Santa Filomena: protetora dos aflitos e jovens casais
Todas as vezes que visito a casa de minha mãe, contemplo na parede um retrato da minha avó materna, Rosa. Olhos azuis-claros, sorriso tímido, jeitinho de quem sabia das coisas da vida... Uma mulher simples, que nasceu no início do século XX e que me traz boas recordações. Uma vez, em uma homilia no dia de "Todos os Santos", um padre falou que são tantos os santos e santas que conhecemos (ou não) e que intercedem por nós. Então, ele disse também que, quem sabe se nossos parentes que nos precedem na morte, não são também um destes santos? Daí, eu pensei na minha avó materna, na avó paterna, nos tios falecidos... e, todas as vezes que vejo aquela foto pendurada na parede, dirijo uma prece a minha avó: “Olha por nós no céu, vó! Interceda por nós junto a Jesus!”
Então, eu penso nos santos. Às vezes, os imaginamos seres perfeitos, especiais, que nasceram já assim: santos! Porém, ao conhecer a vida de alguns deles, chego à conclusão que esses eleitos de Deus nasceram como nós, foram crianças como nós, cresceram como nós... cada um em sua época. Além disso, em um determinado momento da vida, foram firmes em professar a sua fé e muitos deram a vida em defesa dessa fé!
São tantos os nomes registrados nos livros da Igreja e nem sempre ouvimos falar deles. Quando me foi pedido para escrever sobre Santa Filomena, eu pensei: Quem foi ela? Afinal, nunca havia ouvido falar sobre ela. E, como me alegrou conhecer sua história! Uma jovem cheia de vida, com uma fé madura e com o coração doado a Jesus. Vamos, então, conhecer um pouco dessa jovem mártir?
A devoção a Santa Filomena surgiu no século XIX, quando suas relíquias foram encontradas nas Catacumbas de Santa Priscila, em Roma, na Itália. No local, havia três placas de terracota, que fechavam a sepultura. Nela, estavam as seguintes inscrições: “Lumena-Paxte-Cumfi”. Conforme o estudo de arqueólogos, deve ser invertida a ordem das placas e interpretadas como: “Paxte-Cumfi-Lumena”, traduzindo: “A Paz esteja contigo Filomena”.
No dia 10 de agosto de 1805, as relíquias de Santa Filomena chegaram à pequena cidade de Mugnano del Cardinale, aproximadamente, 40 quilômetros de Nápoles, na Itália.
Três anos antes, em maio de 1802, uma sepultura com ossos de uma mulher que aparenta ter entre 12 e 15 anos, foi encontrada nas catacumbas de Santa Priscila, em Roma. Uma coisa intrigou os peritos e autoridades civis e eclesiásticas locais. As inscrições e desenhos que estavam nas lápides de terracota indicaram uma possível descoberta: seria a sepultura de um mártir dos primeiros séculos da era cristã.
Em 1805, o padre Francisco de Lucia, pároco da Igreja de Nossa Senhora das Graças, em Mugnano del Cardinale, foi até Roma acompanhando o bispo de sua diocese. Ele tinha um desejo em mente: levar para sua cidade a relíquia de um santo mártir. Padre Francisco obteve autorização para ir até o local onde as relíquias dos mártires repousavam. Quando estava ajoelhado diante das relíquias de Santa Filomena, foi arrebatado por um desejo inexplicável de levá-las para Mugnano del Cardinale. Até então a Santa Sé nunca havia confiado uma tarefa tão importante a um simples sacerdote. Porém, padre Francisco não desanimou e pediu a Santa Filomena que intercedesse por ele e lhe alcançasse a graça de levá-la para Mugnano del Cardinale. Assim, a faria padroeira daquela cidade. Aí, começam as inumerosas graças intercedidas por Santa Filomena. No dia 10 de agosto de 1805, as relíquias da santa chegaram a Mugnano del Cardinale e lá se encontram até os dias atuais.
A irmã Maria Luísa de Jesus, fundadora das Oblatas de Nossa Senhora das Dores, apontou alguns fatos da vida de Santa Filomena. Ela afirmou que teve uma “revelação” dessa santa. No dia 3 de agosto de 1833, Santa Filomena apareceu em uma visão para a irmã Maria Luísa de Jesus e lhe fez uma revelação, enquanto a irmã rezava em frente a uma pequena imagem de Santa Filomena. Ela própria disse que o traslado de seus restos mortais não havia chegado por acaso no dia dez de agosto a Mugnano del Cardinale, mas porque exatamente naquela data havia sido o fim de seu martírio, ou seja, a data na qual ela havia entrado no céu. Na segunda aparição, ainda no mês de agosto, a santa lhe disse que era filha de um casal real grego. Como não podiam ter filhos e desejavam ter um herdeiro para dar continuidade à sucessão real, sempre estavam fazendo promessas a falsos deuses.
