Quinto dia da Assembleia Eclesial aprofunda o tema da sinodalidade

Nesta quinta (25), os delegados da Assembleia Eclesial participaram de sessão especial sobre a sinodalidade e hora santa.

 

Saudação de dom Jorge Lozano

O quinto dia da Assembleia Eclesial começou com a oração da manhã e, em seguida, dom Jorge Eduardo Lozano, secretário geral do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) e arcebispo de San Juan de Cuyo (Argentina), saudou os delegados.

Dom Jorge Lozano dá as boas-vindas aos delegados no quinto dia da Assembleia. Foto: Prensa CELAM.

Em sua fala, o arcebispo argentino declarou que “a escuta não tem finalidade de um marketing religioso", mas "implica entrar com os pés descalços nos corações que se abrem e se expressam”.

Para ele, a Assembleia Eclesial não terminará com a Eucaristia de 28 de novembro, mas será um processo que compreende várias etapas e corresponde ao tempo de recorrer as necessidades de cada dia e continuar realizando o discernimento das opções pastorais para assumir novos desafios ao quais Deus nos impele a responder.

Dom Lozano recordou que, quando aconteceu a publicação do Documento de Aparecida, a prioridade era conseguir que os bispos se apropriassem do seu conteúdo, mas logo a preocupação se dirigiu à apropriação de seu conteúdo para as jurisdições eclesiásticas e o povo de Deus.

Essa mesma preocupação, segundo ele, sente-se na Assembleia Eclesial: como conseguir que os padres se motivem com a Assembleia Eclesial e o caminho sinodal que propõe o papa Francisco. O arcebispo completou dizendo que a resposta disso se encontra em cada um e na sua vontade de aderir à proposta do Senhor, assumindo os desafios da realidade.

Além disso, o arcebispo argentino explicou que o caminho sinodal não se trata de uma contraposição de vocações, mas de somarmos todos, homens e mulheres de fé, que, com diversos carismas, vocações e ministérios, constituem o povo de Deus que foi convidado a caminhar em unidade.

Sobre a Assembleia Eclesial, dom Lozano explicou que ela não trata de uma iniciativa formativa conclusiva, mas é um espaço em que se discute, compartilham-se inquietudes, faz-se o discernimento e se imagina o futuro. Nessa perspectiva, ele recordou as palavras do papa Francisco em sua mensagem: escuta e transborda.

Recordando a mensagem de Francisco, o arcebispo argentino reforçou a importância da escuta.

“A escuta será a base da construção de uma Igreja sinodal. Nesse sentido, é necessário ressaltar que entre a Assembleia Eclesial e o Sínodo dos Bispos não existe justaposição e menos ainda uma oposição. Esses eventos são impulsos do mesmo Espírito Santo no mesmo sujeito eclesial”, disse dom Lozano.

 

Mesa redonda sobre sinodalidade

Após a saudação de dom Jorge Lozano, os delegados participaram de uma conferência compartilhada com quatro palestrantes: os cardeais Marc Ouellet (prefeito da Congregação para os bispos) e Mario Grech (secretário geral do Sínodo dos Bispos); a presidente da Conferência Latino-americana dos Religiosos (CLAR), irmã Liliana Franco, e o leigo coordenador do Centro de Redes e Ação Pastoral do CELAM, Mauricio López. Eles falaram sobre o tema “Da Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe rumo o Sínodo da sinodalidade”.

Cardeal Marc Ouellet fala na mesa redonda sobre sinodalidade. Foto: Prensa CELAM.

Cardeal Grech

Em sua fala, o cardeal Grech reconheceu que fala sempre da sinodalidade e que sentia-se honrado de poder se dirigir aos delegados da Assembleia Eclesial, que é uma continuidade de comunhão eclesial que pode ser exemplo para muitas conferências episcopais. Segundo ele, a Assembleia é uma expressão da visão pastoral do papa Francisco e uma ponte entre o Sínodo da Amazônia e o Sínodo sobre a sinodalidade.

Cardeal Grech, no quinto dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

O cardeal Grech refletiu sobre a estreita relação entre sinodalidade e missão, presente na Evangelii Gaudium, que apresenta a dimensão missionária da Igreja. A partir daí, o secretário geral do Sínodo dos Bispos falou sobre a comunidade sinodal, que tem um desejo inesgotável de oferecer misericórdia, que sabe dar fruto, que sabe celebrar. Para ele, “a Igreja cresce em sinodalidade, assume uma forma cada vez mais sinodal quanto mais vive e pratica um estilo sinodal”. Com isso, ele convidou os delegados a pensarem num cenário da missão de uma Igreja não sinodal.

O cardeal secretário aprofundou que um projeto missionário só pode surgir do processo sinodal de escuta-discernimento, que é, além disso, um exercício de discipulado. Assim, ele recordou o conceito de “sinodalidade missionária”, que aparece no Documento Final do Sínodo da Amazônia. Com isso, ele lançou um desafio aos delegados: “o aprofundamento do vínculo entre essas dimensões da Igreja pode ser uma das contribuições mais significativas da Assembleia Eclesial e do caminho sinodal das Igrejas da América Latina e do Caribe”, dando continuidade a um caminhar juntos histórico na Igreja do continente.

Por fim, o cardeal Grech destacou que espera uma contribuição da Igreja latino-americana e caribenha que abra perspectivas sobre o modo de ativação das instâncias intermediárias da sinodalidade. Para isso, segundo ele, é necessário entender a Igreja como Povo de Deus, o que demanda uma conversão sinodal e superação das divisões na Igreja, por grupos cristãos que promovem uma compreensão individualista e intimista da fé. Diante disso, a melhor resposta, segundo ele, é “a comunhão em uma Igreja, na qual e Tradição não é um canto uníssono, mas uma sinfonia, na qual cada voz, cada registro, cada timbre vocal enriquece o único Evangelho, cantado em uma infinita possibilidade de variações”.

Leia na íntegra a palestra do cardeal Grech.

Cardeal Marc Ouellet

O cardeal Ouellet, inicialmente, fez algumas provocações: Qual é o sonho de uma Igreja sinodal? Uma nova moda? Uma estratégia de comunicação? Uma ideologia disfarçada de programa pastoral? Um método para a conversão missionária da Igreja?

Cardeal Ouellet, em sua palestra, no dia 25 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

O cardeal canadense ressaltou que o tema da Igreja sinodal do papa Francisco provoca reações diferentes. Ele deixou claro que o papa acredita no Espírito Santo e deseja que todos O escutem melhor em todos os níveis da Igreja. Para ele, o papa não deseja um novo modelo de Igreja, mas Francisco está preocupado com a fé dos batizados e daqueles que serão batizados.

Feitas essas considerações, o cardeal prefeito falou sobre a importância da certeza da fé, muito presente na Bíblia. Para ele, uma Igreja sinodal é uma Igreja que caminha na fé, conforme orienta o papa Francisco e se faz presente na história da Igreja latino-americana e caribenha, inclusive com o testemunho e o sangue de tantos mártires.

Além disso, o cardeal Ouellet destacou que uma Igreja sinodal na América Latina e no Caribe precisa ser mariana. Ele relacionou também a Assembleia Eclesial com o Sínodo dos Bispos, ressaltando a importância das dimensões da participação, comunhão e missão. Também agradeceu e parabenizou o CELAM pelo esforço na organização complexa e criativa da Assembleia, mesmo neste tempo da pandemia. Por fim, ele reconheceu que a Assembleia Eclesial irá incentivar o Sínodo dos Bispos e falou sobre as vocações em uma Igreja sinodal.

Leia na íntegra a palestra do cardeal Ouellet.

Irmã Liliana Franco

A presidente da Conferência Latino-americana dos Religiosos (CLAR), irmã Liliana Franco, ODN, falou em nome da vida religiosa do continente. Inicialmente, afirmou que estamos diante de um processo, um caminho de encontro e conversão, no qual é necessário nos situarmos na humildade, reconhecer nosso pecado e mudar os modos de relação.

