Setores Pastorais realizam atividades do Sínodo Arquidiocesano
Neste ano, a Arquidiocese de Pouso Alegre se dedica à Fase Setorial do 1º Sínodo Arquidiocesano. Nos últimos meses, os 9 setores pastorais da arquidiocese realizaram sessões e peregrinações sinodais para fortalecer a escuta do Povo de Deus e a espiritualidade da comunhão, participação e missão.
Sessões Sinodais
Após a abertura da Fase Setorial do Sínodo Arquidiocesano, no dia 14 de abril de 2023, os 9 setores pastorais da Arquidiocese de Pouso Alegre (Alto da Serra, Dourado, Extremo Sul, Fernão Dias, Mandu, Mantiqueira, Mogi, Paraíso e Sapucaí) realizaram, de abril a agosto, sessões sinodais para aprofundar a escuta do Povo de Deus.
Nesse período, aconteceram sessões sinodais para aprofundamento de temas desenvolvidos nos três primeiros encontros da Fase Paroquial do 1º Sínodo Arquidiocesano, em 2022.
Nas sessões, participaram membros dos Conselhos Setoriais de Pastoral (COSEPA), das Equipes Sinodais paroquiais, dois representantes de cada paróquia e os padres. Com esses participantes, foi possível ampliar o processo de escuta que acontece de modo sinodal na arquidiocese, em comunhão com a escuta realizada nas paróquias e comunidades.
Outras sessões sinodais setoriais estão previstas para os meses de setembro e novembro de 2023 e março de 2024. As próximas sessões ampliarão a escuta e a partilha de temas trabalhados nos últimos cinco encontros da Fase Paroquial do 1º Sínodo Arquidiocesano. No dia 28 de março de 2024, será iniciada a Fase Arquidiocesana, para continuar o processo de escuta e sinodalidade que acontece na Igreja Particular de Pouso Alegre.
As sessões sinodais já aconteceram nas seguintes datas e locais:
25 de abril – Setor Pastoral Fernão Dias, na Paróquia São Sebastião e São Roque, em Bom Repouso (Foto: Bianca de Oliveira Borba);
3 de junho – Setor Dourado, na Paróquia Divino Espírito Santo, em Espírito Santo do Dourado (Foto: Ana Ferreira);
17 de junho – Setor Mantiqueira, na Paróquia Santo Antônio, em Itajubá (Foto: Bete Ricotta);
20 de junho – Setor Extremo Sul, na Paróquia São Sebastião, em Itapeva (Foto: Cristóvão Cassiano Machado Lopes);
21 de junho – Setor Paraíso, na Paróquia São José, em Paraisópolis (Foto: Pascom Paróquia São José/Paraisópolis);
2 de julho – Setor Alto da Serra, na Paróquia Santa Rita, em Santa Rita de Caldas (Foto: padre Tiago Vilela);
15 de julho – Setor Mandu, no Santuário Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre (Foto: Simone de Fátima Ramos);
17 de julho – Setor Sapucaí, no Santuário Santa Rita, em Santa Rita do Sapucaí (Foto: Giovana Costa Carvalho);
10 de agosto – Setor Mogi, na Paróquia São Francisco de Paula e Nossa Senhora de Fátima, em Ouro Fino (Foto: Pascom Santuário Medalha Milagrosa/Monte Sião).
Peregrinações Sinodais
Para celebrar e fortalecer a espiritualidade sinodal na Fase Setorial do 1º Sínodo Arquidiocesano, os setores pastorais realizaram, de maio a agosto deste ano, peregrinações a um santuário local. Além das peregrinações, aconteceram também momentos de convivência, oração e celebração eucarística, que envolveram cristãos leigos, religiosos e clérigos que participam do 1º Sínodo Arquidiocesano.
As peregrinações aconteceram nos seguintes locais e datas:
7 de maio – Setor Extremo Sul, ao Santuário Santa Rita de Cássia, em Extrema (Foto: Cristóvão Cassiano Machado Lopes);
27 de maio - Setor Mantiqueira, ao Santuário Nossa Senhora da Piedade, em Itajubá (Foto: Madalena Barbosa);
20 de agosto - Setor Mogi, à Basílica Nossa Senhora do Carmo, em Borda da Mata (Foto: Pascom - Basílica Nossa Senhora do Carmo/Borda da Mata);
20 de agosto - Setor Alto da Serra, ao Santuário Santa Rita de Cássia, em Santa Rita de Caldas (Pascom Paróquia Nossa Senhora Aparecida/Andradas);
20 de agosto - Setor Paraíso, ao Santuário Nossa Senhora Aparecida, em Brazópolis (Foto: Pascom Paróquia São Caetano/Brazópolis);
27 de agosto – Setor Sapucaí, à Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição dos Ouros (Foto: Pascom Paróquia Nossa Senhora da Conceição/Conceição dos Ouros);
27 de agosto - Setor Mandu, ao Santuário Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre (Foto: Edilene Coutinho).
Os setores Dourado e Fernão Dias realizarão suas peregrinações, respectivamente, nos dias 7 de outubro e 26 de novembro, em locais a definir.
