#Reflexão: 23º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 5 de setembro)

A Igreja celebrou no domingo (5/setembro), o 23º domingo do tempo comum. O padre Dirlei Abércio da Rosa nos ajuda a refletir e rezar a liturgia desse dia.

Leituras:

1ª Leitura – Is 35,4-7

Salmo – Sl 145(146)

2ª Leitura – Tg 2,1-5

Evangelho – Mc 7,31-37

JESUS CURA E RESGATA AS PESSOAS

Jesus sempre esteve aberto para acolher todas as pessoas, principalmente aquelas que eram excluídas e abandonadas pela sociedade e pela religião de sua época. Ele procurou percorrer todos os lugares: terras de Israel e regiões de outros povos. Em todos os lugares, Nosso Senhor abraçou, tocou e curou do mesmo modo, pois para Ele o que importava era a pessoa e não a sua posição social (rico ou pobre) ou religiosa (santo ou pecador).

Por isto Isaías fala na primeira leitura de uma “vingança” de Deus que não tem violência, ódio e nem mortes, mas uma profunda revolta contra a situação da época onde os mais necessitados estavam abandonados e sofrendo. Deus promete uma reviravolta contra aquele sistema que excluía, por isto, promete um tempo onde os doentes serão curados e acolhidos (até o deserto terá abundantes águas). Esta promessa se realiza com Jesus.

Em sintonia que esta promessa, mas principalmente com a atitude de Jesus que sempre teve grande atenção para com os pobres, Tiago na segunda leitura chama atenção da sua comunidade sobre o desprezo para com os mais simples e humildes. A divisão interna na comunidade entre tratar melhor os ricos e desprezar os pobres refletia ainda a mentalidade do mundo e em nada estava em sintonia com o exemplo e os ensinamentos de Jesus que sempre acolhida a todos, mas preferiu escolher os mais simples e pobres.

Entre os pobres que acorriam a Jesus, os doentes sempre tiveram especial atenção. Sabemos o que significa a riqueza de poder ouvir e falar. São dons que nos ajudam na comunicação com as pessoas e com o mundo. Marcos no Evangelho deste domingo nos conta que um dia Jesus se encontrou com uma pessoa que não possuía estas duas capacidades: ouvir e falava com dificuldade. A cura que o evangelista narra, ganha uma importância muito significativa, pois Jesus procede de um modo único e especial para efetuar mais este milagre.

A introdução do Evangelho deste domingo informa que Jesus encontrava-se na Decápole (dez cidades), região habitada por pessoas que falavam a língua grega (diferente da língua de Jesus) e era terra de pagãos e por isto, de impuros. Um judeu ou fariseu jamais percorreria aquelas estradas, nunca pisaria naquelas terras. Jesus, como de costume, nunca seguiu estas diferenças criadas pela sociedade e pela religião da época.

Estando em território de “impuros”, Jesus se depara com um grupo de pessoas que estava trazendo um doente surdo que fala com dificuldade. A fama de Jesus tinha se espalhado pela região e todos vinham até Ele, por isto, certamente os amigos do doente já tinham ouvido e talvez até visto Jesus fazer alguma coisa, mas aquele doente – impossibilitado por não ouvir e nem falar – nada poderia fazer, somente confiar em seus amigos.

Jesus, diante do pedido dos amigos, realiza gestos novos para operar a cura. A primeira atitude de Jesus foi ficar sozinho com o doente surdo, longe da multidão que estava ao seu redor (não queria dar nenhum “showzinho” para ninguém). Até aquele momento, os amigos tinham feito tudo pelo doente, mas era necessário que ele mesmo tivesse um encontro pessoal com Jesus. Nosso Senhor “toma a parte” aquela pessoa, gesto frequente da parte de Jesus para seus discípulos (em Mc ocorre seis vezes com os discípulos + uma vez com este doente). À parte, O Mestre lhe dedica especial atenção. Diante daquela pessoa, Jesus toca os ouvidos do doente com os seus dedos e depois toca a Sua língua para em seguida tocar a língua do surdo-mudo. Jesus, ao tocar a língua do surdo-mudo com a sua saliva, dá a ele algo que é Dele. São as mãos que falam sem palavras. Acreditava-se naquele tempo que a saliva tinha algo de medicinal, mas Jesus quis oferecer aquela pessoa marginalizada pela deficiência, algo que lhe era próprio e pessoal. Aquele surdo, além das limitações físicas, ainda sofria a exclusão por parte dos judeus que também o considerava com um “pecador”, Jesus rompe todas estas barreiras e procura expressar com gestos profundamente humanos a íntimos, Sua proximidade e o seu amor para com aquele doente.

Jesus completa – após tocar os ouvidos e a língua – com um gemido. Não um grito de potência, mas um som muito próprio daquele que sofre. Olhando em direção ao céu diz: “Éfata!” que significa: “abre-te!” O comando dado por Jesus para operar o milagre é realizado com um suspiro, como um sopro divino.

O modo singular realizado por Jesus para curar, vai além de “mais um milagre”. Diante da pessoa com sérias deficiências e marginalizada de tantos modos (estrangeiro e doente), Jesus procura expressar a sua maior aproximação e intimidade. Não quer somente “curar mais um doente”, mas quase que “recriar” a pessoa. Os gestos lembram Deus na criação que molda com a mão o barro e sopra sobre o boneco para criar o homem-Adão.

No Evangelho de hoje, após o rito operado por Jesus, o doente tem os ouvidos abertos e a prisão da língua é desfeita, podendo assim, falar corretamente. O encontro com Jesus deve realizar em nós o mesmo resultado: abrir nossos ouvidos para a Palavra de Deus e anunciar a Boa Nova do Evangelho. O Batismo que todos nós recebemos deve efetuar em nós, o mesmo efeito: predispor-nos para escutar a Palavra de Deus e anunciá-la.

