Arquidiocese iniciará comemoração de jubileu de 60 anos
Na próxima quinta-feira (23), às 19h, será iniciado o ano jubilar em comemoração aos 60 anos da arquidiocese com missa solene, na catedral, em Pouso Alegre (MG), presidida pelo arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Para essa celebração, são convidados o clero arquidiocesano (especialmente os coordenadores dos setores pastorais), os membros do conselho arquidiocesano de pastoral e da comissão do jubileu. Devido à pandemia do COVID-19, a participação presencial dos fiéis está sujeita ao protocolo sanitário adotado na catedral. A missa será transmitida pelas redes sociais da paróquia do Bom Jesus (acesse aqui) e pelo canal da arquidiocese no YouTube (acesse aqui).
A comissão de organização do jubileu propõe como objetivos celebrar e agradecer a Deus pelos frutos colhidos na Igreja Particular de Pouso Alegre, em comunhão com as dioceses de Guaxupé (MG) e Campanha (MG). Além disso, quer destacar as raízes históricas da província eclesiástica de Pouso Alegre, fazer um resgate da caminhada dos setores pastorais, das pastorais e movimentos, da pastoral vocacional, das assembleias de pastoral e das 29 paróquias que foram criadas na arquidiocese nos últimos 60 anos. Para o ano jubilar, foi escolhido como lema: “Firme como a árvore plantada à beira do rio, dá fruto no tempo devido” (Sl 1,3).
Elevação a arquidiocese
Em junho de 1962, a então diocese de Pouso Alegre, através de seu bispo, dom José D'Ângelo Neto, recebeu carta emitida pela Nunciatura Apostólica no Brasil, que informava que o papa João XXIII elevara, através da bula Qui tanquam Petrus, de 14 de abril, o bispado de Pouso Alegre à categoria de arquidiocese e a promoção de dom José à condição de primeiro arcebispo da nova sede arquiepiscopal metropolitana de Pouso Alegre, a qual teria como sufragâneas as dioceses de Guaxupé e Campanha.
A instalação canônica da arquidiocese se deu no dia 23 de setembro de 1962. Após a leitura da bula de criação e do decreto de execução, dom José tomou posse perante o cabido, com a presença dos bispos sufragâneos, dom Othon Motta (Campanha) e dom Inácio Dal Monte (Guaxupé). Na sequência, uma missa oficial foi presidida pelo borda-matense dom João Resende Costa, bispo coadjutor de Belo Horizonte e delegado especial do núncio apostólico naquele ato.
Na próxima quinta-feira (23), a arquidiocese inicia calendário festivo de ano jubilar que irá até 23 de setembro de 2022, data da comemoração dos 60 anos desse evento histórico para a Igreja no Sul de Minas, que envolverá as paróquias, leigos, clero, religiosos, arcebispo e bispos da província, dom José Lanza Neto (bispo de Guaxupé) e dom Pedro Cunha Cruz (bispo de Campanha).
Programação do ano jubilar
As atividades do ano jubilar se darão em dois eixos: celebrativo e histórico.
Para o eixo celebrativo, as paróquias são incentivadas a celebrar a missa todo dia 23 na intenção da arquidiocese, com prece específica e preparar espaço celebrativo com um quadro (ou banner ou estandarte) com o brasão arquidiocesano ou arranjo de flores com fitas vermelhas e amarelas (cores do brasão) e imagem de São Sebastião. Nas paróquias criadas a partir de 1962, chamadas de paróquias jubilares (confira lista abaixo), pede-se que essa programação seja seguida e haja recordação da vida e a recitação da oração jubilar. Além disso, será proposta celebração da Palavra para as famílias e comunidades com a temática do jubileu.
O eixo histórico será construído de modo virtual. A cada mês, até setembro de 2022, serão elaborados vídeos comemorativos. A produção irá abordar: o que é uma arquidiocese; as insígnias do arcebispado; o histórico e setores pastorais da arquidiocese; a diocese de Guaxupé; a diocese de Campanha; o histórico do primeiro arcebispo, dom José D'Ângelo Neto; a vida religiosa na arquidiocese; o laicato; as assembleias de pastoral e o processo formativo dos padres.
Além das atividades desses eixos, estão previstas novena e missas em ação de graças a serem realizadas em setembro de 2022, na catedral e demais paróquias da arquidiocese. Também estão previstas a elaboração de revista comemorativa do jubileu, sessão extraordinária solene na Câmara de Vereadores de Pouso Alegre e reportagem especial sobre os 100 anos do palácio episcopal, nos meses de agosto e setembro do ano que vem.
Logotipo do ano jubilar.
Oração Jubilar
Senhor da vida e da história, como o povo de Israel, seguimos o caminho em busca de teu Reino. Em nossa jornada, celebramos o Teu nome grandioso e nos reconhecemos como Povo de Deus, filhos e filhas do mesmo Pai, guiados por Teu amor. É tempo de celebrar e agradecer os frutos colhidos nesses 60 anos como Igreja Arquidiocesana. Que nossa Arquidiocese, animada pelo Santo Espírito e inspirada pela fé, esperança e caridade de São Sebastião, nosso padroeiro, seja sempre "firme como a árvore plantada à beira do rio, que dá fruto no tempo devido" (Sl 1,3). Amém!
Paróquias criadas após a elevação da diocese de Pouso Alegre à categoria de arquidiocese (1962)
Paroquia/cidade/data da criação:
1 - Nossa Senhora de Fátima – Pouso Alegre - 13/05/1975
2 - Imaculado Coração de Maria – Pouso Alegre – 28/01/1976
3 - Nossa Senhora das Dores – Gonçalves – 17/09/1978
4 - São Sebastião – Itapeva – 05/02/1985
5 - Sagrada Família – Itajubá – 25/07/1988
6 - São José Operário – Pouso Alegre – 24/08/1988
7 - São João Batista – São João da Mata – 28/02/1992
8 - Divino Espírito Santo – Espírito Santo do Dourado – 01/03/1992
9 - São João Batista – Pouso Alegre – 07/10/1992
10 - São Benedito – Itajubá – 30/01/1994
11 - São Cristóvão – Pouso Alegre – 12/12/1994
12 - Nossa Senhora de Fátima – Santa Rita do Sapucaí – 26/02/2003
13 - Nossa Senhora Aparecida – Tocos do Mogi – 06/04/2003
14 - São Sebastião – Senador Amaral – 12/09/2004
15 - São Francisco de Assis – Distrito de Monte Verde/Camanducaia – 10/10/2004
16 - Santo Antônio – Ouro Fino – 10/02/2006
17 - São Geraldo Magela – Pouso Alegre – 11/02/2006
18 - São José – Distrito São José do Pantâno/Pouso Alegre – 26/09/2012
19 - Nossa Senhora Aparecida – Cambuí – 02/02/2014
20 - Senhor Bom Jesus – Albertina – 22/06/2014
21 - Sant’Ana – Wenceslau Braz – 12/12/2014
22 - Santo Antônio – Pouso Alegre – 24/08/2015
23 - São Francisco e Santa Clara – Pouso Alegre – 08/09/2015
24 - Santo Antônio – Itajubá – 20/01/2016
25 - Nossa Senhora Aparecida – Marmelópolis – 20/01/2016
26 - Nossa Senhora das Graças – Itajubá – 20/01/2016
27 - São Sebastião – Senador José Bento – 29/06/2016
28 - São Cristóvão e São Benedito – Extrema – 29/06/2016
29 - Nossa Senhora da Conceição Aparecida – Andradas - 25/03/2019
A imagem destacada da notícia traz dom Majella, arcebispo metropolitano, pregando na Festa do Bom Jesus, na catedral, em 6 de agosto de 2021. Foto das redes sociais da Catedral Metropolitana - Paróquia do Bom Jesus.
