Publicada “Fratelli tutti”, a Encíclica social do Papa Francisco

Fraternidade e amizade social são os caminhos indicados pelo Pontífice para construir um mundo melhor, mais justo e pacífico, com o compromisso de todos: pessoas e instituições. Reafirmado com vigor o não à guerra e à globalização da indiferença.

Foto: Vatican Media

Quais são os grandes ideais mas também os caminhos concretos para aqueles que querem construir um mundo mais justo e fraterno nas suas relações quotidianas, na vida social, na política e nas instituições? Esta é a pergunta à qual pretende responder, principalmente, “Fratelli tutti”: o Papa define-a como uma "Encíclica Social" (6) que toma o seu título das "Admoestações" de São Francisco de Assis, que usava essas palavras "para se dirigir a todos os irmãos e irmãs e lhes propor uma forma de vida com sabor do Evangelho" (1). A Encíclica tem como objetivo promover uma aspiração mundial à fraternidade e à amizade social. No pano de fundo, há a pandemia da Covid-19 que - revela Francisco - "irrompeu de forma inesperada quando eu estava escrevendo esta carta". Mas a emergência sanitária global mostrou que "ninguém se salva sozinho" e que chegou realmente o momento de "sonhar como uma única humanidade", na qual somos "todos irmãos". (7-8).
No primeiro de oito capítulos, intitulado "As sombras dum mundo fechado", o documento debruça-se sobre as muitas distorções da época contemporânea: a manipulação e a deformação de conceitos como democracia, liberdade, justiça; o egoísmo e a falta de interesse pelo bem comum; a prevalência de uma lógica de mercado baseada no lucro e na cultura do descarte; o desemprego, o racismo, a pobreza; a desigualdade de direitos e as suas aberrações como a escravatura, o tráfico de pessoas, as mulheres subjugadas e depois forçadas a abortar, o tráfico de órgãos (10-24). Estes são problemas globais que requerem ações globais, sublinha o Papa, apontando o dedo também contra uma "cultura de muros" que favorece a proliferação de máfias, alimentadas pelo medo e pela solidão (27-28).

A muitas sombras, porém, a Encíclica responde com um exemplo luminoso, o do bom samaritano, a quem é dedicado o segundo capítulo, "Um estranho no caminho". Nele, o Papa assinala que, numa sociedade doente que vira as costas à dor e é "analfabeta" no cuidado dos mais frágeis e vulneráveis (64-65), somos todos chamados a estar próximos uns dos outros (81), superando preconceitos e interesses pessoais. De fato, todos nós somos corresponsáveis na construção de uma sociedade que saiba incluir, integrar e levantar aqueles que sofrem (77). O amor constrói pontes e nós "somos feitos para o amor" (88), acrescenta o Papa, exortando em particular os cristãos a reconhecerem Cristo no rosto de cada pessoa excluída (85). O princípio da capacidade de amar segundo "uma dimensão universal" (83) é também retomado no terceiro capítulo, "Pensar e gerar um mundo aberto": nele, Francisco exorta cada um de nós a "sair de si mesmo" para encontrar nos outros "um acrescentamento de ser" (88), abrindo-nos ao próximo segundo o dinamismo da caridade que nos faz tender para a "comunhão universal" (95). Afinal – recorda a Encíclica - a estatura espiritual da vida humana é medida pelo amor que nos leva a procurar o melhor para a vida do outro (92-93). O sentido da solidariedade e da fraternidade nasce nas famílias que devem ser protegidas e respeitadas na sua "missão educativa primária e imprescindível" (114).

O direito a viver com dignidade não pode ser negado a ninguém, afirma ainda o Papa, e uma vez que os direitos são sem fronteiras, ninguém pode ser excluído, independentemente do local onde nasceu (121). Deste ponto de vista, o Papa lembra também que é preciso pensar numa "ética das relações internacionais" (126), porque cada país é também do estrangeiro e os bens do território não podem ser negados àqueles que têm necessidade e vêm de outro lugar. O direito natural à propriedade privada será, portanto, secundário em relação ao princípio do destino universal dos bens criados (120). A Encíclica também coloca uma ênfase específica na questão da dívida externa: embora se mantenha o princípio de que toda a dívida legitimamente contraída deve ser paga, espera-se, no entanto, que isto não comprometa o crescimento e a subsistência dos países mais pobres (126).

Ao tema das migrações é, ao invés, dedicado em parte o segundo e todo o quarto capítulo, "Um coração aberto ao mundo inteiro": com as suas "vidas dilaceradas" (37), em fuga das guerras, perseguições, catástrofes naturais, traficantes sem escrúpulos, arrancados das suas comunidades de origem, os migrantes devem ser acolhidos, protegidos, promovidos e integrados. Nos países destinatários, o justo equilíbrio será entre a proteção dos direitos dos cidadãos e a garantia de acolhimento e assistência aos migrantes (38-40). Especificamente, o Papa aponta algumas "respostas indispensáveis" especialmente para aqueles que fogem de "graves crises humanitárias": incrementar e simplificar a concessão de vistos; abrir corredores humanitários; oferecer alojamento, segurança e serviços essenciais; oferecer possibilidade de trabalho e formação; favorecer a reunificação familiar; proteger os menores; garantir a liberdade religiosa. O que é necessário acima de tudo" - lê-se no documento -, é uma legislação (go¬vernance) global para as migrações que inicie projetos a longo prazo, indo além das emergências individuais, em nome de um desenvolvimento solidário de todos os povos (129-132).

O tema do quinto capítulo é "A política melhor", ou seja, a que representa uma das formas mais preciosas da caridade porque está ao serviço do bem comum (180) e conhece a importância do povo, entendido como uma categoria aberta, disponível ao confronto e ao diálogo (160). Este é o popularismo indicado por Francisco, que se contrapõe ao "populismo" que ignora a legitimidade da noção de "povo", atraindo consensos a fim de instrumentalizar ao serviço do seu projeto pessoal (159). Mas a melhor política é também a que protege o trabalho, "uma dimensão indispensável da vida social" e procura assegurar que cada um tenha a possibilidade de desenvolver as suas próprias capacidades (162). A verdadeira estratégia contra a pobreza, afirma a Encíclica, não visa simplesmente a conter os necessitados, mas a promovê-los na perspectiva da solidariedade e da subsidiariedade (187). A tarefa da política, além disso, é encontrar uma solução para tudo o que atenta contra os direitos humanos fundamentais, tais como a exclusão social; tráfico de órgãos, e tecidos humanos, armas e drogas; exploração sexual; trabalho escravo; terrorismo e crime organizado. Forte o apelo do Papa para eliminar definitivamente o tráfico de seres humanos, "vergonha para a humanidade", e a fome, porque é "criminosa" porque a alimentação é "um direito inalienável" (188-189).

A política da qual há necessidade, sublinha ainda Francisco, é aquela centrada na dignidade humana e que não está sujeita à finança porque "o mercado por si só, não resolve tudo": os "estragos" provocados pela especulação financeira mostraram-no (168). Assumem, portanto, particular relevância os movimentos populares: verdadeiros "torrentes de energia moral", devem ser envolvidos na sociedade, de uma forma coordenada. Desta forma - afirma o Papa -, pode-se passar de uma política "para" os pobres para uma política "com" e "dos" pobres (169). Outro desejo presente na Encíclica diz respeito à reforma da ONU: perante o predomínio da dimensão econômica, de fato, a tarefa das Nações Unidas será dar uma real concretização ao conceito de "família de nações", trabalhando para o bem comum, a erradicação da pobreza e a proteção dos direitos humanos. Recorrendo incansavelmente à "negociação, aos mediadores e à arbitragem" - afirma o documento pontifício - a ONU deve promover a força da lei sobre a lei da força (173-175).