Jesus é a realização das promessas de Deus, mas não somente aquele que realiza milagres e grandes prodígios como este que Marcos nos narra. Acima de tudo, ele busca promover e resgatar as pessoas, tirando-as da situação de exclusão e marginalização onde elas se encontram. A lista de doentes que serão curados, conforme as palavras de Isaías na primeira leitura, representa todos aqueles que eram esquecidos e desprezados pela sociedade e pela religião da época. Jesus vai ao encontro de todos que estão em terras de Israel ou em terras estrangeiras e oferece a todos a possibilidade de um encontro íntimo e profundo, sejam estas pessoas da mesma religião que a Dele (judeus) como também aos estrangeiros e esquecidos da sociedade.

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#Reflexão: 22º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 29 de agosto)

A Igreja celebrou no domingo (29/agosto), o 22º domingo do tempo comum. O padre Dirlei Abércio da Rosa nos ajuda a refletir e rezar a liturgia desse dia.

Leituras:

1ª Leitura – Dt 4,1-2.6-8

Salmo – Sl 14(15)

2ª Leitura – Tg 1,17-18.21-22.27

Evangelho – Mc 7,1-8.14-15.21-23

JESUS TORNA PURO TODAS AS COISAS

Os textos bíblicos deste Domingo nos ajudam a refletir sobre a nossa fé, mas principalmente sobre a nossa religião. O confronto entre Jesus e os representantes da religião oficial revela a distância entre eles, mas principalmente como eles viviam de modo totalmente diferente a mesma fé.

Retomamos, neste Domingo, a caminhada proposta pelo Evangelho de Marcos. O contexto anterior ao Evangelho deste Domingo nos mostra Jesus anunciando o Reino de Deus na Galileia, região que está no limite de Israel. A fama de Jesus logo se espalhou e chegou até a Cidade Santa, Jerusalém. As autoridades religiosas ficaram curiosas no início, mas logo se tornou ódio, pois o jovem pregador da Galileia se revelava diferente em princípios e na prática da religião oficial. Jesus foi acusado até de operar milagres em nome de divindades pagãs. Mas, nada abalou Jesus que continuava sua missão.

No Evangelho de hoje, os fariseus e os escribas resolveram acompanhar Jesus, mas na intenção de flagrar algum erro ou desvio em relação à religião oficial, e acharam. Eles acusaram os discípulos de Jesus de não seguir as tradições dos antigos em relação à purificação das mãos (não se trata de questão de higiene, mas de ritual). Ao questionar os discípulos, eles estavam diretamente colocar em dúvida os ensinamentos do Mestre Jesus. Marcos dá alguns exemplos sobre costumes judaicos, pois seus leitores, possivelmente, não conheciam.

A crítica feita contra Jesus revela a imensa distância que existia entre Jesus e aqueles que defendiam a religião oficial. Nosso Senhor não pertencia a nenhum grupo judeu, não era da linhagem sacerdotal, não estava pregando em Jerusalém e nem no Templo; Jesus estava longe dessas estruturas religiosas que, infelizmente, tinham se esquecido do essencial em uma religião: o coração e as pessoas. O Mestre Jesus não classificava quem se aproximava Dele como puro e impuro, pecador ou santo, pobre ou rico, religioso ou pagão; Ele acolhia “pessoas” e lhes oferecia o melhor que podia dar: seu perdão, curas, bênçãos, palavras de vida ou simplesmente abraçava a todos. Cristo, verbo encarnado, queria semear a presença de Deus no coração das pessoas. Jesus acreditava que o contato com o Amor de Deus faria a transformação necessária nos corações das pessoas.

Na missão de Jesus, a pessoa humana ocupava o centro de tudo e por isso, Ele rompia barreiras que tinham sido criadas para separar, excluir e humilhar homens e mulheres. Jesus é o “Deus próximo” mencionado na primeira leitura, Deus que se deixa tocar e abraçar, Deus capaz de transformar a vida das pessoas.

Os religiosos vindos de Jerusalém representavam a religião oficial e se sentiam na autoridade de questionar Jesus em relação às tradições que, para eles, eram fundamentais. Ao responder, Jesus demonstra sua tristeza a eles, pois estavam preocupados com costumes criados por homens e não por Deus.

A religião judaica no tempo de Jesus tinha se tornado um peso para quem quisesse realmente praticá-la. Eram mais de 600 preceitos, normas e proibições que o fiel deveria saber e praticar; somando-se a isto, deveria praticar inúmeros costumes e tradições, como aquele mencionado no Evangelho de hoje relacionado a lavar as mãos. Uma religião feita de inúmeros detalhes que era quase impossível para alguém seguir. Eles acreditavam que bastava a prática destes inúmeros preceitos para que o fiel se sentisse santo e com sua salvação garantida.

O judaísmo daquela época tinha se perdido em rituais perfeccionistas que somente acarretavam angústia nas pessoas, pois bastava o simples esquecimento de um detalhe, para que o judeu se sentisse excluídos ou em pecado. Uma religião onde as pessoas não contavam tanto, mas sim, as normas e os costumes.

Jesus se encontrava completamente distante desse mundo religioso dos escribas e fariseus. Sem abandonar a religião judaica, Ele procurou concentrar-se nas pessoas que eram marginalizadas e desprezadas pelos representantes da religião oficial. Nosso Senhor não foi um rebelde ou revolucionário, alguém que quis desfazer da religião, mas procurou viver tudo aquilo que era importante e fundamental no judaísmo, mas deixou de lado costumes que atrapalhavam se aproximar das pessoas. Citando o profeta Isaias, Jesus chama aquele grupo de hipócrita: louvam a Deus somente com palavras e não com o coração.