Vivia no palácio, a serviço do rei, um médico romano que professava a fé cristã. Ele aconselhou o casal que deveriam ser batizados e acreditar na religião cristã, pois ele tinha certeza que suas preces seriam ouvidas. Essa prece foi concretizada e, assim, nasceu uma linda criança, batizada como Filomena, nome que significa filha da luz. Os anos se passaram e a espiritualidade cristã de Filomena só aumentou. Aos onze anos, quando já havia recebido sua primeira Eucaristia, fez votos secretos de virgindade perpétua.
Quando Filomena tinha treze anos, seu pai foi ameaçado pelo imperador romano Diocleciano que queria travar uma guerra com seu reino. Diante disso, o rei partiu com a esposa e filha para Roma. Sua intenção era pedir clemência ao imperador e, assim, evitar uma guerra injusta. Chegando a Roma, foram recebidos em audiência pelo imperador. Tão logo Diocleciano viu Filomena, ficou encantado com a beleza da moça. Ouviu prontamente o discurso de defesa do rei e, ao final, lhe disse que não se preocupasse com uma possível guerra. Pelo contrário, ele se tornaria um aliado, mas, para isso acontecer, queria a mão da encantadora Filomena em casamento. O rei e sua esposa ficaram felizes porque, além de conter o início da guerra, sua filha seria imperatriz de Roma. Entretanto, Filomena negou prontamente os desejos do imperador e, por mais que seus pais tentassem convencê-la, ela estava irredutível. Ela já havia se consagrado a Jesus Cristo.
O imperador viu aquela reação como afronta, mesmo assim tentou persuadir Filomena com promessas e galanteios. Diante da recusa da jovem, o imperador mandou prendê-la e os galanteios se transformaram em ameaças. Vendo que nada conseguia, o imperador resolveu mandar torturá-la em público com chicotadas e blasfêmias. Após sessões de torturas, prenderam-na novamente para agonizar e morrer. Porém, naquela noite, dois anjos vieram visitar Filomena e a curaram com um bálsamo celestial. Na manhã seguinte, quando o Imperador ficou sabendo que Filomena não havia morrido, mandou buscá-la e, quando a viu, ela estava mais bela do que antes. Diocleciano mandou amarrar uma âncora ao pescoço de Filomena e que a lançassem no Rio Tibre. Dois anjos foram enviados e cortaram a corda que prendia a âncora ao pescoço da virgem. Diocleciano a chamou de feiticeira e mandou matar a moça a flechadas, mas as flechas que eram lançadas se voltaram contra os arqueiros.
Diante de todos esses milagres, muitas pessoas se converteram. Com medo de consequências mais desastrosas, o imperador mandou decapitar Filomena. Era exatamente às três horas da tarde de uma sexta-feira, provavelmente no século III.
Vários milagres intercedidos por Santa Filomena foram relatados. Um dos mais conhecidos foi o milagre da francesa Paulina Maria Jaricot. Em 1835, muito doente de uma enfermidade cardíaca e já desenganada pelos médicos, Paulina decidiu peregrinar até Mugnano del Cardinale e pedir o milagre de sua cura a Santa Filomena. Ao sair da França, decidiu passar por Roma e conseguiu uma audiência com o papa Gregório XVI. Pediu a ele a canonização de Santa Filomena, caso voltasse curada. O papa respondeu que sim, pois, do jeito que Paulina estava doente, ele não poderia tirar lhe também essa esperança. Depois de uma exaustiva viagem, Paulina chegou a Mugnano del Cardinale, na véspera da festa de Santa Filomena. No dia seguinte, conseguiu comungar e desmaiou. Todos pensaram que Paulina havia morrido, mas, recomposta do desmaio, ela pediu que a levassem até o relicário de Santa Filomena. Naquela situação, aconteceu um milagre. Paulina estava curada. Era 10 de agosto de 1835. O papa Gregório XVI aprovou o culto a Santa Filomena em 1837. Suas relíquias estão no Santuário de Santa Filomena, em Mugnano del Cardinale, na Itália.
Duas âncoras, três flechas, uma palma e uma flor eram os símbolos representados nas lajes de terracota do cemitério de Priscila, os quais foram interpretados como símbolos do seu martírio. No entanto, um estudo mais aprofundado dos achados arqueológicos constatou a ausência da escrita “mártir”, fazendo decair a possibilidade da sua morte por martírio. Enfim, o corpo era de uma donzela, morta no século IV. Sobre seu sepulcro foram colocadas lajes, com inscrições de um sepulcro antecedente.
A Sagrada Congregação dos Ritos, por ocasião da Reforma Litúrgica dos anos 60, eliminou o nome de Filomena do calendário. Porém, seu culto permaneceu. A “Santinha” do Cura D’Ars, São João Maria Vianney, como muitos chamam Santa Filomena, foi venerada, de modo particular, por São Pio de Pietrelcina, desde criança. Ele a chamava de “princesinha do Paraíso”. A quem ousava colocar em discussão a sua existência, ele respondia que suas dúvidas eram fruto do demônio e repetia: “Pode ser que não se chamava Filomena! Mas, essa santa fez muitos milagres e não foi seu nome a realizá-los”. Ainda hoje, Filomena intercede por numerosos fiéis que vão rezar diante dos seus restos mortais.
