#Reflexão: 10º domingo do Tempo Comum (11 de junho)

A Igreja celebra o 10º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (11). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Os 6,3-6
Salmo: 49(50),1.8.12-13.14-15 (R. 23b)
2ª Leitura: Rm 4,18-25
Evangelho: Mt 9,9-13

Acesse aqui as leituras.

VEM E SEGUE-ME

Estimados amigos e amigas, após termos celebrado os grandes mistérios da nossa fé, Paixão, Morte e Ressurreição até a solenidade da Santíssima Trindade e a celebração Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, retomamos nossa caminhada cotidiana dominical, este ano, rezando e refletido São Mateus. Os momentos marcantes de nossa história (os bons e os ruins) revelam sempre algo que define a nossa caminhada. Mas, também no dia a dia de nossa existência, somos chamados a experimentar a presença de Deus como vemos no exemplo do evangelista Mateus.

No Evangelho deste domingo, temos o momento decisivo que Mateus experimentou algo que definiu sua vida. Não foi a partir de um milagre ou um grande prodígio, mas a partir de um olhar e de algumas palavras. O evangelista possuía uma profissão que de um lado lhe dava uma posição social ótima, possuía um bom salário; por outro lado, por cobrar impostos, ele era considerado ser um traidor, pois trabalhava para os romanos opressores, tocava na moeda que tinha a imagem do imperador e muitos deles se enriqueciam de forma ilícita ao cobrar as taxas exigidas pelo império, assim, os publicanos (cobradores de impostos) eram considerados também ladrões (veja o caso de Zaqueu). Mateus tinha sua vida social definida, mas lhe faltava um sentido profundo dentro de si. Um vazio que precisava ser preenchido.

 Mateus era um homem sozinho, estava sentado no balcão de impostos. Alguém lhe notou, não com desprezo, como um traidor ou um ladrão, mas com um olhar acolhedor que cruzou o seu olhar. Bastou uma palavra: “Segue-me”. E Mateus descobriu algo que nunca tinha experimentado; o cobrador de impostos abandonou, por um olhar e por uma palavra, a lógica tranquilizadora do dar e do ter, deixou tudo e foi atrás de Jesus, sem calcular mais nada, sem sequer se perguntar para onde ia.

O centro da cena é todo de Cristo. Não foi a palavra “segue-me” a razão de deixar tudo, mas sim, a pessoa de Cristo que é a causa, o sentido, o último horizonte. Mateus foi “convertido” a Jesus, porque Cristo volveu a ele o seu olhar e não tinha raiva, ódio ou preconceito. No olhar de Cristo, Mateus descobriu alguém capaz de lhe dar um sentido profundo e único em sua vida.

A vocação não começa com sacrifícios ou renúncias, traz sobretudo um crescimento de seres humanos. De fato, na casa de Mateus, antes era uma vida solitária, veste-se de festa, está cheia de rostos, de amigos. São acolhidos como pessoas necessitadas, são recebidos como são, ainda marcados com feridas sociais e religiosas (publicanos e pecadores), mas Jesus os trata como pessoas. Certamente, na convivência, no acolhimento e ao redor de um prato de comida, experimentam um sentido e uma motivação para mudarem de vida. É o amor que nos converte, pois foi o amor que nos salvou na Cruz.

Jesus se espanta com o apego das pessoas que insistem em machucar quem já está doente; em oprimir quem já vive na opressão dos preconceitos e do abandono. É uma visão manchada por leis que não promovem vida, mas que se afundam ainda mais na miséria humana.

“Não quero sacrifícios!”, disse Jesus tentando tirar seus acusadores de uma doença tão maléfica quanto aos pecados: o preconceito. Esse determina que a pessoa não existe mais, mas somente seus erros e pecados; olham para as leis e não conseguem enxergar pessoas machucadas e feridas. Jesus alerta que a religião não deve ser um simples sacrifício ou uma mortificação. O louvor mais profundo a Deus deve ser a vida plena.

Jesus se põe a mesa com Mateus, o Mestre se aproximou daquele que era o último para transformá-lo em amigo e discípulo. Mateus experimentou que o princípio da salvação não está em um simples jejum por Ele, mas em Jesus e comer com ele. Cristo nos cura estando conosco: sua proximidade é um remédio, um fluxo de vida que Ele nos entrega junto com novos caminhos, festas, sonhos e comunhão.

“Eu não vim chamar os justos, mas pecadores”. Qual é o mérito dos pecadores? Nenhum. São aqueles que não conseguem, que não estão à altura, mas descobrem um Deus que parou para olhar para eles. Deus não se merece após sacrifícios, mas simplesmente deve ser acolhido.

Jesus sempre encontrou dificuldades muito mais entre os religiosos da época do que nas pessoas simples e entre os pecadores. Ele era livre e sem preconceitos, pois colocava a pessoa e os seus sofrimentos no centro de tudo. Sua palavra era sempre de apoio, de reerguimento e de alento. As dores e os sofrimentos das doenças e dos pecados já eram grandes para aquela gente que não podia contar com mais nada até mesmo esperar algo da religião e dos seus guias.

As palavras daquelas pessoas confirmavam o abandono de todos e afirmavam ainda que até Deus os tinha abandonado. Mas, não o Deus que Jesus veio anunciar e revelar. Excluído por todos, Jesus procurou mostrar que Deus não concordava com aquelas ideias. Que Deus é sempre bom e pronto a perdoar e a curar. E Jesus mostra que sua bondade possui uma grande esperança em cada pessoa: ninguém é último, ninguém está perdido, todos têm um futuro e não um passado que aprisiona e sufoca o presente. Nosso Deus tem um olhar para o futuro e não é apegado ao passado.