Voltando-se para os discípulos (não fala mais aos escribas e fariseus, pois sabia que seria inútil), Jesus decreta tudo como puro e explica que nada exterior (tocado ou ingerido) pode tornar uma pessoa impura ou pecadora. De fato, tudo é obra de Deus e são simples criaturas que não têm o poder de tornar alguém impuro. Para Jesus o que mancha alguém de pecado é aquilo que sai do coração e da mente das pessoas. Os pecados – e Jesus cita alguns no Evangelho – esses sim saem de dentro de cada pessoa e as tornam impuras e pecadoras.

Assim, Jesus ensina uma nova religião onde não existe mais desculpas de algo externo que torna impuro ou pecaminoso, mas uma religião onde tudo nasce de dentro de cada pessoa. A maldade no coração das pessoas é que estraga tudo inclusive a própria religião. As leis e mandamentos (1ª leitura) devem nos ajudar a praticar e viver o amor de Deus, sem excluir ninguém e amando a todos.

Na religião de Jesus, cada pessoa ocupa o centro de tudo e tem como lugar privilegiado o coração de cada um, lugar do encontro com Deus bem como lugar a ser curado dos pecados. O coração é o centro da pessoa e também dali é que nascem os bons propósitos; dentro de cada pessoa nascem as boas intenções da verdadeira religião que vai de encontro e acode a todas as pessoas, principalmente, aquelas que são as mais vulneráveis (Tiago, na 2ª leitura, cita para aquele tempo os órfãos e viúvas). Uma religião do encontro sem preconceitos e vivendo intensamente o amor, esta é a religião que devemos viver sempre!

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#Reflexão: 21º Domingo do Tempo Comum (Ano B - 22 de agosto)

A Igreja celebrou no domingo (22/agosto), o 21º domingo do tempo comum. O padre Dirlei Abércio da Rosa nos ajuda a refletir e rezar a liturgia desse dia.

Leituras:

1ª Leitura – Js 24,1-2.15-18

Salmo – Sl 33(34)

2ª Leitura – Ef 5,21-32

Evangelho – Jo 6,60-69

JESUS, SÓ TU TENS PALAVRA DE VIDA ETERNA

Não é fácil seguir Jesus procurando cumprir a sua vontade e palavras. O evangelho de hoje encerra a sequência de quatro domingo sobre o discurso do Pão da vida. Tudo iniciou com o milagre da partilha que Jesus promoveu a partir da doação de cinco pães e dois peixes. Depois que todos ficaram saciados, a multidão queria proclamá-Lo rei, pois assim teria assegurado todas as necessidades materiais de que precisasse. Mas, Jesus rompe com esta lógica de somente buscar as coisas deste mundo. Ele se retira sozinho e deixa a multidão.

A partir deste milagre que todos participaram, Jesus inicia uma catequese sobre o verdadeiro alimento e da verdadeira bebida que todos, realmente, deveriam se buscar. É o próprio Jesus com seu corpo e sangue que todos deveriam se nutrir. O texto do Evangelho antes da passagem deste domingo, Jesus afirma com determinação que é necessário comer de sua carne e beber do seu sangue para se ter a vida eterna. Para não ter dúvida, Cristo ainda reforça que sua carne é verdadeira comida e seu sangue é verdadeira bebida. Expressões e palavras que espantaram a todos. Para o judeu, o sangue era algo quase sagrado e se acreditava que nele estava a vida, por isso, não se podia nem tocar nele, quanto mais, “beber” o sangue de uma pessoa.

Jesus falava não de ato humano sobre uma pessoa: comer sua carne e beber o seu sangue. Para o evangelista São João e sua comunidade, Cristo Jesus não era somente uma pessoa, mas uma única realidade com Deus Pai (“Eu e o Pai somos um” – Jo 10,30). Assim, as palavras de Jesus se concretizaram em dois momentos de sua vida: na Última Ceia e na Cruz. Na Quinta-feira Santa, Jesus criou a Eucaristia onde diz claramente sobre o Seu Corpo que Ele dá a todos como alimento e o Seu Sangue como bebida; nas espécies do pão e do vinho, Nosso Senhor nos deixou a forma de recebê-Lo plenamente em nós. A Eucaristia, como afirma o próprio Jesus, é a atualização até o final dos tempos do seu Sacrifício Salvífico da Cruz. Assim, a Santa Comunhão é o próprio Cristo que se perpetua em nosso meio e que quer nos transformar de dentro pra fora.

São João no Evangelho deste domingo nos apresenta a grande decepção que Jesus teve com o abandono de praticamente todos que o procuraram somente buscando-O para obter coisas materiais. O evangelista nos diz que a multidão de 5.000 homens resolveu ir embora e até mesmo discípulos acharam que aquelas palavras “eram duras demais”. A decepção não veio dos fariseus ou opositores judeus, mas entre os discípulos, entre seguidores de um tempo, em sua terra e em Cafarnaum, lugar de tantos milagres.

O Mestre que seguiam mostrou a necessidade de uma profunda adesão. Uma ligação que traz na base o essencial para todos: carne e sangue. Era preciso assumir Jesus em sua totalidade e profundidade, um pacto de vida onde Jesus doa-se completamente, mas era necessário que todos o assumissem completamente (sua carne e seu sangue). Mas, as pessoas queriam somente alguém para lhes fornecesse alimento para este mundo e para esta realidade, não algo tão exigente.

Na 1ª leitura, vemos Josué que provoca o povo de Deus no início da entrada na Terra Prometida. O novo líder do povo de Deus precisava ouvir de todos, qual deus todos queriam servir. Não somente acreditar, mas servir; não somente esperar de Deus, mas se colocar como servo, sem exigir, obedecendo sempre. Josué inicia deixando claro que ele e sua família iriam servir a Deus e o mesmo diz o povo no final.

Jesus no Evangelho pede um gesto semelhante e profundo. Não uma fé cega que não se sabe no que crê, mas uma fé profunda que coloca a confiança em Jesus. Josué lembra a grandeza de Deus que ele quer servir. Jesus já tinha mostrado quem Ele era, bastava agora a fé incondicional de todos.