Do sexto capítulo, "Diálogo e amizade social", emerge também o conceito de vida como "a arte do encontro" com todos, também com as periferias do mundo e com os povos originais, porque "de todos se pode aprender alguma coisa, nin¬guém é inútil, ninguém é supérfluo" (215). Particular, então, a referência do Papa ao "milagre da amabilidade", uma atitude a ser recuperada porque é "uma estrela na escuridão" e uma "libertação da crueldade, da ansiedade que não nos deixa pensar nos outros, da urgência distraída" que prevalecem em época contemporânea (222-224). Reflete sobre o valor e a promoção da paz, o sétimo capítulo, intitulado "Percursos dum novo encontro", no qual o Papa sublinha que a paz é "proativa" e visa formar uma sociedade baseada no serviço aos outros e na busca da reconciliação e do desenvolvimento mútuo. A paz é uma "arte" em que cada um deve desempenhar o seu papel e cuja tarefa nunca termina (227-232). Ligado à paz está o perdão: devemos amar todos sem exceção - lê-se na Encíclica -, mas amar um opressor significa ajudá-lo a mudar e não permitir que ele continue a oprimir o seu próximo (241-242). Perdão não significa impunidade, mas justiça e memória, porque perdoar não significa esquecer, mas renunciar à força destrutiva do mal e da vingança. Nunca esquecer "horrores" como a Shoah, os bombardeamentos atómicos em Hiroshima e Nagasaki, perseguições e massacres étnicos - exorta o Papa - devem ser sempre recordados, novamente, para não nos anestesiarmos e manterem viva a chama da consciência coletiva. E também é importante fazer memória do bem. (246-252).

Parte do sétimo capítulo se detém, então, sobre a guerra: "uma ameaça constante", que representa a "negação de todos os direitos", "o fracasso da política e da humanidade", "a vergonhosa rendição às forças do mal". Além disso, devido às armas nucleares, químicas e biológicas que afetam muitos civis inocentes, hoje já não podemos pensar, como no passado, numa possível "guerra justa", mas temos de reafirmar fortemente "Nunca mais a guerra! A eliminação total das armas nucleares é "um imperativo moral e humanitário"; em vez disso - sugere o Papa - com o dinheiro do armamento deveria ser criado um Fundo Mundial para acabar de vez com a fome (255-262). Francisco expressa uma posição igualmente clara sobre a pena de morte: é inadmissível e deve ser abolida em todo o mundo. "O homicida não perde a sua dignidade pessoal - escreve o Papa – e o próprio Deus Se constitui seu garante" (263-269). Ao mesmo tempo, a necessidade de respeitar "a sacralidade da vida" (283) é reafirmada onde "partes da humanidade parecem sacrificáveis ", tais como os nascituros, os pobres, os deficientes, os idosos (18).

No oitavo e último capítulo, o Pontífice se detém sobre "Religiões ao serviço da fraternidade no mundo" e reitera que o terrorismo não se deve à religião, mas a interpretações erradas de textos religiosos, bem como a políticas de fome, pobreza, injustiça e opressão (282-283). Um caminho de paz entre a religiões é, portanto, possível; por isso, é necessário garantir a liberdade religiosa, direito humano fundamental para todos os crentes (279). Uma reflexão, em particular, a Encíclica faz sobre o papel da Igreja: ela não relega a sua missão à esfera privada e, embora não fazendo política, não renuncia à dimensão política da existência, à atenção ao bem comum e à preocupação pelo desenvolvimento humano integral, segundo os princípios evangélicos (276-278).

Enfim, Francisco cita o "Documento sobre a fraternidade humana em prol da paz mundial e da convivência comum", assinado por ele mesmo em 4 de fevereiro de 2019 em Abu Dhabi, junto com o Grande Imã de Al-Azhar, Ahmad Al-Tayyib: desta pedra miliar do diálogo inter-religioso, o Pontífice retoma o apelo para que, em nome da fraternidade humana, o diálogo seja adoptado como caminho, a colaboração comum como conduta, e o conhecimento mútuo como método e critério (285).

por Vatican News


Borda da Mata comemora 15 anos de elevação da igreja matriz à Basílica

 

A paróquia de Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata, está em festa a partir deste sábado (5), quando começa o tríduo em preparação aos 15 anos de elevação de sua igreja matriz à Basílica menor. O aniversário da instação da Sacrossanta Basílica Menor da Bem-aventurada Virgem do Monte Carmelo será no dia 8 de dezembro.

"A concessão do título de Basílica acontece quando há o reconhecimento da importância da Igreja para o povo, a veneração que lhe devotam os fieis, a transcendência histórica e a beleza artística da arquitetura e da decoração. O título de Basílica também intensifica o vínculo particular com a Igreja de Roma e com o Santo Padre, através da sua exemplaridade litúrgica e pastoral na diocese", explicou o atual reitor, padre Adilson Rocha.

Os primeiros passos para elevação à Basílica se deram com o então padre Edson Oriollo, hoje bispo de Leopoldina. Segundo o professor Antônio Carlos Rezende, todo o processo durou três anos e meio, entre maio de 2002 e novembro de 2005.

“Em 31 de maio de 2002, Festa da Visitação de Nossa Senhora, dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho fez o anúncio do processo aos fiéis em geral, em uma Missa celebrada em nossa Matriz. Em 16 de Julho do mesmo ano, foi entregue ao senhor arcebispo, na Missa Solene da Festa da Padroeira, o processo montado para que ele levasse à Roma, pessoalmente, por ocasião de sua visita ad limina. No início do ano seguinte, a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos enviou para a arquidiocese uma carta (ofício) pedindo mais informações - inclusive comprovadas por fotos - sobre a Igreja, principalmente quanto ao espaço do Presbitério. Assim, a Mesa da Comunhão, que separava o presbitério da nave da Igreja foi demolida, atendendo às normas litúrgicas”.

A paroquiana Ana Tereza de Oliveira Nogueira também fez parte da equipe responsável pela organização documental de todo o processo. Segundo ela, foram muitas as exigências feitas pela Santa Sé para que a elevação à Basílica.

“Um dos quesitos exigidos era um relatório sobre a vitalidade de nossas pastorais. A vida pastoral importa mais do que a obra majestosa e arquitetônica do Templo. E graças a Deus comprovamos o que a Santa Sé exigia. Outra exigência foi a demolição da mesa da Comunhão, que distanciava e separava o presbitério da assembleia. Para isso, padre Edson teve que fazer uma votação na Paróquia. Também foi exigida a construção da mesa do altar, a qual deveria ser fixa e revestida de mármore com acabamento em metal dourado”.

O Decreto de instituição de Basílica foi dado pelo Papa Bento XVI, datado de 16 de novembro de 2005.

“No final de 2005, dom Ricardo, após obter informações, em Roma, sobre o andamento do processo junto à Congregação para o Culto Divino, e que sua conclusão dependia apenas da aprovação do Papa, foi a Roma pessoalmente, resolveu o que faltava, trazendo-nos o título de Basílica Menor,” recorda Antônio Carlos.