O profeta Oseias procura lembrar seu povo da grandeza de Deus que mesmo diante de nossas fraquezas e inconstâncias, Ele é sempre fiel a nós. Deus espera do seu povo, gestos profundos de amor e misericórdia e não de condenação.

Paulo nos lembra da fé e da esperança de Abraão, que mesmo diante de desafios imensos, colocou toda sua confiança em Deus. Ele acredita em Deus sem ter o exemplo de ninguém. É desafiado em suas escolhas, tendo somente uma promessa. Acredita sem pedir provas, mesmo quando tudo se mostra incompreensível e a sua razão não consegue entender, Abraão prefere ficar com a promessa de Deus.

Somos o povo difícil que não age como Deus age, mas insistimos em trilhar caminhos que aprofundam nossas dores e sofrimentos; pessoas são abandonadas e em muitos casos usando o nome de Deus. Misericórdia é olhar o rosto de cada pessoa, não seus pecados; e pegar nas mãos dos fracos e enfraquecidos pelos pecados e não em pedras para machucar ainda mais quem já está tão ferido. É seguir Jesus que também nos convida a fazer o que Ele fez; viver como Ele viveu e amar com Ele nos amou.

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Membros da Comissão de Leigos se reúnem em Pouso Alegre (MG)

No último sábado (3), membros da Comissão de Leigos da Arquidiocese de Pouso Alegre se reuniram, no Centro Pastoral da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na sede da arquidiocese, para realizarem reflexões e encaminhamentos pastorais. Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, acompanhou o encontro.

 

Participaram do encontro cristãos leigos dos Setores Pastorais Mantiqueira, Paraíso, Sapucaí, Mandu e Fernão Dias. Entre os temas da pauta, os participantes refletiram sobre a missão dos cristãos leigos batizados na Igreja; as ações sinodais na arquidiocese e na Igreja, na sua totalidade, e sobre a necessidade de que os cristãos leigos ocupem espaços na família, no trabalho e na escola para testemunho da fé e vivência da Palavra.

Pela primeira vez, participaram cristãos leigos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Estiva (MG), e Sant'Ana, em Sapucaí Mirim. Além disso, aconteceu também o testemunho de Rosário Ortiz, venezuelana acolhida em Sapucaí Mirim.

Os membros da Comissão de Leigos da Arquidiocese de Pouso Alegre estão vinculados ao Conselho Nacional do Laicato no Brasil (CNLB), por meio do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Na arquidiocese, são responsáveis pela comissão os cristãos leigos: André Martins, Rosemeyre Grego, Patrícia Oliveira e Dalva Rangel.

Dom Majella esteve presente no encontro dos cristãos leigos e reforçou a importância deles para a arquidiocese, como oportunidade para dinamizar as ações pastorais e fortalecer a caminhada sinodal. Para isso, incentivou os presentes a ampliarem as ações da Comissão de Leigos, com a participação de mais cristãos leigos e a realização de ações missionárias para dinamizar essa vocação na Igreja. Especificamente, o arcebispo pediu aos cristãos leigos que realizem ações em três áreas: missão, sínodo e ser Igreja na Igreja e na sociedade.

 

Veja mais fotos do evento.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagem: Patrícia Oliveira e Rosemeyre Grego


“Associação Comunidade da Santíssima Trindade” inicia processo de reconhecimento de estatutos

No último domingo (4), na Solenidade da Santíssima Trindade, em missa, às 8h30, em Monte Sião (MG), na sede da “Associação Comunidade Santíssima Trindade” foi lido o comunicado de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), por meio do qual inicia processo de reconhecimento dos estatutos da associação, ad experimentum, pelo período de 3 anos.

 

Com presença numerosa de fiéis da região, vindos de várias cidades, inclusive cerca de 60 pessoas que participaram de uma peregrinação iniciada no Santuário da Medalha Milagrosa, na fria madrugada, foi celebrada missa, presidida pelo padre Valter Luís de Oliveira, membro da associação, e concelebrada pelo padre Bruno Luciani Santos Genghini, membro da associação, e pelo padre Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado, o qual procedeu à leitura do comunicado arquiepiscopal, com a participação emocionada dos outros dez membros que compõe, hoje, a comunidade.

Para uma identificação mais simples e expressiva do local, da comunidade e da missão, os membros escolheram denominá-la de “Recanto da Trindade”, a qual, com estatuto e orientação do arcebispo de Pouso Alegre, busca contribuir com a evangelização à luz de seu carisma e espiritualidade trinitárias. Sua missão é ser um recanto de acolhida em nome da Trindade, por meio da oração, comunhão, unidade e missão.

O “Recanto da Trindade” pode receber sua visita de terça a domingo, das 8h30 às 15h30, e aos domingos, na missa, às 8h30. O recanto está localizado à beira da rodovia que liga Monte Sião ao trevo de Ouro Fino/Jacutinga (MG), cerca de 18 km da cidade e pode ser contactado pelo WhatsApp (35) 9-8807-1544.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo e padre Jésus Andrade Guimarães
Imagens: irmã Luciana Maria dos Reis


São José de Anchieta: apóstolo do Brasil

José de Anchieta nasceu no dia 19 de março de 1534, dia da festa de São José, em São Cristóvão da Laguna, na Espanha. Foi criado num ambiente de fartura e respeito cristão e, bem cedo, nele, se manifestou a vocação religiosa. Estudou nas escolas dos padres da Companhia de Jesus, onde teve o primeiro contato com a ordem jesuítica e com o testemunho de São Francisco Xavier.

