Faculdade Católica de Pouso Alegre homenageia ex-professores
No dia 25 de agosto, membros do Conselho Superior da Faculdade Católica de Pouso Alegre concederam a medalha dom João Bergese a dom Marco Aurélio Guibiotti e padre Jésus Benedito dos Santos, ex-professores da instituição. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), acompanhou a homenagem.
A medalha dom João Bergese é uma atribuição da Faculdade Católica de Pouso Alegre, por meio de seu Conselho Superior, “a pessoas que se distingam no cultivo da solidariedade, da promoção humana e da evangelização”, segundo seu regimento.
Dom Marco Aurélio Gubiotti e padre Jésus Benedito dos Santos, ex-professores dessa instituição superior de ensino, receberam a medalha devido aos trabalhos prestados para a criação da faculdade.
A homenagem foi concedida no dia 25 de agosto em sessão solene, realizada no salão da Faculdade Católica de Pouso Alegre, com a participação de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre e grão-chanceler da faculdade; padre Daniel Santini Rodrigues, diretor-geral; padre Adriano São João, vice-diretor; professores e alunos.
Antes da sessão solene, os homenageados e membros da comunidade acadêmica participaram de missa realizada na igreja matriz São José Operário, presidida por dom Marco Aurélio.
Padre Daniel Santini, em seu discurso, destacou que dom Marco Aurélio e padre Jésus Benedito, ao colaborarem na criação da Faculdade Católica de Pouso Alegre, foram desbravadores de um caminho desconhecido que ajudou a reconhecer os cursos oferecidos para formar os padres e cristãos leigos do sul de Minas. Segundo o diretor-geral, os homenageados lideraram um processo que ainda continua vivo e atuante para a formação acadêmica, humana e cristã na província eclesiástica de Pouso Alegre.
Dom João Bergese, que dá nome à medalha, foi o 2º arcebispo de Pouso Alegre, de 22 de junho de 1991 a 21 de março de 1996. Ele foi responsável pela criação do Instituto Teológico São José, organização educacional que formou padres do sul de Minas Gerais e antecedeu a Faculdade Católica de Pouso Alegre.
A faculdade, inaugurada no dia 6 de fevereiro de 2006, após ser credenciada junto ao Ministério da Educação, é mantida pela Fundação Educacional dom José D’Ângelo Neto. Há mais de 16 anos, a instituição superior de ensino forma os padres das (arqui)dioceses da província eclesiástica de Pouso Alegre, com cursos de bacharelado em Filosofia e Teologia.
Dom Marco Aurélio Gubiotti, bispo de Itabira-Coronel Fabriciano (MG), outorgado com a medalha dom João Bergese, foi professor e o primeiro diretor da Faculdade Católica de Pouso Alegre, sendo um dos responsáveis pela sua criação. O homenageado é mestre em Sagradas Escrituras pela Faculdade Nossa Senhora da Assunção, de São Paulo (SP). Enquanto padre, de 1989 a 2013, dom Marco Aurélio fez parte do clero da arquidiocese de Pouso Alegre e dedicou parte do seu ministério à formação sacerdotal.
Dom Marco Aurélio Gubiotti recebe de padre Daniel Santini e dom José Luiz Majella Delgado a medalha dom João Bergese.
Padre Jésus Benedito dos Santos, pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Estiva (MG), e membro do clero da arquidiocese de Pouso Alegre, também homenageado com a medalha, foi professor da faculdade e o primeiro diretor da Fundação Dom José D’Ângelo Neto, mantenedora da faculdade. Padre Jésus é doutor em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e escritor de vários livros sobre ministério presbiteral.
Padre Daniel Santini e dom José Luiz Majella Delgado entregam a medalha dom João Bergese ao padre Jésus Benedito dos Santos.
Além dos recém-homenageados, dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, OPraem, ex-grão-chanceler e 3º arcebispo de Pouso Alegre (1996-2014), e Eraídes Rabelo, ex-professora, foram os primeiros a receber a medalha dom João Bergese.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Fotos: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Junior
A imagem destacada da notícia traz, da esquerda para a direita, padre Jésus Benedito dos Santos, dom Marco Aurélio Gubiotti, dom José Luiz Majella Delgado, padre Daniel Santini e padre Adriano São João.
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Membros do clero arquidiocesano participam de reunião pastoral em Pouso Alegre
No dia 23 de agosto, padres da arquidiocese se reuniram no seminário arquidiocesano, em Pouso Alegre (MG), para partilha e encaminhamentos pastorais.
A reunião foi coordenada pelo cônego Wilson Mário de Morais, vigário geral. Na primeira parte do evento, padre Eduardo Rodrigues da Silva, pároco da paróquia São Benedito, em Itajubá, e responsável pela Escola Diaconal Santa Dulce dos Pobres, apresentou pistas para reflexão sobre o diaconato permanente.
O diaconato permanente é um ministério incentivado na Igreja Católica pelo Concílio Vaticano II (Lumen gentium, 29) para auxiliar os bispos, padres e os cristãos leigos nas comunidades por meio de serviços litúrgicos, anúncio da Palavra de Deus e exercício da caridade.