Santa Filomena, virgem e mártir, é festejada no dia 10 de agosto. Ela é considerada protetora dos aflitos e dos jovens esposos. Muitas vezes, foi atribuída a ela a graça da alegria da maternidade a mães estéreis. Santa Filomena, rogai por nós!
Oração
Ó gloriosa Santa Filomena, Virgem e Mártir, exemplo de fé e de esperança, generosa na caridade, a vós suplico, escutai a minha prece. Do céu onde reinais, faça cair sobre mim toda a proteção e auxilio de que necessito, neste momento em que minhas forças se enfraquecem. Vós que sois tão poderosa junto a Deus, intercedei por mim e alcançai a graça que vos peço. Ó Santa Filomena, ilustre por tantos milagres, rogai por mim. Não me abandoneis, mais lançai vosso olhar sobre mim e minha família. Afastai as tentações, dai paz a minha alma e abençoai a minha casa. Ó Santa Filomena, pelo sangue que derramaste por amor a Jesus Cristo, alcançai-me a graça que vos peço.
Referências:
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/08/13/santa-filomena.html
https://santonossodecadadia.com.br/events/santa-filomena/
https://santuariosantafilomena.com.br/oracoes-de-santa-filomena/
Imagem: Santuário Santa Filomena
Clero da Arquidiocese de Pouso Alegre se reúne para celebrar o Dia do Padre
Na manhã desta sexta-feira (4), os padres da arquidiocese de Pouso Alegre se reuniram, no Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora, em Pouso Alegre (MG), para celebrar o dia a eles dedicado.
O encontro foi promovido pela Pastoral Presbiteral Arquidiocesana e contou com a presença de grande parte do clero da arquidiocese. O Dia do Padre é celebrado pela Igreja no dia 4 de agosto, por ser a festa daquele que é o patrono dos padres, São João Maria Vianney.
Os padres foram acolhidos pelo arcebispo Dom José Luiz Majella Delgado, CssR, e pelo Reitor do Seminário e Coordenador da Pastoral Presbiteral, padre Heraldo José dos Reis. Inicialmente se reuniram na Capela para um momento de celebração, e logo em seguida, participaram de um almoço de confraternização.
Foi um encontro muito significativo em que os padres puderam desfrutar momentos de oração, partilha, convivência e descontração, fortalecendo os laços fraternos entre eles. Segundo o arcebispo Dom Majella:
"Encontra-se faz bem. É o clero da arquidiocese de Pouso Alegre que se reúne como irmãos, vivendo a alegria de encontra-se!"
Texto: padre José Luiz Faria Junior
Fotos: seminarista Caleb Veloso
Seminaristas da Arquidiocese de Pouso Alegre participam de formação missionária nacional
De 27 a 30 de julho, em Jundiaí (SP), aconteceu a Formação Missionária de Seminaristas (FORMISE). Representando a Arquidiocese de Pouso Alegre (MG), os seminaristas Maikon Miguel Ribeiro de Almeida e Gustavo Silva dos Santos participaram do evento.
Em sintonia com a caminhada missionária da Igreja no Brasil, as Pontifícias Obras Missionárias (POM) e a coordenação nacional dos Conselhos Missionários de Seminaristas (COMISE's) promoveram o FORMISE. Participaram seminaristas, padres formadores, bispos e religiosos de diferentes locais do Brasil. Esta foi a 12ª edição do FORMISE. O evento teve como tema “Ide! Da Igreja local aos confins do mundo”. O lema foi “Corações ardentes, pés a caminho” (Lc 24,13-35).
O objetivo do encontro foi formar e fomentar a ação missionária na Igreja, para entender a importância da missão e da consciência missionária que todo batizado deve ter e que os seminaristas são chamados a assumir com todo seu vigor para que adquiram um autêntico espírito missionário. O centro da missão deve ser a pessoa de Jesus. Deve-se deixar tudo para seguir o Mestre. Foi aprofundado também a reflexão sobre a vocação enquanto graça e missão que deve sensibilizar e impulsionar a Igreja local e o futuro presbítero para sua responsabilidade pela missão universal.
Entre os organizadores do evento, estiveram: dom Maurício da Silva Jardim, presidente da Comissão Missionária da CNBB e bispo de Rondonópolis – Guiratinga (MT); seminarista Ítalo Dalton Alves de Lima, coordenador nacional dos COMISEs; padre Antônio Niemiec, secretário nacional da Pontifícia União Missionária, e irmã Regina da Costa Pedro, diretora nacional das Pontifícias Obras Missionárias (POM).
A abertura do FORMISE aconteceu na Catedral de Nossa Senhora do Desterro em Jundiaí (SP), com celebração eucarística pela Evangelização dos Povos. Logo após a missa, os participantes foram para a casa de retiro onde se deu início oficialmente ao evento. Lá, foi possível vivenciar momentos de aprofundamento sobre a missão.
