Regional Leste 2 da CNBB conclui assembleia de pastoral

Encerra-se hoje (18) a Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2 da CNBB, composto pelas (arqui)dioceses de Minas Gerais. O tema tratado no evento foi a formação inicial e permanente do clero.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.SS.R, arcebispo metropolitano; padre Edson Aparecido da Silva, coordenador arquidiocesano de Pastoral, e padre Heraldo José dos Reis, reitor do seminário, participam do evento.

A assembleia começou na última segunda (15) e é realizado de forma híbrida. (Arce)bispos e administradores diocesanos do Regional Leste 2 estão reunidos presencialmente na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG). Bispos eméritos, coordenadores diocesanos de Pastoral, representantes da Pastoral Presbiteral, formadores e coordenadores de pastorais e movimentos participam de modo virtual.

(Arce)bispos que participam presencialmente da assembleia em Belo Horizonte. Foto: assessoria de comunicação do Regional Leste 2.

No evento, aconteceram reuniões privadas, momentos de oração e palestras sobre a formação do clero.

Padre Douglas Alves Fontes, secretário executivo do Regional Leste 1 e membro do clero da arquidiocese de Niterói (RJ), falou sobre uma pesquisa realizada em seminários. A psicóloga Luciana de Almeida Campos apresentou desafios da formação do clero e pesquisa realizada em seminários. O professor William César Castilho Pereira, psicólogo clínico e professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), expôs levantamento realizado sobre a formação sacerdotal. Por fim, dom Ricardo Hoepers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e referencial da Pastoral Familiar, descreveu um painel sobre a conjuntura eclesial e o Sínodo dos Bispos.

Além disso, os (arce)bispos do Regional Leste 2 estiveram reunidos na catedral Cristo Rei, em Belo Horizonte, para a celebração dos 25 anos de ordenação sacerdotal de dom Vicente de Paula Ferreira, C.Ss.R., bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte.

(Arce)bispos na missa em ação de graças pelos 25 anos de ordenação sacerdotal de dom Vicente, na catedral Cristo Rei, em Belo Horizonte. Foto: assessoria de comunicação do Regional Leste 2.

Hoje (18), último dia da assembleia, os participantes realizaram celebração de encerramento, com memória dos mais de 600 mil falecidos pela COVID-19 no Brasil, entre eles padres, diáconos e religiosos.

Celebração de encerramento da Assembleia de Pastoral do Regional Leste 2 hoje (18). Foto: assessoria de comunicação do Leste 2.

Foram lembrados também ministros ordenados e religiosos falecidos por autoextermínio. Estão previstas reuniões privadas na parte da manhã e a assembleia será encerrada hoje com almoço entre os participantes.

(Arce)bispos, entre eles dom Majella, padres e assessores participam de celebração de encerramento da Assembleia de Pastoral do Leste 2. Foto: assessoria de comunicação do Leste 2.

Ontem (17) à noite, dom Gil Antônio Moreira, arcebispo de Juiz de Fora (MG) e referencial da Comissão para a Comunicação e Cultura do Regional Leste 2, apresentou a criação do Prêmio de Comunicação Padre Andrey Cássio Nicioli Silva, que será oferecido anualmente a comunicadores eclesiais como reconhecimento por relevantes trabalhos em prol da evangelização.

Padre Andrey Cássio Nicioli Silva. Foto: arquivo pessoal.

A ideia do prêmio foi apresentada na última reunião regional da Pastoral da Comunicação (Pascom), no dia 15 de novembro, ocorrida de forma híbrida e com a participação de dom Gil e dos coordenadores e assessores eclesiásticos provinciais dessa pastoral. Padre Thiago de Oliveira Raymundo, representando a província eclesiástica de Pouso Alegre, participou da reunião em que foi proposta a premiação. Em março de 2022, será lançado o regulamento do prêmio, que está em fase de elaboração.

Dom Gil e participantes da reunião da Pascom do Regional Leste 2, no dia 15 de novembro. Foto: arquivo pessoal de padre Thiago.

O prêmio será uma homenagem ao padre Andrey, falecido há 1 mês devido a complicações após um transplante de medula óssea. O sacerdote era membro do clero arquidiocesano, jornalista e assessor eclesiástico da Pastoral da Comunicação na arquidiocese e no Regional Leste 2.

Saiba mais sobre o falecimento de padre Andrey.

Veja a despedida da arquidiocese de Pouso Alegre de padre Andrey.

Acontecem hoje (18), às 19h, ocorrerão celebrações eucarísticas na arquidiocese de Pouso Alegre em sufrágio de padre Andrey, por ocasião dos 30 dias de seu falecimento. Participe das missas pelos links a seguir.

Acompanhe a missa da paróquia de São José Operário, em Pouso Alegre.

Acompanhe a missa da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata.

 

A imagem destacada da notícia é dos (arce)bispos que participam presencialmente da assembleia em Belo Horizonte. Foto da assessoria de comunicação do Regional Leste 2.


Coordenadores de comissões, pastorais e movimentos avaliam atividades de 2021

Membros do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP) se reuniram no último sábado (13) para avaliação do ano pastoral 2021.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, padre Edson Aparecido da Silva, coordenador arquidiocesano de Pastoral, coordenadores leigos e assessores eclesiásticos das comissões, pastorais e movimentos da arquidiocese participaram da reunião, que aconteceu de modo virtual.

Diversos assuntos pastorais foram apresentados no encontro. Suzana Coutinho falou sobre a programação das atividades diocesanas do Sínodo dos Bispos 2021-2023. Padre Mauro Ricardo de Freitas expôs os preparativos para o 1º Sínodo Arquidiocesano. Cristina e Lucimara partilharam as atividades do Jubileu dos 60 anos da arquidiocese. Messias Félix falou sobre o 5º Dia Mundial dos Pobres.