Irmã Liliana Franco, ODN, em sua palestra no quinto dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Para ela, estamos diante de uma nova perspectiva contemplativa, mais teologal e encarnada, que deve nos levar a afinar a visão para contemplar a realidade e aguçar o ouvido para escutar o Espírito que não cessa de clamar.

Com isso, constrói-se a comunhão, a partir do claro-escuro do ser humano, entre a fragilidade e a graça, segundo a irmã presidente, que ressaltou a importância das testemunhas que tornam as narrativas credíveis. Para ela, isso se dá com discernimento, atenção à realidade e a capacidade de escutar o clamor de Deus.

“Quem nos anima a construir no cotidiano o vínculo, a relação, a amizade, o afeto e nos impulsiona a nos querer, crer e cuidar, a nos dar um lugar, a não nos excluir é o Espírito”, explicou a irmã Liliana.

Para ela, isso acontece numa dinâmica eclesial, de continuidade e avanço, concretizada na diversidade dos dons, carismas e estilos, reconhecendo que no encontro autêntico não se eliminam as identidades pessoais.

A vida religiosa no continente está convencida da necessidade de reforma que acontecerá em um laboratório de encontro, um novo modo relacional mais contextualizado, encarnado na realidade, capaz de escutar e fazer ressonância, expressou a irmã Liliana.

Isso se dará colocando-se em movimento, tendo a certeza de que, como Povo de Deus, estamos chamados a trilhar novos caminhos com referência em Jesus Cristo e convencimento de que é hora de escuta e discernimento.

“Como mulher, de fé e consagrada, lhes proponho que optemos de novo pelo Caminho para sair de todas as nossas paralisias, que o percorramos juntas, juntos, que façamos redes novas, que não nos despertemos medo e não tenhamos medo do Caminho nas sombras desta história (...) Nos chama, nos convoca, nos mobiliza a Páscoa”, finalizou a irmã.

Leia na íntegra a palestra da irmã Liliana Franco.

Mauricio López

A partir das intervenções anteriores e do processo da Assembleia Eclesial nos últimos meses, Mauricio López, leigo mexicano e coordenador do Centro de Redes e Ação Pastoral do CELAM, disse que a sinodalidade é inerente ao ser da Igreja, citando a Episcopalis Communio que insiste em escutar a Deus para escutar o povo e escutar o Povo para entender aquilo a que Deus nos chama.

Mauricio López, em sua palestra, no dia 25 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Para o mexicano, a sinodalidade não depende de nós, mas é uma experiência de graça, que tem como base a escuta. Escutar a Deus que necessita da colaboração humana para que possamos abraçar o clamor do povo e escutar ao povo para poder entender a vontade de Deus.

O leigo coordenador falou também que o povo revela no sensus fidei o pensar de Deus, citando a Carta de São Paulo aos Filipenses, na qual o Apóstolo entende sua vida a partir de Cristo, que gera comunhão de sentimentos e um mesmo amor ao Senhor.

Além disso, ele se recordou da celebração feita pelo papa Francisco em 27 de março de 2020 na Praça de São Pedro (Statio Orbis), no início da pandemia, que nos fez ver que estamos na mesma barca e somos desafiados a remar juntos, não só para nos salvar, mas para eleger o que realmente é importante. Com isso, ele destacou que há enfermidades que dificultam a sinodalidade, como uma esclerose farisaica, que nos endurece, e a misofobia sinodal, o medo de contaminação, próprio dos essênios, que depreciavam quem não era do seu grupo, com uma tentação de imposição ideológica.

O leigo mexicano também refletiu sobre a bidimensionalidade baseada na universalidade e particularidade do próximo Sínodo dos Bispos. Falou sobre temporalidade, referindo-se à tensão entre kairós e cronos e uma terceira dimensão que tem em curso uma reforma, que é a tensão entre o diálogo da fé e o sensus fidei. Por fim, refletiu sobre as chaves sinodais: a periferia é o centro, não perder o foco e a perspectiva do transbordar, como elementos que não podem ser deixados de lado.

Jovens animaram a hora santa no encerramento do quinto dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Após a mesa redonda, aconteceram sistematizações dos trabalhos em grupo, sala de imprensa, reflexão e testemunhos dos delegados. Para o encerramento do dia de trabalhos, os participantes realizaram hora santa, adorando o Santíssimo Sacramento.

O Santíssimo Sacramento é adorado por delegados da Assembleia Eclesial, nesta quinta (25), dia dedicado à Eucaristia, conforme costume da Igreja. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

A última atividade do dia dos delegados foi a participação na missa, presidida pelo cardeal Álvaro Leonel Ramazzini Imeri, bispo da diocese de Huehuetenango (Guatemala). Em sua homilia, o cardeal guatemalteco refletiu sobre o Deus vivo que permanece para sempre, cujo Reino não será destruído. Nos dias em que a linguagem apocalíptica está presente na liturgia, o bispo de Huehuetenango falou sobre as realidades desconhecidas, como a pandemia. Ele se questionou sobre o sentido verdadeiro da História em relação com os demais acontecimentos, apresentando o discernimento espiritual, colocado pelo Documento de Aparecida, por meio do qual somos chamados a distinguir os sinais dos tempos, algo presente na Assembleia, ou seja, descobrir o que Deus nos pede em cada uma das realidades que cada pessoa vive.

Cardeal Álvaro Leonel Ramazzini, na missa do dia 25 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Ao final da missa, o cardeal Álvaro convidou todas as mulheres presentes na missa a estarem diante do altar e pediu que elas fizessem uma oração e abençoassem todos os presentes, pedindo a bênção de Deus e a misericórdia para os pastores da América Latina, um gesto que expressou a sinodalidade.

Mulheres rezam pelos cardeais, bispos, padres, religiosos e leigos presentes na missa do quinto dia da Assembleia. Foto: Asamblea Eclesial.

Com informações e imagens de Prensa CELAM. A Imagem destacada da notícia é da Sala de Imprensa do dia 25 de novembro, que trouxe a participação do cardeal Mario Grech, Emilce Cuda, da irmã Birgit Weiler (teóloga alemã) e do padre Juan Luis Negrón.


Resgate de Aparecida e missionariedade são temas do quarto dia da Assembleia Eclesial

Cardeal Leopoldo Brenes e padre Carlos Galli conduziram, nesta quarta (24), as reflexões da Assembleia. O final do quarto dia do evento foi marcado por momento devocional continental a Nossa Senhora de Guadalupe.

Saudação de dom Leopoldo Brenes

O quarto dia de trabalhos da Assembleia Eclesial começou com oração da manhã, que fez memória da Igreja na Amazônia e dos mártires latino-americanos.

Delegados fazem memória da Igreja na Amazônia e mártires latino-americanos e caribenhos na manhã do 4º dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Em seguida, houve a saudação do segundo vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), e arcebispo de Managua (Nicarágua), o cardeal dom Leopoldo José Brenes.

Cardeal dom Leopoldo Brenes dá as boas-vindas no 4º dia da Assembleia Eclesial, no dia 24. Foto: Prensa CELAM.

Em sua fala, o cardeal convidou os delegados a se deixarem despertar pelo Espírito Santo, com atitude constante de abertura mental e de coração para escutar o chamado do Espírito Santo, assumindo o objetivo de aceitar os desafios que nos propõem o Documento de Aparecida e o Evangelho. Para ele, ser uma Igreja em saída é o objetivo, pois não podemos guardar a nós mesmos.

Além disso, o prelado nicaraguense reconheceu que a Assembleia Eclesial é uma convocação do Espírito Santo por meio do papa Francisco, que tem a firme intenção de reiterar o chamado à missão.

A Assembleia é, para o cardeal, uma sacudida do Espírito Santo. Ele reconheceu que o Documento de Aparecida propôs a necessidade de iniciar e impulsionar uma missão continental, mas esse chamado não foi assumido totalmente e, para muitos, não passou de ser um texto que ficou nas bibliotecas, esquecendo-se de que se tratava de um projeto do Espírito Santo.