Texto: Lenice Santos e padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Ana Ferreira, Bete Ricotta, Bianca de Oliveira Borba, Cristóvão Cassiano Machado Lopes, Edilene Coutinho, Giovana Costa Carvalho, Madalena Barbosa, padre Tiago Vilela, Pascom Basílica Nossa Senhora do Carmo (Borda da Mata), Pascom Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Andradas), Pascom Paróquia Nossa Senhora da Conceição (Conceição dos Ouros), Pascom Paróquia São Caetano (Brazópolis), Pascom Paróquia São José (Paraisópolis), Pascom Santuário Medalha Milagrosa (Monte Sião), Simone de Fatima Ramos.
Reitores de santuários e basílica se reúnem em Santa Rita do Sapucaí
Aconteceu na manhã de hoje (30), em Santa Rita do Sapucaí (MG), segunda reunião do Conselho dos Reitores dos Santuários e Basílica. Além dos reitores, o coordenador arquidiocesano de Pastoral, padre Edson Aparecido da Silva, também fez parte do grupo.
Conforme calendário arquidiocesano, os membros desse conselho se reúnem duas vezes ao ano. O primeiro encontro aconteceu em fevereiro, retomando as atividades após o período de pandemia. Neste segundo encontro, aconteceu uma partilha das atividades desenvolvidas nos santuários e basílica presentes na Arquidiocese de Pouso Alegre (MG).
Além disso, o conselho contou com a assessoria do padre José Francisco Ferreira, da Comissão dos Bens Culturais da Arquidiocese, o qual falou ao grupo sobre as imagens de Santa Rita de Cássia presentes no santuário a ela dedicado naquela cidade. O padre abordou a simbologia de três imagens de Santa Rita de Cássia, que fazem parte do acervo do santuário: a da fundação da antiga capela; a que hoje está na urna da cripta do Santuário e a que está no retábulo do altar-mor.
Em seguida, foi realizada a sessão de votação da nova coordenação do conselho. Houve a indicação do padre Lucimar Pereira Goulart, como coordenador, e do padre Omar Aparecido Siqueira, como vice-coordenador. Dom Majella agradeceu ao padre Rodrigo Carneiro Paiva Mendes, o qual coordenou esse conselho até o presente.
A próxima atividade desse grupo será uma reunião com grupos de reitorias, que envolvem leigos que se dedicam a dinamizar a vida pastoral dos santuários e basílica. O encontro será no dia 21 de outubro, às 9h, no Santuário Imaculado Coração de Maria, em Pouso Alegre.
Texto: Lucimara do Carmo Aparecido e padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagem: Secretaria Arquidiocesana de Pastoral
Clero arquidiocesano realiza dia de formação e atualização sobre ações pastorais
“Estar com os olhos atentos à realidade da nossa sociedade e permitir que esta realidade reverbere em nosso modo de ser Igreja”. Com esta exortação, o arcebispo dom José Luiz Majella Delgado iniciou no dia 29 de agosto, terça-feira, a reunião com o clero da arquidiocese. Estavam presentes: dom Majella, padres diocesanos e religiosos e os seminaristas estagiários.
Padre Eduardo Rodrigues, membro do clero da arquidiocese de Pouso Alegre e pároco na paróquia São Benedito de Itajubá, provocou a reflexão a partir de três acontecimentos recentes: realização da 15ª edição do Intereclesial de CEBs - encontro nacional das Comunidades Eclesiais de Base; Jornada Mundial da Juventude Lisboa, de 1 a 6 de agosto de 2023, e a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) n. 442, no Supremo Tribunal Federal (STF), que pede a descriminalização do aborto no Brasil até a 12ª semana de gestação. É necessária atenção e cuidado para compreender estes e outros acontecimentos da Igreja e da sociedade que impactam na vida das comunidades paroquiais.
Padre Luciano Aparecido, assessor eclesiástico da Pastoral Bíblico-catequética e vigário paroquial na paróquia de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa em Monte Sião, tratou sobre a caminhada formativa da catequese na arquidiocese. Destacou o assessor que quatro motivos norteiam a proposta da caminhada: Motu Próprio "Antiquum ministerium"; os "Critérios e itinerários para a Instituição do Ministério de Catequista" - Documentos da CNBB 112; 40 anos do Documento 26 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), "Catequese Renovada – Orientações e conteúdo", aprovado oficialmente em 15 de abril de 1983, e a formação própria em vista do ministério do catequista. O 'saber do Catequista' é o objetivo da formação oferecida e se baseia sobre 6 pilares: Testemunha da fé e guardião da memória de Deus; Cristologia à luz de cada Evangelho; o Símbolo da fé; a oração do Pai-nosso; as Bem-Aventuranças e a relação de Liturgia com Catequese.
Padre Vanildo Paiva, vigário paroquial da paróquia Bom Jesus, Catedral Metropolitana de Pouso Alegre, apresentou o “Projeto de Iniciação Cristã com Adultos, de inspiração catecumenal: Viver em Cristo”. O padre ressaltou sobre a importância da iniciação cristã, sobretudo para o objetivo principal: formar cristãos maduros na fé capazes de testemunhar Cristo no mundo atual. O foco deste projeto é o adulto que necessita conhecer e crescer na experiência de fé. Reeducar na fé, propiciar o contato com Jesus Cristo e torná-los discípulos do Mestre Jesus são os fins que se almejam com o projeto Viver em Cristo.