Missa de abertura do 12º FORMISE, na Catedral Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí.
O apelo aos seminaristas e a todos os fiéis foi que, em meio as dificuldades, é necessário anunciar que o Reino de Deus está próximo. Pelo Batismo, todos os cristãos são chamados a ir aos confins do mundo, sair da Igreja local e anunciar o Reino de Deus, pois toda vocação está em função da missão. Impulsionados pelo apelo do papa Francisco, refletiram que “O que o mundo hoje tem mais necessidade é encontrar o Cristo”.
Seminaristas do Regional Leste II da CNBB, participantes do 12º FORMISE.
Representando a Arquidiocese de Pouso Alegre, participaram os seminaristas Maikon Miguel Ribeiro de Almeida e Gustavo Silva dos Santos, da Etapa Discipular. Eles fazem parte, em âmbito arquidiocesano, do Conselho Missionário de Seminaristas (COMISE).
Texto: padre Cristian Diego Rosa
Imagens: seminarista Maikon Miguel Ribeiro de Almeida
Veja mais fotos do evento:
#Reflexão: Festa da Transfiguração do Senhor (06 de agosto)
A Igreja celebra a festa da Transfiguração do Senhor, neste domingo (06). Reflita e reze com a sua liturgia.
Leituras:
1ª Leitura: Dn 7,9-10,13-14
Salmo: 96(97),1-2.5-6.9 (R. 1a.9a)
2ª Leitura: 2Pd 1,16-19
Evangelho: Mt 17,1-9
FESTA DA TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR
A festa da “Transfiguração de Jesus” no monte é recordada pelo nosso povo com a festa do “Bom Jesus”. As imagens do Bom Jesus nos colocam nas cenas dolorosas de Cristo. O Evangelho desta solenidade, no entanto, nos coloca junto de Jesus no momento bem antes da paixão, em um “alto de um monte” que a tradição cristã chama de “Tabor”. A transformação de Jesus (transfiguração) neste lugar alto está profundamente ligada com os momentos finais da vida de Jesus Cristo.
Os textos que lembram este momento, iniciam com uma informação: tudo aconteceu “6 dias depois”. O fato significativo anterior foi sobre a pergunta crucial de Jesus: “Quem sou eu para as pessoas?” Pedro responde chamando Jesus de Messias. Mas, o Mestre Jesus sabia que tal ideia (Jesus como messias) precisava ser esclarecida, pois estava ligada a esperança de um messias guerreiro ou um novo rei. Na explicação, Jesus afirma que será um “salvador” (messias enviado por Deus), mas de uma forma bem diferente. Ele será entregue nas mãos dos poderosos (religiosos e romanos), passará por sofrimentos, humilhação e, por fim, vai ser morto, mas que depois, ressuscitará.
Tais palavras, certamente, foram uma “balde de água fria” no grupo dos discípulos e nas esperanças de todos sobre o Mestre que estavam seguindo. Pedro até que tentou desviar o Mestre destas ideias, mas foi chamado de “Satanás” pelo próprio Senhor. Sofrimento e morte é o destino conhecido de todos; é a realidade que todos passam. Mas, então tudo estava caminhando para mais um fracasso? Não! Assim, “seis dias depois...” temos a passagem do Evangelho deste domingo.
Os evangelistas iniciam esta cena lembrando que Jesus convida alguns dos discípulos para subir com Ele ao monte. Nosso Senhor planejou este momento para alguns, talvez aqueles mais preparados para experimentar e transmitir aos demais. Os “lugares altos” (montes, montanhas) em todas as culturas antigas são lugares da experiência com a divindade. Destaca-se um pouco do vale e da planície os estão as pessoas (representando os lugares das cidades, das plantações etc.) para se aproximar de Deus é fundamental para se experimentar algo que somente Deus pode nos dar. Os pés permanecem na terra, mas os olhos podem ver o infinito do céu de Deus.
A cena nos coloca de imediato em relação ao que acontece com Jesus. Sabemos pelos Evangelhos que o Mestre Jesus, constantemente, se retirava para rezar (Lucas nos lembra sempre disso). Mas, nessas passagens em que Jesus rezava, não temos o que acontecia no momento da oração. O último momento da oração de Jesus, os evangelistas nos dizem o que aconteceu no Horto das Oliveiras, naquele momento, imperou o sofrimento do peso daquilo que Jesus iria enfrentar. Nesta passagem deste domingo, tudo acontece de imediato: Jesus se mostra em sua realidade divina.
