Instalação do Regional CNBB Leste 3
Regional Leste 3, composto pelas 04 (arqui) dioceses do Estado do Espírito Santo foi instalado no último sábado (11), durante missa de ação de graças, no Santuário Divino Espírito Santo, em Vila Velha (ES)
Para celebrar a instalação do Regional Leste 3 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), membros das Igrejas Particulares do Estado do Espírito Santo, bem como do clero do Regional Leste 2. Vários bispos, padres, diáconos, leigos e leigas estiveram reunidos em uma Missa em Ação de Graças, presidida por Dom Walmor, Arcebispo de Belo Horizonte-MG. O evento aconteceu no último sábado (11) às 10h, no Santuário Divino Espírito Santo, em Vila Velha (ES). Na ocasião, bispos e padres puderam visitar o convento de Nossa Senhora da Penha.

A cerimônia marca o início das atividades que serão desenvolvidas no decorrer dos próximos anos e deve reunir bispos, padres, autoridades políticas, religiosos e religiosas, seminaristas, membros da CNBB de outros estados e fiéis da arquidiocese de Vitória e das dioceses de Cachoeiro de Itapemirim, Colatina e São Mateus.
Segundo o Arcebispo Metropolitano de Vitória e presidente do Leste 3, Dom Dario Campos, a instalação é uma realidade que foi desejada ao longo de todos esses anos de evangelização no solo espírito-santense. “Deus nos agraciou com este Regional em tempos tão desafiantes, a exemplo da pandemia que estamos enfrentando”, afirmou Dom Dario.

A criação do Regional Leste 3, composto pela Arquidiocese de Vitória e as Dioceses de Cachoeiro do Itapemirim, Colatina e São Mateus, foi aprovada durante a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional do Bispos do Brasil no dia 14 de abril de 2021.

A proposta de criação do Regional Leste 3 teve início em 21 de março de 2019 com apresentação de um projeto durante a reunião extraordinária da Província Eclesiástica de Vitória do Espírito Santo, realizada no Centro de Formação Dom João Batista, em Vitória (ES). Na ocasião estiveram presentes os bispos, Dom Frei Dario Campos, arcebispo metropolitano de Vitória; Dom Paulo Bosi Dal´Bó, bispo diocesano de São Mateus; e Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, na época, bispo diocesano de Colatina. Além das presenças dos padres coordenadores diocesanos de pastoral, representantes dos presbíteros, coordenações leigas e religiosas de importantes setores pastorais das dioceses de Cachoeiro do Itapemirim, Colatina e São Mateus e da arquidiocese de Vitória.
Em 14 de novembro de 2019, a criação do Regional Leste 3, foi pauta da reunião do Conselho Pastoral do Regional Leste 2 (Minas Gerais e Espírito Santo) e, na ocasião, aprovada por todos os bispos. Em seguida, o projeto foi submetido a apreciação e aprovação do Conselho Permanente da CNBB em 28 de novembro do mesmo ano. Com a aprovação e apoio do Conselho Permanente, o projeto de criação do Regional Leste 3 seguiu para votação de todo o episcopado brasileiro na 58ª AG.
Em 25 de maio de 2021, os membros do Regional Leste 3 (Espírito Santo) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil se reuniram no Centro de Treinamento Dom João Batista, em Vitória, para eleger a presidência para o triênio 2021-2023, que ficou assim constituída: Presidente: Dom Frei Dario Campos, arcebispo metropolitano de Vitória; Vice-Presidente: Dom Paulo Bosi Dal´Bó, bispo diocesano de São Mateus; e Secretário: Dom Luiz Fernando Lisboa, bispo diocesano de Cachoeiro de Itapemirim.
Entre as oportunidades e forças vislumbradas com o novo Regional, está a colegialidade da ação comum, o estudo e aplicação das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil; favorecer a construção de uma pastoral orgânica, a partir das características das Comunidades Eclesiais de Base, com os organismos de comunhão, marca evangelizadora da Igreja capixaba; coordenar as atividades em sintonia com a CNBB e a Santa Sé; e animar a dimensão social da evangelização a partir da realidade capixaba.
Informações: Comunicação CNBB Leste 2
Fotos: Pe. Jésus Andrade / Comunicação CNBB
Monsenhor José Carneiro celebra 75 anos de vida presbiteral
Monsenhor José Carneiro celebra no dia da Imaculada Conceição de Maria, 75 anos de vida doada à Igreja Particular de Pouso Alegre
Nascido em Itajubá (MG), em 20 de outubro de 1921, filho de Victor de Souza Pinto e Maria Carneiro Pinto, Monsenhor José Carneiro Pinto, foi o pároco que mais tempo ficou à frente do Santuário de Santa Rita de Cássia em Santa Rita do Sapucaí-MG
Em sua mocidade, foi coroinha do Cônego Adolfo, seu tio, e nessa época já começava a despertar sua vocação sacerdotal.
Sua fase de estudos se deu no Seminário Menor em Pouso Alegre, e mais tarde no Seminário Menor de Mariana, onde iniciou, em 1941, seus estudos de Filosofia e Teologia.
Ordenado presbítero em 08 de dezembro de 1946 na Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, pelas mãos de Dom Otávio Chagas de Miranda. Seu lema foi “A Jesus, pela Virgem Maria, o meu sacerdócio”. A primeira missa foi celebrada em Santa Rita do Sapucaí no dia seguinte.
Foi professor no Seminário de Pouso Alegre, Vigário Cooperador da Catedral e Vigário Ecônomo de Congonhal, onde fundou a Catequese e a Congregação Mariana.
Foi depois Vigário Cooperador de Paraisópolis, Vigário Ecônomo de Gonçalves e de Consolação. Em seguida foi Vigário Ecônomo de Conceição dos Ouros, e no dia 19/08/1952 foi nomeado Vigário Auxiliar de Santa Rita, onde era Pároco o Côn. Herculano, já doente nessa época, cargo que honrou com dignidade e trabalho por quase cinco décadas.
Nossa Arquidiocese se rejubila por esta data e eleva a Deus suas preces pelo presbiterado deste nosso irmão seja cada vez mais fecundo em nossa Igreja Particular. Parabéns Monsenhor José Carneiro!
Informações: valeindepedente.com.br
Foto: Pascom Santuário de Santa Rita - Santa Rita do Sapucaí
Paróquias da arquidiocese transmitem missas e orações nas mídias sociais
Confira as paróquias da arquidiocese de Pouso Alegre com páginas no Facebook e canais no Youtube. Acompanhe as transmissões de missas e outras orações, nos dias e horários abaixo, presididas por padres da arquidiocese.
ALBERTINA
Paróquia Bom Jesus
Quartas-feiras e sábados às 19h, Domingos às 10h. Primeira sexta-feira de cada mês e todo dia 6, às 19h
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ANDRADAS
Paróquia São Sebastião
Sábados, às 19h, e quintas-feiras, às 15h. Todo dia 20, missa votiva, às 19h
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Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Domingos, às 9h, e primeira sexta-feira, às 18h30 (Hora Santa e Missa)
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BOM REPOUSO
Paróquia São Roque e São Sebastião
Domingos, às 19h, 1° sexta-feira do mês, às 18h30, e todo dia 19, às 19h.