Pastoral do Dízimo retoma podcast e promoverá formação
A pastoral do dízimo no Setor Mandu, assessorada por Pe. Thiago de Oliveira Raymundo e Euzébio Coutinho, desenvolve um podcast, chamado ComPartilhANDO, sobre ações pastorais e dízimo, que pode ser ouvido nos principais tocadores digitais e seguido pelo Instagram. Os organizadores divulgam conteúdo novo sempre às terças-feiras. O podcast ficou inativo durante as últimas semanas, por causa de outras atividades pastorais que os organizadores realizaram. Nesta terça (21), o podcast foi retomado. Acesse os episódios do podcast aqui no site. Para mais informações dessa pastoral, acesse: http://lnk.bio/Ab4P.
Logotipo do podcast.
Na próxima terça-feira (28), às 20h, essa pastoral promoverá formação virtual aberta a seus membros, dizimistas e fiéis em geral das comunidades.
Divulgação da formação de 28 de setembro.
A formação terá assessoria do pe. Mário da Silva Quirino Rabelo, da diocese da Campanha (MG). O tema será a organização e o funcionamento da pastoral do dízimo, a partir do Documento 106 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), O dízimo na comunidade de fé: orientações e propostas, tratando-se, especificamente, dos números 46 a 60.
O evento será gratuito e acontecerá de modo virtual pelo Google Meet. As inscrições estão abertas até 27 de setembro pelo link: https://bit.ly/inscricaoFormacaoPastoralDizimo. A chave de acesso será enviada aos inscritos por e-mail e WhatsApp no dia do evento.
A imagem destacada da notícia é da formação virtual realizada por essa pastoral em 15 de junho, sobre a implantação do dízimo, com pe. Eder Carlos, da diocese de Guaxupé (MG), e o casal Eduardo e Graziela, da paróquia São Pedro, de Alfenas (MG).
#Reflexão: 26º Domingo do Tempo Comum (Ano B - 26 de setembro)
A Igreja celebra neste domingo (26) o 26º domingo do tempo comum. Reflita e reze com a liturgia deste dia.
1ª Leitura - Nm 11,25-29
Salmo - Sl 18,8.10.12-13.14 (R. 8a 9b)
2ª Leitura - Tg 5,1-6
Evangelho - Mc 9,38-43.45.47-48
RADICALIDADE EM FAZER O BEM SEMPRE
Pe. Dirlei Abercio da Rosa
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre,
mestre em Ciências Bíblicas (Instituto Bíblico, Roma)
e professor da Faculdade Católica de Pouso Alegre
O Evangelho deste domingo retrata os apóstolos como um grupo fechado e ciumento. João conta a Jesus que tinha encontrado alguém que não era do grupo, mas que fazia o bem expulsando demônios e que eles tentaram impedi-lo que continuasse a fazer isso. O fato demonstra que eles tinham esquematizado tudo e se sentiam detentores seja de Jesus como até de seu nome, que não poderia ser invocado por ninguém que não fosse do grupo dos apóstolos. Estavam profundamente enganados!
Tudo indica que eles queriam preservar o nome do grupo, da instituição que faziam parte (“os escolhidos de Jesus”). Nem deram valor àquilo que aquela pessoa tinha feito: alguém tinha sido curado de um mal. O doente podia ter esperado a instituição chegar e ela teria resolvido a situação. É quase como se dissessem: os doentes não são um problema nosso, primeiro as regras e as normas. Os doentes podem esperar quando as instituições puderem atender. Mas, se esqueceram que Jesus é um homem sem fronteiras e o importante são as pessoas!
Esqueceram-se de que o grande poder que Jesus estava ensinando não se encontrava na instituição que eles tinham criado, nem na posse do poder de invocar o nome de Jesus, mas no serviço à vida, fazer o bem, promover a pessoa humana. Quem ajuda o mundo a florir fazendo o bem, quem é amigo e promove a vida, esse também é dos nossos. Não podemos ser donos da salvação que nos foi doada por Cristo. A verdadeira característica do cristão deve ser o serviço ao próximo e a construção de um mundo melhor. Ademais, o Reino de Deus é muito maior do que imaginamos. Encontra-se no bem que fazemos e não nas regras que criamos.
Devem existir, certamente, pessoas que seguem Jesus e que estão muito próximas Dele, mesmo sem saber, porque fazem o bem, são caridosas e justas em tudo que fazem. Por isso, nós, que nos definimos como seguidores e discípulos de Jesus, devemos fazer o mesmo ou mais ainda que essas pessoas.
Na 1ª leitura, temos o exemplo de Moisés. Para ajudá-lo a conduzir o povo, Deus decidiu “repartir” com 70 anciãos o espírito que animava Moisés em sua liderança. Dois deles não estavam no “lugar combinado”, mas receberam do mesmo jeito a força do alto. Para alguns, o “local do encontro” era fundamental. Para Moisés, o que vale é a vontade de Deus. Bom seria que todo o povo tivesse o mesmo espírito, concluiu Moisés.
Jesus, no Evangelho, acrescenta às suas palavras uma exortação sobre o escândalo a começar dos pequenos (crianças) e os mais fracos da comunidade. Jamais devem ser induzidos ao pecado por parte daqueles que são discípulos de Jesus. A expressão usada por Jesus é forte: melhor seria desaparecer. O escândalo que corrompe inocentes é um pecado que fere profundamente a Deus, principalmente, quando feito usando o nome de Jesus.
Por isso, diante dessa possibilidade de escandalizar, Jesus exorta a uma ação radical e profunda: desenraizar e cortar tudo que produz pecado em nossa vida. Romper radicalmente com o mal. Para tanto, Jesus usa expressões radicais: “cortar a mão” (representa nossas ações); “cortar os pés” (mudar nossos caminhos) e “arrancar o olho” (desviar radicalmente nossos olhares).
Sabemos que não é a mutilação de partes do corpo que o Senhor nos pede, mas o corte decisivo e radical do mal e do pecado. Não dar a culpa pelo erro e pecado aos outros, à sociedade, à infância, às situações externas. O mal está dentro de nós: naquilo que vemos, no uso de nossas mãos, em nossos caminhos, enfim, em nossos corações. Por isso, é preciso uma mudança radical de vida e de comportamento diante daquilo (ou de pessoas) que nos arrastam para o pecado. Não é o mundo ou os outros que têm que mudar: somos nós!