Segundo o estudo 97 da CNBB, no número 8: "Vai ser necessário um verdadeiro mergulho no mistério, com uma experiência cada vez mais profunda das diversas dimensões da vida cristã. Isso não se faz num cursinho rápido e nem mesmo numa catequese isolada de outros aspectos da vida eclesial. Não se trata de "aprender coisas", trata-se de adesão consciente a um projeto de vida".
Estiveram presentes leigos da Comissão do Laicato com o padre Felipe Mateus, assessor arquidiocesano da Comissão Vida plena e vigário paroquial na paróquia Nossa Senhora Imaculada Conceição de Camanducaia, para convidar a todos para o “III Fórum Social Arquidiocesano” que acontecerá no dia 3 de setembro do presente ano, na paróquia São João Batista em Pouso Alegre.
Sobre o processo de canonização do Servo de Deus Monsenhor Alderigi Maria Torriani, o padre Rodrigo Carneiro, pároco da paróquia Nossa Senhora das Graças de Itajubá, informou que continua a fase romana do processo. Na arquidiocese, continuam os trabalhos da comissão instituída pelo arcebispo para acompanhar o desenvolvimento e as novidades da causa. Rogamos a Deus que abençoe esta comissão e que suas iniciativas sejam conduzidas pelo Espírito Santo.
Ao final da reunião, o arcebispo dom Majella incentivou o clero a continuar a caminhada pastoral com ânimo e entusiasmo. Convidou a participarem ativamente do processo sinodal que se desdobra na arquidiocese. Rogando de Deus a proteção da Virgem Maria, o arcebispo encerrou a reunião.
Texto: padre Cristian Diego Rosa
Imagens: seminaristas: Dioni Acácio da Silva e Márcio Aurélio Gonçalves Júnior
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#Reflexão: 22º Domingo do Tempo Comum (3 de setembro)
A Igreja celebra o 22º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (3). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Jr 20,7-9
Salmo: 62(63),2.3-4.5-6.8-9 (R. 2b)
2ª Leitura: Rm 12,1-2
Evangelho: Mt 16,21-27
“NÃO PENSAS COMO DEUS, MAS COMO OS HOMENS!”
Não é fácil descobrir a vontade de Deus e mais difícil ainda em colocá-la em prática. Quase sempre, a vontade de Deus nem sempre é a que buscamos e esperamos. Muitas vezes, implica abandonos e mudanças profundas. Mas, em nenhum caso, a vontade de Deus é algo como um “capricho” do Criador sobre nós; mas, o melhor que nosso Deus e Pai quer para nós.
Jeremias (na 1ª leitura) relata sua experiência de fé. Foi atraído (“seduzido”) por Deus para ser instrumento da revelação para seu povo. E foi enviado para falar não o que as pessoas queriam ouvir, mas sim, a Palavra Deus. Isto trouxe somente transtorno para sua vida. Ele reclama e se lamenta. Sua vida se transformou completamente: gozação de seus amigos; uma vida de lamentos e sofrimentos.
Mas, apesar de tudo, inclusive a tentação em abandonar a missão, Jeremias afirma que dentro dele havia “um fogo devorador” que dava sentido a sua existência. Ao exercer a sua missão, a graça que ele transmitia (a Palavra de Deus) também era um grande bem para ele. Além disso, era bênção para ele e para todos que o escutavam.
São Paulo também alerta para não se deixar seduzir pelas vontades deste mundo. Não se deixar “conformar”, não entrar na “forma” ou modo de pensar deste tempo. Mas, sim transformar o mundo com os valores de Jesus.
Domingo passado, Pedro foi elogiado por Jesus, pois ele tinha percebido (por revelação de Deus) quem era Jesus. Por seu primado na fé, o apóstolo recebeu dons especiais que tocavam os céus: chaves da Igreja; unir na terra e ser unido no céu. Sobre a fé de Pedro, Jesus lança a construção da Sua Igreja e com o apóstolo, Nosso Senhor afirma uma presença permanente e imbatível que nem os infernos iriam derrubar. Mas, neste domingo tudo toma outro rumo.
Após as palavras de Cristo exaltando a fé de Pedro que reconhece seu Mestre como salvador (Messias), em seguida – no texto de hoje - Jesus explica como Ele iria realizar tudo: através do sofrimento, da dor, da humilhação, traição e da morte, mas que Ele iria ressuscitar no terceiro dia. Eles estavam indo para Jerusalém para uma experiência de derrota e destruição.
Pedro, após ser revestido de dons, começa a exercer o seu primado de forma distorcida. Logo após o anúncio da Paixão, o apóstolo pescador “puxa Jesus de lado”, como que querendo mudar sua estrada e afirma categoricamente que Jesus deveria abandonar esse discurso de sofrimento e morte, pois Pedro acreditava que Deus não iria permitir tudo aquilo. Jesus estava errado em suas palavras e Pedro sabia, realmente, quais eram os pensamentos de Deus. Pobre discípulo!