Inspirado pelas cartas dos padres jesuítas, com 19 anos, partiu para a Terra de Santa Cruz, onde viveu um grande trabalho de evangelização, devotando-se totalmente ao serviço dos povos indígenas.

José foi um peregrino nas terras brasileiras. Viajou por diversos lugares, nos quais fundou escolas e cidades. Ensinou e aprendeu diversos artifícios com o povo nativo. Muitos são os milagres, as curas e os dons atribuídos a esse santo que viveu sua missão em intensa oração e comunhão com o Espírito Santo e na companhia da Virgem Maria.

Entre as características marcantes da atuação de Anchieta, estão a disseminação dos preceitos cristãos utilizando particularidades locais e, assim como os demais jesuítas, a oposição aos abusos cometidos pelos colonizadores portugueses contra os indígenas.

José de Anchieta foi beatificado em 1980 pelo papa São João Paulo II. Foi canonizado pelo papa Francisco em 2014. É conhecido como Apóstolo do Brasil. Foi declarado pelos bispos brasileiros, em 2015, como co-padroeiro do país. 

 

Oração

São José de Anchieta,
Apóstolo do Brasil,
Poeta da Virgem Maria,
Intercede por nós, hoje e sempre.
Dá-nos a disponibilidade de servir a Jesus
Como tu o serviste
Nos mais pobres e necessitados.

Protege-nos de todos os males
Do corpo e da alma.
E, se for vontade de Deus,
Alcança-nos a graça que agora te pedimos (pede-se a graça)
São José de Anchieta, Rogai por nós!

 

Referências:

TOMÁS, Joaquim. Anchieta: o Apóstolo do Brasil. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2020.
XAVIER, Catarina. São José de Anchieta, apóstolo do Brasil e modelo de evangelização. Santo do dia: Canção Nova. Disponível em: https://santo.cancaonova.com/santo/sao-jose-de-anchieta-apostolo-do-brasil-e-modelo-de-evangelizacao/.
São José de Anchieta. Jesuítas Brasil. Disponível em: https://jesuitasbrasil.org.br/institucional/sao-jose-de-anchieta/.

Imagem: Vatican Media

 


Santa Juliana de Cornillon: mística do Corpus Christi

Nasci numa família numerosa. Sou a sexta filha dos doze filhos gerados por papai e mamãe. Todos nós temos nomes de santos, os quais nossos pais nutriam fervorosa devoção.

Quando realizei a linda experiência de ser mãe, eu e meu esposo escolhemos nomes que achávamos bonito pela sonoridade e simplicidade. São os nossos filhos Bruno e Juliana. Depois procurei saber sobre a vida desses santos dos nomes de nossos filhos. E agora, para escrever este artigo, mais profundamente, a vida de Santa Juliana, cuja memória celebra-se em 10 de junho.

Juliana de Cornillon, uma figura feminina não tão conhecida, mas reconhecida pela Igreja por sua santidade de vida, e sobretudo por seu profundo amor e fervor, que favoreceram para a instituição de uma das solenidades litúrgicas mais importantes do ano, a do Corpus Christi. Ajudou-me muito, neste conhecimento, o belo artigo do papa Bento XVI, a partir da audiência geral de 17 de novembro de 2010.

Juliana foi uma “mística”, que viveu numa união íntima com Jesus Cristo e contemplando a presença de Deus num estado de êxtase e bem-aventurança. Como nos ensina sua vida, a ver a ação de Deus nos acontecimentos, aparentemente sem explicação, mas que revelam a força extraordinária produzida pela íntima relação com Deus. É o mistério sempre presente em sua vida!

Santa Juliana ensina-nos com sua mística e espiritualidade a busca do amadurecimento de nossa fé e, a lidar com as dúvidas sempre bem-vindas, que nos lançam a sempre buscar respostas e quem sabe, encontrar a verdade.

Santa Juliana ensina-nos a sua capacidade de contemplação vivida no profundo sentido da presença de Cristo, de modo particular no Sacramento da Eucaristia e na meditação diária das palavras de Jesus: “Eis que estou convosco todos os dias, até o fim do mundo”. (Mt 28,20) Ensina-nos sua constante e fervorosa oração diária e sua paciência histórica pela espera: por 20 anos conservou em segredo a revelação, que tanta alegria trouxe ao seu coração, para que pudesse ter a confirmação de que uma inspiração vem de Deus. Esses testemunhos de Juliana deixam-me feliz, por nossa filha, que carrega em seu nome tanto amor a Deus e aos irmãos e irmãs.

Juliana nasceu em Liège, na Bélgica, por volta dos anos 1191 e 1192. Antes mesmo de Juliana, há que se ressaltar que esta cidade, sede de Diocese, era um verdadeiro ‘cenáculo eucarístico’, pois ali notáveis teólogos explicavam o valor supremo do Sacramento da Eucaristia. E também, da existência de grupos femininos, que se dedicavam ao culto eucarístico e à comunhão fervorosa, em oração e fazendo obras de caridade, sempre com a orientação de padres.

Imagem de Santa Juliana de Cornillon. Foto: Andreas Praefcke.