A data de 16 de novembro, por Providência divina, coincide com a data de emancipação política do município de Borda da Mata. A notícia foi dada pelo alto-falante na torre da igreja.
“Lembro-me como se fosse hoje. Eu estava dando aula no Colégio. Padre Edson ligou para a diretora, irmã Therezinha, para que me liberasse para ir para a Igreja a fim de anunciar no alto-falante da igreja aquela boa notícia ao povo. Os sinos da Matriz repicaram por um longo tempo, tocou-se música e anunciamos a tão esperada notícia que levou a cidade a vibrar de alegria por tão sonhada e esperada conquista”, conta Antônio Carlos.

E a população também se entusiasmou pelas ruas da cidade. Entre os dias 29 de novembro e 07 de dezembro, uma novena foi realizada na Paróquia para a festa de instalação da Sacrossanta Basílica de Nossa Senhora do Carmo. Uma data inesquecível: 08 de dezembro de 2005! A cerimônia foi presidida pelo então Arcebispo Metropolitano, Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho – Opraem., que teve delegação Pontifícia para isso.

“Chegou o grande dia! Dia santo! Feriado! Borda da Mata foi acordada ao som da banda de música e com foguetes. Alvorada! Alvorecer de uma nova caminhada com a Senhora do Monte Carmelo, ao Monte, que é Cristo. Bordamatenses ausentes se fizerem presentes. Muita gente vinda de longe e de perto. Os padres da nossa Arquidiocese compareceram em massa. A Igreja ficou pequena. Um telão foi montado do lado de fora para os que não conseguiram entrar. Cerimônia linda. Muitas bênçãos e graças. Primeira distribuição de Indulgências em nossa Basílica, os primeiros romeiros, peregrinos e visitantes”, entusiasma-se dona Ana Tereza.

 

HISTÓRIA DA IGREJA MATRIZ

 

Quem entra na Basílica Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata, se encanta com a beleza da arquitetura, vitrais e pinturas nas paredes e tetos, mas não imagina que tudo ali tem o sonho de um santo padre: Monsenhor Pedro Cintra. À frente da Paróquia por 38 anos, ele foi o grande motivador da construção desse templo, dedicado à Senhora do Monte Carmelo. Ainda no ano de 1947, antes de tomar posse como pároco, Monsenhor Pedro ouve do Bispo Diocesano, Dom Octávio Chagas de Miranda, a seguinte recomendação: “Termine a construção do Colégio das Irmãs Dominicanas e construa a nova Igreja Matriz”.

Terminado o Colégio, em 1949, Monsenhor conscientizou o povo que a obra da nova Matriz seria iniciada no momento em que a Paróquia tivesse um piso financeiro de quinhentos mil cruzeiros. Um grande mostrador de relógio indicava ao povo as importâncias que entravam para o caixa. Foram marcados no mostrador quinhentos traços, que significavam minutos. Cada minuto correspondia a mil cruzeiros. Um ponteiro grande indicava as importâncias que eram recebidas.

Enquanto se arrecadava o dinheiro, o então pároco deu andamento ao projeto arquitetônico. O arquiteto indicado foi o Prof. Dr. José Sachetti, residente em São Paulo. O próprio professor Antônio Carlos Rezende, estudioso da história da Paróquia, lembra esse início.

“Monsenhor Pedro lhe pediu um desenho para uma Igreja em estilo moderno. Porém, o arquiteto o convenceu, por meio de uma carta, a construir em estilo clássico, escrevendo: ‘O moderno, passa, é moda; o clássico fica’. Em poucos meses estava pronto o projeto em estilo romano-lombardo, assim denominado pelo senhor José Sachetti”.

O lançamento da pedra fundamental se deu no dia 16 de julho de 1951. A execução da planta em estilo romano-lombardo foi confiada ao arquiteto Cav. José Sachetti. A construção foi entregue ao senhor Rogério Gissoni e a direção ao mestre de obras José Firmo Werneck. Em relação às esculturas, essas ficaram sob a responsabilidade do mestre das artes sacras, Celestino Roiz Artigas. Começava, então, a realização de todo esse vasto e grandioso monumento, que iria exigir muito trabalho, mas que se consolidou como marca da fé e da esperança de Borda da Mata.

E a construção se deu em tempo recorde. A Igreja foi sagrada no dia 15 de julho de 1958, por seu filho mais ilustre, o Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom João Rezende Costa. Foram sete anos de muito trabalho e empenho de toda a população.

“Considerando que Borda da Mata era uma cidade pequena e pobre, a construção da nova Matriz foi realizada em tempo recorde. Quando os alicerces foram abertos, houve quem dissesse que Cônego Pedro estava doido. Porém o povo se entusiasmou e a colaboração foi completa. Ninguém deixou de colaborar de alguma maneira: das crianças aos idosos. Monsenhor Pedro dizia que a grande força veio dos remediados e pobres e também de muitos sitiantes, que chegavam a dar cinco a seis garrotes por ano”, conta Antônio Carlos.

 

por Pe. Andrey Nicioli


Mensagem de dom Majella aos catequistas e catequizandos da arquidiocese

Amados catequizandos, catequizandas

Queridos/as catequistas

Saudações de paz e saúde!

“Iluminar a casa”

Iniciamos o Advento. Período em que todos os anos a Igreja se propõe viver para preparar o Natal, quando se comemora a encarnação do Filho de Deus, o seu nascimento e as suas primeiras manifestações à humanidade. É um tempo que, pelo seu próprio ritmo interpela, provoca e faz crescer. É o tempo que nos é dado para aprender a esperar, ou para aprender a viver esperando. Pede caminho.

Estamos convivendo com a pandemia que nos trouxe não só a doença, mas as vulnerabilidades sociais, econômicas, políticas, na vida das comunidades de fé e etc. A pandemia tem sido devastadora para nós e espero que nos ajude a repensar várias dimensões do nosso ser, o estar em sociedade, na relação com os outros e na vida eclesial. Todos vamos aprender com esta pandemia.
Programamos no início deste ano celebrar a sua Primeira Eucaristia ou Crisma e não nos foi possível vivenciar este encontro de fé na data prevista, por causa do inesperado começo desta pandemia. Adiamos o dia sem saber para quando realizar esta celebração. Entramos num caminho de espera.

O que estamos fazendo da espera? Um espaço de conversão? Precisamos manter viva a espera. Só a espera desperta a atenção e só a atenção é capaz de amar e de rezar. Nessa vida de fidelidade e de espera orante, o desejo torna-se sempre maior.

A nossa Arquidiocese de Pouso Alegre elaborou um Plano de Retomada das atividades litúrgicas e pastorais neste tempo de pandemia. Já avançamos para a terceira fase do Plano, que por sua vez, contempla a possibilidade da celebração da primeira comunhão eucarística de crianças, bem como a iniciação sacramental dos adultos que estão preparados. Aos crismandos e crismandas, continuamos dependendo da situação epidemiológica da nossa região. Não desanimem. Mantenham-se firmes na fé e com coragem, que a fé brilhe nesta hora que tanto exige de vocês.
Queremos agradecer a dedicação e o empenho das catequistas e dos catequistas neste “ano de excepcionalidades”, com valiosas contribuições e criatividades com a catequese das paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre.

O tempo do Advento proporciona a toda a Igreja a vivência da expectativa como construtora do dia a dia mais aberto à presença de Deus. Às famílias, o tempo do Advento vem abrir uma oportunidade de, na expectativa cristã do encontro sempre mais profundo com Jesus Cristo, reconstruir relações, redefinir prioridades, encontrar momentos comuns de oração, desafiar ao compromisso eclesial em favor dos outros, investir valores e tempos na educação dos filhos.