Em seguida, Jesus nos dá um exemplo. A mesma mão que produz pecado deve ser usada para fazer o bem, como dar um copo d’água a alguém; usar os pés para ir ao encontro do próximo, enfim, fazer sempre o bem. As coisas grandes de Deus começam com simples ações feitas de coração e sempre procurando semear o bem. O Reino de Deus inaugurado por Jesus é muito maior que as instituições, pois começa com gestos simples e com aquilo que temos em nossas casas (como um copo d’água), no nosso dia a dia, na prática do bem.
Por isso, São Tiago chama a atenção dos cristãos de sua comunidade, dizendo que o pecado não é somente algo que atinge a Deus, mas também as injustiças sociais, os roubos, a corrupção, salários injustos, exploração... produzem riquezas malditas que não trazem nem o bem e nem a felicidade. Se o mundo pensa e vive assim, nós, que cremos em Deus e em Jesus, devemos dar o exemplo do contrário e viver do jeito que Jesus nos ensinou.
Assim, ao invés de sermos ciumentos porque existem pessoas que estão fazendo o bem em nome de Jesus, nós, que acreditamos no Senhor, devemos fazer mais e melhor ainda. Devemos ter um “espírito de competição” em fazer o bem e servir sempre o próximo. As pessoas devem nos identificar como seguidores de Jesus através do amor que vivemos, da paz que semeamos, da justiça que construímos. Ademais, sabemos muito bem, que pouco adianta sustentar e impor a nossa fé e religião aos outros se damos péssimo exemplo em relação à vivência do amor, do respeito, da caridade, da justiça e da paz. Devemos passar do hostil “quem não é conosco é contra nós” para as palavras de Jesus: “quem não é contra nós está conosco”. O mundo precisa mais de pessoas que vivam os ensinamentos de Jesus do que pessoas que briguem por causa de um grupo, de uma sigla ou de uma religião.
O grupo dos apóstolos precisava de uma profunda conversão a Jesus, pois confundiam o seguimento a Jesus com o “fazer parte do grupo”. Estar mais próximo do Mestre Jesus não deveria ser visto como um privilégio de poucos, mas como uma grande missão de conduzir muitos outros à fonte do Amor Perfeito que é Deus. Não fechar os caminhos à comunhão com Deus, mas abrir portas e construir pontes até Jesus.
Faça o download da reflexão em .pdf.
Arquidiocese se prepara para o Sínodo dos Bispos 2021-2023
Equipe diocesana desse evento reuniu-se na tarde deste sábado (18) para articular as suas atividades.
Em 2023, acontecerá a 16ª Assembleia Geral do Sínodo dos Bispos, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”. Esse evento sinodal começa a ser preparado nas dioceses no próximo mês de outubro.
O que é Sínodo dos Bispos?
O Sínodo dos Bispos é uma instituição permanente da Igreja Católica, criada pelo papa Paulo VI em 1965, como uma resposta ao desejo dos bispos de manterem viva a experiência de colegialidade episcopal vivida no Concílio Vaticano II (1962-1965). Esse sínodo é periódico, temático, constituído por bispos e tem a função de consulta ou deliberação, a ser ratificada pelo papa, para o governo da Igreja.
Sínodo 2021-2023
O próximo sínodo acontecerá de 2021 a 2023. A sua abertura oficial será nos dias 9 e 10 de outubro no Vaticano. Esse evento tratará do tema da sinodalidade como uma forma de reflexão sobre a Igreja e como incentivo para a participação de todos os batizados na missão evangelizadora, em vista de um fortalecimento da cultura sinodal nas ações e estruturas eclesiais, com mais participação e responsabilidade compartilhada. Sobre a sinodalidade, o papa Francisco destacou na celebração dos 50 anos do Sínodo dos Bispos, em 2015:
“O caminho da sinodalidade é precisamente o caminho que Deus espera da Igreja do terceiro milênio.” (Papa Francisco, 17 de outubro de 2015).
Logotipo
O logotipo do Sínodo 2021-2023 foi elaborado pela designer francesa Isabelle de Senilhes, de Paris e ligada à Jornada Mundial da Juventude. A marca criada expressa a sinodalidade com elementos dinâmicos: uma árvore, a cruz, a eucaristia, ramos e silhuetas em movimento, que representam a diversidade da humanidade (jovens, velhos, homens, mulheres, adolescentes, crianças, leigos, religiosos, pais, casais, solteiros e deficientes) e a importância de caminharem juntos, seguindo a proposta da sinodalidade. Para utilização e reprodução da logo, consulte o Manual de Marca.

Logotipo do Sínodo 2021-2023, criado por Isabelle de Senilhes.
Fase diocesana
Para esse sínodo, o papa Francisco propôs um caminho de preparação que terá uma fase diocesana e continental.
Cada diocese irá iniciar seu processo em 17 de outubro. A fase diocesana do Sínodo dos Bispos vai até março de 2022 e terá atividades de escuta e reflexão, envolvendo as comunidades, paróquias, movimentos e vida consagrada.
A pedido do papa Francisco, cada bispo deverá nomear uma equipe diocesana para a consulta sinodal, a qual deverá seguir um documento preparatório e um questionário.
Na arquidiocese de Pouso Alegre, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, nomeou como membros dessa equipe: pe. Edson Aparecido da Silva; pe. Luiz Francisco Marvulo, C.M.F.; Djalma Pelegrini; Suzana Coutinho; Lidiane Schimidt dos Santos Machado e José Luiz de Souza Machado.

Registro da reunião da Equipe diocesana do Sínodo 2021-2023. Na imagem os membros da equipe, Djalma, Suzana, Lucimara (secretária arquidiocesana de pastoral), José Luiz, Lidiane e pe. Edson.
Na reunião do último dia 18, a equipe diocesana do Sínodo dos Bispos planejou as atividades que acontecerão na arquidiocese até março de 2022, envolvendo todas as suas forças vivas: comunidades, paróquias, pastorais, movimentos, leigos, religiosos e padres. A abertura está programada para o dia 17 de outubro, às 11h, na Catedral Metropolitana, com uma missa solene. Mais informações sobre a programação do Sínodo dos Bispos 2021-2023 na arquidiocese serão apresentadas em breve aqui no site.
Acesse o documento preparatório do Sínodo 2021-2023.
A imagem destacada da notícia é de uma das reuniões da Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a região pan-amazônica, de 2019, veiculada pelo site vaticannews.va.
