#Reflexão: 28º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 10 de outubro)

A Igreja celebra neste domingo (10) o 28º domingo do Tempo Comum. Reflita e reze com a liturgia deste dia.

1ª Leitura – Sb 7,7-11

Salmo – Sl 89,12-13.14-15.16-17 (R.Cf. 14)

2ª Leitura – Hb 4,12-13

Evangelho – Mc 10,17-30 [Forma breve: Mc 10,17-27]

Acesse aqui as leituras.

 

JESUS É O NOSSO MAIOR TESOURO E SABEDORIA

Pe. Dirlei Abercio da Rosa
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre,
mestre em Ciências Bíblicas (Instituto Bíblico, Roma)
e professor da Faculdade Católica de Pouso Alegre

Jesus continua o seu caminho ensinando e oferecendo possibilidades de encontro para todas as pessoas. Todos têm acesso livre e fácil a Jesus. Neste domingo, Marcos nos conta mais sobre um encontro especial.

Não sabemos o nome da pessoa que se encontra com Jesus, a qual representa um tipo de fiel que deseja construir com Jesus um projeto de vida. Essa pessoa é exuberante de desejos, de sonhos, eufórico: corre (quer chegar primeiro), se ajoelha (gesto público de profunda veneração), não espera, já propõe o seu pedido, introduz com elogio que soou exagerado a Jesus e expõe sem rodeios seu pedido pessoal. Ele tem todos os indícios de ser um jovem.

Jesus corrige o seu elogio, orientando que não quer nada de títulos e glórias pessoais, mas somente Deus merece tudo. Ele não conhecia tudo de Jesus. Era cedo para chamá-Lo de “bom”. Um pouco daquilo que acontece quando se abraça uma fé com muita euforia. Jesus, respondendo ao seu pedido, lhe propõe um projeto simples e comum a todos: os Mandamentos de Deus. Neles, já temos todas as condições para alcançar a vida eterna. Interessante é que Nosso Senhor recorda aqueles Mandamentos voltados ao convívio com o próximo. Jesus reforça esses Preceitos, pois percebe que se trata de alguém de fé. Jesus inverte a ordem dos Mandamentos deixando “honrar os pais” por último e com uma mudança significativa, resumindo o último em “não fraudar”.

Ao retomar o diálogo, o rapaz (corrigindo-se) diz somente “mestre” e esclarece que tudo isso já realizava desde a mais tenra idade. Mas, ele sente que os Mandamentos não lhe satisfaziam completamente: havia uma ânsia profunda que os Preceitos Divinos não conseguiam preencher. Era uma pessoa com um projeto de vida “aparentemente” ideal: uma vida garantida no plano material (rico) e fiel cumpridor das leis de Deus.

Marcos nos narra a bonita atitude de Jesus: “fixou o olhar, o amou e disse-lhe”. Jesus quis expressar já com o seu olhar, o seu amor por aquela pessoa. Foi um olhar especial de alguém que quer oferecer tudo de bom. Jesus o amou dentro de si e através do olhar! Depois lhe propôs algo que nasce do mais profundo desejo de amor. O Mestre Jesus lhe apresenta um plano de vida e de liberdade. Um projeto de felicidade concentrando-se naquilo que é principal e fundamental, única coisa capaz de preencher o vazio existencial daquele rapaz.

Espanta-nos as exigências de Jesus como se isso fosse o principal. Jesus já lembrou a todos que Ele deve ser o centro de tudo. Segui-Lo como discípulo é tornar Nosso Senhor o único tesouro da vida, pois nada neste mundo pode ser maior. Ele não promete e nunca se ocupa de nos ajudar em acumular riquezas humanas, pois Ele é o nosso maior tesouro. Aquela pessoa estava encantada com a pessoa de Jesus, mas se espantou quando Ele apresentou suas prioridades. Jesus não exigiu nada para ele além daquilo que Ele mesmo já vivia (não tinha nada deste mundo), como para os discípulos. O “bom Mestre” que o rapaz mencionou no início, foi finalmente revelado.

Jesus conhecendo profundamente (através do seu olhar e o amando) lhe esclarece que uma coisa lhe falta: seguir Jesus. Mas para isso era preciso se desligar daquilo que lhe provocava o vazio existencial profundo: sua riqueza. Nosso Senhor lhe propôs: “vai” (retorna a sua realidade onde está), “vende tudo” (assim, não terá tentação de retomar o que pertence), “doa aos pobres” (assim, completa os Mandamentos citados com a caridade, doando pelo menos o mínimo àqueles que nada têm), “terás um tesouro no céu” (caridade é uma riqueza neste mundo e tesouro no céu, aquilo que nos ajuda ter sentido já nesta vida), por fim, “vem e segue-Me”. Jesus lhe propõe algo que seria a solução de sua angústia interior, a verdadeira sabedoria (1a leitura) que lhe concede o tesouro mais precioso que já garante o caminho para a eternidade, desejo expresso na primeira pergunta. A caridade era uma “riqueza” que ele não tinha, pois o que tinha era somente pra ele. O rapaz tinha tudo de que precisava neste mundo, mas sua riqueza não lhe preenchia o coração, pois lhe faltavam os pobres e Jesus.

