Evangelhos Canônicos e os Apócrifos
Os textos teológicos que narram a vida e a missão salvífica de Cristo são, reconhecidamente, os quatro evangelhos canônicos, ou seja, aqueles livros escritos pelas comunidades que foram catequizadas por Marcos, Mateus, Lucas e João, e que se encontram na Bíblia cristã como regra de fé; no entanto, outros grupos e personagens empenharam-se durante o século I na instigante tarefa de escrever sobre Jesus de Nazaré, produzindo evangelhos apócrifos que, possuindo valor histórico, cultural e até espiritual, não são reconhecidos pela Igreja como divinamente inspirados por Deus para a salvação da humanidade. Dessa maneira, é imprescindível que o cristão entenda as diferenças existentes entre os evangelhos canônicos e os evangelhos apócrifos.
A palavra cânon, de origem grega (κανών), significa medida e é utilizada no contexto da Teologia Bíblica para designar o conjunto de livros que foram reconhecidos pela comunidade cristã como sendo textos de origem divina, que contêm mensagens das quais dependem a salvação do gênero humano. Portanto, são canônicos os livros que seguem a “medida” de fé da Igreja, isto é, que obedecem aos critérios estabelecidos pela tradição cristã desde a era primeva, sob a luz do Espírito Santo, para serem considerados sagrados. No contexto específico de reconhecimento da canonicidade dos evangelhos, a Igreja utilizou algumas “medidas” para acolher os quatro livros que se encontram na Bíblia e que tratam da pessoa e da obra de Cristo no mundo.
Antes de falar destas “medidas” específicas, é interessante notar que, se elas fizeram-se necessárias para a formação de um cânon bíblico, é sinal de que muitos outros evangelhos foram escritos simultaneamente à redação dos quatro textos que oficializaram-se como divinamente inspirados. Ocorre que tais livros não obedeceram às “medidas” indicadas pela ação do Espírito de Deus nas comunidades cristãs primitivas e que, com o passar do tempo, foram estabelecidas pela Igreja como normas de canonicidade; chamados de apócrifos (ἀπόκρυϕον), cujo significado em grego é coisa escondida, mais de uma dezena de evangelhos não entraram no cânon cristão da Bíblia, permanecendo “escondidos”, no sentido de não serem acolhidos e utilizados pelo cristianismo como textos revelados por Deus em vista da salvação humana.
Antes de examinar os critérios de canonicidade, faz-se pertinente esclarecer que a Igreja não os inventou a partir de interesses politicamente arquitetados, mas os acolheu numa profunda atitude de fé compartida e confiante: o mesmo Espírito Santo que inspirou o processo de escrita dos evangelhos também capacitou a comunidade cristã para discernir a verdade salvífica presente neles, de sorte que a Igreja não estabeleceu medidas arbitrárias, mas as reconheceu auxiliada pela providente ação divina. Logo, tanto o surgimento dos evangelhos canônicos quanto a sua canonização eclesial são eventos sobrenaturais, são iniciativas do próprio Deus que, através de seu Filho Jesus Cristo, desejou revelar-se ao ser humano para convidá-lo à plena comunhão consigo; e fez isso através da Sagrada Escritura.
O primeiro critério de canonicidade dos evangelhos é a medida da inspiração divina: para ser considerado sagrado, o livro tem de possuir fundamentação teológica, procurando transmitir, através da narração de eventos históricos, uma mensagem que mostre ao leitor o grande projeto do Reino de Deus que Jesus veio anunciar através de seus gestos e palavras. Para ser canônico, o evangelho deve nascer da vontade divina de revelar-se para salvar! Um segundo critério é a medida da apostolicidade, ou seja, o texto deve ter ligação direta com a doutrina dos apóstolos, que foram as testemunhas oculares da manifestação do Filho de Deus no mundo, e que garantem a verdade do conteúdo que é transmitido através das narrativas elaboradas: Mateus (cf. Mc 2,14; Mt 9,9; Lc 5,27s) e João (cf. Mc 3.16-19; Mt 10,2-4; Lc 6,14) eram apóstolos; Marcos fora discípulo de Paulo e depois, muito provavelmente, de Pedro (cf. At 12,25; 13,5; 15,37-39; 2Tm 4,11; Cl 4,10; Fl 1,24); e Lucas acompanhou Paulo em sua missão de anunciar a Boa Nova aos gentios (cf. Cl 4,14; Fl 1,24; 2Tm 4,11).
Outro critério é a eclesialidade, que consiste na aceitação e no uso dos evangelhos nas liturgias celebradas desde as comunidades cristãs nascentes: considerando que a ação do Espírito Santo se dá na Igreja reunida em nome de Cristo, então os textos utilizados pelas assembleias orantes foram reconhecidos como sagrados desde sempre. Um quarto critério é a medida da concordância da fé: para ser canônico o evangelho deve preservar a integridade da mensagem transmitida por Jesus à sua Igreja através da mediação apostólica, não incorrendo em erros doutrinários e morais que comprometam o intuito salvífico presente no livro. O último critério é a observância da antiguidade do texto: quanto mais antigo era o evangelho, mais fiel à tradição dos apóstolos ele era e, consequentemente, a comunidade cristã mais o venerava.
Essas cinco “medidas” foram essenciais para o desenvolvimento do cânon de todo o Segundo Testamento, mas sobretudo para a inserção dos quatro evangelhos no elenco dos livros divinamente inspirados. Na mesma proporção em que serviram para a formação do cânon bíblico neotestamentário, elas também colaboraram para a construção de um outro conjunto literário que é o apócrifo. Em relação aos evangelhos apócrifos é fundamental distinguir dois modelos textuais: há evangelhos apócrifos que apenas não se adequam a um ou mais critérios de canonicidade, podendo ser consultados como fontes históricas, geográficas, culturais, espirituais etc, que, inclusive, revelam traços importantíssimos da piedade popular da Igreja cristã no século I. Porém, há evangelhos heterodoxos, que discordam da ortodoxia da fé, e apresentam heresias, isto é, ensinamentos que divergem da fé apostólica. Uma boa parcela da literatura evangélica apócrifa, por exemplo, possui uma forte influência do gnosticismo, uma doutrina que, encontrando-se com a mensagem cristã, sugere a negação da verdadeira humanidade de Jesus de Nazaré.
