Padre é ordenado em Maria da Fé (MG) para Diocese de Paracatu

No dia 08 de setembro, o Diácono Luiz Guilherme Siqueira de Oliveira, foi ordenado presbítero para a diocese de Paracatu, localizada no norte do estado de Minas Gerais. O novo presbítero é natural de Maria da Fé (MG), Arquidiocese de Pouso Alegre.

A Celebração Eucarística com o Rito da Ordenação Presbiteral, aconteceu na Igreja Matriz Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da Fé (MG), às 19 horas, na sexta-feira, dia 08 de setembro, uma data especial em que a Igreja celebra a Natividade de Nossa Senhora. Presidiu a celebração, o bispo diocesano de Paracatu, dom Jorge Alves Bezerra, SSS.

Estiveram presentes padres da diocese de Paracatu e da arquidiocese de Pouso Alegre, seminaristas, fiéis provenientes de diversas paróquias da diocese de Paracatu e das comunidades da paróquia Nossa Senhora de Lourdes, em Maria da Fé (MG).

Padre Luiz Guilherme Siqueira de Oliveira escolheu como lema de seu ministério presbiteral, a passagem bíblica de Marcos 16,15: "Ide pelo mundo inteiro, proclamai o Evangelho a toda a criatura".

Texto: padre José Luiz Faria Junior

Imagens: site da Diocese de Paracatu

 


São Cornélio e São Cipriano: sacerdotes defensores da Igreja

Cornélio, o papa da mansidão e Cipriano, o bispo convertido, viveram e testemunharam a fé em Deus e o amor à Santa Igreja durante o século III, num tempo  conturbado para o catolicismo, em que havia muitas perseguições aos cristãos e um cisma dentro da própria Igreja.

São Cornélio nasceu em Roma e era reconhecido como um homem de fé justo e amoroso. Foi eleito papa depois de alguns anos que a cátedra estava vacante, a sua eleição não foi aceita por Novaciano o qual se declarava um antipapa, o que ocasionou um cisma em Roma. Além disso, houve também a perseguição anticristã do Imperador Galo, que levou à sua prisão e exílio em Cività-Vecchia, em Roma, local onde passou seus últimos dias de vida.

São Cipriano nasceu em Cartago, vindo de uma família abastada recebeu formação superior, dedicando-se à oratória e advocacia, se converteu à religião cristã em idade adulta e, logo após três anos, se tornou bispo. Nesse momento a Igreja era terrivelmente perseguida e na medida em que os fiéis eram martirizados, mais aumentava e intensificava o fervor do povo de Deus.

Outro mal era o surgimento de grupos de hereges dentro da Igreja que almejavam autonomia para pregar uma doutrina diferente da dos apóstolos e dos bispos da Santa Igreja de Cristo. Em 252, Cipriano conseguiu convocar um Concílio, em Cartago, para condená-los, enquanto o Papa Cornélio, em Roma, confirmava a excomunhão deles. Durante a perseguição de Valeriano, sucessor de Galo, o clandestino Cipriano retornou a Cartago, para dar testemunho da fé, mas ali foi martirizado.

Os santos Cornélio e Cipriano são exemplos para todos os clérigos e fiéis leigos de que devemos lutar e defender a doutrina e verdades da fé católica, com oração e intercessão, mas também com amor e firmeza testemunhando com palavras e ações. Estejamos sempre em oração pela libertação e exaltação da Igreja de Cristo e pelo aumento e santificação do clero.

Oração:

Ó Deus, que em São Cornélio e São Cipriano, destes ao vosso povo pastores dedicados e mártires invencíveis, fortificai, por suas preces, nossa fé e coragem, para que possamos trabalhar incansavelmente pela unidade da Igreja. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!

 

Referências:

DE PAULO, Melody; VITTO, Rafael. São Cornélio e São Cipriano, Papa e Bispo. Canção Nova – Santo do dia. Disponível em: https://santo.cancaonova.com/santo/sao-cornelio-e-sao-cipriano-papa-e-bispo/.

CORNÉLIO, PAPA E CIPRIANO, BISPO, MÁRTIRES. Vatican news. Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/09/16/ss--cornelio--papa-e-cipriano--bispo--martires.html.

São Cornélio e São Cipriano. Diocese Bragança Paulista. [Do livro "Escola da Fé 1: Sagrada Tradição" pp. 68-70. Tradução: Toni Lopes] Disponível em: http://www.diocesedebraganca.com.br/santododia/145.

Referência da imagem:

https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/09/16/ss--cornelio--papa-e-cipriano--bispo--martires.html


#Reflexão: 24º domingo do Tempo Comum (17 de setembro)

A Igreja celebra o 24º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (17). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Eclo 27,33-28,9
Salmo: 102(103),1-2.3-4.9-10.11-12 (R. 8)
2ª Leitura: Rm 14,7-9
Evangelho: Mt 18,21-35

 

Acesse aqui as leituras.

 

PERDOAR PARA SER PERDOADO

Domingo passado meditamos uma passagem de São Mateus em um capítulo (Mt 18) que é considerado um grande ensinamento para a comunidade cristã. Jesus fala para aqueles que estavam procurando – como nós – viver o Evangelho. O capítulo inicia com uma pergunta: “Quem era o maior entre eles” (Mt 18,1). Uma pergunta muito estranha, mas Jesus, ao contrário, apresenta vários ensinamentos sobre o acolhimento dos pequeninos na comunidade, começando pelas crianças. Diz Jesus: “ai daquele que escandalizar um só desses pequeninos” (cf. 18,6). Conclui que “Deus Pai não quer que se perca nenhum deles” (18,14). E assim, ouvimos domingo passado sobre o ensinamento de Jesus em relação ao pecado entre dois irmãos e como tudo deve ser resolvido. Neste domingo é Pedro que propõe, praticamente, a mesma questão: “Quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim?” (18,23). Jesus ensinou sobre como proceder quando um irmão erra, mas Pedro queria saber até quantas vezes devo perdoar se meu irmão errar.