Um pacto para tempos em que a vida vale muito pouco
Pe. Paulo Adolfo Simões
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre
Secretário executivo do Centro Nacional de Fé e Política “Dom Hélder Câmara” – CEFEP / CNBB
“Aqui nascer e morrer é muito fácil, o difícil é viver”, dom Pedro Casaldáliga, bispo prelado de São Félix do Araguaia (MT) (1928 - Espanha a 2020 - Brasil)
A frase acima, dita pelo então missionário claretiano catalão, recém-chegado ao Brasil, no final dos anos de 1960, continua atual. Dom Pedro Casaldáliga (ou simplesmente bispo Pedro, como preferia ser chamado) viveu mais de 50 anos no Brasil, na região nordeste do Mato Grosso. Morreu há pouco mais de um ano e repousa sob um pé de pequi, árvore do cerrado, às margens do plácido rio Araguaia, num antigo cemitério do povo Iny/Karajá, conforme seu desejo. Mas o Brasil que ele deixou pouco difere daquele que encontrou quando chegou por aqui no final dos anos 60. Não obstante suas denúncias e poesias, que correram mundo afora, cantadas em prosa e verso e expressas em áudios e vídeos, curtas e longas metragens, teses de mestrado, doutorado e pós-doutorado, a vida no sertão do Mato Grosso, bem como em todo o Brasil, continua valendo muito pouco.
Hoje, mais do que em outro momento, o Brasil e a vida de seus povos são atacados e correm riscos. Esses riscos se devem a causas estruturais como má distribuição das riquezas, saqueamento dos bens pelas elites econômicas de sempre, incapacidade dessa mesma elite em pensar um projeto de país e falta de consciência do povo em geral de que é espoliado como colônia ainda hoje. Soma-se a esse cenário, já catastrófico, a situação atual de um projeto de governo contrário aos interesses de mais de oitenta por cento da população e que ataca a democracia reiteradamente, como se viu no último dia sete de setembro. Como se não bastasse, padecemos com a pandemia da Covid-19, numa gestão criminosa, marcada pelo negacionismo científico e pela corrupção na compra de vacinas que já levou à perda de quase seiscentas mil vidas de brasileiras e brasileiros.
Mas o problema é bem maior. Está em marcha, desde 2016, um projeto patrocinado pelas elites predadoras do país, cerca de dois por cento dos mais ricos, não mais que 802 famílias, segundo Jessé Souza (SOUZA, 2018). Esse projeto prevê o desmonte dos direitos sociais e da democracia assegurados pela Constituição Federal de 1988 e do Estado Brasileiro, alienando as riquezas naturais e patrimoniais que pertencem ao seu povo. Tal empreitada se faz de braços dados com o capital financeiro internacional, o chamado capital improdutivo, segundo o economista Ladislau Dowbor. Esses grupos financeiros que lucram sem trabalhar querem, além de “carrear” as riquezas naturais do país, para suas já gordíssimas contas bancárias em paraísos fiscais, apropriar-se também dos impostos pagos sobretudo pelos mais pobres, mas também pelas classes médias – baixa, média e alta (DOWBOR, 2018). Essa, aliás, é a única finalidade da conhecida “PEC da Morte”, a Emenda Constitucional 95, que congelou os gastos sociais por vinte anos, bem como das reformas trabalhistas, da Previdência e administrativa em andamento hoje. Essa é uma política de morte, é o que se chama de “necropolítica”. Política de morte porque não lhe importam as vidas das populações originárias – indígenas, quilombolas, ribeirinhas – nem a dos pobres, e aqui entram os pequenos proprietários rurais, os moradores das favelas e de rua, bem como outros grupos marginalizados. Morte da Mãe Terra, com a devastação de seus biomas, alguns dos quais sem condições de recuperação no curto e no médio prazos. É um projeto que sacrifica toda a vida atual e futura no altar do deus dinheiro, o “Mamon” da Bíblia.
Nesse contexto desolador, a sete de abril de 2020, no espírito do velho e rebelde bispo do Araguaia, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) somou-se a outras instituições – Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Associação Brasileira de Imprensa (ABI), Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Academia Brasileira de Ciências (ABC) – e à Comissão Arns, assinando um “Pacto pela Vida e pelo Brasil”. Depois, mais de uma centena de outras instituições se somaram a essas, avalizando tal pacto, que coloca em primeiro lugar a vida, inclusive a dos que já nasceram – pasmem!
Mais tarde, uma carta de 152 bispos, intitulada “Carta ao Povo de Deus”, chamou a atenção para a “tempestade perfeita que nos é dada a atravessar” e apontava o Pacto como uma nau da necessária travessia. O bispo Pedro Casaldáliga, pouco antes de morrer, foi um dos 152 bispos assinantes. Com a carta tornada oficialmente pública, a CNBB criou o Grupo de Trabalho (GT) Pacto pela Vida e pelo Brasil, composto por vários bispos e assessores qualificados. A essa construção, que nasceu coletiva e foi ampliando sua coletividade, somou-se o Conselho Nacional do Laicato do Brasil, o CNLB, que, com suas potentes Comissões de Fé e Política e de Comunicação, potencializou o pacto que vai tomando corpo pelo Brasil.
Foram elencadas cinco prioridades a serem defendidas diante da pandemia e dos desmandos do projeto de morte em curso no país: Vacina e oxigênio para todos, Defesa do SUS, Auxílio Emergencial continuado, Investigação e responsabilização dos culpados pelas mortes, Recursos para o combate à fome. Essas cinco prioridades foram definidas necessárias para garantir a vida das pessoas e do planeta.
É um pacto necessário num tempo em que a Vida vale quase nada. Conheça-o e some-se a ele. Faça a sua parte.
Padres e arcebispo concluem retiro espiritual
Na noite desta quinta (16), diversos padres e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R, arcebispo metropolitano, concluíram seu retiro espiritual, orientado na modalidade virtual por dom frei Jaime Splengler, O.F.M, arcebispo de Porto Alegre (RS).
O retiro teve início na última segunda (13) e contou com a participação de mais de 50 padres da arquidiocese.
Ao longo dos 4 dias de retiro, houve momentos de oração da Liturgia das Horas, meditação da Palavra de Deus, reflexão de temas relacionados à vocação sacerdotal, oração pessoal, adoração ao Santíssimo Sacramento, celebração da Santa Missa e partilha das experiências dos participantes.
O orientador, ao longo de suas meditações, destacou trechos da Palavra de Deus, principalmente Jo 2,1-12, sobre a Bodas de Caná, visibilizando o "vinho novo" como a alegria do Evangelho e a fé do discípulo.
Dom Jaime ajudou os participantes a lançarem um olhar sobre o seu ministério e a missão da Igreja, com oportunas provocações que questionaram o que sustenta e anina na missão e o que é essencial diante de tantas dificuldades existenciais, eclesiais e sociais atualmente.
Na sua última meditação, dom Jaime, destacou que o que realmente importa é a alegria do Evangelho, que pode encher o coração e a vida.