Além disso, os coordenadores das comissões, pastorais e movimentos partilharam êxitos e dificuldades de suas ações para avaliação do ano pastoral 2021.

Dom Majella acolheu as considerações dos coordenadores e apresentou questionamentos sobre o “rosto pastoral” da arquidiocese, que adquiriu novos contornos com a pandemia da COVID-19.

Leia na íntegra as considerações de dom Majella.

O arcebispo falou sobre a pandemia da COVID-19, o 5º Dia Mundial dos Pobres, o Dia dos Cristãos Leigos e Leigas e o Sínodo dos Bispos 2021-2023.

Dom Majella apresenta considerações no encerramento do Ano Pastoral 2021.

Ao final de sua exposição, dom Majella apresentou nomes de novos assessores de comissões e pastorais da arquidiocese. Padre Marcos Roberto da Silva será o coordenador da Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL); padre Luciano Aparecido Pereira, o assessor eclesiástico para a Pastoral Bíblico-Catequética, sendo coordenadora leiga a catequista Kelly Prado, e padre Robson Aparecido da Silva, o assessor eclesiástico do Setor Juventude.

Dom Majella agradeceu aos padres Vanildo de Paiva, Tiago da Silva Vilela e Marcos Eduardo Caliari e à catequista Maria Cristina Souza, que trabalharam nos últimos anos nessas comissões e pastorais.

Por fim, o arcebispo reconheceu o empenho da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral em 2021, nas pessoas do padre Edson, coordenador, e da Lucimara, secretária, e o envolvimento de todos os padres e leigos com a pastoral arquidiocesana.

Padre Edson Aparecido da Silva, coordenador arquidiocesano de Pastoral, media o encerramento do Ano Pastoral 2021 na reunião do CAP.

Em 2022, os membros do CAP se reunirão de modo virtual nos dias 5 de fevereiro, 7 de maio e 5 de novembro. No dia 13 de agosto, a reunião desse conselho será presencial.

 

Com informações e imagem da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral.


#Reflexão: Solenidade de Cristo Rei (Ano B – 21 de novembro)

A Igreja celebra neste domingo (21) a Solenidade de Cristo Rei. Reflita e reze com a liturgia deste dia.

1ª Leitura – Dn 7,13-14

Salmo – Sl 92, 1ab.1c-2.5 (R.1a)

2ª Leitura – Ap 1,5-8

Evangelho – Jo 18,33b-37

Acesse aqui as leituras.

 

SOLENIDADE DO CRISTO REI

Jesus nunca apreciou nenhum título que estivesse ligado às estruturas deste mundo. Até mesmo a designação de “Messias”, Ele não gostava, pois estava cheia de ideias semelhantes aos reinos que todos conheciam. Mas Jesus Cristo é um rei diferente, que está muito além de qualquer concepção conhecida. Ele proclamou e pediu que fosse anunciado o “Reino de Deus”, onde Ele reina para sempre sobre todo o universo.

A celebração deste domingo conclui a caminhada litúrgica da Igreja, momento oportuno de também nos lembrarmos da nossa jornada neste mundo. Tudo que nós conhecemos e todo o universo encontram-se em uma grande viagem na qual um grande encontro nos espera. A existência humana possui Jesus Cristo como centro, por isso Nosso Senhor não é “mais um” rei (como tantos de nossa história), mas o Rei do Universo.

O profeta Daniel (1ª leitura) já tinha profetizado este momento onde tudo que é terreno seria subjugado definitivamente por aquele que virá com as nuvens. Vir do céu é vir de Deus. Os reis conhecidos na história lutaram para manter-se no poder que era colocado ao seu único e exclusivo interesse. Reis se tornam grandes, ricos e famosos, dominando sobre todos e matando seus opositores. Aquele que vem com as nuvens é “Filho do Homem”. Esse é um modo bíblico de falar que o Reino dos Céus terá como centro o ser humano e não bestas como o próprio Daniel compara os impérios que todos conheciam. Como o “Filho do Homem” vem de Deus, Ele terá todo o poder acima de qualquer reino terreno, pois é um poder eterno, que jamais terá fim e nunca será destruído.

Jesus sempre utilizava a expressão “Filho do Homem” para representar a Si mesmo e a sua missão. Mas, as pessoas e até mesmo os discípulos - antes de sua paixão e ressurreição - imaginavam que Jesus iria instaurar mais um reino nesta terra, um reino conforme o que foi criado pelo grande rei Davi. Somente após a ressurreição e com o dom do Espírito Santo, os discípulos e apóstolos compreenderam que tudo era diferente. Lembra-nos o autor do Apocalipse (2ª leitura) de que Jesus Cristo é a testemunha fiel (do projeto de Deus) e, com sua ressurreição dos mortos, constituiu-se soberano rei da terra. Os reis lutaram e venceram outros reis. Jesus lutou e venceu o maior inimigo da humanidade: a morte. Mas sua missão não terminou com a Ascensão aos céus. Ele virá uma próxima vez para instaurar seu Reino Definitivo sobre o mundo. Todos irão vê-Lo (justo e inimigos). Jesus Cristo, desta forma, é o centro da existência humana. Nele, compreendemos todo o passado, o presente e o futuro.

No Evangelho deste domingo, compreendemos melhor a realeza especial de Jesus Cristo. A cena se passa após a prisão de Jesus em Jerusalém. O local era o palácio onde a autoridade romana exercia o seu poder de juiz e rei. Pilatos era prefeito da Judeia e devia obediência ao rei da Síria. Foi uma figura de segundo plano no cenário romano e, para o povo judeu, administrador.