“A Igreja na América Latina está em dívida com Aparecida. No entanto, o Espírito Santo persiste no seu convite e o convite da Assembleia é prova disso, porque volta a questionar, removimentar e reavivar o chamado missionário que clama a novos métodos, expressões, um novo ardor”, admitiu o cardeal.

Além disso, ele salientou que a Virgem Maria, de Aparecida, de Guadalupe, colabora com o Espírito Santo para acompanhar, motivar e sustentar aos que se permitem sentir e seguir no coração o chamado à missão, como parte ativa de uma Igreja em saída.

Veja na íntegra a mensagem de dom Brenes.

Reflexão de padre Galli

O padre Carlos Galli, teólogo argentino da Universidade Católica Argentina (UCA), realizou a terceira reflexão da Assembleia Eclesial. Ele discorreu sobre a Igreja em saída missionária.

 Padre Carlos Galli, teólogo argentino da UCA, fala sobre Igreja em saída na 3ª reflexão da Assembleia Eclesial, em 24 de novembro. Foto: Prensa CELAM.

Inicialmente, o padre argentino comentou as palestras dos dias anteriores e relacionou o tema da sua exposição com o versículo bíblico escolhido para iluminar o quarto dia da Assembleia Eclesial: “Ide, pois, e façam discípulos todas as nações” (cf. Mt 28,19).

Ele também partiu do Documento para o discernimento, feito após a Escuta do Povo de Deus, no qual aparece, segundo o sacerdote argentino, que somos discípulos missionários em Jesus Cristo e um Povo de Deus em saída para as periferias.

Em sua reflexão, o padre Galli apresentou cinco passos. Primeiro, ele falou sobre o envio missionário no Evangelho de Mateus. Em seguida, ele atualizou esse envio para a Igreja, que está sempre em processo de reforma. No terceiro momento, ele falou sobre a importância da Igreja em saída missionária no magistério do papa Francisco. Em quarto lugar, ele falou da “Igreja em saída” na Assembleia. Por fim, ele apresentou eixos chamados de o transbordar criativo do Espírito Santo que transborda a sinodalidade missionária da Igreja.

Partindo da pessoa de Jesus Cristo nos evangelhos, o sacerdote argentino destacou que os discípulos recebem do Mestre uma missão de evangelizar. Eles são enviados, mandados a sair e ir aos demais. Essa é a imagem da Igreja em saída missionária a todos os povos, o que mostra a universalidade da missão. Este chamado de Jesus é para toda a Igreja, a sair de seus limites e ir a todos, até aos confins da Terra. É um chamado para todos os membros da Assembleia: ide a todos os povos da América Latina e do Caribe para comunicar o Evangelho que nos faz discípulos de Cristo.

O padre Galli destacou que, para que isso aconteça, é necessária uma conversão ou reforma permanente. “É necessária uma Igreja em estado de conversão para ser uma Igreja que comunique o Evangelho”, disse o sacerdote.

“Conversão e reforma são uma mudança para um estado melhor, para estar em comunhão com Jesus e sua missão. Uma reforma permanente que nos ajuda a crer na fidelidade a Jesus e nos move a sair da nossa zona de conforto para chegar aos demais”, disse o teólogo argentino.

Segundo o padre Galli, a saída missionária da Igreja é o sonho do papa Francisco de uma opção missionária capaz de transformar tudo. Por isso, para ele, a Assembleia deve abordar a conversão pastoral e missionária.

Conversão pastoral e saída missionária são um convite a todo o Povo de Deus e a toda Igreja para que entrem em um processo pleno de saída missionária para comunicar a vida plena de Jesus Cristo, insiste o padre argentino. Para ele, a inspiração disso está no Documento de Aparecida, que vê o discipulado e a missão como duas caras de uma mesma medalha. Para isso, ele reforça que a Igreja deve ser peregrina e caminhar entre os povos, sinodalmente, essencialmente missionária.

Para o padre Galli, a afirmação de que “todos somos discípulos missionários em saída” é uma síntese magistral, existencial, que nos apresenta uma mística de saída para os demais.

Ele reconheceu que a Igreja latino-americana e caribenha tem afirmado sua comunhão pastoral com passos para uma identidade eclesial comum e linhas de pastoral de conjunto, como a Conferência do Rio de Janeiro, em 1955; a criação do CELAM; as conferências gerais do episcopado; a Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA) e a Assembleia Eclesial.

Por fim, o teólogo argentino descreveu eixos fundamentais para o transbordar criativo do Espírito Santo, a partir do trabalho em grupos nos últimos dias da Assembleia: o cristocentrismo trinitário do Querigma, que deve chegar às gerações mais jovens; o recebimento, em Cristo, da misericórdia de Deus; a fraternidade entre todos os povos, um desafio para um continente ferido pela desigualdade; a vivência da lógica do Bom Samaritano, para sairmos de nós mesmos, como uma parábola que nos dá chave para reconstruir o mundo que sofre; o caminho para uma nova pastoral urbana, uma prioridade segundo o Documento para o discernimento, reconhecendo que Deus vive na cidade e entre seus moradores; a manifestação do Espírito como um transbordar de criatividade.

Após a palestra do padre Galli, aconteceram atividades e reflexões em grupos, entrega das conclusões, sala de imprensa, sistematização das conclusões dos grupos e testemunhos dos delegados.

Ambientação do Santo Rosário Continental, rezado com os delegados da Assembleia e representantes dos povos latino-americanos e caribenhos pelas mídias sociais, em 24 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

O fim da tarde foi marcado pela oração do Santo Rosário Continental, com participação virtual de representantes dos povos latino-americanos e caribenhos pelas mídias sociais da Assembleia Eclesial.

 Delegados da Assembleia rezam o Santo Rosário Continental, com representantes dos povos latino-americanos e caribenhos pelas mídias sociais, em 24 de novembro. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Em seguida, houve a missa presidida pelo cardeal Jean-Claude Hollerich, S.J., arcebispo de Luxemburgo e relator do Sínodo dos Bispos 2021-2023, e uma serenata a Nossa Senhora de Guadalupe, na basílica da padroeira da América Latina.

 Comissão de espiritualidade e liturgia animaram a missa com canções do gênero mariachi, típico da cultura mexicana. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.
Grupo de mariachi faz serenata a Guadalupana, na basílica a ela dedicada, na Cidade do México, para encerrar o 4º dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

Com informações e imagens de Prensa CELAM. A imagem destacada da notícia é do cardeal Jean-Claude Hollerich, S.J., que celebrou a missa no 4º dia da Assembleia Eclesial, em 24 de novembro.


Conversão pastoral e raízes culturais são temas do terceiro dia da Assembleia Eclesial

Os delegados da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe participaram hoje (23) do terceiro dia do evento, que ocorre de modo híbrido.

Saudação de dom Odilo Scherer

As atividades começaram às 11h da manhã (horário de Brasília), com um momento de oração. Em seguida, o cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e primeiro vice-presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), deu as boas-vindas aos participantes. Em sua fala, o cardeal destacou que tudo na Igreja deve ter uma dimensão missionária.

Dom Odilo Pedro Scherer faz a primeira palestra do 3º dia da Assembleia Eclesial. Foto: Prensa CELAM.

Dom Odilo destacou que “o papa Francisco nos pede que retomemos o Documento de Aparecida, porque ele contém uma riqueza muito grande, que talvez não tenha sido assumida o suficiente, e esse documento ainda tem muito que oferecer para a Igreja no nosso continente, e continua muito atual”.

O arcebispo de São Paulo ressaltou que é preciso estar atentos às novas questões eclesiais, humanitárias, econômicas, políticas e culturais surgidas desde 2007 e que desafiam a Igreja, como pede o papa Francisco.

O cardeal brasileiro comentou que o terceiro dia da Assembleia seria marcado pela retomada de um conceito importante da Conferência de Aparecida, o conceito de conversão, que, segundo ele, é central para compreender diferentes questões e recomendações do documento.

