São Luís Martin e Santa Zélia Guérin: pais de Santa Teresinha do Menino Jesus

O casal Luís e Zélia, antes de se conhecerem, tiveram a intenção de seguir uma vida de devoção religiosa. Porém, não era isso que Deus tinha preparado para eles.

Nas voltas da vida, Luís Martin e Zélia Guérin se encontraram, casaram e tiveram nove filhos com as bençãos de Deus. O casal viveu verdadeiramente sacramento do Matrimônio e educaram na fé os filhos que Deus lhes confiou. Praticavam a oração diária, a caridade e a devoção a Santa Eucaristia. Seguiam os mandamentos da Igreja e ajudavam os pobres e sofredores.

Suas filhas seguiram a vocação religiosa e, entre elas, estava Santa Teresa do Menino Jesus, a qual, aos 15 anos, foi para o Convento e se tornou a Padroeira das Missões.

Devido a um câncer, Zélia Guérin morreu em agosto de 1877. Luís Martin foi morar em Lisieux, onde o irmão de Zélia Guérin morava com a sua esposa. Eles poderiam cuidar das meninas que não tinham mais a mãe e eram ainda muito pequenas. Luís morreu em julho de 1894.

A memória da vocação e missão de São Luís Martin e Santa Zélia Guérin é celebrada na Igreja no dia 12 de julho. Eles são o primeiro casal a serem canonizados em uma única cerimônia na Igreja.

Oração

Santos Luís e Zélia Martin, após sentirdes o desejo de vida religiosa, ouvistes o chamado do Senhor para a vocação do casamento. Sois os “pais sem igual” de quem vossa filha Santa Teresinha do Menino Jesus fala. São os afortunados pais de Leônia (Serva de Deus Irmã Francisca Teresa), Maria, Paulina e Celina, transplantadas para o Monte Carmelo. São pais de quatro filhos tirados de vosso afeto na juventude: Helena, José, João Batista e Melânia Teresa.

Destes toda a glória a Deus através de vosso trabalho humilde e paciente, do compromisso com os pobres e de vossa vida familiar, onde reinava a felicidade de amar e ser amado. Vivestes a vida cotidiana concretamente através das alegrias e tristezas de vossa existência. Amai-nos como a vossos próprios filhos, com o coração de um pai e o coração de uma mãe, porque sois amigos de Deus. Ouvi nossa oração e nosso pedido (fazer o pedido) e intercedei por nós junto a Deus Pai, por meio de Jesus Cristo, Nosso Senhor, na graça do Espírito Santo. Amém.

 

Referências:

https://comshalom.org/novena-dos-pais-de-santa-teresinha-sao-luis-e-santa-zelia-martin/

https://www.cnbb.org.br/a-santidade-de-sao-luis-martin-e-santa-zelia-guerin-pais-de-santa-terezinha-a-padroeira-das-missoes/

https://www.vatican.va/news_services/liturgy/saints/2008/ns_lit_doc_20081019_martin-guerin_po.html

Imagem: CNBB

 


#Reflexão: 15º domingo do Tempo Comum (16 de julho)

A Igreja celebra o 15º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (16). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Is 55,10-11
Salmo: 64(65),10.11.12-13.14 (R. Lc 8,8)
2ª Leitura: Rm 8,18-23 ou mais breve 13,1-9
Evangelho: Mt 13,1-23

Acesse aqui as leituras.

 

ACOLHER COM ALEGRIA A PALAVRA DE DEUS SEMEADA EM NOSSOS CORAÇÕES

 

Sabemos que Jesus era um Mestre diferente de todos os outros. De fato, Nosso Senhor não queria ser conhecido somente como alguém que operava milagre e curas, mas principalmente como Mestre e Guia de todos. Queria discípulos ao seu redor e não somente pessoas interessadas em sinais e prodígios.

Mateus no Evangelho deste domingo nos narra que Jesus estando cercado por uma multidão à beira do lago de Genesaré, se distancia de todos, sobe em uma barca e assentado (posição de um Mestre) começa a ensinar. Jesus fala de uma barca (em outras passagens, a barca representa a comunidade dos apóstolos, a sua Igreja) e as pessoas escutam. Como Mestre das coisas de Deus, Jesus ensina, mas o faz de um modo bem diferente e inovador. Ele usa aquilo que era o cotidiano e da vida das pessoas.

Deus quer fazer parte da nossa realidade corriqueira e onde vivemos e não somente no Templo, em nossas igrejas. O modo escolhido por Jesus para ensinar o povo simples foi por parábolas: histórias comuns, mas sempre com algo questionador e “diferente” que intrigavam as pessoas. A famosa parábola do Bom Semeador deste domingo retrata muito bem como é a ação de Deus através de sua Palavra e a responsabilidade de cada ouvinte diante dos ensinamentos de Jesus.

Quando Jesus iniciou a parábola, certamente, muitos se identificaram com o personagem principal (semeador), pois aquela profissão (agricultor) era muito comum e era conhecida por todos. Mas, como é próprio nas parábolas contadas por Jesus, sempre há algo que chama atenção, pois vários detalhes não correspondiam àquilo que todos conheciam.

Segundo Jesus, o semeador inicia sua jornada de trabalho, semeando logo que sai de sua casa. Todos sabiam que os caminhos usados pelas pessoas eram de terra dura e quase impenetrável, assim, jogar sementes naquele terreno era puro desperdício e sem nenhuma chance de gerar um dia espigas e grãos de trigo. Este é o primeiro particular “estranho” na história do semeador contada por Jesus. No entanto, o mesmo agricultor continua semeando, mas desta vez, joga sementes em terrenos inadequados ou que não tinham sido preparados para a plantação. O primeiro é um terreno pedregoso e o segundo estava cheio de espinhos.

Naquele tempo, possuir sementes para o plantio não era algo fácil, pois tinha que calcular bem o que era necessário para alimentar a família e aquilo que deveria ser deixado à parte para a nova plantação. Nem todos possuíam dinheiro para comprar os grãos para uma nova semeadura. Dessa forma, o agricultor preparava primeiro o terreno, limpando a área de tudo que poderia atrapalhar os grãos germinarem e crescerem. Uma vez preparada a terra, se plantava em covas e lugares adequados tendo em consideração a distância e outros detalhes. Mas, o Bom Semeador da parábola de Jesus distribui as suas sementes com generosidade. Todas as terras recebem a mesma semente.