João retrata a cena mostrando Pilatos preocupado e interessado por Jesus. Há duas autoridades, mas em posição e realidades diversas. Pilatos estava cercado e protegido pelo poder romano, mas estava temeroso diante de Jesus. Sua pergunta retrata muito mais o seu medo em relação à realeza de Jesus do que em relação ao motivo principal que levou os chefes judaicos a entregá-Lo. O administrador romano foi direto: “Tu és rei dos Judeus?”. Jesus poderia simplesmente dizer “não”, mas procurou responder com outra questão. Duas eram as ideias possíveis sobre Jesus como rei: os judeus acreditavam na vinda de um novo “messias” (palavra que significa “ungido” e estava ligada ao rei Davi) que iria resgatar o reino de Israel; ou um rei nos moldes conhecidos pelos romanos, com um exército e armas para conquistar e se impor.

Pilatos não responde, mas somente esclarece que Ele estava ali por causa dos chefes dos sacerdotes, os verdadeiros culpados de tudo. Jesus, então, procura esclarecer o que Ele entende como reino e realeza. Ele possui um reino que não [vem] é deste mundo, isto é, a origem dele não se compara a nenhum outro reino e não se limita a um determinado tempo da história.

Jesus faz um discurso que, certamente, Pilatos não entendeu e nem tinha a menor ideia do significado das palavras. O prefeito romano estava acostumado a ver reis e súditos, exércitos e armas, fortalezas e castelos, mas Jesus se apresenta como um rei diferente. De fato, Nosso Senhor não precisou de exército, pois não precisava se proteger e nem proteger bens deste mundo. Não precisava de soldados para se defender, pois Ele mesmo faria tudo por seus seguidores. Ele não precisava de poder e nem da força desta terra para fugir da morte, pois, com Sua morte, salvaria a todos. Pilatos era um homem temeroso diante de alguém que foi apresentado a ele como rei. Jesus era um homem livre e destemido, pois não tinha medo de perder nada porque estava pronto para doar tudo.

O prefeito Pilatos, então, concluiu que Jesus era rei e, mais uma vez, isso não foi negado. Nosso Senhor procurou aprofundar e esclarecer que é justamente para isso que Ele veio a este mundo, tendo como principal missão “testemunhar a verdade”. Esse é mais um conceito (ou palavras) que, possivelmente, Pilatos não entendeu. A verdade, para Jesus, não estava ligada a “não-mentira”, em sempre falar o que é correto, mas testemunhá-la: a verdade sobre quem é realmente nosso Deus e como Nosso Pai nos vê.

Sua missão nesta terra era testemunhar esses dois princípios que devem ser a marca principal do Reino de Deus, que um dia será pleno neste mundo. Jesus é sim um Rei que já governa a história, mas em nada se identifica com qualquer outro reino conhecido. O Reino de Jesus tem como lugar privilegiado o coração humano, pois, transformando cada pessoa, Jesus sabe que conseguirá transformar todo o mundo e reinar por toda a eternidade.

Faça o download da reflexão em .pdf.

Pe. Dirlei Abercio dRosa
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre,
mestre em Ciências Bíblicas (Instituto Bíblico, Roma)
e professor da Faculdade Católica de Pouso Alegre

 


Regional Leste 2 da CNBB realiza assembleia de pastoral

Nos dias 15 a 18 de novembro, acontecerá a Assembleia Regional de Pastoral do Leste 2 da CNBB, formado pelas (arqui)dioceses de Minas Gerais. Dom José Luiz Majella Delgado, arcebispo metropolitano; padre Edson Aparecido da Silva, coordenador arquidiocesano de Pastoral, e demais padres participarão do evento, representando a arquidiocese de Pouso Alegre (MG).

O evento será em formato híbrido, com os (arce)bispos e administradores diocesanos reunidos na Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte (MG). Por causa das limitações provocadas pela pandemia da COVID-19, bispos eméritos, coordenadores diocesanos de Pastoral, representantes da Pastoral Presbiteral, formadores e coordenadores de pastorais e movimentos participarão de maneira virtual.

As reflexões da assembleia serão norteadas a partir do tema “Formação inicial e permanente do clero”.

Na terça-feira (16), pela manhã, será realizada análise do “Cenário e perspectivas da pesquisa dos seminários”, com a orientação do padre Douglas Alves Fontes, secretário executivo do Regional Leste 1 e membro do clero da arquidiocese de Niterói (RJ). À tarde, a reflexão será sobre o tema “Implicações e desafios da pesquisa nos seminários”, mediada pela psicóloga Luciana de Almeida Campos.

As atividades de quarta-feira (17) serão conduzidas pelo professor Willian César Castilho Pereira, doutor pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), psicólogo clínico, professor aposentado da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e autor de livros e artigos. Ele apresentará um levantamento realizado entre os (arce)bispos. Esse dia contará ainda com um painel sobre a “Conjuntura Eclesial da CNBB, Assembleia e o Sínodo”, sob a assessoria de dom Ricardo Hoepers, bispo da diocese de Rio Grande (RS) e referencial da Pastoral Familiar.

No último dia, quinta-feira (18), o evento contará com sessões reservadas dos grupos participantes.

 

Com informações e imagem da Assessoria de Comunicação do Leste 2 da CNBB, por Xavana Jacqueline. A imagem destacada da notícia é da Assembleia Regional de Pastoral de 2019.