Desde 2017, a arquidiocese tem realizado motivações vocacionais e ações pastorais para que o ministério diaconal permanente seja exercido em suas comunidades. No ano de 2018, por iniciativa de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, foi criada a Escola Diaconal Santa Dulce dos Pobres para acolher e acompanhar candidatos ao diaconato permanente.
Até o momento, há 33 candidatos para o ministério diaconal sendo acompanhados. Eles participam de encontros formativos, direção espiritual, acompanhamento psicológico, momentos de espiritualidade e estágio pastoral nas comunidades. A preparação dos candidatos ao diaconato permanente tem duração prevista de 4 anos.
Os candidatos são acompanhados pelos padres Eduardo Rodrigues da Silva, Heraldo José dos Reis, Adriano São João, Clemildes Francisco de Paiva, Daniel Santini Rodrigues e Francisco José da Silva e os cônegos Wilson Mário de Morais e Mauro Morais.
Na reunião do clero, padres e arcebispo partilharam expectativas na arquidiocese sobre o diaconato permanente e apresentaram possibilidades para envolvimento dos futuros diáconos nas ações pastorais arquidiocesanas.
Ao longo da reunião, outras questões pastorais arquidiocesanas também foram encaminhadas. Foram tratados assuntos sobre o 1º Sínodo arquidiocesano; as orientações da Igreja Católica para as eleições 2022; o projeto “Encantar a Política” da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); as celebrações dos 60 anos da criação da arquidiocese de Pouso Alegre; a Pastoral Vocacional e a Pastoral do Batismo.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Foto: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Junior
Setor pastoral Alto da Serra reúne fiéis, religiosos e padres em Andradas
No dia 20 de agosto, na paróquia São Sebastião, em Andradas (MG), celebração para encerramento da Semana da Família ocorreu com peregrinação de fiéis, religiosos e padres do Setor Pastoral Alto da Serra.
Os fiéis da paróquia São Sebastião, em Andradas, e os padres Simão Cirineo Ferreira e Arquimedes Carvalho de Andrade, respectivamente, pároco e vigário dessa paróquia, acolheram cristãos leigos, religiosos e padres do Setor Pastoral Alto da Serra no dia 20 de agosto para encerramento da Semana da Família.
O setor Alto da Serra é composto pelas paróquias presentes nas cidades de Andradas, Ibitiúra de Minas, Santa Rita de Caldas, Caldas e Ipuiuna.
O evento setorial foi uma peregrinação dos fiéis, religiosos e padres na paróquia São Sebastião. Os peregrinos rezaram o terço na praça em frente à igreja matriz e realizaram uma carreata pelas ruas de Andradas. O evento setorial foi encerrado com celebração de missa festiva, presidida pelo padre Fabiano José Pereira, pároco da paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, em Caldas.
Para o padre Simão, este evento foi importante para animar a caminhada pastoral do setor Alto da Serra e fortalecer as orações pelas vocações, em especial, a vocação familiar e matrimonial.
Texto: pe. Thiago de Oliveira Raymundo
Fotos: Celso Patrício
Cristão leigo da arquidiocese participa de encontro nacional da Pastoral da Educação
Luiz Carlos Silva da Cunha, professor de filosofia e membro de pastoral da arquidiocese de Pouso Alegre (MG), participou nos dias 19 a 21 de agosto do 21º Encontro Nacional da Pastoral da Educação, em Goiânia (GO).
No evento, foram debatidos temas relacionados à Pastoral da Educação, à Campanha da Fraternidade 2022 e ao Pacto Educativo Global. O encontro foi assessorado por dom João Justino de Medeiros Silva, José Carlos Libânio, padre Danilo Pinto, padre Rogério Ferraz, irmã Cláudia Chesini e padre Max Costa.
Para o professor Luiz Carlos, a sua participação no encontro poderá servir para fortalecer as iniciativas da Pastoral da Educação na arquidiocese de Pouso Alegre. Ações, em parceria com os membros dessa pastoral, estão sendo realizadas para incentivar que o Pacto Educativo Global seja conhecido e aplicado na arquidiocese. Além disso, a propagação dos temas debatidos na Campanha da Fraternidade 2022 sobre a educação deve continuar nas comunidades, segundo orientações do encontro nacional.
"A educação é direito de todos e obrigação do Estado, da família e da sociedade. É necessário que essas responsabilidades sejam assumidas com compromisso cristão. O encontro nacional serviu para discutir os caminhos da Pastoral da Educação, socializar avanços, reconhecer eventuais dificuldades regionais e locais de organização do serviço pastoral. Este encontro foi importante para fortalecer a esperança de que a educação pode e deve ser um instrumento da promoção da civilização do amor", disse o professor Luiz Carlos.