Também transmitidas pela Rádio 104,9 FM
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BORDA DA MATA
Paróquia Nossa Senhora do Carmo
Domingos, às 10h (Facebook e Rádio Ativa FM), às 19h (Rádio Difusora e Facebook)
Dia 16 - Novena Perpétua de Nossa Senhora do Carmo (Facebook e Rádio Ativa), às 19h
Dia 17 - Memória de Monsenhor Pedro Cintra (Facebook e Rádio Ativa), às 19h
Dia 19 - Dia Dedicado a São José (Facebook e Rádio Ativa), às 19h
Primeira sexta-feira do mês: às 15h (Rádio Ativa FM) e às 19h (Facebook)
Diariamente, às 19h (Rádio Ativa)
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Rádio
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BRAZÓPOLIS
Paróquia São Caetano
Quartas, sextas-feiras e sábados, às 19h, e domingos, às 9h
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CACHOEIRA DE MINAS
Paróquia São João Batista
Primeira sexta-feira, às 19h
Segunda-feiras, às 19h
Sábados, às 18h
Domingos, às 08h e 18h
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CALDAS
Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio
Terças-feiras, sábados e domingos, às 19h
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CAMBUÍ
Paróquia Nossa Senhora do Carmo
Sextas-feiras, sábados e domingos, às 19h
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Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Sextas-feiras, às 19h
Sábados, às 19h (Capela Santa Edwiges)
Domingos, às 19h30
Todo dia 12, às 19h
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CARVALHÓPOLIS
Paróquia São Sebastião
Sábados e domingos, às 19h
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CONCEIÇÃO DOS OUROS
Paróquia Nossa Senhora da Conceição
Domingos, às 18h
Todo dia 8, às 18h
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CONGONHAL
Paróquia São José
Quartas-feiras, quintas-feiras e sábados, às 19h
Domingos às 7h, 10h30 e 19h
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Comunidade São Domingos, na Capela de Nossa Senhora Mãe Rainha da Obediência
Primeira segunda-feira do mês, às 19h
Terceiro domingo do mês, às 11h
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CONSOLAÇÃO
Paróquia Nossa Senhora da Consolação
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CÓRREGO DO BOM JESUS
Paróquia Bom Jesus
Primeiras sextas-feiras, às 19h
Todo dia 06, às 19h (Novena Perpétua)
Sábados e Domingos, às 19h
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CRISÓLIA
Paróquia Nossa Senhora da Piedade
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ESPÍRITO SANTO DO DOURADO
Paróquia Divino Espírito Santo
Domingos, às 9h e 19h
Terço, segundas-feira, às 19h
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ESTIVA
Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Sábados e domingos, às 19h.
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EXTREMA
Paróquia Santa Rita
Quartas-feiras, às 19h
Quintas-feiras, às 19h
Primeira sexta-feira, às 19h
Domingos, às 9h
Primeiro sábado, às 9h
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GONÇALVES
Paróquia Nossa Senhora das Dores
Terças-feiras, às 19h
Domingos, às 9h e 19h
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IBITIÚRA DE MINAS
Paróquia São Benedito
Domingos, às 9h
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INCONFIDENTES
Paróquia São Geraldo
Sábados e Domingos, às 19h
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IPUIÚNA
Paróquia São Benedito e Santa Quitéria
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ITAJUBÁ
Paróquia São José Operário
Domingos, às 10h e 18h
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Paróquia São Benedito
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Paróquia Nossa Senhora das Graças
Matriz de Nossa Senhora das Graças
Domingos, às 8h30 e todo dia 27, às 19h30
Santuário de Nossa Senhora da Agonia
Segunda a sexta-feira, às 19h30
Sábados, terço, às 18h30, e missa, às 19h
Domingos, às 12h e 19h30
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Paróquia Nossa Senhora da Soledade
De segunda a sexta-feira, às 7h
Programas diários das 18h às 22h
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Paróquia Santo Antônio
Domingos, às 19h
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Paróquia Sagrada Família
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ITAPEVA
Paróquia São Sebastião
Sábados, às 19h
Domingos, às 19h
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JACUTINGA
Paróquia Santo Antônio
Primeiras sextas-feiras, às 19h
Quartas-feiras, às 19h
Sábados, às 19h
Domingos, às 18h
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MONTE SIÃO
Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa
Terça-feira a sábado, às 19h
Domingos, às 10h e 19h
Todo dia 27, às 19h
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MONTE VERDE
Paróquia São Francisco
Domingos, às 19h30
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OURO FINO
Paróquia São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima
Sábados, às 19h
Domingos, às 9h30
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Paróquia Santo Antônio
Sábados e domingos, às 19h
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PARAISÓPOLIS
Paróquia São José
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PIRANGUÇU
Paróquia Santo Antônio
Sexta-feira, às 19h
Domingo, às 9h e 19h
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PIRANGUINHO
Paróquia Santa Isabel
Quartas-feiras e domingos, às 19h
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POÇO FUNDO
Paróquia São Francisco de Paula
Domingos, às 9h
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POUSO ALEGRE
Paróquia Santo Antônio
Terças-feira, às 19h
Domingos, às 9h
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Paróquia Bom Jesus
Segunda-feira a sábado, às 19h
Domingos, às 18h (Rede América de TV)
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Paróquia São João Batista
Sábados, as 19h
Domingos, às 10h e 19h
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Paróquia São José Operário
Segunda-feira a domingo, às 19h
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Paróquia São Cristóvão
Domingo, às 10h e missas festivas
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Paróquia Nossa Senhora de Fátima
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SANTA RITA DE CALDAS
Paróquia Santa Rita de Cássia
Quintas-feira, ás19h
Domingo, às 10h
Todo dia 03, missa pela canonização do Servo de Deus Monsenhor Alderigi, 19h
Todo dia 22, novena perpétua de Santa Rita, às 19h
Primeira sexta-feira, às 15h
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SANTA RITA DO SAPUCAÍ
Paróquia Nossa Senhora de Fátima
Terças-feiras e quintas-feiras, às 19h30
Primeira sexta-feira, às 19h30
Sábados e Domingos, às 19h
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Paróquia Santa Rita
Domingos, às 9h e 19h
Todo dia 22, às 19h
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SÃO SEBASTIÃO DA BELA VISTA
Paróquia São Sebastião
Domingos, às 10h
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SAPUCAÍ MIRIM
Paróquia Sant'Ana
Quarta-feira, às 19h
Sábados, às 19h30
Domingos, às 19h
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SENADOR AMARAL
Paróquia São Sebastião
Sextas-feiras e domingos, às 19h
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SENADOR JOSÉ BENTO
Paróquia São Sebastião
Quartas-feiras, às 19h
Domingos, às 18h
Terceiro domingo, às 9h
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SILVIANÓPOLIS
Paróquia Sant'Ana
Domingo, às 9h
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TOCOS DO MOGI
Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Quartas-feiras, às 19h
Domingos, às 9h e 19h
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TURVOLÂNDIA
Paróquia Nossa Senhora da Piedade
Domingos, às 19h
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WENCESLAU BRAZ
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#Reflexão: 3º Domingo do Advento (Ano C – 12 de dezembro)
A Igreja neste domingo (12) celebra o 3º Domingo do Advento. Reflita e reze com a liturgia deste dia.
1ª Leitura – Sf 3,14-18a
Salmo – Is 12,2-3.4bcd.5-6 (R.6)
2ª Leitura – Fl 4,4-7
Evangelho – Lc 3,10-18
CONVERSÃO, OBRAS DE JUSTIÇA E CARIDADE
O Natal que estamos para celebrar traz sempre consigo uma atmosfera de alegria e paz. Mesmo vivendo um tempo com tanto barulho, insegurança e diversos temores, o Natal nos convida a nos alegrarmos, pois Deus se fez e continua a se fazer presente em nossa história. No Natal, recordamos que Deus que se reveste de uma realidade que nós não estamos acostumados a perceber. A misericórdia de Deus o conduziu até a nossa miséria, não em sua grandeza e onipotência, mas em uma criança. Um filho é a imagem daquilo que temos de mais belo e humano. Deus escolheu fazer parte de nossa história, dentro de nossa história e da realidade humana.
O modo de Deus agir sempre vai além, nos surpreende continuamente, rompe os nossos esquemas e o nosso modo limitado e mesquinho de ver o mundo, os outros e nós mesmos. Deus não “se contentou” em nos amar e nos perdoar. Ele quis ir além. Misericórdia em Deus é abraçar e envolver o pecador para fazê-lo sentir o coração Dele bater próximo do seu coração. No Natal, nos deparamos com uma cena que nos espanta, pois Aquele que é tudo quis se aproximar de nós com quase nada. Questione-se: o que há de grandioso no presépio onde Jesus nasceu?