 


Igreja celebra o 5º Dia Mundial dos Pobres

Dioceses e paróquias de todo o mundo celebraram hoje (14) o Dia Mundial dos Pobres. No evento, o papa pediu aos fiéis que nutram a esperança, curando as dores de hoje.

O Dia Mundial dos Pobres, em 2021, completa sua quinta edição e foi celebrado com ações de solidariedade em prol dos pobres. Neste ano, o tema é “Sempre tereis pobres entre vós” (cf. Mc 14,7).

Leia a mensagem do papa Francisco para o 5º Dia Mundial dos Pobres.

No Vaticano, o papa Francisco celebrou missa na basílica de São Pedro, com a participação de mais de 2.000 pobres, para os quais foram servidas refeições após a cerimônia. Alimentos e “kits” de saúde foram entregues a famílias pobres da região de Roma. Na praça de São Pedro, foi instalada uma unidade móvel de saúde para realização de testes contra a COVID-19 e os vírus HCV (hepatite C) e HIV. As ações foram realizadas pelo Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização.

Basílica de São Pedro, missa do 33º Domingo do Tempo Comum, 5º Dia Mundial dos Pobres, celebrado hoje (14).

Na sua homilia, Francisco exortou que não se deve ter medo de olhar de perto as situações mais frágeis. Diante dos sofrimentos, o papa pediu que os fiéis sejam construtores da esperança e da compaixão.

“O Dia Mundial dos Pobres que estamos celebrando pede-nos que não viremos o rosto para o outro lado, não tenhamos medo de olhar de perto o sofrimento dos mais frágeis. Para eles, o sol, frequentemente, é obscurecido pela solidão; a lua de suas expectativas apaga-se; os sonhos caem na resignação e acaba abalada a própria existência. Tudo isso por causa da pobreza a que muitas vezes se veem constrangidos, vítimas da injustiça e da desigualdade duma sociedade do descarte, que corre apressada sem os ver e, sem escrúpulos, os abandona ao seu destino. (…) Jesus quer abrir-nos à esperança, arrancar-nos da angústia e do medo à vista da dor do mundo. Para isso, assegura-nos: ao mesmo tempo em que o sol se obscurece e tudo parece cair, é precisamente quando Ele Se faz vizinho a nós. (…) A nós é-nos pedido isto: ser, entre as ruínas quotidianas do mundo, construtores incansáveis de esperança; ser luz enquanto o sol se obscurece; ser testemunhas de compaixão enquanto ao redor reina a distração; ser presenças atentas na indiferença generalizada.”

Francisco disse ainda:

“Compete-nos, especialmente a nós, cristãos, organizar a esperança, traduzi-la diariamente em vida concreta nas relações humanas, no compromisso sociopolítico”.

Papa Francisco, em sua homilia, na basílica de São Pedro.

Na oração do Angelus, o papa agradeceu as iniciativas de solidariedade para com os pobres e lembrou que, mesmo com o desenvolvimento da humanidade, ainda existem pobres, que são sinais de Jesus Cristo.

“É verdade: a humanidade progride, desenvolve-se, mas os pobres estão sempre conosco, há sempre os pobres, e neles Cristo está presente, Cristo está presente nos pobres. Anteontem, em Assis, vivemos um momento forte de testemunho e de oração, que convido todos a retomar, isso lhes fará bem. Sou grato pelas muitas iniciativas de solidariedade que foram organizadas em dioceses e paróquias em todo o mundo”, disse o pontífice.

Papa Francisco, na oração do Angelus, na Praça de São Pedro.

Na última sexta (12), Francisco esteve em Assis, na basílica de Santa Maria dos Anjos, que contém a Porciúncula, pequena igreja de São Francisco, para se encontrar com 500 pobres. Eles deixaram testemunhos de esperança diante do papa. Em resposta, Francisco falou sobre elementos da vida de São Francisco, principalmente seus gestos de partilha com os pobres.

“Não nos esqueçamos de que a primeira marginalização que sofrem os pobres é a espiritual. Por exemplo, muitas pessoas e jovens encontram algum tempo para ajudar os pobres e levam para eles comida e bebidas quentes. Isso é muito bom! E agradeço a Deus pela sua generosidade. Mas, acima de tudo, fico feliz quando ouço que esses voluntários param para conversar com as pessoas e, por vezes, rezam com elas. Assim, nossa presença aqui na Porciúncula recorda-nos a companhia do Senhor, que nunca nos deixa sozinhos. Ele nos acompanha sempre, em cada momento da nossa vida. O Senhor está conosco! Acompanha-nos, na escuta, na oração, no testemunho que foi dado. Ele está conosco”, disse Francisco em Assis.

Papa Francisco e pobres na basílica de Santa Maria dos Anjos, em Assis, na última sexta-feira (12).

Eventos na arquidiocese

Na arquidiocese de Pouso Alegre (MG), o Dia Mundial dos Pobres foi celebrado na paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí (MG). O padre Robson Aparecido da Silva, vigário paroquial, organizou na manhã de hoje um café comunitário com moradores em situação de rua na praça próxima à igreja matriz, após a missa dominical. O evento contou com a colaboração dos vicentinos e a doação de alimentos dos fiéis.

Fiéis da paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Cambuí, realizam café comunitário com moradores de rua.

Na sua homilia, o padre falou sobre os pobres e compromisso dos cristãos com a caridade e a solidariedade. Ao final, os fiéis cantaram a música “Seu nome é Jesus Cristo”, de Jadiel Barbosa, que destaca a presença de Jesus Cristo nos pobres. Para o sacerdote, o evento foi muito emocionante e significativo, por contar com a participação expressiva dos fiéis da paróquia.