A primeira leitura e o Evangelho de Mateus tratam deste mesmo tema: o perdão. O autor do livro do Eclesiástico lembra que o ódio é algo que até mesmo quem não possui religião procura se desfazer, pois não traz nenhum benefício e somente mais coisas negativas. Reter no coração algo de ruim (ódio, rancor...) é visto até como algo incoerente, pois a pessoa pede a Deus, mas seu coração está longe Dele. O autor ainda lembra da nossa realidade humana e de nossa igualdade: todos nós erramos e por isto todos devemos perdoar uns aos outros.

No Evangelho vemos que Pedro, certamente, tinha intuído que Jesus dava muito valor ao perdão. Nosso Senhor deve ter falado muito, ensinado e demonstrado como colocar em prática o perdão, isto tudo com situações bem concretas. Dessa forma, o apóstolo propõe uma pergunta e já antecipa a resposta. Sabemos que o número “sete” significa a totalidade e a perfeição (pois é a soma de tudo: 3 realidade divina + 4 realidade terrena), por isto Pedro já antecipa sua resposta: “sete vezes?”.

No tempo de Jesus, a orientação geral era de perdoar qualquer coisa até a terceira vez, depois disto, se a pessoa continuasse no erro, poderia ser até processada por quem saiu prejudicado. Pedro tinha percebido que Jesus ia muito além das “três vezes”, por isto, propõe a perfeição e a totalidade (sete) como resposta. Mas, Jesus surpreende e vai muito além do que concluiu Pedro. Responde afirmando que seria algo sem limite e condições: sete vezes setenta vezes. Este jogo com os números 7 x 70, conhecemos em uma passagem do AT quando Lamec diz que vai se vingar “setenta vezes sete” (cf. Gn 4,24), assim, Jesus inverte a lógica: da vingança para o perdão.

Mas, Jesus não deu por terminada a questão e propõe uma parábola para revelar o motivo que todos devem sempre perdoar. A parábola inicia mostrando a imensa distância entre os personagens. Trata-se de um rei que possuía uma riqueza que não se tinha condições de medir. Este rei – segundo Jesus – teria emprestado dinheiro a vários servos e um dia, quis que todos acertassem suas contas. Um servo foi conduzido e o rei simplesmente aplicou o princípio geral garantida perante a lei: pedir contas a quem tinha emprestado dinheiro.

Sobre a dívida, Jesus apresenta um valor imenso. Algo em torno de 589 toneladas de ouro (praticamente o PIB do Brasil). O detalhe é que o rei imensamente rico tinha confiado a um servo uma soma que ele não teria jamais condições de pagar com juros. O empréstimo não foi para um banqueiro ou comerciante, mas a um servo.

Diante de uma conta praticamente impossível de ser paga, o servo apela de todas as formas, inclusive se jogando ao chão diante de seu patrão para pedir mais tempo. Todos sabiam que não era falta de tempo que ele precisava, mas de condições financeiras para pagar tamanha soma que era impossível de ser quitada. Endividado, se tornaria escravo (ele e sua família) até o final da vida.

Diante dos apelos do servo, Jesus diz que o patrão riquíssimo fez muito mais do que o servo tinha suplicado: perdoou toda a dívida e o deixou ir embora sem pedir ao servo qualquer coisa. O perdão produziu muito mais que um cancelamento de dívida, concedeu ao servo o estado de pessoa livre. Ele sai da presença do patrão com a riqueza que deveria devolver; sai alegre e riquíssimo. Mas, ele não descobriu a verdadeira riqueza que tinha experimentado. Ao perdoar a dívida e dar ao servo a liberdade, esse pode deixar a casa do seu senhor com todo o passado cancelado e tendo a chance de viver e aproveitar sua vida usando do dinheiro que ele tinha emprestado.

Mas, Jesus continua a parábola informando que o mesmo servo cuja dívida lhe fora perdoada, encontrou um “companheiro de trabalho” que também tinha uma dívida, mas não com o senhor, mas com ele, o servo perdoado. Mas, o tal servo perdoado se mostrou ainda preso a princípios e leis e não na misericórdia.

O servo cuja dívida tinha sido perdoada se jogou no pescoço do colega e o sufoca. O patrão que tinha todo o direito de cobrar tudo, não tinha feito nada. O colega do servo repete o mesmo gesto diante de uma pessoa que era igual a ele: de joelho lhe suplica mais tempo para pagar a dívida. Segundo Jesus, a dívida era somente algo que correspondia a 100 dias de trabalho. Mas, o servo, buscando cumprir seu direito como cidadão (cobrar uma dívida), não quis saber das palavras do colega e esse foi jogado na prisão juntamente com sua família.