Como se nota, não há motivos para que o cristão tenha medo de ler os evangelhos e demais livros apócrifos, uma vez que apocrificidade não é sinônimo de heresia; todavia, o contato com os textos apócrifos requer um discernimento que permita ao leitor identificar as características redacionais presentes no evangelho que o diferenciam dos livros canônicos, ao mesmo tempo em que o capacite para encontrar possíveis divergências em relação à doutrina da Igreja. Os evangelhos apócrifos realçam a grandeza e a inigualável profundidade teológica dos quatro livros canônicos, compondo uma herança literária do cristianismo primevo que não pode ser descartada ou simplesmente ignorada. Para longe dos sensacionalismos criados pelo raso mercado editorial dos best-sellers e pela polemização incentivada pela indústria cinematográfica do capital, o conhecimento do conteúdo e do contexto dos evangelhos apócrifos pode ser um excelente caminho para o entendimento dos contrapontos históricos e teológicos que esclarecem a fé na pessoa e na obra do Evangelho de Deus: Jesus Cristo.
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Paróquia Nossa Senhora das Dores de Gonçalves realiza Missa de Envio de jovens vocacionados
A Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Gonçalves, viveu um momento de grande alegria e esperança vocacional na manhã de ontem, 04 de janeiro, com a realização da Missa de Envio de dois jovens que iniciam sua caminhada no seminário.
A Santa Missa foi celebrada às 09 horas, presidida pelo pároco Padre Edson Aparecido da Silva, e reuniu familiares, amigos e membros da comunidade paroquial, que se uniram em oração e gratidão a Deus pelo dom da vocação.
Durante a celebração, foram enviados os jovens Luiz Henrique, que ingressará no Seminário da Arquidiocese de Pouso Alegre, e Vinicius, que seguirá para o Seminário dos Camilianos, em São Paulo. Ambos deram um passo importante em sua resposta ao chamado de Deus, colocando-se com generosidade a serviço da Igreja.
A vocação sacerdotal é um dom precioso concedido por Deus à sua Igreja. É um chamado que nasce no coração, amadurece na fé e se fortalece na oração e no acompanhamento da comunidade. Ao dizer “sim” ao chamado vocacional, o jovem se dispõe a uma vida de entrega, serviço, amor e doação, seguindo os passos de Cristo Bom Pastor.
Ao final da celebração, a comunidade manifestou seu carinho, apoio e orações, confiando Luiz Henrique e Vinicius à proteção de Nossa Senhora das Dores, para que perseverem firmes em sua caminhada, iluminados pelo Espírito Santo.
Que este momento desperte em toda a comunidade o compromisso de rezar pelas vocações e incentivar novos jovens a escutarem e acolherem o chamado de Deus.
Confira alguns momentos.
Texto e fotos: Lidiane Brito – Pascom Arquidiocesana.
#Reflexão: Solenidade da Epifania do Senhor (04 de janeiro)
A Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor neste domingo (04). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 60,1-6
Salmo: 71(72),1-2.7-8.10-11.12-13 (R. cf. 11)
2ª Leitura: Ef 3,2-3a.5-6
Evangelho: Mt 2,1-12 (Visita dos Magos)
FESTA DA EPIFANIA DO SENHOR
A festa da Epifania (“manifestação”) é grande mensagem que o Evangelho nos apresenta de um Deus Salvador que não tem fronteiras, que pertence a humanidade e que tudo inicia com os simples e os pequenos. Nosso Salvador inspira povos e pessoas de longe, toca o coração de todos transformando-os em caminhantes que buscam com alegria a Deus. Um Deus Salvador que não está fechado em um Templo, mas sim na periferia de uma vilazinha; não mais na grande cidade com o seu magnífico Santuário, mas em uma casa com um recém-nascido. No Natal meditamos um Deus que procura estar entre nós como uma criança; na Epifania, temos pessoas que procuram a Deus.
Nesta solenidade da Epifania, meditamos que o nosso Deus não se encontra nas paredes frias de um Templo ou em páginas de um livro, mas se fez carne e veio habitar entre nós. Os viajantes do Oriente olharam para o céu (como convida Isaías na 1ª leitura) e se colocaram a caminho para encontrar um significado para aquilo que viam, mas não entendiam. Deus sempre procura nos alcançar naquilo que entendemos das coisas, nas pessoas que estão próximas de nós e na realidade em que vivemos.
No Evangelho desta festa da Manifestação de Jesus, Mateus inicia dizendo: “Tendo Jesus nascido em Belém da Judeia”. O local confirma a tradição do nascimento em Belém, ideia que será repetida mais vezes, isto para confirmar a forte ligação de Jesus com a tradição sobre o Messias como descendente de Davi, rei ungido em Belém (1Sm 16,1-13).
Em seguida, Mateus introduz a história dos viajantes com “eis que magos”, eles entram na história sem nenhuma ligação com Belém (Davi) e Herodes. Os “magos” eram bem aceitos nas cortes e muitos reis apreciavam suas previsões, por isso, eles não encontraram dificuldade em se aproximar de Herodes.
Os viajantes do Oriente, movidos pelo conhecimento que tinham do céu perceberam que havia uma “estrela diferente no firmamento”. Até onde descobriram, concluíram que valia a pena arriscar e deixar tudo para buscar o “dono” daquela estrela diferente. Aqueles homens do Oriente representam muito bem a nossa caminha de fé e busca de Deus. Eles saíram de longe, se orientaram com o que sabiam, se perderam na caminhada, foram a lugares errados em busca de respostas, mas não desistiram jamais. Abandonaram suas terras em busca de um rei e encontraram um menino; buscaram nos palácios e terminaram a jornada em um local simples (Mateus diz “casa”; Lucas, um local para animais); acharam que tudo estaria resolvido com as pessoas mais importantes da época, mas tudo só teve sentido quando se encontraram com a família de Nazaré.
A ciência que eles tinham os conduziu e os animou em uma longa jornada, mas ela não deu todas as respostas. Chegaram até Jerusalém, pensando que lá teriam uma explicação para tudo, mas obtiveram somente parte da solução. A ciência dos magos os levou até a cidade dos profetas e do Povo de Deus, mas somente conseguiram prosseguir a busca quando tiveram contato com a Palavra de Deus. O evangelista Mateus nos conta que de um lado: a cidade ficou agitada e Herodes ficou com medo; e de outro lado: os magos se encheram de alegria. Os viajantes do Oriente foram um grande instrumento de revelação para os grandes de Jerusalém (Herodes e sacerdotes), mas aqueles homens preferiram ignorar tudo.
Todos os convocados por Herodes (sacerdotes e Escribas) se mostraram entendidos nas Escrituras, mas fechados em suas esperanças. Para os sacerdotes não havia necessidade de novidades e preferiram ficar com Herodes do que seguir os magos. Eles mesmos foram instrumentos de uma Nova Esperança, mas não abraçaram aquilo que leram e conheciam (a Palavra de Deus). Para os homens da religião e da Lei em Jerusalém, eles já tinham o Templo, as festas, os sacrifícios e suas tradições, eles não queriam saber da novidade do menino que atraía pessoas de terras distantes.