O apego à riqueza tinha se tornado uma doença na vida daquela pessoa e nem o fiel cumprimento dos Mandamentos (como ele mesmo afirmou) lhe trazia paz interior. No final da proposta de Jesus, o rapaz descobriu que o “Bom Mestre” se revelou exigente demais para ele. Jesus não lhe propôs a pobreza, mas a verdadeira riqueza; não lhe pediu para ficar sem nada, mas para abandonar aquilo que “aparentemente” lhe dava tudo, mas que na realidade somente aumentava o seu vazio interior. Jesus lhe ofereceu um “remédio” para sua doença interior e o verdadeiro tesouro que ele deveria acumular: a caridade e se tornar seu discípulo. Tudo foi realizado com um olhar penetrante de amor e carinho, mas a resposta do rapaz foi decepcionante.

Marcos usa um verbo que significa “escurecer o tempo”: ele se foi (como Jesus no início tinha sugerido), mas se retirou triste. Tudo tinha se apagado na vida dele, pois a sua doença foi revelada. Ele preferiu permanecer no mundo em que estava sendo corroído por suas posses. Ele foi embora triste. Ao final, o “Mestre” não se mostrou tão “bom” como ele queria. Marcos acrescenta o detalhe que “ele, de fato, possuía muitos bens”.

A proposta de Jesus não espantou somente o rapaz, mas também os discípulos. Duas vezes, nos vem comunicado que eles ficaram assombrados e admirados, mas Jesus insistiu sobre o tema e para mostrar sua gravidade. Usou o exemplo do camelo passar pelo fundo de uma agulha. Somente Deus deve ser a nossa riqueza! Por Ele, devemos deixar tudo de material em segundo plano e nos concentrarmos naquilo que nos dá o verdadeiro sentido para nossa existência: o próximo por meio da caridade e do seguimento de Jesus. Pedro se lançou com sua pergunta, angustiado pelas palavras exigentes de Jesus. Quando se tem Jesus no centro da vida como opção principal, a nossa relação familiar vai além de nossos parentes, todos se tornam uma só família.

Faça o download da reflexão em .pdf.


Terço pela intenção de pe. Andrey é organizado por paróquias e fiéis

Terço na intenção da saúde do Padre Andrey Nicioli será rezado dia 1º de outubro nas paróquias de Santo Antônio, em Jacutinga (MG); de São José Operário, em Pouso Alegre (MG); de Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata (MG); no seminário arquidiocesano e com fiéis do movimento do Cursilho de Cristandade, de Pouso Alegre (MG).

Haverá transmissão ao vivo, às 20h15, no canal Arquidiocese de Pouso Alegre, no YouTube. Acesse aqui.

Divulgação do evento de oração pela recuperação de pe. Andrey.

A pedido de dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, os fiéis, religiosos, diáconos e o clero da arquidiocese estão se mobilizando em diversas iniciativas de oração pela saúde e recuperação de pe. Andrey.

 


Tríduo celebrativo por ocasião de mons. Alderigi é iniciado

Tríduo de oração em memória dos 44 anos do falecimento do Servo de Deus monsenhor Alderigi tem início hoje (30). As orações também são pela sua beatificação. O seu processo já está na fase romana.

As celebrações serão missas especiais realizadas no santuário arquidiocesano de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas (MG). A programação vai até dia 3 de outubro, dia especial de orações pela sua beatificação.

As missas serão transmitidas ao vivo, todos os dias, às 19h, pelas redes sociais do santuário. Acesse aqui.

 Divulgação do tríduo de oração por mons. Alderigi.

Vida e missão de mons. Alderigi

Monsenhor Alderigi nasceu em Jacutinga em 13 de novembro de 1895, filho de imigrantes. Logo cedo, já sentia o chamado para a vida sacerdotal. Foi ordenado sacerdote em 1920. Em 1927, chegou a Santa Rita de Caldas, onde exerceu seu sacerdócio por 50 anos até o dia de sua morte em 03 de outubro de 1977. Nessa cidade, realizou grandes feitos: trazer da Itália a primeira imagem fac simile da padroeira, o que aumentou ainda mais a devoção por Santa Rita de Cássia bem como a visitação ao santuário de Santa Rita de Caldas. Nessa igreja, repousam hoje seus restos mortais. Fiéis recorrem a este lugar para rezarem por Santa Rita e por ele.

Frente do santuário de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas (MG).

Em vida, padre Alderigi já possuía uma difundida fama de santidade. Muitos são os relatos de graças após a bênção do padre. Depois de sua morte, tal fama continua a se espalhar, atingindo o Sul de Minas e outras regiões do Brasil.

Está em processo a causa da sua beatificação, que conta com a participação de muitos fiéis que rezam para que ela se concretize.

Confira o vídeo de divulgação do tríduo de oração em memória dos 44 anos de falecimento de monsenhor Alderigi:

Acompanhe as notícias do processo de beatificação em: https://alderigi.com.br/.

 

A imagem destacada na notícia é de vitral com reprodução da imagem de mons. Alderigi, que fica próximo ao local onde estão guardados seus restos mortais, no santuário arquidiocesano de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas (MG).

Informações e imagens fornecidas pela pastoral da comunicação da paróquia de Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas (MG), por Cláudia Couto, e pelo seminarista Dioni Acácio da Silva.


Informações sobre o estado de saúde de padre Andrey Nicioli

Enfermidade de pe. Andrey Nicioli é muito grave, segundo informações de seus familiares. Arquidiocese se une em orações pela sua recuperação.

Pe. Andrey Nicioli Silva, membro do clero arquidiocesano e vigário da paróquia São José Operário, em Pouso Alegre (MG), foi diagnosticado com uma pré-leucemia, identificada como mielodisplasia, a partir de exames de rotina realizados em fevereiro deste ano.

No início do mês de agosto, pe. Andrey foi submetido a um transplante de medula óssea como uma alternativa para sua cura. Esse procedimento ocorreu de modo satisfatório e o padre permaneceu internado no hospital Beneficência Portuguesa, em São Paulo (SP), para a “pega” da medula recebida a partir de doador compatível.