Na primeira leitura, temos a Palavra de Deus expressa com termos que nos dão a ideia de um Deus que está em festa e em plena alegria: “Solta gritos de alegria!”, “Solta gritos de júbilo!”, “Alegra-te e rejubila-te!”, “transporta alegria por ti!, “exulta de alegria a teu respeito!”. Não obstante os temores pelos quais o povo passava em terra estrangeira e como escravos, Deus usou palavras de esperança e encorajamento: “O Senhor revogou tua sentença”, “afastou teu inimigo”, “não temas!” e, por duas vezes enfatizou: “O Senhor está no meio de ti!”. Essas são palavras que descrevem nosso Deus como que envolvendo, protegendo e carregando o seu povo em seus braços.
No Evangelho de Lucas, temos novamente a figura de João Batista que, no domingo passado, o evangelista recordou que foi escolhido, em meio a tantos poderosos daquela época. Ele deu início a sua missão de preparar a vinda do Messias Jesus e sua pregação era de penitência que se realizava com um batismo penitencial.
João pregava longe da cidade e do Templo, mas multidões e vários tipos de pessoas iam ouvi-lo no deserto e muitos procuravam mudar de vida. As palavras do precursor Batista eram fortes e decisivas contra aqueles que, mesmo estando em pecado, não queriam abandonar o pecado. Mas muitos procuravam saber o que era necessário realizar. Três grupos de pessoas perguntam para João o que deveriam fazer.
Ao povo, João Batista reforçou a necessidade da caridade. Não ordenou que multiplicassem orações e realizassem exercícios extremos de penitência, mas que deveriam pensar no próximo. Naquela época, o povo possuía, praticamente, o extremo necessário, mas havia muitos que estavam desprovidos até do mínimo para ter dignidade (roupa) e para a sobrevivência (se alimentar). João conhecia bem o povo simples que o escutava, por isso, não pediu gestos extremos, mas a partilha. Ele não aconselhou que deveriam dar a roupa que possuíam, mas somente quem possuía duas roupas (túnicas). Lembre-se de ele que nem sequer tinha roupas (usava peles de camelo). Quem tinha um pouco mais foi chamado a partilhar pensando não naquilo que iria perder (a segunda túnica), mas naquele que nada possuía. O mesmo sugeriu sobre o alimento: pensar naquele que não tinha nem o necessário para sobreviver, lembrando que João Batista se alimentava de quase nada (mel e gafanhotos).
Os publicanos eram responsáveis em cobrar os impostos e taxas. Quem assumia esse trabalho, deveria cobrar das pessoas os valores devidos e repassar aos romanos. O conselho que João Batista deu aos cobradores de impostos nos leva a entender que muitos exploravam e extorquiam muito além do justo valor, por isso, afirmou João que o caminho era ser justo e não fazer nada além daquilo que tinha sido combinado.
Os soldados tinham a função de manter a ordem, mas muitos aproveitavam do poder que possuíam, maltratavam e defraudavam as pessoas. Um típico caso de abuso de poder. João, novamente, insistiu que deveriam cumprir o dever de forma honesta e correta, bem como, se contentar com o salário devido.
Em todos os casos, João Batista não aconselhou as pessoas a abandonarem seus serviços, mas a serem um sinal de justiça e honestidade. De fato, em todos os ambientes que hoje identificamos como de “pecadores”, precisamos de pessoas que testemunhem aquilo que é justo e correto. O mundo somente irá mudar quando os bons e justos começarem a testemunhar decisivamente onde vivem, os valores do Evangelho de Jesus.
Paulo esperava que os membros da sua comunidade fossem conhecidos pela bondade que cada um deveria mostrar para as pessoas. É o que João Batista aconselhava as pessoas: que a caridade fosse a luz na vida daqueles que tinham fé e que essa luz brilhasse neste mundo onde nós nos encontrarmos.
Lucas, no Evangelho deste domingo, completa dizendo que o modo como João Batista conduzia sua missão era algo tão diferente e inovador que as pessoas começaram a pensar que talvez ele fosse o Messias. João não tinha medo de anunciar a Boa Notícia da vinda do Messias, de pregar a penitência como caminho de preparação para a chegada do Salvador, mas também tinha palavras contra os tiranos e injustos de seu tempo. Por isso, a multidão acreditava que ele talvez fosse o Messias esperado por todos.
Muito belo é o gesto do Batista que se revelou como alguém a serviço de Deus e que, em relação ao Messias, não era ninguém. Ele era somente a voz, Jesus é a Palavra. A voz desaparece, mas a Palavra de Deus permanece. Diante de Jesus, João Batista se colocou como alguém que não serve nem como um servo que arruma as sandálias do seu Mestre. Até seu batismo é limitado (de penitência), por isso é de água e precisa ser repetido, mas o Batismo de Jesus é único e definitivo como fogo que queima e deixa sua marca.
Faça o download da reflexão em .pdf.

Comissão para a Liturgia apresenta orientações sobre o calendário litúrgico 2022
A Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) ofereceu ontem (01) orientações sobre o calendário litúrgico 2022, que apresenta coincidência de datas de várias celebrações. A Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL) destaca essas orientações.
A Igreja iniciou, no último dia 28 de novembro, com o 1º Domingo do Advento, o Ano Litúrgico C. Na organização celebrativa da Igreja, a definição de algumas festas e solenidades se dá a partir do dia do Domingo de Páscoa, centro de todo o Ano Litúrgico.
Em 2022, ocorrerão coincidências entre datas de solenidades, festas e celebrações de tempos específicos. Diante disso, a Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia da (CNBB) oferece algumas indicações, apresentadas a seguir. Sobre as coincidências das celebrações, o Diretório Litúrgico 2022 estabelece uma ordem de precedência (Diretório Litúrgico 2022, p. 20, item 4).
Sobre esse assunto, a CAL apresenta o seguinte comunicado ilustrativo:
Nota ilustrativa da CAL sobre o Natal 2021 e a Epifania 2022. Foto: Arquivo CAL/Divulgação.
Para mais informações: ver nota abaixo.
Solenidade do Natal (25 de dezembro) e Festa da Sagrada Família (26 de dezembro)
Corrigindo a imprecisão da orientação dada na página 197 do Diretório Litúrgico 2021, seja celebrada ao longo de todo o dia 25 de dezembro a solenidade do Natal do Senhor (inclusive a missa vespertina e as II Vésperas), omitindo-se, deste modo, as I Vésperas da Festa da Sagrada Família. Portanto, onde se lê no Diretório 2021, pág. 197, “I Vésperas da Festa seguinte”, leia-se “Omitem-se as I Vésperas da Festa seguinte”.
Solenidade de Maria, Mãe de Deus, (1º de janeiro) e solenidade da Epifania do Senhor (2 de janeiro)
Levando em consideração a já citada “Tabela dos Dias Litúrgicos por ordem de Precedência”, no dia 1º de janeiro celebra-se a solenidade mariana, mas como a solenidade da Epifania tem precedência em relação às solenidades marianas, celebram-se as I Vésperas e a missa vespertina da Epifania do Senhor, conforme indicado no Diretório Litúrgico 2022, pág. 46.
Solenidade de São José (19 de março) e 3º Domingo da Quaresma (20 de março)
No dia 19 de março de 2022, celebrar-se-ão a missa vespertina e I Vésperas do domingo da Quaresma.
23 e 24 de junho – solenidade da Natividade de São João Batista e solenidade do Sagrado Coração de Jesus
Segundo comunicação publicada pela Congregação do Culto Divino, de 11 de maio de 2020, antecipa-se a solenidade da Natividade de São João Batista para o dia 23 de junho de 2022, quinta-feira, omitindo-se as II Vésperas, para se celebrar as I Vésperas da solenidade do Sagrado Coração de Jesus. Nas dioceses, cidades e comunidades religiosas onde São João Batista for o padroeiro, segue-se a orientação dada no Diretório Litúrgico 2022, pág. 119.