Tudo acaba chegando aos ouvidos do rei que tinha perdoado a imensa dívida e ele redefine a história do servo. Este tinha pedido e invocado um gesto de misericórdia (“um pouco de tempo”) e seu senhor tinha lhe dado tudo: o perdão incondicional e a liberdade. O senhor, inicialmente, podia simplesmente aplicar a lei, mas quis fazer algo que foge a todos os princípios e está acima de qualquer lei: Ele agiu com misericórdia. Diante do servo que não agiu do mesmo modo que seu Patrão, esse muda até seu nome (chamando-o de “servo mau”) e aplica simplesmente a lei comum: jogá-lo na prisão até pagar tudo.

Aprendemos com Jesus em diversos momentos e ensinamentos que “o limite do perdão é não ter limite”: todos devem sempre perdoar! Colocar limite ao perdão é reter ódio, represar raiva e cultivar rancor que irão dar somente frutos negativos. O perdão não liberta o nosso passado, mas liberta o nosso futuro. O desafiante é sempre dobrar o nosso coração, assim, a conversão não é daquele que errou, mas daquele que precisa perdoar. O senhor da parábola age por misericórdia e seu gesto é algo incompreensível e visto até mesmo como absurdo. O perdão praticado por Jesus, de fato, rompe e vai além da nossa compreensão e de nossas leis.

Segundo Jesus, o senhor da parábola tinha tudo para poder exercer e fazer valer o seu direito de receber a dívida do servo (confiscando tudo que ele tinha e colocando todos na prisão), mas ele agiu acima da lei (com misericórdia). O perdão é um tesouro que Deus concede a cada pessoa, mas somente se transforma em riqueza quando este também é doado aos outros.

Antes de condenar o servo que já tinha feito a experiência do perdão, o patrão questiona porque ele não fez o mesmo que o seu patrão. Ele tinha agido não pelo caminho da lei, mas por compaixão.

Jesus nesta parábola lembra que nós tínhamos uma dívida impossível de ser saudada, mas que foi simplesmente cancelada por Deus através de Jesus. Assim, a mesma experiência de perdão, todos nós devemos praticar em relação aos nossos irmãos, pois, certamente, as nossas dívidas serão menores que aquela que foi perdoada por Deus.

Deus não se comporta nem como banqueiro e nem como juiz, Ele perdoa movido por sua misericórdia que está acima de qualquer lei ou norma. Do mesmo modo devemos agir em relação aos erros de nossos irmãos. Somos chamados a perdoar porque Deus é que nos perdoou em primeiro lugar e perdoou uma dívida impagável. Como Jesus nos ensina: o perdão faz bem muito mais a quem perdoa do que a quem foi perdoado.

 

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Encontro Provincial das Comunidades Eclesiais de Base acontece em Passos

Aconteceu nos dias 08, 09 e 10 de setembro, no Centro de Aprendizagem Pro Menor de Passos, MG, o Encontro Provincial das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs). Com o objetivo de fortalecer e reanimar as CEBs, a iniciativa faz parte da preparação para o Encontro das CEBs do Leste 2 que acontecerá no ano de 2024 também em Passos.

O encontro contou com a participação dos cristãos leigos da Província eclesiástica de Pouso Alegre (MG) que é composta também pelas dioceses de Campanha (MG) e Guaxupé (MG).

Com o tema CEBs, resgate e perspectivas: onde moras? Vem e vê, o evento teve a participação efetiva do senhor Bispo da Diocese de Guaxupé, Dom José Lanza, que fez a abertura das atividades na sexta-feira, dia 08. Assessorado pelo Pe. Manoel Godoy, de Belo Horizonte, contando com momentos de oração, reflexões em grupos e partilhas, o encontro se estendeu até dia 10, domingo, às 12h, e foi encerrado com a Santa Missa.

 

 

 

Texto: Pe. Carlos Cézar Raimundo

Imagem: Luiz Carlos

 


Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora completa 124 anos

Fundado no dia 8 de setembro de 1899, Seminário Arquidiocesano Nossa Senhora Auxiliadora completa, hoje (8), 124 anos de história. Ontem (7), com celebração eucarística e confraternização, vigário geral, padres formadores, seminaristas e familiares comemoraram aniversário da instituição e iniciaram preparação para Jubileu de 125 anos do Seminário, a ser celebrado no dia 8 de setembro de 2024.

 

Com celebração eucarística, ontem (7), presidida pelo cônego Wilson Mário de Morais, vigário geral; concelebrada pelo padre Heraldo José dos Reis (reitor), padre Francisco José da Silva (formador da Etapa Configurativa), padre Fabiano José Pereira (formador da Etapa Discipular e coordenador da Pastoral Vocacional) e padre Samuel de Faria Gâmbaro (formador da Etapa Propedêutica) e com a participação dos seminaristas e seus familiares, o Seminário Arquidiocesano de Pouso Alegre celebrou seu aniversário de fundação. Hoje (8), a instituição formativa do clero da Arquidiocese completa 124 anos de história.

Cônego Wilson Mário de Morais, vigário geral, presidiu missa na Festa das Famílias, no Seminário Arquidiocesano, no dia 7 de setembro.

Além disso, com essa comemoração, foi iniciada a preparação para o Jubileu de 125 anos do seminário, a ser celebrado no dia 8 de setembro de 2024. Também, os seminaristas Leonardo Henrique Couto Tosta, natural da Paróquia São José, em Congonhal (MG), e Lucas Lázaro Carvalho Simões, natural da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Conceição dos Ouros (MG), ambos do 3º ano da Etapa Configurativa, receberam o ministério de Leitor.