Nas últimas semanas, pe. Andrey foi infectado por uma bactéria e foi submetido a outros procedimentos clínicos.

Segundo informações dos familiares, fornecidas a dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, principalmente por meio de dom Darci José Nicioli, C.Ss.R., arcebispo de Diamantina (MG) e tio do padre, a enfermidade de pe. Andrey é muito grave.

Dom Majella pede aos fiéis, religiosos, diáconos e ao clero da Igreja Particular de Pouso Alegre que se unam em orações pela saúde e recuperação do padre.

 

A imagem de pe. Andrey, destacada na notícia, é de sua página pessoal nas redes sociais.


TLC sul-mineiro convoca membros para eleição de secretariado

O jovem Márcio Alexandre Pedroso, coordenador do movimento de Treinamento de Liderança Cristã (TLC) sul-mineiro, convoca os coordenadores de grupos de jovens ligados a esse movimento para participarem de eleição da nova coordenação de secretariado, no dia 30 de outubro, às 9h30, pela plataforma Zoom.

Membros do TLC sul-mineiro. Imagem de https://tlcsulmineiro.wordpress.com/.

Confira, abaixo, a carta convocatória apresentada pelo coordenador em 27 de setembro de 2021.

Imagens disponibilizadas nas redes sociais e blog do TLC sul-mineiro.


Arquidiocese se prepara para a Campanha Missionária 2021

Em outubro, arquidiocese irá participar da Campanha Missionária por meio de lives com agentes de missões populares, sugestões celebrativas e coleta a ser feita nas comunidades e paróquias em prol das ações missionárias da Igreja.

Essa campanha é realizada desde 1972 pelas Pontifícias Obras Missionárias (POM). Em 2021, foi escolhido como tema “Jesus Cristo é missão”. A inspiração bíblica foi tirada de At 4,20: “Não podemos deixar de falar sobre o que vimos e ouvimos”. A campanha acontece dentro da realidade da pandemia do COVID-19 e é uma oportunidade para fortalecer as ações pastorais e missionárias da Igreja em vista de mais esperança e misericórdia em tempos tão difíceis.

Cartaz da Campanha Missionária 2021.

Mensagem do papa Francisco

A Campanha Missionária acontece a pedido do papa Francisco, que apresentou, em 6 de janeiro deste ano, mensagem para o Dia Mundial das Missões 2021, que será celebrado em 24 de outubro, penúltimo domingo.

Papa Francisco assina documento. Imagem de vaticannews.va, de 11 de maio de 2021.

Na mensagem, o papa apresentou o encontro, o cuidado e a promoção como ações para combater a pandemia:

“Neste tempo de pandemia, perante a tentação de mascarar e justificar a indiferença e a apatia em nome de um distanciamento social saudável, a missão de compaixão é urgentemente necessária por sua capacidade de fazer desse distanciamento recomendável uma oportunidade de encontro, cuidado e promoção.”, disse o papa Francisco.

Acesse na íntegra a mensagem do papa Francisco.

Oração da Campanha Missionária

Deus Pai, Filho e Espírito Santo, comunhão de amor, compaixão e missão. Nós te suplicamos: derrama a luz da tua esperança sobre a humanidade que padece a solidão, a pobreza, a injustiça, agravadas pela pandemia. Concede-nos a coragem para testemunhar, com ousadia profética e crendo que ninguém se salva sozinho, tudo o que vimos e ouvimos de Jesus Cristo, missionário do Pai. Maria, mãe missionária, e São José, protetor da família, inspirai-nos a sermos missionários da compaixão e da esperança. Amém.

Ações a serem desenvolvidas na arquidiocese

A arquidiocese de Pouso Alegre, por meio do conselho missionário diocesano (COMIDI), irá realizar lives sobre temas missionários nos dias 5, 12, 19 e 26 de outubro, às terças-feiras, às 20h. Acompanhe a transmissão desses encontros virtuais no canal da coordenação de pastoral no YouTube.

O COMIDI incentiva também a realização da novena missionária ao longo do mês de outubro, segundo os protocolos de proteção contra o COVID-19, envolvendo missionários das diversas comunidades da arquidiocese. Acesse o material da novena missionária 2021.

Além disso, o conselho missionário, em parceria com a comissão arquidiocesana de liturgia (CAL), apresenta propostas para as celebrações da Campanha Missionária ao longo do mês de outubro. Acesse nos links abaixo materiais disponibilizados para a campanha.

A coordenação arquidiocesana de pastoral incentiva o envolvimento das paróquias e comunidades na coleta missionária, a ser realizada nos dias 23 e 24 de outubro nas missas e celebrações da Palavra. Essa coleta ajuda a manter ações missionárias da Igreja no Brasil e no mundo, formando uma rede mundial de caridade.

Para mais informações, acesse o site oficial da Campanha Missionária.

Sugestão de abertura do Mês Missionário 2021.

Imagens apresentadas no site oficial das POM.


Arcebispo nomeia padres e leigos para funções pastorais

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano, nomeou padres e leigos para duas funções pastorais na arquidiocese.

Nomeações aconteceram por meio de decretos do arcebispo, apresentados pela chancelaria arquidiocesana em 8 de setembro deste ano, na celebração da Natividade de Nossa Senhora, e subscritos por pe. Jésus Andrade Guimarães, chanceler do arcebispado.