De fato, as palavras de Jesus exige uma fé plena em sua pessoa, em quem Ele realmente é e não somente no que Ele é capaz de fazer. Uma fé em Deus somente na abundância das coisas é fácil; a fé verdadeira e necessária para a vida eterna deverá brotar não das cestas abundantes de pão e peixe, mas da Cruz onde Jesus se entrega completamente e derrama o seu sangue.

É bem provável que na comunidade de João, havia pessoas não aceitavam a Eucaristia como o próprio Corpo e Sangue de Cristo Jesus. Talvez negassem a realidade humana e até mesmo o sacrifício da Cruz. Cristãos que tinham dificuldade em relação à carne doada por Jesus, pois viam nela uma realidade de pecado e fraqueza. Mas, o autor do quarto Evangelho confirma a fé da Igreja que a mesma carne doada e recebida na Eucaristia, foi também assumida na Encarnação do Verbo. Vida humana assumida em sua totalidade (não na aparência), vivida intensamente e entregue complemente para ser assumida por seus discípulos na Eucaristia.

Assumir uma profunda realidade de comunhão e entrega; de serviço a Deus e ao próximo. Realidades que devem traçar a identidade do cristão no mundo de hoje, como Paulo lembrou sua comunidade na 2ª leitura onde o marido deve amar sua esposa como Cristo amou sua igreja; e as mulheres viver numa profunda entrega, união e comunhão com seu marido.

João retrata que o discurso de Jesus foi um momento decisivo para perceber quem realmente queria segui-Lo plenamente e não por motivos materiais. O grupo se reduziu aos doze discípulos. No entanto, eles mesmos foram questionados por Jesus se não queriam também ir embora. Jesus não iria abrir mão de nada do que disse. A resposta de Pedro deve ser sempre a nossa: “Somente tu tens palavra de vida eterna!”.

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Um caminho sinodal, um caminho de escuta

Pe. Paulo Adolfo Simões
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre
Secretário executivo do Centro Nacional de Fé e Política “Dom Hélder Câmara” – CEFEP / CNBB

Talvez a muitos de nossos ouvidos, algumas análises da realidade e propostas que a Igreja tem nos feito ultimamente soem estranhas ou incompreensíveis. Como estranhas e incompreensíveis soaram as palavras de Jesus a muitos dos religiosos do seu tempo. Nos dois artigos anteriores, falei do necessário diálogo da Igreja com a sociedade e das novas possibilidades que a pandemia da Covid nos oferece, apesar de ser um tempo de tribulação. Agora, quero tratar do “caminho sinodal” proposto a um só tempo pela arquidiocese de Pouso Alegre, pelo Conselho Episcopal Latino-americano e Caribenho - CELAM e pelo papa Francisco. Na verdade, são três propostas independentes, para âmbitos eclesiais diferentes (diocese, Igreja latino-americana e caribenha e Igreja Universal), mas o caminho e o fim são os mesmos: o diálogo fraterno, sincero e construtivo para que o Reino de Deus anunciado por Jesus torne-se mais evidente em nosso meio. Em outras palavras: para que possamos nos apropriar, enquanto Igreja – povo de Deus, da proposta salvadora de Jesus.

Quando o papa Francisco propôs um sínodo sobre a sinodalidade, muitos acharam redundante. No entanto, é preciso lembrar que a experiência sinodal esteve muito presente na Igreja em seus primórdios, caiu em desuso na Igreja Latina (Romana), sendo recuperado pelo Concílio Vaticano II. No entanto, tal experiência continuou firme e vigorosa nas Igrejas Ortodoxas presentes no Oriente. Passados quase sessenta anos do Concílio Vaticano II e vividas as experiências de vários sínodos temáticos ou por áreas pastorais (os sínodos continentais, por ocasião do jubileu do Segundo Milênio, o sínodo para a Amazônia), o papa Francisco propõe um caminho sinodal para avaliar, repensar e avançar nesse caminho tão antigo e tão novo! E Francisco já vem fazendo outras propostas sinodais como a própria Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, a Conferência Eclesial da Amazônia, a Economia de Francisco e o Pacto Educativo Global. Quais as novidades que essas propostas trazem? São, sobretudo, a abertura à participação efetiva de categorias de pessoas milenarmente deixadas de fora das decisões eclesiais – o laicato católico, mulheres e homens que são Igreja e que, por mais de um milênio, foram deixados a uma posição passiva, submissa e obediente – também o diálogo com a sociedade como um todo e a cultura contemporânea, representados pelos cristãos e cristãs que já não participam da vida eclesial ou sem pertença eclesial.

Essas propostas podem causar a alguns de nós, além de incompreensões, possíveis e verdadeiras resistências. Essas atitudes são compreensíveis se considerarmos a caminhada histórica da Igreja, que, por mais de um milênio, peregrinou sem escutar a quase ninguém além sua própria hierarquia (uma Igreja ensimesmada, autorreferencial, no dizer do papa Francisco). Caminho sinodal é caminho de escuta, escuta do outro, do diferente, do que tem suas críticas e contestações a apresentar. Por isso mesmo nos incomoda, nos assusta, às vezes, e gera medos que redundam em não aceitação. Mas, sobretudo, é um caminho que se fundamenta na prática de Jesus relatada pelo Evangelho, vivida de forma intensa nos primeiros séculos da fé cristã. É um caminho que traz para o interior da Igreja o colorido natural da rica diversidade cultural querida por Deus.