Com informações e imagem de: https://www.cnbb.org.br/comissao-liturgia-indicacoes-sobre-calendario-liturgico-2022/, de 01/12/2021.
O que o Natal nos ensina sobre a pobreza: a desigualdade social e o Reino de Deus
Quando se aproxima o Natal, os ambientes cristãos católicos se enfeitam com o presépio. Essa forma bela e bucólica de representar o nascimento de Jesus foi inventada por São Francisco de Assis no ano de 1223.
A finalidade do presépio é oferecer uma maneira bem concreta de se entender e refletir sobre o nascimento de Jesus, a encarnação do Verbo de Deus. Portanto, o presépio tem uma finalidade evangelizadora, pois quer chamar a nossa atenção para esse evento histórico salvífico de grande dimensão e magnitude.
Quando criança, sempre me sentia fascinado com os presépios montados nas casas das pessoas que eu conhecia: simples, belos e sempre criativos.
Como minha família não possuía um, pedi para comprarem; daí em diante, eu mesmo tinha imenso prazer em montá-lo todos os anos.
Lembro-me de sair em busca de musgos vegetais que eram colocados como se fosse a vegetação do pequeno presépio. Trazia também outros elementos simples da natureza para colocar como complemento e enfeite e, assim, dar um realismo à cena do nascimento do Menino Deus, de acordo com a minha imaginação de criança.
Além dos presépios, em Luminosa, um distrito de Brazópolis, Minas Gerais, onde cresci e minha família mora até hoje, há um costume que nunca vi em outro lugar: no dia de Natal, distribuem-se doces para as crianças. São doces caseiros, sempre deliciosos, colocados em saquinhos de papel de seda ou papel crepom colorido.
Embora se diga que os doces sejam para as crianças, todos se deliciam, devido à abundância que os organizadores, chamados de “festeiros”, proporcionam com a ajuda da comunidade local. E como sempre chove nessa época, ao receber os saquinhos de doces, as mãos das pessoas ficam coloridas pela tinta do papel.
As recordações de Natal de minha infância são de presépios simples, belos e bucólicos; doces caseiros deliciosos e papéis coloridos que se desmanchavam, imprimindo nas mãos sua vivacidade.
Apesar de todos os aspectos bonitos que mencionei, logo descobri que, assim como já ensina uma bela canção de Natal, nem todas as crianças tinham as condições mínimas para viver com dignidade.
Embora seus pais fossem trabalhadores e labutassem pela vida de sol a sol, e ainda que os doces da Natal chegassem a todas as crianças de Luminosa, algumas delas só não passavam necessidades básicas porque a comunidade era solidária e fraterna.
Já nessa época, percebi ter recebido de Deus, como um grande dom, o senso de solidariedade e de justiça para com os sofredores e as sofredoras. E, desde então, também por graça de Deus, passei a me questionar sobre o porquê do sofrimento das pessoas, se Ele, que de todos cuida, é bom.
Nesse questionar, nunca me conformei com a ideia de que qualquer sofrimento seja por vontade de Deus, nem apenas consequência do acaso.
Essa inquietação diante do sofrimento e suas causas acompanharam-me pela juventude e foram, também, um presente de Deus.
Como foram presentes de Deus as várias pessoas que passaram por minha vida e que partilhavam dos mesmos sentimentos e inquietações.
Minha formação na Pastoral da Juventude e, depois, nos cursos de Filosofia e Teologia do seminário confirmaram minhas tenras percepções; e compreendi que Deus não só não é responsável pelo sofrimento que há no mundo, como também não concorda com ele.
Entendo que Deus espera que lutemos pela superação de todo e qualquer sofrimento, especialmente porque este tem uma causa bem determinada: a injustiça dos sistemas econômicos, que captura o ser humano, além das instituições e a política em suas redes, que usam da ganância, pecado próprio dos egoístas.
Diante disso – a contemplação do presépio e a meditação sobre o nascimento de Deus feito humano –, compreendi quais os propósitos de Deus com esse evento: ao nascer em carne humana, Jesus não só se solidariza com a humanidade, de forma geral, como se solidariza com cada pessoa, em sua condição específica de vida, e chama todas as pessoas à vida plena.
Ao nascer pobre e desprotegido na gruta de Belém, reservada aos animais, Jesus se solidariza com os mais pobres, com os que padecem pela fome, sede e frio e pela privação de saúde e de liberdade. Solidariza-se também com a “Casa Comum”, representada nos animais e na natureza da gruta que o acolhe.
Quando os bens lhe faltam, nascendo numa família pobre e de classe trabalhadora, solidariza-se com os trabalhadores e trabalhadoras que são espoliados pelo sistema econômico e não usufruem do seu árduo labor. Nascendo ainda numa periferia do mundo, de um povo quase sempre escravizado, solidariza-se com as periferias humanas e sociais, geográficas e existenciais.
Por fim, o presépio nos ensina, sobretudo, o tamanho do amor de Deus por nós: ao tornar-se humano, Ele nos convida a olharmos uns aos outros, com o mesmo amor que Ele nos devota. Nesse amor, nos chama à compaixão para com os que sofrem e para com os que causam o sofrimento.
A compaixão proposta por Deus é bem concreta: é o reconhecimento da dignidade da pessoa humana, que propõe a necessidade de devolvê-la aos que a perderam.
Em suma, a compaixão se estende aos que desfiguram a imagem e semelhança com o Criador, por serem causa, ou consequência da pobreza.
Que neste Natal, em tempos de pandemia, quando as diferenças sociais se tornam mais evidentes, Jesus nasça em nossos corações e em nossa sociedade!

#Reflexão: 2º Domingo do Advento (Ano C – 05 de dezembro)
A Igreja neste domingo (5) celebra o 2º Domingo do Advento. Reflita e reze com a liturgia deste dia.
1ª Leitura – Br 5,1-9
Salmo – Sl 125,1-2ab.2cd-3.4-5.6 (R. 3)
2ª Leitura – Fl 1,4-6.8-11
Evangelho – Lc 3,1-6
A PALAVRA DE DEUS COM JOÃO BATISTA NO DESERTO
Estamos para celebrar o Natal do Senhor. Um tempo em que desejamos muitas alegrias e paz para todos, mas parece que tal mensagem desentoa com tudo que estamos vivendo em nosso país e em boa parte do mundo. A pandemia nos revelou outros pontos em nossa realidade humana que ainda a luz da misericórdia de Deus não chegou, pois nós, cristãos, estamos tendo dificuldades em testemunhá-los.
O profeta Baruc, na primeira leitura, atua em um momento de profundo desespero para o povo de Deus, pois o país de Israel tinha sido invadido. Muitos tinham morrido e boa parte da população tinha sido levada para terras estrangeiras. A desesperança imperava no coração de todos que se sentiam abandonados por Deus.
A palavra do profeta é envolvente. Convida todos a depor o luto e a aflição e se revestir das graças de Deus. Como um manto, Baruc convida todos a se revestirem da glória, mas aquele que Deus concede; a se cobrir com a justiça, mas aquele que vem de Deus; e buscar, como um tesouro, a glória que conduz à eternidade com Deus. O profeta anuncia que Deus quer envolver a todos com uma veste nova e riquezas que somente Ele pode conceder. Nosso Deus conduzirá, Ele mesmo, seu povo para a terra onde se sentirão novamente como filhos e filhas Dele. Tudo será facilitado para essa viagem como montanhas e colinas que serão tiradas e vales e abismos que serão tampados, tudo para que o povo de Deus pudesse ter novamente sua dignidade. São palavras proféticas de esperança em um tempo com muitas dificuldades e desafios.