As irmãs Inez e Juliana ficaram órfãs. Juliana, com apenas 5 anos, e Inez, foram, então, confiadas aos cuidados das monjas agostinianas do Convento-leprosário de Mont-Cornillon. Ali, recebeu esmerada educação e acompanhamento de sua vida espiritual. Juliana tornou-se uma monja agostiniana, muito inteligente e dedicada aos estudos, sobretudo na leitura das obras dos Santos Padres, em especial Santo Agostinho e São Bernardo. Em seus momentos de oração diante do Santíssimo Sacramento e nas adorações eucarísticas, Juliana começou a ter visões. A primeira visão Juliana com 16 anos, via a lua esplendorosa e com uma faixa escura, que a atravessava. O Senhor Jesus ajudou-a a compreender o significado dessa visão: a lua simbolizava a vida da Igreja na terra. A faixa escura representava a ausência de uma festa litúrgica em que os fiéis pudessem adorar a Eucaristia para aumentar a fé, prosperar na prática das virtudes e reparar as ofensas ao Santíssimo Sacramento.

A festa de Corpus Christi foi conquistada com a ajuda de Tiago Pantaleão de Troyes, que se tornou papa com o nome de Urbano IV. Em 1264 o papa instituiu a Solenidade de Corpus Christi como festa de preceito para toda a Igreja universal, na quinta-feira sucessiva à Festa de Pentecostes. Na Bula de instituição Transiturus de Hoc Mundo, em 11 de agosto de 1264, o papa evoca as experiências místicas de Juliana, valorizando a sua autenticidade, e escreve: "Embora a Eucaristia seja celebrada solenemente todos os dias, na nossa opinião é justo que, pelo menos uma vez por ano, se lhe reserve mais honra e solene memória (...)”. São Tomás de Aquino, a pedido do papa, compôs os textos do ofício litúrgico dessa grande festividade. Após a morte de Urbano IV, a celebração de Corpus Christi ficou limitada a algumas regiões da Europa, mas o papa João XXII, em 1317, estabeleceu para toda a Igreja. A partir desta data a festa desenvolveu-se maravilhosamente e ainda é muto querida por todo o povo cristão.

Santa Juliana, por meio de sua visão eucarística, incentivou o início da Solenidade de Corpus Christi na Igreja Católica. Foto: Vatican Media.

Santa Juliana experimentou muto sofrimento pela oposição de membros do clero e do superior de quem dependia o seu mosteiro. Decidiu-se por deixar o convento de Mont-Cornillon, e com algumas companheiras, por 10 anos, hospedou-se em vários mosteiros cistercienses. Juliana a nos ensinar com sua humildade, pois nunca dirigiu palavras de crítica ou repreensão aos que se opunham a ela, mas cumpria sua missão de difundir com amor e zelo o culto eucarístico. Juliana faleceu no ano de 1258, em Fosse-La-Ville, na Bélgica, contemplando com um último ardor o amor de Jesus Eucaristia, por ela sempre amado e adorado.

A vida e testemunho de Santa Juliana renovam nossa fé na presença real de Cristo na Eucaristia. Com amor celebremos a Festa de Corpus Christi especialmente neste ano e, ao longo de todo o ano visitemos o Senhor presente no Sacrário, Ele que é o dom do amor de Deus. Com o olhar de adoração, somos atraídos por Jesus, para dentro do Seu mistério e seremos transformados por Ele. Diante do sacrário rezemos: «Fazei-me crer cada vez mais em Vós, que em Vós eu tenha esperança, que eu vos ame!». Amém!

 

Referência:

Bento XVI. Audiência Geral: Santa Juliana de Cornillon. 17 de novembro de 2010. https://www.vatican.va/content/benedict-xvi/pt/audiences/2010/documents/hf_ben-xvi_aud_20101117.html

Imagem: Andreas Praefcke. Fotografia de imagem de Santa Juliana de Liège, de Peter Paul Metz, 1896, na Igreja dos Santos Gordiano e Epímaco, na cidade de Leutkirch im Allgäu, Alemanha. https://commons.wikimedia.org/wiki/Category:Juliana_of_Li%C3%A8ge?uselang=pt#/media/File:Merazhofen_Pfarrkirche_Chorgest%C3%BChl_links_Juliana.jpg

 


Assembleia do CONSER Leste 2 é realizada em Belo Horizonte

De 29 de maio a 1º de junho, arcebispos, bispos e administradores diocesanos de Minas Gerais se reuniram, em Belo Horizonte, na Casa de Retiros Santíssima Trindade, para a Assembleia Anual do Conselho Episcopal de Pastoral (CONSER) do Regional Leste 2, que compreende as (arqui)dioceses mineiras. Na ocasião, foi eleita a nova presidência do Regional Leste 2 e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), foi eleito para o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

 

Os dias da assembleia foram marcados por momentos de espiritualidade, partilha e reflexão sobre as ações pastorais realizadas pelas (arqui)dioceses mineiras.

(Arce)bispos e administradores diocesanos, participantes da Assembleia do CONSER Leste 2, no dia 1º de junho.

Assessorados pelo padre José Rafael Solano Durán, doutor em Teologia Moral e pós-doutor em Teologia Moral e Familiar, os participantes da assembleia refletiram o tema “A realidade antropológica e existencial do sacerdote na conjuntura histórica atual”.

Padre José Rafael Solano Durán reflete com os membros da Assembleia do CONSER tema relacionado à antropologia e à missão do sacerdote.

Além disso, durante o evento, os participantes elegeram nova presidência do CONSER e (arce)bispos referenciais para as comissões episcopais para o quadriênio 2023-2027. Os membros da assembleia também apresentaram relatório das atividades pastorais de 2019 a 2023, discutiram tema relacionado a questões sindicais e votaram sobre a definição de novas comissões para o Regional Leste 2.

Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo de Montes Claros, acolhe os participantes da Assembleia do CONSER Leste 2, no dia 30 de maio.

Dom José Carlos de Souza Campos, arcebispo de Montes Claros (MG), foi reeleito como presidente do Regional Leste 2. Dom Airton José dos Santos, arcebispo de Mariana (MG), foi eleito como vice-presidente e dom Joel Maria dos Santos, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), como secretário.

Como referenciais de Comissões Episcopais Pastorais, foram eleitos e/ou reeleitos os (arce)bispos:

Dom Roberto José da Silva, bispo de Janaúba (MG), foi eleito para a Comissão Ação Missionária;

Dom Otacilio Ferreira de Lacerda, bispo de Guanhães (MG), foi reeleito para a Comissão Ação Social Transformadora;

Dom Marco Aurélio Gubiotti, bispo de Itabira e Coronel Fabriciano (MG), foi reeleito para a Comissão Animação Bíblico-Catequética;

Dom Geovane Luís da Silva, bispo nomeado para Divinópolis (MG), foi eleito para a Comissão Bens Culturais da Igreja;

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi eleito para a Comissão para a Comunicação;

Dom Francisco Cota de Oliveira, bispo de Sete Lagoas (MG), foi eleito para a nova Comissão Ecologia Integral e Mineração;

Dom Cláudio Nori Sturm, O.F.M.Cap., bispo de Patos de Minas (MG), foi eleito para a Comissão para o Ecumenismo;

Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Campanha, foi reeleito para a Comissão Educação, Cultura e Ensino Religioso;

Dom José Eudes Campos do Nascimento, bispo de São João del-Rei (MG), foi reeleito para a Comissão da Juventude;

Dom Messias dos Reis Silveira, bispo de Teófilo Otoni (MG), foi eleito para a Comissão do Laicato;

Dom Jorge Alves Bezerra, SSS, bispo de Paracatu (MG), foi eleito para a Comissão da Liturgia;

Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi eleito para a Comissão Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada;

Dom Júlio César Gomes Moreira, bispo auxiliar de Belo Horizonte, foi eleito para a nova Comissão Novas Comunidades e Associações de Fiéis;

Dom Edson José Oriolo dos Santos, bispo de Leopoldina (MG), foi reeleito para a Comissão Vida e Família.

Além dessas novas funções, outras atribuições pastorais também foram designadas a (arce)bispos. Dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG), será o bispo referencial para a Cáritas. Dom José Aristeu Vieira, bispo de Luz (MG); dom Antônio Carlos Felix, bispo de Governador Valadares (MG) e monsenhor José Hamilton de Castro, bispo nomeado para Almenara (MG), para o Conselho Fiscal.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo de Pouso Alegre, foi nomeado para o Conselho Permanente da CNBB. Dom Pedro Cunha Cruz e dom Marco Aurélio Gubiotti foram eleitos, respectivamente, como 1º e 2º suplente desse conselho.

O Conselho Permanente é um órgão de orientação, acompanhamento e apoio das atividades da CNBB e dos seus organismos para executarem as decisões da Assembleia Geral e do próprio conselho. Além disso, possui ações de direção, eleição e deliberação, segundo seu estatuto. Os membros desse conselho se reúnem, ordinariamente, três vezes ao ano e, extraordinariamente, quando convocados por metade dos seus membros do conselho, no mínimo, ou pela presidência da CNBB.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Xavana Jacqueline / Assessoria de Comunicação Regional Leste 2 CNBB

 

A imagem destacada da notícia traz (arce)bispos participantes da Assembleia do CONSER Leste 2. Entre eles, encontra-se dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre.

 


#Reflexão: Solenidade da Santíssima Trindade (04 de junho)

A Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes, neste domingo (04). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Ex 34,4b-6.8-9
Salmo: Dn 3,52.53.54.55.56 (R. 52b)
2ª Leitura: 2Cor 13,11-13
Evangelho: Jo 3,16-18

Acesse aqui as leituras.

SOLENIDADE DA SANTÍSSIMA TRINDADE

Costumamos introduzir a explicação sobre a Santíssima Trindade falando que é um “grande mistério” (talvez o maior deles) e, por isso, não conseguimos explicar todos os detalhes: Três pessoas, mas somente um Deus. Mas, a melhor forma de explicarmos este mistério de nossa fé, é olhar para Jesus Cristo: Conhecer Jesus é conhecer a Trindade.

Afirmarmos que é um “mistério”, isto não é uma vergonha para nós, mas uma realidade: somos simples criaturas que jamais conseguiremos penetrar, entender e “compreender” aquilo que é o mais profundo da realidade divina. Nós necessitamos sim de ajuda para conseguirmos nos aproximar de tão grande mistério e saborear sua infinita bondade.

Na 1ª leitura temos uma revelação especial de Deus para Moisés no alto da montanha. Deus vem ao encontro e se aproxima de Moisés pronunciando seu Nome Santo e suas qualidades. É um Deus cheio de misericórdia, clemente, paciente, rico em bondade e fiel. Para o autor sagrado, a grandeza do amor de Deus necessariamente O impele também a corrigir os erros e pecados de seus filhos, por isto Moisés confia na misericórdia e no perdão de Deus.

Jesus faz outra estrada para revelar esta relação profunda que existe entre as três pessoas da Trindade: relação familiar. Deus é Pai e Mãe, Jesus é o Filho e o Espírito Santo é o amor que tem o Pai pelo Filho. Muito mais do que definir a Trindade, Jesus escolheu testemunhar a sua profunda relação com o Pai.

Sabemos que é a “divindade” aquilo que existe e que une as Três Pessoas em um só Deus. Assim, Deus é muito mais que uma ideia, ou uma definição, ou uma força que movimenta tudo e sustenta o universo: Jesus nos revela que Nosso Deus é Pai! E esta realidade, nós conhecemos e encontramos em nosso quotidiano.

Sabemos que se somarmos teremos três pessoas (1+1+1=3). Mas, em Deus tudo é diferente: na manifestação externa da Trindade na história são três pessoas; internamente tudo é “multiplicado” (1x1x1=1). Mas, a Trindade não é uma sequência de números ou simples aritmética, mas pessoas e com uma missão bem definida para cada um.

A reflexão da Igreja ao longo dos séculos nos ajudou a entender que a “essência (natureza) divina” é a condição fundamental para a compreensão da Trindade, mas Jesus nos mostrou que é o Amor, a maior verdade e a mais profunda revelação que perdura entre as Três Pessoas da Trindade.

O catecismo da Igreja afirma: “As três Pessoas divinas são um só Deus, porque cada uma delas é idêntica à plenitude da única e indivisível natureza divina. Elas são realmente distintas entre si, pelas relações que as referenciam umas às outras: o Pai gera o Filho, o Filho é gerado pelo Pai, o Espírito Santo procede do Pai e do Filho” (Cat 48); “Inseparáveis na sua única substância, as Pessoas divinas são inseparáveis também no seu operar: a Trindade tem uma só e mesma operação. (O Pai cria, o Filho Salva e o Espírito Santo Santifica). Mas no único agir divino, cada Pessoa está presente segundo o modo que lhe é próprio na Trindade” (Cat 49).

No AT, a imagem mais comum de Deus é que Ele é Criador; e Jesus completa nos falando que Deus é Pai, uma realidade próxima da nossa existência humana e com uma relação contínua e profundamente afetiva que conhecemos muito bem. Deus é Criador de tudo, mas o faz com a mesma responsabilidade e profundidade que um pai e uma mãe dão a luz a um filho ou filha.

Deus é nosso Pai e segundo Jesus é Pai de todas as pessoas sem discriminação ou condição. Nosso Deus não é uma ideia ou um princípio, mas paixão e relação pessoal com cada homem e cada mulher deste mundo. É presença em sua igreja como na 2ª leitura. Assim, entendemos que a “relação” entre as pessoas da Trindade é marcada pelo amor em plenitude e total doação. Junto com a relação, compreendemos que nas três pessoas há uma profunda comunhão. O amor pleno que existe entre o Pai e o Filho é o Espírito Santo.

No diálogo entre Jesus e Nicodemos, retratado no Evangelho deste domingo, Cristo concentra-se sobre aquilo que constitui a realidade interna da Trindade e que todos nós podemos experimentar: o Amor. Deus tudo realizou movido sempre pelo Amor. Jesus diz ao medroso fariseu que o nome de Deus não é amor somente, mas “amor pleno e total”. Deus nada faz senão, para sempre, considerar o mundo, todo ser humano, mais importante do que Ele mesmo. Para comprar e resgatar cada um dos pecados, Ele se perdeu na “loucura” da cruz aos olhos do mundo, mas para nós, lá é que tudo renasce: todo ser nasce e renasce do coração de quem o ama.

O ponto máximo na história humana da manifestação deste Amor foi a entrega de Jesus na cruz: “Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho”. Assim, a doação de Jesus para nos salvar e até mesmo o seu sacrifício na cruz não devem ser entendidos como consequência dos nossos pecados, mas como iniciativa e expressão do grande Amor de Deus: não foram os nossos pecados que arrastaram Jesus até a Cruz, mas sim o Seu Amor por todos nós.

Jesus escolheu sofrer e morrer por nós, para provar a força do amor. Ele tudo fez movido pelo amor e em sua plena liberdade, pois somente o amor doado ao extremo é capaz de vencer todo pecado e até mesmo a morte.

Papa Bento XVI (2009) explicou assim esta solenidade: “Hoje contemplamos a Santíssima Trindade como Jesus nos deu a conhecer. Ele revelou-nos que Deus é amor ‘não na unidade de uma só pessoa, mas na Trindade de uma só substância’ (Prefácio): é Criador e Pai misericordioso; é o Filho Único, a eterna Sabedoria encarnada, que morreu e ressuscitou por nós; é, finalmente, o Espírito Santo que move tudo, cosmos e história, rumo à plena recapitulação final. Três Pessoas que são um só Deus porque o Pai é amor, o Filho é amor, o Espírito é amor. Deus é todo e único amor, amor puríssimo, infinito e eterno. Ele não vive em uma solidão esplêndida, mas é uma fonte inesgotável de vida que se dá e se comunica incessantemente. (...) O ‘nome’ da Santíssima Trindade está, de certo modo, impresso em tudo o que existe, porque todo ser, até as últimas partículas, é ser em relação, e assim transparece a relação com Deus, em última instância transparece o Amor criador. Tudo vem do amor, tende para o amor e se move movido pelo amor”.

A Trindade é algo em Deus que jamais conseguiremos – como criaturas que somos – compreender e entender perfeitamente, é como um imenso oceano de águas profundas que nunca conseguiremos abraçar com o nosso conhecimento. Mas, diante deste profundo mar de amor somos chamados a mergulhar e beber de sua mais expressiva realidade que cria, salva e santifica tudo: o amor.

Na celebração de hoje somos convidados e entrar não no mistério e dentro da Trindade, mas entrar dentro do profundo sentido do Amor. Deus cria o mundo movido pelo amor e para nós; nos salva não por nossos méritos, mas movido pelo amor; O mesmo Espírito que une o Pai e o Filho, Amor Divino, é derramado sobre sua igreja. Somente o amor tem a força de tocar o coração e mudar cada pessoa.

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Visitação de Nossa Senhora: duas mulheres felizes contadoras da beleza do Evangelho

No caminho da Boa Nova um “encontro” a ser contemplado: A visita da Virgem Maria à sua prima Isabel. Maria é a mulher que acolhe a Palavra e a medita em seu coração (Lc 2,19), para compreender os sentidos dos fatos. Maria faz memória, recorda e tece a Palavra para fazê-La frutificar, indo ao encontro da prima Isabel. Tão logo recebe o comunicado de ter sido escolhida por Deus Pai para ser a Mãe do Filho de Deus, sai às pressas até a montanha para visitar Isabel, que recebera a graça da maternidade em sua velhice. E Maria caminha decidida para servir a prima, irradiando graça e alegria espiritual!

Tão grande alegria merece uma celebração especial! E no mês de maio somos convidados a celebrar da Festa da Visita de Maria. Festa esta, instituída pela Papa Urbano VI, em 1389 e que antes fora adotada pelos franciscanos, transformando-a em “Visitação de Maria”, em 1263. Com a reforma litúrgica, a partir do Concílio Vaticano II, esta festa passou a ser celebrada em 31 de maio, ao final do mês dedicado a Maria.

Muitos estudos teológicos e composições poéticas foram escritos sobre a obra de Deus realizada na vida da Virgem Mãe. Encantou-me os escritos do poeta e teólogo italiano Ermes Ronchi. Ele escreveu sobre o encontro de Maria e Isabel na obra “A dança dos ventres”, por tão exultante e generosa troca de abraços e olhares, de duas mulheres grávidas pelo “Deus do impossível”, no Espírito Santo. Duas mulheres que, na dança da vida, perceberam a ação de Deus na história. E nesse bailado, “Isabel introduziu a melodia e Maria tornou-se música e dança; seu corpo, um salmo: minha alma engrandece o Senhor!” (cf. Revista Mensageiro do Coração de Jesus- maio de 2023, pág. 35)

É o Magnificat, que está escrito no Evangelho de Lucas 1, 46-56, esse canto da grandeza de nosso Deus! Com ele, nosso coração se abre para viver a graça de Deus! Deus se torna grande e sentido para o nosso viver!

O encontro de duas mães nos revela: Maria é mãe do mistério de uma missão salvífica: Jesus deixa-nos sua mãe como nossa Mãe, para que nesta imagem materna, possamos ler todos os mistérios do Evangelho. Isabel, a mãe do precursor João, que sente o filho estremecer em seu seio: o profeta nascituro no ventre da mãe Isabel, exulta de alegria, reconhecendo o Messias Jesus.

Nosso olhar se dirige a Maria, “porque sempre que olhamos para Maria, voltamos a acreditar na força revolucionária da ternura e do afeto. N’Ela, vemos que a humildade e a ternura não são virtudes dos fracos, mas dos fortes, que não precisam maltratar os outros para se sentir importantes. Fixando-A, descobrimos que aquela que louvava a Deus porque ‘derrubou os poderosos de seus tronos’ e ‘aos ricos despediu de mãos vazias’, é a mesma que assegura o aconchego de um lar à nossa busca de justiça” (EG 288).

A atividade evangelizadora da Igreja abraça o estilo mariano, pela dinâmica de justiça e ternura; de contemplação e oração ao Deus da Vida e também de ação e caminho, pois Maria e a Senhora da prontidão (EG 288). Nossa oração se dirige à Mãe Maria, abraçada pela confiança e esperança na promessa de que Seu Filho Ressuscitado “renova todas as coisas” (Ap 21,5).

 

Oração

Virgem e Mãe Maria,
Vós que, movida pelo Espírito,
Acolhestes o Verbo da vida
Na profundidade da vossa fé humilde,
Totalmente entregue ao Eterno,
Ajuda-nos a dizer o nosso ‘sim’
Perante a urgência, mais imperiosa do que nunca,
De fazer ressoar a Boa Nova de Jesus.
Vós, cheia da presença de Cristo,
Levastes a alegria a João, o Batista,
fazendo-o exultar no seio de sua mãe.
Vós, estremecendo de alegria,
Cantastes as maravilhas do Senhor.
Vós, que permanecestes firme diante da Cruz
Com uma fé inabalável,
e recebestes a jubilosa consolação da ressurreição,
reunistes os discípulos à espera do Espírito
para que nascestes a Igreja evangelizadora.
Alcançai-nos agora um novo ardor de ressuscitados
para levar a todos o Evangelho da vida
que vence a morte.
Dai-nos a santa ousadia de buscar novos caminhos
Para que chegue a todos
O dom da beleza que não se apaga.
Vós, Virgem da escuta e da contemplação,
intercedei pela Igreja,
da qual sois o ícone puríssimo,
para que ela nunca se feche nem se detenha
na sua paixão por instaurar o Reino.
Estrela da nova evangelização,
Ajudai-nos a refulgir
Com o testemunho da comunhão,
Do serviço, da fé ardente e generosa,
Da justiça e do amor aos pobres,
Para que a alegria do Evangelho
Chegue até aos confins da terra
E nenhuma periferia fique privada da sua luz.
Mãe do Evangelho vivente,
Manancial de alegria para os pequeninos.
Rogai por nós.
Amém. Aleluia! (EG 28)

 

Referências:

Francisco. Exortação Apostólica Evangelli Gaudium. https://www.vatican.va/content/francesco/pt/apost_exhortations/documents/papa-francesco_esortazione-ap_20131124_evangelii-gaudium.html

RIBEIRO, E. Mensageiro do Coração de Jesus, São Paulo, Loyola, n 1410, v. 129, mai. 2023.

https://www.vaticannews.va/pt/feriados-liturgicos/visitacao-de-nossa-senhora.html

Imagem: Vatican Media

 

 

 

 


Crismafest reúne 2000 jovens em Pouso Alegre

No último domingo (28), dia de Pentecostes, aconteceu mais uma edição do "Crismafest" da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG). O evento reuniu em um dia de oração, convivência e partilhas, aproximadamente, 2000 jovens, que se preparam para receber o sacramento da Crisma.

 

O "Crismafest" é um evento idealizado pelo arcebispo de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., desde a sua chegada na arquidiocese. O evento ocorre sempre no domingo da Solenidade de Pentecostes e é preparado e realizado pela Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Bíblico Catequética.

O objetivo do evento é  proporcionar aos jovens que serão crismados um encontro entre eles, com o arcebispo, dom Majella, para partilhas e testemunhos afim de incentivá-los e fortalecê-los na caminhada da Igreja.

Neste ano, o "Crismafest" foi realizado no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre, em sintonia com o 3º Ano Vocacional do Brasil. Teve como tema "Jovens, a fé e o discernimento vocacional" e como lema “Mestre, onde moras?” (Jo 1,38).

O evento iniciou-se às 9h da manhã e terminou às 15h30min com a celebração de missa, presidida por dom Majella, na Paróquia São José Operário. Durante todo o dia, os crismandos tiveram a oportunidade de cantarem, dançarem, rezarem e ouvirem testemunhos de religiosas, padres, seminaristas e jovens leigos.

 

Texto: Seminarista Dioni Acácio da Silva

Imagens: Adrielly / Catequista de Sapucaí Mirim (MG)

Imagem destacada retrata os jovens presentes no Cristmafest 2023.


Arcebispo, padres e seminaristas celebram Festa de Nossa Senhora Auxiliadora

No dia 22 de maio, aconteceu a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira do Seminário Arquidiocesano. Na festa, houve missa presidida por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), reitor, padres formadores, padres jubilandos e seminaristas, além de confraternização e tarde esportiva.

 

Um tríduo preparativo à festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi celebrado com missas, transmitidas pelas redes sociais, de 19 a 21 de maio. O tema da festa foi: “Com Nossa Senhora Auxiliadora celebramos a vocação: graça e missão”. Neste ano, essa festa foi motivada pela celebração do 3º Ano Vocacional no Brasil. As celebrações reuniram seminaristas e padres jubilares de 2023.

Presidiram missas no tríduo da festa: padre Narcizo Pires Franco, padre Adriano São João e padre Raymundo Gomes de Oliveira. Em 2023, padre Adriano completa 25 anos de sacerdócio e padre Raymundo, 80 anos de nascimento.

No dia 22, às 10h30, foi celebrada missa festiva da padroeira do Seminário Arquidiocesano, presidida por dom Majella. Nessa missa, o seminarista Natanael José Barbosa, do segundo ano da Etapa Configurativa, foi admitido às Ordens Sacras. Padres formadores e membros do clero estiveram presentes.

As festividades de Nossa Senhora Auxiliadora no Seminário Arquidiocesano foram encerradas, ontem (24), com missa presidida pelo cônego Wilson Mário de Morais, vigário geral e cura da catedral. Seminaristas das dioceses de Campanha (MG) e Guaxupé (MG) participaram do encerramento da festa de Nossa Senhora Auxiliadora.

Dom Majella, padres formadores, diácono Cristian e seminarista Natanael, na missa da Festa de Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 22 de maio.

Para o padre Heraldo José dos Reis, reitor do seminário, na alegria de celebrar a padroeira do seminário, rendem-se graças a Deus por todo trabalho na promoção das vocações sacerdotais e religiosas, realizado na Arquidiocese de Pouso Alegre. Segundo ele, é tempo de agradecer a todos que trabalharam e trabalham no cultivo das vocações. O reitor pede que os padres, diácono e fiéis da arquidiocese rezem pelas vocações, para haver docilidade na escuta e disponibilidade para o seguimento a Jesus.

Dom Majella e diácono Cristian rezam diante da imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 22 de maio.

Além das celebrações litúrgicas, o tríduo e a festa da padroeira do seminário arquidiocesano contaram com momentos de convivência entre padres, seminaristas, benfeitores e funcionários da instituição formativa.

 

Veja mais fotos do evento.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: seminarista Márcio Júnior

 

A imagem destacada da notícia traz a imagem de Nossa Senhora Auxiliadora, padroeira do Seminário Arquidiocesano.