Mateus nos diz que o “rosto de Jesus brilhou com o sol e suas roupas ficaram brancas como a luz”. “Roupas” na simbologia bíblica representa “identidade”. Rosto e roupas são realidade humanas de Jesus que são inundadas com a maior força da natureza: o brilho do sol. Cristo insiste sempre nos Evangelhos que a “luz” é o lugar por excelência de Deus e daqueles que estão com Ele. Assim, é a nossa realidade terrena – naquele momento do Tabor – com suas limitações que são plenamente revestidas de Deus. Há um encontro entre o humano com o divino neste momento. Os discípulos não viram outro rosto e nem uma outra identidade diferente, mas sim, o mesmo Mestre de sempre, mas com todo o seu brilho eterno e divino. Assim, Jesus torna divino o que Ele é como humano: seu rosto se modifica e suas roupas se tornam brancas... Mas, é o Jesus de sempre em sua plena realidade divina e humana.
Na primeira leitura, Daniel descreve como é o céu. A figura principal é o “ancião de cabelos brancos” que representa Deus e a sua sabedoria em governar e julgar (sentado em um trono). Na terra, os juízes e os reis se revezam e sucedem na história; no céu, Deus julga e governa eternamente. A figura do “Filho do Homem” é descrita com o mesmo poder e igualdade em relação aquele que está sentado no trono. Jesus é este que possui o poder da eternidade de Deus. Por isto, na transfiguração, os sinais de poder e esplendor revelam Jesus como divino e com um brilho que está associado a Deus.
Os discípulos escolhidos por Jesus percebem que estão diante de uma experiência do céu, mas sobre a terra. Não foram transportados para uma realidade longe e distante deles, mas sim, que o “céu desceu na terra”. Com Jesus no alto do monte, uma “porta” se abre para a eternidade.
Amedrontados e espantados, os discípulos veem duas pessoas conversando com Jesus, eram Moisés e Elias. O Mestre que seguiam os coloca com dois pilares da religião dos judeus. Moisés representam toda a Lei e os fundamentos que todos seguiam enquanto judeus; Elias era considerado o maior dos profetas. Mas, estes dois grandes personagens do AT conversavam com Jesus, dando a entender que há uma profunda ligação do passado com Jesus. Em Cristo Jesus tem-se o ponto de chegada de toda esperança presente na Lei e nos Profetas.
Pedro que já tinha proposto a Jesus para abandonar o discurso do sofrimento e da morte, pois iria espantar os discípulos, agora no alto do monte como testemunha fundamental do evento de revelação do Mestre Jesus, propõe algo que expressa a sua surpresa e até buscando certo privilégio: construir três tendas para os três personagens. Dessa forma, Pedro procura eternizar como um privilégio somente para os três discípulos. Tenda seria ainda, um sinal de controle, limitação do mistério. A proposta de Pedro também coloca Jesus na mesma realidade que Moisés e Elias, pois são três habitações iguais para os três. O que o primeiro apóstolo propõe, no fundo, é quase uma tentação para Jesus: ficar ali e não proceder com tudo até o final em Jerusalém.
A voz que aparece no céu, claramente sinal da manifestação de Deus, esclarece qualquer dúvida. Os termos mostram a grande e a profunda intimidade entre Jesus e Deus: “Este” não se trata de nenhum outro; “meu filho” mostra a profunda relação como entre um pai e um filho; “amado” nenhuma outra pessoa tem de Deus tal privilégio. Esta frase até aqui já tinha sido pronunciada no dia do batismo de Jesus. O final da frase é o ponto fundamental nesta revelação. A forma de fazer experiência da divindade de Jesus é escutá-lo. Nas religiões antigas, a forma de se colocar em comunhão com a divindade acontecia de outras formas, em relação a Jesus é escutando-O.
A experiência no monte da Transfiguração não deve ser vista como mais um momento na vida de Jesus, mas está profundamente ligada com outro monte: o Calvário. No alto do Monte onde está a cruz de Cristo, cercado por dois ladrões, o que se mostra como sofrimento e com sinais de morte, na realidade, é a transfiguração da realidade humana que é salva. No monte da Cruz, Deus se revela no mais profundo da realidade humana, para transformar tudo em Luz de Deus que ilumina toda realidade e toda humanidade.
Jesus é quem convida os discípulos para experimentar e serem testemunhas de mais esta revelação. É fundamental para nós, como os discípulos no Evangelho, se distanciar em alguns momentos para experimentar a presença e o poder de Jesus, e o caminho fundamental é escutando-O. Mas, tal experiência não deve ser um privilégio, mas é preciso “descer da montanha”, se colocar em contato com outras pessoas e testemunhar a fé em Cristo é muito mais que um profeta (como Elias) ou como um legislador (como Moisés).
Testemunhar é muito mais do que falar sobre o que aprendeu. É anunciar com a vida, Aquele que é o centro e a nossa vida. Pedro na segunda leitura lembra que aquilo que eles testemunham no mundo não é uma fábula e nem uma fantasia, mas tudo que viram e experimentaram estando com Jesus. A pessoa de Cristo é o fundamental na evangelização proposta pelos apóstolos.
Dom Majella participa de novenário em Bom Jesus da Lapa (BA)
Ontem (1), dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre (MG), participou de novenário ao Bom Jesus, em Bom Jesus da Lapa (BA).