A você, catequizanda e catequizando, é tempo de “iluminar a casa”, seja a casa da família, seja a casa da Igreja, seja o mundo em que vivemos, num encontro com a Palavra de Deus que constrói comunidade, que constrói a Igreja; num diálogo com Jesus na oração, centrada na capacidade de amar a Deus e amar ao próximo, parando um tempo durante a rotina cotidiana e preparando assim a vinda de Jesus que quer nascer.

Confiemos o nosso caminho à Virgem Maria, cujo espírito exultou em Deus Salvador. Ela guie os nossos corações na espera jubilosa da vinda de Jesus, o Salvador.
Sinto-me feliz por formular desde já os votos mais cordiais de um santo Natal a todos, aos seus familiares, aos catequistas e às comunidades de fé.
Concedo a todos, na caridade de Cristo, a bênção
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.

Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

Pouso Alegre, 28 de novembro de 2020

 

por Pe. Andrey Nicioli


"A Igreja não pode parar", afirma dom Majella. Secretários e coordenadores do Sínodo são anunciados

"Entramos na terceira fase do Plano de Retomada litúrgico-pastoral da nossa Arquidiocese de Pouso Alegre. Com este passo importante para as nossas comunidades cristãs, nesta pandemia, as lideranças leigas, os agentes de pastoral e todo o clero, precisamos “estar atentos a quem precisa, a quem está à espera de Cristo”. Amados irmãos e irmãs, olha à sua volta e esteja atento para que quando alguém precisar, diga: “Estou aqui, conta comigo”. Na atual realidade das nossas comunidades cristãs é necessário estar atentos a quem precisa, a quem está à espera de Cristo, a quem está de mãos estendidas e vazias. Deus chama vocês, líderes da comunidade de fé, atentos, que se desafiam constantemente e que são construtores de uma Igreja viva e de um mundo melhor. Encontramos comunidades rurais com a presença de todos os fiéis no grupo de risco da covid-19, dificultando a abertura para a celebração eucarística por falta de voluntários para a higienização da igreja. Estar atento significa as comunidades vizinhas serem solidárias com a ajuda de voluntários para higienizar à igreja de outra comunidade.

Agradeço o trabalho que as comunidades cristãs veem desempenhando com a aplicação da primeira fase do Plano de Retomada litúrgico-pastoral da Arquidiocese. Aceitaram o desafio: ouviram Jesus que os chamava e foram ao encontro dele. Assim hoje vislumbramos inúmeros voluntários nas paróquias assumindo o compromisso de servir à comunidade, principalmente na atividade da higienização do templo. É um compromisso de toda a Igreja, que está dizendo que é uma Igreja atenta. Sim, a nossa Igreja particular de Pouso Alegre está atenta. Agradeço o trabalho e empenho de todos os leigos e leigas, voluntários e dos padres, durante este período de retomada. Reconheço que não está sendo fácil e que requer muita paciência e caridade da parte de cada um.
Queremos que a dinâmica do primeiro Sínodo diocesano interrompida, em março deste ano, seja retomada em fevereiro de 2021, com o propósito da abertura do Sínodo na solenidade de Cristo Rei, em 21 de novembro.

Podemos afirmar que a sinodalidade é a única maneira na Igreja de sermos capazes de crescer e construir juntos. Sempre que não formos sinodais não vamos conseguir envolver as pessoas. A Igreja se quiser ser coerente com a sua metodologia, só pode ser sinodal. Reconhecemos sinais de sinodalidade na nossa Arquidiocese, mas ainda temos pouca coragem para gestos diferentes. No caminho conjunto que estamos construindo necessitamos de propor “gestos proféticos”. Pequenos gestos. Pequenos gestos fazem a diferença na relação e o Papa Francisco tem sido protagonista de pequenos gestos que podem mudar o mundo. Temos pouca coragem para gestos diferentes. A vontade de reconfigurar aspectos pastorais na Arquidiocese pede coragem, por isso significa fidelidade ao evangelho. A sinodalidade é hoje mais fácil e mais possível, mais desejável. O caminho da conversão pastoral que estamos construindo a partir da 9ª Assembleia de Pastoral não é possível voltar atrás, porque ele mostra a perfeição, a beleza e a santidade, não pessoal, mas que nasce do que Deus projeta em cada um de nós, nas nossas comunidades eclesiais. A esperança não está na perfeição, está no dar-se. É preciso que as novas gerações das nossas paróquias se configurem como protagonistas da ação evangelizadora. Sonho com estes semeadores para assegurar o futuro da Igreja particular de Pousos Alegre. Quem semeia dá o melhor de si.

O Sínodo irá nos desinstalar para que possamos fazer a diferença. Iremos, das palavras à ação, com a profecia dos pequenos gestos.

Estou nomeando para a secretaria do Sínodo:

1º Secretário: Pe. Mauro Ricardo de Freitas

2º Secretário: Pe. Tiago da Silva Vilela

Coordenadores:

Pe. Edson Aparecido da Silva

Pe. Eduardo Rodrigues da Silva

Pe. Dirlei Abérico da Rosa.
A Igreja não pode parar. A pastoral é uma nobre e necessária atividade em prol das comunidades de fé, da humanidade, tem de fazer parte do arriscar, com competência e criatividade. A pandemia está nos provocando, mesmo que não esteja sendo fácil. É o desafio. Temos que viver como verdadeiros discípulos, de sair, ir e ensinar, com a força do Espírito Santo.
No momento vejo a importância da formação para a vida cristã no ambiente digital. Peço à PASCOM que chegue às comunidades cristãs com um projeto: “o digital nas paróquias”. O objetivo é formar sobre o uso dos meios digitais no trabalho pastoral para as paróquias, da utilização das redes e recursos às plataformas de viodeoconferência. Assim criaremos a “pastoral digital”. Sugiro que se realize no próximo COSEPA ou, ao iniciarmos o ano pastoral/2021.

Não podemos esquecer que a Igreja ficou incumbida de anunciar a todos os povos, sempre com novo vigor, novo entusiasmo, nova linguagem, novas formas de ação, com criatividade, humildade, alegria, em sinodalidade.

A confiança em Deus e a prudência cristã exortam-nos a ter um agir consciente, livre e responsável, apoiado na benignidade pastoral. As exigências provocadas por esta pandemia, tornaram-se para todos nós uma exigência ética, um desafio para saber fazer da pastoral o maior bem em benefício da salvação que nos vem de Deus. Que o Espírito Santo inflame e anime a nossa missão".


Mensagem de dom Majella por ocasião do "Dia Mundial dos Pobres"

“Estende a tua mão ao pobre” (Eclo 7,32).

A Igreja Católica assinala este domingo (15) o IV Dia Mundial dos Pobres, uma iniciativa instituída pelo Papa Francisco. Segundo o Papa o significado desta celebração é “ser uma pequena resposta, dirigida pela Igreja inteira dispersa por todo o mundo, aos pobres de todo o gênero e de todo o lugar a fim de não pensarem que o seu clamor cairá no vazio”.

Somos chamados a viver concretamente a solidariedade, a abrir-se ao outro. É a prática da caridade. É tarefa de todos nós empenhar-se nas políticas sociais, o que o Papa chama de “caridade social”.

Estejamos atentos de que o distanciamento imposto pela pandemia “é sanitário”, não é distanciamento afetivo, e o Papa pede para “saber estar atento às carências e às dificuldades das pessoas”. Mais do que as carências materiais o que muitas vezes falta é a carência da atenção, do respeito. As pessoas têm necessidade de se sentirem próximas, de se sentirem queridas, amadas, acariciadas.