Texto: pe. Thiago de Oliveira Raymundo
Foto: Luiz Carlos Silva da Cunha
#Reflexão: 22º domingo do Tempo Comum (28 de agosto)
A Igreja celebra, no dia 28, o 22º domingo do tempo comum. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Eclo 3,19-21.30-31
Salmo: 67(68),4-5ac.6-7ab.10-11 (R. cf. 11b)
2ª Leitura: Hb 12,18-19.22-24a
Evangelho: Lc 14,1.7-14
HUMILDADE E EXALTAÇÃO
Jesus apreciava muito estar à mesa com as pessoas. Em muitas parábolas e ensinamentos, o “banquete” é usado como símbolo da alegria e igualdade entre as pessoas, mas principalmente como realidade entre Deus e seus filhos. Segundo Jesus, a realidade futura que nos aguarda é como um grande banquete onde Deus Pai, Ele próprio servirá os eleitos. Como hoje, também no tempo de Jesus, estar à mesa é um momento de intimidade e amizade entre as pessoas que se conhecem e nutrem grande estima entre si. Neste domingo, temos mais uma cena que acontece em torno de uma refeição, mas ganha um significado profundo com a presença de Jesus.
Lucas nos informa que tudo aconteceu em um dia de sábado e em uma casa de um importante fariseu. O sábado é o dia sagrado para os judeus. Eles não faziam nada depois das 18 horas de sexta-feira até às 18 horas do sábado. Tudo que servia para as refeições deveria ser preparado na véspera e consumido no sábado como se encontrava.
O chefe dos fariseus, certamente, convidou Jesus (e outras pessoas) para “comer algo” (o original grego diz: “comer pão”) após a oração na sinagoga, isto ainda durante a observância do sábado. O evangelista nos diz que todos “observavam Jesus”, isto é, estavam atentos para captar algo dito ou feito por Jesus contra os costumes deles. Não se encontra no texto deste domingo, mas Lucas informa que foi “colocado diante de Jesus” um doente (um hidrópico). O pobre homem provavelmente foi convidado e lhe foi assinalado um lugar bem de frente a Jesus para que Ele operasse uma cura e assim, os fariseus poderiam acusá-Lo, mais uma vez, de não observar a tradição judaica. Jesus faz uma pergunta a todos (“É lícito curar [em dia] de Sábado?”), mas ninguém responde. Em seguida, Jesus cura a pessoa doente.
Todos estavam observando Jesus, mas Ele também estava atento ao modo que todos se comportavam. Vendo que muitos procuravam o melhor lugar na mesa de refeição, Nosso Senhor resolve ensinar a todos como eles deveriam se comportar segundo a vontade de Deus. No centro da mesa estava o judeu chefe dos fariseus e certamente Jesus, todos queriam estar o mais próximo do centro da mesa, mas cada um se julgava mais digno que o outro para ocupar os melhores lugares, exatamente isto que chamou atenção de Cristo.
Na parábola que Jesus conta, Ele procura mostrar que no Reino de Deus, as pessoas devem se comportar de outro modo. A pessoa que se julga digna pode passar vergonha diante do dono do banquete (podemos imaginar que aqui seria Deus). Jesus aconselha esperar ser chamado e não se achar o melhor e o mais digno. Na parábola, aquele que passa vergonha é tratado como um estranho e o senhor da festa somente determina que dê o lugar para outro mais digno. Já no segundo caso, a pessoa é tratada como “amigo”. Quem é simples e humilde é conhecido por Deus como amigo.
Alguém que ocupa logo o primeiro lugar num banquete não pode mais ser convidado pelo anfitrião para subir a um lugar melhor; só pode ser rebaixado, se aparecer alguma pessoa mais importante. É melhor ocupar o último lugar, para poder receber o convite de subir mais. Alguém pode achar que isso é esperteza. Mas o que Jesus quer dizer é que, no Reino de Deus, a gente deve estar numa posição de receptividade (receber convite), não de autossuficiência (se colocar como melhor).
Na 1a leitura, o livro do Eclesiástico aconselha exatamente isto: fazer tudo com humildade e simplicidade diante de Deus para que seja reconhecido como grande e importante. No Evangelho, Jesus diz ainda que é necessário “ocupar o último lugar”. No mundo da época como nos dias atuais, os “últimos” deste mundo são aqueles que não possuem espaço na sociedade, os esquecidos do mundo atual, os pobres, os doentes e os simples.
Jesus sempre teve predileção por estas pessoas e com seu ensinamento e ações procurou mostrar que todos são importantes diante de Deus e a condição social em nada diminui o valor que cada um possui diante de Deus Pai. Assim, o melhor lugar para experimentar a presença de Deus e estar no meio dos últimos e dos mais necessitados, pois a verdadeira experiência de amor se faz através do serviço ao próximo, exatamente, como viveu Jesus.
Quem se acha grande, segundo a lógica do mundo, é um desconhecido perante Deus. Pode receber exaltação de outras pessoas, mas não de Deus. Estar entre os últimos e servindo a todos, este é caminho percorrido por Jesus e deve ser o mesmo caminho que todos devemos seguir.