O vice-presidente do CELAM disse que o Documento de Aparecida faz um chamado à conversão pastoral: “A Igreja em sua totalidade é chamada a se rever, a se renovar, a se voltar cada vez mais a Jesus Cristo, e renovar sua adesão a Ele e ao Evangelho”, e para isso, “é preciso não nos apegarmos a velhas práticas, sendo capazes de mudar os métodos, os focos, as atenções, o modo da pastoral”, reforçou dom Odilo.

“Nossa Igreja não pode se entender como uma Igreja que já está pronta, que já cumpriu a sua missão. (...) Tudo na Igreja deve ter sua dimensão missionária”, disse o arcebispo de São Paulo.

Veja nota sobre o pronunciamento do cardeal dom Odilo.

Palestra de padre Agenor Brighenti

As atividades vespertinas da Assembleia foram orientadas pelo padre pastoralista brasileiro Agenor Brighenti, que falou sobre a conversão pastoral integral e os quatro sonhos proféticos do papa Francisco, expressos em “Querida Amazônia”, como um grande desafio para a Assembleia Eclesial.

Padre Agenor Brighenti reflete sobre conversão pastoral e Querida Amazônia com os delegados da Assembleia, em 23 de novembro. Foto: Prensa CELAM.

Inicialmente, o padre Agenor salientou que “a Primeira Assembleia Eclesial não é um evento a mais. É um passo novo de um rico processo sinodal na América Latina e Caribe, que deu a nossa Igreja uma palavra e um rosto próprio”.

Para o padre brasileiro, a Assembleia Eclesial tem seu sentido no reavivamento do Documento de Aparecida, que deseja dar novo impulso à renovação do Concílio Vaticano II. Isso é semelhante à proposta da Evangelii Gaudium, do papa Francisco, e está ligado à proposta das conferências de Santo Domingo e Medellín, que reforçaram o tema da nova evangelização, ligado à Evangelii Nuntiandi, do papa São Paulo VI.

Além disso, o padre Agenor destacou que o Sínodo para Amazônia, no qual ele foi perito, e a exortação “Querida Amazônia”, do papa Francisco, tratam-se de propostas utópicas que se convertem em sonhos: social, cultural, ecológico e eclesial.

“No sonho social, o desafio para a América Latina e o Caribe é lutar pelos direitos dos mais pobres; no cultural, é preservar sua riqueza cultural; no ecológico, é ser um continente que cuide da sua beleza natural, e no eclesial, é tornar realidade uma Igreja com rosto latino-americano e caribenho”, caracterizou o pastoralista.

Por fim, o padre Agenor reforçou que a conversão pastoral deve se concretizar em todos os âmbitos: na consciência da comunidade eclesial, assumindo a eclesiologia do Povo de Deus do Vaticano II; nas ações pastorais e comunitárias, atendendo o clamor dos pobres; nas relações de igualdade e autoridade, erradicando o clericalismo e fomentando a corresponsabilidade de todos os batizados, e nas estruturas, fomentando os conselhos e as assembleias de pastorais em todos os níveis.

A fala do padre brasileiro foi seguida de trabalhos em grupo, sistematização das conclusões e testemunhos dos delegados.

Leia na íntegra a palestra do padre Agenor Brighenti (em espanhol).

Raízes culturais

A programação noturna da Assembleia contou com uma roda de conversa sobre as raízes culturais da América Latina e do Caribe, com a participação do cardeal Felipe Arizmendi, bispo emérito de San Cristóbal de las Casas (México); padre Venanzio Mwangi, IMC (arquidiocese de Cali, Colômbia); irmã Laura Vicuña, ICF (catequista franciscana de origem indígena Kariri, de Porto Velho, Rondônia), e irmã María Suyapa Cacho Álvarez, HC (hondurenha, representante da Pastoral Afro no Sínodo dos Bispos).

Padre Venanzio e irmã María Suyapa na roda de conversa sobre raízes culturais. Foto: Prensa CELAM.

O objetivo da roda foi falar sobre de onde vem o povo latino-americano para entender sua identidade, história, cultura e missão.

Cardeal Felipe Arizmendi na roda de conversa, no 3º dia da Assembleia Eclesial. Foto: YouTube Asamblea Eclesial.

O dia de trabalhos terminou com a entrega da conclusão dos trabalhos em grupo, missa e oração do terço.

Veja a celebração da missa e oração do terço do 3º dia da Assembleia Eclesial.

 

Com informações e imagens de Prensa CELAM. A imagem destacada da notícia é da sala de conferências da Casa Lago, sede da Conferência Episcopal Mexicana (CEM), Cidade do México.


Paróquia de Santo Antônio tem novo administrador

Padre Carlos Roberto Rodrigues, MSC, foi apresentado no domingo (21), em missa na igreja matriz, como novo administrador da paróquia de Santo Antônio, em Itajubá (MG).

Em 03 de novembro, na memória de São Martinho de Lima, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, anunciou, por meio de decreto, o novo administrador.

No último domingo (21), às 19h, em missa com a concelebração do padre Valmir Teixeira, MSC, pároco da paróquia de Nossa Senhora da Soledade, em Itajubá, o padre Carlos foi apresentado como novo administrador da paróquia de Santo Antônio. A missa aconteceu na igreja matriz, no bairro Santo Antônio, em Itajubá. Fiéis da paróquia estiveram presentes e acolheram o novo administrador. Além dessa nova função, o padre Carlos continuará como vigário da paróquia de Nossa Senhora da Soledade, na mesma cidade.

Padre Valmir e padre Carlos, novo administrador, na missa de apresentação, no dia 21 de novembro. 

Até então a paróquia de Santo Antônio tinha como responsável o padre Jorge de Oliveira Gonçalves, MSC. O ex-administrador e o padre José Eduardo Paixão, MSC, foram enviados em missão para a diocese de Pemba, em Moçambique (África).

Padre Jorge de Oliveira Gonçalves, MSC, ex-administrador da paróquia de Santo Antônio, em Itajubá.

A paróquia de Santo Antônio, em Itajubá, foi criada em 20 de janeiro de 2016 e instalada em 20 de fevereiro daquele ano, por dom Majella. Ela foi constituída por comunidades desmembradas das paróquias de São José Operário, Sagrada Família e Nossa Senhora da Soledade. O seu cuidado pastoral foi confiado aos padres da congregação dos Missionários do Sagrado Coração (MSC).

Dom Majella dá posse ao padre Geraldo como primeiro pároco e cria a paróquia de Santo Antônio, em 20 de fevereiro de 2016.

O primeiro pároco foi o padre Geraldo Alves Cassiano, MSC. Em julho de 2019, o padre Rodrigo Aparecido Domingues, MSC, foi apresentado como administrador paroquial, substituindo o padre Geraldo. Em 30 de dezembro de 2020, padre Jorge foi apresentado como administrador, sucedendo ao padre Rodrigo.

A paróquia é composta por 8 comunidades: Santo Antônio (matriz, bairro Santo Antônio), Santa Luzia (bairro Santa Luzia), Imaculada Conceição (bairro Jardim Bernadete), Sagrado Coração de Jesus (bairro Jardim Eldorado), Santa Helena (bairro Santa Helena), Nossa Senhora Aparecida (bairro Anhumas), Nossa Senhora da Vitória (bairro Berta), Nossa Senhora de Lourdes e Sant’Ana (bairros Nossa Senhora de Lourdes, Vila Podis e Vista Verde).

Padre Carlos faz profissão de fé ao ser apresentado como novo administrador, no dia 21 de novembro.

Os missionários dessa congregação chegaram na arquidiocese de Pouso Alegre em maio de 1911, a pedido de dom Antônio Augusto de Assis (2º bispo da diocese, de 1909 a 1916) para ajudar no seminário e colégio diocesano. Em 1915, os missionários deixaram as atividades em Pouso Alegre e começaram novas ações missionárias em Itajubá, Piranguçu e outras cidades nos estados de Minas Gerais e São Paulo.