Equipe arquidiocesana para Sínodo dos Bispos

Para o desenvolvimento do processo de escuta proposto pelo Sínodo dos Bispos 2023, com o tema “Por uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”, dom Majella atendeu o pedido da secretaria geral do Sínodo dos Bispos e nomeou uma equipe arquidiocesana para as ações da consulta sinodal.

Logotipo do Sínodo dos Bispos 2021-2023.

Assim, foram nomeados: pe. Edson Aparecida da Silva (coordenador arquidiocesano de pastoral); pe. Luiz Francisco Marvulo, CMF (do núcleo regional da Conferência dos Religiosos do Brasil – CRB); Djalma Pelegrini (pela Escola Diaconal Santa Dulce dos Pobres); Suzana Coutinho (pelo laicato) e o casal Lidiane Schimidt dos Santos Machado e José Luiz de Souza Machado (pela pastoral familiar).

O arcebispo deseja que a escuta do Povo de Deus proposta pelo Sínodo dos Bispos tenha um profundo envolvimento de todos na arquidiocese.

Registro de reunião virtual da equipe arquidiocesana do Sínodo dos Bispos 2021-2023.

Assessor para movimento “Mães que oram pelos filhos”

Considerando a existência do movimento “Mães que oram pelos filhos”, com aprovação eclesiástica na arquidiocese de Vitória (ES), desde 2011; a aprovação de seu estatuto pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 2019; a existência desse movimento em paróquias da arquidiocese e o pedido da sua coordenação nacional para que haja um padre assessor local, Dom Majella nomeou pe. Alexandre Acácio Nogueira, membro do clero arquidiocesano e pároco da paróquia Santo Antônio, em Jacutinga (MG), como assessor desse movimento por um período de 3 anos.

Logotipo do movimento.

O arcebispo fez essa nomeação considerando que as ações evangelizadoras devem ser orgânicas e estar em profunda comunhão arquidiocesana, principalmente diante de propostas sinodais apresentadas recentemente na Igreja.

Além disso, dom Majella deseja que pe. Alexandre tenha um proficiente ministério, dando sua colaboração à arquidiocese na busca constante de comunhão, participação e missão.

Registro da posse canônica de pe. Alexandre como pároco em Jacutinga, em 28 de fevereiro de 2018.

 

Com informações da chancelaria arquidiocesana, de 24 de setembro de 2021.

A imagem destacada da notícia é da assinatura de dom Majella do decreto de posse de pe. Alexandre como pároco em Jacutinga, em 28 de fevereiro de 2018. As outras imagens são dessa paróquia e da coordenação arquidiocesana de pastoral.


Coordenação arquidiocesana de pastoral prepara live sobre o Tempo da Criação

Coordenação arquidiocesana de pastoral realizará no próximo domingo (3), às 16h, no canal da arquidiocese no YouTube, a live “Tempo da Criação”.

Divulgação da live.

O encontro virtual terá um momento de espiritualidade franciscana, partilha da Laudato Si' e de ações de cuidado com a Casa Comum realizadas na arquidiocese. Acesse aqui para participar.

Estarão presentes: pe. Edson Aparecido da Silva, coordenador arquidiocesano de pastoral; profa. dra. Ana Lucia Fonseca; ms. pe. Thiago de Oliveira Raymundo, ligados ao projeto "Águas do Pessegueiro" e à Universidade Federal de Itajubá (UNIFEI); André Ferreira Martins, membro da comissão a Serviço da Vida Plena para Todos; e Fábio Menegon, membro da pastoral da Ecologia Integral, na paróquia São Sebastião, em Andradas (MG).

O que é o Tempo da Criação?

O Tempo da Criação é um período ecumênico de celebração, espiritualidade, concretização e divulgação de ações de sustentabilidade e mobilização de cuidado com a Casa Comum, incentivado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral, ligado à Santa Sé e às propostas da Laudato Si' (Louvado sejas), carta encíclica do papa Francisco sobre o cuidado com a Casa Comum, de 24 de maio de 2015.

Esse tempo vai de 1º de setembro, com a celebração do Dia Mundial de Oração pelo Cuidado da Criação, até 4 de outubro, Festa de São Francisco de Assis.

Logotipo do Tempo da Criação.

Em 2021, o tema desse Tempo é "Uma casa para todos? Renovando o Oikos de Deus". Oikos é a palavra grega que significa “casa” ou “família”. Ao usar essa palavra, os organizadores do Tempo da Criação desejam celebrar a rede integral de relações que sustentam o bem-estar da Terra.

O símbolo do Tempo deste ano é a tenda de Abraão, que simboliza o compromisso de salvaguardar um lugar para todos que compartilham a Casa Comum, assim como Abraão fez no Livro de Gênesis. Os cristãos são incentivados a colocar a tenda de Abraão num jardim local como sinal de hospitalidade para com os excluídos. As comunidades são convidadas a rezar com e para os mais vulneráveis. A tenda também pode ser colocada nas liturgias ou eventos ao longo do Tempo da Criação, como símbolo da intenção da comunidade de criar uma casa para todos.

Os cristãos são incentivados a participar através da oração, sustentabilidade e mobilização. Para a oração, pode ser organizado um momento de oração ecumênico que una todos os cristãos para cuidar da nossa casa comum. Para a sustentabilidade, pode ser elaborado um projeto de sustentabilidade que ajude toda a criação a prosperar. Para a mobilização, sugere-se levantar a voz pela justiça climática, participando ou conduzindo uma campanha contínua, como o movimento de desinvestimento em combustíveis fósseis.