Padre Robson com participantes do café comunitário.

Em Pouso Alegre, padre Francisco José da Silva abençoou pessoas atendidas pela Pastoral de Rua, que receberam alimentos.

Padre Francisco abençoa pessoas atendidas pela Pastoral de Rua, em Pouso Alegre.

Em Santa Rita do Sapucaí (MG), participantes do projeto "Irmã Dulce" se reuniram para oferecer acolhimento e refeição para pessoas em situação de rua e famílias carentes atendidas pelos vicentinos. Esse projeto acontece aos domingos há três meses com o apoio de voluntários ligados à Associação Casa Emanuel, a qual tem como objetivo resgatar e recuperar pessoas em situação de rua.

Pessoas atendidas pelo projeto "Irmã Dulce", em Santa Rita do Sapucaí.

Com imagens do Vatican News e dos arquivos do padre Robson Aparecido da Silva, da Pastoral de Rua de Pouso Alegre e de Messias Félix. A imagem destacada da notícia traz pobres que participaram da missa com o papa Francisco, na basílica de São Pedro, hoje (14).


Arquidiocese disponibiliza Novena de Natal 2021

Coordenação Arquidiocesana de Pastoral lançou na última quinta-feira (11) a Novena de Natal. O material está disponível para download e celebração em cada família e nas comunidades, seguindo o protocolo sanitário contra a COVID-19.

Anualmente, a arquidiocese disponibiliza material próprio para a celebração da Novena de Natal nas comunidades, elaborado pela Comissão de Formação, composta pelos padres Rafael Gouveia, José Luiz de Faria Junior e Luciano Aparecido e pelos leigos João Bosco, Rita de Cássia, José Alcides e Luiz Rosa.

A novena deste ano está vinculada ao Ano de São José e tem como lema “José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo” (cf. Mt 1,20b). São propostos nove encontros que trazem temas relacionados às virtudes de São José como pai e trabalhador.

Por causa da pandemia da COVID-19, neste ano, pede-se que a novena seja feita em cada família, em pequenos grupos nas capelas das comunidades ou de modo virtual, seguindo as medidas de proteção contra a doença. A comissão que preparou o material sugere que os encontros sejam preparados com antecedência para favorecer um ambiente de acolhida e oração. Os cantos propostos nos encontros foram disponibilizados pela comissão para download. Acesse aqui as músicas.

Além disso, é proposta a concretização de um gesto concreto de solidariedade ao final da novena, como, por exemplo, uma campanha de arrecadação de alimentos, roupas ou dinheiro para doação a projetos sociais das paróquias, instituições beneficentes ou famílias carentes.

Padre Edson Aparecido da Silva, coordenador diocesano de Pastoral, destaca que a novena deve ser um tempo de encontros, de amizade e celebração da vida e da fé. “Seguindo os passos de São José, guardião da família de Nazaré, façamos uma redescoberta da festa do Natal em tempos tão difíceis com tantas perdas, incertezas e desafios que se sobrepõem em nosso dia-a-dia”, disse padre Edson.

A novena impressa está disponível nas paróquias e também para download. Mais informações estão disponíveis no blog da Coordenação Arquidiocesana de Pastoral.

Faça o download da novena em .pdf.


A morte como encontro com Deus e a morte como política de governo

“Ó morte, onde está tua vitória?”, pergunta o Apóstolo Paulo em 1ª Cor 15, 54-55.

Novembro começa com a celebração dos falecidos. E nessa celebração nos defrontamos com a nossa finitude, a que chamamos de morte. Mas o que é mesmo a morte? Como a morte tem sido interpretada? Como nos relacionamos com ela, essa personagem “não grata” que pode nos esperar em qualquer esquina ou encruzilhada da vida? Ou mesmo nas ruas e estradas retas, ou nas praças?...

São Francisco, o pobre de Assis, no século XII, a chamou de irmã. Chamar a morte de irmã é fruto de uma visão cristã do mundo como experiência de fraternidade. Afinal Jesus nos ensinou a amar até mesmo os inimigos. Não que a morte seja inimiga; na verdade, ela é bem amiga. Mas, no fundo, é temida por todos. E amar aquilo de que se tem medo não é fácil. Dizer, com convicção, “irmã morte” é um gesto de coragem. Coragem cristã que vem de uma profunda compreensão dos propósitos de Deus para nós: vida fraterna, finitude e, na finitude, a ressurreição. Vida nova!

Mas, recentemente, o filósofo camaronês Achille Mbembe disse que a morte é também política de estado. É a necropolítica, política de morte. É quando os governos decidem quem deve morrer. É nessa linha que percebemos a ausência de políticas públicas nas periferias de nossas cidades. As periferias devem morrer. Devem morrer porque são periferias, porque não produzem nem consomem, porque fizeram “as opções erradas”, segundo o pensamento do ultraliberalismo econômico. Como se lhes restassem opções a fazer. A periferia não tem méritos. Meritocracia é necropolítica. A política de morte em qualquer governo é uma estratégia meticulosamente pensada, deliberada e colocada em prática sem nenhuma piedade. A necropolítica não tem sentimentos, não vê a vida nem a história de cada um nem das comunidades. Essas são verdades não ditas e até negadas, com veemência. Mas seus sinais são visíveis, audíveis, sensíveis...