A pergunta que certamente os ouvintes de Jesus devem ter feito é: quem é este “estranho” semeador? Jesus procura descrever a ação de Deus como alguém que distribui com generosidade sua semente. É algo precioso, mas tal agricultor da parábola de Jesus não quis reservar este dom precioso somente para alguns poucos escolhidos (“terra boa” no final da parábola), mas distribui para todos os tipos de terreno. Se o agricultor não é um camponês comum, também a semente representa algo especial.

Isaías na primeira leitura nos diz que a Palavra de Deus possui uma força própria que sempre produz seus frutos. Ela sai de Deus (do céu), penetra o solo desta terra (nossos corações) e não voltam para Deus sem antes produzir frutos. São as graças de Deus presentes em sua Palavra (Bíblia), as quais sempre deixam sementes em nós que geminam e produzem frutos.

Na parábola de Jesus, o Bom Semeador distribui igualmente o mesmo dom precioso (a semente) para todos, mas, segundo Jesus, a ação esperançosa e positiva do Agricultor Generoso não depende somente Dele. Deus concede seus dons sempre com bondade, mas tudo terá um bom fim dependendo também do coração que recebe a Boa Semente.

Os tipos de terrenos descritos na parábola são os corações que têm contato com a Boa Semente da Palavra de Deus. São quatro tipos de terrenos e de pessoas: (1) Há aqueles que acolhem a Palavra, mas somente na superficialidade. Não permitem que ela penetre e se enraíze em seus corações. Tal Palavra de Deus é facilmente carregada e devorada pelo mundo (Jesus fala também do “Maligno”). No final é como se nada tivesse acontecido; (2) Há aqueles que acolhem a Palavra, deixam que ela penetre seus corações, mas uma vez dentro, a Boa Semente não encontra espaço. Ao invés de raízes firmes e sólidas (que seriam bons hábitos e os valores cristãos), nestes corações encontram-se somente “pedras” (vícios e valores não cristãos); Jesus afirma ainda que, por falta de raízes profundas, as pessoas se deixam abater pelas tribulações da vida e perseguições. A semente até que se esforça e começa a crescer, mas não podendo ter raízes profundas, a Palavra de Deus é sufocada e massacrada pelas pedras; (3) Há aqueles que também recebem a Palavra de Deus, esta até lança raízes e consegue crescer, mas como no coração há também espinhos, estes acabam que sufocando a semente que já tinha brotado e crescido. O ódio, a falta de perdão, violência... são espinhos que somente ferem as pessoas e matam a Palavra de Deus. Jesus ainda acrescenta que as seduções do mundo acabam sendo mais fortes e a semente não produz nada na vida dessas pessoas. (4) Há, por fim, aqueles que acolhem a Palavra de Deus com a mesma generosidade do Bom Semeador, esses possuem um coração onde a semente encontra terreno adequado para crescer e produzir frutos em abundância.

O bom terreno (bom coração) tem anseio pela Boa Semente da Palavra de Deus. Anseia e deseja que ela penetre e produza frutos em abundância em suas vidas. São Paulo na 2ª leitura comenta que toda a criação anseia pela generosidade das graças de Deus, mas tudo também depende de cada pessoa. Mesmo que uma pessoa passe por este mundo sofrendo angústias e sofrimentos são como “dores de parto”: antecedem o dom maior que Deus nos reserva.

No fundo, sabemos que todos possuem terreno apto para receber a Boa Semente, o problema está nas condições em que se encontram os nossos corações. Tem aqueles que estão como “terra dura”, quase que impermeável à ação de Deus; outros possuem a terra em condições de deixar que a semente produza frutos, mas precisam urgentemente limpar o terreno: retirar as pedras, desenraizar e jogar fora os espinhos. O Bom Semeador faz sua parte em semear com gratuidade e abundância, mas respeita a escolha de cada pessoa.

Jesus encerra a parábola dizendo que aqueles que recebem a Boa Semente da Palavra de Deus e dão espaço e tempo para que ela germine e cresça, estes corações produzem frutos em abundância. Um agricultor da época de Jesus sabia que um saco de trigo produzia no máximo 10 sacos na colheita. Na parábola de Jesus, o bom terreno produz 100, 60 e 30 por um. A Boa Semente da Palavra de Deus, segundo Jesus, surpreende e vai além da expectativa humana com a mesma generosidade produzindo muito mais do que aquilo que um agricultor esperava. O fundamental é jamais reter a Palavra de Deus como algo íntimo e exclusivo. Ela precisa produz em nossas vidas bons frutos do amor, da caridade, do perdão, da misericórdia, da solidariedade e principalmente da paz. Tudo depende de como se encontra o nosso coração.

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3ª Missão Jovem Arquidiocesana acontece na Paróquia São Caetano em Brazópolis (MG)

O Setor Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre reuniu cerca de 150 jovens, no último final de semana, na Paróquia São Caetano, em Brazópolis (MG), para a realização da 3ª Missão Jovem.

 

Com o lema "Maria levantou-se e partiu apressadamente" (Lc 1,39), jovens de diversas paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre, de diferentes movimentos eclesiais, coordenados pelo padre Robson Aparecido da Silva, assessor do Setor Juventude, e pelos padres da Paróquia São Caetano, padre Lucimar Pereira Goulart e padre Marcos Vinícius da Silva, se reuniram para realização da 3ª Missão Jovem Arquidiocesana, que estava programada para 2020, mas não aconteceu devido à pandemia da Covid-19.

A acolhida dos jovens e a celebração eucarística de abertura do evento aconteceu na sexta-feira (7), às 19 horas, na igreja matriz de São Caetano. Em seguida, os jovens missionários foram divididos em grupos, conforme as localidades, e dirigiram-se para casas das famílias onde ficaram hospedados.

No sábado (8), as atividades começaram às 8 horas com um momento de oração na igreja matriz. Logo em seguida, os jovens missionários iniciaram a missão pelas ruas, visitando o comércio da cidade, durante toda a manhã. Após almoçarem juntos, começaram a missão porta a porta, visitando às famílias. No fim da tarde, os jovens missionários se dirigiram para a casa das famílias onde estavam hospedados para se prepararem para a celebração eucarística que aconteceu às 19 horas na igreja matriz. Em seguida, na Praça da Matriz, aconteceu uma apresentação teatral e um "Evangelizashow". Durante todo o dia, os padres permaneceram na igreja matriz para o atendimento de confissões.

Na manhã de domingo (9), às 8 horas, os jovens se reuniram para o momento de oração, na igreja matriz, e dali se dirigiram para a missão em algumas comunidades da paróquia, nos Bairros Cancan, Frei Orestes e Estação Dias. Às 11 horas, retornaram para a igreja matriz, onde aconteceu a missa de encerramento do evento.