Na cidade, a “estrela guia” não pode ser mais vista. No palácio do rei, não havia espaço para os sinais de Deus. Nos lugares onde a prepotência daqueles que se sentem os maiores, Deus não pode ser visto. Onde há mentira, não brilha a luz de Deus. Mas, ao saírem da “cidade dos poderosos” daquela época (Herodes e os sacerdotes), a alegria dos magos retornou. Antes viam a estrela somente com seus conhecimentos, ao deixar a Cidade Santa, foram alimentados pela esperança da profecia da Palavra de Deus. Agora a viagem deles estava animada com um novo sentido: estavam no caminho certo e estavam próximos! Os magos estrangeiros de terras pagãs se aproximavam cada vez mais de Jesus; os sacerdotes e a religião oficial, cada vez mais distantes. Antes, a Cidade Santa, Jerusalém, era o centro e o ponto de chegada de todos os peregrinos; agora com Jesus, passa a ser somente instrumento e passagem que conduz ao verdadeiro sentido de toda jornada. Belém, a “menor das cidades” faz sombra a grande cidade do povo de Deus.
Os homens do Oriente perceberam que os sinais de Deus, possuíam um sentido próprio e uma grandeza particular independente daqueles homens do poder. Não deviam mais buscar entres os grandes, mas que deveriam se guiar pelas próprias indicações de Deus. Herodes usa da religião e de seus representantes não para fazer o bem, mas para proveito próprio. Os envia como se fossem seus representantes (quis usar os magos como usou a religião da época), usa de mentiras para continuar produzindo morte e medo.
Ao saírem de Jerusalém, viram a estrela novamente e Mateus diz que “se alegraram”. Antes era um fenômeno de alguém importante. A confirmação da Palavra de Deus acrescentou algo na caminhada: um sentido profundo de felicidades... é a força da Palavra de Deus em nós!
Mas, finalmente, em Belém tudo se revestiu de significado e sentido. Não encontraram nada espantoso ou espetacular, mas somente uma família com um recém-nascido. Os três presentes são simples e significativos: ouro para os reis e para Deus, incenso para divindade e perfume para um grande homem. Os magos tinham se transformado em homens que se guiavam não mais pelas certezas humanas, mas pela fé que tem a sua raiz na Palavra de Deus. Para o mundo era somente uma criança em seus primeiros momentos, para Herodes uma ameaça, para os sacerdotes eram palavras nas Escrituras, mas para os magos era o próprio Deus que rege tudo e todos. Assim, se ajoelharam e o adoraram. O mais importante não foram os presentes (apesar de serem significativos), mas a constante busca e a força de vontade de procurar sempre, mesmo errando e com incertezas. Na caminhada que fizeram tudo foi ganhando sentido e os sinais foram tornando a viagem mais segura e certa. Sem o amadurecimento nos erros, eles não teriam percebido que tudo estava tão fácil de ser encontrado.
Os homens do Oriente representam todas as pessoas de fé que em todos os tempos buscam se encontrar com Jesus e dar uma resposta e sentido em suas vidas. Os magos buscaram e foram movidos por seus desejos, curiosidades e impulsos. Erraram o caminho algumas vezes, mas persistiram. Os sinais de Deus estão ao nosso lado, ao nosso redor e nas pessoas que convivemos. São grandes sinais, mas nas pequenas coisas. Toda salvação e todas as promessas tiveram significado quando encontram o Menino Deus, não no palácio do rei (procuram um rei, encontram um menino); procuram na cidade mais importante, mas a resposta estava em um local simples; não O encontram no Templo de Jerusalém, mas em uma família; procuram entre os maiores, e encontram uma mãe com seu filho; procuram junto a um assassínio de criança (Herodes), mas encontram tudo realizado em um recém-nascido numa manjedoura.
Importante lembrar que os magos eram pessoas fora do ambiente religioso da época; pessoas que buscavam a Deus, mas fora da religião oficial; eram estrangeiros, por isso, estavam fora das promessas (como também os pastores), mas foram eles que acolheram o novo que estava surgindo.
Deus se fez conhecer nos pequenos e nos grandes; aos judeus e aos pagãos; aos simples e ignorantes, mas também aos estudiosos magos do Oriente; aos impuros e excluídos, mas também aos homens da religião; se fez conhecer aos que estão próximos e vizinhos, mas também aqueles que moravam distantes, no Oriente. No Natal renovamos nossa fé que Deus está com a gente (“Deus conosco”), mas também é um Deus pequeno entre nós.
A fé cristã jamais deve esquecer que sua missão é levar Jesus para todas as pessoas em todos os povos, concretizando as Palavras de São Paulo na segunda leitura. Ele nos lembra da alegria da mensagem de Deus que deve ser universal, pois todos os povos estrangeiros - em Jesus e no Batismo - se tornam membros do mesmo corpo que é a Igreja e herdeiros das mesmas promessas de Cristo.
Mateus faz questão de lembrar que Jesus, o recém-nascido, estava com sua mãe: “acharam o menino com Maria, sua mãe” (v.11a). Em seus braços, o Eterno Rei recebe adoração e veneração. Maria é o amparo mais profundo para Jesus e ao mesmo tempo o trono onde o Messias é reconhecido. O destino da mãe e do filho estão selados para sempre!
Feliz Ano Novo de 2026!
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PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE LOURDES INICIA PROCESSO DE OBTENÇÃO DE TÍTULO DE BASÍLICA MENOR PARA A IGREJA MATRIZ
Na noite do dia 27 de dezembro de 2025, sábado, em missa celebrada por Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., o pároco da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da Fé, Pe. Reinaldo dos Santos, solicitou ao arcebispo que encaminhe ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos o pedido de Concessão de Título de Basílica Menor para este templo paroquial de Nossa Senhora de Lourdes.
A solicitação foi feita ao final da missa, quando Pe. Reinaldo apresentou um pouco da história da Matriz e os passos que foram dados durante o percurso realizado para a obtenção de tal título.
Na ocasião, Pe. Reinaldo agradeceu os fiéis e a Comissão instituída para ajudar no processo de obtenção do título de Basílica Menor.
Pe. Reinaldo e Pe. Rafael Gouvêa Domingues, vigário paroquial, na oportunidade, entregaram ao arcebispo o relato histórico da Matriz e da Paróquia e o álbum de fotos da Igreja Matriz:
“Estimado Dom Majella, com o coração cheio de alegria, contando com o apoio dos fiéis da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, rogo ao senhor, que encaminhe ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos o pedido de Concessão de Título de Basílica Menor para este templo paroquial de Nossa Senhora de Lourdes.