Tem uma frase meio clichê: “No mundo não cabe todo mundo”. Essa frase indica a proposta de mundo que idolatra o dinheiro, as riquezas. Um mundo que pode até falar de Deus e em nome de Deus. Mas que pensa já não precisar de Deus, pois colocou as riquezas no lugar da divindade. É um mundo que imola a vida e as vidas no altar do ídolo capital. Nesse mundo, para que uns vivam com muito, na opulência, é preciso que outros morram. Por isso o Papa Francisco afirmou no Terceiro Encontro Mundial com os Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, Bolívia, em 2015: “Essa economia (a de mercado, neoliberal, capitalista) mata” e “outra economia é possível”. Economia de Francisco e Clara. Economia solidária. Economia do cuidado com a Casa Comum e com a vida.

O mundo conta, nesse início de novembro de 2021, mais de 5 milhões vidas perdidas por causa da Covid-19, sendo seiscentas e dez mil no Brasil. Embora tendo pouco mais de 2% da população mundial, o Brasil é responsável por mais de 12% das mortes por Covid. Esses números demonstram que lidamos mal com a pandemia. Tanto o governo quanto a população têm responsabilidade pelas vidas perdidas. Somos todos e todas responsáveis pelos que sofrem as sequelas de uma enfermidade que poderia ter sido evitada. Somos responsáveis pela economia em queda, pelos sonhos que nunca se realizarão, pelos traumas que ficarão. Na pandemia, necropolítica é simplesmente deixar morrer. Deixar morrer sem ar, sem cuidados que poderiam evitar a infecção, sem vacinas. Na pandemia, a morte não é irmã. É, simplesmente, um projeto macabro e insensível.

Novembro de 2021 passará, como não poderia deixar de ser. E o que virá depois de novembro, depois de 2021, depois da pandemia? Virá a ressurreição. A ressurreição dos mortos vivos que teimaram em sobreviver à necropolítica levada a cabo em potência máxima nesses tempos fúnebres. “Resolveram nos matar, mas nós decidimos resistir”. Essa frase de resistência, por vezes ouvida nos movimentos populares, é um dos sinais da ressurreição que já se vislumbra no horizonte. Mas a ressurreição da humanidade virá do carinho afetuoso das mulheres que madrugam para ir ao túmulo do assassinado, levar mais perfume. Virá da desilusão de alguns amigos e amigas que simplesmente voltam para casa. Virá da teimosia de outros que, embora com muito medo, encontram-se reunidos a portas fechadas...

Irmã morte, que nesses tempos tem nos visitado com tanta frequência, seja sempre bem-vinda, mas não como consequência de projetos políticos contra nossos irmãos e irmãs empobrecidos. que continuam sendo crucificados com Jesus Cristo!

Pe. Paulo Adolfo Simões
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre
Secretário executivo do Centro Nacional de Fé
e Política “Dom Hélder Câmara” – CEFEP / CNBB


Membros do cabido metropolitano se reúnem para ofícios litúrgicos

Os cônegos e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, estiveram presentes ontem (08) na catedral metropolitana, em Pouso Alegre (MG), para a liturgia em sufrágio dos padres e bispos falecidos da arquidiocese.

O cabido é formado por um grupo de sacerdotes denominados cônegos, o qual é designado pelo arcebispo e desempenha funções especiais. A palavra “cabido” vem de capítulo, que significa grupo, colégio, assembleia, reunião de membros de um segmento da Igreja.

Entre as atribuições do cabido, está a missão de realizar funções litúrgicas solenes na igreja catedral, conforme previsto no cânone 503 do Código de Direito Canônico. Para o exercício dessas funções, os membros do cabido possuem lugares determinados com seu nome na igreja catedral, próximos à sede (cadeira) episcopal, e utilizam vestes próprias, segundo seu estatuto.

Dom Majella e cônegos rezam a Liturgia das Horas na cripta da catedral.

É reservada à Santa Sé a ereção de um cabido. Ao longo da história da Igreja, o cabido adquiriu funções como rezar a Liturgia das Horas com o bispo na igreja catedral e ajudá-lo nas decisões mais importantes no pastoreio de uma diocese.

O papa São Pio X, em 7 de agosto de 1905, criou o cabido diocesano de Pouso Alegre, composto por dez capitulares (membros), sendo dois deles com funções especiais de coordenação e secretariado (arcediago e arcipreste, respectivamente).

O cabido foi instalado na catedral do Bom Jesus, em 18 de janeiro de 1906. Em 14 de abril de 1962, ele foi elevado à dignidade de cabido metropolitano pela bula Qui tamquam Petrus, do papa São João XXIII.

Dom Majella e cônegos fazem memória de padres e bispos falecidos da arquidiocese.

Os atuais cônegos da arquidiocese são: Wilson Mário de Morais (arcediago), Sebastião Camilo de Almeida (arcipreste e secretário), monsenhor José Carneiro Pinto (decano), monsenhor João Aparecido de Faria, Mauro Morais, Vonilton Augusto Ferreira, Braz Tenório Rocha, José Donizete Moreira, Benedito Ramon Pinto Ferreira, Simão Cirineo Ferreira.

Na arquidiocese de Pouso Alegre, o cabido se reúne para atividades litúrgicas e espirituais. Segundo o estatuto desse colégio, os cônegos devem se reunir para funções religiosas na catedral do Bom Jesus em três momentos durante o ano: na Quinta-feira Santa, na festa da Dedicação da catedral (03 de agosto) e na segunda-feira após o dia de Finados, que, neste ano, foi ontem (08).

Cônegos e arcebispo em sua reunião em sufrágio dos padres e bispos falecidos da arquidiocese.

Nessa reunião, os cônegos e dom Majella rezaram as Vésperas pelos fiéis falecidos, especialmente os padres e bispos da arquidiocese, na cripta da catedral (local onde estão sepultados os bispos e arcebispos que trabalharam na arquidiocese de Pouso Alegre).