Da esquerda para a direita, seminarista Leonardo Henrique Couto Tosta, cônego Wilson Mário de Morais e seminarista Lucas Lázaro Carvalho Simões, por ocasião da celebração do ministério de Leitor, no dia 7 de setembro.

A pedido do reitor, os membros do clero arquidiocesano e fiéis são incentivados a rezar, hoje (8), pelos seminaristas e padres formadores, agradecendo a Deus pelas vocações na Arquidiocese de Pouso Alegre.

"Nosso seminário celebra, com a graça de Deus e a poderosa intercessão de Nossa Senhora Auxiliadora, 124 anos de história. Peço que, nas missas que forem celebrar hoje, rezem pela nossa Casa de Formação. Gratidão a todos pelo apoio ao trabalho da Equipe de Formação e acolhida e testemunho aos seminaristas. Iniciamos a preparação para o Jubileu dos 125 anos. Em tudo, damos graças a Deus", manifestou padre Heraldo nas mídias digitais.

O Seminário Diocesano Nossa Senhora Auxiliadora teve sua fundação em 8 de setembro de 1899, em Pouso Alegre. Até 1927, funcionou em vários prédios da cidade e, por fim, na ala esquerda do Colégio São José. A partir do episcopado de dom João Batista Correa Nery, bispo de Pouso Alegre de 1901-1908, o Seminário Diocesano e esse colégio tinham um mesmo reitor, embora fossem independentes um do outro.

Dom José Luiz Majella Delgado, C.Ss.R., arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, padres formadores e seminaristas, em missa e apresentação dos novos padres formadores, no dia 6 de fevereiro de 2023.

Na década de 1920, dom Octávio Chagas de Miranda, bispo de Pouso Alegre de 1916 a 1959, decidiu construir uma sede própria para o seminário, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 29 de dezembro de 1925. No dia 8 de maio de 1927, com a presença dos bispos da Província Eclesiástica de Mariana (MG), à qual pertencia Pouso Alegre, foi solenemente inaugurado edifício que abrigaria o seminário. Esse edifício é o atual prédio do Colégio Estadual.

Em 1934, por mandato da Santa Sé, foram extintos os cursos de Filosofia e Teologia existentes no seminário. A partir de então os seminaristas passaram a realizar seus estudos em Mariana. Essa vinculação formativa transcorreu até o final da década de 1970. Em 1947, o seminário sofreu ampliação, a pedido de dom Manuel Pedro da Cunha Cintra, visitador apostólico. Por ocasião do cinquentenário da fundação do seminário, em 1949, foram realizados grandes festejos.

Em 1960, dom José D’Ângelo Neto, bispo de Pouso Alegre de 1960 a 1962 e arcebispo de 1962 a 1990, após tomar posse da diocese, percebeu logo a necessidade de construir um novo seminário. Dom José D’Ângelo mobilizou toda diocese para construir o novo prédio do seminário. Esse projeto foi um desafio, pois nos anos pós-conciliares, os seminários brasileiros passaram por grandes provações devido à escassez de vocações.

Mesmo com dificuldades, dom José D’Ângelo conduziu a nova construção. Teve a seu lado o cônego Foch Morais Teixeira, falecido em 1996, que assumiu a liderança dos trabalhos, já que dom José passava seis meses de cada ano em Roma, participando do Concílio Vaticano II. A Igreja Particular de Pouso Alegre, elevada à categoria de arquidiocese em 1963, construiu seu novo seminário em terreno um pouco afastado do centro da cidade, numa região rural. Hoje, esse espaço é urbano e está localizado no Bairro São Carlos, na sede da arquidiocese.

A inauguração da nova construção foi em junho de 1968. A partir de então, os seminaristas foram transferidos para a nova casa e foram conduzidos por monsenhor Benedito Marcílio Magalhães. Em 1991, dom João Bergese, arcebispo de 1991 a 1996, num de seus primeiros atos, desejou promover uma reforma geral do prédio do seminário para melhorar as instalações e adaptá-las para abrigar o futuro Instituto Teológico São José. Essa reforma iniciou-se em 1992 e foi concluída em 1995, na reitoria de cônego Mauro Morais.

Atual fachada do Seminário Arquidiocesano.

O Instituto Teológico, sob o patrocínio de São José, fora inaugurado por dom Alfio Rapsarda, então núncio apostólico, no dia 21 de março de 1996. Essa data marcou a história da arquidiocese, pois, no dia da inauguração, faleceu dom João Bergese, horas após ter visitado o tão sonhado instituto.

Há 124 anos, o Seminário Nossa Senhora Auxiliadora tem se dedicado a formar homens a serviço do Evangelho e é a casa formativa dos membros do clero arquidiocesano.

 

Texto: padre Thiago de Oliveira Raymundo
Imagens: seminarista Márcio Aurélio Gonçalves Júnior

 

A imagem destacada da notícia traz os participantes da Festa das Famílias 2023, no jardim do Seminário Arquidiocesano, no dia 7 de setembro.


Natividade de Maria: veio ao mundo a Mãe do Redentor!

“Vinde, todas as nações, vinde, homens de todas as raças, línguas e idades, de todas as condições: com alegria celebremos a natividade da alegria! (…) Que a criação inteira se alegre, festeje e cante a natividade de uma santa mulher, porque ela gerou para o mundo um tesouro imperecível de bondade, e porque, por ela, o Criador mudou toda a natureza humana em um estado melhor!”  (São João Damasceno, século VIII)

Nove meses após a solenidade da Imaculada Conceição, no dia 8 de setembro, a Igreja celebra a Natividade de Maria Santíssima, esta que foi concebida por meio de um milagre de Deus concedido a seus pais já idosos, que ainda não tinham filhos, embora muito pedissem ao Senhor para receberem essa graça. E então, no tempo oportuno, o plano de Deus se cumpriu, com o nascimento daquela a qual daria à luz o Salvador do céu e da terra.