“Com o lema ‘Somos todos discípulos missionários em saída’, somos chamados a iniciar juntos um caminho em direção à Primeira Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe. Fazemo-lo como Povo de Deus, em comunhão com o Papa Francisco, que em sua videomensagem de 24 de janeiro de 2021 nos encorajou a percorrer este caminho: ‘Quero estar convosco neste momento e na preparação até novembro... é a primeira vez que isto se faz.... Acompanho-vos com as minhas orações e bons votos, avançai com coragem’! Assim, a nossa Assembleia não é apenas de bispos ou de uma elite, como o Santo Padre também menciona: ‘elites iluminadas de uma ideologia ou de outra’, mas de todo o Povo de Deus. Daí o seu carácter sinodal, que significa literalmente “caminhar juntos”: leigos, leigas, religiosos e religiosas, diáconos, seminaristas, sacerdotes, bispos e todas as pessoas de boa vontade que desejam fazer parte deste caminhar em comunidade”. (Documento do Caminho, Assembleia Eclesial da América Latina e do Caribe, n. 1)

Para a Igreja Católica, quer a universal, a latino-americana ou a local-diocesana, fazer um caminho sinodal é pôr-se a ouvir, no sentido completo da palavra, todas e todos. Ouvir os cristãos leigos e leigas, ouvir as mulheres e os homens, ouvir os não participantes, ouvir os de outras pertenças eclesiais e religiosas; ouvir a sociedade, as instituições e as culturas. E poderíamos perguntar-nos: por que devemos ouvi-los, o que têm elas/es a nos dizer? Aos que são batizados, devemos ouvir porque são a Igreja. Aos que não são batizados, porque, se querem dizer algo à Igreja, é porque ela lhes é relevante ou os incomoda e, além disso, o diálogo é sempre uma forma de missão. É preciso ouvir sempre com coragem e com audácia. Coragem e audácia de quem tem segurança em sua própria fé, nas diversas formas de formulá-la, organizá-la e vivê-la, e está disposto a aprofundá-la e purificá-la no diálogo maduro com o outro. Essa coragem e audácia são necessárias para que o caminho sinodal não se restrinja a eventos de estudos da realidade, da teologia e das propostas de ação. mas que se torne uma prática do dia a dia na vida diocesana, paroquial comunitária, das pastorais e movimentos. Uma prática transformadora!

Caminhemos sem medo. Acolhamos o amor do Pai, sigamos o exemplo do Filho, que se fez gente, e deixemo-nos conduzir pelo Espírito de liberdade!


Padre Jésus Benedito lança seu sexto livro

O padre Jésus Benedito dos Santos, do clero da arquidiocese de Pouso Alegre, lançou nesta semana, seu sexto livro, todos na temática da Pastoral Presbiteral. "Presbítero para uma Igreja em saída - o curador ferido: guia espiritual para uma geração ferida e extremada", foi lançado neste ano apenas em versão e-book, pela Editora A Partilha.

Este livro está dividido em quatro partes, pelos quais serão tratados os quatro pontos de uma Igreja em saída: Igreja missionária; Igreja que se transforma; Igreja que se abre para acolher os que ficaram ou estão à beira do caminho e enfrenta temas complexos; e Igreja que volta as fontes e se renova. A primeira parte da obra trata do Curador Ferido, num mundo todo ferido e que fere; a segunda trata das crises de valores da sociedade atual; a terceira trata da espiritualidade numa Igreja em saída e a quarta trata do ministro ordenado para uma Igreja em saída.

Segundo o autor, o livro o livro traz a reflexão sobre os ministros ordenados para uma Igreja em saída, pensando o ministério ordenado  para além da superficialidade estética ou de posições extremistas, totalitárias e fundamentalistas, que tende a acirrar posições de direita ou de esquerda no exercício desse ministério, avança para ser um ministro sinodal.

"Nesse livro iremos falar dos ministros ordenados numa Igreja em saída e também do sofrimento do ser humano na atualidade. Sabe-se que o sofrimento faz parte da vida humana. A escolha na vida não é optar por sofrer ou abster-se de sofrer. É claro que podemos aprender a focar melhor nossa energia, a priorizar melhor as coisas e com isso sofrer menos ou não sofrer com coisas triviais. Mas, mesmo para pessoas que conseguem atingir esse tipo de maturidade, ainda assim, existe o sofrimento, porque existem as grandes questões da vida, porque existem as questões sérias que merecem nosso foco e nossa atenção", disse padre Jésus.

A escolha na vida não é escolher sofrer ou não sofrer, a real escolha humana é escolher como lidar com o sofrimento. Nesse processo de lidar com o sofrimento o que muitos fazem é guardar as angústias para si mesmo, é guardar as dores dentro de si e não dividir com ninguém. E essa pode ser uma das maiores armadilhas para a fé, a felicidade, o bem-estar e a missão do Curador Ferido numa Igreja em saída.

Pe. Jésus Benedito dos Santos

Na vida do Curador Ferido eventos como uma doença, o término de uma amizade, ou pior ainda, a morte de uma pessoa amada, a mudança de paróquia, a idade, doença e assim por diante, mesmo sendo ele uma pessoa religiosa e esclarecida, esses acontecimentos acabam lhe trazendo sofrimentos.

"Décadas de religião vêm nos ensinando a importância de dividir nossas alegrias e tristezas com pessoas que convivem conosco. Sabe-se que o Curador Ferido, numa Igreja em saída, está num mundo agitado, mundo onde as pessoas estão aparentando ser felizes, com corpos perfeitos, fotos com o filtro ideal, sem sofrimento, tendo somente prazeres e sorrisos. Por conta disso, muitas vezes, ele tem medo ou vergonha de se mostrar triste, de mostrar suas feridas, suas dores, como Jesus o Curador Ferido do Pai, que mostra as feridas: “mostrou-lhes as mãos e o lado” (Jo 20, 20). Numa Igreja em saída, antes de tudo é preciso encontrar com as próprias feridas, atá-las para depois ir atrás dos irmãos e irmãos para ajudá-los a cuidar de suas feridas", afirmou.