São Paulo, na segunda leitura, louva a Deus pela sua comunidade e renova o convite para continuarem crescendo na caminhada, que todos nós também devemos percorrer neste mundo. Os desafios e os riscos são constantes e, às vezes, se mostram como sendo imensos. Porém, se nos deixarmos guiar por Deus Pai, conseguiremos conquistar a nossa terra definitiva junto com Ele. Para tanto, diz São Paulo, é necessário discernimento, sermos íntegros e irrepreensíveis, pois o mundo constantemente apresenta inúmeras propostas para abandonarmos os valores e o projeto do Amor de Deus. Mais do que nunca, guerra, armas e violência estão sendo apresentadas como instrumentos do bem, mas, na realidade, vão somente aumentar a insegurança e produzir mais mortes: sempre foi assim e esta estrada não vai produzir outros frutos senão aqueles que já conhecemos na história.
No Evangelho de Lucas, temos uma descrição ampla daqueles que se sentiam os mais potentes e senhores do mundo da época de Jesus. O poder romano estava representado nos personagens lembrados por Lucas, que se sentiam imbatíveis e pensavam que tinham a história humana em suas mãos. Porém, tudo iria ter outro destino. Até mesmo os sacerdotes da época foram lembrados (Caifás era o principal, mas Anás ainda possuía muita influência). São sete personagens (número da perfeição) que representam todo o poder civil e religioso da época.
Lucas, ao apresentar e precisar em que período do tempo tudo iniciou, procura esclarecer que a história que está para contar não é uma fantasia ou criação de alguma pessoa, mas é concreta e bem definida no tempo e num lugar conhecido. Também procura revelar que todas essas forças políticas e religiosas serão envolvidas, de alguma forma, em tudo que estava para iniciar.
Após situar tudo e precisar os principais personagens que os mundos romano e judaico conheciam, Lucas diz que a Palavra de Deus veio até João que estava no deserto. Ele era alguém que estava fora de todo ambiente político, econômico e religioso. Uma pessoa que estava no deserto, não nos palácios reais e nem no Templo de Jerusalém. Deus escolheu alguém simples e quase insignificante aos olhos humanos para se tornar voz Dele em meio ao seu povo. Convocado do deserto, João teve a missão de percorrer toda a região do Jordão pregando um batismo de conversão dos pecados. O profeta do deserto anunciava com sua própria vida aquilo que pregava com suas palavras: penitência e conversão.
A missão de João Batista foi lembrada por Lucas como um cumprimento de uma profecia para o povo de Deus. Citando Isaías, o evangelista anunciou que a principal missão de João era preparar o caminho para a vinda do Senhor. A conversão e o perdão dos pecados tinham a missão de aproximar o povo de seu Deus e, assim, ser capaz de descobrir a presença Dele em seu meio.
Na primeira leitura, Baruc apresentou a promessa de um caminho sem obstáculo, de retorno para as terras deixadas pra trás. João Batista teve a missão de endireitar as veredas e derrubar todos os obstáculos para que todos tivessem acesso à salvação de Deus. Sabemos que ele conseguiu despertar a presença do novo que estava para acontecer com a vinda de Jesus Cristo, mas o mundo ainda não tinha aprendido a confiar em Deus.
Muitas montanhas e colinas ainda estão sendo levantadas e criadas. Muitos obstáculos estão sendo construídos. Em muitos projetos, Deus não faz mais parte. O mundo ainda insiste em se encantar com o brilho da luz e não com quem a produz. Muitos ainda se iludem com as grandezas das coisas do mundo e boa parte já perdeu a capacidade de enxergar a beleza da vida nas coisas simples e pequenas. O Natal será mais uma vez recordado por mil e um motivos, menos por Aquele que é a causa de tudo.
Os grandes da terra lutam pelos seus poderes e para se manterem em seus palácios, mas nós, que acreditamos na Misericórdia e no Amor de Deus, somos convidados a fazer outra experiência: cada um é chamado a deixar o encanto das grandes coisas desta terra e a escutar a voz no deserto para poder encontrar no Natal do Senhor a glória e a salvação para todos nós em um simples sorriso de uma criança.
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Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe é encerrada
Com missa, presidida pelo cardeal Marc Ouellet, na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, hoje (28), encerrou-se o evento sinodal latino-americano e caribenho.
Às 14h (horário de Brasília), os delegados da Assembleia Eclesial se reuniram na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, para a missa de encerramento do evento.
Cardeal Marc Ouellet, presidente da missa de encerramento. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
A missa foi presidida pelo cardeal Marc Ouellet, prefeito para a Congregação dos Bispos e delegado pessoal do papa Francisco para a Assembleia Eclesial. Dom Miguel Cabrejos, presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM); dom Odilo Pedro Scherer, vice-presidente do CELAM; dom Mário Grech, secretário do Sínodo dos Bispos 2021-2023, e dom Jean Claude Hollerich, relator-geral do Sínodo dos Bispos 2021-2023, concelebraram a missa.
Dom Miguel Cabrejos, presidente do CELAM, foi um dos concelebrantes da missa de encerramento da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Inicialmente, dom Carlos Aguiar Retes, arcebispo da Cidade do México e primaz do México, saudou a todos os presentes. Os delegados celebraram a liturgia do 1º Domingo do Advento e, em sua homilia, o cardeal Marc Ouellet ressaltou que a Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe foi um sinal profético que despertou a fé no Espírito Santo e que reacendeu o amor por todo ser humano, principalmente os mais fracos, vulneráveis e marginalizados. Recorrendo-se a Nossa Senhora de Guadalupe, o cardeal canadense pediu-lhe que Jesus Cristo seja uma companhia permanente dos discípulos missionários, membros da Igreja discipular e sinodal.
A missa de encerramento da Assembleia aconteceu na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Cidade do México, no dia 28 de novembro de 2021. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Ao final da missa, dom Miguel Cabrejos fez uso da palavra e rezou uma oração de consagração da América Latina e Caribe a Nossa Senhora de Guadalupe. Auxiliado por crianças, ofereceu rosas à Virgem Maria. O cardeal Marc Ouellet abençoou as crianças e a Assembleia Eclesial foi encerrada com sua bênção.
Dom Miguel Cabrejos, presidente do CELAM, e crianças ofereceram rosas a Nossa Senhora de Guadalupe, na consagração da América Latina e Caribe à Virgem Maria. Foto: YouTube CELAM.
Atividades de aprofundamento e prosseguimento das conclusões da Assembleia, como assembleias regionais do episcopado latino-americano e caribenho e assembleia extraordinária do CELAM, estão programadas para o primeiro semestre de 2022.
Homilia do cardeal Marc Ouellet
Venha, Senhor, a nós teu amor e nos dá a tua salvação.
Queridos irmãos, queridas irmãs, do Povo Santo de Deus,
Queridos irmãos, no episcopado,
Estimados participantes da primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe,Concluímos uma bela etapa do nosso caminho sinodal aqui, neste santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, como sinal profético de gratidão pela proteção e presença de Maria Santíssima durante a semana intensa de escuta, fraternidade e entusiasmo pela nossa fé que acabamos de viver.
Falo de sinal profético, porque nossa presença aqui hoje dá testemunho de que o anúncio da Virgem mestiça a São João Diego segue mais atual que nunca e produzindo novos frutos de comunhão, participação e missão, conforme a natureza sinodal da Igreja. Um sinal profético é um acontecimento, uma mensagem, um gesto e uma palavra pelos quais Deus fala ao coração das mulheres e homens de nosso tempo.
A mensagem de Deus hoje, neste primeiro Domingo do Advento, é mensagem de esperança, porque o profeta Jeremias nos anuncia o Messias, que traz a salvação. Porque São Paulo explica aos tessalonicenses e a nós como caminhar na luz do Senhor Jesus, que nos acompanha no caminho. Enquanto, o Evangelho nos exorta a rezar em todo tempo para superar o medo difundido que aflige a todos nós e ao mundo inteiro no contexto dramático da pandemia, que não acaba.