Essa iniciativa envolve milhares de cristãos e cristãs nos seis continentes que se unem por um tempo de restauração e esperança, um jubileu pela Terra e descoberta de maneiras radicalmente novas de viver com a criação. Com isso, é formada uma família cristã global, unida para orar e agir pela Casa Comum.

Oração do Tempo da Criação 2021

Criador de todas as coisas,

Agradecemos porque, a partir de Tua comunhão de amor, criaste nosso planeta para ser uma casa para todos. Por Tua Sagrada Sabedoria, fizeste a Terra para produzir uma diversidade de seres vivos que enchem o solo, a água e o ar. Cada parte da criação Te louva em seu ser e cada criatura cuida uma da outra a partir de nosso lugar na teia da vida.

Com o salmista, Te louvamos porque em Tua casa “até o pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes”. Lembramos que chamas os seres humanos para cuidar do Teu jardim honrando a dignidade de cada criatura e conservando seus lugares na abundância de vida na Terra.

Mas sabemos que nossa vontade de poder empurra o planeta além de seus limites. Nosso consumo está fora da harmonia e fora do ritmo da capacidade da Terra de se curar. Os habitats são deixados estéreis ou perdidos. As espécies são perdidas e os sistemas falham. Onde recifes, tocas, topos de montanhas e profundezas do oceano antes fervilhavam de vida e relações vivas, desertos áridos e secos jazem vazios, como se não tivessem sido criados. Famílias humanas são deslocadas pela insegurança e pelo conflito, migrando em busca de paz. Animais fogem de incêndios, desmatamento e fome, vagando em busca de um novo lugar para encontrar uma casa para colocar seus filhotes e viver.

Neste Tempo da Criação, oramos para que o sopro de Tua Palavra criativa mova nossos corações, como nas águas de nosso nascimento e batismo. Dá-nos fé para seguir Cristo até nosso lugar propício na amada comunidade. Ilumina-nos com a graça de responder à Tua aliança e ao Teu chamado para cuidar de nossa casa comum. Em nosso cultivo e cuidado, alegra nossos corações em saber que participamos com Teu Espírito Santo para renovar a face de Tua Terra e salvaguardar uma casa para todos.

Em nome daquele que veio proclamar a boa nova a toda a criação, Jesus Cristo. Amém.

Assista ao vídeo preparado pelo Movimento Laudato Si', que explica o Tempo da Criação.

https://www.youtube.com/watch?v=_IeE6BkyvwY

Mais informações sobre o Tempo da Criação podem ser encontradas em: http://tempodacriacao.org.

Acesse a carta de Mons. Duffé, secretário do Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral.

Acesse o Guia do Tempo da Criação 2021.

Saiba mais o que significa "oikos".

Acesse o texto da carta encíclica Laudato Si'.


#Reflexão: 27º Domingo do Tempo Comum (Ano B – 3 de outubro)

A Igreja celebra neste domingo (3) o 27º domingo do Tempo Comum. Reflita e reze com a liturgia deste dia.

1ª Leitura – Gn 2,18-24

Salmo – Sl 127,1-2.3.4-5.6 (R. cf. 5)

2ª Leitura – Hb 2,9-11

Evangelho – Mc 10,2-16 [Forma breve: Mc 10,2-12]

Acesse aqui as leituras.

 

MATRIMÔNIO, UNIÃO ABENÇOADA POR DEUS

Pe. Dirlei Abercio da Rosa
Presbítero da arquidiocese de Pouso Alegre,
mestre em Ciências Bíblicas (Instituto Bíblico, Roma)
e professor da Faculdade Católica de Pouso Alegre

No evangelho de Marcos deste domingo, um grupo de opositores (fariseus) tenta pegar Jesus com um problema ligado ao matrimônio. Marcos assinala que a questão apresentada não tinha intenção de aprofundar o tema, mas foi colocada para testar Jesus. Dependendo da resposta, eles imaginavam destruir Sua doutrina e Sua mensagem.

A pergunta colocada pelos fariseus revela que a prática de “repudiar” (mandar embora) a mulher era comum. De fato, se sabe que, naquele tempo, o divórcio acontecia somente por iniciativa do homem que, por qualquer motivo, podia se separar da mulher. Jesus responde à pergunta com outra pergunta. Sabendo da origem de tal permissão, Nosso Senhor foi mais preciso: “O que Moisés vos ordenou?”

De fato, desde o tempo de Moisés, o marido podia repudiar sua mulher com uma carta (um documento). Jesus procura analisar e aprofundar tal costume afirmando que Moisés “inventou” tal documento como uma forma de ajudar as mulheres. Se uma esposa fosse repudiada por seu marido e se casasse com outro homem, cometeria adultério segundo as leis judaicas. Assim, diante da “dureza do coração” do povo, Moisés “ordenou” que fosse feita tal carta para as mulheres se casarem novamente. No entanto, Jesus afirma que tudo isso nunca foi da vontade de Deus, mas acontecia por causa da “dureza do coração” dos judeus.

A questão apresentada era se era lícito (conforme a Lei) ou não mandar embora a mulher. Jesus resolve aprofundar a questão e também atualizá-la. Ele afirma que, “desde o início da criação”, o projeto de Deus para o ser humano não tinha nada daquilo que os homens passaram a fazer. Jesus continua dizendo que Deus criou o homem e a mulher com identidades e realidades distintas, mas que necessitam se completar mutuamente.

Segundo Jesus, o matrimônio tem sua origem na vontade original de Deus para o homem e a mulher. Assim, está na natureza do homem e da mulher a união para um dar sentido e completeza a outra e ao outro. E, Jesus resgata para os fariseus a passagem bíblica da criação que diz: “serão uma só carne”. A visão que Jesus tem do matrimônio é algo completo e profundo tanto para o homem quanto para a mulher que, por duas vezes, Jesus afirma e reafirma: “Uma só carne, não duas, mas uma só carne”.