Padre Fabiano José Pereira, coordenador arquidiocesano da Pastoral Vocacional, e padre Rafael Domingues Gouvêa, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Consolação, em Consolação (MG), também estiveram presentes durante os dias de missão. Padre Vanir Ramos Barbosa, residente em Gonçalves (MG), também ajudou no atendimento das confissões.

O assessor do Setor Juventude, padre Robson Aparecido da Silva, comentou a experiência da 3ª Missão Jovem para a comunidade e para os jovens missionários e manifestou sua gratidão a todos os envolvidos no evento:

"Segundo as famílias da comunidade paroquial, os jovens levaram alegria por meio do anúncio da Palavra de Deus, caminharam pelas ruas e comércios da cidade espalhando o amor de Deus e demonstraram o quanto é maravilhoso ser de Deus e fazer uma experiência íntima com Ele. Segundo os jovens, as famílias que os receberam tanto como hóspedes, como para a visita missionária, estavam desejosas de ouvir a Palavra de Deus, da partilha de vida, de falar e de escutar".

"A mão de Deus, pela força do Espírito Santo, agiu em tudo e os jovens testemunharam o amor de Cristo para o povo se Deus de Brazópolis. Da nossa parte, gratidão aos padres da paróquia, a liderança paroquial e em especial a equipe de jovens que coordenaram a 3ª Missão Jovem Arquidiocesana", ressaltou padre Robson.

Padre Lucimar Pereira Goulart, pároco da Paróquia São Caetano, também expressou suas impressões:

"A Missão Jovem Arquidiocesana foi um momento especial na vida da comunidade, pois possibilitou aos jovens fazer a experiência do anúncio do Evangelho ao pé do ouvido e à comunidade exercer a acolhida. Foi um momento também para animar a comunidade no sentido do compromisso missionário. Todos se envolveram e participaram com alegria!"

Antes do encerramento do evento, padre Robson Aparecido da Silva anunciou a paróquia na qual será realizada a 4ª Missão Jovem Arquidiocesana: Paróquia São Francisco de Paula, em Poço Fundo (MG).

 

Texto: padre José Luiz Faria Junior

Fotos: Facebook - Paróquia São Caetano


Arcebispo de Pouso Alegre preside a Ordenação Episcopal de dom José Hamilton de Castro, em Guaxupé (MG)

Na manhã de hoje (8), dom José Hamilton de Castro, presbítero da Diocese de Guaxupé (MG), foi ordenado bispo por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo de Pouso Alegre (MG), e pelos bispos coordenantes, dom José Lanza Neto, bispo de Guaxupé, e dom Messias dos Reis Silveira, bispo de Teófilo Otoni (MG).

 

A celebração eucarística com a ordenação episcopal de dom José Hamilton de Castro iniciou-se às 9 horas deste sábado (8), na catedral de Nossa Senhora das Dores, em Guaxupé (MG). Inúmeros fiéis estiveram presentes, entre eles, familiares e amigos de dom José Hamilton. Padres de diversas dioceses, diáconos, religiosos e seminaristas participaram da ordenação. A celebração também foi transmitida através dos meios de comunicação das dioceses de Guaxupé e de Almenara.

Além do bispo ordenante principal e dos bispos coordenantes, participaram da celebração dom Darci José Nicioli, arcebispo de Diamantina (MG); dom José Carlos Brandão Cabral, bispo de São João da Boa Vista (SP); dom Pedro Cunha Cruz, bispo de Campanha (MG); dom Geovane Luís de Silva, bispo de Divinópolis (MG); dom Francisco Cota de Oliveira, bispo de Sete Lagoas (MG); e dom Joércio Gonçalves Pereira, C.Ss.R., bispo emérito de Coari (AM).

No início da celebração, dom José Lanza Neto, bispo de Guaxupé, acolheu os participantes da ordenação episcopal. Durante a celebração eucarística, após proclamado o Evangelho, foi lido o documento de nomeação e dom José Hamilton fez suas promessas de fidelidade à Igreja. Após a invocação dos santos no canto da ladainha, realizou-se o rito principal da ordenação. Os bispos presentes impuseram as mãos sobre dom José Hamilton e, durante a oração consecratória, os diáconos seguraram o livro dos Evangelhos aberto sobre a sua cabeça. Em seguida, sua cabeça foi ungida com óleo do Crisma e lhe foi entregue o livro dos Evangelhos, simbolizando a sua missão de anunciar a Palavra de Deus.

Além disso, os símbolos que são específicos do ministério episcopal lhe foram entregues: o anel, sinal da fidelidade a Cristo; a mitra episcopal, que evoca a nobreza da missão e a santidade com que deve ser exercida, e o báculo, que significa o governo pastoral e a missão de apascentar as ovelhas de Deus. Em seguida, os bispos presentes acolheram o irmão no episcopado com o abraço fraterno. Antes do encerramento da celebração eucarística, o bispo recém-ordenado percorreu toda a catedral abençoando os presentes. Em seguida, dirigiu suas palavras de agradecimento.

Na homilia, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., destacou o lema que dom José Hamilton escolheu para iluminar o seu ministério episcopal, o versículo 2 do salmo 100: “Servir com Alegria”.

"Para anunciar o Evangelho, pregando com fidelidade, como mestre da fé e defensor da verdade que liberta, o monsenhor José Hamilton escolheu como lema "Servir com Alegria".  Convido o senhor, monsenhor, a repetir no seu coração este lema: servir com alegria! Sim, o seu ministério episcopal seja suscitado e acompanhado pela alegria do Espirito Santo. Que a sua missão seja como uma espécie de hino a alegria divina, com o fim de servir para encontrar eco no mundo inteiro e, desde logo, na Igreja. Que a alegria seja derramada nos corações juntamente com o amor de que ela é o fruto, pelo Espírito que lhe foi dado", disse dom Majella na homilia.

Dom José Hamilton exercia seu ministério junto a Comunidade Teológica, como reitor do Seminário Santo Antônio, quando foi nomeado, no dia 12 de abril, pelo papa Francisco, bispo de Almenara (MG). Nasceu no dia 20 de abril de 1961, em Monte Santo de Minas (MG). Ingressou no seminário da Diocese de Guaxupé em 1990. Estudou no Seminário Arquidiocesano Maria Imaculada e no Centro de Estudos Teológicos, na Arquidiocese de Ribeirão Preto. Foi ordenado diácono no dia 13 de setembro de 1996, na Paróquia Imaculada Conceição, em Divisa Nova (MG). Foi ordenado presbítero no dia 4 de maio de 1997, em Monte Santo de Minas (MG). Dedicou a maioria do seu ministério presbiteral na formação dos futuros padres da Diocese de Guaxupé. Também foi pároco na Paróquia São José, em Machado (MG), e na Paróquia São Sebastião, em São Sebastião do Paraíso (MG). Foi vigário paroquial em diversas paróquias da Diocese de Guaxupé.