Mas, Jesus ainda procura deixar um último conselho a quem O tinha convidado para a refeição. Ao chefe dos fariseus, Jesus aconselha algo ainda mais radical e significativo: ao dar um banquete, ele não deveria convidar aqueles que, com certeza, em outro momento pagariam com um convite semelhante. Segundo Jesus, os convidados deveria ser aqueles que o fariseu mais desprezava: os pobres, os aleijados, os mancos e os cegos. Exatamente aqueles que eram desprezados pelos zelosos observadores da lei, pois eram pessoas consideradas impuras e amaldiçoadas por Deus (por causa das doenças e da deficiência). Estes doentes e pobres jamais conseguiriam retribuir de algum modo com um banquete ou algo até mais simples. Este é o sentido do convite que Jesus faz ao fariseu: dar o melhor (banquete) àqueles que jamais conseguiriam fazer o mesmo.
Jesus procura alertar aquelas pessoas ensinando que a lógica do mundo não é a mesma que Deus usa. Jesus nos ensina que a simplicidade e a humildade não é “abaixar a cabeça” diante de humilhações sem reagir, mas uma vida de serviço com os últimos em meio aos últimos. Segundo Nosso Senhor, os mais necessitados são aqueles que mais expressam a presença de Deus, por isto, fazer algo para os últimos deste mundo é fazer diretamente a Deus. Os esquecidos deste mundo são o melhor sacramento para nos aproximarmos de Deus, por isto, fazer tudo com amor e caridade conforme Jesus ensinou é ter acesso direto a Deus Pai.
O Reino de Deus não acontece nas mesas de banquetes ou na falsa generosidade que tem somente o interesse de algum modo receber algo em troca. Jesus não está entre aqueles que se sentem o centro de tudo e querem estar no centro da atenção de todos. Cristo está na periferia da sociedade, entre aqueles que dão espaço para a caridade e a solidariedade; Jesus está com aqueles que aprenderam que o maior valor na vida é servir e servir sem interesse, movido somente pelo sentimento puro e divino do amor, conforme Jesus mesmo nos ensinou.
A refeição armada pelo chefe dos fariseus com intenção somente de colher algo contra Jesus, transformou-se em um profundo ensinamento onde fica clara a maldade humana que até usa do pobre na tentativa de atingir Nosso Senhor. Mas, a bondade prevalece e sempre vence o mal quando fazemos aquilo que Jesus realizou e viveu: uma vida de serviço entre os mais simples e pobres. Vivendo assim, nos preparamos para o grande banquete que nos aguarda junto de Deus onde todos nós estaremos sentados na mesma mesa e com alegria nos alimentando eternamente da presença de Deus, mas para isto, precisamos estar com últimos neste mundo para sermos aqueles que serão chamados a ocupar os melhores lugares no banquete divino do amor.
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Santa Mônica
Nesta semana, no dia 27 de agosto, celebramos a memória de Santa Mônica, que nasceu no ano de 332, na região norte do continente africano, em Tagaste, antiga cidade da Numídia. Era filha de família abastada, criada por uma escrava que educava os filhos dos senhores. De fé cristã, conforme o costume da época e do local, foi confiada como esposa a um jovem de nome Patrício.
Seu exemplo de vida era notório, pois suas orações eram voltadas para a conversão de sua família. Seu esposo tinha caráter violento, era rude e pecador. Ao todo, tinham três filhos – Agostinho, Navigio e Perpétua –, mas a preocupação era com seu primogênito, Agostinho, que estava no mundo dos vícios e pecados, porém possuía muita inteligência e incessante busca da verdade, o que o levou à procura por respostas e pela plenitude da vida sem a luz de Cristo. Por esta razão, ele foi iludido por muitas mentiras e meias verdades.
O grau de dificuldade com filho primogênito foi tão grande que, para educá-lo no sentido de que todas as nossas ações geram uma consequência, ela o proibiu de entrar em casa. Porém, sempre intensificou suas orações pela conversão do filho. Rezava também pela conversão do marido e de Navigio, sempre com muita persistência e paciência, nunca desanimando e desistindo de sua fé em Cristo.
Sob as bênçãos e a misericórdia de Deus, Santa Mônica, persistentemente, passou 33 anos rezando pelo filho, e no ano de 387, antes de morrer, pôde contemplar seu filho testemunhando a Cristo após sua conversão, e disse diretamente a ele: “Uma única coisa me fazia desejar viver ainda um pouco: ver-te cristão antes de morrer”.
Com a graça de Deus e as orações de sua mãe, o filho Agostinho, convertido, se tornou bispo e doutor da Igreja, influenciou todo o Ocidente cristão e continua a influenciar até hoje. Com gratidão a sua mãe, ele escreveu: “Ela foi o meu alicerce espiritual, que me conduziu em direção da fé verdadeira. Minha mãe foi a intermediária entre mim e Deus”. O êxito de suas orações foi tão grande que seu primogênito hoje é o conhecido Santo Agostinho.