“Tornar outros talvez participantes dessa alegria, simplesmente o transbordar da alegria que é em mim, que é em nós. Então, oxalá, muitos possam experimentar tal alegria, expressão sempre de uma experiência de encontro, de um contato silencioso, adorante, reverente com o mistério de Jesus, com o mistério de Maria, da Mãe, para saborear, nem que seja uma migalha, da alegria evangélica que se transforma em motor, fermento, luz, força. Semente capaz de romper pedras, semente que germina e floresce em qualquer lugar, que não tem medo dos climas mais diversos e adversos, capaz de se transferir para qualquer ambiente, migrar para qualquer realidade, porque vivifica a partir de dentro, com a mesma força que vem da glória de Cristo, do amor do Pai, do sacrifício do Filho, da potência do Espírito Santo. Força que encheu o coração da Mãe daquela alegria, daquela grandeza, daquele esplendor, e nos faz sempre, de novo, dizer com toda a Igreja: glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo! Como era no princípio, agora e sempre, amém!”, finalizou dom Jaime em sua última meditação.

Pe. Heraldo José dos Reis, reitor do Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora e coordenador da Pastoral Presbiteral, declarou que o retiro foi um momento de pausa e intimidade com Deus.
“O Retiro Espiritual Virtual com dom Jaime foi uma oportunidade de parada nas atividades para estar em intimidade com o Senhor. Foi também momento de encontrar os irmãos padres, mesmo que pela tela do computador. Dom Jaime foi muito feliz na sua colocação propondo-nos um 'situar' da vida e da vocação: Onde estás? Como estás, aonde estás? Desde quando estás onde estás? Por que estás onde estás? Até quando? Ele nos possibilitou uma reflexão mais aprofundada do texto das Bodas de Caná (Jo 2,1-12), partindo das situações, personagens e símbolos presentes no texto. 'Eles não têm vinho!' (v.3), constatou a Mãe de Jesus. Ela, sendo a grande portadora da alegria da Boa Nova, notou que faltava naquela festa a alegria. Ela deu o primeiro passo para que Jesus se manifestasse e se apresentasse como o ‘Vinho’ da alegria de Deus. Com a presença d'Ele, tudo naquela festa foi transformado em alegria. A alegria do Evangelho é o próprio Jesus. Gratidão a Deus por esses dias abençoados”, disse pe. Heraldo.
Pe. Samuel Araújo Ferreira, vigário na paróquia Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata, reforçou que o retiro foi um momento de partilha e de encontro para cultivar a alegria.
“Como é bom os irmãos estarem juntos, seria melhor ainda se estivéssemos juntos presencialmente. Este retiro do clero foi marcado por um momento de partilha e encontro, tanto virtual quanto pessoal. No primeiro dia, a pergunta que surgiu foi: 'Onde estás?'. Algo já nos fez ir lá no íntimo de nós mesmos, onde estamos no processo de conversão. A partir desse ponto de partida, fomos introduzidos ao mistério do Amor de Deus, por meio da passagem da festa de casamento de Caná da Galileia (Jo 2,1-12). Jesus está ali, Maria está ali e os discípulos também. Assim, começamos um caminho que é particular. Precisamos, sim, trilhar esse caminho com Jesus num processo de discernimento para vivermos em nossos corações a determinação, começando a partir de nós mesmos, e nos lançarmos ao mundo de uma forma ímpar e toda cheia de vida. O retiro foi para mim e para todos nós um roteiro de viagem para sermos cada vez mais discípulos missionários do Reino, oferecendo, com a nossa generosidade, o bom vinho da alegria, resultado de uma obediência aos pedidos de Jesus, sem nos esquecermos do pedido de Maria: 'Fazei o que Ele vos disser'", declarou pe. Samuel.

Segundo o pe. Reinaldo dos Santos, pároco da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição dos Ouros, dom Jaime expressou que dom Jaime ajudou os participantes do retiro a resgatar a alegria do Evangelho.
“O retiro espiritual com dom Jaime teve como fio condutor a passagem bíblica das bodas de Caná. Partindo deste texto bíblico, dom Jaime nos lembrou que a nossa alegria está no Evangelho. A alegria do evangelho é a força de Deus para quem crê e culmina na cruz e ressurreição de Jesus", partilhou pe. Reinaldo.
Pe. Luiz César Moraes, residente em Itajubá e auxiliar na paróquia São Benedito, evidenciou um pensamento de Santa Clara de Assis.
“Dom Jaime, pelas suas orientações, meu retiro me levou a descobrir que o Tesouro está aqui onde eu estou. Como no dizer de Santa Clara de Assis: 'Devo florir onde o Senhor me plantar'", destacou pe. Luiz César, ao agradecer o bispo pregador.

Dom Majella participou de todos os dias do retiro e, na última oração, agradeceu a dom Jaime pela sua oportuna condução do retiro do clero da arquidiocese.
“Querido irmão de missão, o senhor entrou em nossa casa e nos convidou para uma festa. Essa foi a experiência que pudemos viver nesses dias de retiro. A alegria de estar na festa, para mim, foi muito importante, porque me considerei um convidado. Todos nós nos consideramos um convidado nessa festa. Percebemos que o convidado tem um compromisso com a festa. Ele não é apenas um convidado, um bisbilhoteiro. Ele tem um compromisso que depende do lugar que ele tem na festa. Foi isso que Maria mostrou para nós. Maria também foi convidada, como Jesus e seus discípulos. Mas foi no lugar onde Maria estava que ela percebeu o que faltava naquela festa. Eu acredito que o senhor apontou isso para nós. A gente precisa estar no lugar certo, sempre, para poder perceber as necessidades do Povo de Deus, as necessidades daqueles que querem festejar. (...) As palavras do senhor e toda reflexão que pudemos vivenciar nesses dias foram para nós um aperitivo para a festa da eternidade. A festa de Caná nos leva para a festa da eternidade. Com certeza, na festa da eternidade poderemos dizer ao Senhor nosso sim, que nos reservou o melhor vinho, dependendo do nosso lugar, chamados para viver essa festa da eternidade", agradeceu dom Majella a dom Jaime, fazendo um comentário sobre as Bodas de Caná, texto partilhado ao longo do retiro espiritual.
Outros padres do clero arquidiocesano participaram de retiro espiritual, assessorado pelo cardeal dom José Tolentino de Mendonça, de 2 a 6 de agosto, de modo on-line, em conjunto com a arquidiocese de Juiz de Fora (MG) e o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A Pastoral Presbiteral da arquidiocese agradece as orações dos fiéis das comunidades pelo clero nesses dias de retiro.
Dom Majella é escolhido para participar da Assembleia Eclesial
Nesta terça-feira (14), dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, foi escolhido para participar da 1ª Assembleia Eclesial da América Latina e Caribe nos dias 21 a 28 de novembro, a ser realizada na Cidade do México.
A escolha do arcebispo se deu entre os bispos do Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as dioceses e arquidioceses de Minas Gerais, os quais participarão desse evento sinodal na modalidade virtual.
Dom Majella é um dos arcebispos desse regional e, quando ainda era padre, foi secretário executivo local para a V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe (CELAM), em Aparecida (SP), no ano de 2007. Essa conferência gerou o Documento de Aparecida, que é a referência principal para as atividades da 1ª Assembleia Eclesial, a pedido do papa Francisco.