Nas Sagradas Escrituras nada encontramos sobre a origem e nascimento da Mãe de Deus, mas sim, em textos apócrifos e na Santa Tradição Católica, que apontam que Nossa Senhora nasceu em Jerusalém, próximo à piscina de Betesda, onde hoje se encontra a Basílica de Santa Ana (antiga casa onde morou com seus pais). Recebeu o nome "Miriam", que significa 'Senhora da Luz' em hebraico. O nome Maria provém da tradução de seu nome original para o latim.

A Virgem Maria foi um exemplo e modelo de vida cristã e por isso é uma mulher que deve ser imitada pela sua confiança, entrega e disponibilidade para servir a Deus e ao próximo. Nós, como filhos de Deus e também da Santíssima Virgem, somos chamados a recorrer a ela para encontrarmos refúgio, conforto, ajuda e proteção.

Oração

“Oh, Maria Santíssima, eleita e destinada ao eterno pela augustíssima Trindade para mãe do Unigênito Filho do Pai, anunciada pelos profetas, esperada pelos patriarcas e desejada por todas as gentes, sacrário e templo vivo do Espírito Santo, sol sem mancha, porque fostes concebida sem pecado original, Senhora do Céu e da Terra, Rainha dos céus e dos anjos! Nós, humildemente prostrados, vos veneramos e nos alegramos pela solene comemoração anual de vosso felicíssimo nascimento. E do mais íntimo de nosso coração, nós vos suplicamos que vos digneis, benigna, vir a nascer, espiritualmente, em nossas almas, para que, cativadas estas por vossa amabilidade e doçura, vivam sempre unidas ao vosso dulcíssimo e amabilíssimo coração. Amém!”

Referências:

História de Nossa Senhora da Natividade. Terra Santa. Disponível em: https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-nossa-senhora-da-natividade/483/102/.

Natividade de Nossa Senhora, o nascimento da Mãe de Deus. Santo do dia – Canção Nova. Disponível em: https://santo.cancaonova.com/santo/natividade-de-nossa-senhora-o-nascimento-da-mae-de-deus/.

Natividade de Nossa Senhora. CNBB, 2021. Disponível em: https://www.cnbb.org.br/natividade-de-nossa-senhora-2/.

Festa da Natividade de Nossa Senhora. INSPETORIA SÃO JOÃO BOSCO - BELO HORIZONTE, 2022. Disponível em: https://www.salesianos.br/blog/festa-da-natividade-de-nossa-senhora.

A natividade de Maria. Vatican news, 2020. Disponível em: https://www.vaticannews.va/pt/igreja/news/2020-09/a-natividade-de-maria.html.

Referência de imagem:

https://www.vaticannews.va/pt/feriados-liturgicos/natividade-de-nossa-senhora.html

 


#Reflexão: 23º domingo do Tempo Comum (10 de setembro)

A Igreja celebra o 23º Domingo do Tempo Comum, neste domingo (10). Reflita e reze com a sua liturgia.

Leituras:
1ª Leitura: Ez 33,7-9
Salmo: 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)
2ª Leitura: Rm 13,8-10
Evangelho: Mt 18,15-20

 

Acesse aqui as leituras.

 

CORREÇÃO FRATERNA E A NOSSA IDENTIDADE CRISTÃ

Sabemos que todos nós estamos sujeitos a erros e falhas em nossa caminhada, mas como ajudar alguém quando a pessoa está no mau caminho ou quando faz algo que nos atinge? A Palavra de Deus nos oferece a solução para ajudar um irmão ou irmã retomar o caminho da comunhão com Deus e com a comunidade.

Ir ao encontro e anunciar a Palavra de Deus são quase sempre ajudar uma pessoa a encontrar o caminho da salvação ou alertar sobre a estrada que leva para a condenação, como lemos na 1ª leitura com o profeta Ezequiel. Assim, quando alguém se desvia da estrada dos Mandamentos e da comunhão com Deus, cabe ao profeta anunciar e denunciar o erro, mesmo que isto traga dificuldades e até perseguições. O profeta cumpre sua missão de anunciar o caminho para Deus, mas cada um deverá fazer sua escolha. Não cabe ao profeta ficar com a Palavra de Deus para si, mas anunciá-la a todos.

São Paulo, na 2ª leitura, lembra que a nossa atitude deve ser ainda maior e mais profunda: devemos nos sentir sempre em dívida em relação ao exercício do amor. Não somente para com o pecador, mas para qualquer pessoa. A melhor forma de ajudar alguém a retomar o caminho para Deus é sermos um sinal vivendo o amor e a caridade.

Para Paulo, o cristão é um profeta não somente da Palavra de Deus, mas da prática concreta do amor.

Jesus não foi alguém que deixou belas palavras, mas ensinamentos que devem condicionar o nosso cotidiano e o nosso comportamento.

Paulo lembra os Mandamentos de Deus relacionados ao nosso modo de agir com os nossos irmãos e afirma (como Jesus) que tudo se resume no amor ao próximo e conclui: “a caridade é o pleno cumprimento da lei”.