Para isso, entregamos ao senhor o Relato da Origem, História e Atividade da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes e o Álbum de Fotos que ilustram a Estrutura Externa e Interna da Igreja Matriz que devem ser enviados ao Dicastério para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. ”
Após a entrega dos documentos exigidos para a para a concessão do Título de Basílica, Dom Majella cumprimentou os membros da Comissão para o Processo de Obtenção do Título de Basílica Menor, agradeceu os padres e pediu a colaboração de todos os fiéis.
Importância do Título de Basílica Menor
O título de Basílica Menor é concedido pelo Papa a algumas igrejas dotadas de uma especial importância para a vida litúrgica e pastoral. A igreja que recebe o título de “Basílica Menor” passa a ter um particular vínculo com a Igreja de Roma e com o Sumo Pontífice.
Condições para obter o título de Basílica Menor
Segundo as Normas para a concessão do título de Basílica Menor do Dicastério para o Culto divino e a Disciplina dos Sacramentos, “a igreja, para a qual se pede o título de Basílica, deve ser dedicada a Deus com o rito Litúrgico e tornar-se, na Diocese, um centro de atividade litúrgica e pastoral, sobretudo para as celebrações da Santíssima Eucaristia, da Penitência e dos outros sacramentos, sendo exemplar quanto à preparação e desenvolvimento, fiéis na observância das normas litúrgicas e com a ativa participação do povo de Deus” (Domus ecclesiae, n. 7). Deve ser “convenientemente grande e com o presbitério suficientemente amplo para a realização de celebrações dignas e exemplares e os vários elementos para a celebração litúrgica – altar, ambão, sede do celebrante – sejam colocados segundo as exigências da liturgia renovada” (Domus ecclesiae, n. 8). Além disso, “a Igreja goza de certa fama em toda a Diocese, por exemplo porque foi construída e dedicada a Deus em ocasião de um particular evento histórico ou religioso; ou porque nesta é custodiado o corpo ou uma relíquia insigne de um santo; ou ainda porque se venera em modo particular alguma imagem sacra. Se considerem também o valor da igreja, ou seja, a importância histórica e a sua beleza artística (Domus ecclesiae, n. 9). ”
A Paróquia de Maria da Fé convida os fiéis de nossa arquidiocese para conhecerem a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes. Das setenta paróquias da nossa arquidiocese de Pouso Alegre, a Igreja Matriz mais bela, mais bonita por dentro, é a Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes em Maria da Fé. E ela é a mais bela igreja da região.
Fonte e imagens: Pe. Reinaldo dos Santos - Paróquia Nossa Senhora de Lourdes/ Maria da Fé
#Reflexão: Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José (28 de dezembro)
A Igreja celebra a Festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, neste domingo (28). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Eclo 3,3-7.14-17a
Salmo: 127(128),1-2.3.4-5 (R. cf.1)
2ª Leitura: Cl 3,12-21
Evangelho: Mt 2,13-15.19-23
CELEBRAÇÃO DA SAGRADA FAMÍLIA
O Evangelho deste último final de semana de 2025 nos fala de uma família guiada por um sonho. Hoje, à distância de milênios, vemos que a figura mais importante daquelas noites não era Herodes, o Grande, nem seu filho Arquelau, mas um homem silencioso e corajoso, concreto e sonhador: José. Um pobre homem desarmado que é mais forte do que qualquer Herodes. E o que José faz? Ele sonha, mantém sua família unida e parte em sua jornada.
Mateus no seu Evangelho da solenidade da Sagrada Família nos apresenta três ações importantes: seguir um sonho, ir e proteger. Três verbos decisivos para cada família e para cada indivíduo e o destino do mundo. Sonhar é o primeiro verbo que povoa a vida daqueles que não se contentam com o mundo como ele é. Um grão de sonho, caído nas duras engrenagens da história é suficiente para mudar seu curso. José, em seu sonho, não vê imagens, ele ouve palavras; é um sonho de palavras. Isso é o que nos é concedido; todos nós temos o Evangelho que habita em nós com seu sonho de novos céus e uma nova terra. No Evangelho da infância de Mateus, José sonha quatro vezes (o justo sonha o sonho de Deus), mas a cada vez, o anjo traz um anúncio parcial, uma breve profecia, breve demais; contudo, ao partir repetidamente, José não espera ter todo o horizonte claro diante de si, mas apenas uma luz suficiente para o primeiro passo, para iniciar a caminhada, coragem suficiente para a primeira noite, força suficiente para começar.
Ir é a segunda ação. O que Deus indica, porém, é muito pouco; ele indica a direção para onde fugir, mas apenas a direção; então deve vir a liberdade e a inteligência do homem, a criatividade e a determinação de José. Cabe a nós estudar as escolhas, as estratégias, os itinerários, os descansos, medir o esforço. O Senhor nunca oferece um manual de regras completo para a vida com os seus desafios; Deus acende os objetivos e o coração, depois confia em na liberdade e na inteligência de cada um.
O terceiro verbo é guardar, levar consigo, abraçar, proteger. Temos a história de um pai, uma mãe e um filho: o destino do mundo é decidido dentro de uma família. Dentro do afeto e do abraço amoroso das vidas, na coragem humilde de cada um, de muitos e de infinitas criaturas em amor e silêncio. “A tarefa suprema de cada vida é proteger vidas com a própria vida” (Elias Canetti), sem contar as dificuldades e sem acumular arrependimentos.
Assim, se vê o Evangelho de Deus a todo momento quando um homem e uma mulher assumem a responsabilidade pela vida de seus filhos; cada homem e cada mulher que caminham juntos, perseguindo seus sonhos, assim é o Evangelho de Deus. É a Palavra de Deus que acompanha nossa jornada sempre; é a graça de Deus que sempre começa e recomeça no rosto daqueles que me amam (Ermes Ronchi).
A Sagrada Família que celebramos neste final de semana não teve um início de vida diferente como de tantas famílias neste mundo: desafios, riscos, medos, insegurança, perseguição, falta de comodidade, imposição dos poderosos etc. Maria e José com o Menino Jesus não viveram ou encenaram uma fantasia; viveram intensamente todos os momentos, todos os riscos e todas as ausências. Jesus não se encarnou em uma realidade ideal e perfeita de conto de fadas. Não! A encarnação de Jesus foi na mais pura e real realidade humana!
Deus não escolheu vir a este mundo passando pelo ventre de uma mulher, como se Maria fosse somente um lugar casual e sem nenhuma importância. Deus escolheu começar uma realidade profundamente humana, por isso, o Criador escolheu duas pessoas que se amavam; que estavam vivendo uma profunda experiência de amor, doação e sonhos como qualquer outro casal.