De 28 de julho a 5 de agosto, acontecem celebrações especiais ao Bom Jesus, cuja festa é celebrada no dia 6 de agosto. Em Bom Jesus da Lapa (BA), há um santuário dedicado a essa devoção.
Francisco de Mendonça Mar, imigrante português, ourives, pintor e padre, iniciou, no século XVIII, no interior oeste da Bahia, a devoção ao Senhor Bom Jesus e a Nossa Senhora da Soledade. O padre português acolhia peregrinos que vinham rezar em uma gruta e em uma capela. Hoje, nessa região, há o Santuário do Senhor Bom Jesus da Lapa e de Nossa Senhora da Soledade, sob os cuidados dos missionários redentoristas e da diocese local.
Peregrinos da Festa do Bom Jesus da Lapa, em Bom Jesus da Lapa (BA).
Dom José Luiz Majella participou, ontem (1), do 5º dia do novenário em Bom Jesus da Lapa e fez a homilia. Em sua reflexão, o arcebispo de Pouso Alegre destacou a vocação e a missão de Santo Afonso Maria de Ligório, fundador dos redentoristas, celebrado nessa data; os trabalhos dos missionários redentoristas no santuário local e a espiritualidade dos peregrinos que participam da festa do Bom Jesus.
“Aqui pode se sentir verdadeiramente a pulsação de peregrinos, de gerações em gerações, que se põem a caminho de Bom Jesus da Lapa para experimentar a obra de cura, o olhar, a misericórdia do Senhor Bom Jesus. Um acontecimento que se torna encontro com Jesus”, refletiu dom Majella.
As celebrações especiais dedicadas à Festa do Bom Jesus continuam até o dia 6 de agosto e podem ser acompanhadas pelas mídias digitais do santuário.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: Tamiris Batista / Assessoria de Comunicação - Santuário do Bom Jesus da Lapa
Santa Teresa Benedita da Cruz: testemunho de doação e entrega
Em 09 de agosto, a Igreja celebra a memória de Santa Teresa Benedita da Cruz (Edith Stein). Vamos conhecer um pouco da sua vida.
Edith Stein nasceu na Polônia, em 12 de outubro de 1891. Era a décima primeira filha de um casal de judeus. Na sua adolescência, por não encontrar resposta para as suas indagações, afastou-se de Deus. Aluna excelente, dotada de intuição e inteligência extraordinárias, Edith Stein, procurando o sentido da vida, estudou psicologia, história, filosofia e filologia germânica.
Durante a Primeira Guerra Mundial, alistou-se como enfermeira da Cruz vermelha. Foi nesta ocasião que se encontrou com o mistério da dor e da morte de tal forma que a fez assumir como próprios os sofrimentos dos seres humanos.
Em 1921, Edith Stein se converteu ao Cristo após a leitura da autobiografia de Santa Teresa d’Ávila. Em 1922 recebeu os sacramentos do batismo e da crisma, apesar da oposição de seus pais. Contudo, ela não renegou suas raízes judaicas. Em 1934, tornou-se professora e irmã Carmelita, em Colônia, adotando o nome de Teresa Benedita da Cruz.
Devido à perseguição aos judeus promovida pelo nazismo, Teresa Benedita da Cruz foi transferida para o Carmelo de Echt, na Holanda. Em 1940, dois anos após a invasão da Holanda pelos nazistas, Teresa Benedita da Cruz, junto com outros 244 católicos judeus, foi levada para Auschwitz. Em Auschwitz, ela cuidou das crianças encarceradas e ensinou o evangelho aos presos. Santa Teresa Benedita morreu nas câmaras de gás de Auschwitz em agosto de 1942. Em seguida, seu corpo foi queimado.
A beatificação de Edith Stein aconteceu em 1987. A canonização foi em 1998. Em 1999, Santa Teresa Benedita da Cruz foi nomeada co-padroeira da Europa. Que o testemunho de Santa Teresa Benedita da Cruz nos motive à busca contínua da verdade e o abandono confiado em Deus.
Referências:
https://santo.cancaonova.com/santo/santa-teresa-benedita-da-cruz-edith-stein-martir
https://www.carmelitaniscalzi.com/pt-br/quem-somos/nossos-santos/santa-teresa-benedita-da-cruz
https://site.ucdb.br/santos-do-dia/santa-teresa-benedita-da-cruz-edith-stein/130
https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/08/09/s--teresa-benedita-da-cruz--edith-stein---virgem-e-martir-carmel.html
Imagem: Vatican Media / Redemptoris Mater / Vaticano
Padre da Arquidiocese de Pouso Alegre lança novos livros de espiritualidade
Padre Flávio Sobreiro da Costa, membro do clero arquidiocesano, lançou novos livros de espiritualidade, ligados à devoção mariana e a São Miguel Arcanjo, pela editora Santuário.