No dia 16 de julho, no Ginásio Poliesportivo Cândido Mares Neto, em Almenara (MG), o bispo recém-ordenado, irá tomar posse de sua diocese.

 

Texto: padre José Luiz Faria Junior

Fotos: Facebook da Diocese de Guaxupé/MG (transmissão)

 


#Reflexão: 14º domingo do Tempo Comum (09 de julho)

A Igreja celebra o 14º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (09). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Zc 9,9-10
Salmo: 144(145),1-2.8-9.10-11.13cd-14 (R. 1b)
2ª Leitura: Rm 8,9.11-13
Evangelho: Mt 11,25-30

Acesse aqui as leituras.

VINDE A MIM TODOS OS CANSADOS E AFLITOS

A bela oração que Jesus faz a Deus Pai no Evangelho de Mateus é o Seu reconhecimento da grande ação de Deus presente neste mundo. O texto anterior à passagem deste domingo, Jesus reconhece a grandeza de João Batista mesmo tendo dele uma pergunta duvidosa: “Seria Jesus o Messias ou devemos esperar outro?” Nosso Senhor afirma que tudo que o Batista tinha realizado se insere dentro de grande projeto de Deus. Mas a principal lamentação da parte de Jesus foi sobre a rejeição de algumas cidades a sua pregação e até mesmo seus milagres. Porém, Jesus reconhece não o fracasso de sua missão, mas a revelação da grandeza de Deus por detrás de tudo isto.

Aqueles que se consideravam cultos e sábios para o mundo e até mesmo para a religião daquela época tinham rejeitado Jesus e tudo que Ele ensinava e realizava. Ao redor de Jesus - além dos seus discípulos - ficaram somente as pessoas simples e humildes, todos desprezados pelos grandes e sábios da terra. Eram os mais fracos, doentes, pobres e marginalizados da época. Eram os últimos da sociedade no tempo de Jesus. Esquecidos e abandonados por todas as autoridades (civil e religiosa) encontraram em Jesus alguém que lhes dava muito mais do que uma melhor posição social e econômica. Jesus conclui que a presença daquela gente simples e sem nenhuma expressão de poder e força era um grande sinal de Deus e da Sua vontade.

Na primeira leitura ouvimos o anúncio do profeta Zacarias da chegada do Messias que se revela totalmente diferente daquilo que as pessoas esperavam. Ele vem montado em um animal de serviço e sem nenhum sinal de força e de violência. Ao invés de somar com os instrumentos de guerra (arcos, carros, cavalos...), “Aquele que Vem” anuncia um tempo de paz que irá ultrapassar os confins da terra do povo de Deus. Jesus se sente em sintonia com as palavras do profeta que revelam um Messias conforme a lógica de Deus e não segundo o modo costumeiro de resolver as coisas (violência, confrontos, guerras e mortes...).

Para Jesus, as melhores e maiores coisas são reveladas por Deus e não conforme o esforço ou segundo as pretensões humanas. É Deus quem revela e o faz nos pequenos e humildes que se tornam reflexo de Deus neste mundo.

Os grandes e sábios desta terra exibem conhecimentos e sabedorias, frutos do esforço pessoal, mas sempre serão coisas deste mundo; as melhores coisas para a humanidade, somente Deus é que pode revelar e vão além das coisas materiais. Jesus não era contra os sábios e os doutores do seu tempo, mas sim da soberba que muitos possuíam. A verdadeira sabedoria que dá sentido à nossa existência não se encontra nas coisas ou nas ciências, mas somente em Deus.

Tudo que é realmente precioso e que necessitamos nesta vida vem de Deus nosso Pai, por isto, Jesus afirma que é necessário “conhecer” a Deus Pai. Os sábios e doutores deste mundo são capazes de saber das coisas desta terra e da letra das leis, mas isto não lhes dá a verdadeira sabedoria que se encontra em Deus. E Jesus é o caminho para chegarmos até esta fonte de vida. Quem conhece Jesus e acredita Nele, encontra-se no caminho para ter acesso a Deus Pai e a tudo que Ele pode nos conceder para o nosso bem.

Na oração de Jesus, destaca-se a profunda intimidade entre Ele, o Pai e os pobres. Jesus se dirige a Deus não como uma autoridade, mas como “Pai” (e depois ensinou seus discípulos a rezar assim). Uma forma não comum entre os judeus que sempre viam Deus como uma autoridade. Depois, Jesus acrescenta dizendo: “Senhor, do céu e da terra” (não diz Todo-poderoso: somente em Ap e 1Cor). É Pai no céu e da terra: cuida e governa mais com o coração do que com poder.

Seguindo a oração de louvor de Jesus, Ele se refere àqueles que ficaram com Ele como pequenos. Não os ignorantes e os limitados intelectualmente, mas os mais simples e humildes. Aqueles que foram além dos milagres e dos poderes que fascinam, mas que se deixaram acalentar pelas palavras que tocam seus corações, muito mais que seus corpos doentes.

Os pequenos são os mais fracos e frágeis aos olhos do mundo, mas também são aqueles que se tornam instrumentos nas mãos de Deus. Não apelam para as forças do mundo e nem com as armas de guerra, mas com a vida e o testemunho. Eles não veem o outro como oponente ou inimigo, mas como um irmão que ainda não abraçou. O medo das armas pode forçar as pessoas a se inclinarem, mas somente o amor pode convencer o coração e tocar a alma de cada pessoa.

Jesus louva o Pai porque “assim, foi do teu agrado”. Tudo parecia que estava indo mal, mas Jesus se entrega nas mãos e no coração de Deus com um filho confia plenamente na ajuda do Pai. Mas, quem é Jesus? O que Ele pode conceder para nossa vida ter sentido? Jesus mesmo se revela não como sabedoria ou ciência deste mundo, mas como algo fundamental para nossa vida.

A vida nos apresenta tantos desafios e problemas. São fardos pesados que temos que conduzir e, muitas vezes, eles pesam demais sobre nossos ombros. Jesus promete caminhar conosco e nos ajudar a suportar ou aliviar este peso. Não tem como não ter “fardos pesados” nesta vida, mas Jesus promete nos ajudar a carregá-los. Da mesma forma, pesa sobre nós o jugo das leis e das normas deste mundo. O “jugo” era usado sobre os pescoços dos animais para a tração de carga e para o trabalho no campo. Da mesma forma que os “fardos” que carregamos, neste mundo, precisamos também de leis e normas para nos guiar e para o bem da nossa sociedade. Jesus propõe aos seus discípulos a sua doutrina e os seus ensinamentos como “novo jugo” que será mais fácil de suportar.