José era profundamente enamorado de Maria e ela profundamente enamorada de José. O verbo para “se fazer carne” passou por esta relação tão cara a nós que é a relação de amor em uma família; relação de duas pessoas que se amam. Sabemos muito bem que o mal e o bem que recebemos de nossa família, isso permanece conosco por toda a vida. Esta herança familiar que temos de nossos pais nos primeiros anos de nossa vida, marcam positiva ou negativamente, a nossa história. Elas não determinam, mas influenciam o nosso modo de ser no mundo (diálogo, compreensão, respeito, companheirismo).
Mas, será que a família de Jesus era uma família perfeita, sem problemas, sem dificuldades? O Natal que celebramos responde muito bem, estas e outras questões. Deus Pai que pode tudo, não aliviou a situação do nascimento do seu filho Jesus. Antes do Verbo de Deus assumir toda realidade de sofrimento, sua família teve que assumir o mesmo drama humano de desafios e dificuldades.
O momento em que Jesus veio a este mundo, sob a nosso modo de ver as coisas, foi de uma grande ausência de tudo que podemos dizer necessário para o nascimento de uma criança: comodidade, segurança, ambiente acolhedor, uma casa, um loca digno e limpo para uma bebê recém-nascido.... uma ausência de tudo.
Os textos de Mateus e Lucas que falam da infância de Jesus nos mostram os constantes desafios da família de Nazaré; de viagens; de fugas; de estranhos que reconhecem o Menino Jesus como Messias... Quantas dúvidas, inseguranças e desafios!
Aprendemos que tudo que os dois enfrentaram, Maria e José, somente conseguiram superar porque estavam juntos! Esta era a força daquele casal tão especial: enfrentaram tudo, sempre juntos!
Deus não escolheu um momento político melhor para vir a este mundo; uma noite ideal; nem uma estação do ano melhor; não escolheu uma melhor realidade material (casa, berço, roupas, aplausos...). A única coisa que Deus escolheu como fundamental para Jesus vir ao mundo foram as duas pessoas que se amavam. É o poder do amor que vence tudo!
Esta era a força da Sagrada Família: o amor que os unia entre si e com Deus! Não tinham do lado deles praticamente nada: não tinham nada de riqueza; nem da política; nem da religião da época; nem das pessoas mais importantes; nem da solidariedade das pessoas do lugar... Um tinha o outro em um profundo amor que os uniam entre si e com Deus!
Aprendemos com a Palavra de Deus, sobre a família, que o casamento é tão sagrado quanto o sacerdócio. A família é o lugar onde se aprende o primeiro e mais belo nome de Deus: que Deus é amor. Na família é que se ensina a arte de viver; a arte de dar e receber amor.
Se em uma família falta este amor profundo que é capaz de superar tudo e todos os obstáculos; se falta a convicção que realmente Deus é conosco... a família sempre viverá uma profunda ausência que nenhuma coisa material será capaz de preencher. Podem ter muitas coisas deste mundo, mas nada será maior que Deus e o amor entre eles.
Um dos males dentro de uma família é a sensação que as pessoas estão, vivendo sob o mesmo teto, mas não estão juntas; não vivem o mesmo sonho; o amor em gestos e palavras não existe mais... Em muitos casos, as famílias têm muitas coisas materiais, mas vazias de coisas espirituais. São pessoas estranhas que trocam algumas coisas entre si: alimento, serviços, intimidade etc. Nunca deixe que as pessoas que você ama se sintam sozinhas em sua casa!
Aprendemos com a família de Nazaré que enfrentou constantes desafios que eles encontraram uma força especial mesmo sem ter tudo certo e seguro na vida; Eles tinham a certeza de que não estavam sozinhos! Não existe família perfeita, sem problemas, sem desafios, sem medos e receios diante dos obstáculos... Nem a família de Nazaré tinha tudo sob controle. Deus não aliviou os desafios (com um passe de mágica), mas procurou indicar sempre a melhor saída e estrada a ser percorrida.
No Evangelho de Mateus, vimos a força de Deus que se mostra de uma forma simples. De um lado, havia o temeroso rei Herodes; de outro lado, uma simples e frágil família. Tudo se resolveu e todos se deixaram guiar por um sonho. José sonha, abraça consigo sua família e vai para onde Deus mandou o caminho.
Um imenso desafio (a perseguição de Herodes) e uma solução por vez. É preciso ouvir aquilo que Deus nos diz; para cada desafio, uma palavra; uma luz que ilumina os próximos passos e não toda estrada. É preciso viver cada momento, ouvindo, sonhando, abraçando e cuidado de todos que amamos... assim, Deus guia pela estrada que cada família deve percorrer.
Uma das mensagens do Natal que ouvimos é a definição do Messias Jesus que nasceu em Belém: Ele é Deus Conosco! É um Deus aqui, agora, dentro da minha vida, da minha família. É um Deus que não nos deixa sozinhos. Ele está sempre da nossa parte, caminhando conosco.
Deus não nos deixa sozinho jamais! Mas, precisamos fazer a nossa parte. Ele faz com a gente, mas não faz em nosso lugar. Não esperemos que Deus faça aquilo que podemos fazer – ou melhor – aquilo que devemos fazer para a felicidade de nossa família.
Maria e José acreditaram que realmente Deus estava com eles, não somente em um bebê recém-nascido, Menino Jesus, mas Deus Pai estava sempre com eles. Precisamos ter esta confiança sempre que, não obstante os problemas e dificuldades, Deus está sempre conosco e em nossas famílias!
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Ordenação Presbiteral do Diácono Sílvio Massaro Taveira
Ontem (20), nossa Arquidiocese viveu um momento especial de fé, tradição e significado com a ordenação presbiteral do diácono Silvio Massaro, natural de São José do Mato Dentro, em Ouro FIno.
A celebração aconteceu na Paróquia Nossa Senhora da Piedade, no distrito de Crisólia, pertencente ao município de Ouro Fino, reunindo padres, diáconos permanentes, seminaristas, religiosas, leigos e leigas, familiares e membros da comunidade para celebrar esse importante passo na vida religiosa. O momento tornou-se ainda mais simbólico por uma coincidência: no mesmo dia da ordenação de Silvio Massaro, a Paróquia Nossa Senhora da Piedade também comemorou sua festa. A ordenação representa não apenas a realização de um chamado pessoal, mas também um motivo de orgulho para a Igreja Particular de Pouso Alegre, que vê florescer mais uma vocação ao serviço e ao cuidado com a Igreja e o Povo de Deus.