Outros bispos e arcebispos escolhidos
Também foram escolhidos: dom José Carlos de Souza Campos (presidente do regional e bispo de Divinópolis), dom Otacílio Ferreira de Lacerda (bispo diocesano de Guanhães e presidente da Comissão Sociotransformadora do Regional) e dom Vicente de Paula Ferreira (bispo auxiliar de Belo Horizonte). Além deles, participarão dom Walmor Oliveira de Azevedo (arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB), dom João Justino de Medeiros Silva (arcebispo de Montes Claros e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Cultura e Educação) e dom Joaquim Giovani Mol (bispo auxiliar de Belo Horizonte e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação).
O que é a Assembleia Eclesial?
A Assembleia Eclesial é um evento sinodal da Igreja Católica na América Latina e no Caribe, a pedido do papa Francisco, para ouvir o Povo de Deus e fortalecer o caminho de vivência da fé e do Evangelho, com metodologia representativa, includente e participativa.
Seus objetivos são contemplar e aprofundar a realidade dos nossos povos, principalmente no contexto da pandemia do COVID-19, e reavivar os compromissos pastorais da Igreja.
Esse evento sinodal reúne toda a Igreja que peregrina na América Latina e no Caribe: cristãos leigos e leigas, religiosos e religiosas, seminaristas, diáconos, sacerdotes, bispos, cardeais e pessoas de boa vontade.
É a primeira vez que ocorre um caminho sinodal amplo na América Latina e Caribe, que resgata e fortalece a sua caminhada pastoral, construída ao longo das últimas décadas em comunhão com os seus bispos, por meio das conferências gerais do episcopado. Já aconteceram 5 conferências desse tipo: Rio de Janeiro (1955), Medellín (1968), Puebla (1979), Santo Domingo (1992) e Aparecida (2007).
A Assembleia Eclesial deseja fazer memória dessa caminhada pastoral latino-americana e caribenha e olhar contemplativamente a realidade atual com seus desafios, principalmente a pandemia do COVID-19, para reavivar seus compromissos pastorais e, assim, em Jesus Cristo, atuar para que os povos tenham vida plena e haja novos caminhos até 2031 e 2033.
Esse evento sinodal prepara a Igreja para a celebração de dois grandes eventos: 500 anos da aparição de Nossa Senhora de Guadalupe a São João Diego (2031) e os 2000 anos da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo (2033).
Escuta do Povo de Deus
Até o dia 30 de agosto, fiéis católicos, religiosos, ministros ordenados e pessoas de boa vontade foram incentivados a participar da fase de escuta desse evento por meio de resposta ao questionário on-line de escuta, disponibilizado no site oficial da Assembleia Eclesial (acesse o site).
Realização da Assembleia Eclesial na Cidade do México
De 21 a 28 de novembro, representantes da Igreja Católica na América Latina e no Caribe vão se reunir presencial e virtualmente para as atividades desse evento. Presencialmente, representantes estarão na Cidade do México, no Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe. Virtualmente, participarão representantes de diversas Igrejas Particulares latino-americanas e caribenhas. Os participantes irão acolher a escuta do Povo de Deus e oferecer orientações pastorais para nossas comunidades. É nessa fase da Assembleia Eclesial que dom Majella irá participar.
Atividades realizadas pela arquidiocese
Na arquidiocese de Pouso Alegre, nos meses de julho e agosto, foi realizado um processo de animação desse evento sinodal para envolver seus membros e incentivá-los a participar da escuta do Povo de Deus.
Para esse processo de animação local, foi constituída a Comissão Arquidiocesana de Animação da Assembleia Eclesial, composta por côn. Wilson Mário de Morais (vigário geral e pároco da paróquia Santo Antônio, Pouso Alegre), pe. Marcos Roberto da Silva (pároco da paróquia São José, distrito do Pantâno, Pouso Alegre) e pe. Thiago de Oliveira Raymundo (vigário paroquial na paróquia São José, Congonhal). Essa comissão envolveu mais de 60 voluntários (leigos, religiosos, seminaristas, padres, arcebispo, pessoas de outros lugares do Brasil e de outros países da América Latina e Caribe) em encontros virtuais no canal da arquidiocese no YouTube. Foram realizadas lives com rodas de conversa e momentos de oração, que já contam com mais de 9.000 visualizações (assista às lives).
Em seu relatório final, os membros da Comissão Arquidiocesana de Animação da Assembleia Eclesial destacaram:
Chegamos ao final de uma fase de um evento sinodal da Igreja e concluímos que foi possível fazer um exercício sinodal em nossa Arquidiocese, mesmo com pouco tempo disponível para isso. Conseguimos envolver a nossa Igreja Particular num evento importante da Igreja latino-americana e caribenha. Conseguimos ouvir o Povo de Deus, dialogar com sujeitos eclesiais de diferentes segmentos, trocar experiências missionárias, rezar e semear esperança em tempos tão difíceis que vivemos. Este caminho realizado nos mostra o rompimento de um paradigma negativo deste tempo presente que vivemos: o cansaço, o pessimismo e o isolamento. Conseguimos reunir, mesmo que virtualmente, leigos, religiosos e ministros de nossa Igreja que trazem o desejo de uma Igreja mais sinodal. Esperamos ter contribuído com a Igreja latino-americana e caribenha. Desejamos que os caminhos sinodais sejam fortalecidos e concretizados em nossa Igreja.
A imagem destacada nesta notícia é do dia 31 de agosto, da live de encerramento da animação arquidiocesana da Assembleia Eclesial reunindo o arcebispo e outros participantes, que conversaram sobre o tema: sinodalidade: passado, presente e futuro da Igreja. Da esquerda para direita e de cima para baixo, estão: pe. Thiago de Oliveira Raymundo, pe. Marcos Roberto da Silva, dom José Luiz Majella Delgado, hermana Gloria Liliana Franco Echeverri, odn (presidente da Conferência Latino-Americana dos Religiosos – CLAR), Djalma Pelegrini (paróquia Santo Antônio, Pouso Alegre), pe. Leandro Luís Mota Ribeiro (paróquia Nossa Senhora das Graças, Itajubá) e irmã Maria Inês Vieira Ribeiro, mad (presidente da Conferência Nacional dos Religiosos do Brasil – CRB).
Padres e arcebispo iniciam retiro espiritual
Na noite desta segunda-feira (13), parte do clero arquidiocesano e dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, iniciaram retiro espiritual, orientado por dom frei Jaime Splengler, O.F.M, arcebispo metropolitano de Porto Alegre (RS). O retiro acontece de forma virtual e vai até a próxima quinta-feira (16).

Na programação do evento, os participantes terão momentos de oração, leitura da Palavra de Deus, reflexões e partilhas para se colocarem na presença do mistério divino, compreenderem melhor a existência e o ministério a eles confiado e voltarem ao cotidiano da missão sacerdotal com mais vigor.
O retiro espiritual é obrigatório para todos os ministros ordenados da Igreja (Código de Direito Canônico, cânon 276 § 2 4º) e é um momento de crescimento espiritual e fortalecimento dos compromissos vocacionais.