Queremos agradecer às paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre que prestam atenção aos pobres, as suas muitas e variadas carências, com atitudes de hospitalidade, generosidade, partilha, apoio e a solidariedade aos mais pobres nesta pandemia.

Recordamos o exemplo de Santa Dulce dos Pobres, que representa a caridade cotidiana, persistente, que anunciou pelo testemunho a Palavra de Deus. Ela nunca desistiu de pedir esmolas e doação em favor de suas obras.

“Dar a mão ao pobre é reconhecê-lo como pessoa e apoiá-lo no que for possível ou pelo menos encaminhar a situação para solução.
Que Santa Dulce dos Pobres interceda pelos desassistidos.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.

Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

O Dia Mundial dos Pobres


CNBB lança campanha "É tempo de cuidar da evangelização 2020"

Neste 3 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança a campanha: É Tempo de Cuidar da Evangelização 2020, uma campanha da Igreja no Brasil. O período de realização será em todo o mês de novembro, tendo na solenidade de Cristo Rei, dia 22, seu momento forte com a realização do grande gesto concreto: a Coleta do Bem. O lema da campanha é: “Somos Igreja: cuidamos da vida, cuidamos do anúncio da Palavra e cuidamos dos pobres”. A campanha é motivada pelo versículo bíblico: “Conheceis a generosidade de Cristo.” (2 Cor 8,9).

O bispo auxiliar do Rio de Janeiro e secretário-geral da CNBB, dom Joel Portella Amado, informa que no desejo de equilibrar a partilha corresponsável e a realidade de cada pessoa, família e comunidade, as duas coletas, da Solidariedade e da Evangelização, foram esse ano integradas em uma única, tendo sido abertos caminhos para que a oferta seja feita sem risco de contaminação.
“A generosidade é uma característica do cristão. Quem ama partilha. E não partilha apenas do que sobra. Partilha do pouco que tem. Partilha para o bem dos mais pobres e para a ação evangelizadora. As coletas anuais existem como forma dessa partilha e nem um momento tão complexo como o atual, pode cercear a bondade do coração. Sejamos, portanto, generosos, não deixando que um vírus tão violento como esse que aí está nos amedronte e restrinja nossa generosidade. Conhecemos a generosidade de Cristo (2 Cor 8,9). Esforcemo-nos por ter em nós os mesmos sentimentos de Cristo Jesus (Filip 2,5)”, disse.

A campanha tem três grandes objetivos: Mobilizar a comunidade, os homens e mulheres de boa vontade, a redescobrir a generosidade do amor de Cristo e revelá-la ao mundo por meio do gesto concreto de caridade e solidariedade, essência da identidade cristã; Renovar a corresponsabilidade dos cristãos católicos, fomentando a consciência sobre sua participação, como exigência da graça batismal, na obra e ação evangelizadora da Igreja no Brasil e na sustentação de suas atividades pastorais; e Mobilizar os cristãos católicos para contribuírem no gesto concreto da campanha, a Coleta do Bem.

De acordo com o secretário-executivo de Campanhas da CNBB, padre Patriky Samuel Batista, a campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização é uma oportunidade singular para que todos conheçam as ações de solidariedade e do anúncio do Evangelho na Igreja no Brasil.

“Conhecer e participar! Eis o chamado que os bispos do Brasil nos fazem neste momento. Espero que esta campanha nos ajude a despertar o coração solidário. Um despertar capaz de envolver-se diretamente por meio da doação de recursos financeiros tão necessários à ação evangelizadora da Igreja católica no Brasil. Não somente contribuir, mas principalmente conhecer e acompanhar aquilo que a Igreja no Brasil vem realizando em cada uma de suas 278 circunscrições eclesiásticas”, afirmou.
Em 2020, a pandemia do novo Coronavírus provocou grande impacto na vida de todo mundo, incluindo a vida da Igreja. A nova realidade impôs à Igreja no Brasil e no mundo não apenas a necessidade de, observando as exigências médico-sanitárias, repensar a forma de realização das celebrações mas, também, o seu calendário de campanhas, coletas e eventos.
https://youtu.be/Ks-4_RCsrPU

Coleta do Bem

Em um ano com condições normais, a CNBB realizaria a Coleta da Solidariedade, como o gesto da Campanha da Fraternidade, no Domingo de Ramos, destinada a apoiar iniciativas e projetos comunitários e solidários e de geração de renda e alternativas em todo o Brasil. E também realizaria, no terceiro domingo do advento, a Coleta para a Evangelização, cujo objetivo é despertar os católicos para o compromisso com a obra evangelizadora da Igreja no Brasil e para a corresponsabilidade na sustentação de sua pastoral. Foi neste contexto, que o Conselho Permanente da CNBB amadureceu a ideia de realizar, neste ano, apenas uma coleta para unificar estas duas coletas: a Coleta do Bem, a ser realizada durante todo o mês de novembro.

Somos convidados a participar ativamente sobretudo nestes tempos de pandemia onde somos desafiados a viver a solidariedade como compromisso de amor e do cuidado. É alargar o coração, cuidar de quem precisa e contribuir a fim de que, por meio de nossa corresponsabilidade e testemunho de vida fraterna, sejamos sinais do Reino de Deus hoje”, motivou o secretário-executivo de Campanhas da CNBB.

Como se manter informado sobre a Campanha

Para informar-se sobre as ações e produtos da campanha É Tempo de Cuidar da Evangelização é necessário acessar o site campanhas.cnbb.org.br. Nesta página, a campanha vai disponibilizar, semanalmente, vídeos e cards para redes sociais, VTs para as tvs de inspiração católica do Brasil e spots e podcasts para a Rede Católica de Rádios (RCR).

Também serão disponibilizados cards para redes sociais e podcasts. No espaço de “downloads” da página da campanha, é possível baixar o texto-base, bem como três modelos de cartaz baseados no tema da campanha: “Somos Igreja: cuidamos da vida, cuidados do anúncio da Palavra, cuidamos dos pobres”. A Pascom Brasil (Pastoral da Comunicação) será uma grande animadora e mobilizadora desta campanha na Igreja no Brasil.

Formas de doação

Quem desejar doar à Coleta do Bem poderá fazê-lo de duas maneiras. Por meio da oferta nas missas e celebrações realizadas durante os dias 21 e 22 de novembro, quando a Igreja celebra a Solenidade de Cristo Rei. A doação também poderá ser feita de forma simplificada e digital, por meio do site doe.cnbb.org.br.

 

por CNBB


Arquidiocese lança 3ª fase do Plano de Retomada das atividades litúrgicas e pastorais

A arquidiocese lançou na manhã desta terça-feira (3) as novas orientações litúrgicas e pastorais neste tempo de pandemia. Essa é a terceira fase de todo o plano de retomana, que entra em vigor a partir da segunda quinzena de novembro e traz normas sobre:

- Missas e celebrações da Palavra nas comunidades;
- Sagrada Comunhão aos Enfermos;
- Iniciação sacramental de adultos e primeira Eucaristia de catequizandos;
- Sobre outras modalidades de oração nas igrejas;
- Reuniões de conselhos e coordenações;

• FAÇA O DOWNLOAD DA TERCEIRA FASE

Segundo o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado-C.Ss.R., para a elaboração do plano foram ouvidas diversas instâncias arquidiocesanas.