No ano 387, Santa Mônica veio a falecer, aos 56 anos de idade. Santo Agostinho, no seu conhecido livro nomeado “Confissões”, fez um monumento indelével à memória de sua mãe. Em 1430, o corpo de Santa Mônica foi descoberto, e o Papa Martinho V levou-o para a cidade de Roma, depositando-o na igreja de Santo Agostinho. Por ter sido a responsável pela conversão de seu filho, ela foi canonizada pelo Papa Alexandre III, ensinando-nos a grandeza da fé cristã e a importância da oração. Foi declarada também Padroeira das Associações das Mães Cristãs.
Oração
Nobilíssima Santa Mônica, rogai por todas as mães, principalmente por aquelas mães que se esquecem que ser mãe é sacrificar-se.
Rogai, virtuosa Santa Mônica, para que se abram as almas de todas as mães, para que elas enxerguem a beleza da vocação materna, a beleza do sacrifício materno.
Rogai, Santa Mônica, para que todas as mães saibam abraçar com Fé o sofrimento e a dor, assumam seus filhos com coragem, como instrumento de santificação para as famílias, e para sua própria santificação. Amém.
Santa Mônica, rogai por nós!
Fontes:
https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-santa-monica/101/102/
https://santo.cancaonova.com/santo/santa-monica/
Imagem: Benozzo Gozzoli, “Santa Mônica,” de 1465 (Domínio Público).

Arcebispo nomeia padres para atividades arquidiocesanas
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), nomeou novos padres para atividades administrativas arquidiocesanas.
Por meio de comunicado, assinado pelo padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler, no dia 3 de agosto, o arcebispo designou novos padres para colaborarem em serviços administrativos da arquidiocese. As nomeações aconteceram após a primeira reunião do Conselho Presbiteral, mandato 2022-2024, ocorrida nesse mesmo dia.
O padre Luciano Aparecido Pereira, vigário na paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa, em Monte Sião (MG), foi designado a integrar o economato arquidiocesano. Ele irá colaborar com o trabalho já realizado pelos padres Omar Aparecido Siqueira, ecônomo, e Elton Cândido Ribeiro, vice-ecônomo.
Padre Luciano Aparecido Pereira. Foto: Arquivo/Arquidiocese.
Além disso, o padre João Bosco de Freitas, eleito como representante do Conselho Presbiteral, fará parte do Conselho Administrativo Arquidiocesano.
Padre João Bosco de Freitas. Foto: Arquivo/Arquidiocese.
Até o presente, essa função era desempenhada pelo padre Benedito Ferreira da Costa, a quem dom Majella, no comunicado da chancelaria, agradeceu pelos serviços prestados.
Padre Benedito Ferreira da Costa. Foto: Arquivo/Arquidiocese.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo.
Imagens: Arquivo/Arquidiocese de Pouso Alegre.
A imagem destacada da notícia traz dom Majella assinando documentos oficiais. Foto: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Junior.
#Reflexão: 21º domingo do Tempo Comum (21 de agosto)
A Igreja celebra, no dia 21, a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Ap 11,19a;12,1-6a.10ab
Salmo: 44(45),10bc.11.12ab.16 (R. 10b)
2ª Leitura: 1Cor 15,20-27a
Evangelho: Lc 1,39-56
ASSUNÇÃO DE NOSSA SENHORA
A celebração da assunção de Maria aos céus que festejamos neste final de semana trata de um ponto fundamental de nossa fé cristã: a ressurreição dos mortos. Crença que já encontramos nos últimos livros do AT e depois que ganha sua realização e promessa para toda a humanidade com a ressurreição de Jesus Cristo. Esse é o coração da nossa fé cristã.
Segundo uma tradição da Igreja que tem sua raiz entre os primeiros cristãos, Maria que desde sua origem tem uma história particularmente especial no projeto de salvação de seu filho, Jesus, ela também teria sido agraciada com o dom especial conquistado por seu filho com a sua ressurreição. São Paulo, de fato, afirma que “Cristo ressuscitou dentre os mortos, como primícias dos que morreram” (2ª leitura), Nosso Senhor foi o primeiro a vencer a morte e ganhar o céu com sua ressurreição, o primeiro (“primícias”) e abriu caminho para os filhos e filhas de Deus que um dia receberão de um modo semelhante o mesmo dom com a ressurreição da carne. Cristo inaugurou e deixou esse dom a todos que forem dignos e que seguirem os seus passos. Assim, sua mãe Maria teria sido a primeira das criaturas a receber este dom de Deus.
A tradição e os padres da Igreja testemunham que Maria em seus últimos momentos de vida, o seu corpo não teria conhecido a corrupção da carne destino esse comum a qualquer outra pessoa, mas a sua “morte” foi considerado um momento de sono. Esse fato foi preservado e transmitido aos outros cristãos e passou a ser conhecido com a festa da “Dormição de Maria”. No século VII, essa festa de Maria foi assumida também pela Igreja do Ocidente pelo Papa Sérgio I e no século seguinte passou a ser celebrada como Assunção de Maria como nós conhecemos hoje.