O jugo deste mundo é pesado, pois se baseia sobre leis e normas que nem sempre são justas, pois observam somente a letra e não a pessoa. Jesus esclarece que a base da sua doutrina e de seus princípios não são novas leis escritas, mas Ele próprio. No centro de tudo está a mansidão e a humildade de Jesus, não o rigor das leis e a frieza das normas que simplesmente devem ser observadas. Se o mundo “enquadra” as pessoas segundo princípios e o rigor de normas que excluem e descriminas muitos, Jesus se propõe como aquele que acolhe e oferece repouso muito mais que algo social ou econômico, mas para a pessoa inteira (“repouso para vossas almas”, afirma Nosso Senhor).

 Jesus conclui reforçando que o seu jugo é suave e todos podem carregá-lo, pois conta com a própria ajuda Dele próprio; o seu peso é leve, pois seus princípios partem não da observação fria de leis, mas do seu próprio coração que é humilde e manso.

Paulo na segunda leitura segue o mesmo caminho de Jesus lembrando que devemos buscar aquilo que vai além da nossa mínima realidade existencial (nossa carne). Não nascemos neste mundo para sermos somente “mais um ser vivo”, mas para sermos e vivermos como filhos e filhas de Deus. Somente encontraremos sentido para nossa vida se deixarmos conduzir como pessoas espirituais, habitadas pelo Espírito de Deus.

O mundo ainda insiste em sinais de poder que continuam gerando mais mortes e violência. Os grandes da terra acham que o caminho é sempre da força maior e da imposição indiscriminada de jugos (pesos) que os mais simples e pobres não aguentam mais. São estes que continuam sofrendo e pagam o preço da soberba dos grandes da terra. Como no tempo de Jesus, ainda hoje, os simples e humildes não contam aos olhos do mundo, mas são os bens mais preciosos para Deus, pois sempre foram estes que realmente transformaram o mundo dando o verdadeiro sentido a existência das pessoas. Pois, as grandes e as verdadeiras transformações acontecem nos corações das pessoas e somente Jesus com seu jugo e seu peso pode nos conceder.

 

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6ª Romaria Arquidiocesana reúne fiéis no Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

No dia 1º de julho, fiéis leigos, seminaristas, religiosas e padres de diversas paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre, com o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., peregrinaram ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida (SP), para agradecer a caminhada pastoral e rezar pelas vocações.

 

Fiéis da Arquidiocese de Pouso Alegre, que se encontravam no santuário ou acompanhando de seus lares, juntaram-se a milhares de peregrinos em Aparecida para celebrar a missa no dia 1º de julho, às 9h. A missa foi presidida por dom Majella, arcebispo metropolitano, e concelebrada por clérigos da arquidiocese.

Durante a homilia, dom Majella saudou a todos com alegria e destacou o “acolhimento e abertura ao outro”. Três personagens inspiraram a reflexão do arcebispo: Abraão, o oficial romano e a sogra de Pedro. "A abertura ao outro gera vida: é isso que percebemos na atitude destas personagens", afirmou dom Majella.

"O milagre que se encontra no Evangelho se dá na abertura do coração a Deus e na atitude de humildade. É assim que se deve aproximar de Deus: humildes peregrinos. O serviço marca a vida daqueles que é alcançado pela graça de Deus. Acolhida, abertura e serviço, três atitudes fundamentais para se tornar seguidor autêntico de Jesus. Ir ao encontro do outro com as mãos abertas e o coração disposto a servir", refletiu o arcebispo.

Ao encerrar a celebração eucarística, o arcebispo convidou a todos, especialmente os fiéis da Arquidiocese de Pouso Alegre, para que, em procissão, se dirigissem para o monumento dedicado à Nossa Senhora de Fátima e, lá, recitarem o terço pelas vocações.

"A participação dos fiéis durante a peregrinação aqueceu e fortificou a caminhada pastoral da Arquidiocese de Pouso Alegre. Que a sinodalidade marque o jeito de ser Igreja em nossa arquidiocese. Roquemos a Santíssima Virgem “Aparecida” nas águas do Rio Paraíba do Sul para interceder por todos que a ela recorrem de coração sincero", comentou e rezou o arcebispo.

 

Texto: padre Cristian Diego Rosa 

Fotos: João Paulo de Almeida Nunes, José Roberto da Costa e Maria Mirtes da Costa


São Bento: rezar e trabalhar

No dia 11 de julho, celebramos o dia de São Bento, “Pai dos Monges” e fundador da Ordem dos Beneditinos.

O nascimento de São Bento é datado por volta de 480, assim ensina São Gregório: "ex provincia Nursiae", isto é, da região da Núrsia. Os seus pais enviaram-no para Roma para a sua formação nos estudos. Mas ele não permaneceu por muito tempo na Cidade Eterna. São Gregório explica que o jovem Bento sentia repugnância pelo estilo de vida de muitos dos seus companheiros de estudos, que viviam de modo dissoluto. Ele não queria cair nos mesmos erros deles. Bento desejava agradar unicamente a Deus: "soli Deo placere desiderans" (II Dial., Prol. 1). Assim, ainda antes da conclusão dos seus estudos, Bento deixou Roma e retirou-se na solidão dos montes, na região leste da cidade.

Depois de uma primeira estadia na aldeia de Affile, onde durante um certo período se associou a uma comunidade religiosa de monges, fez-se eremita na vizinha Subiaco. Lá viveu um período de solidão com Deus. Esse tempo foi para Bento uma oportunidade de maturidade espiritual.

Viveu momentos em que suportou e superou tentações: a tentação da autossuficiência e do desejo de se colocar no centro; a tentação da sensualidade e a tentação da ira e da vingança. De fato, Bento estava convencido de que, só após ter vencido essas tentações, poderia dizer aos outros uma palavra útil para as situações de necessidade. Com a alma pacificada, teve condições de controlar plenamente as pulsões do eu para ser um criador de paz em seu redor.

Após um período de oração e discernimento espiritual, São Bento decidiu fundar os seus primeiros mosteiros no vale do rio Aniene. Fundou doze mosteiros em poucos anos. Antes de Bento, os monges viviam como eremitas, isolados, sozinhos. Ele organizou a vida monástica comunitária e os mosteiros começaram a florescer. Todos eles seguiam suas orientações.