Que este novo caminho do Padre Silvio Massaro seja marcado pela dedicação, pela humildade e pelo compromisso com os ensinamentos cristãos, fortalecendo a caminhada da Igreja junto ao seu povo.
Além disso, a ordenação do Padre Silvio Massaro reflete o trabalho contínuo da Arquidiocese em promover e apoiar vocações, incentivando jovens a considerarem o ministério sacerdotal como uma opção de vida. A presença de tantos fiéis durante a cerimônia demonstra o carinho e a expectativa da comunidade em relação ao novo sacerdote, que agora se junta ao clero para servir e guiar os fiéis em sua jornada de fé.
Durante a missa, o Arcebispo destacou a importância do sacerdócio na vida da Igreja e a responsabilidade que o Padre Silvio assume ao se colocar à disposição da comunidade. Ele enfatizou que ser padre é um chamado a ser um verdadeiro servidor, sempre pronto a ouvir, acolher e orientar aqueles que buscam apoio espiritual.
Os familiares do novo sacerdote também estiveram emocionados, celebrando não apenas a conquista de Silvio, mas também a continuidade da tradição familiar de fé e serviço à Igreja. A comunidade de Crisólia, Distrito de Ouro Fino, por sua vez, se alegra com a ordenação do primeiro padre do distrito.
Fotos: Edilene Coutinho - Pascom Arquidiocesana
Transferências do clero para 2026
Na vivência do Ano Eucarístico arquidiocesano cada fiel que participa da Eucaristia leva para ela o mundo, da maneira mais realista. Leva um mundo atingido pela corrupção e o pecado, mas para transformá-lo e santificá-lo (cf. GS 1). Pois, a "Eucaristia nos educa, nos faz crescer na escola do amor ativo que dela brota, se aprofunda e se reforça sempre mais" (cf. João Paulo II - Carta Quaresmal 1980). Vivendo a Eucaristia, contribuiremos para transformar, não apenas a nossa própria vida, mas a sociedade e o mundo. Diante das necessidades que surgem, tivemos de fazer algumas transferências de párocos e vigários das nossas paróquias e acolher o seminarista que concluiu os estudos teológicos na FACAPA para o estágio pastoral numa de nossas paróquias. Colocamos na lista das transferências apenas o que houve de alteração nas paróquias e no Seminário Arquidiocesano, conforme o Setor Pastoral.
SETOR PASTORAL MOGI
Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Borda da Mata
Pároco e Reitor da Basílica: Pe. Francisco José da Silva
Vigário paroquial: Pe. Édpo Francisco Campos
Vigário paroquial: Pe. Denis Francisco Rosa Oliveira
Paróquia Senhor Bom Jesus - Bueno Brandão
Seminarista estagiário (Diácono em 31/01/2026): Leonardo Henrique C. Tosta
Paróquia Santo Antônio - Ouro Fino
Pároco: Pe. Omar Aparecido Silveira
Paróquia Nossa Senhora da Medalha Milagrosa - Monte Sião
Vigário paroquial: Pe. João Pedro Bastos Cardoso
SETOR PASTORAL MANTIQUEIRA
1. Paróquia Nossa Senhora das Graças - Itajubá
Pároco e Reitor do Santuário N.Sra. da Agonia: Pe. Luciano Aparecido Pereira
Vigário paroquial: Pe. Valter Virgínio Pereira
2. Paróquia Sagrada Família - Itajubá
Pároco e Reitor do Santuário N. Sra. da Piedade: Pe. Carlos Cézar Raimundo
3. Paróquia São Benedito - Itajubá
Vigário paroquial: Pe. Silvio Massaro Taveira
SETOR PASTORAL PARAISO
1. Paróquia Sant'Ana - Sapucaí Mirim
Vigário paroquial: Pe. Flávio Sobreiro da Costa
2. Paróquia São José – Paraisópolis
Pároco: Pe. João Bosco de Freitas
Seminarista estagiário (Diácono em 31/01/2026): Lucas Lázaro Carvalho
SETOR PASTORAL EXTREMO SUL
1. Paróquia Nossa Senhora da Conceição - Camanducaia
Vigário Paroquial: Pe. Nelson Junior da Cruz
2. Paróquía São Francisco de Assis - Distrito de Monte Verde/Camanducaía
Pároco: Pe. Felipe Mateus da Silva
3. Paróquia São José - Toledo - Pároco a ser definido em março/2026
SETOR PASTORAL FERNÃO DIAS
Paróquia São Roque e São Sebastião - Bom Repouso
Seminarista estagiário: Natanael José Barbosa
SETOR PASTORAL MANDU
Paróquia São José - Distrito do Pântano/Pouso Alegre
Pároco: Pe. Antonio Aparecido Muniz
SEMINÁRIO ARQUIDIOCESANO NOSSA SENHORA AUXILIADORA
Pe. Eduardo Rodrigues da Silva (Etapa Configurativa)
*Diocese de Amparo
Pe. Rodrigo Carneiro Paiva Mendes pediu e foi deferído seu pedido, para fazer uma experiência pastoral de 3 anos na diocese de Amparo.
*Afastamento das atividades pastorais para tratamento da saúde
Pe. Leandro de Carvalho Raimundo
Pe. Mauro Ricardo de Freitas
Pe. Samuel Henrique Pereira de Lima Soares
Peço aos padres e seminaristas estagiários que estão sendo transferidos que se instalem na nova Paróquia até o dia 2 de fevereiro de 2026. A celebração de apresentação do novo pároco e/ou vigário paroquial, será na matriz, no dia 8 de fevereiro de 2026. A posse canônica será na própria Paróquia, numa data escolhida e conversada diretamente como arcebispo. Manifesto apreço e gratidão aos padres que no diálogo e com abertura de coração e obediência filial acolheram o nosso pedido para serem transferidos da paróquia. Só podemos estar gratos por termos testemunhado uma abertura de amor à missão na nossa Arquidiocese.
Ao invocar as bênçãos de Deus sobre vocês, queridos diocesanos, peço ao Espírito Santo que nos ensine a olharmos para dentro de nós mesmos, também através da oração, entre as muitas tarefas diárias, para que possa nascer e ser acolhida todos os dias, em nosso coração, uma nova presença do Salvador. Que a todos Deus abençoe e fortaleça na alegria do encontro e da unidade para a missão.
Feliz e santo Natal! Abençoado Ano Novo.
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R.
Arcebispo Metropolitano de Pouso Alegre
Pouso Alegre, 19 de dezembro de 2025.