"Sobre o Plano de Retomada das Atividades Litúrgicas e Pastorais da Arquidiocese de Pouso Alegre em tempos de pandemia da COVID-19, consultando os padres dos diversos setores pastorais, por meio da Pastoral Presbiteral; ouvindo, em sintonia com as bases, a Coordenação Arquidiocesana de Catequese e discernindo nossa caminhada de fé junto ao Conselho Presbiteral, apresentamos as orientações para a 3ª Fase do referido Plano em nossas comunidades paroquiais, que entrarão em vigor a partir da segunda quinzena do mês de Novembro de 2020".

Sobre o retorno das missas e celebrações da Palavra nas comunidades, as exigências sanitárias devem ser obedecidas, como vem acontecendo nas igrejas matrizes. É preciso reafirmar "a importância do diálogo e respeito às indicações das autoridades sanitárias de cada município, especialmente sobre o contingenciamento da participação dos fiéis".

Os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (MESC) ainda não estão autorizados a distribuírem a Eucarista aos enfermos e idosos. Contudo, para remediar esse urgente e necessário cuidado pastoral, o plano de retomada traz duas sugestões: a) a posssibilidade dos idosos ou infermos de receberem a Eucaristia na igreja, conforme programação paroquial, pelo pároco ou um MESC que não pertença a um dos grupos de risco; b) que os padres façam o atendimento aos enfermos e, se necessário, lhes ministrem o viático. "Não lhes sendo possível, o paroco pode discernir outra forma de atendimento ao enfermo".

Em relação à Iniciação sacramental de adultos e Primeira Eucaristia de catequizandos, estes poderão ser celebrados, a partir de orientações que serão enviadas às paróquias pela Comissão Arquidiocesana de Liturgia (CAL) e Comissão Bíblico-catequética. "Também poderá ser celebrada a Primeira Eucaristia dos catequizandos já preparados, após discernimento do pároco com a coordenação de Catequese Paroquial e com os pais, uma vez que deverão seguir todas as orientações litúrgicas e sanitárias deste tempo".

Os grupos que se reúnem para rezar nas igrejas, também poderão pensar o retorno dentro desta terceira fase. "Em diálogo com os Conselhos Paroquiais e Comunitários, cada pároco faça o discernimento sobre a viabilidade do retorno de outras modalidades de oração realizadas dentro das igrejas por alguns grupos, como por exemplo: terços, adorações, ofício divino etc. Contudo, lembre-se que o pároco e seus coordenadores serão responsáveis para que estas atividades sejam realizadas com base nas orientações sanitárias dadas pela Arquidiocese e por cada município e acompanhe de perto o modo como procederão".

Para avivar, refletir e dinamizar os trabalhos de evangelização em vista dos desafios colocados pela pandemia, os párocos promovam reuniões, por meio de aplicativos ou presencialmente, com os Conselhos Pastorais (CPP e CCPs), e com as diversas coordenações de pastorais e movimentos, tendo em vista a caminhada da vida paroquial para o próximo ano, estabelecendo um planejamento, ainda que provisório e sujeito a adaptações;

O texto é assinado pelo arcebispo metropolitano, dom Majella; pelo coordenador do conselho de presbíteros, padre Heraldo José dos Reis; pelo coordenador arquidiocesano de pastoral, padre Edson Aparecido da Silva; e pelo coordenador da comissão gestora para tempo de pandemia, padre Clemildes Francisco de Paiva.

"Que estas orientações gerais sejam refletidas e amadurecidas pelos padres e lideranças para que, num exercício sinodal que é de escuta, discernimento e diálogo, sejam lidos os sinais dos tempos e se iluminem a caminhada de fé e a vida das nossas comunidades", termina o plano de retomada.


Celebração marca fim do ano jubilar e inauguração do busto de Dom Nery

Uma celebração na manhã deste sábado (31), no seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiladora, marcou o encerramento do ano jubilar pelos 120 de criação da diocese. Como marco físico, um busto de seu primeiro bispo, dom João Batista Corrêa Nery, foi inaugurado. Participaram deste momento o arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado-C.Ss.R., alguns padres e seminaristas.

Durante o momento oracional, os participantes puderam render graças a Deus pela vida de todos os bispos, padres e fiéis que durante os 120 anos anunciaram e testemunharam o Reino de Deus. De modo especial, fez-se memória do primeiro bispo diocesano, dom Nery.

"Obrigado, dom Nery, pelo Evangelho da fraternidade, da alegria e do compromisso, que nos deixou como legado com os fatos realizados durante o seu pastoreio aqui na diocese, fazendo-nos entrever o Coração do Bom Pastor que o inspirou. Bendito seja Deus que o enviou como o primeiro bispo, colocando assim uma figura tão inspiradora nas origens da nossa Igreja de Pouso Alegre. Que o Bom Pastor o tenha nos seus braços de misericórdia e nos faça cuidar e fazer crescer as sementes que o senhor foi lançando nestas terras fecundas do Sul de Minas", lembrou dom Majella.
Como já informado, as conversas com o escultor Mário Pitanguy, do Rio de Janeiro, tiveram início em setembro de 2019. A imagem, feita em bronze e medindo 60 cm, chegou à arquidiocese nesta semana. Para a composição desse trabalho, o artista se inspirou no busto do cardeal Scipione Borghese, do artista italiano Gian Lorenz Bernini. O processo é feito da mesma forma há milhares de ano. A primeira modelagem é feita em argila. Após o busto aprovado, foi feito um molde de borracha de silicone e depois a reprodução da peça em cera. É a partir da cera que a imagem é feita em bronze.

Além do atraso por causa da pandemia, a escassez de material histórico e fotos foi um grande desafio para a composição do busto.
“As dificuldades são sempre muito variadas mediante cada projeto. Neste projeto, em especial, tínhamos pouquíssimas fotos para usar como referências, e referências são essenciais. Tivemos pouquíssimas referências históricas para confeção do trabalho”, disse o artista.

"Com a inauguração do seu busto, aqui nos jardins do Seminário Nossa Senhora Auxiliadora, expressamos a gratidão pelos 8 anos de aventurado e fecundo pastoreio nesta primeira diocese do Sul de Minas. Honrando seus feitos trabalhamos para nossa própria honra: a festividade de hoje é nossa dignidade. De fato, ao honrar esse primeiro pastor, honramos a nós mesmos. A força missionária da sua dedicação é capaz de incluir a verdadeira caridade que se expressou nas visitas pastorais, em todas as paróquias do território que lhe foi confiado."

Como exemplo, dom Majella também relembrou alguns feitos do primeiro bispo em Pouso Alegre.

"Aliada à clareza de princípios e atitudes, dom Nery foi um lançador de pontes, na área da comunicação com a publicação do jornal católico 'Semana Religiosa' e o 'Mensageiro Eclesiástico', revista mensal destinada ao clero. Na área da educação, impulsionou a criação de colégios em Pouso Alegre, Itajubá, Carmo do Rio Claro, Poços de Caldas. Na dimensão missionária, partiu em visita pastoral aos seus diocesanos, iniciando o contato direto com os fiéis residentes fora da sede episcopal. Visitou todas as 107 paróquias existentes na diocese. O ensino educacional no Sul de Minas muito deve à atitude lúcida e aberta ao primeiro bispo de Pouso Alegre. A sua visão social deixou um rastro profundo na Igreja e na sociedade da nossa região. Abriu em Pouso Alegre uma escola agrícola para meninos pobres, trouxe as irmãs da Providência para a direção da Santa Casa de Passos, as irmãs Calvarianas para o serviço do hospital São Vicente de Paulo, em Pouso Alegre. Implantou obras filantrópicas e educacionais".