Queridos irmãos e irmãs, neste contexto difícil, nós somos chamados a gratidão sincera pelos bens do Reino que nos dão paz, seguridade e esperança, no meio de problemas e dores que nos afetam tanto como ao resto de nossos irmãos e irmãs em outras partes do mundo.
Vimos aqui como a um oásis no deserto, como a um pequeno poço de água, para saciar nossa sede, para encontrar um olhar materno que nos tranquilize e console para colocar em seu colo nossas fadigas e fazeres e, sobretudo, para entregar à Mãe do Céu e da Terra o sonho de uma Igreja sinodal. Este sonho se está materializando em muitas iniciativas que o papa Francisco vai sugerindo, abençoando e acompanhando com amor paterno.
Neste sentido, nossa primeira Assembleia Eclesial da América Latina e o Caribe é um sinal profético que revela um despertar da fé no Espírito Santo, que reacende o amor por todo ser humano e, sobretudo, pelos mais fracos, vulneráveis e marginalizados. Um povo que também é família de Deus não pode jamais abandonar os mais pobres. A Igreja volta a tomar consciência de sua identidade missionária como povo a caminho, como esposa e Corpo de Cristo, como povo sacerdotal, portador e mediador do dom do Espírito Santo a todas as nações.
Nossos dias de convivência presencial e digital contribuíram para idealizar ainda mais a unidade deste nosso continente cristão, mariano e, cada vez mais, sinodal. Oxalá, alcancemos cada vez mais progressos na vivência do amor, da escuta sincera da diversidade e da paciência para integrar a participação de todos na alegria que brota da comunhão fraterna e sinodal.
São João Diego viveu a tentação de querer fazer seu próprio projeto, quando, evitando-se encontrar com a Virgem de Guadalupe, buscou ajudar a seu querido tio enfermo, passado em suas próprias ideias, valendo-se somente de suas próprias forças. Foi, então, que a Virgem saiu ao seu encontro de maneira imprevista e, com ternura, lhe mostrou que é melhor sempre optar pelo projeto de Deus, que é projeto de amor, de fidelidade e de confiança.
Ela lhe deu uma segunda oportunidade. E, assim, São João Diego docilmente despertou de seu engano e descobriu uma maior liberdade e uma mais profunda alegria ao aceitar entregar-se ao abraço de Maria e ao seguimento radical a Jesus. Assim, foi como ele cumpriu sua missão sinodal de levar uma boa notícia ao bispo.
Que felizes somos! Que ela, Virgem de Guadalupe, Virgem do Advento, nos corrija o rumo com ternura! Que felizes somos! Que diga a cada um de nós: “Não estou aqui eu, que sou sua mãe? Não estava com minha sombra e resguardo? Não sou a fonte de sua alegria? Não está na dobra do meu manto? No cruzar dos meus braços? Tem necessidade de alguma outra coisa?
Vamos com o olhar de nossa Mãe Morena e, recordando o papa Francisco, que se deixou contemplar por ela, nos recorramos agora com agradecimento, alegria e esperança, pedindo-lhe que seu Divino Filho seja para nós, como para ela, nosso tudo, nossa companhia permanente, nosso único salvador, nosso tesouro, como discípulos missionários, membros da Igreja discipular e sinodal. Amém.
+ Cardeal Marc Ouellet
Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe
Cidade do México
Encerramento da Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe
28 de novembro de 2021
Com imagens de YouTube Asamblea Eclesial. A imagem destacada da notícia é do momento em que o cardeal Marc Ouellet deu a bênção final da missa de encerramento da Assembleia Eclesial.
Desafios pastorais e conclusões são apresentados no sétimo dia da Assembleia Eclesial
Os delegados participaram do último dia de trabalhos antes do encerramento da Assembleia Eclesial neste sábado (27). Resultados dos grupos de discernimento comunitário, desafios pastorais e mensagem final para o povo latino-americano e caribenho foram apresentados em clima de encerramento e ação de graças.
Saudação de dom Claudio Hummes e testemunhos
O sétimo dia de atividades da Assembleia Eclesial começou às 11h (horário de Brasília) com a oração da manhã. Em seguida, Maurício López, diretor do Centro de Redes e Ação Pastoral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), saudou e agradeceu a todos no último dia de trabalhos da Assembleia Eclesial.
Dom Claudio Hummes discursa no início do sétimo dia da Assembleia Eclesial, dia 27 de novembro. Foto: Prensa CELAM.
Depois, o cardeal dom Claudio Hummes, OFM, presidente da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) deu as boas-vindas aos delegados.
Em sua fala, o cardeal brasileiro considerou que “os tempos atuais são difíceis, desafiantes, mas também abertos a inovações e novos sonhos”. Para ele, um exemplo disso é a Assembleia Eclesial.
Inicialmente, o cardeal Hummes recordou-se da homilia do papa Francisco após sua eleição com os cardeais do Conclave. Dessa homilia, o cardeal destacou as palavras caminho e caminhar. Para ele, o papa Francisco insistiu em derrubar muros e construir pontes para sair, encontrar-se com as periferias e com elas construir “caminhos eclesiais, caminhos sinodais”. Caminhos que faziam parte da Igreja primitiva, retomados no Concílio Vaticano II e mantidos nos sensus fidei e sensus fidelium.
Para o cardeal brasileiro, uma Igreja sinodal é “uma instituição pastoral e missionária, constituída não só por bispos, mas também por representantes das demais categorias do povo de Deus”. Além disso, ele se recordou do processo para se chegar à Assembleia Eclesial, principalmente por meio do Sínodo da Amazônia, o qual foi ao encontro de todos, mas especialmente dos mais sofredores e pobres das periferias geográficas e existenciais da Pan-Amazônia com objetivo de escutar.
O presidente da CEAMA também se recordou das palavras do papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude em 2013, na qual ele falou que a Igreja está na Amazônia não como os que têm malas nas mãos para ir embora depois de explorar tudo que podiam. A pedido do papa Francisco, é preciso consolidar o rosto amazônico da Igreja, com audácia e valentia. Segundo o cardeal Hummes, isso se concretizou com a Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM) e que foi o germe da Assembleia Eclesial e na qual não só participam e decidem os bispos, mas todo o povo de Deus, segundo o Concílio Vaticano II.
Por fim, o cardeal brasileiro destacou a criação da CEAMA, aprovada canonicamente pelo papa Francisco em 9 de outubro. Para dom Claudio Hummes, isso é um ponto firme irreversível para a Igreja universal e um avanço extraordinário, pois a CEAMA tem como objetivo participar plenamente desta nova etapa da Igreja na América Latina e no Caribe em termos de uma Igreja sinodal, que se alimenta das grandes propostas do Documento de Aparecida e do Concílio Vaticano II.
Confira a mensagem do cardeal Hummes na íntegra.
Depois de dom Cláudio Hummes, o cardeal Jean-Claude Hollerich, SJ, arcebispo de Luxemburgo e presidente da Comissão das Conferências Episcopais da União Europeia e relator geral da XVI Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos (2021-2023), apresentou sua mensagem.
Cardeal Hollerich apresenta sua mensagem no sétimo dia da Assembleia Eclesial, no dia 27 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Para o cardeal Hollerich, a Europa é um velho continente, na qual a Igreja está um pouco cansada por causa da secularização. Além disso, ele vê a Assembleia Eclesial como um momento para se unir a muitas realidades onde Deus se encontra no plano existencial e pessoal de cada um dos participantes. Nela, segundo o cardeal europeu, foi possível unir as alegrias e as dores das pessoas, de suas comunidades e povos. O relator do Sínodo dos Bispos reconheceu, por fim, que a Assembleia o ajudará na missão como relator do Sínodo e que é necessária a sua própria conversão ao Evangelho, pois sem esta ele pode ouvir, mas não escutar. Com a conversão, ele poderá ver a presença do Senhor nas declarações e palavras de seus irmãos e irmãs.