Padre Carlos assina o decreto de nomeação de administrador paroquial, no dia 21 de novembro.

Além da paróquia de Santo Antônio, em Itajubá, criada em 2016, na arquidiocese de Pouso Alegre, os missionários zelam pastoralmente das paróquias dedicadas a Nossa Senhora da Soledade, em Itajubá e Delfim Moreira, desde 1915 até o presente.

Além disso, até janeiro de 2016, eles atenderam pastoralmente a paróquia de Santo Antônio, em Piranguçu, e a comunidade de Nossa Aparecida, em Marmelópolis, que naquela data também foi estabelecida como paróquia e, a partir de então, foi confiada, inicialmente, aos MSC e, depois, aos padres do clero arquidiocesano.

Padre Carlos apresentou uma mensagem aos seus paroquianos, por ocasião de apresentação como administrador. Confira a seguir:

Videomensagem do padre Carlos. Arquivo pessoal/reprodução.

 

Com informações e imagens da paróquia de Santo Antônio, em Itajubá.


Assembleia Eclesial é iniciada com missa e palestras

Missa de abertura, presidida por dom Miguel Cabrejos Vidarte, OFM, presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM) e arcebispo de Trujillo (Peru), na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México, ontem (21), iniciou a programação da Assembleia Eclesial. Primeiro dia de trabalhos aconteceu hoje (22) com palestras e atividades em grupo. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), participa das atividades.

Missa de abertura

Na solenidade de Cristo Rei, aos pés de Nossa Senhora de Guadalupe, a Igreja da América Latina e do Caribe se reuniu para abrir a primeira Assembleia Eclesial Latino-americana e Caribenha.

Na missa de abertura, dom Cabrejos afirmou que os participantes da Assembleia, mais de mil, entre os presentes na Cidade do México e aqueles que participam virtualmente, estavam lá para dar “graças a Deus por esta nova experiência de viver, sentir e participar da Igreja”.

Dom Cabrejos, na missa de abertura da Assembleia Eclesial. Foto: Prensa CELAM.

Em sua homilia, o presidente do CELAM destacou que, depois de “um longo caminho percorrido juntos, escutando a todos, sentindo o quão bom é ser membro do Corpo Místico de Cristo, protagonistas e corresponsáveis da evangelização como discípulos missionários”, abre-se a Assembleia Eclesial.

Ele rezou, pedindo a Deus que se “abra o nosso coração para nos deixarmos guiar com espírito de escuta, sinodalidade e unidade eclesial, e descobrir o que Ele quer nos dizer como Povo de Deus em caminho”.

O arcebispo peruano destacou que vê a Assembleia Eclesial como um momento de “’reavivar Aparecida’, que reafirmou a renovação conciliar, contribuindo para uma segunda recepção do Vaticano II no novo contexto em que vivemos”. Retomando o papa Francisco, ele afirmou que Aparecida tem muito a nos oferecer.

Dom Cabrejos insistiu dizendo que a Assembleia Eclesial é histórica, “pois, em vez de se ter realizado a VI Conferência Geral dos Bispos, o papa Francisco propôs a Assembleia Eclesial, integrada por representantes de todo o Povo de Deus”.

Para o arcebispo peruano, a Assembleia é plenamente eclesial, pois não participam apenas os bispos. Com ela, “nos irmanamos na diversidade de ministérios e carismas”, disse ele.

Além disso, dom Cabrejos relacionou a Assembleia com o tema da sinodalidade. A Assembleia Eclesial “inaugura um novo organismo sinodal em âmbito continental, que situa a colegialidade episcopal no caminho da sinodalidade eclesial, expressão da vinculação do bispo com o Povo de Deus na sua Igreja local, e da concepção da Igreja universal como uma ‘Igreja de Igrejas locais’, presididas na unidade com o bispo de Roma, com Pedro e sob Pedro”, explicou o presidente do CELAM.

Diante da imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, dom Cabrejos reconheceu que a Virgem Maria de Tepeyac representa todas as invocações que sustentam a vida e a identidade dos povos latino-americanos e caribenhos. Ele rezou pedindo que a Guadalupana mostre o rosto e a vontade de Cristo nesta etapa de encontro presencial e virtual, o caminho que Deus deseja para sua Igreja na região latino-americana e caribenha.

Em sua prece, o arcebispo peruano pediu a Virgem Maria docilidade para que seja assumido o processo de conversão permanente, em comunhão com o Concílio Vaticano II e o papa Francisco, no caminho do Sínodo sobre a sinodalidade e no significado das exigências pastorais rumo ao jubileu do aparecimento da Virgem de Guadalupe (2031) e da Redenção (2033).

Por fim, dom Cabrejos insistiu que, nos vulneráveis, Cristo continua crucificado e que vivemos uma hora difícil e complexa, na qual são difíceis a unidade na diversidade e o acompanhamento de todo o Povo de Deus.

A todos os participantes, o arcebispo peruano pediu o dom da escuta, que leve a sair das reduzidas posições particulares; o acercamento dos irmãos e irmãs para que busquem a Deus em comum e em comunhão e a abertura dos corações a interculturalidade, sem medo e nem dúvidas, como São João Diego.

Veja na íntegra vídeo da missa de abertura da Assembleia Eclesial.

Leia na íntegra a homilia de dom Cabrejos (em espanhol).

Lançamento do hino oficial

Antes da missa de abertura, em nota e em seu canal no YouTube, o CELAM lançou o hino oficial da Assembleia Eclesial, disponível em espanhol e português, intitulado “Discípulos missionários em saída”.

O hino foi composto pelo cantor e compositor equatoriano Juan Morales Montero, graduado em Filosofia pela Universidade Católica do Equador e autor de mais de 500 canções publicadas em 23 anos de carreira musical.

Juan Morales Montero, compositor do hino da Assembleia. Foto: Prensa CELAM.

O autor se inspirou no Documento de Aparecida e no caminho sinodal incentivado pelo papa Francisco. Juan Morales espera que todos vivam e celebrem a alegria da missão cantando e que o hino, cheio de esperança, solidariedade e de Igreja, una a todos.

Veja vídeo em português do hino oficial da Assembleia.

Mensagem do papa Francisco

Ontem (21), também foi divulgada mensagem do papa Francisco para os participantes da Assembleia Eclesial. Ele destacou duas perspectivas: a escuta e o transbordar.

Sobre a escuta, destacou o papa: “Em uma Assembleia, o intercâmbio facilita escutar a voz de Deus para escutar com Ele o clamor do povo, e escutar o povo para respirar com ele a vontade que Deus nos chama. Peço-lhes que procurem escutar-se mutuamente e escutar os clamores dos nossos irmãos e irmãs mais pobres e esquecidos”.

Papa Francisco enviou mensagem aos participantes da Assembleia Eclesial. Foto: Prensa CELAM.

Sobre o transbordar, Francisco explicou: “O discernimento comunitário requer muita oração e diálogo para poder achar juntos a vontade de Deus, e também requer encontrar caminhos superadores que evitem que as diferenças se convertam em divisões e polarizações. Nesse processo, peço ao Senhor que a Assembleia seja expressão do transbordar do amor criativo do Espírito, que nos impulsiona a sair sem medo ao encontro dos demais e que anima a Igreja para que, por um processo de conversão pastoral, seja cada vez mais evangelizadora e missionária".

Leia na íntegra a mensagem do papa Francisco para os delegados da Assembleia Eclesial (em espanhol).

Primeiro dia de trabalhos

Hoje (22), aconteceu o primeiro dia de atividades presenciais e virtuais dos participantes da Assembleia Eclesial.

Às 11h, os delegados participaram de oração inicial e de palestra de boas-vindas com dom Miguel Cabrejos, presidente do CELAM. Em seguida, houve pronunciamento do cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os bispos.

Falou também dom Rogelio Cabrera, presidente da Conferência Episcopal Mexicana (CEM). O bispo mexicano destacou que todo o México está à escuta da América Latina e do Caribe que fala, ama, ri e quer caminhar para frente. Ele reconheceu também que os delegados são como anjos e mensageiros de boas notícias para o México.