O pescador tinha sido chamado para se colocar como discípulo e vir logo “atrás” do seu Mestre. Aqui, ele se põe à frente, procurando tirar seu Mestre do seu caminho e direção, e ainda: querendo ensinar o que Jesus teria que fazer. O pobre apóstolo ainda acredita que conhecia a vontade e o poder de Deus melhor que Jesus. Pedro queria ser mestre do seu Mestre. Pensava que podia ensinar Jesus em como cumprir sua missão. Ele ousa instruir Jesus em como ser Salvador.
Pedro, que tinha escutado somente palavras de elogio, escuta palavras duras: “Vai para trás de mim, Satanás!” Seu erro não o distancia de Jesus! Domingo passado, Jesus trocou o nome de Simão para Pedro, hoje também renomeia como “Satanás”. Pedro tinha sido colocado como pedra onde Ele iria construir sua Igreja; agora Nosso Senhor chama Pedro de “pedra de tropeço”. Jesus tinha colocado Pedro em ligação com o céu, hoje associa-o a Satanás. O grande erro de Pedro foi de pensar como o mundo pensa: “Teus pensamentos não são os de Deus, mas dos homens”.
A expressão usada por Jesus para repelir Pedro: “Vai... Satanás”, em Mateus, a primeira vez que aparece na boca de Jesus encontra-se no início do Evangelho, contra Satanás que O tenta no deserto. É uma expressão forte, para que Pedro saísse de sua frente, se distanciasse do Mestre com aqueles pensamentos. Jesus usa a mesma estrutura contra Satanás, mas no caso de Pedro, Cristo acrescenta: “Vai, para trás de mim, Satanás”. Este é o lugar do discípulo.
Pedro se espantou quando Jesus se mostrou solidário com todos que sofrem, que são humilhados e morrem injustamente. Pedro não queria um salvador que fosse como nós, igual em nossos sofrimentos, dores e morte. Como tantos ainda hoje, o apóstolo queria um Salvador do poder, da batalha, das vitórias e não da cruz. Alguém até poderia afirmar: “A que serve mais um que sofre como nós e morre como todos nós?”. Mas, foi assim que Jesus quis salvar o mundo.
O susto de Pedro não está somente no conteúdo do anúncio da Paixão, algo que o pescador apóstolo achou um escândalo, pois todos imaginavam um Messias nos moldes de Davi com soldado e guerreiro. Outro aspecto no discurso do Mestre que deixou Pedro preocupado: Jesus ser morto pelas autoridades principais da religião oficial. Seria “tolerado” por Pedro e demais, se Jesus tivesse dito ser morto pelos romanos, como um ato final e heroico de Jesus, mas pelas autoridades religiosas. Por sua vez, Pedro ficou confuso e achou que Jesus estava exagerando ou mesmo confuso nas ideias.
Após repreender Pedro, Jesus exorta e lembra o que todos devem fazer. Tudo inicia com uma situação de extrema liberdade: “Se alguém quiser vir após mim...”. O convite é livre e cada um deve aderir se quiser. Jesus quer ser Mestre de pessoas livres! A condição proposta é vir “depois dele” como discípulo, atrás de seu Mestre e não à frente querendo guiá-Lo. A segunda condição: “Renunciar a si mesmo”. Não é assumir uma vida de sofrimento e dor, negando a si. Não é desfazer de si próprio (o mundo já o faz!), mas de renunciar a si próprio como centro de tudo. Renunciar ter uma vida na qual tudo está voltado para si próprio. Deus e o próximo e suas necessidades é que devem estar no centro. É iluminar o próximo com o amor e doação. Quem olha sempre para si mesmo, jamais vê o horizonte, o outro e Deus. A terceira condição: assumir a cruz e segui-Lo. Jesus não diz “suportar” sua cruz, mas tomá-la (pegar livremente) e seguir. Cruz assumida, não imposta! Cruz não de sofrimento e dor, mas Cruz de compromisso e fidelidade. Deus não manda cruzes para seus filhos! Ele não tem interesse em torturar seus filhos com sofrimentos! Jesus foi fiel à sua missão até o extremo da cruz e é esta cruz que devemos tomar para seguir Jesus. A fé em Cristo é doar sua vida! O homem e a mulher são chamados a ser mais pessoas, felizes e completos com sua fé e não diminuídas como gente.
A lógica de Jesus é do serviço ao próximo em uma vida de doação total e extrema. Pedro queria que Jesus continuasse demonstrando poder e força, mas Nosso Senhor escolheu o caminho do amor e de um amor doado ao extremo por todas as pessoas. O caminho para nos salvar passa pelo amor ao próximo e pelo compromisso da cruz.
Faça o download da reflexão em PDF.
Regional Leste 2 emite nota sobre descriminalização das drogas e do aborto
Regional Leste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que compreende as (Arqui)dioceses do estado de Minas Gerais, emitiu, na última quarta (23), nota sobre o tema da descriminalização das drogas e do aborto.
O Conselho de Pastoral do Regional Leste 2 da CNBB divulgou uma nota sobre temas em discussão e votação no Supremo Tribunal Federal acerca da descriminalização das drogas e do aborto até o terceiro mês de gestação.