Sabemos que Maria é especial exatamente porque dessa forma a Palavra de Deus atesta já desde os primeiros momentos quando a jovem moça da Galileia foi convidada para participar da história de salvação como Mãe do Salvador. O anjo Gabriel, mensageiro e porta-voz de Deus, chama Maria de “Cheia de Graça” (Lc 1,28), isso antes de gerar Jesus como salvador. De alguma forma, Maria já era especial, antes de ser Mãe de Jesus, por isso, o enviado de Deus, Gabriel, cumprimenta Maria da forma como ela é reconhecida no céu como aquela que é “Cheia de graça”, plena de Deus. De fato, Maria não foi somente uma mulher que Deus escolheu para dar a luz ao menino Jesus, mas alguém que foi preparada para participar plenamente da ação redentora de seu filho Jesus, mesmo antes dela ver tudo acontecer, ela acreditou plenamente. Não é uma pessoa qualquer nesta história, Maria participa plenamente neste projeto de Salvação como aquela que é “Cheia de Graça”.
Como uma Nova Eva, Maria gera a nova vida, promessa e realização da salvação deseja por Deus. Mãe não é mãe somente no parto, mas por toda a vida sua e do seu filho. Ela, logo após o anúncio do anjo, se coloca a caminho para ajudar sua parenta Isabel que estava grávida de seis meses de João Batista (Lc 1,36). Naquele encontro entre duas mães agraciadas com dons especiais, mais uma vez vemos a beleza de Maria resplandecer através das palavras de Isabel.
Duas mulheres portadoras de promessas especiais. Isabel já na velhice quando não havia mais esperança, recebe um dom de gerar um filho, graça de Deus para ela e Zacarias que se transformará em graça para o povo de Deus, pois terá a missão de anunciar e apontar o Messias esperado. Maria ainda antes de se casar, é agraciada com um dom de Deus de gerar o Filho de Deus.
Em qualquer outra situação onde duas pessoas se encontram, é a pessoa mais velha que recebe todas as atenções, o que não aconteceu naquele encontro entre Maria e Isabel. A mais jovem cumprimenta sua parenta mais velha quando entra em sua casa, mas tão logo Isabel ouviu a voz de Maria, ela ficou cheia do Espírito Santo. Maria cheia de graça, distribui graça a todos; traz não somente em seu coração e no seu ventre o Messias, mas também em sua voz. O evangelista afirma que João Batista que estava ainda no ventre de Isabel deu sinais (“estremeceu”) para também indicar a sua mãe que tudo era verdade, de fato, Maria já trazia em seu ventre o Salvador. Um bonito sinal para todos nós cristãos: uma criança de seis meses (João Batista) mesmo ainda no ventre de sua mãe, participa da salvação pois é uma pessoa já conhecida por Deus e com uma missão especial na salvação.
Tinha se passado um pouco tempo somente entre o anúncio do Anjo Gabriel e o encontro com Isabel, talvez alguns dias. No ventre de Isabel, João Batista ainda em gestação se manifesta para saudar juntamente com sua mãe Isabel, Maria que já trazia em seu ventre o Menino Jesus com alguns dias de vida. A vida não se inicia quando nos queremos, mas desde o início de sua concepção.
Isabel e o bebê João Batista ainda no ventre de sua mãe reconhecem as duas pessoas especiais e unidas quase que em um único destino e missão. Isabel dirige suas primeiras palavras de ação de graças a Deus reconhecendo que Maria é a mais sublime entre as mulheres (“bendita”), pois da mesma forma, é bendito o que ela trazia em seu ventre. O adjetivo aplicado a Maria “bendita” é o mesmo aplicado a Jesus “bendito”. A graça de Deus em Jesus está presente também em sua mãe Maria, por isso, ambos são participantes da mesma graça de Deus, uma como criatura especial (“mais bendita entre as mulheres”), outro como Salvador e Redentor da Humanidade. Maria ainda tem mais um reconhecimento especial de Isabel (Lc 1,43): “de onde me vem esta honra da Mãe do meu Senhor?” Maria mesmo com poucos dias após ter recebido o anúncio do anjo Gabriel, ela já é considerada e reconhecida como Mãe de Deus. Isabel reconhece sua parenta Maria em uma realidade inseparável que todas as mães possuem em relação aos seus filhos: é mãe do Salvador. E Maria recebe mais um título que se soma aos outros: O primeiro foi “Cheia de Graça”, depois “Bendita” (juntamente com seu filho) e agora é chamada de “bem-aventura”, mas tudo isso porque ela, mesmo sem ter qualquer prova ou segurança, acreditou plena e totalmente em Deus, somente uma grande fé em Deus pode gerar grandes coisa neste mundo.
Neste ano do Evangelho de Lucas, temos uma passagem da vida pública de Jesus, quando Ele já estava atuando plenamente em sua missão. Uma pessoa vendo a atuação de Jesus, louva a Deus por sua mãe. A graça que todos estavam colhendo diretamente do Mestre Jesus, se deve ao zelo e a dedicação da sua mãe. Jesus lembra que o exemplo maior que vem de sua mãe não foi somente de ter dado à luz a Ele, Jesus (algo exclusivo de Maria), mas de ter acreditado na Palavra de Deus e ter colocado tudo em prática. Ela é bendita porque é exemplo do discípulo fiel que crê e vive a Palavra de Deus.