Dom Rogelio Cabrera, presidente da CEM, dá boas vindas aos delegados da Assembleia. Foto: Prensa CELAM.

A primeira reflexão foi feita por padre Fidel Oñoro, CJM, biblista eudista colombiano, sobre a centralidade de Jesus Cristo e da sua Palavra na ação pastoral. Para ele, a reflexão bíblico-teológica constitui um elemento importante no caminho da Igreja, pois fundamenta a vida pastoral.

Padre Fidel Oñoro, CJM, faz a primeira reflexão da Assembleia, no dia 22 de novembro. Foto: Prensa CELAM.

O padre colombiano questionou os presentes: “Por que estamos aqui?, A que nos convoca e marca esta Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe, sempre em comunhão com a Igreja inteira? Por que existe tudo o que temos? Por que há a Palavra de Deus? Por que há Igreja?, Por que somos chamados? Por que falamos de missão? Por que nos empenhamos em um discernimento comunitário? De onde vem? Qual é a sua fonte? A que se propõe fundamentalmente?”.

O padre eudista destacou que “a Escritura se situa em um horizonte vital, que traz o plano salvador de Deus, que nos abre janelas de observação e compreensão mais profunda, que nos tira do analfabetismo espiritual”. Ele falou também que, na Bíblia, “lemos os códigos da intervenção criadora, libertadora e sempre construtora de Deus na história” e nela “temos luz para perceber os caminhos do Espírito dentro nas tribulações que vivemos”.

No final da tarde, aconteceu uma mesa redonda entre o cardeal Óscar Andrés Rodríguez Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Honduras); a irmã Birgit Weiler, HMM, e Maurício Lopes sobre o caminho da Assembleia Eclesial.

“Para muitos de nós que participamos do processo de escuta, esta tem sido uma experiência viva de sinodalidade. Em minha opinião, foi uma graça que, no total, quase 70 mil pessoas participaram do processo. Os esforços de indivíduos, comunidades e organizações eclesiais para alcançar também muitas pessoas nas periferias geográficas, sociais, culturais e eclesiais em meio às restrições causadas pela pandemia também contribuem muito para isso. Muito importante também foi o próximo passo de coletar e sintetizar cuidadosamente as múltiplas contribuições e publicá-las na Síntese Narrativa para que estejam disponíveis a todos. É pela primeira vez que, na Igreja da América Latina e do Caribe, as diversas vozes do Povo de Deus em nossa região têm sido tão amplamente coletadas, as vozes de homens e mulheres, crianças, jovens, membros de povos indígenas, afrodescendentes, comunidades camponesas, de pessoas de diferentes contextos urbanos, estudantes universitários, membros de comunidades LGTBIQ+, pessoas com habilidades diferentes ou especiais etc. Isso reflete o desejo de querer ser uma Igreja multifacetada, que deve ser uma característica essencial de uma Igreja sinodal. Nas reflexões e fóruns em grupo, cresceu a consciência de que o povo de Deus é composto por cada um de nós e é por isso que a voz de cada um conta”, disse a irmã Birgit.

Além das palestras, o primeiro dia de trabalhos da Assembleia teve trabalhos em grupos, reflexões, sistematizações, testemunhos, roda de imprensa e oração do terço.

Cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo e primeiro vice-presidente do CELAM; irmã María Dolores Palencia (CELAM); padre Leo Peréz (Conferência Episcopal dos Estados Unidos) e Ligia Elena Matamoros, jovem da Pastoral da Juventude da Costa Rica, participam de roda de imprensa, no dia 22.

Dom Majella, arcebispo metropolitano, está participando virtualmente das atividades da Assembleia e destacou que os trabalhos em grupo estão sendo muito oportunos para partilha de esperanças e preocupações com a Igreja e a sociedade. Para ele, tem sido muito destacado o valor da escuta como elemento importante para a sinodalidade da Igreja.

Dom Majella registra sua participação em grupo da Assembleia Eclesial, no dia 22, com mais de 400 delegados. Foto: arquivo pessoal.

Com imagens e informações de Prensa CELAM.


#Reflexão: 1º Domingo do Advento (Ano C – 28 de novembro)

A Igreja inicia novo ano litúrgico neste domingo (28), celebrando o 1º Domingo do Advento. Reflita e reze com a liturgia deste dia.

1ª Leitura – Jr 33,14-16

Salmo – Sl 24,4bc-5ab.8-9.1014 (R.1b)

2ª Leitura – 1Ts 3,12-4,2

Evangelho – Lc 21, 25-28.34-36

Acesse aqui as leituras.

 

VINDA DE JESUS, DIA DE ALEGRIA E LIBERTAÇÃO

Com este domingo, a Igreja inicia um novo tempo de reflexão e meditação. O Advento e o Natal nos oferecem mais uma vez a oportunidade de mergulharmos no passado em relação a tudo o que aconteceu com Jesus, desde antes do seu nascimento. As leituras nos apresentam um convite a sairmos de nossas cidades, nos dirigirmos à periferia de uma vila, a contemplar uma família com um recém-nascido. O Natal nos questiona e balança nossas estruturas que se apresentam tão seguras e suficientes. Por que Deus escolheu nascer em uma realidade com quase nada daquilo que desejamos e esperamos? Teremos oportunidade de aprofundar este mistério mais adiante.

No Advento, as leituras nos ajudam a entender muita coisa do passado, mas também nos lembram de nossas esperanças em relação ao futuro. Na primeira leitura, Jeremias nos traz uma profecia sobre o Messias. Na boca do profeta, Deus nos fala que um dia surgirá alguém da casa de Davi: um rebento pequeno e frágil, mas que trará a promessa de vida. Ele portará a todos: justiça, segurança e estabilidade da parte de Deus.

Em Jesus, cumprem-se todas as promessas do passado. Ele plantou em nossa história - e já está germinando - um reino diferente: humano e divino. Os primeiros cristãos, desde o início, entenderam que a história iniciada por Jesus desde o seu nascimento (mas, sobretudo com a Sua Ressurreição) desencadeou na história um momento novo. O mundo e tudo que existe estão caminhando em uma direção: para o encontro final com Deus. Muitos acreditam que a história faz o seu percurso sem Deus e que os acontecimentos ao nosso redor são fruto do mero acaso. Porém, para nós que cremos, é Deus quem governa tudo e todas as coisas!

Os primeiros cristãos tinham entendido isso desde o início, por isso - como vemos na segunda leitura - Paulo sugere a seus irmãos na fé a avançarem ainda mais na caridade mútua, tornarem-se irrepreensíveis e santos na presença de Deus, pois um dia Jesus virá com toda sua glória, com todos os seus santos. Enquanto o dia da manifestação plena de Jesus na história não chega, Paulo nos convida a procedermos como agrada o Senhor.

Jesus, no Evangelho de Lucas, nos adverte sobre a sua vinda (como Filho do Homem sobre as nuvens), mas, principalmente, o que tudo isso deve significar para nós que cremos Nele.

No início, Jesus disse que “haverá sinais” nos astros. Sinal é algo que representa outra coisa, que é sutil, e, por isso, nem sempre muito evidente. Porém, quem tem sensibilidade consegue enxergar mais a fundo e além, como um médico ao examinar um paciente: cada sintoma significa algo e a soma deles dão a entender um prognóstico. Tais sinais serão vistos no Sol, na Lua e nas estrelas. Naquele tempo, os grandes impérios possuíam divindades ligadas aos astros (o Império Romano adorava o deus Sol). Essa referência aos astros sugere que os poderosos seriam destronados de seus poderes.

Esses astros representavam para o povo da época de Jesus tudo aquilo que era estável e fixo. Entre tantas dúvidas, a única certeza que se possuía era que, após o pôr do Sol, viria a noite e, depois, viria o dia. As pessoas estavam convencidas que o mundo não iria mais mudar: tudo tinha se estabilizado e se tornado perene. Ainda hoje, temos muitas pessoas que pensam que o mundo não terá outro destino e que a história não terá um desfecho final, pois tudo se tornou definitivo, imutável, sendo os homens os governantes do destino da terra. Isso é uma falsa sensação de estabilidade, pois a história está em constante mudança e um dia terá sua conclusão.