No texto, a presidência da instituição afirmou que “a práxis pastoral da Igreja Católica nestes dois campos permite que levantemos a voz para dizer NÃO ao aborto e às drogas, porque não faltam iniciativas de nossa parte para socorro e ajuda às pessoas e famílias que estão vivendo dramas nessas duas formas de violência contra a vida”.
Leia o texto na íntegra:
Belo Horizonte, 22 de agosto de 2023, memória de Nossa Senhora Rainha.
Ao Povo de Deus do Regional Leste 2 da CNBB.
O Conselho de Pastoral do Regional Leste 2 da CNBB, composto pelos Bispos da Presidência do Regional, os Bispos Presidentes das Comissões Episcopais de Pastoral e o Padre Secretário Executivo, representantes, portanto, das 28 dioceses mineiras, esteve reunido neste dia para pauta ordinária de encaminhamentos, discussões e partilhas. E também nos inquietamos e manifestamos nossa preocupação pelas matérias em discussão e votação no Supremo Tribunal Federal acerca da descriminalização das drogas e do aborto até o terceiro mês de gestação.
Para nós, trata-se de temática que toca a essência da nossa missão evangelizadora: o cuidado da vida, desde o ventre materno até a morte natural. “Vim para que todos tenham vida e a tenham plenamente” (Jo 10,10). Estas palavras de Jesus são normativas e de grande peso ético para nossa consciência cristã. Lamentamos que a vida humana seja tratada de modo desigual entre os que estão ainda nos ventres e os que pisamos o chão da história, bem como discordamos completamente da liberação das drogas como se coisa boa e saudável fosse para o cultivo de vida plena.
Aborto e drogas são males e desgraças que entorpecem e ferem vidas, consciências e histórias, prejudicam pessoas, famílias e a sociedade inteira. Há de se pensarem formas éticas e sadias de oferecer ajuda às gestantes em situação de risco ou insatisfeitas com a gravidez, bem como oferecer ajuda terapêutica aos toxicodependentes. Não se trata de liberar uma coisa e outra e relegar ao foro individual decisão tão séria acerca da própria vida e da vida alheia ainda em gestação e indefesa.
Além disso, mesmo que se trate de organismo legítimo e de instituição democrática, julgamos não ser a instância pequena desta Corte Federal a decidir sobre estas matérias, já descartadas em instâncias mais apropriadas e colegiadas de discussão. O ativismo do Judiciário se torna ainda mais grave quando pondera e decide sobre questões que tocam o valor absoluto e inalienável da vida humana.
A práxis pastoral da Igreja Católica nestes dois campos permite que levantemos a voz para dizer NÃO ao aborto e às drogas, porque não faltam iniciativas de nossa parte para socorro e ajuda às pessoas e famílias que estão vivendo dramas nessas duas formas de violência contra a vida.
No dia em que celebramos Nossa Senhora Mãe e Rainha no Reino de seu Filho Jesus Cristo, apelamos a todo o Povo cristão e católico para que reze e suplique a Deus que a ética do Evangelho da vida prevaleça sobre qualquer política ou decisão que seja favorável à morte e oposta à dignidade do ser humano.
Shalom a todos!
Dom José Carlos de Souza Campos – presidente
Dom Airton José dos Santos – vice-presidente
Dom Joel Maria dos Santos – secretário
Texto e imagem: Assessoria de Comunicação Regional Leste 2 CNBB
https://www.cnbbleste2.org.br/noticia/regional-leste-2-emite-nota-manifestando-preocupacao-acerca-da-descriminalizacao-das-drogas-e-do-aborto-23082023-151444
Seminaristas da Província Eclesiástica de Pouso Alegre participam do 3º FORMISE
De 25 a 27 de agosto, seminaristas das (Arqui)dioceses de Campanha, Guaxupé e Pouso Alegre realizaram encontro de Formação Missionária para Seminaristas (FORMISE), em Campanha (MG).
O evento foi a 3ª edição do FORMISE e reuniu os seminaristas da Província Eclesiástica de Pouso Alegre, que abrange a região do Sul de Minas. Em momentos de oração, formação, fraternidade e convivência, os participantes aprofundaram temas sobre missão, sinodalidade e comunhão. Membros do Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE's) e padres formadores ajudaram a organizar e dinamizar o encontro. Todos os seminaristas do Seminário Nossa Senhora Auxiliadora, da Arquidiocese de Pouso Alegre, participaram do evento.
No primeiro dia, dom Pedro Cunha Cruz, bispo diocesano da Campanha, presidiu a missa de abertura do evento. Em seguida, os seminaristas participaram de palestras no Seminário Diocesano Nossa Senhora das Dores. A primeira conferência foi sobre tema “Vocação é missão: fundamentos bíblicos”, assessorada pelo padre Francisco Albertin Ferreira, da Diocese de Guaxupé.
O segundo dia do FORMISE teve a participação do padre Hiansen Vieira Franco, da Diocese de Guaxupé, que presidiu missa no oratório da Cúria e do Tribunal da Diocese da Campanha. Os formadores dos seminários da província eclesiástica estiveram presentes e concelebraram a celebração eucarística. Nesse dia, o padre Rogério Ferreira da Silva, da Diocese da Campanha, refletiu o tema “A paróquia e as comunidades eclesiais como lugares de missão”. Além desse tema, padre Jean Poul Hansen, da Diocese da Campanha, refletiu os temas “A identidade missionária do presbítero diocesano” e “Um coração ‘além fronteira’: o presbítero diocesano e a missão ‘ad gentes’”.