Essas orientações foram organizadas em uma Regra, baseada em ensinamentos escritos por ele e tinha como objetivo formar os jovens cristãos conforme os ensinamentos de Jesus Cristo e a prática dos mandamentos. Acreditava-se que por meio dessa regra e a vida comunitária seria mais fácil atingir a perfeição.

Além disso, a Regra de São Bento deixava todos bem à vontade e era aplicada e moldada segundo a capacidade e limitações de cada um. “Oração e trabalho” era o seu lema principal, no qual a oração era transformada em trabalho e o trabalho em oração, por meio da fé e da obediência.

Após a sua morte, em 547, a devoção a São Bento propagou-se o que lhe deu o título de “padroeiro da Europa”.

Significado da imagem

A imagem de São Bento revela-nos muito sobre a vida e a obra deste grande santo. Vejamos alguns detalhes.

Hábito preto

O hábito ou 'batina' preta de São Bento simboliza a Ordem dos Beneditinos fundada por ele. Após ter vivido três anos como eremita, dedicando-se totalmente à oração, Bento passou pelo convento de Vicovaro e depois fundou a Ordem dos Beneditinos, conforme o Espírito Santo lhe inspirara. O hábito preto, como de São Bento, permanece sendo usado até hoje nos mosteiros de seus confrades.

Taça

A taça que aparece nas imagens de São Bento ilustra um acontecimento especial na vida do santo. Após ter vivo três anos como eremita, São Bento foi chamado para ser o superior do convento de Vicovaro. Lá, porém, os religiosos viviam uma vida de poucos sacrifícios e pouca oração. São Bento tentou mudar o comportamento dos monges, o quais, ao invés de acolherem seu ensinamento, tentaram matá-lo colocando veneno numa taça que ele usaria para beber. Como de costume, São Bento rezou e abençoou a bebida antes de consumi-la. Neste momento, a taça quebrou, revelando, assim, a intenção daqueles homens. A partir desse momento, São Bento saiu dali e fundou a Ordem dos Beneditinos.

Livro

O livro na mão de São Bento simboliza a regra de vida que ele, inspirado por Deus, criou para que os monges de sua ordem seguissem. Trata-se de uma regra clara, simples e completa, que é seguida até hoje pelos beneditinos. O lema principal de sua regra de vida é: 'Ora et Labora', ou seja, 'ore e trabalhe'. Oração e trabalho é a grande mensagem de São Bento para o mundo. A oração alimenta o espírito e dá sentido a todas as coisas. O trabalho ocupa a mente, enobrece o homem, é causa de crescimento e desenvolvimento. Assim, os tempos de oração e trabalho são muito bem definidos na vida dos monges seguidores de São Bento. São dois braços inseparáveis, como as hastes da cruz: uma horizontal, outra vertical. Uma, ligando-nos ao céu; a outra, ligando-nos à terra e ao próximo.

Cajado

O cajado na mão de São Bento é uma referência ao santo como pai e pastor. Ao fundar a Ordem dos Beneditinos, São Bento tornou-se o pai de milhares de monges que seguiram seus passos ao longo da história. O cajado simboliza também a autoridade de São Bento como fundador e sua caminhada na fé.

Gesto de bênção

São Bento é sempre representado abençoando. Esse era um gesto comum em sua vida: abençoar. Ele seguia à risca o conselho de São Pedro que diz: 'Não pagueis mal com mal, nem injúria com injúria. Ao contrário, abençoai, pois para isto fostes chamados, para serdes herdeiros da bênção'. (1Pedro 3,9) Foi seguindo este conselho, que São Bento ficou livre do envenenamento.

Barba

A barba de São Bento, longa e branca, simboliza sua sabedoria. Sabedoria que guiou sua vida, inspirou-o a fundar uma ordem e escrever uma regra de vida espiritual e comunitária que ajudaria muitas pessoas.

Medalha

A medalha de São Bento é um dos maiores símbolos e heranças deixadas por esse santo e seus significados e simbologia são de extrema importância para a Igreja Católica e para todos os seus devotos.

As primeiras medalhas foram confeccionadas dentro da Abadia de Monte Cassino. Continham a cruz, muito usada por Bento em diversas situações de sua vida, inclusive naquelas em que escapou da morte. Para Bento, o sinal da cruz era como um sinal de coisas boas sendo feitas, um sinal de vitória contra o mal e a morte.

A medalha sofreu variações e, nas mais antigas, é possível encontrar a figura de São Bento rodeada pela frase em latim “Eius in obitu nostro præsentia muniamur” (que a hora de nossa morte, nos proteja tua presença). As medalhas mais atuais têm essa frase substituída por “Crux Sancti Patris Benedicti” ou ainda “Sanctus Benedictus”.

Já na parte do verso, encontramos a figura de uma cruz com as seguintes inscrições:

- CSPB: Crux Sancti Patris Benedicti (Cruz do Santo Pai Bento)

- CSSML: Crux Sacra Sit Mihi Lux (Cruz Sagrada Seja a minha Luz)

- NDSMD: Non Draco Sit Mihi Dux (Que o Dragão não seja o meu guia)

- VRS: Vade Retro Satana (Passe Reto Satanás)

- NSMV: Nunquam Suade Mihi Vana (Nunca Seduzas minha alma)

- SMQL: Sunt Mola Quae Libas (São coisas más que brindas)

- IVB: Ipse Venana Bibas (Bebas do mesmo veneno)

Em 1942, o papa Clemente XIV aprovou o uso da medalha, oficializando-a como um instrumento de adoração e devoção de fé, ao contrário do que muitos pensavam ser apenas um amuleto de superstição.

Oração

"A Cruz Sagrada seja a minha Luz. Não seja o dragão o meu guia. Retira-te satanás. Nunca me aconselhes coisas vãs. É mau o que tu me ofereces. Bebe tu mesmo o teu veneno". Assim seja, amém!

 

Referências:

https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2022-07/sao-bento-o-homem-de-deus-que-brilhou-nesta-terra.html
https://cruzterrasanta.com.br/significado-e-simbolismo-de-sao-bento/130/103/
https://www.catedralgo.org.br/multimidias/noticias/261-saiba-quem-e-sao-bento-e-o-significado-de-sua-medalha

Imagem: @anderson-nikon

 


Liturgia e Eclesiologia num olhar para o novo missal foi tema da atualização do clero

O clero da arquidiocese de Pouso Alegre (MG) refletiu entre os dias 27 e 28 de junho as dimensões da Liturgia e da Eclesiologia da 3ª Edição Típica do Missal Romano.