A primeira leitura deste domingo apresenta o texto que Jesus citou e se encontra nas primeiras páginas da Bíblia sobre a criação do mundo. O autor sagrado não quer nos ensinar “detalhes científicos” ou biológicos sobre a constituição do homem e da mulher, mas descrever sua relação com Deus e entre eles mesmos.

O texto inicia lembrando a relação entre Deus e o homem (Adão). O homem é criatura e está estreitamente ligado a Deus. A relação com o seu criador é especial, pois o homem não é “mais uma criatura” que habitava o paraíso, mas o único ser capaz de estabelecer relação e reciprocidade de amor e afeto com Deus. O autor, antes do texto de hoje, afirma que somos imagem e semelhança de Deus.

Mas, apesar do homem ser tão sublime como criatura e estar em comunhão com Deus, o autor bíblico diz que o Criador observou que não era bom o homem ficar sozinho. O homem tinha uma relação perfeita com Deus, mas sempre na condição inferior como criatura e, por isso, faltava ao primeiro homem alguém que lhe fosse igual em relação e natureza. Assim, em uma ação conjunta, Criador e criatura buscam uma solução para a solidão de Adão. Deus cria os animais e os coloca todos diante do homem que recebe a missão de dar um nome. Nomear é exercer um domínio e posse, algo que o homem é chamado a fazer e Deus respeita o que ele faz.

Diz o escritor sagrado que o homem não encontrou nenhuma “ajuda que lhe fosse adequada”. De fato, o homem criado por Deus é superior a todas as criaturas e essas não poderiam oferecer a ele nada que o completasse em sua própria natureza como pessoa humana. O homem pode construir uma relação bonita como um animal, mas esse não pode realizar aquilo que somente outra pessoa semelhante tem condições de realizar.

Deus executa uma ação que revela a grandeza e a profundidade da mulher na vida do homem. Deus poderia simplesmente criar mais uma criatura como fez com outros animais. Mas, fez diferente. Para deixar para o homem a grande importância da mulher em sua vida, o Criador tira algo do lado do homem (costumamos chamar de costela) e, com isso, “constrói” a mulher. O homem foi “moldado” da terra para revelar sua origem e condição neste mundo; a mulher é “construída” como parte do próprio homem.

Assim, temos as primeiras palavras do homem dirigidas à mulher. Ele se reconhece na mulher com tudo o que ele é e possui: alguém igual a ele mesmo (“ossos dos meus ossos”). O homem pensa em algo que lhe pertence (“...porque foi tomada do homem”), mas Deus corrige em seguida dizendo: “o homem deixará a casa de seus pais e se unirá a sua mulher”. O homem deverá deixar sua família para construir outra família. E Deus sela essa relação para sempre com a frase que é retomada por Jesus: “E os dois serão uma só carne”. Para encerrar a questão, Jesus acrescenta às palavras do Gênesis: “Aquilo que Deus uniu, homem nenhum pode separar”.

Jesus sempre foi questionado e procurou colocar a pessoa humana no centro de toda Sua ação e de Deus. Aqui, ao defender o Matrimônio, não faz o contrário. Para Jesus, o divórcio não faz parte do projeto de felicidade para o homem. Matrimônio não é um “estar juntos por um tempo” ou “dividir e morar debaixo do mesmo teto”, mas se transformar em nova pessoa: “uma só carne”. Ambos passam a viver uma única e mesma realidade aos olhos de Deus depois que o homem e a mulher recebem o Matrimônio.

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Arquidiocese dá início a ano jubilar

Na noite desta quinta (23), às 19h, com missa solene, a arquidiocese de Pouso Alegre (MG) deu início ao ano jubilar em comemoração dos 60 anos de sua elevação à categoria de sede arquiepiscopal. A missa foi presidida pelo arcebispo metropolitano, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., na catedral do Bom Jesus.

A celebração eucarística teve a participação de leigos representantes das paróquias, seminaristas, religiosos, diácono, padres e arcebispo. Entre os presentes, estavam os membros da comissão preparatória do jubileu: pe. José Francisco Ferreira, Maria Cristina de Souza Faria, Dalva Rangel da Veiga Nery, Eder do Couto Nora, Fernando Henrique do Vale, GIovana Costa Carvalho, Iracema Kian Dantas, Lucimara do Carmo Aparecido e Suzana Costa Coutinho.

Perspectiva da entrada da catedral, com vista para a nave e o presbitério.

No início da celebração, côn. Vonilton Augusto Ferreira, cura da catedral, acolheu a todos os presentes, dando as boas-vindas e introduzindo a motivação da missa. Nos ritos iniciais, houve recordação da vida e história da arquidiocese, com entronização do brasão arquidiocesano e uma oliveira, que será plantada no Seminário Arquidiocesano durante as festividades do ano jubilar e que remete ao lema escolhido para esse jubileu: “Firme como a árvore plantada à beira do rio, dá fruto no tempo devido” (Sl 1,3).

Dom Majella profere a sua homilia aos fiéis e ministros concelebrantes.

A liturgia da Palavra foi tirada de 1Rs 8,55-61 (oração de Salomão); de 1Cr 29, como salmo responsorial (Celebramos, Senhor, a glória do vosso nome), e de Jo 15, evangelho com a imagem bíblica da videira. Os leitores foram Wagner, da comunidade dos Ambrósios, da paróquia do Divino Espírito Santo, em Espírito Santo do Dourado (MG); Joelma, da paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre, e Angélica, da paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Estiva (MG), que proferiu as preces em nome da assembleia. O evangelho foi proclamado pelo diácono Rafael Silveira, recém-ordenado.