João Pedro Bastos Cardoso, seminarista da Arquidiocese de Pouso Alegre, e Jonathan Sam Botelho, seminarista da Diocese de Campanha, partilharam um pouco da experiência da missão que fizeram no estado do Amazonas. Eles também conduziram a oração do terço missionário. O segundo dia do FORMISE foi encerrado com noite cultural. Seminaristas apresentaram músicas, teatros e poemas, em confraternização e convivência.
No terceiro dia do FORMISE, o padre Jean Poul Hansen refletiu o tema “Diocesaneidade, sinodalidade e missão: a missão como um caminho de comunhão”. Houve também missa, na Catedral de Santo Antônio, presidida pelo padre Francisco José da Silva, formador da Etapa Configurativa da Arquidiocese de Pouso Alegre, e concelebrada por demais padres formadores. Após a missa, houve almoço de confraternização e encerramento do encontro.
Texto: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior e padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: seminaristas Márcio Aurélio Gonçalves Júnior, (Pouso Alegre) Rogério Damaceno Alves Júnior (Campanha), Thiago Souza Araújo (Guaxupé), Daniel Mesquita Bressani (Campanha)
Comissão Arquidiocesana da Causa de Beatificação do Servo de Deus Padre Alderigi se reúne em Santa Rita de Caldas
Na manhã desta quarta-feira (23), membros da Comissão Arquidiocesana da Causa de Beatificação do Servo de Deus monsenhor Alderigi Maria Torriani se encontraram em Santa Rita de Caldas (MG).
Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), padres e leigos, que compõem a Comissão para a Causa de Beatificação do Servo de Deus monsenhor Alderigi, reuniram-se para retomarem os trabalhos da Causa.
Na reunião, os membros reforçaram a importância da divulgação da vida e das virtudes do Servo de Deus, através das plataformas digitais e materiais de circulação. Deram início aos preparativos para a celebração do dia 3 de outubro próximo, quando se reza de modo especial para pedir a beatificação do Servo de Deus. Analisaram a reforma do espaço onde se encontra o túmulo com os restos mortais do monsenhor Alderigi para a construção de uma capela mortuária dedicada a ele, no interior do Santuário de Santa Rita de Cássia.
Texto: seminarista Dioni Acácio da Silva
Imagens: Alexandre Peçanha Júnior
Pastoral da Criança tem nova coordenação arquidiocesana
No último domingo (20), na igreja matriz da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), foi apresentada a nova coordenação da Pastoral da Criança, em âmbito arquidiocesano.
A senhora Rosemeire Greco, cristã leiga da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Pouso Alegre (MG), foi apresentada como nova coordenadora da Pastoral da Criança na Arquidiocese de Pouso Alegre, no último domingo (20).
A apresentação da nova coordenação se deu com a leitura do documento de nomeação, assinado por dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, em missa celebrada na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí.
O evento foi acompanhado pelo padre Sebastião Márcio Maciel, assessor eclesiástico da Pastoral da Criança na arquidiocese. Estiveram presentes também cristãos leigos e leigas que farão parte da coordenação arquidiocesana dessa pastoral.
De 2021 até o presente, a senhora Marlene Juvêncio foi coordenadora arquidiocesana da Pastoral da Criança. Após processo de escuta dos membros dessa pastoral, foi escolhida nova coordenação.
A Pastoral da Criança está presente em 9 paróquias da Arquidiocese de Pouso Alegre. Os seus agentes realizam atividades com famílias que possuem gestantes e crianças, de até 6 anos.
O objetivo da nova coordenação é prosseguir as atividades dessa pastoral, motivando os líderes a realizarem a visita familiar e a celebração da vida. Além disso, os agentes se comprometem a realizar as ações em comunhão com as diretrizes da Pastoral da Criança em âmbito nacional.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: José Antônio da Silva Titoneli
Na imagem destacada, da esquerda para a direita, Rosemeire Greco, padre Sebastião Márcio Maciel e Marlene Juvêncio.
#Reflexão: 21º domingo do Tempo Comum (27 de agosto)
A Igreja celebra o 21º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (27). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Is 22,19-23
Salmo: 137(138),1-2a.2bc-3.6.8bc (R. 8bc)
2ª Leitura: Rm 11,33-36
Evangelho: Mt 16,13-20
PEDRO E A IGREJA DE JESUS
Jesus procurou percorrer todos os lugares dando condições para o encontro pessoal com Ele. O convite que Ele fez aos apóstolos (“vinde atrás de mim”) incluía esta condição fundamental de “ir ao encontro” das pessoas. Muitos procuravam Jesus por diversos motivos, mas quase sempre para dar uma solução a algum problema pessoal (doença, cura, morte, exorcismos, entre outros) e poucos permaneciam ao seu lado como discípulos, depois do milagre. Jesus nunca recusou um pedido, uma cura ou de fazer o bem às pessoas, mesmo sabendo que não permaneceriam ao seu lado.