 

O encontro foi promovido pela Coordenação Arquidiocesana de Pastoral e ocorreu no Seminário Arquidiocesano, em Pouso Alegre (MG). Nessa formação, estiveram presentes também alguns membros da Comissão Arquidiocesana para a Liturgia (CAL). O encontro formativo do clero foi mediado pelo padre Washington Paranhos, SJ.

 

Padre Washington Paranhos, SJ, é presbítero jesuíta, doutor em Teologia com especialização em Liturgia Sacramental pela Universidade Pontifícia Salesiana de Roma e professor de Teologia Sistemática e de Práxis cristã, atuando nos programas de graduação e pós-graduação em Teologia na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE).

 

O tema da atualização teológica foi Liturgia e Eclesiologia num olhar para novo missal. Nas reflexões, padre Washington fez uma contextualização histórica da liturgia e do rito litúrgico. Concluiu com um paralelo entre as três edições do missal, apontando as novidades que cada uma trouxe.

Nas suas palestras, o assessor se fundamentou nos documentos do magistério, principalmente na Constituição Dogmática Sacrosanctum Concilium.

Após a formação com o padre Washington, foram apresentados algumas orientações e avisos referentes à caminhada pastoral da arquidiocese.

 

Texto: seminarista Dioni Acácio da Silva
Imagens: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior


São Pedro e São Paulo: propagadores do Evangelho

A Igreja celebra no dia 29 de junho a solenidade de São Pedro e São Paulo. No Brasil, essa comemoração é transferida para o domingo seguinte. Neste ano, vamos celebrar a vocação e a missão desses santos no dia 2 de julho. Eles são considerados colunas da Igreja de Jesus Cristo. Foram líderes dos primeiros cristãos. Pregaram a Boa Nova de Jesus e foram missionários com dinamismo apostólico.

São Pedro

Com nome de Simão, Pedro era pescador. Era irmão de outro apóstolo, André. Foi chamado pessoalmente por Jesus Cristo. Deixando tudo, seguiu o Mestre. Participou de momentos importantes da vida do Senhor, como a Transfiguração no Monte Tabor.

Era um homem simples, porém impulsivo. Representou diversas vezes os apóstolos, fazendo perguntas a Jesus ou professando a fé: “Senhor, para quem iremos? Somente tu tens palavras de vida eterna; nós acreditamos e sabemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,67-68).

Pedro é considerado o chefe dos apóstolos e a pedra principal sobre a qual Jesus Cristo fundou a Igreja. Foi o primeiro papa. A Tradição da Igreja ensina que São Pedro testemunhou a fé em Jesus até o fim e se entregou ao martírio. Foi crucificado de cabeça para baixo, sentindo-se indigno de morrer como o Mestre.

São Paulo

Saulo era da cidade de Tarso e membro da escola de Gamaliel. Era um fariseu zeloso. Ele perseguia e matava os que se diziam cristãos.

Durante a uma viagem a Damasco, a fim de perseguir os cristãos que ali viviam, teve um encontro espiritual com Jesus Ressuscitado. Após esse encontro de fé, se converteu à fé cristã. De perseguidor dos cristãos, tornou-se cristão.

Após sua conversão, Saulo passou a ser chamado de Paulo. Começou a viajar pelo mundo pregando o Evangelho. Tornou-se um grande missionário e propagador da doutrina cristã. Fundou diversas comunidades na região do Mediterrâneo.

Ele escreveu treze cartas que estão no Novo Testamento. Ficou conhecido como “Apóstolo dos gentios”. Por ser cristão, foi perseguido por grupos de judeus e pelos poderosos do Império Romano. Sofreu duras penas devido ao Evangelho. Recebeu a coroa do martírio, sendo decapitado.

Propagadores do Evangelho

São Pedro e São Paulo são modelos de cristãos autênticos. Apesar das fraquezas, buscaram sempre a cultivar o amor a Jesus Cristo. Foram zelosos e autênticos propagadores do Evangelho. Como colunas fortes, deram a vida para que o Amor a Deus e a fé cristã pudessem ser conhecidos.

 

Oração

Deus nosso Pai, concedei-nos a graça de imitarmos o ardor missionário e o zelo de São Pedro e São Paulo, buscando viver nossa fé em Cristo Jesus com amor, dedicação e coragem. Inspirados sempre pelo Espírito Santo, ajudai-nos a amar a Igreja e servi-la de todo o coração. Amém.

 

Referências:
XAVIER, Catarina. São Pedro e São Paulo, apóstolos e principais líderes da Igreja. Canção Nova: Santo do dia, ano. Disponível em: https://santo.cancaonova.com/santo/sao-pedro-e-sao-paulo-apostolos-e-principais-lideres-da-igreja/

Imagem: Vatican Media

 


Solenidade de São Pedro e São Paulo Apóstolos

A Igreja celebra a Solenidade de São Pedro e São Paulo, neste domingo (02). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: At 12,1-11
Salmo: 33(34),2-3.4-5.6-7.8-9 (R. 5)
2ª Leitura: 2Tm 4,6-8.17-18
Evangelho: Mt 16,13-19

Acesse aqui as leituras.

SOLENIDADE DE SÃO PEDRO E SÃO PAULO

Sobre a festa deste final de semana, diz Santo Agostinho (354-430): “Hoje é para, nós, dia sagrado, porque nele celebramos o martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo... Na realidade, os dois eram como um só; embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho”.

Pedro foi preparado por Jesus para uma missão muito especial dentro da comunidade dos discípulos e na sua Igreja. Era fundamental que ele fosse a principal referência para os demais apóstolos e discípulos. Alguém que pudesse passar a segurança necessária e a fé profunda em Jesus, que continua presente e conduzindo sua Igreja. Os doze apóstolos, logo no início foram reconhecidos como “colunas” da Igreja (cf. Ap 21,14; Gl 2,9). E Pedro foi constituído pelo próprio Jesus como pedra de fundamento.

No Evangelho desta solenidade, Jesus questiona os seus sobre Ele e a sua missão, quase como uma pesquisa de opinião: “O que dizem as pessoas que eu sou?” A opinião do povo é bonita, mas incompleta: dizem que Jesus é como um profeta! Uma criatura de fogo e luz, como Elias ou o Batista; que é a boca de Deus e a boca dos pobres, como foram os profetas.

Mas Jesus não é simplesmente um profeta ou um grande personagem do passado, mesmo considerando-o como o maior entre os profetas. Assim, o Mestre quis saber dos seus discípulos que caminhavam há um tempo com Ele: “Mas, e vocês quem dizem que eu sou?” Em primeiro lugar, existe um “mas, e vocês”, em oposição ao que o povo dizia. Vemos que Jesus, mais do que oferecer respostas, Ele oferece perguntas; não dá aulas, mas conduz com delicadeza a busca interior.