O último dia de trabalho seguiu com testemunhos dos delegados. A irmã Maria Inês Ribeiro Vieira, presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB) e natural da paróquia de Nossa Senhora das Dores, em Gonçalves, da arquidiocese de Pouso Alegre, deixou seu testemunho. Para ela, a Assembleia Eclesial é um processo que pede de nós conversão contínua e uma possibilidade para que o projeto de Aparecida seja colocado em prática para sermos realmente uma Igreja sinodal.
Irmã Maria Inês Vieira, natural da arquidiocese de Pouso Alegre, apresenta seu testemunho sobre a Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Conclusões das sistematizações dos grupos de discernimento comunitário
Após os testemunhos dos delegados, dom Jorge Lozano, secretário geral do CELAM, explicou como se deu a sistematização das contribuições dos delegados nos dias de trabalho: os grupos de trabalho possuíam secretários, que enviavam as contribuições; além disso, havia uma equipe de discernimento, que realizava leitura e seleção dos elementos que poderiam ser utilizados no caminho da Assembleia Eclesial.
Dom Lozano explica como foi a sistematização das contribuições dos grupos de discernimento comunitário nos dias de trabalho da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Todo esse processo de recebimento das contribuições foi trabalhado por 13 pessoas que fizeram a escrita final da síntese, em duas versões.
As conclusões apresentadas foram compostas de 41 desafios pastorais, que serão utilizados no caminho de discernimento pós Assembleia Eclesial. Segundo, Mauricio López, os desafios pastorais formam os novos caminhos que o Senhor nos chama a seguir e construir.
Antes da apresentação dos desafios pastorais, os delegados fizeram um tempo de silêncio. Maurício López apresentou os desafios em forma de meditação. Ele considerou que os desafios formam chamados e sentidos no processo da Assembleia Eclesial.
Mauricio López apresenta os 41 desafios pastorais conclusivos da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Em seguida, o padre David Jasso, secretário adjunto do CELAM, apresentou os documentos sobre os desafios. Foram apresentados os resultados dos grupos de trabalho da última sexta (26), que deram origem à síntese final dos desafios pastorais.
Desses resultados, foram selecionados 12 desafios, que correspondem a 30% daquilo a que se chegou por meio de acordo sobre o mais importante que foi tomado como Assembleia. Para o padre secretário, será preciso enfrentar, de maneira prioritária, esses desafios na Igreja da América Latina e Caribe. Os delegados acolheram aquilo que foi proposto com aplausos.
Padre David Jasso apresenta a síntese dos desafios pastorais. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
"1. Reconhecer e valorizar o protagonismo dos jovens na comunidade eclesial e na sociedade como agentes de transformação.
2. Acompanhar as vítimas de injustiças sociais e eclesiais com processos de reconhecimento e reparação.
3. Impulsionar a participação ativa das mulheres nos ministérios, nas instâncias de governo, de discernimento e decisão eclesial.
4. Promover e defender a dignidade da vida e da pessoa humana desde a sua concepção até a morte natural.
5. Incrementar a formação sobre sinodalidade para erradicar o clericalismo.
6. Promover a participação dos leigos nos espaços de transformação cultural, política, social e eclesial.
7. Escutar o clamor dos pobres, excluídos e descartados.
8. Reformar os itinerários formativos nos seminários, incluindo temáticas como ecologia integral, povos originários, inculturação e interculturalidade e pensamento social da Igreja.
9. Renovar, à luz da Palavra de Deus e do Vaticano II, nosso conceito e experiência de Igreja Povo de Deus, em comunhão com a riqueza de sua ministerialidade, que evite o clericalismo e favoreça a conversão pastoral.
10. Reafirmar e dar prioridade a uma ecologia integral nas nossas comunidades, a partir dos quatro sonhos de Querida Amazônia.
11. Propiciar o encontro pessoal com Jesus Cristo encarnado na realidade do continente.
12. Acompanhar os povos originários e afrodescendentes na defesa da vida, da terra e das culturas", foram os 12 desafios apresentados pelo padre David Jasso.
Leia na íntegra os desafios pastorais propostos pela Assembleia Eclesial (em espanhol).
Mauricio López salientou que a conclusão dos desafios pastorais foi uma experiência feita em comum e que será importante uma recepção proativa desses desafios na experiência de cada Igreja local.
Além disso, monsenhor Lucio Ruiz, secretário do Dicastério para a Comunicação, falou sobre a Statio Orbis, proferida pelo papa Francisco em 27 de março de 2020, ilustrada com um vídeo. Na ocasião, o monsenhor presenteou os delegados com livro sobre essa celebração.
Monsenhor Lucio Ruiz deixa seu testemunho após a apresentação dos desafios pastorais. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Os desafios pastorais foram acolhidos pelos delegados com celebração de ação de graças, ambientada com uma rede compartilhada por eles e colorida com as cores dos continentes, em sinal de comunhão e disposição em ser uma Igreja sinodal.
Delegados na celebração de ação de graças. Foto: Prensa CELAM.
Após a celebração de ação de graças, dom Miguel Cabrejos, presidente do CELAM, proferiu a mensagem final da Assembleia Eclesial, dirigida a todo povo latino-americano e caribenho. Em seguida, o padre David Jasso e Mauricio López apresentam as ações que serão feitas após a Assembleia.
Estão programados um seminário sobre identidade e missão pastoral, assembleias regionais, assembleia extraordinária do CELAM, aprofundamento das orientações pastorais propostas pela Assembleia Eclesial.
Para concluir os trabalhos e agradecer a todos os envolvidos, dom Miguel Cabrejos proferiu as últimas palavras do sétimo dia da Assembleia Eclesial.
Dom Miguel Cabrejos encerrou as atividades do sétimo dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
“Em um momento histórico, no qual muitas instituições estão atravessadas por uma crise de representatividade, a convocação do CELAM coloca a Assembleia Eclesial em todo o continente durante um ano e fazendo evidente a capacidade do espírito de participação comunitária latino-americana e caribenha. Obrigado e lhes peço um forte aplauso a todos os colaboradores e colaboradoras”, concluiu o arcebispo de Trujillo (Peru).
O encerramento do dia se deu com a oração do papa Francisco para o Sínodo da Sinodalidade, lida por dom Cabrejos. Em seguida, o padre David Jasso destacou o último parágrafo do Documento de Aparecida, que pede “Fica conosco, Senhor!” (cf. Lc 24,13-35 e DAp n. 554).
O sétimo dia foi encerrado com coletiva de imprensa. A última atividade da Assembleia Eclesial será a missa de encerramento amanhã (28), às 14h (horário de Brasília), na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Cidade do México.
Com informações e imagens de Prensa CELAM. A imagem destacada da notícia traz delegados presenciais e virtuais da Assembleia Eclesial, como agradecimento a todos os envolvidos. Ela foi reproduzida na conclusão do último dia de trabalhos.
Sexto dia da Assembleia Eclesial finaliza atividades dos grupos de trabalho
Testemunhos dos delegados sobre sinodalidade e sistematização de ideias partilhadas nos últimos dias da Assembleia Eclesial foram as ações principais de hoje (26).
Saudação de Rodrigo Guerra
O dia de trabalhos da Assembleia Eclesial começou com a oração da manhã, às 11h (horário de Brasília). Em seguida, Rodrigo Guerra, secretário geral da Comissão Pontifícia para a América Latina, saudou os delegados do evento.
Rodrigo Guerra em sua saudação, no dia 26 de novembro. Foto: Prensa CELAM.
Em sua fala, Guerra destacou a disposição dos delegados para relacionar os trabalhos realizados e a preocupação para dar solução às urgências pastorais, na intenção de colocar sobre a mesa os desafios e reconhecer os limites que impedem avanços concretos.
Nessa perspectiva, ele explicou que experimentar a fragilidade e o limite, próprios da condição humana, não é um sinal de fraqueza e não pode se relacionar com uma preocupação negativa frente a todas as iniciativas que se gestaram nesses dias.