O arcebispo metropolitano também explicou o significado do busto ficar nos jardins do seminário arquidiocesano.

"A instalação do busto aqui nos jardins do seminário representa um monumento que joga luz à história dos 120 anos de criação da diocese, que comemoramos neste ano. O seminário é o espaço mais significativo para estar no cotidiano da vida eclesial. Nesta casa se aprende a caminhar em conjunto, como Igreja Sinodal, com um carinho e atenção da parte de todos, para a formação dos futuros sacerdotes. A vida cotidiana do seminário, com todas as suas exigências, não pode ser esquecida nesta atitude de sinodalidade concreta. Só com uma corresponsabilidade eclesial os bons resultados surgirão. Os seminaristas devem estar no cotidiano da vida eclesial da arquidiocese pela oração (individual e comunitária), na generosidade (pessoal e familiar), na missão pastoral (nas paróquias) e na gratidão a quem aqui trabalha", explicou.

A CRIAÇÃO DA DIOCESE

O primeiro passo para a criação da diocese de Pouso Alegre foi dado no dia 10 de maio de 1899, quando padre José Paulino foi nomeado visitador diocesano da porção sul-mineira do Bispado de São Paulo. No dia 08 de setembro do mesmo ano, padre José Paulino instalou o Seminário Menor e o Ginásio Diocesano São José.

Em 04 de agosto de 1900, a Sagrada Congregação Consistorial expediu o decreto pontifício Regio Latissime patens, por meio do qual nasceu a Diocese de Pouso Alegre, sufragânea do Arcebispado de São Sebastião do Rio de Janeiro. Isto significou que o território sul-mineiro desmembrou das dioceses de São Paulo e Mariana. À época, aproximadamente 200 mil pessoas habitavam as 107 paróquias da nova Igreja episcopal, ocupando uma área de 49,4 mil quilômetros quadrados.

Como pastor da nova Diocese, a Santa Sé nomeou o então bispo de Vitória, Dom João Batista Corrêa Nery. A nomeação se deu no dia 17 de fevereiro de 1901.
Dom Nery chegou à Pouso Alegre no dia 19 de julho do mesmo ano, vindo de Campinas. Sua posse foi dois dias depois.

Transferido para Campinas, deixou o Exmo. Sr. Dom João Nery a Diocese de Pouso Alegre no dia 30 de outubro de 1908, continuando, porém, como seu administrador apostólico.
Durante o episcopado de Dom Nery foram ordenados 24 sacerdotes, alunos do Seminário Diocesano. O último deles foi reconhecido beato pela Igreja: padre Donizetti Tavares de Limas.
Faleceu em Campinas, no dia primeiro de fevereiro de 1920.

A VIDA DE DOM NERY EM POUSO ALEGRE

Entre os fatos importantes realizados durante a administração de Dom João Nery, devido às suas iniciativas ou por ele impulsionados, podemos enumerar as seguintes:

- Em 21 de novembro de 1901 chegaram á Pouso Alegre os Reverendíssimos Missionários do Imaculado Coração de Maria, estabelecendo sua residência provisória a 8 de dezembro em um prédio pertencente ao bispado, na rua Afonso Pena;
- A 1º de janeiro de 1902, começou a publicar-se o órgão católico da Diocese, o "Semana Religiosa";
- Em março de 1902, abriu-se a Escola Diocesana para instrução primária dos menores pobres;
- No dia 8 de abril de 1902, chegaram à Pouso Alegre as irmãs da Visitação, que abriram um colégio para meninas no dia 2 de junho em um prédio provisório, lançando-se a primeira pedra do edifício definitivo no dia 24 de maio de 1903;
- Em 15 de janeiro de 1903, começou a ser publicado o "Mensageiro Eclesiástico", revista mensal destinada ao clero;
- No dia 5 de junho de 1904 inaugurou-se solenemente o novo Palácio Episcopal, cuja primeira pedra foi lançada em 20 de janeiro de 1903, tendo sido a construção promovida por uma comissão composta dos senhores padre Antônio Pinto, Comendador Cândido Antônio de Barros e Capitão Inácio de Loyola Pires;
- No dia 5 de dezembro de 1905, a Santa Sé confirmou São Sebastião como principal padroeiro da Diocese;
- No dia 8 de dezembro de 1905 inaugurou-se solenemente em Pouso Alegre, o Santuário do Coração de Maria, cuja primeira pedra fora lançada em primeiro de janeiro de 1903;
- Em 19 de janeiro de 1906 instalou-se o Cabido Diocesano de Pouso Alegre, criado de acordo com o Decreto da Sacrosanctum Concilium, de 7 de agosto de 1905;
- Em 28 de março de 1907 foi recebida em Pouso Alegre a grande notícia da nomeação do Exmo. Sr. Dom Antônio Augusto de Assis para Bispo titular de Sura e auxiliar do Exmo. Sr. Dom João Nery. No dia 17 de novembro de 1907 realizou-se com grandes festas a sagração do Exmo. Sr. Dom Antônio Augusto de Assis, sendo sagrante o Cardeal Arcoverde e assistentes os Exmos. Srs. Dom João Nery e Dom Eduardo Duarte Silva;
- Em 25 de abril de 1908, o Núncio Apostólico, Dom Alexandre Bavona, deu execução ao Decreto da Santa Congregação Consistorial de 8 de setembro de 1907, criando a nova Diocese de Campanha, desmembrada da Diocese de Pouso Alegre;
- No dia 3 de junho de 1908, o Exmo. Sr. Dom João Nery, nomeado administrador apostólico da nova Diocese de Campanha, fez a sua solene instalação nomeando Vigário Geral o Exmo. Monsenhor João de Almeida Ferrão, logo depois Bispo da nova Diocese.

 

por Pe. Andrey Nicioli


Arquidiocese vai inaugurar busto em homenagem ao seu primeiro bispo diocesano

A arquidiocese de Pouso Alegre vai inaugurar no próximo sábado (31) um busto em homenagem ao seu primeiro bispo diocesano, dom João Batista Corrêa Nery. O busto será colocado nos jardins do seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora. As pessoas poderão acompanhar esse momento de homenagem pelo Facebook da arquidiocese (@arquidiocesepousoalegre) a partir das 9h.

A inauguração e homenagem marcam o encerramento do ano jubilar pelos 120 anos de criação da diocese, em 1900.

“A inauguração do busto de Dom Nery é um marco físico do jubileu. A arquidiocese de Pouso Alegre se coloca em pé para homenagear seu primeiro bispo. Por que os jardins do seminário? porque o seminário é a casa onde os futuros padres começam a dar os primeiros passos na formação do sacerdócio”, afirmou o arcebispo metropolitano, Dom José Luiz Majella Delgado.

As conversas com o escultor Mário Pitanguy, do Rio de Janeiro, tiveram início em setembro de 2019. A imagem, feita em bronze e medindo 60 cm, chegou à arquidiocese nesta semana.

“Para a composição desse trabalho, me inspirei fortemente no busto do cardeal Scipione Borghese, do artista italiano Gian Lorenz Bernini. O processo é feito da mesma forma há milhares de ano. É um processo unicamente artesanal. A primeira modelagem é feita em argila. Após o busto aprovado, fazemos um molde de borracha de silicone e daí fazemos um reprodução da peça em cera. É a partir da cera que transformamos em bronze. Um bronze bastante rico em cobre, obedecendo todas as indicações internacionais”, afirmou o artista.

Além do atraso por causa da pandemia, a escassez de material histórico e fotos foi um grande desafio para a composição do busto.