Na liturgia, eles fizeram memória dos padres Luís Carlos Osti, Andrey Cássio Nicioli Silva e Sebastião Teixeira Beraldo, sacerdotes falecidos desde a última reunião do cabido, em 09 de novembro de 2020. Em seguida, foi celebrada a santa missa, presidida pelo arcebispo, no altar central da catedral.

Dom Majella explica na homilia o que é cabido e qual a sua atribuição na arquidiocese.

Em sua homilia, o arcebispo apresentou os membros do cabido aos fiéis presentes na catedral e destacou que são poucas dioceses que ainda têm cabidos organizados, sendo uma graça para a arquidiocese de Pouso Alegre.

“Que sempre possamos nos sustentar com esses irmãos no sacerdócio que rezam com o bispo por toda a Igreja, especialmente os fiéis falecidos”, disse dom Majella.

Liturgia eucarística da missa concelebrada por dom Majella e cônegos.

Os cônegos Wilson, recuperando-se das consequências da COVID-19, Braz e monsenhor José Carneiro, por motivo da idade mais avançada, não puderam estar presentes e justificaram a ausência.

 

Com informações de cônego Vonilton Augusto Ferreira e imagens de Allyson Paiva e das redes sociais da paróquia do Bom Jesus.


#Reflexão: 33º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 14 de novembro)

A Igreja celebra neste domingo (14) o 33º Domingo do Tempo Comum. Reflita e reze com a liturgia deste dia.

1ª Leitura – Dn 12,1-3

Salmo – Sl 15,5.8.9-10.11 (R.1a)

2ª Leitura – Hb 10,11-14.18

Evangelho – Mc 13,24-32

Acesse aqui as leituras.

 

TUDO PASSARÁ, MENOS AS PALAVRAS DE JESUS

Estamos concluindo o ano litúrgico da Igreja: próximo domingo, celebraremos a solenidade de Cristo Rei. Mais um tempo que se conclui e, daqui uns dias, mais um ano que se encerra. Por isso, a Igreja nos convida a recordarmos o que Jesus falou sobre o final dos tempos.

As imagens que encontramos em algumas páginas da Bíblia que contam a história do “juízo final” revelam que será um momento com grandes sinais. Costuma-se utilizar a palavra “apocalipse” para indicar esse momento da história, mas tal termo é mal compreendido. “Apocalipse” significa “tirar o véu”, isto é, uma “revelação”. O cinema criou a ideia que tal palavra está associada a catástrofes e destruição, mas na realidade é um tempo novo que se aproxima que passará por grandes transformações. Será um tempo de alegria para aqueles que são de Deus.

O contexto das páginas que possuem este jeito de contar os fatos futuros é quase sempre o mesmo. Diante de um mal que se apresenta como uma grande força, a esperança e a fé revelam que Deus é sempre maior. As forças humanas maléficas podem ser grandes em relação aos mais fracos e às pessoas que creem, mas Deus é sempre maior. O Mal (diabo, satanás) tem condição de provocar muitos danos aos seguidores de Cristo, mas Deus é maior que tudo e todos. O livro do Apocalipse, dessa forma, não tem a intenção de falar somente de tragédias, mas revelar (= apocalipse) o destino da história humana.

Na primeira leitura, o texto do livro de Daniel recorda que serão tempos de desolação e tristeza, mas o mensageiro enviado do céu (anjo Miguel), protetor do povo de Deus, vai reunir aqueles que são fiéis (aqueles que estão escritos no livro da vida que está no céu). Após passarem por este mundo, no dia do grande julgamento final, todos vão ressuscitar: uns para a vida eterna, outros para a condenação. Aqueles que são de Deus, brilharão como as estrelas no céu.

Jesus, no Evangelho de Marcos, segue a mesma tradição com mais detalhes sobre o final dos tempos. Os inimigos do povo da época (os romanos) adoravam o sol, a lua e as estrelas com festas e prestavam cultos a esses deuses. No Evangelho deste domingo, Jesus fala de profundas mudanças no sol e na luz. Sua principal utilidade (iluminar) será cancelada. Estes astros cairão do céu, uma forma de dizer que esses tiranos que cultuam os astros, um dia, serão derrubados (derrotados) e, em seu lugar, surgirá o Filho do Homem. Esta figura comum em vários textos do AT significa a “humanidade”, mas, no livro de Ezequiel, adquire um significado especial: representa toda a humanidade que está ao lado de Deus. No livro de Daniel, a expressão “Filho do Homem” é utilizada em oposição aos reinos tiranos da história que são representados pelo profeta com animais ferozes e desumanos. Daniel vê que, um dia, surgirá um reino que vem do céu, um reino profundamente humano.

No Evangelho de Marcos deste domingo, o Filho do Homem virá sobre as nuvens com grande poder. Os outros “impérios tiranos” terão desaparecidos e somente o Reino pleno de Deus para a humanidade vai prevalecer. Para preparar este tempo favorável do Filho do Homem, Deus enviará para toda a terra, anjos com a missão de reunir todos aqueles que forem escolhidos por Deus. Neste texto, os anjos não são somente os seres espirituais que conhecemos, mas também pessoas (mensageiros neste mundo) que irão cumprir esta mesma missão.

Nosso Senhor lembra alguns sinais de quando este tempo estará próximo. Primeiro, ele lembra que a figueira é a última planta que dá sinais da proximidade do verão. Conforme uma figueira se modificava, sabia-se se a próxima estação estava para chegar. O exemplo que Jesus nos dá é um convite a sermos sensíveis e capazes de perceber os sinais, ao nosso redor, da proximidade do tempo do Reino do Filho do Homem.