O evangelista Mateus no Evangelho deste domingo nos informa que Jesus encontrava-se fora da terra do povo de Deus em uma cidade chamada Cesareia onde ficava a residência de Felipe, autoridade romana da região. Depois de meses de convivência entre Jesus e os seus discípulos e tendo realizado muitos prodígios, Nosso Senhor já era conhecido pelo povo e procurado por muitos.
Mateus nos informa que aos poucos as multidões e os próprios discípulos foram percebendo que Jesus era uma pessoa especial: ficaram impressionados com seu ensinamento (Mt 7,28); “... quem é este que até os ventos lhe obedecem” (Mt 8,23ss); “ficaram impressionados com tamanha autoridade dada aos homens” (cura do paralítico – Mt 9,1); após o reavivamento de uma criança, a notícia se espalhou por toda região (Mt 9,10); Jesus é Senhor do Sábado (Mt 12,8); “As multidões ficaram maravilhadas à vista dos mudos que falavam, aleijados que ficam sãos...” (Mt 15,31). A fama de Jesus tinha chegado até Herodes (Mt 14,1ss) que achava que se tratava de João Batista que ele mandou matar.
Assim, Jesus tinha conduzido os discípulos para longe das multidões, em território pagão e a um lugar rico em relação à natureza (rios e muita água), com belas construções como os palácios de Felipe, muitos templos pagãos e inclusive um local em que se acreditava ser a porta que ligava com os infernos (devido aos gazes e o mau cheiro). Naquela região, aos pés do monte Hérmon, há uma das nascentes do rio Jordão. Um local cheio de esplendor e significados. Retirado com os discípulos, Jesus propõe duas perguntas.
Lembrando que Jesus não precisava da opinião das pessoas para direcionar seu ministério e missão. Ele tinha a melhor fonte de todas que era a vontade de Deus Pai. Jesus procurava, acima de tudo, escutá-Lo para realizar o que era melhor para todos. Mas, Jesus provoca os discípulos para uma atitude pastoral muito importante: ouvir as pessoas. Dessa forma, incentivava os apóstolos para escutar o povo e saber qual a ideia que as pessoas tinham sobre o Mestre que seguiam.
Uma primeira ideia é que viam Jesus como alguém do passado, em sintonia com a história que conheciam de grandes personagens do AT. O povo imaginava que Jesus era mais um dos profetas como Elias (que enfrentou o falso culto pagão) e Jeremias (que questionou os sacerdotes de seu tempo). Alguns achavam que se tratava de João Batista (alguém poderoso que tinham conhecido) que também tinha se tornado famoso e até possuía discípulos. A fé que levou tanto a Jesus para conseguir curas e milagres não ajudou a aprofundar sobre a sua pessoa, quem Ele realmente era.
As multidões perceberam que Jesus era alguém especial, um enviado de Deus como os grandes homens do passado e da história do povo de Deus (incluindo João Batista), mas Jesus é muito mais do que um “homem de Deus”, alguém que pode fazer milagres e resolver problemas do hoje; Ele não é alguém que age em nome de Deus somente. No entanto, a resposta do povo já tinha algo muito significativo: não identificam Jesus com os grandes da terra como Filipe.
Mas, Jesus não queria somente saber o que as pessoas pensavam sobre Ele. Se dirigindo aos apóstolos, perguntou que ideia cada um tinha sobre Ele depois de tanto tempo que estavam juntos. Os discípulos deveriam ser diferentes do povo e ir além da “ideia comum” das multidões, pois eram privilegiados por conviver todo o tempo com Jesus. Por isto, Jesus provoca seus discípulos iniciando com uma condicional fundamental: “Mas, e vocês? Quem eu sou para vocês?”. Jesus introduz com um “mas” quase que em oposição ao que o povo dizia. Ele queria ouvir dos seus discípulos algo que não fosse baseado na “voz da maioria” ou no “ouvi dizer”. A pergunta direcionada aos apóstolos carrega uma provocação: entre nós - eu e vocês - o que eu sou para cada um? Jesus não procura simples palavras, mas algo que expressasse a relação entre eles; não definições, mas algo que mostrasse o envolvimento e o comprometimento entre eles.
Jesus não precisava da resposta dos apóstolos para se posicionar ou mudar algo em sua vida. O povo chegava e ia embora depois dos milagres, os apóstolos conviviam com Jesus e tinham renunciado a tudo para estar com Ele. Pedro se arrisca em nome do grupo e manifesta uma ideia mais profunda sobre o Mestre que seguiam. Estando em território da autoridade romana da região de Cesareia, ele reconhece Jesus como “Messias” que em grego [língua original do Novo Testamento] significa “ungido”. Lembrando que os reis de Israel, no passado, não eram só coroados, mas ungidos e o primeiro e o maior deles foi o Rei Davi. O povo de Deus sempre pedia um novo ungido para salvar Israel do domínio dos opressores e Pedro professa a fé em Jesus como ungido e salvador de todos. A segunda ideia revelada por Pedro foi que Jesus é “Filho do Deus vivo”, a ligação entre Jesus e Deus Pai é a mais profunda que se poderia ter; é a mesma que existe entre um pai e o seu filho.