A Amizade como Pilar da Sinodalidade: Lançamento do Livro “Na Barca de Pedro” de Pe. Jésus Benedito dos Santos
Na última semana, o sacerdote e escritor Pe. Jésus Benedito dos Santos lançou sua mais nova obra, “Na Barca de Pedro: Não vos chamo de servos, mas de amigos”, que se apresenta como um marco na reflexão teológica e pastoral. O livro promete auxiliar a forma como a Igreja vive, anuncia e testemunha o Evangelho, centrando-se na amizade como ferramenta essencial para a sinodalidade.
Dividido em três partes, a obra explora a amizade sob diferentes perspectivas: como sinal visível da sinodalidade, à luz da Santíssima Trindade, e na missão dos ministros ordenados. Pe. Jésus destaca que a amizade deve ser o critério orientador da Igreja, um antídoto contra o clericalismo e a autoritarismo, estabelecendo um espaço de escuta e diálogo que é fundamental para a vida cristã.
Um dos pontos mais impactantes da obra é a denúncia de práticas dentro da Igreja que criam divisões, como "grupismos" e fanatismos. O autor argumenta que a amizade pode ser um remédio poderoso contra essas tendências e que é condição sine qua non para uma verdadeira vivência da sinodalidade. “Não existe Igreja sinodal sem amizade”, enfatiza Pe. Jésus, reforçando que o acolhimento e a cooperação são expressões do Evangelho.
A metáfora da Barca de Pedro é amplamente explorada, apresentando-a como o lugar da presença de Cristo, um ambiente de fraternidade e missionário que reflete a dinâmica da Trindade. A obra convida os leitores a um profundo entendimento de que uma Igreja verdadeira deve espelhar a comunhão divina.
Voltando-se especialmente para os padres e bispos, Pe. Jésus os chama a serem amigos da comunidade e de Deus, ressaltando a importância do diálogo e do discernimento. Sua abordagem prática e acessível oferece um guia valioso para líderes e agentes de pastoral, alinhando-se ao momento sinodal vivido pela Igreja.
Com uma linguagem clara e fundamentada, o autor combina teologia, psicologia e espiritualidade, propondo uma nova eclesiologia relacional que responde aos desafios do mundo contemporâneo, como a polarização e o individualismo. “Na Barca de Pedro” não é apenas um livro, mas um convite à transformação pessoal e comunitária, reafirmando que a amizade é o coração da vida cristã.
Em sua avaliação final, a obra se mostra não apenas relevante, mas essencial à luz do chamado à sinodalidade proposto pelo Papa Francisco. “Na Barca de Pedro” destaca a amizade como um conceito teológico central, prometendo impactar tanto a vivência pessoal como a experiência coletiva da fé na Igreja moderna.
Editora A Partilha: https://editoraapartilha.com.br/produto/na-barca-de-pedro/
#Reflexão: 4° Domingo do Advento (21 de Dezembro)
A Igreja celebra o 4° Domingo do Advento, neste domingo (21). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 7,10-14
Salmo: 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. 7c.10b)
2ª Leitura: Rm 1,1-7
Evangelho: Mt 1,18-24
JOSÉ, HOMEM DO AMOR SILENCIOSO
Neste quarto e último domingo do Advento, as leituras nos chamam atenção sobre os sinais de Deus em nossa vida. Sempre buscamos confirmações para as nossas decisões e passos que pretendemos para a nossa vida e que estamos na estrada justa. Deus age e responde, mas sempre do Seu jeito. O Natal é o testemunho maior que temos que nem sempre quando não temos nenhuma grande revelação, isto não significa que Deus não está nos dando a melhor resposta para todas nossas questões.
A questão é que precisamos aprender a descobrir e a interpretar os pequenos sinais em nossa vida.
Na primeira leitura, O rei Acaz procurava respostas para suas ações: o que deveria fazer como rei de Judá. Os inimigos se aproximavam e ele temia que o seu país e sua posteridade desaparecessem. Tudo, de fato, se torna mais fácil quando recebemos um sinal claro da parte de Deus sobre o que temos que fazer, mas nem sempre tudo é evidente em nossa vida. Mas, Deus lhe deu um sinal que não foi o maior e nem o mais surpreendente: uma virgem conceberá uma criança. No fundo, não há nada de extraordinário e espetacular, mas talvez essa foi a mensagem para o rei: não ficar procurando grandes indícios, mas enxergar nas coisas simples e cotidianas a presença e a vontade de Deus. Sabemos que os inimigos não prevaleceram sobre o seu reino, Judá foi preservada e ele teve um filho que continuou governando o povo de Deus.
A resposta de Deus foi tão significativa para o rei (e por isto se tornou Palavra de Deus) que ganhou um significado profético para o povo. Nos chama atenção o fato que a promessa é centralizada na mulher que dará à luz e sobre seu filho que será a presença de Deus em meio ao seu povo (“Deus Conosco”), uma mãe e um filho diferentes, não guerreiros e sem exército. A presença de Deus será marcada por aquilo que temos de mais profundo e humano para todos nós: uma mãe que dá à luz ao seu filho.
Neste tempo do Advento pudemos meditar alguns textos evangélicos sobre dois personagens que marcam a vinda do Messias: João Batista e Maria. Hoje encontramos o terceiro personagem importante: São José. Ele também nos é apresentado como alguém que medita tudo ao seu redor. Ele não fala nada, mas ama profundamente. Age com um coração apaixonado por Maria e por Deus. Se tudo iniciou com o “sim” de Maria, Deus também precisava contar com alguém que pudesse dar segurança para uma frágil mãe que esperava o seu filho.
Domingo passado meditamos sobre as dúvidas do grande homem de Deus, João Batista; neste domingo, encontramos o pai adotivo de Jesus em um momento profundo de dúvida, buscando junto de Deus e da sua amada Maria, a melhor solução para o momento mais decisivo de sua vida.
Mateus nos informa que antes da visita do anjo de Deus, tudo na vida de José e de Maria já estava direcionado para aquilo que os dois sonhavam e tinham se preparado. Estavam noivos e entre os dois já existiam compromissos públicos e familiares. O noivado já tinha sido celebrado e cada um estava se preparando para a celebração do matrimônio. Tudo estava tomando um caminho conforme os sonhos e projetos de José e de Maria. Mas, Deus resolveu entrar na vida de ambos. Deus não muda seus sonhos, mas solicitou que sonhassem o Seu projeto de salvar para o mundo. Eles foram convocados a continuarem o projeto familiar que estavam preparando, mas do “modo de Deus”, conforme a Sua vontade. Maria já tinha aceitado aderir ao esse projeto e tinha colocado toda sua confiança nas mãos de Deus. Faltava José.