Ao todo, participam deste retiro 53 padres da arquidiocese e o arcebispo metropolitano. Demais padres do clero arquidiocesano já participaram de retiro espiritual, assessorado pelo cardeal dom José Tolentino de Mendonça, de 2 a 6 de agosto, de modo on-line, em conjunto com a arquidiocese de Juiz de Fora (MG) e o Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
Dom Jaime Splengler, na abertura do retiro, incentivou os padres e o arcebispo a abrirem o coração e colocarem-se diante de Deus, decidindo estar perante Ele, permitindo-se esse desafio com disposição, exposição e persistência para que o ministério seja consistente.
“Nos colocando dispostamente, expostamente, para tentarmos deixar tocar pelo Amor que gratuitamente um dia nos tocou. Como nos diz Nosso Senhor: ‘Não fostes vós que me escolhestes, fui eu que vos escolhi'. Além disso, foi Ele quem nos amou por primeiro.”, disse dom Jaime.
Para ajudar os participantes a iniciarem bem o retiro, dom Jaime convidou a todos a se questionarem: “Onde estás? Como estás? Desde quando estás onde estás? Por que estás onde estás? Até quando?”.
Reze pelos padres e o arcebispo de nossa arquidiocese para que tenham um frutuoso retiro espiritual.
#Reflexão: 25º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 19 de setembro)
A Igreja celebra neste domingo (19) o 25º domingo do tempo comum. O padre Dirlei Abércio da Rosa nos ajuda a refletir e rezar a liturgia deste dia.
Leituras:
1ª Leitura – Sb 2,12.17-20
Salmo – Sl 53(54)
2ª Leitura – Tg 3,16-4,3
Evangelho – Mc 9,30-37
ÚLTIMO E SERVO DE TODOS
O Evangelho deste domingo, novamente, nos apresenta Jesus em caminho. Nosso Senhor apreciava ensinar os discípulos enquanto caminhava, curava e acolhia as pessoas. Jesus sempre à frente e os discípulos atrás, seguindo os passos do Mestre. Mas, em muitas situações, a impressão que se tem é que Jesus e os discípulos estavam na mesma estrada, mas percorrendo caminhos diferentes. Não foi fácil para Jesus ensinar seus discípulos sobre os valores e o que esperava a todos em Jerusalém, principalmente, como seria o Seu próprio fim.
Durante este percurso, os discípulos escutavam, mas não entendiam a profundidade das palavras de Cristo. Estavam com Ele, mas não vivendo como discípulos: cada um tinha seus próprios projetos. A falta de entendimento, o temor e o silêncio dos discípulos revelavam o abismo que ainda existia entre eles e o Mestre.
Jesus revela sua paciência e grandeza quando percebe que todos estavam construindo projetos pessoais e seguindo a lógica deste mundo, mesmo estado ao lado Dele. Podemos imaginar a tristeza de Jesus em relação aos seus discípulos, pois mesmo sendo tão claro, eles não estavam dando ouvidos a tudo o que Ele ensinava. Eles ouviam e acolhiam em suas mentes e coração somente o que lhes interessava e não aquilo que Jesus ensinava.
Não basta estar junto com Jesus e até segui-Lo através de nossos movimentos, grupos e Igreja. O discípulo é aquele que escuta e aprofunda a palavra que lhe é oferecida. Muitos ainda são como os apóstolos: fazem parte do rebanho do Senhor, mas nutrem projetos e sonhos pessoais em que, muitas vezes, Deus é somente um instrumento e meio para se chegar até os objetivos.
Percebendo a distância entre o que Ele ensinava e o que os apóstolos discutiam, Jesus resolveu, em um momento oportuno e dentro de uma casa, esclarecer as coisas. Jesus ofereceu aos apóstolos mais uma oportunidade para falarem, mas todos optaram pelo silêncio. Marcos nos diz que os apóstolos estavam discutindo entre eles quem seria o “maior”. Certamente, eles perceberam o grande poder que Jesus demonstrava e eles imaginavam um imenso reino que o Mestre Jesus iria criar, assim, já começavam a discutir cargos neste “império”. Mas, “Jesus se senta e chama os apóstolos”, queria falar de um jeito mais direito e profundo.
O anseio de ser o primeiro e o maior em relação aos outros é uma tentação para os discípulos. Todos nós apreciamos estar no centro das atenções, receber elogios e destacar-se em relação aos outros. Jesus não podendo “trazer” os apóstolos para a sua forma de ver as coisas, Ele “entra” na lógica deles, não para concordar com o modo deles pensarem, mas para ensinar como ser grande conforme seus ensinamentos e aos olhos de Deus.
Mais uma vez, Jesus propõe, tudo é apresentado como uma proposta: “Se alguém quiser...” (como no domingo passado), nada é imposto, mas oferto como graça e dom, cada um precisa aceitar, abraçar e colocar em prática. Jesus não impõe, mas propõe como projeto de vida conforme a lógica e o modo de viver Dele próprio. Não ensina aos discípulos algo distante e difícil, mas aquilo que Ele próprio vivia.
A lógica do mundo é ser o primeiro, estar sozinho e acima de todos. A lógica e o modo de vida de Jesus vão em outra direção: para ser o primeiro, é necessário ser o último e servo de todos. Quem são os “últimos”? Naquele tempo, os grandes na sociedade eram os ricos, os poderosos e os cultos; já os últimos eram os pobres, os doentes, os desprezados e os estrangeiros. Na religião judaica daquele tempo, os grandes e os primeiros eram os “santos”, os justos e os puros, e do outro lado estavam os pecadores, os impuros, os pobres e os doentes. É exatamente lá entre os últimos da sociedade que sempre Jesus esteve e convida os discípulos a estar. Mas, Jesus frisa claramente: Não basta estar “somente” no último lugar com os pobres, é necessário ainda ser servo de todos. “Servir os últimos” é o caminho para servir a todos que mais precisam e experimentar a misericórdia de Deus.
E Jesus dá um exemplo do que Ele estava falando. Toma uma criança, com um gesto de profunda união (o abraço une duas pessoas como se fossem uma só) e diz que quem acolhe uma criança em seu nome, também acolhe a Ele e a Deus Pai. Para Jesus, servir os últimos e acolher com abraço são a mesma coisa. Os discípulos pensavam em “maior”, Jesus apresenta um “menor” (criança) como caminho.
A acolhida e o serviço aos últimos é o caminho mais rápido para se chegar a Jesus. Quem acolhe o próximo, a começar daqueles que são os últimos em nosso mundo, está acolhendo Nosso Senhor em pessoa. A nossa fé deve nos ajudar a aprofundar estes dois princípios para se chegar a Jesus: o serviço ao próximo e a acolhida.
Sabemos que o egoísmo e o individualismo são os principais valores do mundo de hoje. Proclama-se que cada um tem o direito de ser feliz, mas sozinho e individualmente; o próximo e os mais necessitados (os últimos) são vistos como um peso, perturbam a paz e o sossego dos outros.