Mateus, no Evangelho, também apresenta um ensinamento de Jesus para nossa vida cristã. Diferentemente de Ezequiel (na 1ª leitura) que recebe a missão de ajudar todas as pessoas que erram, Jesus no Evangelho deixou orientações para a nossa vida em comunidade, nós que somos irmãos da fé. O caso agora é para aqueles que possuem a mesma fé e estão no mesmo caminho tentando cumprir a vontade de Deus.

O versículo anterior ao Evangelho deste domingo conclui afirmando que “vosso Pai não quer que se perca sequer um destes pequeninos” (parábola da ovelha perdida). Dessa forma, como se pode recuperar uma “ovelha perdida” na comunidade? O próprio Jesus, no Evangelho deste domingo, responde. O amor de Deus é amplo e abraça todas as pessoas, independentemente se fazem parte ou não da sua Igreja. Se isto vale para qualquer pessoa, tem um significado maior e mais profundo quando se trata de pessoas que professam a mesma fé em Cristo.

Jesus inicia lembrando que são ensinamentos para pessoas que possuem a mesma fé: “Se teu irmão pecar contra ti...”. Trata-se de pessoas que estão procurando viver na comunidade (igreja) os princípios deixados por Deus, principalmente, o Mandamento da caridade. A orientação de Jesus é para quem se sente cristão e foi ofendido: aquele que foi machucado deve tomar a iniciativa para a reconciliação. Jesus dá por descontado que aqueles que têm fé também pecam (não tem jeito), por isso, apresenta a solução do problema.

Errar contra um irmão na comunidade, Jesus afirma, ser sempre um “pecado” (não um delito ou crime), e por isso, há sempre uma graça de Deus que pode atuar e apagá-lo, algo que passa pelo irmão atingido. O pecado, mesmo que seja somente entre dois irmãos, pode atingir a Deus (pecado) e a toda comunidade.

No nosso cotidiano, quase sempre, quem é ofendido se sente vítima e injustiçado, por isto, se pensa que a iniciativa de reconciliação é uma obrigação da parte de quem ofendeu. Para Jesus, é diferente. A pessoa ofendida deve dar o primeiro passo, ir ao encontro do irmão que fez algo contrário aos ensinamentos de Jesus. Esta atitude diferencia o cristão das demais pessoas: não espera o outro e não se sente como vítima, mas procura refazer a comunhão.

Relembrando que para Ezequiel, a orientação é diante de pecados que outros cometem, assim, o profeta deve sempre anunciar a verdade. Jesus fala “se teu irmão pecar contra ti”, neste caso, vai e “repreendê-lo”. Mas, tudo deve ser resolvido somente entre as duas pessoas. Como se trata de pessoas de fé que vivem os mesmos princípios, Jesus prevê que o irmão que pecou irá ouvir, possivelmente, se arrepender e mudar de vida. Neste primeiro passo em vista da reconciliação, se o irmão que errou se arrepender, Jesus afirma que “terás ganho teu irmão”. A reconciliação, segundo Jesus, entre irmãos é como um tesouro que alguém descobre (ou redescobre). O termo usado por Jesus, além desta passagem, ocorre somente na parábola dos talentos (lucrar colocando as moedas no banco). A reconciliação é um tesouro que todos saem lucrando quando é colocada em prática.

Mas, Jesus também previu a situação que é comum entre irmãos de mesma fé: quem ofendeu, não querer a reconciliação. A pessoa ofendida não deve desanimar, deve passar para o segundo passo tendo sempre em vista o bem comum entre os dois. Jesus aconselha a contar com a ajuda de duas pessoas (uma ou duas) da comunidade. Tais pessoas são chamadas por Jesus de “testemunhas”, não devem “tomar partido” ou julgar a questão, mas acompanhar e testemunhar a intenção da pessoa que foi ofendida. No fundo, a questão ainda deve ser resolvida entre as duas pessoas.

E se mesmo depois da presença de alguém como testemunha, a pessoa que ofendeu não quiser ouvir e aceitar a reconciliação, Nosso Senhor propõe o terceiro passo que é levar a questão para a Igreja decidir. A palavra “igreja” aparece somente em duas passagens em Mateus: no momento em que Pedro professa sua fé e, em seguida, Jesus promete construir sobre ele a sua Igreja; e a outra passagem é aqui sobre a correção fraterna (“Igreja” não aparece nos outros Evangelhos). Certamente, na época em que Mateus escreveu o Evangelho já existia uma organização da Igreja de Cristo bem definida, tendo alguém com uma autoridade para decidir sobre questões principais da comunidade cristã, inclusive sobre a necessidade da vivência da correção fraterna.

Mas, mesmo levando a questão para toda comunidade e sua autoridade, Jesus propõe um último recurso para a pessoa que foi ofendida se o irmão que errou não quiser a reconciliação. O irmão de coração duro deve ser considerado como “pagão” ou “publicano”. Aqui não há nenhum sentido negativo ou de desprezo. Os pagãos e publicanos eram considerados como aqueles que “ainda não conheciam a Palavra de Deus” e por isto, cabe ao cristão anunciar a Boa Nova de Jesus para ele. O cristão nunca deve nutrir nenhum sentimento negativo para com aqueles que não abraçaram ainda a fé, pelo contrário, como Jesus, os pagãos e publicanos são vistos como futuros irmãos da fé.