Outros livros do autor

O Presbítero Católico: uma identidade em transformação;
Novo Presbítero Católico sob a Mística do cuidado;
Nunca pare de Sonhar: o presbítero que ama Jesus e sua Igreja;
Pérolas nas mãos de Deus: Pastoral Presbiteral;
Presbítero Pastor;


Santuários arquidiocesanos rezarão o terço pelo fim da pandemia

Os Santuários da arquidiocese de Pouso Alegre se unirão para a oração diária do Santo Terço, tendo como intenção o fim da pandemia. A meditação dos mistérios do Terço ocorrerão entre os dias 16 e 31 de maio, sempre às 18h, com transmissão pelo Facebook da arquidiocese, dos santuários e paróquias. A citação bíblica que conduzirá esse momento será: "De toda a Igreja subia incessantemente a oração a Deus"(At 12, 5).

"Queremos responder a um pedido do Papa Francisco de fazer do mês de maio um tempo forte de oração mariana pelo enfrentamento da pandemia. Vamos unir nossa arquidiocese em oração neste tempo desafiador da pandemia, apresentando nossa realidade, os doentes e profissionais da saúde", afirmou o reitor do Santuário Nossa Senhora da Agonia, padre Rodrigo Carneiro.

Os terços utilizados para a oração serão abençoados pelo arcebispo, dom José Luiz Majella Delgado-C.Ss.R., na missa do Crisma, dia 15 de maio, na Catedral Metropolitana. Além dos 10 Santuários e da Basílica pertencentes à arquidiocese, foram convidados: a paróquia São José, distrito Pantano em Pouso Alegre; o Carmelo da Sagrada Família, em Pouso Alegre; a Catedral Metropolitana; o Seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora; e o Movimento Terço dos Homens de Congonhal.

Datas e locais da oração do Terço

16 de maio: Basílica Nossa Senhora do Carmo (Borda da Mata)
17 de maio: Santuário Santa Rita de Cássia (Santa Rita de Caldas)
18 de maio: Santuário Santa Rita de Cássia (Santa Rita do Sapucaí)
19 de maio: Santuário Nossa Senhora da Agonia (Itajubá)
20 de maio: Santuário Nossa Senhora da Piedade (Itajubá)
21 de maio: Santuário Imaculado Coração de Maria (Pouso Alegre)
22 de maio: Santuário Bom Jesus (Córrego do Bom Jesus)
23 de maio: Carmelo Sagrada Família (Pouso Alegre)
24 de maio: Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre (Pouso Alegre)
25 de maio: Paróquia São José (Distrito Pantano - Pouso Alegre)
26 de maio: Santuário Santa Rita de Cássia (Extrema)
27 de maio: Santuário Nossa Senhora da Medalha Milagrosa (Monte Sião)
28 de maio: Santuário Nossa Senhora Aparecida (Brazópolis)
29 de maio: Santuário São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima (Ouro Fino)
30 de maio: Terço dos Homens (Congonhal)
31 de maio: Catedral Metropolitana (Pouso Alegre)


Papa institui o Ministério de Catequista

Foi publicado nesta terça-feira (11) o Motu proprio "Antiquum ministerium" com o qual Francisco institui o ministério de catequista: uma necessidade urgente para a evangelização no mundo contemporâneo, a ser realizada sob forma secular, sem cair na clericalização.

"Fidelidade ao passado e responsabilidade pelo presente" são "as condições indispensáveis para que a Igreja possa desempenhar a sua missão no mundo": assim escreve o Papa Francisco no Motu proprio "Antiquum ministerium" - assinado ontem, 10 de maio, memória litúrgica de São João de Ávila, presbítero e doutor da Igreja - com o qual institui o ministério de catequista. No contexto da evangelização no mundo contemporâneo e diante da "imposição de uma cultura globalizada", de fato, "é necessário reconhecer a presença de leigos e leigas que, em virtude de seu Batismo, se sentem chamados a colaborar no serviço da catequese". Além disso o Pontífice enfatiza a importância de "um encontro autêntico com as gerações mais jovens", como também "a necessidade de metodologias e instrumentos criativos que tornem o anúncio do Evangelho coerente com a transformação missionária da Igreja".

Foto Arquivo: Dom Majella com crismandos - Pascom

Um novo ministério, mas com origens antigas

O novo ministério tem origens muito antigas que remontam ao Novo Testamento: de forma germinal, é mencionado, por exemplo, no Evangelho de Lucas e nas Cartas de São Paulo Apóstolo aos Coríntios e aos Gálatas. Mas "toda a história da evangelização nestes dois milênios", escreve o Papa, "manifesta com grande evidência como foi eficaz a missão dos catequistas", que asseguraram que "a fé fosse um válido sustentáculo para a existência pessoal de cada ser humano", chegando ao ponto de "até dar a sua vida" para este fim. Por isso desde o Concílio Vaticano II tem havido uma crescente consciência de que "a tarefa do catequista é da maior importância", bem como necessária para o "desenvolvimento da comunidade cristã". Ainda hoje, continua o Motu Proprio, "muitos catequistas competentes e perseverantes" realizam "uma missão insubstituível na transmissão e no aprofundamento da fé", enquanto uma "longa série" de beatos, santos e mártires catequistas "marcaram a missão da Igreja", constituindo "uma fonte fecunda para toda a história da espiritualidade cristã".

Transformar a sociedade através dos valores cristãos

Sem diminuir em nada a "missão própria do bispo, o primeiro catequista na sua diocese", nem a "responsabilidade peculiar dos pais" quanto à formação cristã de seus filhos, portanto, o Papa exorta a valorizar os leigos que colaboram no serviço da catequese, indo ao encontro "dos muitos que esperam conhecer a beleza, a bondade e a verdade da fé cristã". É tarefa dos Pastores - destaca ainda Francisco - reconhecer "ministérios laicais capazes de contribuir para a transformação da sociedade através da penetração dos valores cristãos no mundo social, político e econômico".