Na 2ª leitura, Tiago alerta que o ciúme (desejo obcecado de posse) está no centro de conflitos e maldades humanas; as guerras são paixões humanas levadas ao extremo que chegam a cancelar o outro e o torna um inimigo a ser combatido. A verdadeira sabedoria diante de Deus se consegue com a concórdia, com a misericórdia, sem parcialidade e fingimento. A paz somente se consegue semeando a paz. Jesus propõe a solução para nós e para a humanidade: o serviço àqueles que são os últimos de nossa sociedade. Assim, o melhor caminho para experimentarmos o amor de Deus é através da caridade e da acolhida do próximo a começar por aqueles que mais precisam de nossa ajuda e de nosso amor.
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#Reflexão: 24º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 12 de setembro)
A Igreja celebra neste domingo (12), o 24º domingo do tempo comum. O padre Dirlei Abércio da Rosa nos ajuda a refletir e rezar a liturgia deste dia.
Leituras:
1ª Leitura – Is 50,5-9
Salmo – Sl 114(115)
2ª Leitura – Tg 2,14-18
Evangelho – Mc 8,27-35
E VÓS, QUEM DIZEIS QUE EU SOU?
O Evangelho deste domingo, novamente, descreve Jesus presente em um território fora de Israel. Ele estava a caminho de Cesareia de Felipe que era a sede do governador daquela região romana. Jesus e os discípulos já estavam juntos algum tempo. Nosso Senhor quis saber qual era a ideia que as pessoas estavam tendo dele. Jesus e os apóstolos não caminhavam mais sozinhos e certamente uma multidão acompanhava a todos. Os apóstolos tinham tido também uma experiência em evangelização e certamente colheram a opinião que as pessoas tinham de Jesus. A resposta dos apóstolos foi resumidas em três personagens: “João Batista”, ele tinha realizado tão bem sua missão que a sua fama se misturava com a de Jesus, alguns até acreditavam que o precursor tinha ressurgido; “Elias” foi o maior dos profetas do AT e muitos achavam que alguém como Elias tinha aparecido e havia uma profecia que afirmava que ele retornaria antes da vinda do messias; “um dos profetas” a resposta menos segura sobre quem era Jesus, muitos viam como “mais um profeta”.
A segunda pergunta de Jesus foi direta e provocativa em relação ao seu grupo de discípulos. Eles já estavam com seu Mestre já um bom tempo e tinham condições de dar uma resposta mais profunda. Pedro foi certeiro: “Tu és o Cristo” (“Cristo” em grego = “messias”). Até este momento no evangelho de Marcos ninguém tinha se expressado tão claramente sobre quem era Jesus. Ele, então, pediu que guardassem silêncio, pois toda a população tinha uma grande esperança sobre o Messias, mas como alguém voltado à questão política e como um revolucionário. Por outro lado, abertamente Jesus anunciava como Ele seria “Messias”: seria rejeitado, entregue à morte e ressuscitaria.
Jesus retoma a imagem apresentada pelo profeta Isaías que lemos na primeira leitura. Jesus Cristo será Messias sim, mas como “servo do Senhor”. Isaías descreve o Messias como alguém que enfrenta sofrimentos e todos os tipos de humilhações, mas principalmente alguém profundamente confiante em Deus. O “Servo Sofredor” representa tudo aquilo que é específico e profundamente humano: dor, sofrimento, desolação, amargura e por fim, a morte. No Evangelho de Marcos, Jesus diz que além das humilhações e morte, ressuscitará no terceiro dia.
Pedro ao ouvir tudo isto, se espanta e tenta fazer com que Jesus mudasse seu discurso. Nosso Senhor tinha falado com seus discípulos, mas Pedro “puxou” Jesus em um lugar a parte e quis “ensinar” como Ele deveria ser Messias. O pobre Pedro que afirmou com tanta segurança que Jesus “é o Messias”, no fundo, ainda estava com a ideia de um Messias aos moldes deste mundo, um enviado para fazer guerra e instaurar um reino deste mundo para este mundo.
Jesus “arrasta” e recoloca Pedro junto ao pequeno grupo dos discípulos e diz palavras fortes sobre a atitude de Pedro que servem para nós também: “Vá para trás de mim”. A expressão “atrás de mim” foi usada por Jesus quando chamou os discípulos. De fato, o discípulo deve vir depois do seu Mestre e não se colocar a sua frente. Pedro queria ensinar o seu Mestre Jesus e não o contrário. Por isto, Jesus condena o seu comportamento e exorta-o a voltar ao seu lugar. “Satanás” é o maior opositor de Jesus e tenta se colocar a frente e atrapalhar o projeto de Deus. Aqueles que se comportam como Satanás (querem se colocar à frente de Deus) e não como discípulos (que seguem Mestre) são aqueles que pensam como o mundo pensa.
Como Pedro, ainda hoje há muitas pessoas que querem condicionar a ação de Deus e até dizer o que Ele tem que fazer. Jesus nos convida a sermos discípulos, nos colocarmos atrás dele que é o nosso Mestre e seguir seus passos, devemos estar com os ouvidos atentos e sempre em alerta para ouvir sua voz.
Jesus, após repreender Pedro diante dos outros discípulos, convocando a multidão e apresenta as mesmas condições a todos. Aquelas pessoas já tinham escutado a definição de Messias que o próprio Jesus tinha a pouco apresentado e convida a todos a segui-Lo (“vir atrás de Mim”), mas Ele coloca as condições fundamentais. Tudo é apresentado como condição onde cada tem que assumir livremente: “se alguém quer vir após mim...” A segunda condição é um convite decisivo: “renunciar a si mesmo”. É deixar de colocar a si próprio no centro de tudo, abrir-se para as propostas e a missão que Deus apresentar; abraçar os projetos de Deus em detrimento aos sonhos pessoais. “Tomar a cruz” é assumir tudo com compromisso e responsabilidade como é a cruz de Cristo, sinal do seu extremo amor por toda a humanidade. A cruz não é somente sinal das dores e dos sofrimentos enfrentados por Jesus (isto tudo faz parte da nossa história enquanto estivermos neste mundo), mas de sua missão assumida até o extremo. Por fim e depois de fazer os dois passos anterior, “seguir”, se colocando, atrás de Jesus. As palavras de Cristo no final do Evangelho de hoje completam a identidade do discípulo de Jesus, onde o ponto principal recai sobre “entregar a vida” por causa de Jesus e do seu Evangelho, este é o modo de ganhar a verdadeira vida que Deus quer nos dar.
Nós, cristãos, devemos ser hoje estes novos discípulos de Jesus começando dentro de nossas comunidades e em nossas celebrações como Tiago tem exortado nas segundas leituras. Diante das necessidades de nossos irmãos, somos chamados a demonstrar a nossa fé com gestos concretos (em obras, com diz São Tiago), pois fé que não nos conduza a viver a caridade para os nossos irmãos, não é a fé que Jesus ensinou a buscar. Fé sem caridade, não é fé verdadeira, mas uma simples “simpatia para com Jesus e seus princípios”.
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