Bem! Aplicando este princípio da Evangelização dos primeiros cristãos, o irmão que continuar fechado até o último passo à reconciliação deve ser ajudado a refazer sua caminhada de fé (como um pagão), redescobrir o valor do Mandamento principal de Jesus (Sacramento do Amor) e principalmente praticar isto no meio da comunidade. Como a última etapa do itinerário da correção fraterna termina na Igreja, essa deve ser mãe para auxiliar esses irmãos, o valor do testemunho do amor a começar entre nós que temos a mesma fé.

Sobressai no Evangelho de hoje a necessidade de sempre buscar a reconciliação e a união. É preciso estar unido realmente na fé e de coração e não simplesmente reunido em nome de Jesus. A nossa união de coração e fé é que vai dar força a nossa oração, pois mais do que rezar a Deus é necessário rezar como Igreja e como família de irmãos e de irmãs. Jesus insiste algumas vezes que é necessário estar unido, buscar sempre a união na terra para estar unido realmente junto de Deus. Ser cristão é celebrar sempre a comunhão, movidos todos pela causa maior que é o Amor que Jesus ensinou. O texto diz “estar em sintonia” com teu irmão, usa-se um termo que lembra “sinfonia”: estar afinado, em harmonia. Não é algo como todos falando o mesmo e pensando do mesmo modo, mas cada um dar sua contribuição, do seu modo, mas em harmonia e no mesmo tom.

O Evangelho deste domingo inicia falando de alguém chamado de irmão na fé, mas porque se recusa a praticar a reconciliação com outro irmão na fé, esse é chamado por Jesus de pagão: alguém que não conhece nosso Deus de Amor. De fato, a caridade exercitada através da correção fraterna entre irmãos é o mínimo que se espera de pessoas que professam a fé e conhecem o amor de Jesus Cristo.

 

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Paróquia São José Operário em Itajubá (MG) recebe Visita Pastoral de Dom Majella

Entre os dias 31 de agosto e 03 de setembro, dom José Luiz Majella Delgado, CSsR, arcebispo metropolitano de Pouso Alegre, realizou Visita Pastoral na Paróquia São José Operário, em Itajubá (MG), com o objetivo de ter um contato mais próximo com os padres e o povo, conhecendo a realidade pastoral da paróquia e dialogando com a sociedade civil.

A Visita Pastoral, teve início no dia 31 de agosto, às 11 horas, com a acolhida do arcebispo e um breve momento de oração, na Igreja Matriz de São José Operário. Na tarde deste dia, aconteceu a visita à Secretaria Paroquial e em seguida, a algumas pessoas enfermas. No fim da tarde, as comunidades rurais Santo Expedito (Furnas) e Nossa Senhora Aparecida (Gerivá) receberam a visita do arcebispo para um momento celebrativo. À noite, dom Majella visitou a comunidade rural São Pedro (Capetinga), celebrando a Eucaristia e participando de uma confraternização.

Na manhã do dia 1º de setembro, a Escola Municipal Rafael Magalhães, o SESI e a Escola Castelo do Saber foram visitadas por dom Majella. Também receberam a visita do arcebispo, a Vila Vicentina São José Operário e a Casa de Formação Nossa Senhora de Guadalupe (Javé Nissi). Após o almoço, mais alguns enfermos foram visitados e no fim da tarde, as comunidades rurais Nossa Senhora de Fátima (Pessegueiro) e Santa Teresinha (Rancho Grande) foram visitadas por dom Majella, que presidiu nessas comunidades, um momento celebrativo. À noite, ele retornou para a comunidade urbana São Paulo Apóstolo, onde presidiu a Celebração da Eucaristia e participou do momento de confraternização.

Na manhã do sábado, dia 02 de setembro, as comunidades urbanas Nossa Senhora das Graças (Avenida) e São Judas Tadeu (São Judas) se reuniram para o encontro com o arcebispo, participando do momento celebrativo presidido por ele. Ainda de manhã, dom Majella visitou as crianças da catequese paroquial e mais alguns enfermos. À tarde, o Hospital das Clínicas de Itajubá e o Lar da Providência receberam a visita do arcebispo. A comunidade urbana São Francisco de Assis (Morro Chic), no fim da tarde, acolheu o arcebispo que presidiu um momento celebrativo com os fiéis. Em seguida, dom Majella se dirigiu para o bairro Novo Horizonte, percorrendo as ruas do bairro e celebrando a Eucaristia na comunidade urbana Nossa Senhora do Rosário. Após a celebração, toda comunidade participou de uma confraternização.

No domingo, dia 03 de setembro, logo de manhã, dom Majella presidiu a Celebração Eucarística na comunidade urbana Santa Isabel (Vila Isabel) e participou de um café comunitário. Ainda na parte da manhã, visitou as comunidades urbanas Sagrados Corações (Capetinga) e Nossa Senhora do Carmo (Bahamas), presidindo nelas um momento celebrativo. Logo após, reuniu-se com o CPP - Conselho Paroquial Pastoral. O início da tarde ficou reservado para o arcebispo consultar os livros do Arquivo Paroquial, fazendo neles os registros de sua visita pastoral. Em seguida, presidiu momento celebrativo na comunidade urbana Santa Rita de Cássia (Loteamento Sapucaí) e encontrou-se com os crismados, adolescentes e jovens na Igreja Matriz. E a Visita Pastoral foi encerrada com a Celebração Eucarística na Igreja Matriz, às 18 horas.