Arcebispo e ministros concelebrantes rezam a Prece Eucarística.

Na homilia, dom Majella acolheu os fiéis e ministros ordenados, destacando os trabalhos exercidos pela comissão do ano jubilar e citando os seus coordenadores, pe. José Francisco Ferreira e Maria Cristina Souza Faria. O arcebispo explicou a passagem da videira, tirada de Jo 15, ressaltando que o verbo permanecer aparece 11 vezes no relato evangélico, o que mostra sua a importância. Ele motivou os fiéis a acolherem a Palavra de Deus para permanecerem sempre com Jesus Cristo e conviverem em harmonia com os irmãos. Além disso, dom Majella falou que a palavra “jubileu” remete a “peregrinação”. Com isso, convidou os fiéis e os ministros da arquidiocese a realizarem uma “peregrinação” durante o ano jubilar rumo às raízes históricas da Igreja Particular de Pouso Alegre, que já conta com mais de 120 anos. Por fim, o arcebispo convidou a todos que rezem pelo êxito do 1º Sínodo Arquidiocesano, que já está sendo preparado nas paróquias e comunidades e será um grande sinal de Deus na arquidiocese para que os fiéis vivam a fé e a vontade divina com mais intensidade nos dias atuais.

Dom Majella incensa as ofertas do pão e do vinho. Destaque para o brasão arquidiocesano.

Após a liturgia eucarística, dom Majella agradeceu a todos os seminaristas, que auxiliaram na celebração com o canto litúrgico. O arcebispo também pediu a participação de todos os fiéis nas atividades do ano jubilar, principalmente por meio das atividades virtuais e das missas a serem celebradas nas paróquias todo dia 23, de cada mês, até setembro de 2022, quando será a comemoração do jubileu de diamante da elevação da diocese a arquidiocese.

Foto oficial, ao final da celebração, em frente à catedral.

Íntegra da homilia

Amados irmãos e irmãs,

É grande a minha alegria por poder repartir com vocês o Pão da Palavra de Deus e da Eucaristia, aqui, nesta noite, nesta nossa Catedral Metropolitana, onde aconteceu, no dia 23 de setembro de 1962, a solene celebração eucarística com a instalação canônica da nova Província Eclesiástica do Sul de Minas, elevando à dignidade de Sede Arquiepiscopal a diocese de Pouso Alegre.

Saúdo a todos com afeto e agradeço à Coordenação Arquidiocesana do Jubileu de Diamante da Arquidiocese, nas pessoas da Cristina e do pe. Francisco, que estão à frente de toda uma equipe de trabalho. Eu quero agradecer a essa coordenação pela dedicação e o eficiente trabalho de conscientização e integração das nossas comunidades paroquiais, com o projeto celebrativo desse jubileu. Sou eternamente grato a essa equipe de trabalho. Agradeço em particular o côn. Vonilton, cura da catedral, as palavras de acolhida no início desta celebração acolhendo a todos nós, e com o senhor, côn. Vonilton, quero saudar os demais sacerdotes que concelebram conosco, o diácono, os religiosos e as religiosas, os seminaristas e todos os agentes de pastorais e representantes das comunidades que aqui se encontram e a você, amado irmão, irmã, que está em sintonia conosco através da plataforma digital da nossa catedral metropolitana e da nossa arquidiocese.

No centro da liturgia da Palavra de hoje, nós encontramos Jesus. Jesus está no meio dos seus discípulos, utilizando a imagem da videira e dos ramos para transmitir o seu ensinamento. Ele fala da solidariedade, da união íntima entre Ele e os seus discípulos. Apesar da sua ausência, os discípulos devem permanecer unidos a Cristo. Ele promete a sua presença no meio deles, para sempre. Quem permanece em Jesus vive a vida divina e dá frutos, isto é, produz as boas obras que Deus espera dele. Dar fruto é viver a vida de verdadeiro discípulo.

Aqui, nós encontramos nesta passagem do evangelho, encontramos o tema da qualidade do testemunho da comunidade cristã. A comunidade cristã está no mundo, mas não pertence a ele, isto é, não comunga com seus valores e ideais. A comunidade deve alimentar-se da intimidade e do compromisso com Jesus, do amor profundo entre seus membros para dar conta das hostilidades e perseguições que virão da sociedade, uma sociedade injusta, consumista, egoísta, individualista, que está ao redor da nossa comunidade cristã e a qual nós integramos também como comunidade. A vivência cristã, amados irmãos e irmãs, tem, pois, dois aspectos inseparáveis: permanecer em Jesus. Por 11 vezes, Jesus usa este verbo nesse pequeno trecho do evangelho que nós ouvimos. Permanecei em mim... permanecei em mim... Esse é o aspecto: permanecer em Jesus. E o segundo aspecto: comprometer-se amorosamente com os irmãos. É preciso sintonizar a mente e o coração com Jesus, de maneira que os frutos dessa união possam aparecer.

Amados irmãos, amadas irmãs, a partir deste ícone evangélico, desejo abrir a caminhada de preparação para a celebração do jubileu de diamante de instalação da arquidiocese de Pouso Alegre. A arquidiocese foi criada para cuidar mais convenientemente do povo de Deus e dar dinamismo à ação evangelizadora neste Sul de Minas. Nas igrejas particulares desta província eclesiástica - constituída pelas dioceses da Campanha e de Guaxupé e a nossa, de Pouso Alegre -, nas igrejas particulares dessas dioceses, se “reúne o povo de Deus diante do mistério da Eucaristia, da qual é gerado e continuamente regenerado para o caminho do amor humilde e desinteressado, do amor generoso e respeitador para com todos”, principalmente os mais necessitados, os pobres (Papa Francisco, visita à Eslováquia, set/2021).