Padre Flávio Sobreiro é bacharel em Filosofia (PUC-Camp) e em Teologia (Faculdade Católica de Pouso Alegre). É membro do clero da Arquidiocese de Pouso Alegre e, atualmente, é pároco da Paróquia São José, em Toledo (MG). É escritor de livros sobre espiritualidade e vida humana.
Recentemente, lançou 3 livros de espiritualidade ligados à devoção a Nossa Senhora Aparecida e a São Miguel Arcanjo, pela editora Santuário.
"Novena a Nossa Senhora do Equilíbrio" traz uma reflexão sobre Maria como exemplo de equilíbrio e confiança na providência divina. "Exercícios espirituais com São Miguel Arcanjo" é um convite para um itinerário de orações, pedindo a intercessão desse arcanjo. "Exercícios espirituais com Nossa Senhora Aparecida" é uma oportunidade de rezar nove dias com Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil.
Os livros podem ser adquiridos pela página da editora Santuário, clicando nos links acima.
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagem: Servando de Campos
Movimento Mãe Rainha realiza encontro arquidiocesano
No último domingo (24) aconteceu na Paróquia São João Batista, em Pouso Alegre (MG), o encontro com os coordenadores setoriais e paroquiais do Movimento Mãe Rainha.
O encontro foi promovido pela Coordenação Arquidiocesana de Pastoral e teve início às 7 horas com a Celebração Eucarística presidida, na Igreja Matriz, pelo padre Edson Aparecido da Silva, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral e Pároco da Paroquia São João Batista.
Após a celebração, Pe. Edson acolheu a todos no Salão Paroquial e continuou o encontro discorrendo sobre a necessidade de avaliar e buscar novos meios para colocar o Movimento Mãe Rainha em funcionamento na arquidiocese, especialmente através da indicação de uma coordenação arquidiocesana e setorial.
Em seguida, a Irmã Márcia, que faz parte do Secretariado do Movimento Mãe Rainha, em Atibaia (SP), falou sobre o triênio (2023-2025) em preparação ao jubileu de 75 anos da campanha no Brasil e sobre o objetivo principal do movimento que é colocar-se a serviço nas paróquias para ser instrumento na evangelização das famílias.
Irmã Márcia também propôs algumas questões para serem conversadas em pequenos grupos:
- O que me que motiva a perseverança nesta caminhada?
- Diante da missão que me foi confiada, o que preciso realizar no setor/paróquia para melhor servir?
Após o almoço, Pe. Edson dirigiu um momento de oração e reflexão, e propôs que os presentes indicassem por eleição livre, sem candidatos prévios, um coordenador e um vice coordenador para o movimento na arquidiocese. Após a votação secreta e feita a apuração, foram eleitos para Coordenador Arquidiocesano, Paulo José Andery Filho, da cidade de Bueno Brandão (MG), e para Vice Coordenador, Paulo César Mendes, da cidade de Santa Rita do Sapucaí (MG).
Texto: padre José Luiz Faria Junior
Fotos: Silvia Regina Lopes Tavares
Vicentinos realizam encontro regional em Pouso Alegre
No último domingo (24), aconteceu, em Pouso Alegre (MG), o XVIII Encontrão Vicentino. Fiéis do Sul de Minas, ligados à Sociedade de São Vicente de Paulo, refletiram tema relacionado à visita aos pobres e celebraram o carisma da caridade.
O evento foi promovido pela Sociedade São Vicente de Paulo (SSVP) e reuniu cristãos leigos dessa organização que fazem parte da Província Eclesiástica de Pouso Alegre. Eles refletiram o tema "A mística da visita aos pobres". Além disso, houve momentos de oração, partilha de experiências, convivência e caminhada. O encontro teve como momento especial uma missa, celebrada na catedral do Bom Jesus.
A SSVP é uma organização civil de leigos, conhecidos como "vicentinos", que se dedicam à caridade. Foi fundada em 1833, em Paris, por jovens universitários católicos, entre os quais se destaca Antônio Frederico Ozanam, beatificado pelo papa João Paulo II, em 1997. São Vicente de Paulo é considerado patrono das ações vicentinas. Em todo o mundo, a organização conta com, aproximadamente, 800 mil voluntários e ajuda, diariamente, 30 milhões de pessoas.
No Brasil, a instituição foi fundada em 1872. Ela conta com a colaboração de, aproximadamente, 153 mil vicentinos, os quais ajudam, semanalmente, cerca de 74 mil famílias em situação de vulnerabilidade social, formando uma rede de caridade.
Na Província Eclesiástica de Pouso Alegre, que abrange a região sul de Minas Gerais, há 9 conselhos centrais da SSVP, os quais gerenciam as conferências dessa organização que atuam nas paróquias e comunidades. Na Arquidiocese de Pouso Alegre, o padre Sebastião Márcio Maciel, pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, em Santa Rita do Sapucaí (MG), é assessor espiritual dos fiéis ligados à SSVP.
O "Encontrão Vicentino" acontece anualmente e procura unir os vicentinos para estudar um tema e celebrar a vida e a missão. O evento é uma oportunidade para reavivar os membros das conferências vicentinas, proporcionando mais ânimo aos trabalhos de caridade e justiça.