Pedro responde: “Tu és o Messias (Cristo)”. É um reconhecimento que as profecias espalhadas no AT se realizam em Jesus. O povo de Deus rezava sempre pedindo um novo “ungido” (“Cristo” em grego) e Pedro professa uma fé afirmando que a promessa se realiza no seu Mestre. Sabemos que a compreensão sobre “Messias”  de Pedro era diferente de Jesus, mas isso, o próprio Mestre vai ajudar seus discípulos a compreender.

E Pedro ainda completa: “Tu és o Filho do Deus vivo”. O primeiro discípulo, do seu modo, continua com uma expressão que é um grande salto de fé, pois afirmar “Filho do Deus Vivo” é estabelecer que entre Jesus e Deus há uma ligação profunda e diferente de todas as seres humanos. Uma filiação única e exclusiva, não de predileção ou de escolha, mas entre um Pai e um Filho.

Jesus como Messias com uma ligação filial única com Deus Vivo, sabemos como Ele realizou estas palavras da fé de Pedro. Jesus que se entregou por todos e não tirou a vida de ninguém. É o único que não engana ninguém com falsas promessas. Ele possui um amor desarmado, que não se impõe, que nunca entrou nos palácios dos poderosos senão como prisioneiro. É amor que vence sempre, mesmo depois da morte em cruz.

A Páscoa que celebramos é a prova de que a violência não é a dona da história e do coração dos homens; vimos que o amor é mais forte, pois “a luz é sempre mais forte que a escuridão” (Papa Francisco). Para cada ser humano, Deus tem um amor indissolúvel: “Nada, vida ou morte, anjos ou demônios, tempo ou eternidade, nada jamais nos separará do amor” (Rm 8,38).

Diante da fé profunda de Pedro, Jesus lhe propõe uma grande missão. Esta não nasce do conhecido correto e completo sobre quem é Jesus, mas daquilo que o discípulo pescador conseguiu alcançar. A fé, mesmo que ainda imperfeita, já é suficiente para Jesus. Assim, muda o seu nome de “Simão” para “Pedro”, palavra próxima de “pedra”.

Em seguida, Jesus completa o primado de Pedro a partir de sua fé com dois símbolos: “Eu lhe darei as chaves” e “ligar no céu e na terra”. Pedro e - segundo a tradição - os seus sucessores são a rocha da Igreja enquanto continuam a anunciar Cristo como o Filho do Deus vivo. Assim, cada um de nós é uma rocha para toda a humanidade se repetirmos incansavelmente que Deus é amor; que Cristo está vivo, um tesouro vivo para toda a humanidade.

A Pedro ainda lhe concede uma autoridade especial: “o que ligarás na terra...” os laços que Pedro construir, as pessoas que se unirem a fé da Igreja em Pedro, encontrarão para sempre ligação no céu. A oferta da fé deve ser livre e a aceitação também deverá ser livre, por isso, é algo que deverá ser ligado. Mas, aqueles que se separarem desta fé presente na Igreja de Jesus, a decisão deles será respeitada: “O que tu desligares na terra, será desligado no céu”.

A Igreja de Cristo tinha que ter firmeza e fundamentos estáveis e definitivos, pois ela tem um único alicerce que é o próprio Cristo Jesus. A Igreja é o Corpo de Cristo na história; todos os batizados são membros deste mesmo corpo (cf. Rm 12,4-5; 1Cor 12,12.27; Ef 4,4; 5, 29s; Cl 1,24). Quem inicia e a mantém é o próprio Cristo Jesus, pois Ele é a sua cabeça (cf. Ef 1,22; 4,15; Cl 1,18). Pedro foi escolhido como o início e a base desta Igreja que permanece presente na história até o final dos tempos. Por isso, o apóstolo pescador desde o começo da caminhada da Igreja de Jesus tornou-se a principal referência para os cristãos como representante de Cristo.

Na 1ª leitura, ouvimos um exemplo da grande importância de Pedro para a Igreja de Cristo. O rei Herodes já tinha mandado matar a espada o apóstolo Tiago e mandou prender Pedro. A "Igreja rezava continuamente a Deus por ele". Dois poderes em jogo: da espada e da oração. Deus intervém de uma forma espetacular. O céu vem em auxílio com um anjo que liberta sem violência e sem mortes. Pedro tem a proteção de Deus e dos seus anjos. E em sua vida, o apóstolo, pedra da Igreja de Cristo, cumpriu com grande exemplo de fé sua missão até o seu martírio em Roma. Pedro passou, mas a Igreja de Cristo continua sua missão.

Paulo é o exemplo mais concreto que é o próprio Cristo Jesus que está à frente de sua Igreja. Jesus continua escolhendo pessoas segundo os seus critérios. Saulo de Tarso perseguidor da Igreja, aos olhos de todos, não seria o mais adequado para fazer parte do grupo dos discípulos. Mas, Cristo escolheu Paulo pessoalmente. Se Pedro representa o início e o fundamento da fé em Cristo vivo e ressuscitado para a Igreja, Paulo foi outra coluna importantíssima para a missão de implantar o Reino de Deus neste mundo. Era necessário levar o anúncio da salvação em Cristo para todas as pessoas e em todos os tempos.

Paulo chamado por Jesus de um modo diferente se sentia tão apóstolo como os demais. Assumiu com o mesmo empenho a missão de espalhar a Boa Nova da Salvação de Cristo para todos. Paulo sempre atuou com uma equipe missionária como se percebe no início de suas cartas, criou diversas comunidades, escreveu cartas e plantou a mensagem do Evangelho nas principais cidades daquela época. Homem corajoso na fé e firme na esperança, Paulo de Tarso deu testemunho de Cristo a partir da sua própria vida. Foi dedicado e zeloso no judaísmo e da mesma forma, foi um cristão fervoroso e fiel a Cristo depois de seu chamado. Enfrentou dificuldades, perseguições dentro e fora da comunidade cristã, mas jamais desanimou e deixou de evangelizar.

Na 2ª leitura, ouvimos seu testemunho e consciência: afirma que lutou um bom combate, completou sua missão e guardou a sua fé. Como Pedro também Paulo percebeu que o mais importante é se deixar guiar pelo próprio Jesus que governa e conduz a sua Igreja. Animados por estes dois grandes homens da fé, peçamos a mesma coragem e perseverança para todos nós e para aqueles que nos guiam hoje à frente da Igreja de Cristo.

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