Buscamos iluminar a peregrinação jubilar com o Sl 1,3: “firme como a árvore plantada à beira do rio, dá fruto no tempo devido”. E, simbolicamente, ao fazermos a memória desta criação da nossa arquidiocese, nós introduzimos nesta celebração uma árvore, tão frágil, mas uma árvore que queremos plantar, para ela ser firme e ser um marco neste ano jubilar. Quando nós falamos de jubileu, nós falamos de peregrinação. Peregrinação está sempre associada a jubileu. Uma peregrinação: é o que nós queremos realizar. Uma peregrinação às raízes que descem em profundidade na história centenária da diocese de Pouso de Alegre, esta é a nossa meta neste ano Jubilar. Uma peregrinação às raízes. Uma memória de homens e mulheres impulsionados a anunciar a Boa Nova do Evangelho que deixaram em cada lugar, em cada canto, ao longo desses 60 anos nesta região sul-mineira, nesta nossa província, deixaram um pouco de si. É esta raiz que nos sustenta. Este é um aspecto muito importante desta vida jubilar que estamos iniciando com esta celebração. Sim, a história da nossa Igreja é uma página viva, uma peregrinação jamais terminada. A força desta raiz deriva do encontro com a Palavra de Jesus Cristo, Palavra de Deus, presente no meio de nós. Esta é a força desta raiz! Esta é a seiva desta raiz: a Palavra de Deus! Esta Palavra que nos liberta! Esta Palavra que nos convoca! Esta Palavra que nos reúne! Esta Palavra que nos impulsiona à missão, como verdadeiros discípulos missionários de Jesus!

O coração deste ano jubilar está na força das raízes, que são garantia de futuro: delas se desenvolvem frondosos ramos de esperança. Mas esta esperança só se realiza e se concretiza se nos dermos as mãos, se vivermos unidos, se caminharmos juntos. Esta é a estrada, porque o futuro da nossa província eclesiástica, da nossa arquidiocese de Pouso Alegre, será de esperança se estivermos unidos, unidos como Igreja, unidos como irmãos e irmãs na fé. É a única maneira de sermos capazes de crescer e construir juntos, é a sinodalidade, palavra que já estamos escutando, que estamos rezando, que estamos mergulhando na espiritualidade: o que é uma Igreja sinodal? É esta Igreja que queremos ser, que estamos buscando ser. Por isso a nossa arquidiocese, buscando ser coerente com a caminhada pastoral desses mais de 120 anos, se prepara para celebrar o seu primeiro Sínodo Arquidiocesano. Estamos dando passos. Estamos na etapa da oração. Já lançamos os passos para a difusão para a realização deste Sínodo, trabalhando, conscientizando as nossas lideranças, realizando encontros mesmo dentro desta pandemia, de modo virtual, mas estamos já trabalhando. E, este é um apelo que eu faço a todo Povo de Deus na nossa arquidiocese de Pouso Alegre: vamos rezar, porque o Sínodo é uma ação do Espírito Santo! O líder do Sínodo é Jesus e, conduzidos pelo Espírito, nós precisamos estar voltados e fortalecidos na oração, com a oração. A oração e a difusão para realizar o Sínodo é missão de todos nós! A Igreja nunca, nunca, poderá caminhar sozinha, mas terá de entrelaçar o seu agir pastoral numa simbiose de diálogo, de permuta de dons e criando parcerias com todos, todos os que querem construir uma Humanidade fraterna e justa. Isto é ser Igreja: precisamos caminhar juntos e caminhar com todos, com todos que querem construir uma Humanidade justa e fraterna! Temos uma missão: uma missão desafiadora diante de uma cultura “onde predomina o absoluto da ciência e onde Deus está ausente [temos uma missão de propor neste mundo, nesta sociedade] um regresso à fidelidade ao Evangelho para que a criatividade das novas gerações possa dispor do fermento para operar a transformação de um mundo já antigo”. Esta é a nossa missão!

Por isso, vamos olhar para a 1ª leitura que nós ouvimos hoje, a oração de Salomão. Salomão faz uma oração e uma invocação. Ele diz que Deus permaneça conosco como permaneceu com nossos pais. Que possamos repetir isso neste ano jubilar! Que Deus permaneça conosco como permaneceu com nossos pais, a raiz da nossa fé!

A Virgem Maria recompense todos e cada um, e obtenha que a província eclesiástica de Pouso Alegre, as nossas comunidades e paróquias cresçam neste ano jubilar, difundindo em todos os lugares o “sal” e a “luz” do Evangelho. Que São Sebastião, padroeiro da arquidiocese e os santos e santas padroeiros das comunidades paroquiais peregrinem conosco neste ano jubilar, que queremos viver a cada dia 23 de cada mês, um acontecimento-memória, até celebramos no dia 23 de setembro de 2022 a grande solenidade jubilar dos 60 anos de criação da arquidiocese de Pouso Alegre. Façamos esta peregrinação, caminhando juntos! Amém.

+ José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.

Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre

Pouso Alegre, 23 de setembro de 2021

Foto oficial da abertura do ano jubilar, com o arcebispo, padres, diácono e seminaristas presentes.

Fotos: Cláudia Couto, pela Pastoral da Comunicação.