“As dificuldades são sempre muito variadas mediante cada projeto. Neste projeto, em especial, tínhamos pouquíssimas fotos para usar como referências, e referências são essenciais. Tivemos pouquíssimas referências históricas para confeção do trabalho”, disse.

A CRIAÇÃO DA DIOCESE

O primeiro passo para a criação da diocese de Pouso Alegre foi dado no dia 10 de maio de 1899, quando padre José Paulino foi nomeado visitador diocesano da porção sul-mineira do Bispado de São Paulo. No dia 08 de setembro do mesmo ano, padre José Paulino instalou o Seminário Menor e o Ginásio Diocesano São José.

Em 04 de agosto de 1900, a Sagrada Congregação Consistorial expediu o decreto pontifício Regio Latissime patens, por meio do qual nasceu a Diocese de Pouso Alegre, sufragânea do Arcebispado de São Sebastião do Rio de Janeiro. Isto significou que o território sul-mineiro desmembrou das dioceses de São Paulo e Mariana. À época, aproximadamente 200 mil pessoas habitavam as 107 paróquias da nova Igreja episcopal, ocupando uma área de 49,4 mil quilômetros quadrados.

Como pastor da nova Diocese, a Santa Sé nomeou o então bispo de Vitória, Dom João Batista Corrêa Nery. A nomeação se deu no dia 17 de fevereiro de 1901.

Don Nery chegou à Pouso Alegre no dia 19 de julho do mesmo ano, vindo de Campinas. Sua posse foi dois dias depois.

Transferido para Campinas, deixou o Exmo. Sr. Dom João Nery a Diocese de Pouso Alegre no dia 30 de outubro de 1908, continuando, porém, como seu administrador apostólico.

Durante o episcopado de Dom Nery foram ordenados 24 sacerdotes, alunos do Seminário Diocesano. O último deles foi reconhecido beato pela Igreja: padre Donizetti Tavares de Limas.
Faleceu em Campinas, no dia primeiro de fevereiro de 1920.

A VIDA DE DOM NERY EM POUSO ALEGRE

Entre os fatos importantes realizados durante a administração de Dom João Nery, devido às suas iniciativas ou por ele impulsionados, podemos enumerar as seguintes:

- Em 21 de novembro de 1901 chegaram á Pouso Alegre os Reverendíssimos Missionários do Imaculado Coração de Maria, estabelecendo sua residência provisória a 8 de dezembro em um prédio pertencente ao bispado, na rua Afonso Pena;
- A 1º de janeiro de 1902, começou a publicar-se o órgão católico da Diocese, o "Semana Religiosa";
- Em março de 1902, abriu-se a Escola Diocesana para instrução primária dos menores pobres;
- No dia 8 de abril de 1902, chegaram à Pouso Alegre as irmãs da Visitação, que abriram um colégio para meninas no dia 2 de junho em um prédio provisório, lançando-se a primeira pedra do edifício definitivo no dia 24 de maio de 1903;
- Em 15 de janeiro de 1903, começou a ser publicado o "Mensageiro Eclesiástico", revista mensal destinada ao clero;
- No dia 5 de junho de 1904 inaugurou-se solenemente o novo Palácio Episcopal, cuja primeira pedra foi lançada em 20 de janeiro de 1903, tendo sido a construção promovida por uma comissão composta dos senhores padre Antônio Pinto, Comendador Cândido Antônio de Barros e Capitão Inácio de Loyola Pires;
- No dia 5 de dezembro de 1905, a Santa Sé confirmou São Sebastião como principal padroeiro da Diocese;
- No dia 8 de dezembro de 1905 inaugurou-se solenemente em Pouso Alegre, o Santuário do Coração de Maria, cuja primeira pedra fora lançada em primeiro de janeiro de 1903;
- Em 19 de janeiro de 1906 instalou-se o Cabido Diocesano de Pouso Alegre, criado de acordo com o Decreto da Sacrosanctum Concilium, de 7 de agosto de 1905;
- Em 28 de março de 1907 foi recebida em Pouso Alegre a grande notícia da nomeação do Exmo. Sr. Dom Antônio Augusto de Assis para Bispo titular de Sura e auxiliar do Exmo. Sr. Dom João Nery. No dia 17 de novembro de 1907 realizou-se com grandes festas a sagração do Exmo. Sr. Dom Antônio Augusto de Assis, sendo sagrante o Cardeal Arcoverde e assistentes os Exmos. Srs. Dom João Nery e Dom Eduardo Duarte Silva;
- Em 25 de abril de 1908, o Núncio Apostólico, Dom Alexandre Bavona, deu execução ao Decreto da Santa Congregação Consistorial de 8 de setembro de 1907, criando a nova Diocese de Campanha, desmembrada da Diocese de Pouso Alegre;
- No dia 3 de junho de 1908, o Exmo. Sr. Dom João Nery, nomeado administrador apostólico da nova Diocese de Campanha, fez a sua solene instalação nomeando Vigário Geral o Exmo. Monsenhor João de Almeida Ferrão, logo depois Bispo da nova Diocese.

por Pe. Andrey Nicioli


Seminário arquidiocesano lança versão digital do jornal "O Levita"

O centenário jornal do seminário arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, "O Levita", chega em sua 113ª edição numa versão digital. Os encontros com o clero e com os familiares que ocorrem todos anos tiveram que ser cancelados por causa da pandemia.

"Esse matéria quer ser uma grande ação de graças ao Senhor da Messe e Pastor do Rebanho por tantos (arce)bispos, padres, diáconos, religiosos e leigos que gastam as suas vidas por esta Igreja Diocesana nos seus 120 anos de evangelização. É por isso que esta edição de 'O Levita' traz muitas informações e formações em seus relevantes escritos. Elas ajudarão você a garimpar a vocação desta casa, coração da Igreja Diocesana de Pouso Alegre", escreveu o reito, padre Ivan Paulo Moreira, na apresentação da revista.

A edição de 2020 tornou-se toda especial, porque sai dentro do jubileu de 120 anos de criação da arquidiocese de Pouso Alegre.

"O que significa celebrar o ano jubilar de 120 anos da arquidiocese de Pouso Alegre? Somos conduzidos pelas palavras do profeta Jeremias: 'Eu vos darei futuro e esperança' (Jr 29,11). Conforme a exortação do profeta, o anúncio da presença de Deus num tempo de esperança se dá a partir do retorno do povo à fidelidade ao Deus da aliança. É tempo de crer em um futuro de esperança. Caminhando já no Novo Testamento, percebemos que o nascimento de Jesus, tão esperado para libertar Israel, chega com a certeza da 'esperança messiânica'. Sua pregação denota que n'Ele se realiza esta promessa: 'cumpriu-se hoje esta passagem da Escritura que acabais de ouvir' (Lc 4,21). Nota-se, assim, que no Verbo de Deus, se plenifica a esperança cristã. Dessa maneira, a exemplo do ocorrido na História da Salvação, também hoje, celebrar este ano jubilar de 120 anos da Igreja é celebrar um especial tempo de Graça, de misericórdia e de Júbilo a Deus pela evangelização nestas terras sul-mineiras, onde o seminário é lugar privilegiado de formar os futuros pastores, segundo o coração de Deus", escreveu padre Ivan.

"O Levita" quer trazer um pouco do dia-a-dia do seminário, com suas atividades formativas, pastorais e educacionais.

FAÇA O DOWNLOAD DO JORNAL "O LEVITA"

 

por Pe. Andrey Nicioli