Assim, a assunção de Maria aos céus não seria de tudo estranho e nem impossível da parte de Deus, pois realmente Maria não foi gerada com mais uma criatura neste mundo, mas para ser Mãe de Deus e por isso, o destino final de sua vida nada mais seria do que algo em sintonia com toda a sua vida com alguém especial aos olhos de Deus. O Criador não joga fora ou despreza aquilo que Ele próprio criou e preparou para ser a Mãe do Salvador. O final da vida de Maria estava completamente vinculado ao destino final do seu próprio Filho Jesus e não como mais uma simples criatura neste mundo.
Belas palavras de São João Damasceno (†749) sobre Maria e esses momentos finais de sua vida: “Convinha que aquela que no parto tinha preservado sua virgindade intacta, convinha que fosse preservada intacta da corrupção também seu corpo após a morte. Convinha que aquela que tinha levado o Criador feito criança no ventre, vivesse também na morada divina. Convinha que a Noiva de Deus entrasse na Casa celeste. Convinha que aquela que tinha visto seu filho na cruz, recebendo no corpo a dor que ela tinha sido poupada no parto, O contemplasse sentado à direita do Pai. Convinha que a Mãe de Deus possuísse aquilo que lhe era devido em mérito de seu Filho e que fosse honrada por todas as criaturas como Mãe e Serva de Deus”.
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São Maximiliano Maria Kolbe
Nesta semana, no dia 14 de agosto, celebramos a memória de São Maximiliano Maria Kolbe, que nasceu em 7 de janeiro do ano de 1894. Seu pai era tecelão e sua mãe era parteira, cristãos fervorosos que o iniciaram na fé cristã. No batismo, recebeu o nome de Raimundo Kolbe. Entrou para a família franciscana em 1907, na qual, em 1914 passou a se chamar Maximiliano Maria. Concluiu seus estudos em Roma e foi ordenado sacerdote em 1918. Na capital italiana, durante um jogo de bola, Maximiliano começou a cuspir sangue: era tuberculose, doença que o acompanhou pelo resto de sua vida.
Foi na Itália, que junto a outros jovens religiosos fundou o movimento mariano Milícia da Imaculada, com o objetivo de conquistar o mundo inteiro a Cristo, por meio da Virgem Maria. Em 1919, retornou à Polônia, fixando-se em Cracóvia. Nesta cidade, lecionou como professor no seminário franciscano e cuidou da divulgação do movimento criado por ele, contando com muitas adesões entre os professores e estudantes da Universidade, profissionais e camponeses e até mesmo religiosos de sua ordem.
Empenhou-se também na evangelização através da imprensa. No final de 1921, fundou a revista intitulada “O Cavaleiro da Imaculada”, a fim de propagar o espírito da Milícia. Em Grodno, situada a 600 quilômetros de Cracóvia, criou uma pequena tipografia para imprimir a revista. Tal iniciativa conseguiu atrair muitos jovens com o desejo de assumir o carisma franciscano inspirado em Maria. Em Varsóvia, num terreno que recebeu como doação, fundou a Cidade de Maria. O centro desenvolveu-se rapidamente com construções e novas técnicas de redação e imprensa.
Com a intenção de propagar seu movimento mariano, Maximiliano Kolbe foi para o Japão, onde fundou a Cidade de Maria em Nagasaki. Muitos anos depois, os órfãos desta cidade encontraram abrigo após a explosão da primeira bomba. Padre Maximiliano ajudou judeus, protestantes e budistas, na certeza de que as sementes da verdade foram lançadas por Deus em todas as religiões. Abriu também uma Casa em Ernakulam, no litoral oeste da Índia, mas, devido à tuberculose, voltou à Polônia para se tratar.
Durante a Segunda Guerra Mundial, quando a Polônia foi tomada pelos nazistas, Frei Maximiliano foi preso por duas vezes. A Cidade de Maria foi destruída pelos nazistas e os religiosos tiveram que abandonar o local, que foi transformado pelos que ali permaneceram em lugar de acolhida para feridos, doentes e refugiados. Em 19 de setembro de 1939, os nazistas prenderam o Padre Maximiano Kolbe e os outros frades, levando-os para o campo de extermínio, de onde foram libertados no dia 8 de dezembro.
Retornando para a Cidade de Maria, os religiosos retomaram seu trabalho assistencial a cerca de 3.500 refugiados, sendo 1.500 judeus. Alguns meses depois, os refugiados foram expulsos ou presos pelos nazistas. Padre Kolbe, recusando a naturalização alemã para se salvar, foi preso em 17 de fevereiro de 1941 com outros frades.