No dia do Batismo de Jesus, foi Deus que anunciou Jesus como Filho (“meu filho amado”), agora é a fé da Igreja que reconhece a condição de Jesus como “Filho do Deus Vivo”. Assim, Jesus chama Pedro de “Bem-aventurado”, antes tinha sido a todos aqueles que seguissem e praticassem os Seus ensinamentos, agora é somente a Pedro, pois a revelação não é uma conclusão do povo, mas uma Revelação de Deus.
As pessoas que tinham encontros casuais com Jesus não conseguiam conhecer quem realmente Ele era e por isto manifestam ideias positivas, mas sem profundidade sobre Cristo. Ele é muito mais que um personagem do passado, é a atualização de todas as promessas do Antigo Testamento. As palavras de Pedro encantaram Jesus, pois nele aconteceu uma revelação que ninguém tinha ainda descoberto. Por isto, diante de uma grande profissão de fé, Pedro é investido com uma missão muito especial que teria início após a partida do Mestre Jesus.
Depois que Pedro revela a profundidade e a verdadeira identidade de Jesus, ele também é revelado por Cristo. Ao manifestar sua fé, Pedro é confirmado em sua missão. Era necessária uma profissão de fé profunda e audaciosa para receber o seu encargo com uma missão que começa com ele, mas que se estenderá até o final da história. O primeiro apóstolo tem seu nome mudado para “Pedro” (nos diálogos com Jesus, ele sempre é chamado de Simão). A missão é tão grande que o primeiro apóstolo ganha um nome novo como os grandes personagens do Antigo Testamento (Abraão, Sara, Jacó...) e Novo Testamento (Paulo). O primado de Pedro de reconhecer Jesus como Salvador lhe concede também um privilégio na Igreja de Cristo. Jesus é a “pedra fundamental” (pedra angular), pois “tudo é Dele, por Ele e para Ele” (lembra-nos Paulo na 2ª leitura) e Pedro será a primeira rocha nesta construção que é a sua Igreja.
Não se trata de algo provisório e limitado no tempo, mas permanecerá para sempre neste mundo: “Sobre esta pedra (em grego, ”petra” tem significado próximo de “Petros”) construirei a minha Igreja”. A Igreja de Cristo é uma só e possui neste mundo a base em Jesus, por isto, ninguém conseguirá destruí-la, nem mesmo as “portas do inferno”. O poder das chaves vai muito além de um poder de absolver pecados ou excomungar; de unir ou de expulsar. Jesus não veio instalar “mais um poder” neste mundo que costuma gerar exclusões. A Pedro e à Igreja, Jesus confirma um caminho que está sempre aberto para Deus (“porta para Deus”), mas que precisa ser percorrido com responsabilidade.
Cabe a Pedro (“Dar-te-ei as chaves do Reino dos céus”) como responsável (como o Eliacim na 1ª leitura) ser o porteiro da Igreja de Cristo confirmar e unir o céu e a terra, confirmar a fé de todos. Mas, Jesus também orienta que é preciso ter clareza, pois nem todos os caminhos, são os caminhos deixados por Jesus para acesso a Deus. Assim, Pedro também tem o poder de fechar portas.
Assim, é concedido ao apóstolo pescador o “poder das chaves”. As palavras são diretamente ligadas a Pedro que terá a missão de propiciar o acesso ao Reino de Deus que se inicia neste mundo e se concluirá junto de Deus. Assim, associar-se a Igreja de Jesus iniciada com Pedro é também estar ligado a Deus; se desligar desta Igreja é se desligar da comunhão com os céus.
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Dom Majella faz Visita Pastoral à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da Fé (MG)
Entre os dias 17 a 20 de agosto, dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), realizou Visita Pastoral à Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da Fé (MG).
A visita episcopal, também chamada de “Visita Pastoral”, faz parte da missão de um bispo. O Código de Direito Canônico pede que o bispo visite a sua diocese, total ou parcialmente, ao menos a cada cinco anos. Na visita, o bispo conhece de perto e com diligência os fiéis, as instituições católicas, as coisas e os lugares sagrados da diocese (cânones 396-398).
Dom Majella foi acolhido pelos fiéis, autoridades, civis e militares, e o pároco, padre Reinaldo dos Santos.
Durante a visita, o arcebispo fez reunião com os membros dos conselhos da paróquia. Celebrou sacramentos. Encontrou-se com fiéis, educadores, enfermos, catequistas e catequizandos, acólitos, coroinhas e autoridades municipais. Além disso, visitou fiéis de comunidades urbanas e rurais.
Para os cristãos leigos da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, a visita do arcebispo foi um momento muito importante, principalmente por favorecer a proximidade entre eles. Foi um momento de enriquecimento espiritual, de comunhão e de esperança para todos.
Confira as imagens da visita pastoral na Galeria de Fotos.
Texto: Dioni Acácio da Silva.
Imagens: Ângela de Souza Brito; Paulo Henrique de Almeida; Patrícia Almeida; Pe. Reinando dos Santos; Lucas; Nilva Maria de Freitas Gomes; Antonella; Ozina; Maria Luiza; Letícia Corrêa; Lidiane Corrêa Mendes; Pedro Henrique de Abreu Moura; seminarista Lucas Lázaro.



