Evitar formas de clericalização

Testemunha da fé, mestre, mistagogo, acompanhante e pedagogo, o catequista - explica o Pontífice - é chamado a exprimir a sua competência no serviço pastoral da transmissão da fé desde o primeiro anúncio até a preparação para os sacramentos da iniciação cristã, incluindo a formação permanente. Mas tudo isso só é possível "através da oração, do estudo e da participação direta na vida da comunidade", para que a identidade do catequista se desenvolva com "coerência e responsabilidade". Receber o ministério laical de catequista, de fato, "imprime uma acentuação maior ao empenho missionário típico de cada batizado". E deve ser desempenhado - recomenda Francisco - "de forma plenamente secular, sem cair em qualquer tentativa de clericalização".

Congregação para o Culto Divino publicará Rito de Instituição

O ministério laical de catequista também tem "um forte valor vocacional" porque "é um serviço estável prestado à Igreja local" que requer "o devido discernimento por parte do bispo" e um Rito de Instituição especial que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos publicará em breve. Ao mesmo tempo - assinala o Pontífice - os catequistas devem ser homens e mulheres "de fé profunda e maturidade humana"; devem participar ativamente da vida da comunidade cristã; devem ser capazes de "acolhimento, generosidade e uma vida de comunhão fraterna"; devem ser formados do ponto de vista bíblico, teológico, pastoral e pedagógico; devem ter amadurecido a prévia experiência da catequese; devem colaborar fielmente com os presbíteros e diáconos e "ser animados por um verdadeiro entusiasmo apostólico".

O convite do Papa para as Conferências Episcopais

Por fim, o Papa convida as Conferências Episcopais a "tornarem realidade o ministério de catequista", estabelecendo o iter formativo necessário e os critérios normativos para o acesso ao mesmo, encontrando as formas mais coerentes para o serviço e em conformidade com o Motu proprio que poderá também ser recebido, "com base no próprio direito particular", pelas Igrejas Orientais.

 

Por Isabella Piro - VaticanNews
Foto: VaticanNews


Arquidiocese lança concurso para escolha do hino do Sínodo

A Comissão para preparação do Sínodo Arquidiocesano, com o auxílio da Subcomissão Arquidiocesana para a Música Litúrgica, lançou nesta segunda-feira (10), o edital do concurso para escolha do hino sinodal. As inscrições podem ser feitas até o dia 18 de junho, mediante envio da partitura ou cifra, e áudio da composição. As composições devem ser enviadas para o email: concursohinodosinodo@gmail.com

As inscrições são abertas apenas para músicos compositores que hoje vivem no território da arquidiocese de Pouso Alegre. Cada compositor poderá apresentar apenas uma composição. Não serão aceitas paródias, apenas composições originais.

"Caso não haja um número satisfatório de inscrições, após o término das mesmas no dia 18 de junho, o edital será retificado e abertas as inscrições novamente até o dia 25 de junho, podendo, então, os já inscritos apresentarem mais composições. Os inscritos receberão até o dia 20 de junho, via e-mail, a carta de aceite", explicou o coordenador da subcomissão para a música litúrgica, Adriano Geraldo da Silva.

Faça o download do edital aqui!

Cronograma do Concurso

1ª etapa: divulgação do edital, orientações e recepção das inscrições
- Divulgação do edital: 10 de maio
- Recepção das inscrições: entre 10 de maio e 18 de junho de 2021

2ª etapa: escolha pela equipe técnica das cinco melhores composições
- A divulgação dos classificados para a terceira etapa será feita no dia 30 de junho de 2021 pelas redes sociais e pelos meios de comunicação oficiais da arquidiocese

3ª etapa: escolha pela equipe técnica da melhor composição para o hino oficial
- Divulgação de classificação final no dia 9 de julho de 2021 pelas redes sociais e pelos meios de comunicação oficiais da arquidiocese.

 


Papa Francisco estabelece ministério de catequista

A Sala de Imprensa do Vaticano anunciou que na terça-feira, 11 de maio, será apresentado à mídia o Motu proprio "Antiquum ministerium". Já em 2018, o Papa havia falado da necessidade de dar a este serviço uma dimensão institucional na Igreja.

O Papa tinha este tema em seu coração já há alguns anos, falou sobre isso na vídeo-mensagem aos participantes de uma conferência internacional sobre o tema, em 2018, quando declarou categoricamente que "o catequista é uma vocação". "Ser catequista, esta é a vocação, não trabalhar como catequista".

E depois acrescentava "esta forma de serviço que se realiza na comunidade cristã" deveria ser reconhecida "como um verdadeiro e genuíno ministério da Igreja". A convicção amadureceu e tomou a forma do Motu proprio Antiquum ministerium que será apresentado na próxima terça-feira (11/05) na Sala de Imprensa do Vaticano, com a presença do Arcebispo Rino Fisichella, presidente do Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização e Dom Franz-Peter Tebartz-van Elst, delegado para a Catequese do dicastério.

Na linha de frente

O Motu proprio, portanto, estabelecerá formalmente o ministério de catequista, desenvolvendo a dimensão evangelizadora dos leigos desejada pelo Concílio Vaticano II. Um papel ao qual, disse Francisco na vídeo-mensagem, cabe a responsabilidade do "primeiro anúncio". Em um contexto de "indiferença religiosa - o Papa havia indicado - sua palavra será sempre o primeiro anúncio, que atinge os corações e mentes de tantas pessoas que estão esperando para encontrar Cristo".

Uma dimensão comunitária

Um serviço a ser vivido com intensidade de fé e em dimensão comunitária, como foi sublinhado em 31 de janeiro passado na audiência aos participantes do encontro promovido pelo Departamento Catequético Nacional da Conferência Episcopal Italiana. " Este é o momento – disse o Papa - de ser artífices de comunidades abertas que sabem valorizar os talentos de cada um. É o tempo para as comunidades missionárias, livres e abnegadas, que não procuram relevância nem vantagem, mas que percorrem os caminhos do povo do nosso tempo, inclinando-se sobre os que estão à margem.

