crucificados somos nós!

A Igreja, como a Senhora Dolorosa, é a mãe da vida, a mãe que nos carrega em seus braços em nossos calvários! A Igreja é a mãe que enxuga nossas lágrimas, que cura nossas feridas, que mata a nossa sede e fome de sentido!

Ao contemplarmos esta Igreja, nesta noite, quando recordamos o encontro, lembremos que a Igreja será sempre interrogada pela vida e à vida deverá responder. Continuemos, como Igreja, não mais no meio do caminho, mas andemos pelo caminho da vida, e que o nosso existir seja sempre uma resposta...

... Uma resposta de vida!

 

 

Veja o encontro das imagens de Nosso Senhor dos Passos e de Nossa Senhora das Dores:

 

 

Imagem destacada e vídeo: Débora Maria Lemos Faria e Wellington Lelis (PASCOM Catedral)


#Reflexão: Domingo de Páscoa - Ressurreição do Senhor (09 de abril)

A Igreja celebra no dia 9 o Domingo de Páscoa. Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 10,34a.37-43
Salmo: 117(118),1-2.16ab-17.22-23 (R. 24)
2ª Leitura: Cl 3,1-4 ou 1Cor 5,6b-8
Evangelho: Jo 20,1-9 ou nas Missas Vespertinas Lc 24,13-35

 

CRISTO RESSUSCITOU!

Nós nunca estamos preparados para enfrentar a morte! E sempre será um grande mistério para todos. Diante da morte de alguém, inúmeras perguntam brotam em nossa mente e muitas angústias afloram em nossos corações. É um encontro que nos assusta, pois não temos nenhuma resposta que nos ajude a entendê-la e suportá-la. A morte de Jesus também foi uma experiência frustrante e decepcionante para todos os discípulos.

Eles tinham convivido com Jesus por, pelo menos, três anos. Desde o início de sua vida pública, Jesus se mostrou como alguém com uma proposta inovadora e revolucionária. Os discípulos tinham presenciando um Mestre (Jesus) que não se deixava intimidar por nada e ninguém. Até mesmo o Mal tinha sido derrotado por Cristo em diversas circunstâncias. Os discípulos O viam como um “super-herói” imbatível. Mas, nos últimos dias de Jesus em Jerusalém, Ele se mostrou, aparentemente, igual a qualquer outra pessoa. Ele foi humilhado, sofreu muito, dores insuportáveis e foi desprezado. Tudo e todos demonstravam ser mais forte que Jesus. Definitivamente para os discípulos, Aquele que se entregou silenciosamente a morte, não era o Senhor que eles estavam acostumados a ver.

Pedro acompanhou incrédulo o processo injusto e de morte talvez até esperando alguma reação, algum milagre da parte de Jesus para se livrar dos soldados e da condenação certa, mas nada aconteceu. Quando Pedro afirma, por três vezes, que não conhecia “aquele homem”, no fundo, ele estava certo: não era o Jesus que ele viu fazer todos os tipos de milagres e prodígios. O pescador apóstolos não conseguia entender o que estava acontecendo.

Na lógica humana, a morte não tem nenhum sentido e para Pedro se revelava uma loucura maior alguém que poderia se livrar dela, resolve escolher livremente morrer, aparentemente, como mais um inocente condenado injustamente. Alguns devem ter afirmado: a que coisa serve sofrer como nós sofremos, ser humilhado como tantos são humilhados, morrer como todos nós? Eles queriam um Mestre que resolvesse o problema da dor, dos sofrimentos e da morte e não alguém que fosse solidário a todos que percorrem este caminho. Os discípulos não tinham entendido quase nada da proposta de Reino de Deus que Jesus procurou ensinar. A morte do Mestre Jesus se revelou como algo estranho e longe da lógica humana.

Páscoa significa “passagem”, Jesus fez a sua passagem desta vida para Verdadeira Vida com a sua Ressurreição, mas os discípulos precisavam também fazer uma “passagem” para entrar na Verdadeira proposta de Deus para humanidade. Era necessário abandonar todas as ideias pessoais, interesseiras e limitadas de Jesus que todos tinham construído seguindo o Mestre Jesus pelas terras da Galileia. Jesus Cristo é algo muito mais profundo, mais abrangente e perene do que eles imaginavam. Era necessário entrar na “lógica de Deus”.