Segundo o padre Daniel Santini Rodrigues, pároco da Paróquia São José Operário:

"A visita pastoral foi tempo de memória da caminhada pastoral de nossa paróquia e de celebração de sua história e, principalmente, possibilitou abrir novos horizontes na evangelização... Ao sermos confirmados na fé, fomos enviados em missão... Nossa gratidão a Dom Majella pela presença amiga, acolhedora e missionária em nosso meio."

 

A coordenadora do Conselho Paroquial de Pastoral, Maura Goreti dos Passos Oliveira, também afirma que:

"A visita pastoral foi um tempo de graça, um momento muito forte em toda a paróquia. Um acontecimento marcante para todos. Em tempos de pós pandemia, onde muita gente perdeu a motivação, esta visita veio reacender a chama da fé, da alegria e do interesse para com as coisas de Deus. A alegria e o interesse, estavam estampados no rosto de todos, com a visita e com a presença de nosso pastor. Deus seja louvado pelas visitas realizadas em tantas residências de idosos e enfermos; visitas realizadas em várias instituições; celebrações realizadas em todas as comunidades tanto urbanas como rurais. Fizemos memória, celebramos, meditamos e compartilhamos para que possamos continuar a missão com mais ardor e com mais confiança em Deus. Conselhos, orientações valiosas nos foram passadas por D. Majella nesses dias da Visita Pastoral. Todos unidos em oração, percebendo a necessidade desta presença do pastor em nosso cotidiano, ativou a chama do espírito sinodal para caminharmos juntos."

 

Confira outras imagens da Visita Pastoral na Galeria de Fotos

 

Texto: padre José Luiz Faria Junior

Imagens: PASCOM - Paróquia São José Operário


Arquidiocese de Pouso Alegre promove 3º Fórum Social Arquidiocesano

Neste domingo, 03 de setembro, em Pouso Alegre (MG), aconteceu o 3º Fórum Social Arquidiocesano, com o tema: "Vida e Missão: compromisso social" e o lema: "Vós sois todos irmãos"(Mt 23,8).

O 3º Fórum Social Arquidiocesano, teve início às 8 horas, com a Celebração Eucarística celebrada na Igreja Matriz de São João Batista, em Pouso Alegre (MG), presidida pelo padre Felipe Mateus da Silva, assessor  da Comissão Arquidiocesana "Comunidade de Fé e Serviço da Vida Plena para Todos".

Em seguida, os participantes, vindos de diversas paróquia da arquidiocese, se dirigiram para o Centro Pastoral da Paróquia São João Batista, onde participaram de uma análise de conjuntura.  Logo após, aconteceu a reflexão sobre a temática principal do 3º Fórum Social Arquidiocesano - "Vida e Missão: compromisso social" - assessorada por Luiz Henrique Ferfoglia, presidente do CNLB (Conselho Nacional do Laicato do Brasil) do Regional Sul 1 da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Na parte da tarde, os participantes se dividiram em grupos para participarem das Salas Temáticas que consistiram dos temas: Casa Comum, Fé e Política, Dimensão Social da Fé, Segurança Alimentar e Pacto Educativo Global. O fórum encerrou-se após uma plenária com aquilo que foi refletido nas Salas Temáticas.

Segundo o padre Felipe Mateus da Silva:

"O objetivo deste Fórum Social, é convidar as comunidades de fé e as pessoas boa vontade a pensarem, promoverem, e identificarem caminhos para superar as polarizações diante das desigualdades sociais; comprometer com as ações de cuidado com a Casa Comum, denunciando ações de exploração e destruição socioambiental; animar ações concretas de amor ao próximo; promover a cultura do amor como superação as desigualdades e compartilhar e fortalecer as experiências concretas de diálogo e convívio fraterno. Neste caminho, estejamos com o coração aberto e olhos fixos sempre em Jesus. Só juntos, na fraternidade e na solidariedade, seremos capazes de partilhar iniciativas para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária a todos."

Texto e Imagens: padre José Luiz Faria Junior


Padres da Arquidiocese de Pouso Alegre participam de Formação Permanente dos Presbíteros promovida pelo Regional Leste 2 da CNBB

Do dia 28 de agosto a 1º de setembro, aconteceu o encontro de Formação Permanente dos Presbíteros do Regional Leste 2 da CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. O evento contou com a participação de 79 padres das arquidioceses e dioceses que correspondem ao estado de Minas Gerais.

 

O encontro de formação foi promovido pela Comissão Regional de Presbíteros - CRP do Regional Leste 2 da CNBB e aconteceu no Hotel Fazenda Retiro das Rosas, no distrito de Cachoeira do Campo, município de Ouro Preto (MG). A assessoria foi realizada pela professora Maria Inês de Castro Millen, que é médica e doutora em teologia.

A arquidiocese de Pouso Alegre esteve representada pelo Coordenador Arquidiocesano da Pastoral Presbiteral, padre Heraldo José dos Reis, e pelos padres Sebastião Márcio Maciel e José Luiz Faria Junior.

A temática refletida foi "Onde pisam os pés, a cabeça pensa e o coração ama!", que consistiu em uma análise de conjuntura e as implicações na vida e na missão dos presbíteros.

O bispo auxiliar da arquidiocese de Belo Horizonte e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada no Regional Leste 2, Dom Nivaldo dos Santos Ferreira, também participou do primeiro dia do encontro.

Participação dos padres da Província Eclesiástica - Arquidiocese de Pouso Alegre, Diocese da Campanha e Diocese de Guaxupé

 

Texto: padre José Luiz Faria Junior

Imagens: Comissão Regional de Presbíteros - Leste 2