A paixão de José por Maria era diferente. Não era um amor de posse ou de obsessão. José tinha descoberto em Maria o seu sentido de vida. Durante todo o tempo do namoro e início do noivado, José descobriu que o bem maior para ele, era a felicidade de Maria. Tudo ganhou um significado imenso em sua vida, quando seu sonho de se casar com ela se tornou realidade. Quando tudo estava pronto para se realizar (o matrimônio com Maria), tudo ganhou um rumo não esperado. Maria lhe revela o anúncio do anjo, a sua nova missão e o menino que estava esperando. José é o homem do sonho que viu tudo se tornar um pesadelo. Ele amava Maria e mesmo vendo desabar tudo, José estava preocupado em encontrar uma solução não para si, mas para salvaguarda a sua amada contra qualquer perigo. José sonhava ter uma vida comum e normal com Maria, mas tudo se tornou obscuro e sem direção. Na noite escura e sem rumo, ele ainda sonha com Maria. Ele tinha seus sonhos, mas teve que aprender a escutar Deus em meio a tantos tormentos pessoais.
José, certamente, tinha ouvido da própria Maria aquilo que lhe tinha sido anunciado. Ele tinha somente as palavras de Maria e sua confiança em Deus. O mesmo amor que nutria pelas coisas certas de Deus, José possuía por Maria. Ele viveu o drama, sozinho, em seu coração e mente. Maria tinha se tornado o centro de suas preocupações, principalmente sua integridade física e moral. Ele não pensava mais em si, em seus sonhos e projetos pessoais, queria somente que nada de ruim aconteceu com a sua amada Maria.
O carpinteiro de Nazaré vivia também o conflito com a lei judaica (que obrigava punir o pecador), mas acima de tudo estava o seu amor pela sua noiva amada. Seu coração e sua mente se encheram de soluções e a melhor que ele encontrou foi abandoná-la, fugir, para que toda a culpa da gravidez recaísse sobre ele. José seria mal falado e sua moral perante as pessoas seria ruim (abandonar sua noiva grávida), mas Maria seria poupada de qualquer castigo. Se ele falasse a verdade, Maria seria punida e desmoralizada perante seus familiares e o seu povo, José pensa o melhor para ela, mesmo que tivesse que perder e abandonar tudo e todos: Maria, seus sonhos de matrimônio e até sua terra.
Mas, foi exatamente em sonho que tudo se tornou claro e iluminado. O seu amor por Maria, José colocou acima de tudo até mesmo da Lei e dos costumes da época. Foi-lhe também anunciado por um “anjo do Senhor” (= próprio Deus) o que ele deveria fazer. O seu amor por Deus e por Maria lhe ajudaram a discernir entre tantas “coisas loucas” que passavam em sua mente, o que realmente era a mais profunda realidade e o que deveria fazer. O amor não encanta somente a realidade, mas ilumina também nossos sonhos e nossas escolhas.
José conhecia e observava a lei, mas tinha preferido assumir tudo confiando nas palavras de Maria e no seu novo sonho para sua vida: ser pai do Salvador. José era justo (observante das Leis), mas um justo já ao “modo de Jesus” que mostraria que há algo que está acima da Lei e das tradições, um bem que salva e cura as pessoas: O verdadeiro amor de Deus. Jesus tinha muito de José!
Sabemos que a história de salvação deve um grande favor ao “sim” de Maria, mas devemos também agradecer o “sim” de José. Maria foi preparada e já era “cheia de graça” e assim, pode dar seu consentimento com mais confiança ao projeto de Deus; José era um homem simples e cheio de sonhos como qualquer outro, mas teve que tomar profundas decisões e tinha somente como garantia: as palavras de Maria e a Palavra de Deus. José era justo e, por isto, foi convidado a sonhar o sonho de Deus.
Deus não destrói os sonhos de José, mas convida-o a fazer parte do mesmo projeto de salvação: Continuaria ser esposo, mas de um modo diferente; ser pai, mas de um jeito diferente e ser companheiro, mas segundo a vontade divina. Acima de tudo, Maria e José percebem que o grande projeto de Deus era plantar neste mundo o verdadeiro amor que nasce de Deus, é fortalecido por Deus e se aproxima de Deus. Eles eram pobres de tantas coisas, mas não do verdadeiro amor que é Deus.
Maria e José foram descobrindo aos poucos a missão que cada um deveria assumir no projeto de Deus. Paulo na segunda leitura dá o seu testemunho de que tudo que fez, ele realizou como uma resposta ao chamado de Deus. Foi instrumento de salvação para tantas pessoas. O Natal é um convite que Deus nos faz para assumirmos também a nossa missão e sonhar o seu sonho, seus projetos que nada mais são do que o melhor que Ele mesmo pode planejar para cada um de nós.
Faça o download da reflexão em pdf.
Reunião projeta a caminhada pastoral do próximo ano dos Mesc's
Na manhã deste sábado, 13 de dezembro, na Cúria Arquidiocesana foi espaço de diálogo, planejamento e comunhão. Aconteceu uma reunião com o objetivo de detalhar os passos da caminhada pastoral dos Mesc's (Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão) no próximo ano, alinhando prioridades, desafios e horizontes que vão guiar a vida da pastoral dos Mesc’s em 2026.
O encontro teve a participação do Pe. Anderson, e os leigos: Cristiane e Cayo. Foram retomados e aprofundados diversos dentre eles o Ano Eucarístico Diocesano, tempo forte de graça que convida todo o povo de Deus a renovar a fé na Eucaristia, centro da vida cristã, fonte e ápice da missão da Igreja. A reunião destacou a importância de manter viva essa espiritualidade eucarística nas comunidades, pastorais e movimentos, fortalecendo a comunhão, o serviço e o compromisso missionário.
Um momento significativo foi a apresentação do novo coordenador diocesano, Cayo, da Paróquia São Cristóvão de Extrema - Mg que assume a missão com espírito de disponibilidade e serviço, colocando seus dons a serviço da caminhada arquidiocesana. A chegada do novo coordenador foi acolhida com alegria e confiança, marcada pelo desejo de continuidade, escuta e renovação.

Na mesma ocasião, foi feito um agradecimento especial à ex-coordenadora, Fátima, reconhecendo com gratidão todo o trabalho realizado, a dedicação, o zelo pastoral e o testemunho de compromisso com a missão da Igreja.
A reunião reafirmou que planejar é também um ato de fé, pois é colocar os projetos, sonhos e desafios nas mãos de Deus, confiando que é Ele quem conduz a história da Igreja. Unidos em oração, diálogo e corresponsabilidade, a Pastoral dos Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística segue caminhando, com os olhos voltados para o próximo ano, firmada na Eucaristia e animada pela esperança.