O relato da Ressurreição de Jesus no Evangelho de João que meditamos neste Domingo é mais centrado em fatos e detalhes os mais significativos sobre a Páscoa de Jesus. O “túmulo vazio” representa uma grande ausência e um imenso vazio em relação às ideias limitadas sobre Jesus. Nosso Senhor não foi somente alguém que foi útil para curar doenças, resolver problemas, dificuldades pessoais e sofrimentos desta vida, muito menos alguém como uma proposta revolucionária e social. Jesus é muito mais do que isto! Era necessário “enterrar” esta ideia de um Deus que é útil somente quando nos serve ou resolve nossas dificuldades.

O relato da Páscoa de Jesus inicia ainda com as cores da morte e da decepção dos discípulos. Também o Sábado ficou para trás e tudo tem início no primeiro dia da semana: o Domingo. São as mulheres entre os seguidores de Jesus que se rebelam e não se contentam com a última cena que viram aos pés da cruz. As mulheres possuem a capacidade de acreditar também com o coração e não somente com a lógica. Ademais, amar e crer estão profundamente ligados: nós verdadeiramente acreditamos quando amamos. Elas foram fiéis até o último momento, mas tudo não tinha ainda sido suficiente para Madalena. Maria queria ainda chorar diante do túmulo do Mestre Jesus. A dor da perda ainda era imensa e sem solução. Ela vai ao encontro de alguém que se associava a tantos outros no sono da morte. Ela procura Jesus ainda na noite da decepção e da derrota para o único inimigo (a morte) que ninguém – até então – tinha uma solução ou resposta.

Os seus olhos estavam à procura de um morto, mas Madalena se depara com um túmulo vazio. Tudo inicia ter um ritmo diferente e agitado: Ela corre do túmulo e depois os discípulos também correm para ver o sepulcro de Jesus. Ela transmite a primeira mensagem da Páscoa: o túmulo está vazio e falta um corpo na lista dos mortos. Para Maria (e outras mulheres que estavam com ela) ouve um roubo, mas foi a morte quem foi assaltada pela ressurreição de Jesus.

A corrida dos discípulos é descrita como uma competição entre o ver e o acreditar. O discípulo descrito como “amado de Jesus” chega primeiro, mas respeita aquele que foi escolhido como “primeiro apóstolo”. Os dois veem o sepulcro e constatam os detalhes que revelavam algo novo e inexplicável. O primeiro discípulo que tinha chegado, aquele que tinha se inclinado ao peito de Jesus durante a última ceia, começa a acreditar que mais uma vez, Jesus estava surpreendendo a todos. O evangelista João apresenta uma observação sobre o espanto dos discípulos diante do túmulo sem o corpo de Jesus: eles não tinham entendido as Escrituras.

A Páscoa de Jesus não muda o último destino da realidade humana: a morte. Jesus ao escolher enfrentar este inimigo da humanidade, Ele completa a sua missão de Pastor de todos os homens e mulheres. Era necessário também guiar a todos por este último caminho que percorremos neste mundo. Mas, Jesus vai além de simplesmente sofrer e morrer na cruz: Ele abre uma nova via e ensina a todos que até a morte pode ser vencida por todos os que acreditarem Nele e viverem o que Ele mesmo ensinou.

O ato de Jesus foi único, pois a sua doação na cruz foi expressão do Amor total e infinito de Deus: somente o Verdadeiro Amor pode vencer a morte. Este Amor pleno e cheio de Misericórdia de Deus destruiu todos os obstáculos que nos separavam de Deus. Não foram somente os sofrimentos e as dores que Jesus sofreu e carregou até à Cruz que nos salvaram, mas sim o Amor de Deus que abraçou todos os pecados e suas consequências (sofrimentos de todos os tipos), pois foi este Amor Pleno e total de Jesus que o conduziu através da morte até a Ressurreição. Assim, a Ressurreição não foi uma vitória somente de Jesus, mas também de todos os seres humanos, pois com Jesus que morria na Cruz estávamos todos nós; no Cristo que ressuscita também todos nós estamos presentes. Agora também nós podemos “passar pela morte” e ressuscitar como Jesus Ressuscitou percorrendo o mesmo caminho.

Pedro na primeira leitura se apresenta como alguém que anuncia a Boa Nova da Ressurreição de Jesus, mas o quer fazer não somente com discursos e ideias inovadoras, mas como testemunha. A sua vida e de todos os que anunciavam Jesus Ressuscitado é a prova mais convincente que tudo é realmente transformador e verdadeiro.