Jesus alerta que, para aqueles que estão ligados a esta estabilidade do mundo onde nem Deus e nem a humanidade fazem parte, a proximidade do encontro com Deus, que se antecipará com a vinda do Filho do Homem, terá dias de aflição, angústia, medo ao extremo diante do abalo das forças deste mundo. Assim, nós estamos caminhando para um tempo de plena realização da vontade de Deus, no qual a humanidade será o valor principal neste mundo e as forças negativas e os maldosos vão desaparecer. O mundo, que decretou o abandono de Deus, está em ruinas e sem direção, mas, na realidade, sabemos que tudo está nas mãos de Deus Pai!

Este tempo de profundas mudanças deverá ser para nós um tempo de alívio e consolo. Jesus convida seus discípulos a se alegrarem e levantar a cabeça, pois, para todos que creem Nele, será um tempo de alegria e de libertação. De fato, sabemos que não é fácil ser cristão e praticar os valores deixados por Jesus. Não somente aqueles que estão a serviço do mal, mas até cristãos tentam convencer a todos que a estabilidade deste mundo (tecnologia, riquezas, poderes terrenos...) é o único bem de que dispomos.

Para nos ajudar em nosso caminho, Jesus procura nos orientar e nos exorta a estarmos atentos: Vigiai! Para que o nosso coração não seja como daqueles que não têm Deus e perderam a esperança, pois se tornaram pesados e tristes, não devemos viver como os pagãos, dados aos vícios e escravos de coisas materiais. Sabemos de nossas responsabilidades e quantas preocupações diárias possuímos, mas nada disso deve pesar em nosso coração, pois sabemos que tudo está sendo governado por Deus, inclusive a vida de cada pessoa que se entrega em Suas Mãos. Devemos estar atentos para não viver e esperar somente as coisas deste mundo. Que não sejamos pegos de surpresa, como em uma emboscada ou em um laço. Nem as seduções e nem o mal presentes no mundo devem nos desviar do caminho deixado por Jesus.

Por fim, Jesus nos deixa a receita principal: vigiar em todo o tempo e rezar sempre. A oração deve nos colocar sempre em comunhão com nosso Deus, nos tornar íntimos Daquele que possui e comanda tudo que existe. Mais do que pedir que Deus venha em nosso auxílio e em nosso socorro, a prece pessoal e comunitária deve nos ajudar, a cada dia, a nos entregarmos aos poucos e constantemente a Ele, enquanto estamos neste mundo até quando estivermos definitiva e eternamente nos braços e junto ao coração Dele.

Faça o download da reflexão em .pdf.


Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas é celebrado no Setor Fernão Dias

Na paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí (MG), aconteceu hoje (21) o encontro setorial de lideranças leigas das pastorais e movimentos e dos padres das paróquias do setor pastoral Fernão Dias.

Esse setor é composto pelas paróquias presentes nas cidades de Estiva, Bom Repouso, Senador Amaral, Córrego do Bom Jesus, além da cidade sede do evento.

Cristãos leigos rezam o terço no encontro setorial.

O encontro foi motivado pelo Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas e contou com momento de formação sinodal, realizado pelo padre Dirlei Abercio da Rosa.

Padre Dirlei fala sobre o sínodo, sinodalidade e a missão dos cristãos leigos e leigas na Igreja.

No final da tarde, os participantes rezaram o terço e participaram de missa em ação de graças pelo ano pastoral 2021.

Os padres Jésus Benedito dos Santos, Robson Aparecido da Silva, Leonardo Almeida Pereira, Antônio Brentegani, Francisco Carlos Neto, José Cândido de Andrade e José Setembrino de Melo concelebraram a missa de encerramento do encontro setorial.

Veja na íntegra a palestra do padre Dirlei.

 

Com informações do padre Robson Aparecido da Silva e imagens das redes sociais da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí.


Assembleia Eclesial tem início nesta semana no México

De 21 a 28 de novembro, acontecerá a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe na Cidade do México. Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo metropolitano, está entre os delegados do evento. Confira a programação e participe dos eventos abertos, que serão transmitidos on-line.

“Todos somos discípulos missionários em saída” é o tema da assembleia, que deseja fazer memória do Documento de Aparecida e aprofundar a vivência atualmente de seus desafios propostos à Igreja latino-americana e caribenha em 2007.

Em 2021, até o final do mês de agosto, aconteceu a fase de escuta do Povo de Deus, com a participação de mais de 70 mil pessoas de todo o continente por meio do questionário on-line de escuta. A assembleia é o primeiro grande evento eclesial da era pós-COVID-19.

Assista ao trailler do hino da assembleia, que será lançado dia 21 de novembro.

Participarão da assembleia 1000 delegados, sendo 400 leigos, 200 religiosos, 200 presbíteros e diáconos e 200 bispos. O evento acontecerá de forma híbrida e seus participantes pertencem às (arqui)dioceses da América Latina e do Caribe. Entre eles, 80 estarão de modo presencial na Casa Lago, na sede da Conferência Episcopal do México (CEM), na Cidade do México. Os outros delegados participarão de forma virtual.

Conheça a Casa Lago.

De 21 a 28 de novembro, acontecerá a Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe na Cidade do México. Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo metropolitano, está entre os delegados do evento. Confira a programação e participe dos eventos abertos, que serão transmitidos on-line.

Dom Majella será um dos delegados escolhidos para a assembleia, representando o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as (arqui)dioceses de Minas Gerais. A arquidiocese de Pouso Alegre também estará representada pela participação do cristão leigo Laudelino Augusto dos Santo Azevedo, como assessor da Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato da CNBB. Laudelino é membro da paróquia São José Operário, comunidade Santa Isabel, em Itajubá (MG).

Laudelino participa de live de realizada pela arquidiocese sobre a Assembleia Eclesial, no dia 3 de agosto. Participaram também Lucas Miguel (Congonhal/MG), padre Thiago (Comissão Arquidiocesana de Animação da Assembleia), Fernanda (Pouso Alegre/MG), Vinícius, Sônia e Michele (Comissão Nacional de Animação da Assembleia).

Amanhã (21), às 14h (horário de Brasília), será a missa de abertura da assembleia, presidida por dom Miguel Cabrejos, OFM, presidente do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM), na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México.

Laudelino e membros da Comissão Nacional de Animação da Assembleia Eclesial rezam a oração preparatória para o evento. Vídeo: site oficial da assembleia.

Na programação, haverá momentos de oração, ato inaugural, boas-vindas, mensagem do papa Francisco, palestras, trabalhos em grupo, reflexões, testemunhos dos delegados, missas, hora santa e orações do terço.

Basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, Cidade do México, onde ocorrerá a Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe. Foto: Site oficial da assembleia.

Serão apresentados os seguintes temas na assembleia: “A centralidade de Jesus Cristo e sua Palavra na ação pastoral”; “A conversão pastoral integral e os quatro sonhos proféticos”; “A Igreja em saída missionária”; “Da Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe para o Sínodo da sinodalidade” e “Sinodalidade do Povo de Deus”.

Veja a programação completa. Participe dos eventos com “Señal abierta”.

As sessões abertas e transmitidas on-line poderão ser acompanhadas ao vivo em https://asambleaeclesial.lat/en-vivo/.

A assembleia poderá ser acompanhada também em seu canal no YouTube.

Os horários presentes na programação disponibilizada acima já são correspondentes ao fuso horário de Brasília.

Quadro com o manto (tilma) de São João Diego, na qual está estampada a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe, exposta para veneração dos fiéis, na Cidade do México, em sua basílica. Foto: site oficial da assembleia.

O encerramento da assembleia será no próximo domingo (28), às 14h (horário de Brasília), com a Missa presidida pelo delegado do papa Francisco, na basílica de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México.