O mundo pode ter o seu caminho e achar que está fora do projeto de Deus, mas não é assim. Nós todos estamos dentro de um grande projeto de plenitude do bem que Deus sempre planejou para todos nós. A história não está sem rumo e sem destino, mas tudo está caminhando para um grande final onde o bem vai prevalecer para sempre e o mal, com todas as suas representações e raízes, será eliminado para sempre. Nós, cristãos, somos a geração nova que nasce de Cristo com sua morte e ressurreição. Tudo vai passar, mas não as palavras de Jesus. Até o final dos tempos, aqueles que forem dignos farão parte deste novo momento da história que o Apocalipse chama de “Nova Jerusalém”. Povos e reinos tiranos desaparecerão da terra (“astros que caem”), mas o Reino de Céus, que possui a nova geração de Cristo, jamais será vendido, pois é sustentado por Deus.

Tragédias e catástrofes, que sempre tivemos, infelizmente, ainda nos acompanharão até quando o Reino Definitivo planejado por Deus acontecer. O mal somente reforça a grande necessidade que temos de nos aproximarmos cada vez mais do bem e daquilo que Deus quer de melhor para nós. Para nós, cristãos, o final dos tempos será um momento de encontro, da plena luz do amor de Deus e realização definitiva do projeto de Deus planejado desde o início para a humanidade. Por fim, Jesus alerta que “esta geração” não passará sem ver tudo se realizar. Esta geração pode ser todos aqueles que foram gerados filhos e filhas de Deus pela fé e pelo Batismo. Os cristãos serão testemunhas e verão as palavras de Jesus se realizarem.

As perguntas que normalmente fazemos: quando será tudo isto? Quando o mundo, de fato, vai atingir o seu ponto máximo para a manifestação do Filho do Homem? Jesus nos alerta que ninguém sabe: nem os anjos, nem Ele mesmo (Jesus) teve esta missão de revelar, pois somente Deus Pai sabe. Isto não é um motivo de tristeza, mas de renovar nossa confiança em Deus, pois certamente acontecerá.

Faça o download da reflexão em .pdf.

Pe. Dirlei Abercio dRosa
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre,
mestre em Ciências Bíblicas (Instituto Bíblico, Roma)
e professor da Faculdade Católica de Pouso Alegre


Padres, diáconos e arcebispo realizam peregrinação

Aconteceu, hoje (08), a 1ª Peregrinação do Clero. Dom Majella, diáconos e padres estiveram no Caminho da Obediência, em Congonhal (MG).

 

O evento foi promovido pela Pastoral Presbiteral do Setor Mandu, com apoio da paróquia de São José, em Congonhal. A participação na peregrinação foi estendida aos membros do clero arquidiocesano. Estiveram presentes 17 participantes.

O início da peregrinação, em frente à igreja matriz de São José, em Congonhal.

Os peregrinos caminharam pela Serra de São Domingos, por 16 Km, durante 7 horas. Ao longo do caminho, os participantes rezaram o terço e contemplaram as estações da Via-sacra, fazendo memória dos falecidos pela COVID-19 e dos padres falecidos da arquidiocese.

Participantes realizam a primeira parada do Caminho da Obediência, na comunidade de Santa Rita de Cássia, no bairro Vila Marlene.

O destino dos peregrinos foi a comunidade de São Domingos, onde a Virgem Maria é invocada pelos fiéis como Nossa Senhora da Obediência. Ao chegarem na igreja da comunidade, foram realizadas uma celebração mariana e a consagração a Nossa Senhora. Nessa celebração, foi meditada a passagem bíblica da apresentação do Menino Jesus no Templo (cf. Lc 2,21-35).

Dom Majella refletiu a Palavra com os peregrinos, destacando a importância da obediência na vivência da vocação ministerial e da fé em Deus. Ele recordou que as peregrinações faziam parte da religiosidade dos judeus, prática adotada pelos cristãos.

O arcebispo falou também sobre a obediência de Maria, que é um exemplo para todos os fiéis, e sobre suas dores, evidenciando a profecia do velho Simeão. Além disso, ele incentivou os participantes a se recordarem de situações de desobediência, como a preguiça, o cansaço e o orgulho, os quais dificultam a vivência ministerial, convidando-os a se comprometerem no afastamento dessas situações como um gesto concreto da peregrinação realizada.

 Dom Majella, padres e diáconos sobem a Serra de São Domingos, no Caminho da Obediência, em Congonhal.
Peregrinos rezam o Terço durante o caminho.
Dom Majella, padres e diáconos rezam o Terço no Caminho da Obediência.
Chegada na comunidade de São Domingos.
Peregrinos se consagram a Nossa Senhora.
Participantes do Caminho da Obediência, em frente à igreja da comunidade de São Domingos.
Como gesto de gratidão, os peregrinos depositaram os cajados, bonés e lenços utilizados diante da igreja da comunidade de São Domingos. 
Como recordação, os peregrinos ganharam um lenço comemorativo do evento.
O caminho é orientado por placas motivacionais e espirituais. Na foto, trecho da oração de São Francisco de Assis.

A igreja da comunidade de São Domingos é aberta à visitação de peregrinos e possui página nas redes sociais, com a programação de missas, eventos e horários de funcionamento.  Acesse aqui.

Vista aérea da igreja da comunidade São Domingos. Foto: redes sociais da comunidade.

Em 2022, a 2ª Peregrinação do Clero será realizada no Caminho do Padre Alderigi, de Jacutinga a Santa Rita de Caldas (MG), com data ainda a ser marcada.

 

Fotos: arquivo pessoal dos participantes.