Durante o XVIII "Encontrão Vicentino", os fiéis rezaram com as relíquias de São Vicente de Paulo e de Teresa Cristina, beatificada no dia 10 de dezembro de 2022, em Barbacena (MG).
Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: padre Sebastião Márcio Maciel
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Santo Inácio de Loyola: de cavaleiro a missionário
Iñigo López de Oñaz y Loyola, conhecido como Inácio de Loyola, nasceu em 1941, no Castelo de Loyola, em Azpeitia, região basca, no norte da Espanha. Era filho de família cristã e nobre r o caçula de 13 irmãos.
Em 1506, Inácio, aos 15 anos, colocou-se a serviço de Juan Velázquez de Cuéllar, ministro do Tesouro Real durante o reinado de Fernando de Aragão. Foi quando Inácio recebeu uma preciosa formação acadêmica, a qual o tornou um exímio cavaleiro, com grandes virtudes para uma atuação fecunda e leal em ações militares.
Como Deus utiliza de diversas formas para mostrar o seu amor e chamar aqueles que ele quis (Mc 3,13-19), em meio a um conflito militar, no dia 20 de maio de 1521, ao tentar, sem sucesso, proteger Pamplona (capital de Navarra) dos invasores franceses, Inácio foi ferido por uma bala de canhão, a qual, além de partir sua perna direita, deixou lesões na esquerda. O grave ferimento foi fundamental para a mudança radical que aconteceria em sua vida. Durante o período de recuperação no Castelo de Loyola, como não havia livros de Cavalarias, os quais eram seus preferidos, Inácio dedicou-se à leitura de Vida de Cristo, escrita por Ludolfo da Saxónia, e de uma coletânea sobre a vida de santos.
Nesse contato com os livros, Deus falou com Inácio, fazendo o seu coração arder para um novo chamado vocacional. No arder de seu coração, ele se perguntava: "Por que não eu?“. Com isso, Inácio percebeu que as ambições mundanas lhe causavam alegrias superficiais e passageiras, ao passo que, na entrega, no encontro e na vivência com Cristo, o seu coração estava cheio de uma alegria duradoura. Essa consolação foi, para Inácio, um sinal de Deus.
Passado o período de convalescença, Inácio se apresentou ainda mais forte e com um vigor de mudança e entrega à missão que Deus o convocará. Sentia-se chamado a conquistar corações e almas para viver as bem-aventuranças de uma vida em Deus, com Deus e por Deus, por meio da Revelação de Jesus Cristo.
Além disso, Inácio sentia arder em seu coração um forte desejo de mudanças. Portanto, decidiu partir rumo a Jerusalém. Saindo de Loyola, seguiu em peregrinação para Montserrat. No caminho, doou suas roupas de fidalgo a um pobre, passando a usar trajes rústicos.
A espada foi deixada no altar da Igreja de Nossa Senhora de Montserrat, após uma noite de oração. Em Manresa, Inácio abrigou-se em uma cova. Vivendo como eremita e mendigo, passou pelas mais duras necessidades. Após essa experiência, Inácio seguiu em sua longa peregrinação até Jerusalém, onde permaneceu por um tempo.
De volta à Europa, sofreu perseguições e incompreensões que lhe fizeram perceber a necessidade de estudar para melhor ajudar os outros. Assim, nasceu no coração de Inácio a Companhia de Jesus. Em Paris, em 1534, junto à Francisco Xavier e outros companheiros, fundou a Companhia de Jesus. Seus membros são chamados de "Jesuítas". São homens que, a exemplo do pai fundador e inspirados no amor do Cristo, buscam um encontro com Jesus na pessoa dos irmãos. Além disso, no amor e na dedicação, estudam e ouvem a Palavra de Deus, entregando-se a sua vontade. Alguns membros foram enviados para evangelizar o Brasil. Ele preparou e enviou os missionários jesuítas ao mundo todo para espalhar o cristianismo.
Como Santo Inácio de Loyola, coloquemo-nos ao serviço do próximo! Sua memória, missão e vocação são celebradas na Igreja no dia 31 de julho.
Oração
Tomai, Senhor e recebei
Toda a minha liberdade, a minha memória também.
O meu entendimento e toda a minha vontade
Tudo o que tenho e possuo, vós me destes com amor.
Todos os dons que me destes, com gratidão vos devolvo
Disponde deles, Senhor, segundo a vossa vontade.
Dai-me somente, o vosso amor, vossa graça
Isto me basta, nada mais quero pedir.
Referências:
https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2019-07/santo-inacio-jesuita-apaixonado.html
https://jesuitasbrasil.org.br/institucional/santo-inacio-de-loyola/
https://santo.cancaonova.com/santo/santo-inacio-de-loyola-fundador-da-companhia-de-jesus/
Imagem: Vatican Media


