O sacerdote foi levado para o campo de concentração em Auschwitz em 28 de maio de 1941, onde heroicamente evangelizou com a vida e a morte. Segundo relatos de pessoas que sobreviveram ao holocausto, é impressionante que São Maximiliano tenha sobrevivido por muito tempo, visto que, para a época, não era tão jovem, pois estava com 47 anos e tinha problemas de saúde. Com o número 16670, foi colocado junto com os judeus, por ser padre. Apanhava muito e os nazistas davam para ele os piores serviços, como o transporte de cadáveres para os fornos crematórios. Mesmo naquela situação desumana, não deixava de atender as pessoas que o procuravam.
Em julho de 1941, o Padre Maximiliano Kolbe foi transferido para o Bloco 14, onde os prisioneiros trabalhavam na lavoura. Aconteceu que, devido à fuga de um prisioneiro, dez outros foram escolhidos para pagarem com a morte. Os dez escolhidos seriam colocados numa cela subterrânea, ficariam sem luz, sem água e sem comida até a morte. Um deles, pai de família, caiu em pranto, pois não mais veria sua mulher e seus filhos. Movido por um profundo amor até as últimas consequências, o sacerdote se dirigiu até o oficial e, como um mártir da caridade, se ofereceu para morrer no lugar daquele homem.
Naquela cela, o Padre Kolbe e os demais presos escolhidos ficaram até a morte. São Maximiliano entoava cânticos e procurava dar conforto aos demais prisioneiros. Rezava e celebrava missas. Após duas semanas de desidratação e fome, restaram vivos São Maximiliano e outros três companheiros de prisão. Em 14 de agosto de 1941, os nazistas aplicaram em São Maximiliano e nos demais prisioneiros de cela uma injeção letal de ácido fênico. São Maximiliano Kolbe estendeu seu braço e rezou a oração da Ave Maria. Estas foram suas últimas palavras.
São Maximiliano foi beatificado por São Paulo VI, em 1971, e canonizado por São João Paulo II, em 10 de outubro de 1982, que o chamou de “patrono de nosso difícil século”. Ele, com seu testemunho de vida, nos inspira a empreender, de modo criativo, iniciativas arrojadas e corajosas de evangelização. Convida-nos a integrar em nossa espiritualidade cristã, a pessoa da Virgem Maria, assumindo, na liberdade, o serviço ao Senhor.
Por fim, a vida e a morte de São Maximiliano nos recordam as palavras do Cristo: “Não existe amor maior do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,12). Foi no momento mais sombrio da Humanidade que Maximiliano Kolbe se ofereceu para morrer no lugar de um irmão. Seu testemunho ilumina com luz pascal o horroroso mundo dos campos de concentração. Que o seu testemunho nos inspire a fazer da nossa vida um dom a ser ofertado a Deus por amor aos irmãos.
“Ó Deus, inflamastes São Maximiliano Kolbe, presbítero e mártir, com amor à Virgem Imaculada e lhe destes grande zelo pastoral e dedicação ao próximo. Concedei-nos, por sua intercessão, que trabalhemos intensamente pela vossa glória no serviço do próximo, para que nos tornemos semelhantes ao vosso Filho até a morte” (Oração do dia da memória de São Maximiliano Maria Kolbe).
Fontes:
https://santo.cancaonova.com/santo/sao-maximiliano-maria-kolbe/
https://www.bbc.com/portuguese/geral-58198542
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/08/14/s--maximiliano-m--kolbe--presbitero-da-ordem-dos-frades-menores-.html
Imagem: Vatican News.

Encontro de presbíteros é realizado em Santa Rita do Sapucaí
Entre os dias 09 e 10 de agosto, realizou-se no Vale de Cássia, em Santa Rita do Sapucaí (MG), encontro de formação e confraternização do clero diocesano. No dia 9, o encontro contou com a presença dos presbíteros de 5 meses a 20 anos de ordenação. No dia 10, participaram os presbíteros com mais de 21 anos de ordenação.
Padre Humberto Robson de Carvalho, da arquidiocese de São Paulo (SP), assessorou o encontro em ambos os dias. Ele abordou o tema "A diocesaneidade na vida presbiteral". Em sua fala, salientou o presbitério como espaço para se viver a amizade fraterna e sincera, a colaboração missionária e a caridade evangélica.
Padres de 0 a 20 anos de ministério, participantes do encontro de presbíteros, no dia 9 de agosto.
Pe. Humberto é mestre em Educação e especialista em catequese, espiritualidade e liturgia. É graduado em Filosofia, Pedagogia e Teologia. É também coordenador dos cursos de pós-graduação em catequese e espiritualidade no Centro Universitário Salesiano de São Paulo (UNISAL - PIO XI).
Padres com mais de 21 anos de ministério, participantes do encontro de presbíteros, no dia 10 de agosto.
Fotos: Assessoria/Padre Humberto Robson de Carvalho.
A imagem destacada da notícia traz padre Humberto Robson de Carvalho, assessor do encontro dos membros do clero da arquidiocese de Pouso Alegre, nos dias 9 e 10 de agosto de 2022.





