Para celebrar o início da Assembleia Eclesial, a arquidiocese de Pouso Alegre irá realizar momento de oração virtual sobre a espiritualidade do encontro, em seu canal no YouTube, amanhã, domingo (21), às 16h.

Participarão na live: padre Thiago de Oliveira Raymundo (Comissão Arquidiocesana de Animação da Assembleia Eclesial), Suzana Coutinho (membro da paróquia Senhor Bom Jesus – catedral de Pouso Alegre e da Comissão de Animação do Sínodo dos Bispos), irmão José Luis Esquibel, lassalista (México), e Patrícia Ribeiro (paróquia São José Operário, de Itajubá).

Eles irão rezar a passagem bíblica dos discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35) e meditarão o tema "Espiritualidade do Encontro". Acompanhe aqui.

Divulgação da live "Momento de Oração", realizada pela arquidiocese de Pouso Alegre, por ocasião do início da Assembleia Eclesial.

 


Missionários claretianos celebram 120 anos de atividades na arquidiocese

A Congregação dos Missionários Claretianos (CMF) completou 120 anos de atividades missionárias na arquidiocese de Pouso Alegre (MG) no dia 21 de novembro. Missas foram celebradas no tríduo e no dia da festa para comemorar esse aniversário.

Essa congregação é composta por padres religiosos, conhecidos como claretianos. Na arquidiocese, eles colaboram na paróquia do Imaculado Coração de Maria, cuja igreja matriz é santuário arquidiocesano, em Pouso Alegre. O padre Luiz Francisco Marvulo é pároco e reitor do santuário. São vigários paroquiais os padres Francisco de Barros Nunes e José Maria Collell Fargas.

Dom Majella agradece e parabeniza os padres claretianos Luiz Francisco, Francisco e José Maria, na missa festiva pelos 120 anos da presença da congregação desses missionários em Pouso Alegre, no dia 21 de novembro.

O aniversário da missão dos claretianos na arquidiocese está sendo celebrado com missas. No domingo (21), às 10h, foi celebrada a última missa da programação festiva do aniversário dos 120 anos, presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, arcebispo metropolitano.

Dom Majella, em sua homilia, dia 21 de novembro, na missa festiva em ação de graças pelos 120 anos dos claretianos em Pouso Alegre.

Na sua homilia, o arcebispo agradeceu aos missionários claretianos e rezou para que eles continuem por muitos e longos anos na arquidiocese com espírito missionário.

"É nesse olhar que temos para com Jesus que eu os convido para olharmos esta família dos Missionários Claretianos, que chegou aqui na nossa arquidiocese. Hoje, o nosso olhar é de gratidão! O nosso gesto é de dizer ‘Muito obrigado!’ a esta família dos Missionários Claretianos. Aqui chegaram, inicialmente, por causa de uma grande simpatia que dom Nery, o nosso primeiro bispo, tinha para com os missionários de Nossa Senhora", disse dom Majella.

Padres Luiz Francisco, José Maria, Francisco e Lucas Crispim concelebram missa no primeiro dia do tríduo festivo em ação de graças pelos 120 anos dos claretianos em Pouso Alegre, em 18 de novembro.

A congregação foi fundada na Espanha em 1849. Em 1895, chegaram ao Brasil os primeiros claretianos, tendo como destino São Paulo (SP). Inicialmente, havia 10 missionários. No dia 19 de novembro, foram comemorados os 126 anos dessa chegada. Em 1899, os claretianos fundaram em Campinas (SP) a segunda comunidade no Brasil.

Padres José Maria e Francisco, cônego Vonilton e padre Luiz Francisco, no 2º dia do tríduo, no dia 19 de novembro.

Em 1901, os claretianos chegaram em Pouso Alegre, fundando a terceira casa claretiana no país. No dia 21 de novembro de 1901, estabeleceram-se os três primeiros missionários claretianos na então diocese de Pouso Alegre. Inicialmente, eles ficaram hospedados em uma casa cedida pelo bispo, até que pudessem edificar uma igreja.

Padre Luiz Francisco Marvulo, pároco e reitor do santuário, reza diante da imagem de Nossa Senhora do Imaculado Coração, em agosto de 2021.

No dia 08 de dezembro de 1901, com missa solene na catedral do Bom Jesus, os claretianos foram oficialmente acolhidos na diocese. Após a missa, dom João Batista Corrêa Nery, primeiro bispo da diocese, abençoou a capela provisória na qual os claretianos exerceram as funções religiosas até a inauguração de sua igreja oficial, onde hoje é o santuário.

Dom Majella reza diante da imagem de Nossa Senhora do Imaculado Coração, no santuário, em agosto de 2021.

Em meados de 1905, foi concluída a construção da igreja do Coração de Maria, organizada por uma comunidade. Em 07 de dezembro de 1905, foi dada a bênção nessa igreja.

Imagem da padroeira do santuário do Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre.

Em 1957, foi construído um prédio, anexo à casa dos claretianos, para ser o seminário da congregação, o qual acolheu diferentes etapas formativas e funcionou até 2016.

Dom Majella celebra missa em agosto de 2021 no santuário do Imaculado Coração de Maria. Padre Francisco e Luiz Francisco concelebram.

Em 1976, ao celebrar os 75 anos da chegada dos missionários claretianos em Pouso Alegre, a igreja do Imaculado Coração de Maria foi elevada à categoria de igreja matriz, inserida em uma nova paróquia, que foi desmembrada da paróquia do Bom Jesus e formada por comunidades urbanas e rurais.

Em 08 de dezembro de 2013, a igreja matriz foi oficialmente declarada como santuário arquidiocesano, dedicado ao Imaculado Coração de Maria.

 

Leia trecho da homilia de dom Majella (21 de novembro de 2021).

 

Com informações do padre Luiz Francisco Marvulo, CMF, e imagens das redes sociais do santuário.


Prêmio para comunicadores eclesiais é criado em homenagem a padre Andrey

Dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora (MG) e referencial da Comissão para a Comunicação e Cultura do Regional Leste 2, apresentou ontem (17) à noite na Assembleia de Pastoral do Leste 2 a criação do Prêmio de Comunicação Padre Andrey Cássio Nicioli Silva, que será oferecido anualmente a comunicadores eclesiais como reconhecimento por relevantes trabalhos em prol da evangelização.

Dom Gil apresenta a criação do Prêmio Padre Andrey Nicioli na Assembleia de Pastoral do Leste 2, em 17 de novembro. Foto: arquivo pessoal de padre Edson Aparecido da Silva.

A ideia do prêmio foi apresentada na última reunião regional da Pastoral da Comunicação (Pascom), no dia 15 de novembro, ocorrida de forma híbrida e com a participação de dom Gil e dos coordenadores e assessores eclesiásticos provinciais dessa pastoral. Padre Thiago de Oliveira Raymundo, representando a província eclesiástica de Pouso Alegre, participou da reunião em que foi proposta a premiação. Em março de 2022, será lançado o regulamento da premiação, que está em fase de elaboração.

Dom Gil e participantes da reunião da Pascom do Regional Leste 2, no dia 15 de novembro. Foto: arquivo pessoal de padre Thiago.

O prêmio será uma homenagem ao padre Andrey, falecido há 1 mês devido a complicações após um transplante de medula óssea. O sacerdote era membro do clero arquidiocesano, jornalista e assessor eclesiástico da Pastoral da Comunicação na arquidiocese e no Regional Leste 2.

Saiba mais sobre o falecimento de padre Andrey.

Veja a despedida da arquidiocese de Pouso Alegre de padre Andrey.

Acontecem hoje (18), às 19h, ocorrerão celebrações eucarísticas na arquidiocese de Pouso Alegre em sufrágio de padre Andrey, por ocasião dos 30 dias de seu falecimento. Participe das missas pelos links a seguir.

Acompanhe a missa da paróquia de São José Operário, em Pouso Alegre.

Acompanhe a missa da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata.