Dom Majella realiza Visita Pastoral à paróquia de Itajubá

De 18 a 21 de maio, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), fez Visita Pastoral à Paróquia Nossa Senhora da Soledade, em Itajubá (MG). No evento, dom Majella foi recebido pelos fiéis e o novo pároco, padre José Saraiva Junior, MSC.

 

A visita episcopal, também chamada de “Visita Pastoral”, faz parte da missão de um bispo. O Código de Direito Canônico pede que o bispo visite a sua diocese, total o parcialmente, ao menos cada cinco anos. Na visita, o bispo conhece de perto e com diligência os fiéis, as instituições católicas, as coisas e os lugares sagrados da diocese (cânones 396-398).

Dom Majella fez Visita Pastoral à Paróquia Nossa Senhora da Soledade em Itajubá, entre os dias 18 a 21 de maio. Lá, o arcebispo foi acolhido pelo pároco, padre José Saraiva Junior, MSC, o qual tomou posse no dia 15 de abril, e os vigários, padre Geraldo Barbosa Mendonça, MSC, e padre Carlos Roberto Rodrigues, MSC.

Para acolhida de dom Majella, os religiosos Missionários do Sagrado Coração (MSC), que cuidam da pastoral dessa paróquia, serviram um almoço de boas-vindas. Durante a visita, o arcebispo se encontrou com os funcionários da paróquia; conferiu os livros paroquiais; fez reunião com os membros dos conselhos de pastoral e administrativo; celebrou sacramentos; se encontrou com fiéis, especialmente, jovens e crianças da Catequese Paroquial; visitou comunidades urbanas e rurais. Além disso, dom Majella visitou enfermos da Vila Vicentina e dependentes químicos assistidos pela Casa de Recuperação Piedade de Maria. Inclusive, o arcebispo visitou a comunidade Santa Margarida Maria, no Bairro Anhumas, a qual está construindo a sua capela.

Durante o evento, dom Majella ressaltou que a Visita Pastoral é a comunhão de fé do bispo com todo povo de Deus, fé que nos sustenta e nos lança em missão. Além disso, afirmou que a presença do bispo nas paróquias representa a unidade da Igreja Particular, presente na Arquidiocese de Pouso Alegre. Para ele, os fiéis, religiosos, clérigos e o arcebispo, juntos, formam um corpo, que é a Igreja, animada pelo Espírito Santo e a qual tem Jesus Cristo como cabeça, chamada a viver a sua vocação e caminhar todos juntos.

Dom Majella, desde 2014, quando iniciou seu ministério episcopal na Igreja Particular de Pouso Alegre, já realizou visitas a muitas paróquias. Devido à pandemia por COVID-19, o arcebispo interrompeu essa ação ministerial. Neste ano, dom Majella retoma as visitas episcopais em paróquias dos Setores Pastorais Mantiqueira e Mogi.

 

Veja mais fotos da Visita Pastoral.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Paróquia Nossa Senhora da Soledade/Itajubá - @soledade.itajuba

 


Nossa Senhora Auxiliadora: auxílio dos cristãos e das vocações

No dia 24 de maio, a Igreja celebra o dia de Nossa Senhora Auxiliadora. Essa invocação mariana encontra suas raízes no ano 1571, quando Selim I, imperador dos turcos, após conquistar várias ilhas do Mediterrâneo, lançou seu olhar de cobiça sobre toda a Europa. O Papa Pio V, diante da inércia das nações cristãs, resolveu organizar uma poderosa esquadra para salvar os cristãos da escravidão muçulmana. Para tanto, invocou o auxílio da Virgem Maria para este combate católico.

A vitória aconteceu no dia 7 de outubro de 1571. Afastada a perseguição maometana, o papa demonstrou sua gratidão à Virgem acrescentando nas ladainhas loretanas a invocação "Auxiliadora dos Cristãos".

No entanto, a festa de Nossa Senhora Auxiliadora só foi instituída em 1816, pelo papa Pio VII, a fim de perpetuar mais um fato que atestava a intercessão da Santa Mãe de Deus. Napoleão I, empenhado em dominar os estados pontifícios, foi excomungado pelo Sumo Pontífice. Em resposta, o imperador francês sequestrou o papa, levando-o para a França. Movido por ardente fé na vitória, o líder da Igreja Católica recorreu à intercessão de Maria Santíssima, prometendo coroar solenemente a imagem de Nossa Senhora de Savona logo que fosse liberto.

O papa ficou cativo por cinco anos, sofrendo toda espécie de humilhações. Uma vez fracassado, Napoleão cedeu à opinião pública e libertou o papa, que voltou a Savona para cumprir sua promessa. No dia 24 de maio de 1814, Pio VII entrou solenemente em Roma, recuperando seu poder pastoral. Os bens eclesiásticos foram restituídos. Napoleão viu-se obrigado a assinar a abdicação no mesmo palácio onde aprisionara o pontífice.

Para marcar seu agradecimento à Santa Mãe de Deus, o papa Pio VII criou a festa de Nossa Senhora Auxiliadora, fixando-a no dia de sua entrada triunfal em Roma.

Na Arquidiocese de Pouso Alegre (MG), Nossa Senhora Auxiliadora é padroeira do Seminário Arquidiocesano. Esse local é uma casa de portas abertas há mais de 120 anos para animar as vocações e formar jovens para o sacerdócio. Foi inaugurado para ser casa de formação do clero sul-mineiro, por dom Nery, então bispo diocesano, no dia 8 de setembro de 1899. O seminário foi confiado à proteção de Maria, o auxílio dos jovens que buscam atender o chamado de Deus e pastorear o Povo de Deus presente na Igreja Particular de Pouso Alegre. Nossa Senhora Auxiliadora é motivação para as vocações, por ser a Mãe de Deus e Mãe da Igreja, discípula e missionária que soube acolher o Verbo e viver bem sua vocação, colaborando no projeto de salvação da humanidade. Como padroeira do Seminário Arquidiocesano, ela ajuda a fortalecer o discernimento e a vivência vocacional dos presbíteros e dos cristãos leigos e leigas.

 

Oração

Santíssima Virgem Maria, a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa. Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso. Preservai esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis. Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa. Sobretudo, concedei-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado. Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz. Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada. Amém.

 

Referências:

https://santo.cancaonova.com/santo/nossa-senhora-auxiliadora-a-patrona-da-cancao-nova-e-devocao-de-dom-bosco/
https://www.a12.com/redacaoa12/igreja/devocoes-a-virgem-maria-em-tempos-dificeis-na-historia
https://arquidiocesepa.org.br/arquidiocese/seminario-arquidiocesano/

Imagem: Vatican Media

 


#Reflexão: Solenidade de Pentecostes (28 de maio)

A Igreja celebra a Solenidade de Pentecostes, neste domingo (28). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 2,1-11
Salmo: 103 (104)
2ª Leitura: 1Cor 12,3b-7.12-13
Evangelho: Jo 20,19-23

Acesse aqui as leituras.

DOMINGO DE PENTECOSTES (Missa do dia)

Neste domingo, festejamos a solenidade de Pentecostes. É a celebração da vinda do Espírito Santo sobre a Igreja de Jesus. Lucas nos Atos dos Apóstolos (primeira leitura) usa diversos sinais e imagens para contar este grande evento para todos nós.

A missão de Jesus neste mundo não terminou com a sua ascensão (subida) aos céus. Tudo que Ele realizou em um lugar definido e em momento da história não podia permanecer restrito e limitado a poucas pessoas. A redenção operada por Jesus (com sua morte e ressurreição), mas principalmente o seu projeto de amor para com toda humanidade, tudo deveria ser proclamado a todas as pessoas em todos os tempos. Assim, Jesus mudou o seu modo de agir e operar neste mundo. Através da sua Igreja, Cristo tornou-se perpetuamente presente na história.

Mas, aqueles discípulos escolhidos por Jesus deveriam também passar por uma profunda transformação. A vinda do Espírito Santo sobre os apóstolos reunidos em oração provoca uma manifestação nova e diferente de Deus neste mundo e, ao mesmo tempo, transformou cada fiel discípulo em presença de Deus na história.

 Jesus já tinha mencionado o que significa o Espírito Santo. Ele é o Paráclito (defensor), o Consolador e o Advogado na vida de cada pessoa que O recebe. Em outras palavras, o Espírito Santo é o próprio amor de Deus presente em nossas vidas. Lucas procura narrar aquele momento usando vários sinais para mostrar que foi mais uma grande manifestação de Deus neste mundo; mais uma revelação especial que deve ser recordada pra sempre.

O terceiro evangelista Lucas conta que da parte dos discípulos tudo estava preparado: estavam juntos e reunidos. O “Espírito Santo veio do céu” não é fruto de qualquer esforço dos apóstolos, mas foi dado por Deus. Os sinais apresentados no texto sagrado (som, vento impetuoso, tremor, línguas de fogo...) recordam as grandes revelações e manifestações de Deus no AT: o Pentecostes é a definitiva manifestação de Deus que completa a missão de Jesus. Ele é gratuito e desce sobre todos indiscriminadamente. O Espírito Santo é dom de Deus para sua Igreja, formada por cada pessoa batizada. Assim, todos têm o mesmo dom e por isto o mesmo valor dentro da Igreja de Cristo.

O Espírito Santo impulsiona todos a falar e a se manifestar. É o próprio Espírito de Deus que anima cada um para o louvor e ação de graças, com preces e um novo modo de rezar. Ele age em quem proclama o próprio Jesus Cristo e também atua em quem escuta. Lucas nos diz que muitos ouviram os apóstolos e discípulos que rezavam e proclamavam as maravilhas de Deus e mesmo sendo que países diferentes ouviam em suas línguas o mesmo anúncio da Boa Notícia de Deus para todos.

 No dia de Pentecostes, a Igreja de Cristo começou sua missão: anunciar aquilo que recebeu de Jesus e com a ajuda do Espírito Santo. A primeira manifestação de Deus através dos apóstolos após a descida do Espírito Santo indicou outra grande característica da Igreja de Jesus: a unidade na diversidade. Apesar de terem línguas diferentes e de serem de países distantes, todos receberam o mesmo dom e as mesmas graças.

Destaque especial que nos conta Lucas foi a transformação pessoal de cada um ao receber o Espírito Santo. Tornaram-se novas pessoas, mas acima de tudo com uma grande alegria. Além de ouvirem em suas línguas, as pessoas estavam espantadas com a festa que todos faziam a tal ponto de acharem estarem embriagados. O Espírito Santo é presença de Deus, mas presença de amor e de alegria, por isso, cada fiel deve manifestar-se ao mundo vivendo o Amor de Jesus e com muita alegria.

Paulo na segunda leitura completa a compreensão do Espírito Santo na Igreja de Jesus. Ele dá dons especiais a cada cristão, mas tais dons nada mais são que partes que compõem a própria Igreja de Cristo. Cada pessoa é preciosa dentro da Igreja, pois tem a missão de compor o corpo de Cristo neste mundo. Assim, um carisma é um dom especial, mas para toda Igreja. Ninguém deve se sentir autônomo (sozinho) da Igreja. A imagem que o apóstolo usa é a do corpo e de seus membros. Cada parte possui sua importância e seu valor e deve realizar tudo com precisão, pois cada membro deve fazer tudo não para si, mas para o bem de todo o corpo de Cristo que é a sua Igreja. O Espírito Santo age naqueles que compõem a Igreja de Cristo e, assim cada fiel deve se deixar conduzir pelo Espírito para que toda a Igreja possa manifestar ao mundo o amor de Cristo.

Paulo também acentua a diversidade dos membros diferentes, mas mesmo assim, todos compõem a mesma Igreja. Esta é outra característica da Igreja de Jesus neste mundo: é composta por tantas realidades e carismas diversos, mas tudo isso é uma grande riqueza em sua Igreja. A missão do Corpo de Cristo na história não tem limites e fronteiras, nem obstáculo em relação às pessoas e às línguas, pois Ele se adapta e se ajusta a cada cultura e a cada povo para que o Evangelho chegue a todos as gentes.

No Evangelho, São João também recorda o dia em que todos receberam o Espírito Santo. Tudo aconteceu durante um encontro dos apóstolos com Jesus ressuscitado. Nosso Senhor veio, se colocou no meio de todos e confirmou o principal dom da Sua ressurreição: a paz. João nos diz que Jesus lhes mostrou suas mãos e o seu lado ferido. Não queriam ver o rosto, pois para Eles o último momento que ainda traziam do Mestre era de morte no alto da cruz. Jesus confirmou para todos ao mostrar as mãos e o seu lado que se trata do mesmo Senhor e Mestre que seguiram pelas estradas da Galileia e da Judeia.

Depois da confirmação que se tratava do mesmo Jesus e do dom da paz, Cristo soprou sobre eles concedendo-lhes o dom do Espírito Santo. Gesto este que recorda Deus Pai criador dando vida ao barro que se transformou em Adão. Com o Espírito de Deus, todos se tornam pessoas novas em Deus, mas tal dom não deve ser acolhido como um privilégio egoísta, mas para a missão. De fato, Jesus antes de soprar sobre os apóstolos enviou todos para missão, uma missão que nasce da vontade de Deus que Jesus cumpriu com toda determinação e do mesmo modo deverão fazer os apóstolos.

Para São João Evangelista, o dia de Pentecostes é marcado como o momento em que todos recebem o dom especial de Deus (o Espírito Santo), mas também o dia em que a Igreja parte em missão. Jesus ainda lembra no Evangelho sobre a importância em relação ao perdão de Deus. Os apóstolos devem ajudar as pessoas a buscarem sua conversão e reconciliação com Deus Pai. Assim, os discípulos de Jesus, a partir daquele momento, receberam o dom de também perdoar em nome de Deus. Mas cabe também aquele que recebeu o sopro divino (o Espírito Santo) mudar de vida e se arrepender dos seus pecados. As graças de Deus são como pérolas preciosas que precisam ser acolhidas por aquele que crê no amor de Deus e que deseja se tornar presença de Deus neste mundo, assim, abandonar o pecado é a condição fundamental para se tornar manifestação de Deus e do Espírito Santo de Amor neste mundo.

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Coordenadora-geral das Irmãs da Providência de Gap visita asilo

Irmã Teresa Murmu, natural da Índia e atualmente residente na França, coordenadora geral das Irmãs da Providência de Gap, visitou, nos dias 15 e 16 de maio, a obra "Sociedade de Assistência aos Pobres" (Asilo), em Santa Rita do Sapucaí (MG). O asilo conta com o auxílio das religiosas dessa congregação.

 

A coordenadora-geral se encontrou com as religiosas da Providência de Gap que residem no asilo e visitou os idosos, assistidos pela obra. O asilo de Santa Rita do Sapucaí é administrado por leigos e conta com o apoio das religiosas dessa congregação. Além disso, irmã Teresa esteve com os membros da diretoria do asilo; os leigos da "Família Providência", composta por pessoas ligadas ao carisma da congregação; e os padres da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Sebastião Márcio Maciel e José Francisco Ferreira. A visita foi acompanhada pela irmã Teresinha de Barros, provincial das Irmãs da Providência de Gap no Brasil.

Irmã Teresa Murmu saúda idosa, assistida pelas irmãs da Providência de Gap, em Santa Rita do Sapucaí.

A visita da coordenadora-geral faz parte da sua missão de ir às comunidades onde a congregação possui atividades missionárias. Os objetivos da vista são: ter uma proximidade com as religiosas da Providência de Gap; conhecer as alegrias e dificuldades das missões da congregação, em sua cultura local; e incentivar os envolvidos nos trabalhos. Para o padre Sebastião, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, a visita da irmã Teresa foi um momento de festa para a comunidade.

A congregação "Providência de Gap" foi fundada no século XVIII, na França, por jovens inspiradas pelo presbítero Beato João Martinho Moye, a quais se dedicaram a auxiliar famílias carentes em povoados rurais franceses, principalmente, na educação de crianças. A congregação conta com mais de 250 anos e está presente em vários países: França, Espanha, Benin, Índia, México, Brasil e Haiti. As religiosas dessa congregação se dedicam à assistência educacional e à saúde de pobres e marginalizados, por meio das virtudes do abandono à providência divina, simplicidade, pobreza e caridade. Na Arquidiocese de Pouso Alegre (MG), as religiosas da Providência de Gap estão presentes há mais de 100 anos e atuam em atividades missionárias e sociais em várias paróquias.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: irmã Terezinha de Barros

 

A imagem destacada da notícia traz os padres Sebastião Márcio Maciel e José Francisco Ferreira, com as religiosas da Providência de Gap. Ao centro, as irmãs Terezinha de Barros e Teresa Murmu. Veja mais fotos do evento.

 

 


Paróquia São Sebastião completa 103 anos de criação

Paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista (MG), celebrou, no dia 11 de maio, 103 anos de sua criação. Na ocasião, padre Maurício Rowan Peixoto, pároco, celebrou missa com paroquianos e confraternização foi realizada em frente a igreja matriz.

 

A paróquia foi criada por dom Octávio Chagas de Miranda, no dia 11 de maio de 1920, sendo desmembrada da Paróquia Santa Rita de Cássia, em Santa Rita do Sapucaí (MG). A celebração foi presidida pelo pároco, padre Maurício Rowan Peixoto, e contou com a presença dos fiéis.

Na celebração, foi lido o decreto de ereção da paróquia. Além disso, se recordaram dos padres que já exerceram seu ministério na paróquia e dos leigos e leigas que colaboram no crescimento da comunidade nas diversas pastorais e movimentos. Em sua homilia, o pároco recordou a importância da Igreja Católica na vida da comunidade e incentivou os fiéis a continuarem a colaborar nos diversos trabalhos pastorais, ajudando na construção do Reino de Deus. Ao final da celebração, o prefeito de São Sebastião da Bela Vista, Ronaldo Laurindo Bueno, falou em nome dos munícipes e, após a celebração, houve confraternização com caldos em frente à igreja matriz.

A paróquia completou 100 anos, no dia 11 de maio de 2020. Devido à pandemia da COVID-19 nos últimos anos e ao isolamento imposto pelos órgãos de saúde, não foi possível realizar a comemoração.

 

Texto: Leonardo de Souza
Imagens: Rafael Aparecido da Silva

 

A imagem destacada da notícia traz o pároco, padre Maurício Rowan Peixoto, proferindo a homilia na missa, em ação de graças pelos 103 anos da Paróquia São Sebastião, em São Sebastião da Bela Vista. Veja mais fotos do evento:

 

 


Fome: um problema de todos nós

Os números da fome no Brasil e no mundo são estarrecedores, sobretudo quando consideramos os lucros das empresas de produção e comercialização de proteínas e outros alimentos. Mais estarrecidos ainda ficamos quando verificamos que, por trás de cada número, absoluto ou percentual, estão inúmeras pessoas com suas histórias, suas potencialidades, suas vidas. Segundo dados da Oxfam Brasil, organização internacional que estuda a pobreza no mundo, hoje, quase dez por cento da população mundial passa fome e mais de trinta por cento vive em insegurança alimentar.

No Brasil, as pessoas que passam fome são 33 milhões, o mesmo número da década de 90 do século passado. E, ainda no Brasil, que quase 60% da população convive com alguma forma de insegurança alimentar.

No entanto, vivemos um tempo em que o mundo mais produz alimentos na história e o Brasil bate recordes de produção de proteínas, sobretudo grãos e carne. A força econômica do chamado agronegócioagropecuária para lucro e não para matar a forme, nunca foi tão sentida no país. Diante desse quadro, é preciso nos perguntarmos onde está o problema que faz com que os alimentos produzidos não cheguem à mesa de parcelas tão altas da população. O que leva a termos tanto alimento, lucrarmos tanto com sua produção e comercialização e, ao mesmo tempo, deixarmos tantas pessoas padecerem morrerem de fome?

O best-seller de Yuval Harari (2016), “Homo Deus, uma breve história do amanhã”, aponta a domesticação de plantas e animais como a segunda grande revolução da humanidade e diz também que, desde então, os grupos humanos caminham para se tornarem autossuficientes na produção de alimentos. Porém, ainda segundo esse autor, o modelo econômico liberal capitalista potencializado pela revolução industrial e pela revolução da informação em curso, inviabilizam esse objetivo. Isso por que veem a produção agropecuária como negócio – agrobusiness - e não como alimento.

Também o economista Ladislaw Dowbor (2017), em sua obra “A Era do Capitalismo Improdutivo, Nova arquitetura do poder - dominação financeira, sequestro da democracia e destruição do planeta”, explica em detalhes o que acontece. Esse autor tem ampla experiência em trabalhos na ONU atuando em países pobres e atualmente é um dos articuladores da Economia de Francisco e Clara no Brasil. Ladislau detalha como o chamado “capital rentista” sequestra, além da democracia, também os bens produzidos em detrimento das necessidades das pessoas mais pobres em todo o mundo.  Segundo ele, o capital rentista só ganha dinheiro com especulação financeira e nada produz: nem de serviços, nem empregos, muito menos produtos propriamente ditos. Portanto, esse é um sistema imoral e antiético, pois leva grandes parcelas da humanidade a uma subvida e mesmo à morte.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realiza neste ano a Campanha da Fraternidade (CF), a terceira que reflete sobre a fome. A campanha nos propõe debater a problemática da fome, levantada acima. Constata-se que é preciso um debate profundo, devido à complexidade do assunto e os interesses econômicos e financeiros que o envolvem, como já descrevi. Não se pode limitar essa campanha a algumas ações de distribuição de alimentos ou mesmo projetos de geração de rendas, embora essas ações sejam importantes e até necessárias. Precisamos, porém, ir às verdadeiras causas da fome, que, em suas primeiras causas, trazem consigo grandes interesses econômicos e financeiros desprovidos de qualquer ética. Colocam como centro o dinheiro e não a pessoa humana e a vida no planeta. Biblicamente falando, é a verdadeira idolatria tão denunciada pelos profetas do Primeiro Testamento.

A CF 2023 escolheu como lema o texto de Mateus, na multiplicação dos pães: “Dai-lhes vós mesmos de comer” (Mt 14,16). Esse mandado de Jesus é uma provocação aos seus seguidores e seguidoras para alimentarem os famintos, seus irmãos e irmãs. Isso quer dizer que cristãos e cristãs não podem se calar diante da grande tragédia da fome. Uma análise bem simples da multiplicação dos pães nos traz alguns elementos que nos ajudam refletir a questão da fome no mundo hoje. Vejamos: há uma multidão faminta e Jesus não fica alheio ao seu drama. Também não pergunta por que esse povo está sem comida, se é por falta de ser previdente. Ele simplesmente se comove com sua dor, mais que os apóstolos que queriam despedi-lo. Jesus chama os apóstolos à responsabilidade, mandando que eles mesmos resolvam e alimentem os famintos. A solução é dada com dois elementos que se complementam: a partilha dos pães e dos peixes e a benção pelos bens recebidos de Deus. É o mesmo conteúdo da oração que o padre faz sobre as oferendas consagradas na Eucaristia: frutos da terra e do trabalho humano oferecidas a Deus como sacrifício. Ou seja, o texto indica que a fome é problema de todos nós e a partilha, com o reconhecimento de que os bens vêm de Deus, é, para todos, a solução para o problema.

Diante disso, é preciso reconhecer que a questão da fome é problema da humanidade e que nós, cristãos, somos chamados por Jesus a dar nossa colaboração. Para vencermos esse flagelo, de forma bem simples, a Igreja em sua ação vem apontando três níveis de ação: a) a assistência, que consiste em dar comida a quem está com fome; b) a promoção, que é promover as pessoas em situação de pobreza para poderem, elas mesmas, proverem seu sustento, por exemplo, mediante a preparação para o mercado de trabalho; c) a ação política. Essa é a mais exigente e como nos ensinam vários papas como Francisco, São Paulo VI e Pio XI, também “é a forma mais perfeita de caridade”.

 

Referências:

HARARI, Yuval Noah. Homo Deus: uma breve história do amanhã. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

Dowbor, Ladislau. A era do capital improdutivo: Por que oito famílias tem mais riqueza do que a metade da população do mundo? São Paulo: Autonomia Literária, 2017.

 


Santa Rita de Cássia: santa mulher, mãe, esposa e religiosa que serviu a Deus

"Ah, não há rosas sem espinhos, não no canteiro de Jesus
Lá, quem quiser ganhar a vida tem que levar a sua cruz
Neste jardim, foi semeada Rita de Cássia, a rosa-flor
Que deixou tudo nesta vida, porque entendeu o que é o amor
Nem sofrimentos e família desiludiu sua decisão
Seguir somente Jesus Cristo, jamais trair seu coração
Fostes a rosa preferida, ó Santa Rita de Jesus!
Ensinas-me lição de vida! Sofrer, amar, levando a cruz".


(Hino de Santa Rita de Cássia - "Fostes a Rosa Preferida", de Messias Dias e Graciele Pimenta)

 

No dia 22 de maio, se celebra o dia de Santa Rita de Cássia, que ficou conhecida como a padroeira das causas impossíveis, a protetora das viúvas e a santa das rosas. Diferentemente de muitos santos católicos de tempos antigos, Santa Rita de Cássia tem uma particularidade: é possível traçar muitos detalhes de sua vida. Sabe-se que ela nasceu em 1381, na cidade italiana de Roccaporena, uma vila localizada a 5 km de Cássia, e morreu no dia 22 de maio de 1457.

Esposa, mãe, viúva e depois freira. Desde criança, Rita foi religiosa e tinha o sonho de seguir uma vida de devota. Porém, a vocação teve de esperar, já que aos 13 anos ela foi prometida em casamento para Paulo Ferdinando Mancini. Ela se casou aos 16 anos e teve dois filhos. A vida dela mudou quando perdeu seu marido e filhos. O marido foi assassinado e os filhos morreram de peste bubônica. Depois que ela ficou sozinha no mundo, conseguiu realizar o grande sonho da vida dela, que era ser religiosa. Ela entrou na ordem agostiniana e se tornou religiosa.

Há uma passagem que mostra a devoção de Rita. Após a morte do marido, os filhos buscaram vingança do assassinato. A religiosa, então, orou e disse a Deus que preferia ver os filhos mortos do que em pecado. Pouco tempo depois, eles de fato morrem.

Com a idade de 36 anos, Rita pediu para ser admitida na comunidade das monjas agostinianas do Mosteiro de Santa Maria Madalena de Cássia. Porém, seu pedido foi recusado: as religiosas temiam, talvez, que a entrada da viúva de um homem assassinado pudesse comprometer a segurança do convento. No entanto, as orações de Rita e as intercessões dos seus santos protetores levaram à pacificação das famílias envolvidas na morte de Paulo de Mancino e, após tantas dificuldades, ela conseguiu entrar para o mosteiro.

Segundo a tradição religiosa, em uma noite ela teve uma visão de três santos. Em um momento de êxtase, eles teriam conduzido Rita para dentro do convento, de madrugada, com a porta trancada. Isso teria sido uma prova em definitivo de intervenção divina e, por isso, ela foi aceita. Ela teria sido encontrada dormindo, aos pés do crucifixo, dentro do convento.

Narra-se que, durante o noviciado, para provar a humildade de Rita, a abadessa pediu-lhe para regar o tronco seco de uma planta e que sua obediência foi premiada por Deus, pois a videira, até hoje, é vigorosa. Com o passar dos anos, Rita distinguiu-se como religiosa humilde, zelosa na oração e nos trabalhos que lhe eram confiados, capaz de fazer frequentes jejuns e penitências. Suas virtudes tornaram-se famosas até fora dos muros do mosteiro, também devido às suas obras de caridade realizadas com a ajuda de algumas religiosas. Além da sua vida de oração, ela visitava os idosos, cuidava dos enfermos e assistia aos pobres.

Cada vez mais imersa na contemplação de Cristo, Rita pediu-lhe para participar da sua Paixão. Em 1432, absorvida em oração, recebeu a ferida na fronte de um espinho da coroa do crucifixo. O estigma permaneceu por quinze anos, até a sua morte.

Em determinado momento ela estava em oração e teria recebido esse estigma, que a acompanhou durante toda sua vida. Isso causou, no convento, um certo constrangimento. Os relatos são que esse estigma tinha um mau odor e ela teria ficado isolada por causa disso.

No inverno, que precedeu a sua morte, enferma e obrigada a ficar acamada, Rita pediu a uma prima, que lhe veio visitar em Roccaporena, dois figos e uma rosa do jardim da casa paterna. Era janeiro, período de inverno na Itália, mas a jovem aceitou seu pedido, pensando que Rita estivesse delirando pela doença. Ao voltar para casa, ficou maravilhada por ver a rosa e os figos no jardim e, imediatamente, os levou a Rita. Para ela, estes eram sinais da bondade de Deus, que acolheu no céu seus dois filhos e seu marido.

Santa Rita morreu na noite entre 21 e 22 de maio de 1447. Devido ao grande culto que brotou logo depois da sua morte, o corpo de Rita nunca foi enterrado, mas foi mantido em uma urna de vidro. Rita conseguiu reflorescer, apesar dos espinhos que a vida lhe reservou, espalhando o bom perfume de Cristo e aquecendo tantos corações no seu gélido inverno. Por este motivo e em recordação do prodígio de Roccaporena, a rosa é, por excelência, o símbolo de Rita. Entre os católicos, ela é conhecida como santa para interceder nas "causas impossíveis".

 

Oração

Ó poderosa e gloriosa Santa Rita, chamada santa das causas impossíveis, advogada dos casos desesperados, auxiliadora da última hora, refúgio e abrigo da dor que arrasta para o abismo do pecado e da desesperança, com toda a confiança em vosso poder junto ao Coração Sagrado de Jesus, a Vós recorro no caso difícil e imprevisto, que dolorosamente oprime o meu coração. Obtenha a graça que desejo, pois, sendo-me necessária, eu a quero. Apresentada por vós a minha oração, o meu pedido, por vós que sois tão amada por Deus, será certamente atendido. Dizei a Nosso Senhor que me valerei da graça para melhorar a minha vida e os meus costumes e para cantar na Terra e no Céu a Divina Misericórdia. Santa Rita das causas impossíveis, intercedei por nós! Amém.

 

Referências:
AQUINO, F. Relação dos santos e beatos da Igreja. Lorena: Cléofas, 2009.
Liturgia das Horas
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/05/22/s--rita-de-cassia--religiosa-agostiniana.html

https://www.liturgia.pt/santos/santo_v.php?cod_santo=226
https://www.liturgia.pt/martirologio/
https://educacao.uol.com.br/noticias/2021/05/22/dia-de-santa-rita-de-cassia-saiba-quem-foi-e-veja-a-oracao.htm

Imagem: Vatican Media

 


#Reflexão: Solenidade da Ascenção de Jesus (21 de maio)

A Igreja celebra o 7º Domingo do Tempo Pascal, neste domingo (21). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 1,1-11
Salmo: 46(47),2-3.6-7.8-9 (R. 6)
2ª Leitura: Ef 1,17-23
Evangelho: Mt 28,16-20

Acesse aqui as leituras.

ASCENSÃO DE NOSSO SENHOR JESUS

Estamos próximos de encerrarmos as celebrações da Páscoa de Jesus e conforme os Textos Sagrados, a morte não marcou o fim da existência de Jesus, mas definiu o reinício de um tempo, agora com Cristo ressuscitado. Dessa forma, Jesus continuou sua missão no mundo e na história, através da sua Igreja. Assim, após sua ressurreição, Cristo procurou preparar o grupo dos apóstolos passando uns dias com eles, animando e orientando sobre o que eles deveriam fazer. Mas, era necessário encerrar também esta curta missão entre os apóstolos como ressuscitado e visível. Por fim, chegou o momento da partida de Jesus.

A solenidade da subida do Senhor Jesus aos céus (Ascensão) marcou a passagem de dois grandes momentos da história da salvação: o final da missão de Jesus visível neste mundo e o início da caminhada da Igreja. Nosso Senhor encerrou a sua presença neste mundo, mas, ao mesmo tempo, Ele não nos abandonou. A forma de sentir a sua ajuda e a sua assistência passou a ser muito mais ampla e perfeita. Para isso, a sua Igreja (na pessoa dos apóstolos) também deveria assumir um papel novo e amplo neste mundo.

Temos duas tradições sobre esse momento de despedida de Jesus antes de subir aos céus. Para Mateus tudo aconteceu na Galileia onde os apóstolos se dirigiram a “Montanha” para o primeiro evangelista é um lugar muito significativo. Jesus tem algumas experiências significativas sobre montanhas: as tentações (Mt 4,8), as Bem- aventuranças (Mt 5) e a transfiguração (Mt 17,1ss). Para Mateus era necessário retornar e recomeçar no monte como foi o início, na Galileia, com as Bem-aventuranças.

Para Lucas no livro dos Atos dos Apóstolos (conforme a primeira leitura), tudo aconteceu na cidade de Jerusalém. Nela, Jesus teve o cumprimento de sua missão e de lá, os apóstolos deveriam dar prosseguimento na sua missão: de Jerusalém até o centro do mundo da época que era Roma.

Tanto Mateus quanto a passagem nos Atos dos Apóstolos descrevem a situação do grupo de Jesus. Em Atos, eles perguntam sobre a “restauração” do reino deste mundo: de Israel. A visão que conseguiam ter de tudo que aprenderam com Jesus era de um projeto meramente político e limitado a um território: uma libertação social e política dos romanos. Uma visão muito pequena e incorreta em relação à verdadeira missão que iriam realizar. Esperavam que Jesus ainda agisse e fizesse algo.  Mateus narra que o grupo, ao ver Jesus, se prostrou diante Dele (reconhecimento da presença divina), mas alguns ainda duvidavam. Jesus resolveu ainda confiar no grupo e em pessoas que ainda duvidavam! A dúvida não é algo 100% negativo: ela nos revela o que ainda temos que conhecer.

Jesus sabia que somente com a Força do Alto (Espírito Santo) todos iriam não somente compreender quem realmente Ele era, bem com a missão que deveriam assumir neste mundo. Nos Atos dos Apóstolos, Jesus sinalizou a principal função do Espírito Santo em sua Igreja: transformar todos em testemunhas. Assim, mais do que esperar uma revolução sociopolítica, eles passaram por uma revolução interna e conquistaram Jerusalém e todos os cantos da terra. O destaque das palavras de Jesus é que eles deveriam agir e serem instrumentos de graças para todas as pessoas.

No relato de Mateus, Jesus iniciou recordando o seu poder que é o mesmo de Deus Pai: no céu e na terra. Em seguida, Jesus os enviou para a missão. Mesmo diante das inseguranças e até dúvidas de fé de alguns, Cristo confiou a todos a tarefa de continuar tudo que Ele mesmo iniciou. Para este evangelista, a missão dos apóstolos pode ser resumida em três atividades. 1) Conquistar discípulos para Jesus, pessoas que escolheram seguir o mesmo caminho de salvação que Ele mesmo ensinou aos seus. 2) Batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Mais do que o rito sacramental, a missão dos apóstolos de conceder, através do Batismo, a mesma graça da Trindade a todos que desejarem. Somente com esta Força que vem do Alto, todos poderão usufruir de tudo que Jesus deixou para nós. 3) Observar os ensinamentos de Jesus. Tudo em Cristo é fundamental, mas nos Seus ensinamentos nós encontramos a receita para sermos discípulos e cumprirmos a vontade de Deus Pai. Assim, o discípulo que Jesus deseja é aquele que possui as graças do Espírito Santo (recebemos no dia do nosso Batismo), mas que também observa os seus ensinamentos.

Após esclarecer a todos que eles deveriam continuar a mesma missão de Jesus, mas como testemunhas e com a força do Espírito Santo, Jesus deixou definitivamente os apóstolos. Foi uma despedida diferente e também significativa para todos nós. Lucas, nos Atos descreveu este momento dizendo que Jesus subiu e desapareceu entre as nuvens. Isso marcou o limite da realidade humana e divina. Jesus entrou em uma nova realidade que não significa estar distante ou perdido no céu, mas que definitivamente assume a sua realidade divina.

Podemos dizer que Jesus se distancia dos olhos de todos, mas não da presença de todos. Se antes, todos podiam ver e tocar Jesus ressuscitado (um privilégio somente para os primeiros discípulos), após sua ascensão junto de Deus Pai, Jesus está próximo de todas as pessoas, onde elas estiverem e em todos os momentos da história. Antes Ele estava ao lado, agora Ele permanece dentro de nós!

A presença de Jesus é com o Espírito Santo já definido por Jesus como o Amor por excelência entre Ele, o Filho e o Pai. Na segunda leitura, Paulo nos lembra que a principal missão no Espírito Santo é abrir o nosso coração à sua luz para sabermos qual esperança fomos chamados e a herança dos Santos já assegurada a todos nós. Um Espírito que nos anima na missão no presente, e na esperança que nos aguarda no futuro.

Jesus não “foi embora”, mas retornou para o Pai. Ele não deve pertencer a um grupo, mas a toda a humanidade. Não está distante, mas sim perto de todos, Ele entrou no mais profundo da realidade humana, por isso Ele se deixou encontrar em cada canto do mundo e em cada pessoa.

Após subir aos céus, os apóstolos ficaram admirados olhando para o alto, como que esperando acontecer algo espetacular ou fantástico da parte de Jesus. Dois homens (2 = testemunha) em veste branca (revestido do céu = anjos) chamaram a atenção dos apóstolos. Interessante: normalmente se esperam sinais e revelações do céu e não da terra! Mas, os dois homens procuram mostrar isto: é o momento de “arregaçarem as mangas” e começaram a missão: mais do que ficarem olhando para o alto é necessário olhar para os lados e ao horizonte, pois eles tinham muito trabalho e muito que realizar.

Mateus encerrou seu Evangelho com uma promessa muito importante para todos nós: Ele caminha conosco até o final dos tempos e Ele mesmo atua em nós e por meio de nós. Mais do que esperar sinais, somos chamados a sermos sinais neste mundo; mais do que desejar ainda milagres (um Jesus que “resolve tudo”) devemos ser canais de graça na vida das pessoas. É necessário assumir a nossa missão e ajudar as pessoas a serem discípulas de Cristo, procurando ensinar tudo que Ele mesmo viveu e deixou para o nosso bem. Estamos assim, vivendo o “grande intervalo” entre a Ascensão e a próxima manifestação de Jesus que acontecerá um dia em nossa história.

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Setor Juventude da Arquidiocese realiza encontro on-line

Padre Robson Aparecido da Silva, Assessor Arquidiocesano do Setor Juventude, conduziu na manhã deste sábado (13), uma reunião com os jovens via on-line.

O assessor ouviu a partilha dos jovens participantes, especialmente das atividades realizadas durante a Semana Santa. Em seguida, mostrou a importância da elaboração de um projeto de atividades para trabalho com a juventude, na Paroquia, no Setor e na Arquidiocese.

Foi também apresentada, durante a reunião, a importância das atividades realizadas com os jovens pela Comunidade Jave Nissi, pelo TLC, pelo JOVISA e outros grupos, serem sempre vistas como trabalho de evangelização da Igreja Arquidiocesana e não somente do movimento ou do grupo.

"Os coordenadores jovens e padres assessores estejam em sintonia e trabalhem juntos, em equipe, pois a missão é sempre a mesma: a evangelização da juventude em nossa Arquidiocese de Pouso Alegre", salientou Pe. Robson.   

Padre Robson também motivou os jovens para a participação na III Missão Jovem Arquidiocesana que acontecerá nos dias 7, 8 e 9 de julho, na Paróquia São Caetano, na cidade de Brazópolis (MG). As inscrições já estão abertas e se encerram no dia 15 de junho. Para participar do evento, o jovem precisa ser atuante na comunidade paroquial e ter mais de 16 anos. Menores de 18 anos deverão ter a autorização dos pais por escrito.

Jovem, faça aqui a sua inscrição e participe da III Missão Jovem Arquidiocesana!

Texto: Padre José Luiz Faria Junior

Foto: Padre Robson Aparecido da Silva


Pe. Edson participa de Encontro de Coordenadores de Pastorais do Regional Leste 2

O Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Pouso Alegre, Padre Edson Aparecido da Silva, participou, dos dias 08 a 11 de maio, do Encontro dos Padres Coordenadores Diocesanos de Pastoral do Regional Leste 2 da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

O encontro aconteceu na  Casa Santíssima Trindade, em Belo Horizonte (MG) e foi coordenado pelo Padre João Velozo Arantes, da Diocese de Luz (MG), e assessorado pelo Irmão Denílson Mariano, membro do Movimento Boa Nova. O início do encontro foi na noite o dia 08, com a acolhida dos 23 padres participantes.

O objetivo do encontro foi refletir sobre a realidade vivida pelas dioceses e promover momentos de partilha de vida e projetos de pastoral, identificando os pontos em comum, positivos e negativos, e fazendo uma avaliação da caminhada pastoral do Regional Leste 2.

No decorrer do encontro, que teve seu encerramento na manhã de hoje, (11),  também aconteceram momentos de espiritualidade e reflexões sobre temas atuais, como o excesso de atividades no clero e o processo pós-pandemia, fornecendo uma perspectiva para os próximos anos.

"Foi uma oportunidade de encontrar quem vem das diversas localidades do estado de Minas Gerais, ouvir e conhecer a realidade do outro, compartilhar as conquistas, desafios e o comprometimento de cada diocese em sua caminhada pastoral. Foi momento de cultivarmos o clima de Igreja em saída, proposta pelo Papa Francisco, construindo um caminho de sinodalidade pastoral", destacou o Coordenador de Pastoral da Arquidiocese de Pouso Alegre, Padre Edson.

 

 

Texto: Padre José Luiz Faria Junior

Imagens: Padre Edson Aparecido da Silva