Para o secretário, o mais importante da Assembleia é aprender que estamos começando a aprender.
O chamado de Deus à missão acontece a partir da humildade e não se deve negar a valente atitude de pedir perdão, porque a Assembleia Eclesial é apenas um passo de um grande processo chamado sinodalidade, destacou Guerra.
“Creio que é muito importante que em nossa Assembleia nos reconheçamos lentos em compreender, incapazes, fracos e necessitados de inclusão”, reconheceu Rodrigo.
Ele advertiu também que corremos o risco de viver em ambientes eclesiais que simulam unidade, mas carecem de confiança entre aqueles que os integram.
O secretário recomendou aos delegados a se acompanharem no processo, a se darem a oportunidade de pedir perdão, libertarem-se das teias de aranhas da cabeça e das mesquinhezes que habitam o coração e se ajudarem para que os processos sigam seu caminho com esperança, convencidos da necessidade de reforma na Igreja proposta pelo Concílio Vaticano II, afastando-se da tentação da suspeita e da desconfiança que freiam as possibilidades de aprender e crescer na unidade. Rodrigo Guerra reforçou: acompanhemo-nos, abracemo-nos, acolhamo-nos.
Por fim, Rodrigo sugeriu aos delegados a revisão dos números 11 e 12 do Documento de Aparecida, os quais, segundo ele, são a chave para entender o processo de Assembleia Eclesial.
“A Igreja está chamada a repensar profundamente e relançar com fidelidade e audácia sua missão em novas circunstâncias latino-americanas e mundiais. Não pode se fechar frente àqueles que desejam só confusão, perigos e ameaças, ou pretendem cobrir a variedade e a complexidade de situações com uma capa de ideologismos desgastados ou de agressões irresponsáveis. Trata-se de confirmar, renovar e revitalizar a novidade do Evangelho enraizada em nossa história, com um encontro pessoal e comunitário com Jesus Cristo, que suscite discípulos e missionários. Isso não depende de grandes programas e estruturas, mas de homens e mulheres novos que encarnem a tradição e a novidade, como discípulos de Jesus Cristo e missionários do seu Reino, protagonistas de vida nova para uma América Latina que quer se reconhecer na luz e na força do Espírito”, concluiu Guerra.
Testemunhos sobre sinodalidade do Povo de Deus
Em seguida à saudação de Rodrigo Guerra, Rafael Luciani, teólogo venezuelano e membro da equipe teológica do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), e irmã María Dolores Palencia, HSJL, mexicana do Centro de Redes e Ação Pastoral do CELAM, apresentaram testemunhos sobre a sinodalidade do Povo de Deus.
Irmã María Dolores Palencia, HSJL, e Rafael Luciani deixam testemunhos sobre sinodalidade no sexto dia Assembleia Eclesial, dia 26 de novembro. Foto: Prensa CELAM.
Rafael Luciani iniciou sua fala recordando-se do papa Francisco, que recomenda a sinodalidade como o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio. Para ele, essa ideia é um chamado a toda a Igreja para discernir um novo modelo eclesial que seja fruto de uma nova fase na recepção do Concílio Vaticano II.
Para a irmã Dolores, a América Latina tem sinais emergentes de um novo modelo eclesial em chave sinodal, como a criação do CELAM, da Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA), os sínodos diocesanos, os concílios plenários e a Assembleia Eclesial.
Para o teólogo, o primeiro passo desse processo é a conversão da Igreja por meio da escuta, da organização de conselhos e da construção de consensos. Segundo a irmã, esse caminho de sinodalidade acontecerá na revisão do modo da escuta e a quem se escuta, principalmente os que sempre foram calados: povos originários, afrodescendentes, mulheres, pessoas e comunidades LGBTQIA+.
Um caminho apontado por Rafael Luciani foi a superação das relações desiguais, de superioridade e subordinação próprias do clericalismo, e a aposta na recíproca necessidade e no trabalho em conjunto. Para ele, a participação não pode ser concessão, mas direito de todos, assim como a existência de conselhos de escuta para quem exerce a autoridade deve ser um dever. Para o teólogo, a escuta não deve ser genérica nem abstrata. A escuta não tem um fim em si mesma, disse o teólogo.
Nesse sentido, a irmã Palencia destacou que o desafio é abrir as mentes e os corações ao Espírito, que surge na diversidade, nas periferias, entre os vulneráveis e silenciados. É algo necessário para se trabalhar em conjunto, para se tomar as decisões pastorais, para se alcançar o sentido e a meta de um processo eclesial sinodal, o que acontecerá com passos pequenos e simples, talvez insignificantes, explicou a irmã.
O teólogo venezuelano ressaltou que são necessárias mudanças concretas para superar o atual modelo institucional clerical. Assim, segundo ele, é preciso aproveitar a Assembleia Eclesial para avançar na sinodalidade.
Para a irmã Maria Dolores, é necessário deixar para trás o modelo clerical paralisante e seus privilégios e fortalecer a ideia de que “todo o Povo de Deus é responsável pelas ações transformadores, flexíveis, atentas às necessidades das novas gerações e, junto com elas, poder recriar uma comunidade eclesial participativa, de consenso, com novas e diversas maneiras de viver a autoridade e tomar as decisões”.
Luciani reforçou que é importante a criação de mediações e procedimentos para o envolvimento de todos os fiéis e o estabelecimento das modalidades de participação permanentes, que considerem o laicato como sujeito pleno na Igreja.
A irmã Palencia, por sua vez, convidou os delegados a recriarem as redes de comunicação e participação para que o desafio de um laicato reconhecido plenamente chegue realmente a todos, proposta que deve ser assumida pelos bispos do continente.
O teólogo venezuelano lançou perguntas para questionar a concretização da sinodalidade na Igreja. Respondendo-as, a religiosa ressaltou a necessidade de aprender com realidades sociais e eclesiais amplamente silenciadas, perguntando-se também como vamos nos ajudar, como vamos gerar novos caminhos.
Com isso, Luciani insistiu na perspectiva e no desafio de criar uma nova cultura do consenso eclesial, citando São Cipriano como um modelo do caminho sinodal e desafiando a Assembleia a ser um primeiro sinal emergente do novo modo eclesial sinodal.
Por fim, a irmã Palencia ressaltou que mais vale uma Igreja com erros e equívocos disposta a voltar a se levantar e recomeçar o caminho do que a paralisia e o pânico, que detêm o Espírito e causa estagnação. Com essa provocação, os delegados responderam com a maior salva de palmas da semana de trabalhos.
Depois dos testemunhos, os delegados se dividiram em grupos de trabalhos. Na tarde de hoje (26), esses grupos finalizaram suas atividades de escuta, reflexão, partilha e sistematização de ideias.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., escolhido pelo Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como delegado da Assembleia Eclesial, participou durante toda a semana das atividades dos grupos de trabalho.
Dom Majella participa de grupo de trabalho da Assembleia Eclesial. Foto: Arquivo pessoal/reprodução.
Ao final da tarde, ocorreu sala de imprensa e sistematização das atividades dos grupos e apresentação de testemunhos de delegados.
Bíblia e círio pascal compõem ambientação para Leitura Orante. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
O dia de trabalhos foi encerrado com a realização de Leitura Orante da Bíblia, pelo padre Gabriel Naranjo, CM, de Lc 10,25-37 (o bom samaritano) e do segundo capítulo da Fratelli Tutti.
Padre Gabriel Naranjo, CM, que conduziu a Leitura Orante.
A missa de encerramento foi presidida pelo cardeal Mario Grech (secretário geral do Sínodo dos Bispos).
Cardeal Grech na missa de encerramento do dia 26 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Com informações e imagens de Prensa CELAM. A imagem destacada da notícia traz reprodução das telas dos delegados da Assembleia Eclesial que participam na modalidade virtual. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.