 

Fonte: Alessandro De Carolis – Vatican News


Igreja Católica celebra o Dia Mundial das Comunicações Sociais

No domingo da Ascensão do Senhor, 16 de maio, comunicadores de todo o Brasil poderão celebrar o Dia Mundial das Comunicações por meio da transmissão de duas celebrações eucarísticas, em sua intenção, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG).

A primeira celebração será presidida pelo bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Giovani Mol, às 8h, com transmissão pelas emissoras de inspiração católica Século 21, Rede Vida, TV Horizonte, Pai Eterno e TV Nazaré.

A segunda celebração será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Walmor Oliveira de Azevedo, às 15h, com transmissão pela TV Horizonte, TV Evangelizar, TV Imaculada, TV Aparecida, Canção Nova, TV Nazaré e Web Bom Jesus. Ambas as celebrações terão transmissão pelas redes sociais da CNBB (Facebook e Youtube) e da Pascom Brasil e por rádios católicas.

As duas celebrações eucarísticas estão inseridas na Semana da Comunicação, da Pascom Brasil, para celebrar o 55º Dia Mundial das Comunicações Sociais. A programação ocorrerá de 10 a 16 de maio, com três lives inspiradas na mensagem do Papa Francisco para este ano: “Vinde ver! (Jo 1,46) Comunicar encontrando as pessoas como e onde estão”. As lives serão transmitidas pelo Youtube e Facebook da Pascom Brasil.

O Dia Mundial das Comunicações Sociais foi instituído pelo Decreto Inter Mirifica, do Concílio Vaticano II, em seu número 18: “Para reforçar o variado apostolado da Igreja por intermédio dos meios de comunicação social celebre-se anualmente, nas dioceses do mundo inteiro, um dia dedicado a ensinar aos fiéis seus deveres no que diz respeito aos meios de comunicação, a se orar pela causa e a recolher fundos para as iniciativas da Igreja nesse setor, segundo as necessidades do mundo católico”. E no dia 7 de maio de 1967, domingo da Ascensão do Senhor, celebrou-se pela primeira vez, no mundo inteiro, o dia Mundial das Comunicações Sociais.

Confira a programação completa:

10 de maio, às 20h - VINDE VER
A primeira atividade será a Leitura Orante da Palavra de Deus, na segunda-feira, 10 de maio, às 20h. O texto bíblico escolhido foi o Evangelho de João 1, 39-46, que contém o versículo que dá tema ao Dia Mundial das Comunicações Sociais deste ano. A condução será feita pelo bispo de Oeiras (PI), dom Edilson Nobre, membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação. O roteiro para a Leitura Orante ficou a cargo do Projeto Cristonautas, um programa de treinamento em Lectio Divina para jovens, levando em consideração a Nova Evangelização, a grande Missão Continental e as tecnologias de informação e comunicação.

A leitura orante da Palavra de Deus é um dos métodos mais eficazes de se ter contato com a Palavra de Deus. Não se trata de fazer uma leitura corrida das páginas sagradas, mas uma leitura rezada. A Lectio Divina tem uma história de pelo menos 2.500 anos. No Antigo Testamento o povo de Israel rezava a Palavra e usava a Palavra para rezar. No livro de Neemias 8, 2-10 encontramos que o povo se reuniu para ouvir Neemias e ler o livro desde a manhã até ao meio dia. A leitura orante na ótica da comunicação é uma proposta sugerida pelo Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil no parágrafo 253, como uma forma de se vivenciar o eixo da espiritualidade.

“É fundamental que se cultive a espiritualidade do comunicador mediante retiros, “leitura orante” na ótica da comunicação, reflexões sobre os documentos da Igreja no campo da comunicação, e que o comunicador se alimente da Palavra de Deus e da Eucaristia. A espiritualidade do comunicador, bem como toda a espiritualidade da Igreja, inspira-se na Trindade, modelo da perfeita comunicação e comunhão no amor.” (DCIB, n. 253)

12 de maio, às 20h - GASTAR AS SOLAS DOS SAPATOS

A expressão citada pelo Papa Francisco em sua mensagem dá título à segunda noite formativa. Os membros do Grupo de Reflexão sobre Comunicação (Grecom) da CNBB fazem o aprofundamento da carta aos comunicadores na quarta-feira, 12 de maio, às 20h.

São integrantes do Grecom os pesquisadores Andréia Gripp, Aline Amaro, Joana Puntel, Moisés Sbardelotto, Mozahir Salomão Bruck, Ricardo Alvarenga, além do coordenador nacional da Pascom, Marcus Tullius, os assessores da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação da CNBB, Manuela Castro e padre Tiago Sibula, e os bispos da Comissão, dom Joaquim Mol e dom Edilson Nobre.

“A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações. Mas, se não nos abrimos ao encontro, permanecemos espectadores externos, apesar das inovações tecnológicas com a capacidade que têm de nos apresentar uma realidade engrandecida onde nos parece estar imersos”, afirma o Papa Francisco na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais 2021.

14 de maio, às 20h - A CORAGEM DOS JORNALISTAS

A terceira noite de celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais contará com o testemunho de jornalistas e comunicadores, destacando a coragem dos jornalistas. A live será na sexta-feira, 14 de maio, às 20h e será conduzida por Alessandro Gomes e Osnilda Lima, presidente e vice-presidente da Signis Brasil – Associação Católica de Comunicação.

“Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmara, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas”, afirma o Papa Francisco no terceiro tópico da mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais.

16 de maio - DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS

No domingo da Ascensão do Senhor, comunicadores de todo o Brasil poderão celebrar o Dia Mundial das Comunicações por meio da transmissão de duas celebrações eucarísticas, em sua intenção, direto do Santuário Basílica de Nossa Senhora da Piedade, em Caeté (MG). (Informações estão acima).

 

Fonte: cnbb.org.br