A Ressurreição de Jesus não é um fato ou uma mera novidade, mas algo que revolucionou a vida de todos que O conheceram e pode sempre produzir o mesmo bem a quem acreditar em Cristo como sentido pleno e total de sua vida. É uma proposta de vida que inicia neste mundo e tem sua máxima manifestação não na morte (coisa certa pra todos), mas na vida além e nossa existência.

Aquele que crê, como nos diz São Paulo, deve viver tudo com os pés neste mundo, tendo o coração e a sua vida na Verdadeira Vida que Jesus inaugurou com a sua ressurreição. Buscamos não as coisas passageiras, mas sim aquilo que nos conduz para o alto, para Deus. Dessa forma, devemos viver intensamente o Amor de Deus já neste mundo para podermos compartilhar o pleno Amor de Deus na eternidade.

Uma Boa e Feliz Páscoa a todos!

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Nossa Senhora da Agonia

A festa de Nossa Senhora da Agonia ocorre em agosto, no dia da solenidade da Assunção da Virgem Maria e, desde os meados do século XVIII, é comemorado esse dia. Sua origem surgiu ao norte de Portugal, onde existe um santuário, próximo do cais. Lá, Nossa Senhora é conhecida como “Padroeira dos navegantes”.

Aqui no Brasil também, nós temos o primeiro santuário dedicado a Nossa Senhora da Agonia da América Latina, que fica situado na cidade de Itajubá, no Sul de Minas Gerais. O santuário é muito visitado pelos devotos de Nossa Senhora. Foi um português, residente em Itajubá, que doou o terreno para a construção da igreja e pediu que tivesse como padroeira Nossa Senhora com o título de Nossa Senhora da Agonia.

Conta-se a história que os pescadores saíam para o alto mar sem previsão do que poderiam lhes ocorrer, visto que, o mar era bravio e com ondas tão fortes que, com violência, jogava os barcos contra as rochas. Suas esposas subiam então nas colinas para os verem partir e faziam o mesmo para vê-los voltarem para casa. Porém, enquanto aguardavam, ficavam em agonia rezando e pedindo com fervor à Nossa Senhora que os trouxessem de volta. Os pescadores (navegantes) também, com muita devoção, antes de partirem clamavam pela proteção de Nossa Senhora, para livrá-los dos perigos que iriam enfrentar. Quando voltavam, eles festejavam e agradeciam com festa e celebrações por vencerem a fúria do mar e terem retornado para casa.

Fazendo uma analogia com essa história, podemos dizer que hoje vivemos nos “mares” de nossas vidas, onde, muitas vezes, enfrentamos nossas dificuldades e problemas que seriam as tempestades. Algumas vezes, somos até naufragados quando não estamos com Deus. Quantas vezes nós recorremos a Nossa Mãe da Agonia pedindo que possamos retornar e festejar as alegrias após as angústias da vida. Quando naufragamos, pedimos a intercessão da Nossa Senhora, que, carinhosamente, leva nossos pedidos até Jesus.

Durante a Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus, Nossa Senhora é também chamada de Nossa Senhora da Agonia porque acompanhou este caminho de dor. Sua missão sempre foi nos acolher como filhos e filhas, como Jesus pediu-lhe aos pés da Cruz.

Nossa Senhora da Agonia, a semelhança de Nossa Senhora da Soledade e das Dores, tem em sua imagem uma lágrima no rosto, pois chorou ao ver Jesus com a cruz nas costas, sendo açoitado e blasfemado. Tem a mão sobre o peito, porque viu ser cravado uma coroa de espinhos na cabeça de seu Filho e o viu ser pregado na cruz. Um manto azul-escuro que cobre sobre seus ombros lembra suas agonias e dores ao acompanhar todo sofrimento de Jesus até a sua morte na Cruz.

Peçamos, então, a Nossa Senhora da Agonia para interceder por nós junto a Jesus, por todas as nossas angústias, ansiedades, medos, sofrimentos e por todos os que sofrem e se afogam nas “águas do mar da vida”, para que em nossa vida possamos encontrar Jesus, o “Porto seguro para nossa Salvação.”

Nossa Senhora da Agonia, rogai por nós! Amém.

 

Referências:
https://www.visitportugal.com/pt-pt/content/santuario-da-senhora-da-agonia
https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-da-agonia/449/102/
SILVA, E. F.; RIBEIRO, A. L.; REZENDE, M. L. F. Um Breve Relato da História do Santuário Nossa Senhora Da Agonia. Itajubá. Arquidiocese de Pouso Alegre, 2013.

Imagem: Delma Mendonça / Santuário Nossa Senhora da Agonia - Itajubá - Mídias Sociais